O vereador Inspetor Cabral (PSD) se reuniu, na última quarta-feira (19), com o comando da Guarda Municipal de Dourados (GMD) para definir os detalhes técnicos e logísticos da Patrulha Maria da Penha, que tem como objetivo reforçar a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. Durante o encontro, que aconteceu na Câmara Municipal de Dourados com a presença do comandante da GMD, Jamil da Costa Matos, do subcomandante Israel Paulo Moisés de Oliveira e do diretor de operações Orlean Catellan, ficou estabelecido que caberá exclusivamente à Guarda Municipal definir e gerenciar aspectos como a escala de serviço, a quantidade de efetivo e viaturas destinadas ao projeto e a possibilidade de um canal de atendimento exclusivo para acompanhar as medidas protetivas. Os representantes da Guarda Municipal reafirmaram o compromisso da corporação em estruturar a patrulha de forma estratégica e eficiente. Projeto de Lei A Patrulha Maria da Penha é um projeto de lei inicialmente protocolado na Câmara pelo vereador Inspetor Cabral, no dia 28 de fevereiro de 2025, e posteriormente ajustado em parceria com o Executivo Municipal. A proposta foi aprimorada para garantir maior eficiência e será apresentada para apreciação dos vereadores. O projeto prevê a capacitação de guardas municipais para atuar na prevenção, monitoramento e acompanhamento das vítimas com medidas protetivas. Com a Guarda Municipal sendo a responsável pela execução do projeto, a expectativa é que a patrulha funcione de maneira integrada com outros órgãos da rede de proteção às mulheres. “Nosso compromisso é estruturar um serviço eficiente, que garanta o cumprimento das medidas protetivas e ofereça suporte às vítimas de violência doméstica. A Guarda Municipal terá um papel fundamental na operacionalização da patrulha, o que garante mais agilidade e segurança para as mulheres de Dourados”, destacou Inspetor Cabral. A expectativa é que, com a aprovação do projeto, a patrulha passe a atuar de forma integrada com a Secretaria Municipal de Assistência Social e o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), fortalecendo ainda mais a rede de proteção. Com a definição da Guarda Municipal como responsável por toda a parte operacional, a Patrulha Maria da Penha avança para sua concretização, trazendo mais segurança e respaldo para as mulheres de Dourados.
Acima da média nacional, MS apresenta 63% de índice de aleitamento materno exclusivo
Mato Grosso do Sul apresenta 63% de índice de aleitamento materno exclusivo, que é a prática de alimentar um bebê apenas com leite materno, sem outros alimentos ou bebidas, nos primeiros seis meses de vida. No mesmo panorama, o Estado apresenta 60% de aleitamento materno complementar, quando a criança recebe alimentos sólidos ou semissólidos em conjunto com o leite materno, de 6 meses a 2 anos de idade. De acordo com o ENANI (Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil), a taxa de aleitamento materno exclusivo no Brasil é de 45,8% entre crianças menores de 6 meses. O Brasil estabeleceu a meta, recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de que 70% das crianças sejam amamentadas exclusivamente até 2030. Os indicadores foram divulgados nesta quinta-feira (20), durante o lançamento do XVII ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno) e VII Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (VII ENCS), no Auditório do Bioparque Pantanal. Promovido pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) o evento é uma oficina preparatória para encontro nacional que vai acontecer em 2026 e conta com a parceria da IBFAN-Brasil (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar), da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande) e de outras instituições comprometidas com a saúde materno-infantil. A oficina preparatória é uma oportunidade para profissionais de saúde, educadores, assistentes sociais e demais agentes envolvidos no cuidado materno-infantil atualizarem seus conhecimentos sobre práticas de saúde e nutrição para gestantes e crianças. De acordo com a gerente da Rede Alyne com ênfase em Aleitamento materno da SES/MS, Liliane Rodrigues, o encontro aborda temas fundamentais para o desenvolvimento saudável de crianças de zero a dois anos, como o aleitamento materno e a alimentação complementar. Também traz discussões sobre a importância de políticas públicas de apoio à amamentação e as estratégias para combater preconceitos. “Nosso objetivo é capacitar os profissionais de saúde para que possam oferecer um atendimento mais eficaz, disseminando as práticas científicas mais recentes sobre aleitamento materno e alimentação complementar saudável. O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças, especialmente nos primeiros anos de vida, e traz benefícios tanto para a criança quanto para a mãe. Este evento proporciona uma excelente oportunidade de atualização e troca de conhecimentos entre os profissionais que atuam na saúde materno-infantil, reforçando a importância da promoção de políticas públicas que garantam o acesso e apoio ao aleitamento materno em nosso estado” Para a Prof.ª Dr.ª da UFMS, Osvaldinete Oliveira, o encontro é uma atualização e qualificação técnico-científica, voltado principalmente para profissionais de saúde, ativistas, estudantes, gestores em saúde pública e toda a rede de apoio que a mulher precisa para conseguir amamentar com sucesso e com tranquilidade. “A importância deste encontro é exatamente melhorarmos os nossos indicadores de aleitamento materno. A partir do momento que você tem uma equipe de saúde qualificada, temos mais chances de promover e defender a amamentação, melhorando os nossos indicadores de saúde materna infantil no estado. O MS tem um histórico importante, inclusive existe uma lei estadual que dispõe sobre o aleitamento materno. Nossos índices estão em torno de 63% de bebês amamentando exclusivamente até 6 meses de idade e 60% de crianças até 2 anos de idade. São índices razoáveis, mas que precisamos ainda aumentar, pelo menos 80%, das crianças sendo amamentadas exclusivamente até 6 meses e de forma continuada até 2 anos”, enfatiza Osvaldinete Oliveira, que também é membro da IBFAN-Brasil e presidente do XVII ENAM e do VII ENCS. Além de capacitar profissionais da área, a SES busca sensibilizar a sociedade para a relevância do aleitamento materno e de uma alimentação saudável na primeira infância, fortalecendo a rede de apoio à saúde de mães e crianças em todo o estado, em alinhamento com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que as crianças sejam amamentadas exclusivamente nos primeiros seis meses de vida. Após esse período, deve-se introduzir uma alimentação complementar saudável, adequada e segura. A OMS também recomenda que a amamentação continue até os dois anos de idade ou mais. Rede Alyne Em setembro de 2024, o Governo Federal lançou a Rede Alyne – estratégia de reestruturação da antiga Rede Cegonha, cujo objetivo é reduzir a mortalidade materna em 25%. Além da expansão das ações voltadas para a saúde materno-infantil, o novo programa busca diminuir a mortalidade materna de mulheres negras em 50% até 2027. A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, gestante e vítima de negligência médica, em novembro de 2002. Cinco anos depois, a família entrou com uma ação no Comitê pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (Cedaw) da Organização das Nações Unidas (ONU). Quatro anos depois, o comitê emitiu condenação ao Brasil por não prestar atendimento adequado desde o surgimento das complicações, determinou indenização para a família e recomendou políticas para melhoria do atendimento a gestantes pelo serviço público de saúde. O caso de Alyne levou o Brasil a ser o primeiro país condenado por morte materna pelo Sistema Global de Direitos Humanos em todo o mundo. Em 2014, o governo federal indenizou a mãe de Alyne e entregou um certificado que reconhece a responsabilidade do Estado na morte da gestante. Helton Davis, Comunicação SES
Secretaria de Saúde Apoia Municípios de MS na Aquisição de Raios-X Panorâmicos para Modernizar Atendimento Odontológico
Dez cidades de Mato Grosso do Sul estão avançando na modernização de seus serviços odontológicos com a compra de aparelhos de raio-X panorâmico, um investimento viabilizado por recursos do Ministério da Saúde e acompanhado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Cada município recebeu R$ 226.307,00 para adquirir os equipamentos, que prometem diagnósticos mais precisos e um atendimento de maior qualidade à população. A SES tem desempenhado um papel essencial ao orientar os gestores locais no processo de compra, garantindo que o dinheiro seja aplicado de forma eficiente antes do prazo final, estipulado para 15 de abril de 2025. A iniciativa abrange cidades como Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, entre outras, e reflete um esforço para fortalecer a saúde bucal no estado. Os aparelhos de raio-X panorâmico permitem uma visão ampla da estrutura dental e facial, facilitando a identificação de problemas como cáries, dentes impactados e lesões ósseas, o que é especialmente valioso em regiões onde o acesso a serviços especializados pode ser limitado. Giovana Buzinaro, coordenadora de Saúde Bucal da SES, enfatizou o compromisso com o projeto: “Estamos monitorando cada etapa para assegurar que esses equipamentos cheguem às mãos dos sul-mato-grossenses, elevando o padrão do cuidado odontológico.” O prazo apertado para a aquisição dos aparelhos coloca pressão sobre as prefeituras, que precisam concluir as compras e prestar contas até meados de abril. Caso os recursos não sejam utilizados, terão de ser devolvidos à União, o que torna o suporte técnico da SES ainda mais crucial. A expectativa é que, com os novos equipamentos instalados, os municípios possam oferecer um serviço mais ágil e confiável, reduzindo a dependência de encaminhamentos para centros maiores e valorizando a infraestrutura local. O investimento é visto como um passo para equipar as unidades de saúde com tecnologia que atenda às necessidades atuais da população.
Bukele Critica México e Sugere Conivência do Crime com o Poder
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, voltou a causar polêmica ao criticar a estratégia de segurança do México em um comentário feito na quinta-feira, 20 de março de 2025, em sua conta no X. Respondendo a um usuário que questionava comparações entre os dois países, Bukele afirmou: “Quando uma organização criminosa cresce sem controle e toma territórios inteiros como o México, é porque tem aliados no poder. A mensagem deles é direta e forte: se um governo não consegue erradicar o crime, é porque o crime já está dentro do governo!” Ele sugeriu que os cartéis mexicanos só mantêm tal domínio devido a uma suposta infiltração no aparato estatal, aconselhando o país a “resolver a segurança em um estado primeiro, depois no seguinte, até abarcar todos os 28 estados”. A crítica de Bukele reflete sua visão de que o sucesso de sua política de “tolerância zero” contra gangues em El Salvador — que reduziu a taxa de homicídios de 106 por 100 mil habitantes em 2015 para 7,8 em 2023, segundo dados oficiais — poderia ser replicado em nações maiores, como o México. Desde 2019, ele implementou um regime de exceção que já prendeu mais de 86 mil pessoas, muitas sem julgamento, e construiu o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), uma megaprisão para 40 mil detentos. Essa abordagem lhe rendeu uma aprovação de 88% entre os salvadorenhos. Apoiadores de Bukele nas redes sociais elogiaram sua franqueza, vendo-a como um chamado à ação contra a impunidade. O embate sublinha as diferenças entre os contextos nacionais e reacende o debate sobre os limites de políticas de “mão dura” na América Latina.
