O governo federal enfrenta críticas do setor aéreo brasileiro devido à demora na liberação de financiamentos considerados vitais para a recuperação das companhias aéreas. Mais de 100 dias após a aprovação da política de crédito público pelo Congresso Nacional, em agosto de 2024, a composição de um comitê de três integrantes responsável pela gestão dos recursos ainda não foi definida. A lentidão contrasta com a urgência expressa pelas empresas, que, após cinco anos consecutivos de prejuízos, veem nos empréstimos uma oportunidade de reestruturação financeira e retomada sustentável, conforme reportagem publicada pelo Midiamax em 30 de março de 2025. A medida, sancionada como parte de alterações na lei do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), previa inicialmente R$ 6 bilhões em recursos, mas o valor foi reduzido para R$ 4 bilhões no projeto enviado ao Congresso, gerando descontentamento entre as aéreas. Esses empréstimos, a serem operacionalizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), visam apoiar a manutenção de aeronaves, a compra de combustíveis e a renovação de frotas, áreas críticas para um setor que enfrenta desafios como a alta do dólar – impactando 60% dos custos – e a escassez de aviões devido a atrasos na produção global. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, foi um dos principais articuladores da iniciativa, mas fontes do setor apontam que o perdão de dívidas fiscais recentes pode ter diminuído o ímpeto do governo em priorizar a liberação dos fundos. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mantém a demanda por crédito como uma prioridade estratégica, destacando que o setor sofre com dificuldades estruturais, como o desequilíbrio na oferta de motores e aeronaves e a dependência de insumos dolarizados. “O atraso compromete nossa capacidade de aproveitar a retomada da demanda, que já supera níveis pré-pandemia em voos domésticos”, afirmou um representante da Abear em nota recente. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que, em 2024, o transporte de passageiros em voos nacionais atingiu 98 milhões, mas as companhias ainda lutam para reverter os prejuízos acumulados desde 2020, estimados em R$ 35 bilhões. A demora na formação do comitê gestor é atribuída, segundo apuração do Broadcast, a uma percepção no Executivo de que a urgência da medida teria diminuído após sinais de recuperação no setor, como o aumento de 25% na demanda de passageiros registrado por empresas como a Azul em fevereiro de 2025. No entanto, especialistas alertam que essa visão subestima os desafios de longo prazo. A redução de R$ 2 bilhões no montante prometido também foi vista como um recuo simbólico, especialmente após o governo rejeitar a ideia de transformar os financiamentos em uma política permanente, como defendia a ex-presidente da Abear, Jurema Monteiro, que estimava a necessidade de ao menos R$ 8 bilhões até o fim de 2025. Enquanto o governo avalia os próximos passos, as companhias aéreas seguem pressionando por agilidade. A proposta atual não impacta a meta fiscal de 2024, já que os R$ 4 bilhões são classificados como despesa financeira, mas a falta de clareza sobre a liberação mantém o setor em compasso de espera. O diálogo entre oapproach Ministério de Portos e Aeroportos e o Congresso continua, mas, por ora, a incerteza persiste, deixando as empresas à mercê de um cenário econômico volátil e de uma recuperação que exige mais do que promessas.
Fluminense Demite Mano Menezes Após Derrota na Estreia do Brasileirão
O Fluminense anunciou, na madrugada deste domingo, 30 de março de 2025, a demissão do técnico Mano Menezes, horas após a derrota por 2 a 0 para o Fortaleza na rodada inaugural do Campeonato Brasileiro. A decisão, comunicada oficialmente pelo clube, também marcou a saída dos auxiliares Sidnei Lobo e Thiago Kosloski, além do preparador físico Flávio Oliveira. O auxiliar-técnico permanente Marcão assume o comando interino da equipe, começando pelo próximo desafio contra o Once Caldas, na Colômbia, pela estreia na Conmebol Sul-Americana, marcada para terça-feira, 1º de abril. Mano Menezes, de 62 anos, deixa o Fluminense após uma passagem de pouco mais de oito meses, iniciada em julho de 2024, quando o time enfrentava a lanterna do Brasileirão com apenas seis pontos em 13 rodadas. Sob seu comando, o Tricolor escapou do rebaixamento na temporada passada, somando 40 pontos em 25 jogos, com aproveitamento de 53% – 11 vitórias, sete empates e sete derrotas. Apesar do sucesso em evitar a queda, a pressão sobre o treinador cresceu nos últimos meses, alimentada por eliminações na Libertadores e no Carioca, onde o time foi vice-campeão para o Flamengo, e pela falta de consistência ofensiva, com o ataque marcando apenas 33 gols em 38 rodadas em 2024. A estreia no Brasileirão 2025 expôs fragilidades que já vinham sendo questionadas. No Castelão, o Fortaleza dominou os primeiros 25 minutos, com gols de Lucero e Tinga antes da metade do primeiro tempo, aproveitando falhas defensivas e a falta de reação do Fluminense. Mano, que justificou uma substituição precoce aos 12 minutos como tentativa de corrigir o encaixe tático, admitiu em coletiva que o time “não entregou o que precisava” e que a ausência de jogadores importantes na preparação, devido à Data Fifa, comprometeu o desempenho. A derrota, somada à insatisfação da torcida, que já protestava desde o fim de 2024, selou seu destino. O clube emitiu uma nota agradecendo a dedicação de Mano e sua equipe, desejando sucesso em seus próximos passos. A saída do treinador reflete uma tentativa de reverter o clima de instabilidade em um ano que inclui competições como o Brasileirão, a Copa do Brasil, a Sul-Americana e o Mundial de Clubes. Marcão, que assume interinamente, já dirigiu o Fluminense em outras ocasiões, como em 2021, quando conquistou 11 vitórias em 18 jogos. Sua primeira missão será buscar um resultado positivo na altitude colombiana, enquanto a diretoria avalia opções para um comando definitivo. A torcida tricolor, que lotou o Maracanã com 45 mil pagantes no empate contra o Internacional na véspera, demonstra apoio ao clube, mas também cobra mudanças. A demissão de Mano Menezes abre um novo capítulo na temporada do Fluminense, que agora busca um treinador capaz de equilibrar a defesa sólida construída em 2024 com uma produção ofensiva mais efetiva, essencial para os desafios que estão por vir.
Flamengo Marca no Segundo Tempo e Empata com o Inter na Estreia do Brasileirão
No último sábado, 29 de março de 2025, o Maracanã foi palco de um confronto equilibrado entre Flamengo e Internacional, que terminou em empate por 1 a 1 na rodada de abertura do Campeonato Brasileiro. Em um duelo entre dois gigantes cotados como favoritos ao título, o jogo marcou a estreia das equipes na competição, com o Internacional saindo na frente no placar e o Flamengo buscando a igualdade na etapa final, em uma partida que testou as estratégias de ambos os lados. O Flamengo, mesmo desfalcado de peças importantes como Arrascaeta, Viña, Gerson e Pedro, começou impondo seu ritmo. Wesley, Luiz Araújo, Bruno Henrique e Juninho criaram perigo desde os primeiros minutos, mas esbarraram na sólida atuação do goleiro uruguaio Rochet, do Internacional. O camisa 1 colorado brilhou com pelo menos duas defesas cruciais, incluindo um cabeceio à queima-roupa de Juninho, mantendo o placar zerado até os 33 minutos do primeiro tempo. Foi então que o Inter, em um lance preciso, abriu o marcador: Bernabei cruzou da esquerda e Bruno Henrique, homônimo do atacante rubro-negro, finalizou de primeira para vencer o goleiro Rossi. A resposta do Flamengo veio no segundo tempo, após o intervalo que trouxe uma baixa significativa para o Internacional: Rochet, lesionado em uma dividida com Juninho, deu lugar a Anthoni. Aos 8 minutos, a persistência rubro-negra foi recompensada. Michael chutou cruzado após um escanteio, e a bola sobrou para Léo Pereira, que, com oportunismo, empatou o jogo. O gol inflamou o time carioca, que seguiu pressionando. Luiz Araújo quase virou o placar aos 9 minutos, driblando Aguirre e chutando para fora, enquanto Juninho carimbou a trave aos 10 minutos, evidenciando a superioridade momentânea do Flamengo. Apesar do domínio em finalizações – o Flamengo registrou 11 arremates contra apenas 2 do Inter na segunda etapa –, a equipe gaúcha segurou o resultado com uma postura defensiva sólida. O técnico Roger Machado ajustou o time para conter as investidas rubro-negras, enquanto Anthoni, substituto de Rochet, fez defesas importantes, como em um chute de Erick Pulgar aos 26 minutos. O Internacional só ameaçou novamente aos 33 minutos, com Alan Patrick chutando para fora, mas o placar não se alterou até o apito final. O empate reflete um jogo tático, com o Internacional mostrando eficiência na única chance clara que teve no primeiro tempo e o Flamengo demonstrando maior volume ofensivo, mas pecando na pontaria. A renda de R$ 3,15 milhões e o público de 45.528 pagantes (48.452 no total) no Maracanã indicam o peso da estreia para as torcidas. O próximo desafio do Flamengo será contra o Vitória, no dia 6 de abril, no Barradão, enquanto o Internacional enfrenta o Cruzeiro pela segunda rodada, após um compromisso na Libertadores contra o Bahia.
Protagonistas na Democracia Provam que Lugar de Mulher é na Política em Mato Grosso do Sul
Em um evento marcante no Bosque Expo, em Campo Grande, o segundo painel do “Delas Day”, promovido pela Secretaria de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul nos dias 26 e 27 de março de 2025, trouxe à tona o tema “Mulher, Democracia e Participação Política”. Realizado como parte das celebrações do Mês da Mulher, o debate reuniu lideranças femininas do estado que, com suas trajetórias inspiradoras, reforçaram a importância da presença feminina nos espaços de poder. Mediado pela secretária de Cidadania, Viviane Luiza, o painel destacou histórias de superação e luta, mostrando que a política é, sim, um território a ser ocupado por mulheres. Entre as participantes estavam a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, a senadora Tereza Cristina, a deputada estadual Mara Caseiro, a vereadora de Antônio João, Inaye Lopes Kaiowá, e a diretora nacional do Sebrae, Margarete Coelho. Cada uma compartilhou experiências que evidenciam os desafios enfrentados por mulheres na política, desde preconceitos estruturais até a necessidade de provar competência em um ambiente historicamente dominado por homens. Viviane Luiza abriu o evento com dados da ONU, apontando que, dos 36 mil assentos parlamentares no mundo, apenas 26% são ocupados por mulheres, um reflexo da sub-representação que persiste globalmente. Adriane Lopes, primeira mulher eleita prefeita de Campo Grande, emocionou a plateia ao narrar sua jornada, que começou vendendo sorvetes de porta em porta para custear a faculdade de Direito. “Foram dois anos e oito meses como empossada, e me diziam: ‘ela não é legítima, ela só assumiu um cargo e quem manda é o marido dela’”, lembrou, destacando os comentários machistas que enfrentou. Sua mensagem às mulheres foi clara: “A paridade nos espaços de poder é discutida, mas nem sempre praticada. Estou abrindo portas para outras.” Sua gestão, segundo ela, é uma prova concreta de que a presença feminina pode transformar realidades. A senadora Tereza Cristina, por sua vez, enfatizou a necessidade de coragem e união entre as mulheres. “O mundo ainda é machista, mas somos a maioria da população, preparadas e qualificadas. Quero ver mais mulheres no Mato Grosso do Sul fazendo boa política, representando a todas nós – e por que não os homens também?”, declarou. Sua fala ressoou como um convite para que as mulheres deixem a zona de conforto e ocupem espaços tradicionalmente reservados aos homens, desafiando a ideia de que política é um campo exclusivamente masculino. Margarete Coelho, ex-deputada federal e primeira vice-governadora do Piauí, trouxe uma análise crítica sobre as barreiras estruturais. “Os partidos foram feitos por homens e para homens. Nas famílias, a herança política é dos homens, não das mulheres”, observou. Ela também apontou um obstáculo cultural: “O check-list de uma mulher para votar em outra é enorme. Dizem ‘ela não me representa’ por ser dona de casa