O governo de Mato Grosso do Sul anunciou, em 31 de março de 2025, uma nova etapa na campanha de vacinação contra a influenza, com a distribuição de 440 mil doses adicionais a partir de 1º de abril. A medida, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), visa garantir a cobertura vacinal em todos os 79 municípios do estado, reforçando a proteção da população contra a gripe em um momento estratégico do ano. Com essa remessa, o estado alcança um total de 524 mil doses recebidas em 2025, demonstrando um esforço contínuo para enfrentar os desafios sazonais das doenças respiratórias. A nova leva de imunizantes, recebida no sábado, 29 de março, começou a ser preparada para envio imediato às cidades sul-mato-grossenses. Na semana anterior, 84 mil doses já haviam sido distribuídas, beneficiando 77 municípios, enquanto os dois restantes estavam programados para retirar seus lotes até o início desta semana. Além das vacinas, a SES disponibilizou mais de 1,1 milhão de seringas e agulhas, assegurando a infraestrutura necessária para a aplicação em larga escala. Os coordenadores municipais de saúde foram orientados a seguir as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), permitindo que a vacinação começasse assim que as doses chegassem às unidades locais. Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES, destacou o compromisso do governo estadual com a saúde pública. “Essas 440 mil doses são um reforço essencial para proteger nossa população contra a influenza. Nosso objetivo é garantir que os imunizantes cheguem rapidamente a todos os cantos do estado, especialmente aos grupos mais vulneráveis, para evitar complicações graves e internações”, afirmou. Ele enfatizou ainda a importância da adesão popular para alcançar as metas de cobertura, uma vez que a influenza, uma infecção viral respiratória de alta transmissibilidade, pode sobrecarregar o sistema de saúde se não for controlada. A vacina de 2025 é trivalente, protegendo contra as cepas H1N1, H3N2 e B, que são as mais circulantes atualmente, conforme orientação do Ministério da Saúde. Sua aplicação pode ser feita simultaneamente com outras vacinas do calendário nacional, ampliando a eficiência das campanhas de imunização. A estratégia estadual prioriza a rapidez na distribuição e a mobilização comunitária, com o início oficial da campanha nacional marcado para 7 de abril e o Dia D agendado para 10 de maio. Até lá, os municípios que já receberam doses estão autorizados a iniciar a aplicação, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, crianças pequenas e profissionais de saúde. O esforço de Mato Grosso do Sul reflete uma abordagem proativa diante de um cenário em que as doenças respiratórias sazonais continuam a exigir atenção. Dados históricos mostram que a vacinação anual reduz significativamente o impacto da influenza, diminuindo a incidência de casos graves e a pressão sobre hospitais. A ação também dialoga com uma visão de responsabilidade coletiva, em que a proteção individual fortalece a segurança de toda a sociedade, um princípio que ressoa com valores de cuidado e prevenção arraigados na cultura local.
Bukele Aponta Falhas do Brasil no Combate às Facções Criminosas e Sugere Infiltração no Governo
Nayib Bukele, presidente de El Salvador, conhecido por sua política linha-dura contra o crime, causou polêmica ao usar o Brasil como exemplo de um país que falha em controlar facções criminosas. Em um discurso recente, ele afirmou que a persistência do crime organizado no Brasil se deve à suposta presença de criminosos dentro do próprio governo. A declaração, feita em março de 2025, reflete a visão de Bukele de que o Estado, quando comprometido, perde a capacidade de impor ordem e segurança. Bukele destacou a diferença entre El Salvador e nações como o Brasil, argumentando que nenhum governo deveria ser incapaz de derrotar organizações criminosas, dado o poder inerente ao Estado. “Nós éramos o país mais inseguro do mundo e agora somos o mais seguro do hemisfério”, disse ele, referindo-se à redução drástica da taxa de homicídios em El Salvador, de 107 por 100 mil habitantes em 2015 para 1,9 em 2024, segundo dados oficiais do governo salvadorenho. Ele atribui esse sucesso ao seu Plano de Controle Territorial, que incluiu prisões em massa e a construção de uma megaprisão, o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot). No caso brasileiro, Bukele questionou: “Por que os cartéis não controlam regiões da Europa, mas controlam no Brasil? Porque o crime está dentro do governo.” Ele comparou o Brasil a países como