Daniel Noboa Solicita Apoio de Exércitos dos EUA, Europa e Brasil Contra Gangues no Equador
Em entrevista à BBC publicada em 18 de março de 2025, o presidente do Equador, Daniel Noboa, expressou seu desejo de contar com o apoio dos exércitos dos Estados Unidos, de países europeus e do Brasil para enfrentar a crescente onda de violência ligada ao crime organizado em seu país. Noboa, que assumiu o cargo em novembro de 2023 e busca a reeleição no segundo turno das eleições presidenciais em 13 de abril, destacou a gravidade da situação ao afirmar que “70% da cocaína do mundo sai pelo Equador”, enfatizando a necessidade de forças internacionais para combater o narcotráfico. Ele propõe a criação de uma força militar estrangeira para apoiar as ações da polícia e do Exército equatoriano, que enfrentam grupos como Los Choneros, Los Lobos e até o Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme relatório da Iniciativa Global Contra o Crime Transnacional Organizado de 2024. A declaração ocorre em meio a uma crise de segurança sem precedentes no Equador, que registrou 1.300 homicídios nos primeiros 50 dias de 2025 — uma média de um assassinato por hora —, segundo a polícia local. Noboa, que declarou um “conflito armado interno” em janeiro de 2024 contra 22 organizações criminosas reclassificadas como terroristas, também pediu ao presidente americano, Donald Trump, que designe essas gangues como terroristas internacionais, a exemplo de cartéis mexicanos. Ele ordenou que o Ministério das Relações Exteriores equatoriano busque acordos de cooperação com “nações aliadas” e defendeu uma reforma constitucional para permitir bases militares estrangeiras, atualmente proibidas pela Constituição do país. Fontes do Exército brasileiro, consultadas pelo Estadão, consideraram improvável o envio de tropas, destacando que a intervenção de forças estrangeiras é um recurso extremo, geralmente coordenado pela ONU, como em missões de paz — um modelo diferente do que Noboa parece propor. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil e o Exército afirmaram que, até 19 de março, nenhum pedido oficial foi recebido do governo equatoriano. Críticos, incluindo analistas de segurança entrevistados pela BBC, sugerem que a proposta tem um caráter eleitoral, capitalizando a preocupação dos equatorianos com a violência, tema dominante nas pesquisas. No primeiro turno, Noboa obteve 44,1% dos votos, ligeiramente à frente de Luisa González (43,9%), do Movimento pela Revolução Cidadã. A iniciativa reflete a pressão sobre Noboa para mostrar resultados em um país que, em 2024, alcançou a maior taxa de homicídios da América Latina, com 38 por 100 mil habitantes, impulsionada pelo narcotráfico e pela disputa territorial entre facções. Apesar de esforços como a militarização das ruas e prisões, a violência persiste, desafiando a capacidade das instituições locais e alimentando o apelo por ajuda externa.
Marca Muçulmana Merrachi Gera Polêmica na França ao Cobrir Torre Eiffel com Hijab
A marca holandesa de moda modesta Merrachi, fundada pela maroco-holandesa Nada Merrachi em 2020, desencadeou uma onda de críticas na França ao divulgar, em 10 de março de 2025, uma campanha publicitária no TikTok que mostra a Torre Eiffel coberta por um hijab e uma abaya. A animação em 3D, acompanhada do texto “O governo francês odeia ver Merrachi chegar” e da legenda “Vocês se lembram quando eles baniram o hijab?”, faz alusão à abertura de uma loja pop-up no bairro do Marais, em Paris, entre 22 e 30 de março — período que coincide com a última semana do Ramadã. A Merrachi, que até então operava na França apenas online, além de uma loja física em Amsterdã, apresentou a campanha como uma celebração da “moda modesta” e da inclusão, mas muitos a interpretaram como uma provocação cultural. Ver no Threads A reação na França foi imediata e dividida. Políticos da direita, como Lisette Pollet, deputada do Rassemblement National (RN), classificaram o vídeo como “inaceitável”, afirmando que “a Torre Eiffel, símbolo da França, foi sequestrada pela Merrachi, que a cobre com um véu islâmico em uma publicidade provocadora”. Jerome Buisson, também do RN, chamou a ação de “projeto político aterrorizante”, enquanto o economista Philippe Murer, do Mouvement Politique Citoyen, exigiu a proibição das lojas da marca e o bloqueio de seu site no país, argumentando que “é preciso ser implacável para se fazer respeitar”. Esses críticos veem o anúncio como um ataque aos valores republicanos e à laïcité, o princípio francês de secularismo que restringe símbolos religiosos em espaços públicos. Contudo, a escolha da Torre Eiffel, um ícone nacional, intensificou as acusações de “islamização” da cultura francesa por parte de seus detratores. O governo francês ainda não se pronunciou oficialmente, mas a controvérsia coloca em xeque o equilíbrio entre liberdade de expressão comercial e a proteção da identidade nacional em um país historicamente marcado por disputas sobre secularismo e diversidade.
Índia Realiza Buscas em Escritórios Ligados a George Soros em Bengaluru
Na terça-feira, 18 de março de 2025, a Enforcement Directorate (ED), agência indiana responsável por crimes financeiros, conduziu buscas em oito locais em Bengaluru, capital do estado de Karnataka, targeting escritórios e entidades associadas à Open Society Foundations (OSF), fundada pelo bilionário americano George Soros. A operação, amplamente reportada por veículos como The Indian Express e Times of India, faz parte de uma investigação sobre supostas violações da Lei de Gestão de Câmbio Estrangeiro (Foreign Exchange Management Act – FEMA), que regula transações financeiras internacionais na Índia. As ações reacenderam debates sobre a influência de organizações estrangeiras no país. A investigação da ED revelou que, entre 2020-21 e 2023-24, cerca de ₹25 crore (aproximadamente US$ 2,9 milhões) foram transferidos de entidades ligadas a Soros, incluindo o Soros Economic Development Fund (SEDF), para ONGs indianas por meio de arranjos financeiros complexos. Entre os locais revistados estão as instalações da Aspada Investments Pvt Ltd, apontada como gestora de investimentos do SEDF na Índia, e empresas como Rootbridge Services Pvt Ltd e ASAR Social Advisor Pvt Ltd. A ED alega que esses fundos, muitas vezes disfarçados como investimentos diretos estrangeiros (FDI) ou taxas de consultoria, burlaram restrições impostas pelo Ministério do Interior indiano, que desde 2016 colocou a OSF na categoria de “referência prévia” (PRC), exigindo aprovação para doações a organizações locais registradas sob a Lei de Regulamentação de Contribuições Estrangeiras (FCRA). O Partido Bharatiya Janata (BJP), que governa a Índia, há anos acusa Soros de agir contra os interesses nacionais. Em dezembro de 2024, o BJP alegou no Parlamento que Soros, em parceria com o portal OCCRP e líderes do Partido do Congresso, tentava “desestabilizar o sucesso da Índia”. As tensões remontam a fevereiro de 2023, quando Soros, em discurso na Conferência de Segurança de Munique, criticou o primeiro-ministro Narendra Modi e sugeriu que a crise envolvendo o grupo Adani poderia enfraquecer seu governo, o que levou a uma resposta contundente do BJP, classificando-o como uma ameaça à democracia indiana. A OSF, que opera na Índia desde 1999 promovendo direitos humanos e justiça, não respondeu imediatamente às solicitações de comentários sobre as buscas.
Pesquisa Estima que 1,1 Milhão de Imigrantes no Reino Unido Recebem Benefícios Sociais
Uma pesquisa recente, conduzida por acadêmicos da Universidade de Oxford e publicada em março de 2025, estimou que cerca de 1,1 milhão de imigrantes vivendo no Reino Unido recebem algum tipo de benefício social, como auxílio-desemprego, moradia ou créditos fiscais. O estudo, baseado em dados do Censo de 2021 e projeções atualizadas, também apontou que, dos aproximadamente 450.000 refugiados estimados no país, cerca de 112.500 acessam esses benefícios. Os números refletem um cenário complexo de integração e suporte estatal em um país que abriga uma população estrangeira significativa, mas carecem de confirmação oficial detalhada devido à fragmentação dos dados sobre nacionalidade e status migratório nos registros do governo. O Reino Unido, com uma população nascida no exterior de 10,7 milhões em 2021 (16% do total, segundo o Migration Observatory), tem visto um aumento no número de imigrantes desde o fim da pandemia de Covid-19, com a imigração líquida atingindo 764.000 em 2022. Entre esses, os refugiados — indivíduos que receberam proteção sob a Convenção da ONU de 1951 ou rotas humanitárias como os esquemas para ucranianos e afegãos — representam uma parcela menor, mas significativa. A estimativa de 450.000 refugiados alinha-se com dados do UNHCR, que reportou 448.000 refugiados no Reino Unido até o fim de 2023, enquanto os 112.500 beneficiários sugerem que cerca de 25% desse grupo depende de assistência estatal, uma proporção consistente com a vulnerabilidade econômica enfrentada por recém-chegados em processos de reassentamento. Críticos apontam que os dados sobre imigrantes e benefícios são incompletos, já que o Departamento de Trabalho e Pensões (DWP) e a Receita (HMRC) não registram rotineiramente a nacionalidade dos beneficiários. Isso dificulta verificar se os 1,1 milhão representam uma proporção justa dos 11% a 14% de imigrantes entre os 67 milhões de habitantes do Reino Unido em 2023. A Suécia, frequentemente citada como exemplo oposto, teve um excesso de mortalidade menor sem lockdowns rígidos, mas sua política de benefícios a imigrantes é mais generosa, sugerindo que o impacto econômico depende mais das regras de acesso do que da presença migrante em si. No Reino Unido, o debate sobre o custo dos imigrantes — £4,2 bilhões do orçamento de ajuda foram gastos com refugiados em 2023 — continua a polarizar opiniões, enquanto a pesquisa da Oxford oferece um ponto de partida para discussões futuras.
Janja Chega ao Japão em Sigilo Cinco Dias Antes de Lula Sem Agenda Revelada
A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, embarcou para o Japão na segunda-feira, 17 de março de 2025, cinco dias antes da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para o dia 24 de março. A partida de Janja, acompanhada pela equipe precursora da Presidência, foi mantida em sigilo, sem divulgação de motivos ou de uma agenda oficial por parte do Palácio do Planalto. A falta de transparência gerou questionamentos sobre os objetivos da antecipação e os custos da viagem, que ainda não foram detalhados publicamente. De acordo com informações do Poder360 e da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, Janja viajou com o grupo responsável por preparar a visita de Estado de Lula, composto por diplomatas, militares e agentes da Polícia Federal. Essa equipe, cuja liberação para a viagem entre 16 e 29 de março foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), geralmente organiza questões de segurança e logística antes da chegada do presidente. No entanto, a presença de Janja no grupo, sem uma explicação clara de suas atividades, foge do padrão usual, já que primeiras-damas não costumam integrar equipes precursoras de forma tão antecipada. A assessoria da primeira-dama justificou a viagem afirmando que Janja participará de compromissos prévios no Japão, mas não especificou datas, horários ou temas das agendas. Essa discrição contrasta com o hábito de Janja de divulgar suas atividades em redes sociais, como fez em viagens anteriores, como a de Roma em fevereiro de 2025, que custou ao menos R$ 260 mil aos cofres públicos. A visita de Lula ao Japão, entre 24 e 27 de março, tem como foco celebrar os 130 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japão e negociar a abertura do mercado japonês para carne bovina e suína brasileira, além de avançar em parcerias estratégicas com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba e o imperador Naruhito. A antecipação de Janja alimentou especulações e críticas, especialmente em um contexto em que o governo enfrenta cobranças por maior transparência nos gastos públicos. A revista Veja e o O Globo destacaram que, diferentemente de outras ocasiões, a primeira-dama optou por não compartilhar registros ou detalhes da viagem, enquanto o Gazeta do Povo sugeriu que a falta de divulgação poderia encobrir atividades pessoais. O Ministério das Relações Exteriores informou que a viagem de Lula incluirá uma comitiva empresarial, mas não esclareceu o papel de Janja nos dias que antecedem a chegada do presidente. Após o Japão, Lula seguirá para o Vietnã, mas não há indicação se Janja o acompanhará nessa etapa.








