O Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, tem se destacado ao apontar El Salvador como uma referência para o combate à criminalidade no Brasil. Em um pronunciamento no dia 27 de março de 2025, durante uma audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo, ele elogiou as políticas implementadas pelo presidente Nayib Bukele, que levaram o país centro-americano a registrar 864 dias sem homicídios até o momento, dos quais 751 ocorreram sob o estado de emergência iniciado em 2022. Derrite enfatizou que a prisão de mais de 86 mil suspeitos de integrarem gangues foi essencial para essa transformação, sugerindo que o Brasil poderia se beneficiar de uma abordagem semelhante contra o crime organizado. El Salvador, que já foi um dos países mais violentos do mundo, com uma taxa de homicídios de 81 por 100 mil habitantes em 2016, segundo o Banco Mundial, hoje exibe números impressionantes: em 2024, a taxa caiu para 1,9 por 100 mil, conforme o governo local. Para Derrite, esse resultado é fruto de uma postura implacável contra grupos criminosos, como as gangues MS-13 e Barrio 18, algo que ele compara à atuação de facções como o PCC e o Comando Vermelho no Brasil. Ele argumenta que a tolerância excessiva enfraquece a segurança pública, enquanto medidas firmes trazem alívio à população. No mesmo discurso, Derrite criticou duramente o programa “Justiça Presente”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que busca melhorar as condições do sistema prisional e reduzir abusos contra detentos. Implementado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o projeto inclui metas como a diminuição da superlotação e a garantia de direitos básicos até 2030. Para o secretário, essas iniciativas desviam recursos e atenção do combate direto ao crime, privilegiando o que ele descreveu como uma visão “romântica” da justiça em detrimento da proteção da sociedade. Ele também questionou a eficácia das audiências de custódia, alegando que elas contribuem para a impunidade ao liberar rapidamente suspeitos de crimes graves. A visão de Derrite encontra eco em setores que clamam por soluções práticas para a violência, mas gera controvérsia. O modelo salvadorenho, embora tenha reduzido a criminalidade, é alvo de denúncias por parte de organizações como a Anistia Internacional, que documentaram prisões em massa de pessoas sem provas, incluindo menores de idade, e condições precárias nas cadeias, como no Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT). No Brasil, especialistas alertam que replicar essa estratégia exigiria adaptações, dado o tamanho do país e a complexidade de suas dinâmicas sociais. Sob sua gestão em São Paulo, Derrite já implementou ações que refletem essa linha dura, como as operações na Baixada Santista, que resultaram em 56 mortes entre 2023 e 2024, segundo o Instituto Sou da Paz. Ele defende que a presença ostensiva da polícia e o uso letal da força, quando necessário, são ferramentas legítimas para restaurar a ordem. Em contrapartida, o Ministério da Justiça brasileiro destaca que programas como o Enfoc, lançado em 2023, já apreenderam R$ 2 bilhões em bens de facções, mostrando que é possível avançar sem abrir mão das garantias constitucionais. A discussão levantada por Derrite expõe um embate entre segurança e direitos, com El Salvador servindo como um espelho para suas ideias. Seus elogios ao país vizinho e suas críticas ao CNJ sinalizam uma preferência por soluções que priorizem resultados visíveis, mesmo que isso signifique tensionar o equilíbrio com as liberdades individuais.