Canadá, Índia e China, que possuem territórios vastos e populações grandes, mas não enfrentam o mesmo nível de domínio territorial por facções. Para o presidente salvadorenho, a explicação está na cumplicidade ou inação de autoridades, permitindo que grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) prosperem. A realidade brasileira mostra um cenário complexo. O país registra cerca de 40 mil homicídios anuais, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com muitas mortes ligadas ao crime organizado. Facções controlam territórios em grandes cidades, como o Rio de Janeiro, onde disputas entre grupos criminosos e milícias resultaram em 1.035 mortes em confrontos policiais em 2023, conforme dados do Instituto Fogo Cruzado. A influência dessas organizações vai além das ruas, com denúncias históricas de corrupção envolvendo agentes públicos, como no caso do escândalo do mensalão e investigações da Operação Lava Jato. A abordagem de Bukele em El Salvador, embora elogiada por reduzir a violência, é alvo de críticas por violações de direitos humanos. Mais de 85 mil pessoas foram presas desde 2022, muitas sem devido processo, segundo a Human Rights Watch. Organizações locais estimam que até 21 mil inocentes podem estar entre os detidos. No Brasil, uma política semelhante enfrentaria barreiras legais e culturais, dado o sistema constitucional que protege garantias individuais e a resistência de setores da sociedade a medidas autoritárias. A fala de Bukele não apresenta evidências concretas de infiltração no governo brasileiro atual, mas ecoa um sentimento de desconfiança comum entre críticos das instituições. Ele desafia o Brasil a reconsiderar sua estratégia, sugerindo que a tolerância ao crime organizado reflete mais uma escolha política do que uma limitação de recursos. Enquanto isso, o modelo salvadorenho, com sua ênfase em força e controle, continua a dividir opiniões, sendo visto por alguns como um exemplo a seguir e por outros como um alerta contra o autoritarismo.
Criança de Três Anos Suspensa de Creche por Suposta Transfobia no Reino Unido Gera Debate Nacional
No Reino Unido, um caso inusitado ganhou destaque e reacendeu discussões sobre políticas educacionais e a aplicação de normas de comportamento em crianças pequenas. Uma criança de três ou quatro anos foi suspensa de uma creche estatal durante o ano letivo de 2022-2023, acusada de “abuso contra orientação sexual e identidade de gênero”, conforme dados oficiais divulgados pelo Departamento de Educação britânico (DfE). O incidente, que veio à tona em março de 2025, provocou reações que vão desde incredulidade até críticas contundentes às diretrizes impostas às instituições de ensino. A suspensão da criança não foi um evento isolado. Estatísticas do DfE mostram que, no mesmo período, 94 alunos de escolas primárias estatais foram suspensos ou permanentemente expulsos por comportamentos classificados como transfóbicos ou homofóbicos. Desses, dez estavam no primeiro ano (com idades entre cinco e seis anos), três no segundo ano (até sete anos) e um era de idade pré-escolar, como o caso em questão. Os números indicam um aumento em relação ao ano anterior, quando 164 alunos enfrentaram medidas disciplinares por motivos semelhantes, subindo para 178 em 2022-2023. Embora os detalhes específicos do incidente com a criança da creche não tenham sido revelados, a situação levantou questionamentos sobre como conceitos complexos de identidade estão sendo interpretados e aplicados a indivíduos tão jovens. Especialistas e figuras públicas reagiram com perplexidade. Helen Joyce, diretora de advocacy da organização Sex Matters, descreveu o caso como um exemplo extremo de ideologia de gênero que desafia a lógica comum. Para ela, punir uma criança em idade pré-escolar por algo tão subjetivo é um sinal de que as políticas educacionais podem estar ultrapassando limites razoáveis. Já Lord Young, do Free Speech Union, foi mais longe, argumentando que qualquer sistema que justifique punir crianças pequenas por não aderirem a normas ideológicas rígidas merece ser repensado. Ambos destacam uma preocupação crescente: a possibilidade de que a educação infantil esteja sendo moldada por debates adultos, em detrimento do bem-estar das crianças. O governo britânico, por meio de um porta-voz do DfE, afirmou que todas as medidas disciplinares devem ser proporcionais, enfatizando que alunos e funcionários precisam se sentir seguros nas escolas, mas sem endossar diretamente a decisão da creche. A declaração tenta equilibrar a proteção contra abusos com o bom