Os vereadores de Dourados, em Mato Grosso do Sul, aprovaram por unanimidade, durante a 9ª Sessão Ordinária realizada em 25 de março de 2025, o redirecionamento de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a construção do Hospital Municipal da cidade. A decisão, que altera a destinação original de R$ 15 milhões inicialmente previstos para a pavimentação de vias urbanas, foi formalizada por meio do Projeto de Lei nº 026/2025, de autoria do Executivo Municipal, e reflete a prioridade dada à saúde pública em um momento de crescente demanda por serviços hospitalares na região. O montante, proveniente do PAC, será agora utilizado para iniciar as obras do Hospital Municipal, uma demanda histórica dos moradores de Dourados, que é a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, com cerca de 230 mil habitantes, segundo o IBGE. A unidade, planejada para ser construída em uma área de 5 mil metros quadrados no bairro Jardim Guaicurus, terá 120 leitos, incluindo 20 de UTI, e contará com setores de emergência, maternidade, pediatria e ortopedia, além de um centro cirúrgico. A expectativa é que o hospital atenda não apenas a população local, mas também pacientes de municípios vizinhos, desafogando o Hospital da Vida, principal referência da região, que frequentemente opera acima de sua capacidade. O presidente da Câmara Municipal, Laudir Munaretto (MDB), destacou a relevância da obra para o município. “A construção do Hospital Municipal é um marco para Dourados. Esses R$ 15 milhões são um passo inicial, e a Câmara está comprometida em buscar mais recursos para que a obra seja concluída e entregue à população”, afirmou. A vereadora Daniela Hall (PSD), que também preside a Comissão de Saúde da Casa, reforçou a necessidade de priorizar a saúde, lembrando que a superlotação de unidades existentes tem impactado diretamente a qualidade do atendimento. “Estamos falando de salvar vidas. Essa obra vai transformar a realidade de quem depende do SUS em Dourados”, declarou. A proposta de redirecionamento foi articulada pela prefeitura em conjunto com o governo federal, que aprovou a realocação dos recursos do PAC após negociações com o Ministério da Saúde. O prefeito Alan Guedes (PP) já havia sinalizado, em fevereiro de 2025, que a construção do hospital seria uma das prioridades de sua gestão, com um custo total estimado em R$ 60 milhões. Além dos R$ 15 milhões do PAC, a prefeitura busca captar mais R$ 45 milhões por meio de emendas parlamentares e parcerias com o governo estadual, que também planeja a construção do Hospital Regional da Grande Dourados (HRGD), uma obra complementar que atenderá 34 municípios da região. A decisão dos vereadores foi bem recebida pela população, que há anos cobra melhorias na infraestrutura de saúde. No entanto, alguns moradores expressaram preocupação com a suspensão das obras de pavimentação, que também são uma demanda antiga em bairros periféricos. A prefeitura garantiu que novos projetos de infraestrutura viária serão apresentados em breve, com recursos de outras fontes, para atender às necessidades de mobilidade urbana. Enquanto isso, o foco na saúde pública sinaliza um esforço para enfrentar um dos maiores desafios de Dourados, com a expectativa de que o Hospital Municipal comece a operar até o final de 2027.
