Rupert Lowe, atualmente um parlamentar independente representando Great Yarmouth, no Reino Unido, tem se destacado ao pressionar por um debate sobre deportações em massa de imigrantes ilegais e criminosos estrangeiros, uma questão que ele afirma ser amplamente apoiada pelos britânicos, mas pouco discutida no Parlamento. Em declarações recentes, Lowe afirmou: “A maioria dos britânicos apoia deportações em massa de ilegais e criminosos estrangeiros, mas quase ninguém levanta essa bandeira no Parlamento. Eu levanto e forcei o governo a debater algo crucial para tantos britânicos.” Sua postura firme e direta tem gerado uma onda de reações positivas entre cidadãos que se sentem representados por sua iniciativa. Ver no Threads Lowe, que perdeu o apoio do partido Reform UK em meio a controvérsias internas, incluindo alegações de bullying que ele nega veementemente, agora atua como independente. Sua suspensão do partido ocorreu após tensões com a liderança, incluindo Nigel Farage, que o acusou de “danificar a legenda” com comentários considerados extremos, como sua defesa explícita de deportações em massa. Apesar disso, Lowe mantém que sua posição reflete o sentimento popular, citando uma pesquisa recente encomendada por Adam Wren ao instituto JL Partners. O levantamento, divulgado em 15 de março de 2025, revelou que 68% dos britânicos apoiam a deportação de migrantes que cometeram crimes graves, enquanto 54% favorecem a remoção daqueles que entraram ilegalmente no país. A reação pública às ações de Lowe tem sido significativa. Britânicos expressaram apoio em plataformas online, com comentários como: “É impressionante você encarar isso sozinho!” e “Nunca nos perguntaram sobre migração em massa ou multiculturalismo!”. Outros elogiaram sua integridade, dizendo: “Você é íntegro, Sr. Lowe, os outros não!”, enquanto alguns chegaram a sugerir a criação de um novo partido político: “Monte um partido, Sr. Lowe, temos 4 anos!”. Esses sentimentos refletem uma frustração crescente com a falta de diálogo aberto sobre imigração, um tema sensível no Reino Unido desde o Brexit, em 2016, que prometeu maior controle das fronteiras. O governo britânico, liderado pelo Partido Trabalhista de Keir Starmer desde 2024, enfrenta desafios para responder às demandas de Lowe. Em 14 de março de 2025, o Home Office anunciou medidas como uso de pulseiras eletrônicas e toques de recolher para criminosos estrangeiros que não podem ser deportados imediatamente, mas a ausência de uma política clara de deportação em massa mantém a questão em aberto. Lowe forçou o tema ao Parlamento ao apresentar uma moção em 20 de março, exigindo um debate formal, algo que o governo ainda não agendou oficialmente, mas que já pressiona a agenda política. Enquanto Lowe ganha tração entre eleitores descontentes, sua saída do Reform UK e o colapso da estrutura local do partido em Great Yarmouth — com a renúncia de três líderes de filial em apoio a ele em 20 de março — sugerem que seu apelo vai além das divisões partidárias. Sua postura ressoa com uma parte da população que vê na imigração um impacto direto em serviços públicos e segurança, um eco das promessas não totalmente cumpridas do Brexit.
Senado Brasileiro Aprova Isenção de Vistos para Turistas de EUA, Japão, Austrália e Canadá
Em uma votação simbólica realizada em 19 de março de 2025, o Senado Federal do Brasil aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 206/2023, que suspende a exigência de vistos para turistas provenientes dos Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá. A medida, que agora segue para análise na Câmara dos Deputados, busca revogar um decreto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinado em maio de 2023, que determinava a cobrança de US$ 80,90 (cerca de R$ 458,30) para a emissão eletrônica de vistos a partir de 10 de abril de 2025. O projeto, de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ) e relatado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reflete uma tentativa de impulsionar o turismo no país. A proposta retoma uma política adotada em 2019 pelo então presidente Jair Bolsonaro, que dispensava a necessidade de vistos para cidadãos desses quatro países, independentemente da reciprocidade — ou seja, sem exigir que brasileiros recebessem o mesmo tratamento ao visitar essas nações. O governo Lula, ao assumir em 2023, justificou a retomada da exigência com o princípio da reciprocidade diplomática, já que EUA, Canadá e Austrália mantêm processos rigorosos de visto para brasileiros. O Japão, por outro lado, firmou um acordo recíproco com o Brasil em 2023, eliminando a necessidade de vistos para viagens de até 90 dias, o que foi mantido pelo Executivo. Defensores da isenção, como Portinho e Bolsonaro, argumentam que a burocracia dos vistos desencoraja turistas, prejudicando setores como hospedagem, alimentação e transporte. Dados da Embratur mostram que, em 2024, o Brasil recebeu 728 mil visitantes desses países, um aumento de 8% em relação a 2023, quando a isenção ainda vigorava. “Esse crescimento gerou empregos e fortaleceu pequenos negócios”, destacou Flávio Bolsonaro no relatório do PDL. A medida é apoiada por entidades