Trump Impõe Taxação de 25% a Países que Compram Energia da Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma medida econômica significativa que impactará nações que adquirem petróleo ou gás da Venezuela. A partir de 2 de abril de 2025, qualquer país que mantenha esse tipo de comércio com o governo venezuelano enfrentará uma tarifa de 25% sobre todas as suas transações comerciais com os EUA. A decisão, divulgada por Trump em sua plataforma Truth Social, reflete uma postura firme contra o regime de Nicolás Maduro e busca pressionar economicamente Caracas em meio a tensões geopolíticas. A justificativa apresentada pelo líder americano inclui acusações de que a Venezuela tem agido de forma hostil aos interesses dos Estados Unidos, enviando, segundo ele, dezenas de milhares de criminosos, incluindo membros da gangue Tren de Aragua – classificada como organização terrorista estrangeira pelo governo Trump – para o território americano. A medida, chamada de “tarifa secundária”, visa cortar uma das principais fontes de receita do país sul-americano, que depende fortemente das exportações de petróleo. Em 2023, a Venezuela exportou cerca de 735 mil barris por dia, com a China sendo o maior comprador, responsável por 68% desse total, conforme dados da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). A tarifa terá implicações globais, especialmente para nações como China, Índia e Espanha, que figuram entre os principais destinos do petróleo venezuelano. Para a China, já sob tarifas americanas de 20% devido ao comércio de fentanil, o novo imposto elevaria os custos de suas exportações aos EUA para até 45% em alguns casos, intensificando a guerra comercial entre as duas potências. No caso da Índia, que importou 22 milhões de barris em 2024, a medida pode forçar uma reavaliação de suas fontes de energia, enquanto países menores, como Singapura e Vietnã, também sentirão o impacto em suas cadeias de suprimento. A política coincide com outras ações do governo Trump, como a deportação de imigrantes venezuelanos, muitos dos quais ele associa à criminalidade transnacional. Recentemente, após negociações, a Venezuela aceitou retomar voos de repatriação, com 199 deportados retornando ao país em março de 2025 via Honduras, segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA. Paralelamente, a licença da Chevron para operar no país foi estendida até 27 de maio, mas a empresa enfrenta pressão para encerrar suas atividades, o que pode agravar a crise econômica venezuelana. A data escolhida para o início da tarifa, 2 de abril, foi apelidada por Trump de “Dia da Libertação Americana”, marcando também a implementação de outras tarifas recíprocas contra parceiros comerciais como México e Canadá. A estratégia reflete uma visão de usar o poder econômico dos EUA para moldar relações internacionais, punindo nações que, na perspectiva de Washington, sustentam regimes adversários. Dados do Departamento de Comércio dos EUA mostram que, em 2024, os próprios Estados Unidos importaram 233 mil barris por dia da Venezuela, o que levanta questões sobre como a política será aplicada internamente. A Venezuela, por sua vez, reagiu duramente, com o governo de Maduro classificando a medida como “arbitrária e ilegal”, uma tentativa de sufocar sua economia já fragilizada. Analistas apontam que, com a produção petrolífera em declínio – de 3,2 milhões de barris por dia em 2000 para menos de 1 milhão atualmente –, o país pode enfrentar descontos ainda maiores em seus preços para manter compradores, enquanto busca rotas alternativas para escoar sua produção.
El Salvador Registra Período Histórico de Segurança com Políticas de Bukele
El Salvador alcançou uma marca notável: 864 dias sem homicídios registrados, sendo 751 desses durante o estado de emergência implementado pelo presidente Nayib Bukele. Desde o início dessa medida, em março de 2022, mais de 86 mil indivíduos suspeitos de integrarem gangues foram detidos, transformando a realidade de um país que, por décadas, foi conhecido como um dos mais violentos do mundo. A estratégia, centrada em uma postura rígida contra o crime, tem gerado resultados impressionantes, mas também levanta questões sobre seus custos e sustentabilidade. O estado de emergência foi declarado após uma onda de violência que deixou 87 mortos em um único fim de semana, atribuída às gangues Mara Salvatrucha (MS-13) e Barrio 18. Com a suspensão de direitos constitucionais, como o acesso imediato a advogados e a exigência de mandados para prisões, as forças de segurança ganharam amplos poderes para agir. Dados oficiais apontam que, em 2023, o país fechou o ano com apenas 214 homicídios, uma queda drástica em relação aos 6.650 registrados em 2015, quando a taxa chegou a 103 por 100 mil habitantes. Hoje, a nação ostenta uma das menores taxas de homicídio da América Latina, com 2,4 por 100 mil pessoas, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública salvadorenho. A ofensiva de Bukele focou em desmantelar as estruturas das gangues, que por anos controlaram territórios, extorquiram cidadãos e alimentaram a criminalidade. A construção do Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), uma mega-prisão com capacidade para 40 mil detentos, simboliza essa abordagem inflexível. Relatos de moradores indicam uma mudança palpável: ruas antes dominadas pelo medo agora voltam a ser frequentadas por famílias, e o comércio local respira aliviado sem a pressão das extorsões. Em cidades como San Salvador e Soyapango, a presença ostensiva de policiais e militares substituiu a influência dos criminosos. A política de tolerância zero, embora eficaz em números, reflete um equilíbrio delicado entre segurança e liberdade, com a população em grande parte apoiando Bukele – sua aprovação supera os 85%, conforme pesquisas locais. A experiência de El Salvador destaca um modelo que, para muitos, é um exemplo de como enfrentar a violência endêmica. Países vizinhos, como Honduras e Equador, já ensaiam medidas semelhantes, inspirados pela redução da criminalidade. Os dados mostram que, antes da ofensiva, as gangues contavam com cerca de 80 mil membros ativos; hoje, esse número foi significativamente reduzido, seja por prisões ou por fugas para áreas rurais.