senso, mas não silenciou as vozes que veem no caso um exagero. Pais e educadores, por sua vez, começam a se perguntar até que ponto as crianças estão sendo julgadas por padrões que elas sequer compreendem, numa fase da vida em que o aprendizado deveria priorizar valores simples, como respeito mútuo e convivência. O incidente ecoa outras controvérsias no Reino Unido, como o caso de Nigel e Sally Rowe, que em 2017 retiraram os filhos de uma escola da Igreja da Inglaterra na Ilha de Wight após discordarem de orientações que classificavam como transfóbico o ato de questionar a identidade de gênero de um colega. Anos depois, em 2025, eles voltaram a se pronunciar, lamentando que situações como a da creche reflitam um declínio nos valores tradicionais de tolerância e liberdade de expressão. Para muitos, esses episódios sugerem uma tensão entre a modernização das políticas educacionais e a preservação de uma abordagem mais prática e menos ideológica na formação das novas gerações. Enquanto o debate segue, o caso da criança suspensa permanece como um símbolo das divisões culturais que atravessam o sistema educacional britânico. A ausência de informações específicas sobre o que a criança disse ou fez só amplifica as especulações, mas também reforça uma certeza: as decisões tomadas hoje nas escolas terão impacto duradouro na forma como a sociedade encara a infância e suas liberdades.
Presidente do Equador, Daniel Noboa, Receberá Tropas dos EUA em Aliança Militar para Combater o Tráfico de Drogas com Assistência do Governo Trump
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou em 29 de março de 2025 uma aliança militar com os Estados Unidos para combater o tráfico de drogas, que incluirá a presença de tropas americanas em solo equatoriano. A decisão, detalhada em uma reportagem da CNN, faz parte de um esforço mais amplo para enfrentar a escalada de violência no país, que se tornou um dos principais corredores de cocaína na América Latina. Noboa, que assumiu a presidência em novembro de 2023, busca apoio do governo de Donald Trump, que sinalizou interesse em expandir a cooperação militar na região como parte de sua política de combate ao narcotráfico. O Equador, que registra a maior taxa de homicídios da América Latina – 47,18 por 100 mil habitantes em 2024, segundo o InSight Crime –, enfrenta uma crise de segurança impulsionada por gangues locais, como Los Choneros e Los Lobos, que se aliaram a cartéis internacionais, incluindo mexicanos e colombianos. A violência, que inclui assassinatos, sequestros e ataques a prisões, levou Noboa a declarar estado de emergência em janeiro de 2024 e a classificar 22 gangues como organizações terroristas. Nesse contexto, o presidente equatoriano tem buscado apoio internacional, e a parceria com os EUA é vista como um passo estratégico para conter a influência do crime organizado. A aliança militar com os EUA foi formalizada após negociações que incluíram uma “parceria estratégica” com Erik Prince, fundador da controversa empresa de segurança privada Blackwater, anunciada no início de março de 2025. Noboa também pediu a designação de gangues equatorianas como grupos terroristas pelo governo Trump, o que facilitaria operações conjuntas e o acesso a recursos americanos, como inteligência e treinamento militar. Segundo a BBC, o presidente equatoriano solicitou explicitamente a presença de “botas no terreno” para enfrentar os cartéis, uma demanda que Trump parece disposto a atender, alinhando-se à sua política de pressão contra o narcotráfico na América Latina. A chegada de tropas americanas, prevista para começar em abril de 2025, será acompanhada de mudanças constitucionais no Equador, que permitirão a instalação de bases militares estrangeiras – uma prática proibida desde 2008, mas que Noboa busca reverter com aprovação parlamentar. O foco da operação será desmantelar as rotas de tráfico que passam pelos portos equatorianos, responsáveis por grande parte da cocaína que chega à Europa e aos EUA. Além disso, os EUA fornecerão apoio logístico e tecnológico, incluindo drones e sistemas de vigilância, para monitorar as atividades das gangues. A decisão gerou reações mistas. Enquanto alguns setores apoiam a medida como necessária para conter a violência, outros, incluindo movimentos indígenas e partidos de oposição, criticam a presença de tropas estrangeiras, temendo uma perda de soberania e possíveis abusos de poder. A parceria com Erik Prince também levanta preocupações, dado o histórico da Blackwater, envolvida em escândalos como o massacre de civis no Iraque em 2007. