Em um evento marcante realizado na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Dourados, no dia 31 de março de 2025, o vice-governador José Carlos Barbosa, conhecido como Barbosinha, destacou o papel estratégico da instituição no desenvolvimento do estado. A ocasião foi a abertura do Encontro de Coordenadores de Graduação e Pós-Graduação da UEMS, que reuniu gestores acadêmicos para discutir os rumos da educação superior pública. Representando o governador Eduardo Riedel, Barbosinha enfatizou que a universidade não apenas forma profissionais, mas também atua como um motor de transformação social e econômica para a região. Durante seu discurso, o vice-governador descreveu a UEMS como “a universidade mais plural de Mato Grosso do Sul”, ressaltando sua capacidade de conectar o ensino, a pesquisa e a extensão às necessidades da sociedade. Ele citou como exemplo o programa “UEMS na Comunidade”, que recentemente levou serviços essenciais aos moradores do bairro Parque das Nações I, em Dourados. “A universidade é grandiosa, mas também simples. Ela vive no dia a dia das pessoas, aproximando a academia da realidade do povo”, afirmou Barbosinha, que participou da iniciativa e viu de perto seu impacto. Para ele, essa integração reflete o compromisso do governo estadual em fazer da educação uma ponte para o progresso. O evento também foi palco para anúncios importantes. O reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho, revelou a destinação de R$ 12,5 milhões em emendas parlamentares, confirmadas pelo senador Nelson Trad em 28 de março, marcando o quinto ano consecutivo de investimentos desse tipo. Além disso, a universidade recebeu 100 notebooks, adquiridos com recursos federais e estaduais no valor de R$ 343.165,99, distribuídos entre unidades como Dourados, Campo Grande, Aquidauana e Ponta Porã, entre outras. Esses equipamentos visam modernizar a infraestrutura tecnológica, beneficiando alunos e professores em diversas áreas do conhecimento. Barbosinha reforçou a confiança na UEMS como uma instituição essencial para o futuro do estado. “Quando a bancada federal escolhe investir aqui, não é por acaso. A universidade tem credibilidade e um papel estratégico no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, declarou. Ele também destacou a importância do encontro de coordenadores, que segue até 2 de abril, como um espaço para alinhar a gestão acadêmica e ampliar o alcance das ações da UEMS. A visão apresentada é de uma educação superior que transcende os muros da universidade, promovendo inclusão e prosperidade em um estado que busca se consolidar como referência em desenvolvimento sustentável. A presença do vice-governador no evento e suas palavras sublinham uma política estadual que valoriza a educação como base para o crescimento. A UEMS, com suas 15 unidades espalhadas pelo estado, segue firme na missão de formar cidadãos e contribuir para soluções locais, um esforço que, segundo Barbosinha, reflete os valores de um governo atento às demandas de sua gente.
Câmara Municipal aprova o programa habitacional “Dourados em Casa”
A Câmara Municipal de Dourados aprovou nesta segunda-feira (31) o projeto de lei nº 028/2025 de autoria do Poder Executivo, que cria o programa “Dourados em Casa”, direcionado a famílias com renda familiar de até cinco salários mínimos. O objetivo do programa é de fornecer apoio à construção, ampliação ou reforma de unidades habitacionais, por meio da distribuição de materiais de construção ou da transferência de recursos financeiros para aquisição de materiais e/ou custeio de mão de obra. O programa será executado pela Agência Municipal de Habitação de Interesse Social (Agehab), que será responsável pela gestão, cadastramento dos beneficiários, fiscalização, acompanhamento técnico e controle da aplicação dos recursos. Para a participação no programa, é preciso estar cadastrado na Agência Municipal de Habitação de Interesse Social de Dourados e atender aos requisitos do programa habitacional do Município; Não ser proprietário de outro imóvel urbano ou rural, nem ter sido contemplado em programas habitacionais anteriores, sejam federais, estaduais ou municipais; Residir no Município de Dourados há pelo menos três anos; Comprovar a necessidade da melhoria habitacional por meio de vistoria técnica realizada pela Agehab; Não possuir condições financeiras para custear a construção, reforma ou ampliação da unidade habitacional sem o auxílio do programa. Projetos em 2ª discussão e votação: Projeto de Lei nº 018/2025 de autoria do Vereador Laudir Munaretto (MDB), que dispõe a obrigatoriedade dos condomínios residenciais e comerciais no município de Dourados/MS, a comunicar às autoridades competentes quando houver em seu interior a ocorrência ou indícios de episódios de violência e familiar contra mulheres, crianças, adolescentes ou idosos; Projeto de Lei nº 020/2025 de autoria da Vereadora Isa Marcondes (Republicanos), dispõe sobre atendimento humanizado na saúde e dá outras providências. Os vereadores votaram pelo adiamento da votação do projeto para que ele seja melhor analisado e discutido durante audiência pública. Projeto de Lei nº 035/2025 de autoria do Poder Executivo que cria a “Patrulha Maria da Penha” especializada em atendimento de violência doméstica e dá outras providências. Projeto em única discussão e votação: Projeto de Decreto Legislativo nº 010/2025 de autoria dos Vereadores infra-assinados, que concede Diploma de Jubileu Estanho à Guarda Mirim de Dourados – Dr. João Adolfo Astolfi. Tribuna Livre A Tribuna Livre foi ocupada pela Secretária Municipal de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon, que explicou sobre o benefício do Auxílio Mortalidade, benefício eventual concedido pela Lei Municipal nº 4.860, que regulamentado pela Lei 3.932, se constitui em uma prestação de serviço temporário, não contributivo, ofertado pela assistência social do município, para reduzir a vulnerabilidade, provocada por morte de membro da família e concedido na forma de prestação de serviços socioassistenciais. “É importante esclarecer que a assistência social tem o compromisso de fazer com que as pessoas indigentes, pessoas carentes e recentemente o nosso prefeito Marçal Filho acrescentou a lei às vítimas de feminicídio, tem o benefício de receber o Auxílio Funeral de forma gratuita, ofertado pelas duas empresas que têm concessão em Dourados. Fiscalizamos as empresas e reforçamos a importância de receberem os familiares de forma humanizada e prestarem os esclarecimentos de como o benefício funciona, da mesma forma, nós da assistência social também estamos à disposição da população para as devidas orientações”, esclareceu Shirley. Prêmio “Marta Guarani” A Câmara realizou antes da 9ª Sessão Ordinária, a entrega do troféu da 18ª edição do Prêmio Mulher Cidadã- “Marta Guarani”. A professora, jornalista e indigenista Veronice Lovato Rossato recebeu o troféu pelos seus quase 40 anos de trabalho dentro das aldeias Jaguapiru e Bororó, onde atua como formadora de professores indígenas, na assessoria às escolas e na edição de recursos educacionais específicos para as escolas indígenas, produzidos pelos próprios índios.
Mato Grosso do Sul Celebra Vitória no Campeonato Brasileiro de Judô da Região IV
Os judocas de Mato Grosso do Sul alcançaram um feito notável ao conquistar o título de campeões gerais do Campeonato Brasileiro de Judô – Região IV, realizado no último fim de semana de março de 2025, no Ginásio Gerivaldão, em Ji-Paraná, Rondônia. Com um desempenho impressionante, a delegação sul-mato-grossense assegurou 94 medalhas, sendo 32 de ouro, 27 de prata e 35 de bronze, destacando-se em um evento que reuniu 676 atletas de sete estados: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. A competição, organizada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), consolidou-se como um dos principais torneios regionais da modalidade, e o sucesso do estado reflete o investimento contínuo em esporte e disciplina. A delegação contou com o suporte essencial do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte). Esse apoio foi decisivo para a participação dos atletas, que brilharam em diversas categorias, com destaque especial para a sênior, onde cinco medalhas de ouro foram conquistadas. Entre os campeões estão Camila Gebara Nogueira Yamakawa (+78kg), Isac Garcia Ribeiro Bignardi (-73kg), Jose Marco Pereira Leite Demarco (-90kg), Camila Vitória Vieira Mascarenhas Ponce (-78kg) e Andrey da Silva Pissini Kuttert (-60kg), nomes que elevaram o judô sul-mato-grossense a um patamar de excelência. O Distrito Federal ficou em segundo lugar no quadro geral, com 81 medalhas (25 ouros, 23 pratas e 33 bronzes), seguido por Mato Grosso, que completou o pódio com 58 medalhas (12 ouros, 12 pratas e 34 bronzes). A competição abrangeu as categorias cadete, sub-13, sênior, sub-15 e júnior, evidenciando a versatilidade e a preparação dos atletas de Mato Grosso do Sul. O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, celebrou o resultado como um reflexo do compromisso do governo com o esporte. “Esse título demonstra o potencial dos nossos judocas e a força de políticas públicas que priorizam o desenvolvimento físico e moral por meio de práticas como o judô”, afirmou. Paulo Ricardo Nuñez, diretor-presidente da Fundesporte, também enalteceu o papel da modalidade no estado. “O judô não é apenas uma conquista de medalhas, mas uma escola de valores como respeito, perseverança e união, que fortalecem nossa juventude e nossas comunidades”, destacou. O evento em Ji-Paraná marcou mais um capítulo de sucesso para o esporte sul-mato-grossense, que vem se firmando como referência nacional, especialmente em competições regionais. A vitória reforça a importância de manter o apoio às categorias de base e aos atletas de elite, garantindo que o legado do judô continue a inspirar novas gerações.
Mato Grosso do Sul Amplia Imunização com 440 Mil Novas Doses Contra a Influenza
O governo de Mato Grosso do Sul anunciou, em 31 de março de 2025, uma nova etapa na campanha de vacinação contra a influenza, com a distribuição de 440 mil doses adicionais a partir de 1º de abril. A medida, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), visa garantir a cobertura vacinal em todos os 79 municípios do estado, reforçando a proteção da população contra a gripe em um momento estratégico do ano. Com essa remessa, o estado alcança um total de 524 mil doses recebidas em 2025, demonstrando um esforço contínuo para enfrentar os desafios sazonais das doenças respiratórias. A nova leva de imunizantes, recebida no sábado, 29 de março, começou a ser preparada para envio imediato às cidades sul-mato-grossenses. Na semana anterior, 84 mil doses já haviam sido distribuídas, beneficiando 77 municípios, enquanto os dois restantes estavam programados para retirar seus lotes até o início desta semana. Além das vacinas, a SES disponibilizou mais de 1,1 milhão de seringas e agulhas, assegurando a infraestrutura necessária para a aplicação em larga escala. Os coordenadores municipais de saúde foram orientados a seguir as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), permitindo que a vacinação começasse assim que as doses chegassem às unidades locais. Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES, destacou o compromisso do governo estadual com a saúde pública. “Essas 440 mil doses são um reforço essencial para proteger nossa população contra a influenza. Nosso objetivo é garantir que os imunizantes cheguem rapidamente a todos os cantos do estado, especialmente aos grupos mais vulneráveis, para evitar complicações graves e internações”, afirmou. Ele enfatizou ainda a importância da adesão popular para alcançar as metas de cobertura, uma vez que a influenza, uma infecção viral respiratória de alta transmissibilidade, pode sobrecarregar o sistema de saúde se não for controlada. A vacina de 2025 é trivalente, protegendo contra as cepas H1N1, H3N2 e B, que são as mais circulantes atualmente, conforme orientação do Ministério da Saúde. Sua aplicação pode ser feita simultaneamente com outras vacinas do calendário nacional, ampliando a eficiência das campanhas de imunização. A estratégia estadual prioriza a rapidez na distribuição e a mobilização comunitária, com o início oficial da campanha nacional marcado para 7 de abril e o Dia D agendado para 10 de maio. Até lá, os municípios que já receberam doses estão autorizados a iniciar a aplicação, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, crianças pequenas e profissionais de saúde. O esforço de Mato Grosso do Sul reflete uma abordagem proativa diante de um cenário em que as doenças respiratórias sazonais continuam a exigir atenção. Dados históricos mostram que a vacinação anual reduz significativamente o impacto da influenza, diminuindo a incidência de casos graves e a pressão sobre hospitais. A ação também dialoga com uma visão de responsabilidade coletiva, em que a proteção individual fortalece a segurança de toda a sociedade, um princípio que ressoa com valores de cuidado e prevenção arraigados na cultura local.
Bukele Aponta Falhas do Brasil no Combate às Facções Criminosas e Sugere Infiltração no Governo
Nayib Bukele, presidente de El Salvador, conhecido por sua política linha-dura contra o crime, causou polêmica ao usar o Brasil como exemplo de um país que falha em controlar facções criminosas. Em um discurso recente, ele afirmou que a persistência do crime organizado no Brasil se deve à suposta presença de criminosos dentro do próprio governo. A declaração, feita em março de 2025, reflete a visão de Bukele de que o Estado, quando comprometido, perde a capacidade de impor ordem e segurança. Bukele destacou a diferença entre El Salvador e nações como o Brasil, argumentando que nenhum governo deveria ser incapaz de derrotar organizações criminosas, dado o poder inerente ao Estado. “Nós éramos o país mais inseguro do mundo e agora somos o mais seguro do hemisfério”, disse ele, referindo-se à redução drástica da taxa de homicídios em El Salvador, de 107 por 100 mil habitantes em 2015 para 1,9 em 2024, segundo dados oficiais do governo salvadorenho. Ele atribui esse sucesso ao seu Plano de Controle Territorial, que incluiu prisões em massa e a construção de uma megaprisão, o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot). No caso brasileiro, Bukele questionou: “Por que os cartéis não controlam regiões da Europa, mas controlam no Brasil? Porque o crime está dentro do governo.” Ele comparou o Brasil a países como Canadá, Índia e China, que possuem territórios vastos e populações grandes, mas não enfrentam o mesmo nível de domínio territorial por facções. Para o presidente salvadorenho, a explicação está na cumplicidade ou inação de autoridades, permitindo que grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) prosperem. A realidade brasileira mostra um cenário complexo. O país registra cerca de 40 mil homicídios anuais, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com muitas mortes ligadas ao crime organizado. Facções controlam territórios em grandes cidades, como o Rio de Janeiro, onde disputas entre grupos criminosos e milícias resultaram em 1.035 mortes em confrontos policiais em 2023, conforme dados do Instituto Fogo Cruzado. A influência dessas organizações vai além das ruas, com denúncias históricas de corrupção envolvendo agentes públicos, como no caso do escândalo do mensalão e investigações da Operação Lava Jato. A abordagem de Bukele em El Salvador, embora elogiada por reduzir a violência, é alvo de críticas por violações de direitos humanos. Mais de 85 mil pessoas foram presas desde 2022, muitas sem devido processo, segundo a Human Rights Watch. Organizações locais estimam que até 21 mil inocentes podem estar entre os detidos. No Brasil, uma política semelhante enfrentaria barreiras legais e culturais, dado o sistema constitucional que protege garantias individuais e a resistência de setores da sociedade a medidas autoritárias. A fala de Bukele não apresenta evidências concretas de infiltração no governo brasileiro atual, mas ecoa um sentimento de desconfiança comum entre críticos das instituições. Ele desafia o Brasil a reconsiderar sua estratégia, sugerindo que a tolerância ao crime organizado reflete mais uma escolha política do que uma limitação de recursos. Enquanto isso, o modelo salvadorenho, com sua ênfase em força e controle, continua a dividir opiniões, sendo visto por alguns como um exemplo a seguir e por outros como um alerta contra o autoritarismo.
Criança de Três Anos Suspensa de Creche por Suposta Transfobia no Reino Unido Gera Debate Nacional
No Reino Unido, um caso inusitado ganhou destaque e reacendeu discussões sobre políticas educacionais e a aplicação de normas de comportamento em crianças pequenas. Uma criança de três ou quatro anos foi suspensa de uma creche estatal durante o ano letivo de 2022-2023, acusada de “abuso contra orientação sexual e identidade de gênero”, conforme dados oficiais divulgados pelo Departamento de Educação britânico (DfE). O incidente, que veio à tona em março de 2025, provocou reações que vão desde incredulidade até críticas contundentes às diretrizes impostas às instituições de ensino. A suspensão da criança não foi um evento isolado. Estatísticas do DfE mostram que, no mesmo período, 94 alunos de escolas primárias estatais foram suspensos ou permanentemente expulsos por comportamentos classificados como transfóbicos ou homofóbicos. Desses, dez estavam no primeiro ano (com idades entre cinco e seis anos), três no segundo ano (até sete anos) e um era de idade pré-escolar, como o caso em questão. Os números indicam um aumento em relação ao ano anterior, quando 164 alunos enfrentaram medidas disciplinares por motivos semelhantes, subindo para 178 em 2022-2023. Embora os detalhes específicos do incidente com a criança da creche não tenham sido revelados, a situação levantou questionamentos sobre como conceitos complexos de identidade estão sendo interpretados e aplicados a indivíduos tão jovens. Especialistas e figuras públicas reagiram com perplexidade. Helen Joyce, diretora de advocacy da organização Sex Matters, descreveu o caso como um exemplo extremo de ideologia de gênero que desafia a lógica comum. Para ela, punir uma criança em idade pré-escolar por algo tão subjetivo é um sinal de que as políticas educacionais podem estar ultrapassando limites razoáveis. Já Lord Young, do Free Speech Union, foi mais longe, argumentando que qualquer sistema que justifique punir crianças pequenas por não aderirem a normas ideológicas rígidas merece ser repensado. Ambos destacam uma preocupação crescente: a possibilidade de que a educação infantil esteja sendo moldada por debates adultos, em detrimento do bem-estar das crianças. O governo britânico, por meio de um porta-voz do DfE, afirmou que todas as medidas disciplinares devem ser proporcionais, enfatizando que alunos e funcionários precisam se sentir seguros nas escolas, mas sem endossar diretamente a decisão da creche. A declaração tenta equilibrar a proteção contra abusos com o bom senso, mas não silenciou as vozes que veem no caso um exagero. Pais e educadores, por sua vez, começam a se perguntar até que ponto as crianças estão sendo julgadas por padrões que elas sequer compreendem, numa fase da vida em que o aprendizado deveria priorizar valores simples, como respeito mútuo e convivência. O incidente ecoa outras controvérsias no Reino Unido, como o caso de Nigel e Sally Rowe, que em 2017 retiraram os filhos de uma escola da Igreja da Inglaterra na Ilha de Wight após discordarem de orientações que classificavam como transfóbico o ato de questionar a identidade de gênero de um colega. Anos depois, em 2025, eles voltaram a se pronunciar, lamentando que situações como a da creche reflitam um declínio nos valores tradicionais de tolerância e liberdade de expressão. Para muitos, esses episódios sugerem uma tensão entre a modernização das políticas educacionais e a preservação de uma abordagem mais prática e menos ideológica na formação das novas gerações. Enquanto o debate segue, o caso da criança suspensa permanece como um símbolo das divisões culturais que atravessam o sistema educacional britânico. A ausência de informações específicas sobre o que a criança disse ou fez só amplifica as especulações, mas também reforça uma certeza: as decisões tomadas hoje nas escolas terão impacto duradouro na forma como a sociedade encara a infância e suas liberdades.
Presidente do Equador, Daniel Noboa, Receberá Tropas dos EUA em Aliança Militar para Combater o Tráfico de Drogas com Assistência do Governo Trump
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou em 29 de março de 2025 uma aliança militar com os Estados Unidos para combater o tráfico de drogas, que incluirá a presença de tropas americanas em solo equatoriano. A decisão, detalhada em uma reportagem da CNN, faz parte de um esforço mais amplo para enfrentar a escalada de violência no país, que se tornou um dos principais corredores de cocaína na América Latina. Noboa, que assumiu a presidência em novembro de 2023, busca apoio do governo de Donald Trump, que sinalizou interesse em expandir a cooperação militar na região como parte de sua política de combate ao narcotráfico. O Equador, que registra a maior taxa de homicídios da América Latina – 47,18 por 100 mil habitantes em 2024, segundo o InSight Crime –, enfrenta uma crise de segurança impulsionada por gangues locais, como Los Choneros e Los Lobos, que se aliaram a cartéis internacionais, incluindo mexicanos e colombianos. A violência, que inclui assassinatos, sequestros e ataques a prisões, levou Noboa a declarar estado de emergência em janeiro de 2024 e a classificar 22 gangues como organizações terroristas. Nesse contexto, o presidente equatoriano tem buscado apoio internacional, e a parceria com os EUA é vista como um passo estratégico para conter a influência do crime organizado. A aliança militar com os EUA foi formalizada após negociações que incluíram uma “parceria estratégica” com Erik Prince, fundador da controversa empresa de segurança privada Blackwater, anunciada no início de março de 2025. Noboa também pediu a designação de gangues equatorianas como grupos terroristas pelo governo Trump, o que facilitaria operações conjuntas e o acesso a recursos americanos, como inteligência e treinamento militar. Segundo a BBC, o presidente equatoriano solicitou explicitamente a presença de “botas no terreno” para enfrentar os cartéis, uma demanda que Trump parece disposto a atender, alinhando-se à sua política de pressão contra o narcotráfico na América Latina. A chegada de tropas americanas, prevista para começar em abril de 2025, será acompanhada de mudanças constitucionais no Equador, que permitirão a instalação de bases militares estrangeiras – uma prática proibida desde 2008, mas que Noboa busca reverter com aprovação parlamentar. O foco da operação será desmantelar as rotas de tráfico que passam pelos portos equatorianos, responsáveis por grande parte da cocaína que chega à Europa e aos EUA. Além disso, os EUA fornecerão apoio logístico e tecnológico, incluindo drones e sistemas de vigilância, para monitorar as atividades das gangues. A decisão gerou reações mistas. Enquanto alguns setores apoiam a medida como necessária para conter a violência, outros, incluindo movimentos indígenas e partidos de oposição, criticam a presença de tropas estrangeiras, temendo uma perda de soberania e possíveis abusos de poder. A parceria com Erik Prince também levanta preocupações, dado o histórico da Blackwater, envolvida em escândalos como o massacre de civis no Iraque em 2007. Noboa, no entanto, defendeu a aliança, afirmando que o Equador “respeitará suas leis” e que a luta contra os cartéis justifica medidas drásticas, já que, segundo ele, as gangues “violam todos os direitos humanos possíveis”.
Presidente Trump Comenta Condenação de Marine Le Pen
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a condenação da líder de extrema-direita francesa Marine Le Pen, que foi sentenciada a quatro anos de prisão por desvio de fundos e banida da política por cinco anos em 31 de março de 2025. Em uma entrevista à Fox News no mesmo dia, Trump expressou solidariedade a Le Pen, comparando o caso dela aos desafios legais que enfrentou durante sua própria carreira política. “Muitos pensaram que ela não seria condenada por nada. Era a principal candidata. Isso soa muito como este país”, declarou, sugerindo que a sentença de Le Pen seria um exemplo de “lawfare” – o uso do sistema judicial para fins políticos – semelhante ao que ele alega ter sofrido nos EUA. Trump, que mantém uma relação de apoio mútuo com Le Pen desde sua primeira campanha presidencial em 2016, criticou a decisão do tribunal francês, chamando-a de “vergonhosa” e “antidemocrática”. Ele argumentou que a inelegibilidade de Le Pen, que a impede de concorrer às eleições presidenciais de 2027, é uma tentativa de “silenciar a vontade do povo francês” e comparou o caso às suas próprias batalhas legais, como as acusações de fraude fiscal e obstrução de justiça que enfrentou antes de sua reeleição em 2024. “Eles fizeram isso comigo aqui – tentaram me tirar da corrida com processos falsos. Não funcionou, e não vai funcionar com ela também. O povo sabe a verdade”, afirmou. A condenação de Le Pen está relacionada ao desvio de 2,9 milhões de euros do Parlamento Europeu, entre 2004 e 2017, por meio de um esquema de pagamento de assistentes parlamentares que, na prática, trabalhavam para o então Frente Nacional (hoje Reagrupamento Nacional). Além da pena de prisão – que inclui dois anos de detenção domiciliar com pulseira eletrônica e dois anos suspensos –, Le Pen foi multada em 100 mil euros e declarada inelegível por cinco anos, com efeito imediato. A decisão, que ela planeja recorrer, gerou reações polarizadas na França e no exterior, com aliados de Le Pen, como Trump, denunciando o que chamam de perseguição política, enquanto opositores celebram a sentença como um passo contra a corrupção. O comentário de Trump reflete sua visão de que líderes de direita, como ele e Le Pen, são alvos de um establishment global que busca minar movimentos nacionalistas. Durante a entrevista, ele também elogiou a resiliência de Le Pen, prevendo que ela “voltará mais forte” após o recurso. “Marine é uma lutadora. Eles acham que podem pará-la, mas o povo francês não vai aceitar isso. Vimos isso aqui – quanto mais eles me atacaram, mais forte eu fiquei”, disse, referindo-se ao apoio que recebeu de sua base durante os processos judiciais nos EUA. A fala de Trump também ecoa um contexto mais amplo de tensões entre líderes populistas e instituições democráticas. Nos EUA, Trump enfrentou acusações de interferência eleitoral e manejo indevido de documentos classificados, mas conseguiu reverter parte do impacto político ao se posicionar como vítima de um “deep state”. Le Pen, por sua vez, tem usado um discurso semelhante, acusando o sistema judicial francês de ser manipulado por forças progressistas para impedir sua ascensão ao poder. A solidariedade de Trump pode fortalecer a narrativa de Le Pen entre seus apoiadores, mas também aumenta as críticas de que ambos promovem uma visão conspiratória que mina a confiança nas instituições democráticas.
Mulher é Detida Após Incêndio que Deixou 3 Mortos em Dourados; Polícia Investiga Crime
Uma mulher de 29 anos, cuja identidade não foi revelada, foi detida pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira, 31 de março de 2025, suspeita de envolvimento em um incêndio que matou três pessoas em uma área de retomada, ao lado da Aldeia Bororó, em Dourados. As vítimas, identificadas como Liria Isnarde Batista, de 76 anos, sua filha Janaina Benitez Amarilha, de 37 anos, e a neta de Janaina, uma criança de 1 ano, morreram carbonizadas após o barraco em que viviam ser consumido pelas chamas. A tragédia, que chocou a comunidade, é investigada como possível incêndio criminoso, e a polícia ainda procura outros dois suspeitos. O incêndio ocorreu por volta das 2h da madrugada de domingo, e o barraco, construído com madeira e lona, foi rapidamente destruído pelo fogo. Vizinhos relataram à polícia que ouviram gritos, mas não conseguiram intervir devido à intensidade das chamas. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas, ao chegar, encontrou apenas os escombros. Os corpos das vítimas foram localizados entre as cinzas, com Liria encontrada no quintal e Janaina e sua filha no interior da estrutura. A perícia preliminar apontou indícios de que o fogo pode ter sido acelerado por um agente inflamável, como álcool ou gasolina, o que reforça a suspeita de crime. A mulher detida, que é de etnia indígena e morava na mesma área de retomada, foi encontrada com queimaduras no braço e arranhões pelo corpo, além de estar embriagada, o que dificultou seu depoimento inicial. Testemunhas afirmaram que ela teve uma discussão com Janaina horas antes do incêndio, o que levantou a hipótese de um ato motivado por vingança. O delegado responsável pelo caso, Erasmo Cubas, confirmou que a investigação está em andamento e que outros dois suspeitos, que teriam sido vistos na região na noite do crime, estão sendo procurados. “Estamos apurando todas as circunstâncias. A suspeita não forneceu informações claras, mas os indícios apontam para um incêndio intencional”, declarou. A área de retomada é habitada majoritariamente por famílias Guarani e Kaiowá, que vivem em condições precárias, com moradias improvisadas e acesso limitado a serviços básicos. Lideranças indígenas cobraram justiça e mais apoio do poder público para evitar novas tragédias. “É uma perda irreparável para nossa comunidade. Precisamos de segurança e moradia digna para que isso não aconteça de novo”, afirmou o cacique Valdomiro Benitez, tio de Janaina. A Funai estima que cerca de 18 mil indígenas vivam em Dourados, muitos em áreas de conflito fundiário, o que agrava a vulnerabilidade dessas populações. O caso expõe os desafios enfrentados pelas comunidades indígenas urbanas em Dourados, onde a falta de infraestrutura e a violência são problemas recorrentes. Em 2024, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul registrou 12 mortes em áreas indígenas da cidade, muitas ligadas a conflitos ou episódios de violência. A investigação do incêndio segue em curso, com a expectativa de que o laudo pericial, a ser concluído em até 30 dias, traga mais clareza sobre as causas do fogo e a responsabilidade dos envolvidos.