do turismo, como o G20 do Turismo, que veem nela uma chance de posicionar o Brasil como destino mais acessível em um mercado global competitivo. A aprovação, no entanto, enfrentou resistência de senadores governistas, como Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Jaques Wagner (PT-BA), que votaram contra. Rodrigues classificou a isenção como “submissão a interesses externos”, enquanto Wagner defendeu que os US$ 87 por um visto válido por 10 anos não seriam um obstáculo significativo para quem viaja internacionalmente. O Ministério das Relações Exteriores também se posicionou contra, apontando que a isenção não trouxe um aumento expressivo de turistas — de 8,8% do total de visitantes em 2019 para 8,4% em 2024, segundo a Polícia Federal — e que a suspensão pode gerar custos extras, como reembolsos de vistos já emitidos. A decisão final agora depende da Câmara dos Deputados, onde o texto deve enfrentar debates intensos entre defensores do turismo e aqueles que priorizam a reciprocidade nas relações internacionais. Se aprovado, o Brasil manterá as portas abertas a esses turistas sem exigências adicionais, alinhando-se a uma visão prática que privilegia os benefícios econômicos sobre a simetria diplomática.
STJ Multa Pais que Não Vacinam Filhos contra Covid-19
Em uma decisão unânime tomada em 18 de março de 2025, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil estabeleceu que pais que se recusarem a vacinar seus filhos contra a Covid-19 podem ser multados. O julgamento manteve uma penalidade de três salários mínimos aplicada pela Justiça do Paraná a um casal que não imunizou sua filha de 11 anos, reforçando que a autonomia parental “não é absoluta” quando se trata da saúde das crianças e do interesse coletivo. O caso teve início quando a escola da menina identificou a ausência da vacina e notificou o Conselho Tutelar, que orientou os pais a cumprir a imunização. Após a recusa persistente, o Ministério Público do Paraná (MPPR) entrou com uma ação, resultando na multa baseada no artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sanções por descumprimento dos deveres parentais. Os pais recorreram ao STJ, alegando que a vacina não seria obrigatória por não estar no Programa Nacional de Imunização (PNI) e que temiam efeitos adversos, mas o argumento foi rejeitado. A relatora, ministra Nancy Andrighi, fundamentou a decisão no ECA, que em seu artigo 14 determina a obrigatoriedade da vacinação infantil quando recomendada pelas autoridades sanitárias. Ela destacou que, salvo riscos concretos à saúde da criança — como condições médicas específicas —, a recusa dos pais é considerada negligência parental. “A vacinação não é apenas proteção individual, mas um pacto coletivo pela saúde de todos”, afirmou Andrighi, reforçando que o melhor interesse da criança prevalece sobre a autonomia familiar. A multa de três salários mínimos, equivalente a R$ 4.554 em valores de 2025, será destinada ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O ECA prevê que, em casos de descumprimento, as penalidades podem variar de três a 20 salários mínimos, dependendo da gravidade.
Chefe da PSP de Folga É Agredido e Roubado no Martim Moniz, em Lisboa
Um chefe da 1ª Divisão da Polícia de Segurança Pública (PSP) foi agredido e assaltado na manhã de 20 de março de 2025, na Praça do Martim Moniz, em Lisboa, enquanto estava de folga. O incidente, ocorrido por volta das 10h, envolveu dois assaltantes que abordaram o agente em uma das áreas mais movimentadas da capital portuguesa, conseguindo roubar seu telemóvel, um cartão de crédito e o passe do metro antes de fugirem do local. Segundo informações da PSP, o policial, que não teve sua identidade revelada, tentou resistir ao assalto, mas acabou sendo empurrado e sofreu ferimentos leves em uma das mãos durante o confronto. A vítima foi atendida no local por equipes de emergência e não precisou de internação. A Polícia Judiciária (PJ) assumiu a investigação do caso, que está sendo tratado como um crime de roubo com violência, e trabalha para identificar e localizar os suspeitos, que escaparam em direção à Rua da Palma. O Martim Moniz, ponto central de Lisboa conhecido por sua diversidade cultural e alta circulação de pedestres, tem sido alvo de atenção devido a incidentes de segurança recentes. Em dezembro de 2024, uma operação policial na região, marcada por revistas a dezenas de pessoas, gerou polêmica e críticas de movimentos cívicos, mas também foi defendida por autoridades como resposta a crimes violentos, incluindo um homicídio em maio do mesmo ano. Apesar disso, o assalto ao chefe da PSP evidencia os desafios persistentes de segurança pública na área. A PSP emitiu um comunicado reforçando que o agente estava fora de serviço no momento do ataque e que o caso não parece ter relação com suas funções profissionais. A corporação destacou que operações de patrulhamento na zona continuarão a ser intensificadas para coibir delitos semelhantes. Enquanto isso, o incidente reacende discussões sobre a vulnerabilidade de agentes da lei fora do horário de trabalho e a necessidade de medidas mais amplas para garantir a tranquilidade em espaços urbanos.
Cristina Kirchner É Proibida de Entrar nos EUA por ‘Corrupção’, Medida Afeta Sua Família
Em uma decisão anunciada em 21 de março de 2025, o governo dos Estados Unidos proibiu a ex-presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, de entrar no país, citando seu “envolvimento em corrupção significativa” durante seu tempo no cargo. A sanção, assinada pelo Secretário de Estado americano, Marco Rubio, também se estende a seus familiares diretos, incluindo seu filho Máximo Kirchner, deputado no Congresso argentino, e sua filha Florencia Kirchner, bem como ao ex-ministro do Planejamento Julio Miguel De Vido e sua família. A medida foi justificada como parte de um esforço para promover a responsabilização de autoridades que abusam do poder público para ganho pessoal. Cristina Kirchner, que governou a Argentina de 2007 a 2015 e foi vice-presidente de 2019 a 2023, tem enfrentado múltiplas acusações de corrupção ao longo dos anos. Em 2022, ela foi condenada a seis anos de prisão e inabilitada perpetuamente para cargos públicos no caso conhecido como “Vialidad”, que investigou fraudes em contratos de obras rodoviárias durante sua presidência. A sentença, confirmada por um tribunal de apelação em novembro de 2024, apontou que ela direcionou mais de 1 bilhão de dólares em fundos públicos a empresas associadas sem licitação adequada. Kirchner nega as acusações, alegando perseguição política, e planeja recorrer à Suprema Corte argentina. O Departamento de Estado dos EUA destacou que Kirchner e De Vido “orquestraram e se beneficiaram financeiramente de esquemas de suborno envolvendo contratos de obras públicas, resultando em milhões de dólares roubados do governo argentino”. Rubio enfatizou que a decisão reflete o compromisso americano em combater a corrupção global, especialmente em altos escalões governamentais. A medida também é vista como um sinal de apoio ao atual presidente argentino, Javier Milei, um aliado ideológico de Donald Trump, que assumiu a presidência dos EUA em janeiro de 2025. A proibição gerou reações polarizadas na Argentina. Kirchner respondeu em uma nota pública, questionando a legitimidade da sanção e acusando os EUA de interferência, enquanto convocava apoiadores para um protesto em 24 de março, data que marca a memória do golpe militar de 1976. Seus aliados no Partido Justicialista, que ela preside, veem a ação como um ataque à esquerda latino-americana. Por outro lado, opositores celebraram, com Milei ironizando a ex-presidente em redes sociais, sugerindo que a decisão enterra o “kirchnerismo”. A sanção ocorre em um momento delicado para a Argentina, que negocia com o Fundo Monetário Internacional (FMI) uma dívida herdada da gestão anterior. Enquanto Kirchner segue influente na oposição, sua situação jurídica e agora a restrição internacional podem limitar suas movimentações políticas e pessoais, afetando inclusive sua família.
Congresso Brasileiro Reduz em 68% Verba para Combate à Violência contra a Mulher em 2025
O Congresso Nacional aprovou, em 20 de março de 2025, o Orçamento de 2025 com um corte significativo nos recursos destinados ao combate à violência contra a mulher, reduzindo o valor de R$ 162 milhões, previsto inicialmente pelo governo federal, para apenas R$ 52 milhões — uma queda de 68%. A decisão, tomada na Comissão Mista de Orçamento (CMO) sob a relatoria do senador Angelo Coronel (PSD-BA), gerou críticas entre parlamentares e especialistas, que apontam o impacto negativo em políticas essenciais em um momento de aumento dos índices de feminicídio no país. A verba afetada integra a Agenda Transversal e Multissetorial Mulheres, que abrange programas de prevenção e atendimento às vítimas de violência de gênero, como as Casas da Mulher Brasileira e centros de assistência. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável por parte dessas ações, sofreu o maior impacto, perdendo R$ 110 milhões do montante original. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 699 feminicídios apenas no primeiro semestre de 2022, o maior número já documentado para o período, evidenciando a gravidade da situação. Parlamentares da bancada feminina, como a senadora Leila Barros (PDT-DF), lamentaram o corte, destacando sua incoerência em um contexto de superávit fiscal projetado de R$ 15 bilhões. “Se fala tanto em equilíbrio financeiro, mas corta-se uma área essencial para salvar vidas”, declarou Barros. Apesar da redução nas ações específicas, o orçamento geral do Ministério das Mulheres cresceu 54%, passando de R$ 240 milhões para R$ 370 milhões, ainda assim abaixo dos R$ 511 milhões previstos para 2024, o que sugere um redirecionamento de prioridades. A aprovação do texto reflete negociações entre o governo Lula e o Congresso, que priorizaram despesas como emendas parlamentares e programas como o Auxílio Gás, que ganhou R$ 3 bilhões adicionais. Enquanto isso, áreas como cultura e educação também enfrentaram cortes, mas a diminuição nos recursos contra a violência de gênero foi uma das mais expressivas. Líderes governistas, como Randolfe Rodrigues (PT-AP), prometeram recompor os valores ao longo do ano, mas a incerteza persiste diante da rigidez do teto de gastos e da predominância de despesas obrigatórias. O corte reacende debates sobre a efetividade das políticas públicas para mulheres no Brasil, onde uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A decisão final do Orçamento ainda passará por ajustes antes da sanção presidencial, mas o cenário atual preocupa ativistas e organizações que dependem desses recursos para oferecer suporte às vítimas.
Trump Promete Compensar Astronautas com Dinheiro Próprio
Em um anúncio surpreendente em 20 de março de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está disposto a compensar pessoalmente os astronautas da NASA Sunita “Suni” Williams e Barry “Butch” Wilmore pelo tempo extra que passaram na Estação Espacial Internacional (ISS) durante uma missão que se estendeu de 8 para 286 dias. Após o retorno seguro da dupla em 18 de março, Trump prometeu recompensá-los diretamente de seu bolso, caso o governo não reconheça devidamente seu esforço, levando muitos americanos a apelidá-lo de “presidente do povo” por sua postura atenciosa. Ver no Threads Williams e Wilmore partiram em 5 de junho de 2024 para um teste da nave Starliner da Boeing, mas falhas como vazamentos de hélio e problemas nos propulsores os deixaram na ISS por quase dez meses. Integrados à tripulação da estação, eles realizaram experimentos, manutenções e uma caminhada espacial, orbitando a Terra 4.576 vezes até serem resgatados pela missão Crew-9 da SpaceX, ao lado de Nick Hague e Aleksandr Gorbunov. Trump e Elon Musk pressionaram para acelerar o retorno, com a NASA ajustando o cronograma sob influência da nova administração. Durante um discurso após o pouso no Golfo do México, Trump afirmou: “Esses dois heróis americanos sacrificaram quase um ano de suas vidas por nosso país. Se a NASA ou o governo não os compensar pelo que passaram, eu mesmo vou garantir que sejam recompensados como merecem.” A oferta vai além de cobrir custos, sugerindo uma gratificação pessoal pelo sacrifício dos astronautas, que enfrentaram incertezas longe de suas famílias. A NASA esclareceu que os salários dos astronautas são fixos e não preveem bônus por tempo extra, mas o gesto de Trump foi visto como um reconhecimento simbólico de sua dedicação. Entre apoiadores, a promessa foi recebida com entusiasmo, consolidando a imagem de Trump como um líder próximo do povo. Nas redes sociais, cidadãos começaram a chamá-lo de “presidente do povo”, destacando sua disposição de agir diretamente em favor de indivíduos que serviram à nação. Críticos, porém, apontaram que tal compensação pessoal seria inviável sob as leis federais, que regulam rigidamente os pagamentos a funcionários públicos. A intervenção de Trump no caso, somada à parceria com Musk — que celebrou o retorno como uma conquista conjunta —, reforça sua influência no programa espacial americano. Enquanto a NASA destaca o sucesso técnico da missão, o presidente transforma a narrativa em um exemplo de liderança pessoal, conectando-se com o sentimento de valorização dos cidadãos comuns pelos feitos de Williams e Wilmore.
Astronautas da NASA Retornam Após Missão de 8 Dias que se Estendeu a 286 Dias
Dois astronautas da NASA, Sunita “Suni” Williams e Barry “Butch” Wilmore, pousaram no Golfo, próximo a Tallahassee, Flórida, em 18 de março de 2025, encerrando uma missão originalmente planejada para durar apenas 8 dias, mas que se prolongou por 286 dias devido a problemas técnicos. Lançados em 5 de junho de 2024 na nave Starliner da Boeing, os astronautas enfrentaram falhas que os deixaram na Estação Espacial Internacional (ISS) até que a cápsula Dragon da SpaceX, parte da missão Crew-9, os trouxesse de volta com Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov. A missão começou como um teste tripulado da Starliner, mas vazamentos de hélio e problemas nos propulsores foram identificados logo após a chegada à ISS. Em agosto de 2024, a NASA optou por trazer a Starliner de volta à Terra sem tripulação, integrando Williams e Wilmore à rotina da ISS. Lá, eles conduziram experimentos, manutenções e uma caminhada espacial, com Williams assumindo o comando da estação em setembro. O retorno foi viabilizado pela Crew-9, ajustada para incluir os dois astronautas adicionais. O presidente Donald Trump e o CEO da SpaceX, Elon Musk, pressionaram publicamente pelo resgate. Trump, empossado em janeiro de 2025, afirmou ter ordenado a Musk que resolvesse a situação, acusando o governo Biden de negligência política. Musk corroborou, dizendo que a SpaceX estava pronta para agir antes, mas fora impedida. A NASA antecipou a missão Crew-10, de fim de março para meados de março, usando uma cápsula Dragon já testada, reduzindo o tempo de espera após a intervenção de Trump e Musk. A NASA refutou alegações de abandono. O ex-administrador Bill Nelson afirmou que a segurança foi a prioridade e que o plano com a Crew-9 já estava definido desde agosto de 2024. Wilmore, em entrevista da ISS, negou sentir-se abandonado: “Estamos treinados para isso.” Após o pouso, Trump chamou o retorno de “promessa cumprida”, e Musk agradeceu o apoio presidencial. A missão, que incluiu 4.576 órbitas e 121 milhões de milhas percorridas, destaca os desafios e a resiliência do programa espacial.
Quatro Marroquinos São Presos em Turim por Tráfico de Bebê pelo Mediterrâneo
Na semana passada, em 18 de março de 2025, a polícia italiana prendeu quatro cidadãos marroquinos em Turim sob a acusação de tráfico humano envolvendo uma bebê de poucos meses. Segundo informações divulgadas pelas autoridades e reportadas por outlets como o La Repubblica e o Corriere della Sera, o grupo transportou a criança em uma sacola de compras durante uma travessia pelo Mediterrâneo, com a intenção de vendê-la no mercado negro na Itália. A operação, conduzida pela Squadra Mobile de Turim, expôs um esquema que teria começado em Marrocos, onde a bebê foi supostamente entregue por sua mãe biológica a uma dupla marroquina antes de ser levada ao país europeu. A bebê, cuja idade exata não foi revelada, sofreu problemas de saúde devido às condições precárias da viagem, incluindo falta de ventilação e exposição prolongada dentro da sacola. Após a chegada em solo italiano, ela foi encaminhada a um hospital em Turim, onde recebeu cuidados médicos. As autoridades descreveram seu estado como delicado, mas estável, e estão trabalhando para identificar e localizar a mãe biológica, que permanece desaparecida. Os suspeitos, todos homens com idades entre 25 e 40 anos, foram detidos em um apartamento na periferia da cidade após uma investigação iniciada por denúncias anônimas sobre atividades suspeitas no local. O caso começou a ganhar atenção quando um dos suspeitos tentou negociar a venda da criança a uma terceira família em Turim, o que levou a polícia a intervir. Documentos apreendidos indicam que o grupo planejava lucrar milhares de euros com a transação. A travessia pelo Mediterrâneo, uma rota conhecida pelo tráfico de migrantes, foi feita em um pequeno barco a partir da costa marroquina, segundo fontes policiais citadas pela imprensa italiana. A bebê foi escondida na sacola para evitar a detecção por autoridades marítimas, um método que reflete a brutalidade do crime. A promotoria de Turim abriu um inquérito por tráfico humano e maus-tratos, enquanto a polícia colabora com a Interpol e as autoridades marroquinas para rastrear a origem da criança e esclarecer os detalhes da entrega inicial. Organizações de direitos humanos, como a Save the Children Italia, expressaram indignação, destacando que o caso é um exemplo extremo das vulnerabilidades enfrentadas por menores no contexto da migração irregular. O incidente também reacende o debate sobre a segurança nas rotas do Mediterrâneo, onde mais de 400 mortes foram registradas em 2025, segundo a ONU.