ou por não ser o que esperam.” Para Margarete, mudar essa mentalidade exige que as mulheres se candidatem e participem ativamente, mesmo enfrentando derrotas, pois “perder uma eleição não é feio, mas não participar é pior”. Inaye Lopes Kaiowá, vereadora indígena em seu segundo mandato em Antônio João, trouxe a perspectiva das comunidades tradicionais. Mestre em História pela UFGD, ela relatou como decidiu entrar na política para dar voz aos povos Kaiowá. “Não foi fácil disputar votos, mas temos que ter estratégia. Mulheres indígenas também não votam em mulheres ou candidatos indígenas por vezes, mas precisamos mudar isso, andar de mãos dadas para vencer esse desafio”, afirmou. Sua trajetória é um exemplo de como a política pode ser um instrumento de inclusão e resistência. Mara Caseiro, deputada estadual, completou o painel com sua história de luta por Eldorado, onde ingressou na política movida pelo desejo de mudar uma realidade de carências. Juntas, essas mulheres mostraram que a participação feminina não é apenas uma questão de representatividade, mas de fortalecimento da democracia. O evento, que colocou de lado diferenças partidárias, deixou uma mensagem poderosa: o lugar de mulher é onde ela decidir estar, e a política, cada vez mais, se torna um desses espaços essenciais.
Governo de MS Regulamenta Programas que Buscam Inclusão Social para Mulheres e Famílias Vulneráveis
O Governo de Mato Grosso do Sul publicou, em 28 de março de 2025, no Diário Oficial do Estado, decretos que regulamentam programas voltados ao apoio de mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade social. As medidas, lideradas pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), ampliam o alcance de iniciativas como o Programa Cuidar de Quem Cuida, o Programa Recomeços e o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, oferecendo benefícios financeiros e suporte para promover a inclusão e a dignidade dessas populações. Uma das principais mudanças está no Programa Cuidar de Quem Cuida, que agora eleva o limite de renda familiar per capita de 1/6 para 1/4 do salário mínimo – cerca de R$ 379, considerando o valor atual de R$ 1.518. Essa alteração permite que mais cuidadores não remunerados de pessoas com deficiência tenham acesso ao benefício mensal de R$ 900, desde que a renda familiar se enquadre no novo critério. O programa proíbe a acumulação com outros benefícios sociais, exceto em casos específicos, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para a pessoa com deficiência sob cuidado, ou auxílios dos programas MS Supera e Mais Social (cestas alimentares). Já o Programa Recomeços foca em mulheres vítimas de violência doméstica acolhidas em Casas Abrigo. Ele oferece um auxílio financeiro de um salário mínimo mensal por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, sujeito a avaliação técnica. Além disso, há a previsão de um pagamento único de até quatro salários mínimos – equivalente a R$ 6.072 – para a compra de itens essenciais, como móveis e utensílios domésticos, visando apoiar a independência dessas mulheres. O retorno ao convívio com o agressor é um dos critérios que podem levar à exclusão do benefício, reforçando o compromisso com a segurança e a autonomia das beneficiárias. Outro destaque é o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, voltado a mães solo em situação de vulnerabilidade social e econômica, especialmente beneficiárias do Programa Mais Social. A iniciativa concede R$ 600 mensais por criança com menos de quatro anos, para custear creches particulares, facilitando o acesso dessas mulheres ao mercado de trabalho. Um incentivo adicional de R$ 300 é oferecido àquelas que retornam aos estudos, seja no ensino regular ou na Educação de Jovens e Adultos (EJA), com o objetivo de romper o ciclo de pobreza e promover a educação como ferramenta de transformação. Os programas exigem comprovações específicas, como vulnerabilidade social e vínculos empregatícios, e incluem regras rigorosas de permanência e exclusão, com penalidades em caso de fraude ou descumprimento. O Recomeços, por exemplo, estabelece um sistema de monitoramento das famílias atendidas por até um ano, criando uma rede de apoio social contínua. Essas ações refletem uma política pública que busca atender às demandas reais de quem mais precisa, alinhando assistência financeira a estratégias de longo prazo para inclusão e desenvolvimento.