Feto É Encontrado em Sacola Após Mulher Tentar Interromper Gravidez em Caarapó
Uma mulher de 43 anos passou mal na manhã desta sexta-feira, 28 de março de 2025, em Caarapó, Mato Grosso do Sul, após tentar interromper uma gravidez de sete meses, resultando na morte do feto, que foi encontrado dentro de uma sacola plástica. O caso, mobilizou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil, que investigam as circunstâncias do ocorrido na residência da mulher, localizada na rua Ponta Porã, no Jardim Aprazível, segundo o Caarapó News Conforme informações preliminares dos Bombeiros, a mulher foi socorrida em casa após uma conhecida acionar o serviço de emergência, relatando que ela apresentava fortes dores e sangramentos. Levada ao Hospital São Mateus, ela confessou ter usado um medicamento abortivo, possivelmente misoprostol — comumente indicado para úlceras gástricas, mas conhecido por induzir contrações uterinas —, adquirido de forma irregular. Durante o atendimento, os militares foram informados sobre o feto, encontrado já sem vida em uma sacola plástica, que foi encaminhado para procedimentos legais. A Polícia Civil realizou uma perícia inicial no local e abriu um inquérito para apurar os detalhes do caso. A mulher, ainda sob cuidados médicos, deve ser apresentada posteriormente na Delegacia de Polícia Civil de Caarapó para prestar esclarecimentos, assim que receber alta. As motivações que a levaram a interromper a gravidez permanecem desconhecidas, e a investigação busca determinar se houve participação de terceiros ou comércio ilegal do medicamento. O feto, estimado em sete meses de gestação, foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames complementares. O incidente chocou a comunidade de Caarapó, uma cidade de cerca de 30 mil habitantes próxima à fronteira com o Paraguai, e reacende debates sobre acesso à saúde reprodutiva e os riscos de abortos clandestinos. Dados do Ministério da Saúde indicam que complicações por abortos inseguros estão entre as principais causas de internação entre mulheres no Brasil, com cerca de 200 mil casos anuais registrados na última década. A Polícia Civil mantém o caso sob sigilo enquanto aguarda depoimentos e resultados periciais.
Mato Grosso do Sul Registra Abertura de 83 Mil Novos Empregos Formais em Fevereiro de 2025
Mato Grosso do Sul alcançou um marco impressionante ao abrir 83 mil novos empregos formais em fevereiro de 2025, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo positivo, resultado de 113.524 admissões contra 30.524 desligamentos, reflete um crescimento robusto na economia estadual, puxado principalmente pelos setores de serviços, indústria e agropecuária, em um mês tradicionalmente marcado por contratações sazonais. O setor de serviços liderou a geração de empregos, respondendo por 40% das novas vagas, com destaque para atividades ligadas ao turismo e à economia criativa, áreas que ganharam impulso com eventos como a Expocanas e o Delas Day. A indústria, especialmente a agroindústria e a bioenergia, contribuiu com 35% do total, beneficiada pela expansão de usinas como as da Atvos e pela conclusão de projetos de grande porte. A agropecuária, mesmo em um período de entressafra, surpreendeu com 20% das vagas, refletindo a força do programa Precoce MS e a antecipação da safra de soja. O comércio e a construção civil somaram os 5% restantes, com números menores, mas ainda positivos. Campo Grande, Dourados e Três Lagoas foram os municípios que mais se destacaram, concentrando juntos cerca de 60% das novas contratações. Dourados, com 15 mil vagas, liderou entre as cidades do interior, impulsionada por investimentos em saúde — como o novo Hospital da Cassems — e pela diversificação econômica local. O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, atribuiu o resultado a políticas de incentivos fiscais e à confiança do setor privado no estado: “Fevereiro foi excepcional por combinar sazonalidade com a consolidação de projetos industriais e turísticos que vínhamos planejando desde 2024.” O número contrasta com o desempenho nacional, que, segundo o Caged, abriu 306 mil vagas no mesmo período, mas com uma proporção menor em relação à população economicamente ativa. Em Mato Grosso do Sul, o salto elevou o estoque de empregos formais para cerca de 620 mil, um aumento de 15% em relação a janeiro de 2025. Especialistas apontam que o crescimento reflete não só a força do agronegócio, mas também a aposta em setores como bioenergia e tecnologia, alinhados à meta estadual de descarbonização até 2030.
Hospital de Dourados Realiza Primeira Cirurgia de Ombro por GPS em Mato Grosso do Sul
O Hospital da Cassems em Dourados marcou um avanço histórico para a medicina de Mato Grosso do Sul ao realizar, em 27 de março de 2025, a primeira cirurgia de ombro do estado com o uso de tecnologia de navegação por GPS. O procedimento inovador foi conduzido pela equipe do ortopedista Thiago Pultrini, especializado em ombro e cotovelo. A cirurgia, uma artroplastia total de ombro, beneficiou um paciente de 67 anos com artrose severa, que sofria de dores intensas e perda de mobilidade há anos. A tecnologia de navegação por GPS, conhecida como “cirurgia guiada por computador”, utiliza sensores e imagens tridimensionais geradas em tempo real para orientar o cirurgião na colocação precisa de próteses. No caso, o sistema ExactechGPS, importado dos Estados Unidos, foi empregado para mapear a anatomia do paciente, permitindo ajustes milimétricos que aumentam a durabilidade do implante e reduzem riscos de complicações. Segundo Pultrini, a técnica é um divisor de águas: “Com o GPS, conseguimos uma precisão que a cirurgia convencional não oferece, melhorando os resultados e a recuperação do paciente.” O paciente, que não teve a identidade revelada, passou por exames pré-operatórios no novo Hospital da Cassems, inaugurado em novembro de 2023, e foi submetido ao procedimento após meses de planejamento. A cirurgia, realizada em uma das sete salas cirúrgicas da unidade, durou cerca de duas horas e foi considerada um sucesso, com o paciente já em reabilitação e apresentando boa evolução até o fechamento da reportagem. A unidade, que atende mais de 49 mil beneficiários da região da Grande Dourados, investiu em equipamentos de ponta para se consolidar como referência em procedimentos complexos. Esse marco posiciona Dourados como pioneira em Mato Grosso do Sul no uso dessa tecnologia para cirurgias ortopédicas, um avanço que pode atrair pacientes de outras regiões e inspirar sua adoção em hospitais públicos e privados do estado. O Hospital da Cassems, com 163 leitos e especialidades como ortopedia e traumatologia, reforça seu papel na modernização da saúde local, alinhando-se a padrões internacionais de cuidado.
Dorival Júnior É Demitido da Seleção Brasileira Após Goleada e Pressão nas Eliminatórias
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta sexta-feira, 28 de março de 2025, a demissão do técnico Dorival Júnior do comando da Seleção Brasileira masculina de futebol. A decisão, foi tomada três dias após a goleada de 4 a 1 sofrida para a Argentina em Buenos Aires, pela 14ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Dorival, que assumiu o cargo em janeiro de 2024, deixa a equipe após 16 jogos, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas, em um ciclo marcado por críticas e resultados inconsistentes. A reunião que selou o destino do treinador ocorreu na sede da CBF, no Rio de Janeiro, entre Dorival, o presidente Ednaldo Rodrigues e o diretor de seleções, Rodrigo Caetano. Em nota oficial, a CBF agradeceu o profissional e informou que já trabalha na busca por um substituto, sem revelar nomes. A gota d’água foi o desempenho desastroso contra os argentinos, a pior derrota do Brasil na história das Eliminatórias, que expôs fragilidades táticas e deixou a Seleção na quarta colocação da tabela, com 21 pontos, dez atrás da líder Argentina. “A responsabilidade é minha, mas não conseguimos executar o planejado”, admitiu Dorival após o jogo, em declarações que não amenizaram a pressão por sua saída. Dorival, de 62 anos, chegou à Seleção após uma passagem vitoriosa pelo São Paulo, onde conquistou a Copa do Brasil em 2023, mas não conseguiu replicar o sucesso no cenário internacional. Seu início foi promissor, com uma vitória sobre a Inglaterra em Wembley e um empate com a Espanha, ambos em amistosos. Porém, a eliminação nas quartas de final da Copa América 2024 para o Uruguai, nos pênaltis, e a falta de evolução nas Eliminatórias — onde o Brasil venceu apenas 50% dos pontos disputados sob seu comando — intensificaram os questionamentos. A goleada em Buenos Aires, sem Lionel Messi e Lautaro Martínez no lado argentino, foi vista como o ápice da crise. A CBF agora enfrenta o desafio de escolher o quarto treinador neste ciclo para a Copa de 2026, após Tite, Fernando Diniz e Dorival. Nomes como Carlo Ancelotti, do Real Madrid, e Jorge Jesus, do Al-Hilal, surgem como especulações, enquanto a Seleção só volta a campo em junho, contra Equador e Paraguai. A demissão reflete a urgência de Ednaldo Rodrigues, reeleito recentemente, em buscar um novo rumo para o futebol brasileiro a pouco mais de um ano do Mundial.
Governo de MS destinará R$ 25 milhões para enfrentar crise financeira da Santa Casa de Campo Grande
O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou o repasse de R$ 25 milhões para ajudar a enfrentar a crise financeira da Santa Casa de Campo Grande. O valor será transferido em três parcelas de R$ 8,3 milhões, sendo a primeira prevista para o dia 20 de abril, e as demais nos dois meses subsequentes. O repasse ocorrerá via Fundo Municipal de Saúde. A decisão foi tomada durante reunião realizada quinta-feira (27) na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, com a participação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), SES (Secretaria de Estado de Saúde), Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e diretoria da Santa Casa. “O Governo do Estado está presente e atuando para garantir atendimento à população. Mesmo com os repasses em dia, serão destinados mais R$ 25 milhões em apoio emergencial à Santa Casa. O Estado não tem medido esforços para fortalecer a saúde pública e assegurar que ninguém fique sem atendimento, garantindo um serviço digno para todos”, explica o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa. O encontro teve como principal objetivo discutir medidas para garantir a continuidade dos serviços de saúde oferecidos pelo hospital, diante da delicada situação financeira da instituição. Durante a reunião, a SES apresentou um painel com dados financeiros, enquanto a diretoria da Santa Casa reforçou a necessidade de um novo aporte para manter o funcionamento dos atendimentos. Além do repasse estadual, outras medidas foram acordadas: a Sesau formalizará um novo aditivo contratual com a Santa Casa, adicionando R$ 1 milhão ao contrato vigente. Já a Santa Casa deverá definir os pagamentos prioritários, apresentar até 30 de abril de 2025 um plano de recuperação financeira da Instituição Santa Casa, elaborado pela Fundação Dom Cabral, e encaminhar relatórios financeiros e da consultoria à 32ª e à 76ª Promotorias de Justiça. Danúbia Burema e Helton Davis, Comunicação SES
Prefeitura entrega 130 títulos de propriedade e lança programa que garante moradia digna
Em uma manhã marcada por emoção e sonhos realizados, a Prefeitura de Dourados deu um passo histórico na promoção da moradia digna ao entregar 130 títulos de regularização fundiária a famílias de quatro conjuntos habitacionais do município. A solenidade, realizada nesta sexta-feira (28), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também marcou o lançamento do Programa Dourados Moradia Legal, que pretende levar segurança jurídica e dignidade a milhares de famílias que vivem em áreas ainda não regularizadas. A ação é fruto da parceria entre a Prefeitura de Dourados, por meio da Agência Municipal de Habitação (Agehab), o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Tribunal de Justiça de MS, por meio do Programa Lar Legal. A cada assinatura, uma história de luta era reconhecida. Maria José dos Santos, moradora do bairro Terra Roxa há 37 anos, não segurou a emoção ao receber o tão aguardado documento. “Criei meus filhos, meus netos na minha residência”, conta. “Agora é nosso de verdade. Estou muito feliz”, declarou, com a escritura nas mãos. História semelhante à de Edeval Barbosa, um dos primeiros moradores do bairro Izidro Pedroso, que há quase quatro décadas aguardava o título. “É uma conquista que a gente achava que nunca ia chegar”, argumenta. “Temos que agradecer à prefeitura”, disse, ao lado da filha Marli. Entre palavras emocionadas e gestos de gratidão, o evento foi muito mais que uma solenidade. Foi a confirmação de um direito, a concretização de um sonho. Para Roseli Maria de Souza, que há 23 anos aguardava pela regularização de sua casa, a escritura representa algo simples, mas profundo: “É respeito. É dignidade. É saber que nossa história agora tem endereço e tem nome”, disse emocionado ao segurar a escritura junto ao filho Arthur. SEGURANÇA JURÍDICA Ao lançar oficialmente o Programa Dourados Moradia Legal, o prefeito Marçal Filho destacou o simbolismo da entrega. “Não há satisfação maior do que ter um lar, um cantinho para chamar de seu”, observou. “E melhor ainda, com documento registrado em cartório”, continuou. “Vamos lutar para que Dourados siga como referência em habitação, com projetos que atendam, principalmente, as famílias que mais precisam”, enfatizou Marçal. Ele enalteceu o trabalho da equipe da Agência de Habitação de Dourados (Agehab), liderada pelo secretário Éder Felipe Souza Lima, e a parceria com o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça. Representando o Poder Judiciário, o juiz Cesar de Souza Lima, da 5ª Vara Cível de Dourados, lembrou o valor simbólico e prático do lar. “O lar é o reino, é onde a personalidade se expressa”, argumentou. “A documentação representa dignidade”, ressaltou. “Muitos jamais teriam condições de arcar com as despesas cartorárias e com o programa, conseguimos antecipar essa conquista”, completou. Ele também destacou que Dourados lidera no Estado o número de matrículas entregues. Para o secretário municipal de Habitação, Éder Felipe Souza Lima, o novo programa chega para transformar vidas. “O título não é só um papel”, afirmou. “É segurança, é herança, é poder passar algo para filhos e netos”, continuou. “Vamos entregar cerca de 2 mil títulos até o fim do ano e tudo sem custo para o cidadão, porque será custeado pela Prefeitura”, concluiu. A secretária estadual de Habitação, Maria do Carmo Avesani Lopez, enalteceu o protagonismo do município. “Dourados é a cidade que mais busca alternativas para ampliar o acesso à habitação em Mato Grosso do Sul. Em apenas 90 dias, vemos um trabalho grandioso sendo feito. Imagine em quatro anos”, indagou. Ela lembrou que recentemente Dourados sediou evento com a presença de três ministros do Governo Federal para assinar a construção de moradias nas aldeias indígenas, e que o município foi contemplado com a construção de 100 unidades habitacionais pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), voltado para as famílias de baixa renda, além dos projetos já em andamento realizados pelo setor de habitação do município. DOURADOS MORADIA LEGAL A nova iniciativa será conduzida pela Agehab Dourados, com base na Lei Federal de Regularização Fundiária (Reurb) e no Programa Lar Legal, do Tribunal de Justiça de MS. O objetivo é claro: garantir que famílias que vivem em áreas irregulares recebam o título definitivo de propriedade, promovendo inclusão, segurança jurídica e valorização dos imóveis. A prefeitura já iniciou o mapeamento das áreas prioritárias e organizará mutirões de regularização diretamente nos bairros, com equipes especializadas em cadastramento e orientação às famílias.