Trump Profere Ultimato ao Irã sobre Pacto Nuclear
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as tensões com o Irã ao emitir um ultimato contundente em 20 de março de 2025, conforme reportado pela Newsweek. Em uma carta enviada ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, Trump deu um prazo de dois meses para que o Irã chegue a um novo acordo nuclear, ameaçando consequências severas caso a exigência não seja atendida. “Se não fizerem acordo, haverá bombardeio, e será um bombardeio como nunca viram antes”, declarou o presidente em entrevista à NBC News, em 31 de março, reforçando sua postura de linha dura contra o programa nuclear iraniano. A carta, entregue por meio do ministro de Estado para Assuntos Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, propõe negociações para um novo pacto, mas exclui explicitamente conversas sem prazo definido, sinalizando a urgência imposta por Washington. Trump confirmou a existência da carta e reiterou que o Irã tem duas opções claras: negociar ou enfrentar ações militares. “Teerã não pode desenvolver armas nucleares, e os Estados Unidos tomarão medidas decisivas se necessário”, afirmou, ecoando a política de “pressão máxima” que marcou sua primeira gestão, quando retirou os EUA do acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), em 2018. O Irã, por sua vez, tem rechaçado as ameaças americanas. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, respondeu em 31 de março, via comunicado enviado pelo sultanato de Omã, que Teerã não aceitará negociações diretas com os EUA sob pressão militar ou sanções. “O Irã sempre esteve aberto a negociações indiretas, e o Líder Supremo enfatizou que esse caminho pode continuar”, declarou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, referindo-se ao aiatolá Khamenei. O governo iraniano insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos, uma posição que mantém há décadas, apesar das acusações ocidentais de que busca desenvolver armas nucleares por meio do enriquecimento de urânio a níveis elevados. A escalada retórica ocorre em um momento delicado para as relações entre os dois países. Trump, que em seu primeiro mandato impôs sanções severas ao Irã, ameaçou também impor tarifas secundárias – que afetam compradores de bens iranianos, como petróleo – caso o Irã não ceda às exigências. O Departamento de Estado dos EUA reforçou a posição do presidente, afirmando que “os EUA não podem permitir que o Irã adquira uma arma nuclear” e que, se o regime iraniano rejeitar um acordo, Trump “buscará outras opções, que serão muito ruins para o Irã”. A ameaça de bombardeio, embora não detalhada, remete a operações militares americanas passadas na região, como os ataques aéreos no Iraque e na Síria, e levanta temores de um conflito mais amplo no Oriente Médio. A comunidade internacional acompanha o desenrolar da situação com preocupação. Especialistas em política externa, como Daniel Byman, da Universidade de Georgetown, alertam que a retórica beligerante pode dificultar negociações e aumentar o risco de escalada militar, especialmente em um contexto de instabilidade regional, com conflitos em Gaza e no Líbano. Enquanto isso, o Irã, que enfrenta sanções econômicas severas desde 2018, busca manter sua posição soberana, mas também sinaliza abertura para diálogos indiretos, uma prática comum em negociações anteriores mediadas por países como Omã e Qatar.
Operário Bate Ivinhema no Fim e Fica a Um Passo do Título no Sul-Mato-Grossense
O Operário Futebol Clube conquistou uma vitória crucial na primeira partida da final do Campeonato Sul-Mato-Grossense de 2025, derrotando o Ivinhema por 1 a 0 no sábado, 29 de março, no Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande. O gol decisivo, anotado por Matheus Bidick nos acréscimos do segundo tempo, deu ao Galo uma vantagem importante para o jogo de volta, marcado para o próximo domingo, 6 de abril, às 17h, no Estádio Saraivão, em Ivinhema. Com o resultado, o Operário pode garantir o bicampeonato com um empate, enquanto o Ivinhema precisará vencer por dois ou mais gols para levar o título no tempo normal – uma vitória simples levará a decisão para os pênaltis. O jogo começou com o Operário pressionando desde o apito inicial. Com menos de um minuto, Everton Canela cabeceou para fora após um cruzamento pela esquerda, sinalizando a postura ofensiva do time da casa. Aos cinco minutos, Canela teve nova oportunidade, mas o goleiro Neto, do Ivinhema, fez uma defesa segura ao fechar o ângulo. O Azulão do Vale respondeu aos sete minutos, com Thiaguinho arriscando um chute forte de fora da área, que foi bem defendido por Elisson, goleiro do Operário. Aos 18 minutos, Rafinha cobrou uma falta pela direita, e Tico desviou de cabeça, exigindo mais uma intervenção de Neto. O Ivinhema assustou aos 32 minutos em um contra-ataque: Wendel invadiu a área pela direita após um lançamento, mas perdeu o equilíbrio e chutou para fora. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Operário intensificou a pressão: aos 38 minutos, Rafinha cobrou escanteio, e Vinícius cabeceou para outra defesa de Neto; aos 45, Bruno Boca desviou uma bola na área, que acertou o travessão, e Uberaba afastou o perigo. Na etapa final, o Ivinhema voltou mais organizado e passou a dominar as ações, criando as melhores chances. Aos dois minutos, Wendel cobrou uma falta com perigo, mas Elisson fez uma defesa segura. Aos 23 minutos, Luan quase marcou um golaço para o Azulão, chutando de fora da área, mas Elisson, em noite inspirada, salvou o Operário novamente. O Galo, que parecia desconectado, só conseguiu reagir aos 32 minutos, quando Matheus Bidick, que havia entrado no decorrer do jogo, roubou a bola de Michel e rolou para Everton Canela, que bateu cruzado, mas mandou para fora. Aos 39 minutos, Iury cobrou escanteio, e Douglas cabeceou para mais uma defesa de Neto, que se destacava como um dos melhores em campo. Quando o empate parecia certo, o lance decisivo aconteceu aos 45 minutos do segundo tempo. Matheus Bidick recebeu um lançamento longo, avançou em velocidade e foi derrubado na área por Michel, que recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. O pênalti foi marcado, e, aos 48 minutos, Bidick cobrou com precisão, deslocando o goleiro Neto e garantindo a vitória do Operário por 1 a 0. O gol nos acréscimos foi celebrado com entusiasmo pela torcida no Jacques da Luz, que viu o time dar um passo importante rumo ao 14º título estadual de sua história. O Ivinhema, que busca seu segundo troféu estadual – o primeiro foi em 2008 –, terá a chance de reverter o placar em casa, mas precisará superar a desvantagem numérica e o bom momento do Operário, atual campeão e favorito ao título. O confronto de volta promete ser intenso, com o Galo buscando consolidar sua hegemonia e o Azulão do Vale lutando para fazer história após uma década longe das finais.
Reino Unido Lança Diretrizes de Sentença para 1º de Abril de 2025, com Foco em Minorias Étnicas e Grupos Vulneráveis
A partir de 1º de abril de 2025, o Reino Unido implementará novas diretrizes de sentenciamento estabelecidas pelo Sentencing Council, que introduzem a exigência de relatórios pré-sentença detalhados para casos envolvendo minorias étnicas, jovens adultos de 18 a 25 anos e indivíduos com vulnerabilidades específicas, como dependências químicas ou problemas de saúde mental. Essas diretrizes, publicadas em 6 de março de 2025 pelo The Guardian, visam oferecer um panorama mais completo do perfil dos réus, permitindo que juízes e magistrados considerem fatores como histórico social, cultural e pessoal antes de determinar penas. Fontes indicam que esses grupos podem receber sentenças mais leves ou alternativas à prisão, como serviços comunitários ou programas de reabilitação, em vez de penas duras, caso sejam identificadas circunstâncias mitigadoras. A mudança reflete uma tentativa de abordar disparidades no sistema de justiça criminal, onde dados oficiais mostram que comunidades negras e de minorias étnicas estão sobrerrepresentadas nas prisões do Reino Unido. Segundo o Ministério da Justiça, em 2023, pessoas de origem negra representavam 13% da população carcerária, apesar de comporem apenas 3% da população total do país. Jovens adultos e indivíduos com vulnerabilidades, como dependentes de substâncias, também enfrentam taxas de reincidência mais altas, o que levou o Sentencing Council a priorizar abordagens que evitem o encarceramento desnecessário, especialmente quando há riscos de agravamento de problemas sociais em ambientes prisionais. No entanto, a iniciativa já enfrenta críticas de setores conservadores e da oposição, que alertam para o risco de criar um “sistema de dois pesos e duas medidas” no judiciário britânico. O ex-secretário de Justiça Robert Jenrick, em declarações ao programa Today, da BBC Radio 4, em 6 de março, classificou as diretrizes como um “abordagem genérica” que poderia beneficiar grupos específicos com base em características étnicas ou sociais, em detrimento de uma justiça igualitária. Líderes comunitários e especialistas em segurança pública, como o ex-comissário da polícia de Londres Ian Blair, também expressaram preocupação de que a flexibilização poderia minar a confiança pública no sistema penal, especialmente em áreas com alta criminalidade, como Glasgow e Birmingham, onde crimes violentos, incluindo os relacionados a gangues, permanecem um desafio. As novas diretrizes exigem que magistrados e juízes solicitem relatórios detalhados antes de sentenciar réus pertencentes a esses grupos, detalhando fatores como histórico de abuso, condições de saúde mental, dependência de álcool ou drogas e contexto socioeconômico. O objetivo é reduzir o impacto negativo de penas custodiárias, que estudos do Sentencing Council indicam terem alta taxa de reincidência entre jovens e minorias étnicas – cerca de 60% em cinco anos, segundo dados de 2022. Alternativas como monitoramento eletrônico, terapias e programas de reintegração social serão incentivadas, com a prisão reservada para casos de extrema gravidade. Apesar da intenção de promover uma justiça mais equitativa, o debate público já se intensificou. Advogados de direitos humanos elogiam a mudança como um passo para uma abordagem mais humana, enquanto críticos, como o Instituto para Estudos Econômicos (IEA), argumentam que o sistema pode abrir brechas para interpretações subjetivas, potencialmente enfraquecendo a segurança pública. O governo trabalhista, sob o primeiro-ministro Keir Starmer, defende as diretrizes como parte de uma reforma mais ampla do sistema penal, mas reconhece a necessidade de monitoramento para evitar desequilíbrios. A implementação será acompanhada por um comitê independente, que avaliará os impactos nos próximos dois anos.
Governo Atrasa Financiamento às Aéreas, Demanda do Setor para Apoiar Recuperação Ainda sem Resolução
O governo federal enfrenta críticas do setor aéreo brasileiro devido à demora na liberação de financiamentos considerados vitais para a recuperação das companhias aéreas. Mais de 100 dias após a aprovação da política de crédito público pelo Congresso Nacional, em agosto de 2024, a composição de um comitê de três integrantes responsável pela gestão dos recursos ainda não foi definida. A lentidão contrasta com a urgência expressa pelas empresas, que, após cinco anos consecutivos de prejuízos, veem nos empréstimos uma oportunidade de reestruturação financeira e retomada sustentável, conforme reportagem publicada pelo Midiamax em 30 de março de 2025. A medida, sancionada como parte de alterações na lei do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), previa inicialmente R$ 6 bilhões em recursos, mas o valor foi reduzido para R$ 4 bilhões no projeto enviado ao Congresso, gerando descontentamento entre as aéreas. Esses empréstimos, a serem operacionalizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), visam apoiar a manutenção de aeronaves, a compra de combustíveis e a renovação de frotas, áreas críticas para um setor que enfrenta desafios como a alta do dólar – impactando 60% dos custos – e a escassez de aviões devido a atrasos na produção global. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, foi um dos principais articuladores da iniciativa, mas fontes do setor apontam que o perdão de dívidas fiscais recentes pode ter diminuído o ímpeto do governo em priorizar a liberação dos fundos. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mantém a demanda por crédito como uma prioridade estratégica, destacando que o setor sofre com dificuldades estruturais, como o desequilíbrio na oferta de motores e aeronaves e a dependência de insumos dolarizados. “O atraso compromete nossa capacidade de aproveitar a retomada da demanda, que já supera níveis pré-pandemia em voos domésticos”, afirmou um representante da Abear em nota recente. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que, em 2024, o transporte de passageiros em voos nacionais atingiu 98 milhões, mas as companhias ainda lutam para reverter os prejuízos acumulados desde 2020, estimados em R$ 35 bilhões. A demora na formação do comitê gestor é atribuída, segundo apuração do Broadcast, a uma percepção no Executivo de que a urgência da medida teria diminuído após sinais de recuperação no setor, como o aumento de 25% na demanda de passageiros registrado por empresas como a Azul em fevereiro de 2025. No entanto, especialistas alertam que essa visão subestima os desafios de longo prazo. A redução de R$ 2 bilhões no montante prometido também foi vista como um recuo simbólico, especialmente após o governo rejeitar a ideia de transformar os financiamentos em uma política permanente, como defendia a ex-presidente da Abear, Jurema Monteiro, que estimava a necessidade de ao menos R$ 8 bilhões até o fim de 2025. Enquanto o governo avalia os próximos passos, as companhias aéreas seguem pressionando por agilidade. A proposta atual não impacta a meta fiscal de 2024, já que os R$ 4 bilhões são classificados como despesa financeira, mas a falta de clareza sobre a liberação mantém o setor em compasso de espera. O diálogo entre oapproach Ministério de Portos e Aeroportos e o Congresso continua, mas, por ora, a incerteza persiste, deixando as empresas à mercê de um cenário econômico volátil e de uma recuperação que exige mais do que promessas.
Fluminense Demite Mano Menezes Após Derrota na Estreia do Brasileirão
O Fluminense anunciou, na madrugada deste domingo, 30 de março de 2025, a demissão do técnico Mano Menezes, horas após a derrota por 2 a 0 para o Fortaleza na rodada inaugural do Campeonato Brasileiro. A decisão, comunicada oficialmente pelo clube, também marcou a saída dos auxiliares Sidnei Lobo e Thiago Kosloski, além do preparador físico Flávio Oliveira. O auxiliar-técnico permanente Marcão assume o comando interino da equipe, começando pelo próximo desafio contra o Once Caldas, na Colômbia, pela estreia na Conmebol Sul-Americana, marcada para terça-feira, 1º de abril. Mano Menezes, de 62 anos, deixa o Fluminense após uma passagem de pouco mais de oito meses, iniciada em julho de 2024, quando o time enfrentava a lanterna do Brasileirão com apenas seis pontos em 13 rodadas. Sob seu comando, o Tricolor escapou do rebaixamento na temporada passada, somando 40 pontos em 25 jogos, com aproveitamento de 53% – 11 vitórias, sete empates e sete derrotas. Apesar do sucesso em evitar a queda, a pressão sobre o treinador cresceu nos últimos meses, alimentada por eliminações na Libertadores e no Carioca, onde o time foi vice-campeão para o Flamengo, e pela falta de consistência ofensiva, com o ataque marcando apenas 33 gols em 38 rodadas em 2024. A estreia no Brasileirão 2025 expôs fragilidades que já vinham sendo questionadas. No Castelão, o Fortaleza dominou os primeiros 25 minutos, com gols de Lucero e Tinga antes da metade do primeiro tempo, aproveitando falhas defensivas e a falta de reação do Fluminense. Mano, que justificou uma substituição precoce aos 12 minutos como tentativa de corrigir o encaixe tático, admitiu em coletiva que o time “não entregou o que precisava” e que a ausência de jogadores importantes na preparação, devido à Data Fifa, comprometeu o desempenho. A derrota, somada à insatisfação da torcida, que já protestava desde o fim de 2024, selou seu destino. O clube emitiu uma nota agradecendo a dedicação de Mano e sua equipe, desejando sucesso em seus próximos passos. A saída do treinador reflete uma tentativa de reverter o clima de instabilidade em um ano que inclui competições como o Brasileirão, a Copa do Brasil, a Sul-Americana e o Mundial de Clubes. Marcão, que assume interinamente, já dirigiu o Fluminense em outras ocasiões, como em 2021, quando conquistou 11 vitórias em 18 jogos. Sua primeira missão será buscar um resultado positivo na altitude colombiana, enquanto a diretoria avalia opções para um comando definitivo. A torcida tricolor, que lotou o Maracanã com 45 mil pagantes no empate contra o Internacional na véspera, demonstra apoio ao clube, mas também cobra mudanças. A demissão de Mano Menezes abre um novo capítulo na temporada do Fluminense, que agora busca um treinador capaz de equilibrar a defesa sólida construída em 2024 com uma produção ofensiva mais efetiva, essencial para os desafios que estão por vir.
Flamengo Marca no Segundo Tempo e Empata com o Inter na Estreia do Brasileirão
No último sábado, 29 de março de 2025, o Maracanã foi palco de um confronto equilibrado entre Flamengo e Internacional, que terminou em empate por 1 a 1 na rodada de abertura do Campeonato Brasileiro. Em um duelo entre dois gigantes cotados como favoritos ao título, o jogo marcou a estreia das equipes na competição, com o Internacional saindo na frente no placar e o Flamengo buscando a igualdade na etapa final, em uma partida que testou as estratégias de ambos os lados. O Flamengo, mesmo desfalcado de peças importantes como Arrascaeta, Viña, Gerson e Pedro, começou impondo seu ritmo. Wesley, Luiz Araújo, Bruno Henrique e Juninho criaram perigo desde os primeiros minutos, mas esbarraram na sólida atuação do goleiro uruguaio Rochet, do Internacional. O camisa 1 colorado brilhou com pelo menos duas defesas cruciais, incluindo um cabeceio à queima-roupa de Juninho, mantendo o placar zerado até os 33 minutos do primeiro tempo. Foi então que o Inter, em um lance preciso, abriu o marcador: Bernabei cruzou da esquerda e Bruno Henrique, homônimo do atacante rubro-negro, finalizou de primeira para vencer o goleiro Rossi. A resposta do Flamengo veio no segundo tempo, após o intervalo que trouxe uma baixa significativa para o Internacional: Rochet, lesionado em uma dividida com Juninho, deu lugar a Anthoni. Aos 8 minutos, a persistência rubro-negra foi recompensada. Michael chutou cruzado após um escanteio, e a bola sobrou para Léo Pereira, que, com oportunismo, empatou o jogo. O gol inflamou o time carioca, que seguiu pressionando. Luiz Araújo quase virou o placar aos 9 minutos, driblando Aguirre e chutando para fora, enquanto Juninho carimbou a trave aos 10 minutos, evidenciando a superioridade momentânea do Flamengo. Apesar do domínio em finalizações – o Flamengo registrou 11 arremates contra apenas 2 do Inter na segunda etapa –, a equipe gaúcha segurou o resultado com uma postura defensiva sólida. O técnico Roger Machado ajustou o time para conter as investidas rubro-negras, enquanto Anthoni, substituto de Rochet, fez defesas importantes, como em um chute de Erick Pulgar aos 26 minutos. O Internacional só ameaçou novamente aos 33 minutos, com Alan Patrick chutando para fora, mas o placar não se alterou até o apito final. O empate reflete um jogo tático, com o Internacional mostrando eficiência na única chance clara que teve no primeiro tempo e o Flamengo demonstrando maior volume ofensivo, mas pecando na pontaria. A renda de R$ 3,15 milhões e o público de 45.528 pagantes (48.452 no total) no Maracanã indicam o peso da estreia para as torcidas. O próximo desafio do Flamengo será contra o Vitória, no dia 6 de abril, no Barradão, enquanto o Internacional enfrenta o Cruzeiro pela segunda rodada, após um compromisso na Libertadores contra o Bahia.
Protagonistas na Democracia Provam que Lugar de Mulher é na Política em Mato Grosso do Sul
Em um evento marcante no Bosque Expo, em Campo Grande, o segundo painel do “Delas Day”, promovido pela Secretaria de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul nos dias 26 e 27 de março de 2025, trouxe à tona o tema “Mulher, Democracia e Participação Política”. Realizado como parte das celebrações do Mês da Mulher, o debate reuniu lideranças femininas do estado que, com suas trajetórias inspiradoras, reforçaram a importância da presença feminina nos espaços de poder. Mediado pela secretária de Cidadania, Viviane Luiza, o painel destacou histórias de superação e luta, mostrando que a política é, sim, um território a ser ocupado por mulheres. Entre as participantes estavam a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, a senadora Tereza Cristina, a deputada estadual Mara Caseiro, a vereadora de Antônio João, Inaye Lopes Kaiowá, e a diretora nacional do Sebrae, Margarete Coelho. Cada uma compartilhou experiências que evidenciam os desafios enfrentados por mulheres na política, desde preconceitos estruturais até a necessidade de provar competência em um ambiente historicamente dominado por homens. Viviane Luiza abriu o evento com dados da ONU, apontando que, dos 36 mil assentos parlamentares no mundo, apenas 26% são ocupados por mulheres, um reflexo da sub-representação que persiste globalmente. Adriane Lopes, primeira mulher eleita prefeita de Campo Grande, emocionou a plateia ao narrar sua jornada, que começou vendendo sorvetes de porta em porta para custear a faculdade de Direito. “Foram dois anos e oito meses como empossada, e me diziam: ‘ela não é legítima, ela só assumiu um cargo e quem manda é o marido dela’”, lembrou, destacando os comentários machistas que enfrentou. Sua mensagem às mulheres foi clara: “A paridade nos espaços de poder é discutida, mas nem sempre praticada. Estou abrindo portas para outras.” Sua gestão, segundo ela, é uma prova concreta de que a presença feminina pode transformar realidades. A senadora Tereza Cristina, por sua vez, enfatizou a necessidade de coragem e união entre as mulheres. “O mundo ainda é machista, mas somos a maioria da população, preparadas e qualificadas. Quero ver mais mulheres no Mato Grosso do Sul fazendo boa política, representando a todas nós – e por que não os homens também?”, declarou. Sua fala ressoou como um convite para que as mulheres deixem a zona de conforto e ocupem espaços tradicionalmente reservados aos homens, desafiando a ideia de que política é um campo exclusivamente masculino. Margarete Coelho, ex-deputada federal e primeira vice-governadora do Piauí, trouxe uma análise crítica sobre as barreiras estruturais. “Os partidos foram feitos por homens e para homens. Nas famílias, a herança política é dos homens, não das mulheres”, observou. Ela também apontou um obstáculo cultural: “O check-list de uma mulher para votar em outra é enorme. Dizem ‘ela não me representa’ por ser dona de casa ou por não ser o que esperam.” Para Margarete, mudar essa mentalidade exige que as mulheres se candidatem e participem ativamente, mesmo enfrentando derrotas, pois “perder uma eleição não é feio, mas não participar é pior”. Inaye Lopes Kaiowá, vereadora indígena em seu segundo mandato em Antônio João, trouxe a perspectiva das comunidades tradicionais. Mestre em História pela UFGD, ela relatou como decidiu entrar na política para dar voz aos povos Kaiowá. “Não foi fácil disputar votos, mas temos que ter estratégia. Mulheres indígenas também não votam em mulheres ou candidatos indígenas por vezes, mas precisamos mudar isso, andar de mãos dadas para vencer esse desafio”, afirmou. Sua trajetória é um exemplo de como a política pode ser um instrumento de inclusão e resistência. Mara Caseiro, deputada estadual, completou o painel com sua história de luta por Eldorado, onde ingressou na política movida pelo desejo de mudar uma realidade de carências. Juntas, essas mulheres mostraram que a participação feminina não é apenas uma questão de representatividade, mas de fortalecimento da democracia. O evento, que colocou de lado diferenças partidárias, deixou uma mensagem poderosa: o lugar de mulher é onde ela decidir estar, e a política, cada vez mais, se torna um desses espaços essenciais.
Governo de MS Regulamenta Programas que Buscam Inclusão Social para Mulheres e Famílias Vulneráveis
O Governo de Mato Grosso do Sul publicou, em 28 de março de 2025, no Diário Oficial do Estado, decretos que regulamentam programas voltados ao apoio de mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade social. As medidas, lideradas pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), ampliam o alcance de iniciativas como o Programa Cuidar de Quem Cuida, o Programa Recomeços e o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, oferecendo benefícios financeiros e suporte para promover a inclusão e a dignidade dessas populações. Uma das principais mudanças está no Programa Cuidar de Quem Cuida, que agora eleva o limite de renda familiar per capita de 1/6 para 1/4 do salário mínimo – cerca de R$ 379, considerando o valor atual de R$ 1.518. Essa alteração permite que mais cuidadores não remunerados de pessoas com deficiência tenham acesso ao benefício mensal de R$ 900, desde que a renda familiar se enquadre no novo critério. O programa proíbe a acumulação com outros benefícios sociais, exceto em casos específicos, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para a pessoa com deficiência sob cuidado, ou auxílios dos programas MS Supera e Mais Social (cestas alimentares). Já o Programa Recomeços foca em mulheres vítimas de violência doméstica acolhidas em Casas Abrigo. Ele oferece um auxílio financeiro de um salário mínimo mensal por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, sujeito a avaliação técnica. Além disso, há a previsão de um pagamento único de até quatro salários mínimos – equivalente a R$ 6.072 – para a compra de itens essenciais, como móveis e utensílios domésticos, visando apoiar a independência dessas mulheres. O retorno ao convívio com o agressor é um dos critérios que podem levar à exclusão do benefício, reforçando o compromisso com a segurança e a autonomia das beneficiárias. Outro destaque é o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, voltado a mães solo em situação de vulnerabilidade social e econômica, especialmente beneficiárias do Programa Mais Social. A iniciativa concede R$ 600 mensais por criança com menos de quatro anos, para custear creches particulares, facilitando o acesso dessas mulheres ao mercado de trabalho. Um incentivo adicional de R$ 300 é oferecido àquelas que retornam aos estudos, seja no ensino regular ou na Educação de Jovens e Adultos (EJA), com o objetivo de romper o ciclo de pobreza e promover a educação como ferramenta de transformação. Os programas exigem comprovações específicas, como vulnerabilidade social e vínculos empregatícios, e incluem regras rigorosas de permanência e exclusão, com penalidades em caso de fraude ou descumprimento. O Recomeços, por exemplo, estabelece um sistema de monitoramento das famílias atendidas por até um ano, criando uma rede de apoio social contínua. Essas ações refletem uma política pública que busca atender às demandas reais de quem mais precisa, alinhando assistência financeira a estratégias de longo prazo para inclusão e desenvolvimento.