Governo do Estado Investe Mais de R$ 73,4 Milhões para Impulsionar Infraestrutura em Paranaíba
O município de Paranaíba, localizado na região leste de Mato Grosso do Sul, está recebendo um aporte significativo do Governo do Estado para fortalecer sua infraestrutura urbana. Com investimentos que ultrapassam R$ 73,4 milhões, a gestão do governador Eduardo Riedel homologou, em 28 de março de 2025, duas novas licitações publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE), destinando recursos para obras que prometem melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento econômico local. Esses valores se somam aos R$ 53,6 milhões já investidos desde 2023, consolidando um esforço contínuo para transformar a realidade da cidade. As licitações recém-aprovadas garantem a execução da terceira e quarta etapas de restauração funcional do pavimento em diversas ruas de Paranaíba. A terceira fase contará com R$ 10,5 milhões, enquanto a quarta receberá R$ 8,7 milhões, totalizando mais de R$ 19 milhões em recapeamento asfáltico. Essas obras visam melhorar a trafegabilidade nas vias urbanas, um fator essencial para facilitar o deslocamento dos moradores e o transporte de mercadorias. Além disso, os investimentos devem trazer benefícios indiretos, como a valorização de imóveis e o fortalecimento do comércio local, contribuindo para a geração de empregos e o aquecimento da economia. O programa MS Ativo, iniciativa do governo estadual que prioriza parcerias com os municípios, é o principal responsável por viabilizar essas ações. Desde seu início, a gestão Riedel destinou recursos expressivos para Paranaíba, abrangendo não apenas o recapeamento, mas também outras obras em andamento que reforçam a infraestrutura e os serviços públicos. O secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, destacou a visão municipalista da administração. “O municipalismo é a base da gestão do governador Eduardo Riedel. Essas obras refletem o compromisso de levar desenvolvimento a todas as regiões, garantindo que ninguém fique para trás”, afirmou. Paranaíba, com cerca de 42 mil habitantes segundo o IBGE, tem se beneficiado de uma série de intervenções estaduais nos últimos anos. Além das novas etapas de pavimentação, o município já conta com projetos concluídos ou em execução, como a ampliação do sistema de esgotamento sanitário pela Sanesul, que elevou a cobertura de esgoto a quase 98%. Esse cenário posiciona a cidade como uma das mais bem atendidas em saneamento no estado, um indicativo de qualidade de vida que atrai olhares para seu potencial de crescimento. Os investimentos em infraestrutura chegam em um momento estratégico, alinhados à necessidade de acompanhar o desenvolvimento econômico da região leste de Mato Grosso do Sul, conhecida por sua vocação agropecuária e industrial. As melhorias nas ruas de Paranaíba não apenas atendem às demandas atuais da população, mas também preparam o município para receber novos empreendimentos, consolidando sua posição como polo regional. A parceria entre o Governo do Estado e a prefeitura local tem sido fundamental para assegurar que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e tragam resultados duradouros.
Campo Grande Vai Sediar a COP15: Conferência Internacional sobre Espécies Migratórias em Março de 2026
Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, foi escolhida para sediar a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), marcada para ocorrer entre 23 e 29 de março de 2026. O anúncio, feito em 26 de março de 2025 pelo governo brasileiro e pelo Secretariado da CMS, destaca o papel crescente do Brasil nas discussões globais sobre conservação ambiental. O evento, que reunirá representantes de governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil, será um marco para o enfrentamento dos desafios que ameaçam as espécies migratórias e seus habitats, pressionados por atividades humanas e mudanças climáticas. A escolha de Campo Grande reflete a relevância estratégica da região, situada próxima ao Pantanal, um dos biomas mais biodiversos do planeta. O governo estadual foi oficialmente informado da decisão em 27 de março, durante a cerimônia de lançamento do Pacto pelo Pantanal, quando o ministro substituto do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, comunicou a novidade ao governador Eduardo Riedel. A conferência promete colocar o Brasil no centro das negociações internacionais, reforçando seu compromisso com a proteção da fauna silvestre migratória, como onças-pintadas, falcões-peregrinos, tartarugas marinhas e diversas espécies de aves que cruzam fronteiras em suas jornadas anuais. A CMS, um tratado das Nações Unidas em vigor desde 1979, tem como objetivo promover a conservação de espécies migratórias terrestres, aquáticas e aviárias, além de seus ecossistemas. A COP15 será a primeira edição do evento na América Latina desde 2014, sucedendo a COP14, realizada em Samarcanda, Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Durante uma semana, os participantes discutirão políticas e diretrizes para mitigar ameaças como a perda de habitats, a superexploração e os impactos climáticos, que colocam em risco a sobrevivência de milhares de espécies. A expectativa é que o evento resulte em compromissos globais robustos, como a proteção de corredores ecológicos e o fortalecimento de acordos internacionais. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou a importância do evento para o país. “Sediá-lo em Campo Grande reforça nosso compromisso com a biodiversidade e a preservação da fauna migratória. O Pantanal, com sua riqueza natural, é o cenário perfeito para esse diálogo essencial sobre conservação e desenvolvimento sustentável”, declarou. A proximidade com o Pantanal, que abriga cerca de 75% de sua área em Mato Grosso do Sul, também destaca a relevância local do debate, considerando que o bioma é ponto de parada para aves migratórias e lar de espécies emblemáticas ameaçadas. O Brasil, membro da CMS desde 2015, tem fortalecido sua legislação ambiental e parcerias internacionais para proteger essas espécies, muitas das quais dependem de seus seis biomas para sobrevivência. A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, celebrou a escolha, afirmando que a COP15 em Campo Grande será uma oportunidade única para avançar em medidas transformadoras que garantam o futuro da biodiversidade global. A preparação para o evento já mobiliza autoridades locais e nacionais, que veem na conferência uma chance de projetar Mato Grosso do Sul como referência em sustentabilidade.
Com Foco nos Cuidados de Pacientes com Hanseníase, SES Promove Capacitação sobre Talidomida
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul realizou, nos dias 27 e 28 de março de 2025, a capacitação intitulada “Hanseníase: Ênfase no Medicamento Talidomida”, no Centro de Convenções Dr. Günter Hans, localizado no Hospital São Julião, em Campo Grande. O evento, organizado em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), reuniu cerca de 300 profissionais de saúde, incluindo médicos da Atenção Primária, farmacêuticos, coordenadores de programas de hanseníase e gestores de vigilância sanitária dos 79 municípios do estado. A iniciativa teve como foco principal aprimorar o atendimento a pacientes com hanseníase, com destaque para o uso seguro e controlado da talidomida, medicamento essencial no tratamento de complicações da doença. A talidomida, utilizada no Brasil desde 1965 para tratar o eritema nodoso hansênico – uma reação inflamatória grave associada à hanseníase –, é um fármaco de manejo delicado devido ao seu potencial teratogênico, que pode causar malformações congênitas em fetos. Por isso, a capacitação enfatizou os protocolos de segurança, especialmente para mulheres em idade fértil, grupo que exige acompanhamento rigoroso e o uso de métodos contraceptivos durante o tratamento. O evento abordou desde o diagnóstico e o tratamento da hanseníase até as diretrizes para prescrição e dispensação do medicamento, que só pode ser obtido em farmácias públicas do SUS mediante receituário especial. No primeiro dia, 27 de março, das 13h às 17h, os participantes acompanharam palestras sobre o protocolo clínico vigente da hanseníase, com foco em diagnóstico precoce e estratégias de tratamento. Já no dia 28, das 8h às 12h, o destaque foi a talidomida, com oficinas práticas direcionadas a áreas como assistência farmacêutica e vigilância sanitária. Especialistas do Ministério da Saúde, da ANVISA e do Hospital São Julião, referência estadual no tratamento da hanseníase, compartilharam conhecimentos e experiências, reforçando a importância de uma abordagem integrada para garantir a eficácia terapêutica e minimizar riscos. A hanseníase, doença crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, segue como um desafio de saúde pública no Brasil, que registra cerca de 30 mil novos casos por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Em Mato Grosso do Sul, a capacitação reflete o esforço para fortalecer a rede de atenção à saúde, especialmente na Atenção Primária, onde a maioria dos pacientes é acompanhada. A gerente de Assistência Farmacêutica Básica e Estratégica da SES, Nathália Dantas Pelliccioni, destacou que o evento visa não apenas atualizar os profissionais, mas também consolidar o compromisso com um atendimento seguro e humanizado. A produção da talidomida no Brasil é monopolizada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais, que fornece milhões de cápsulas anualmente ao SUS. Seu uso controlado é regulado por normas rígidas da ANVISA, como a Resolução RDC 11/2011, que exige cadastro de médicos prescritores e assinatura de termos de responsabilidade por parte de pacientes. A capacitação em Campo Grande é parte de uma estratégia nacional para reduzir a incidência de complicações e promover a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública, alinhada aos objetivos da Organização Mundial da Saúde para 2030.
Inscrições Abertas para Programa Raças e Etnias de MS e Selo ERER nas Escolas da Rede Estadual
O governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SED), abriu inscrições para o Programa Raças e Etnias de MS – Educação para Relações Étnico-Raciais (PRO-ERER/MS) e para a certificação com o Selo Educação para Relações Étnico-Raciais (SELO-ERER/MS), voltados às escolas da Rede Estadual de Ensino (REE). A iniciativa, anunciada em 27 de março de 2025 no Diário Oficial do Estado, tem como objetivo reconhecer e fortalecer práticas pedagógicas que promovam a educação para as relações étnico-raciais, valorizando a diversidade cultural e combatendo desigualdades no ambiente escolar. As inscrições estão disponíveis até 31 de maio de 2025 e devem ser realizadas por meio do Portal ERER/MS, acessível no site sistemas.sed.ms.gov.br. O programa abrange quatro eixos principais: Gestão, Currículo, Projeto Político-Pedagógico e Educomunicação para Relações Étnico-Raciais. Para participar, cada escola interessada precisa formar uma Comissão Escolar Étnico-Racial (CE-ERER), composta por nove membros, incluindo representantes da direção, coordenadores pedagógicos, professores, alunos e outros setores da comunidade escolar, como o Colegiado Escolar e o Grêmio Estudantil. A ação reflete um compromisso com a inclusão e a equidade, alinhado às leis federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. Em Mato Grosso do Sul, onde a diversidade étnica é marcada pela presença de comunidades indígenas, como os Guarani e Terena, e pela herança afro-brasileira, o programa busca incentivar projetos que integrem essas perspectivas ao cotidiano escolar. As escolas participantes serão avaliadas por suas iniciativas, e as dez unidades com melhor desempenho receberão um certificado especial de reconhecimento. Além disso, o PRO-ERER/MS premiará quatro projetos de destaque nas categorias “História e Cultura Afro-brasileira” e “Ensino e Cultura Indígena”, com dois projetos selecionados em cada área. Professores que se sobressaírem na implementação dessas práticas também serão agraciados com troféus e certificados, igualmente divididos entre as duas categorias. A expectativa é que a iniciativa estimule o desenvolvimento de ações educativas que promovam o respeito às diferenças e fortaleçam a identidade cultural dos estudantes. O programa surge em um contexto em que a educação para as relações étnico-raciais ganha cada vez mais relevância, não apenas como ferramenta de inclusão, mas como um meio de preservar tradições e enfrentar desafios históricos de discriminação. As escolas da REE têm até o fim de maio para se organizar e aderir, demonstrando seu compromisso com uma educação mais diversa e consciente. A SED destaca que o sucesso do programa dependerá do engajamento das comunidades escolares, que terão a oportunidade de deixar um legado positivo para as futuras gerações.








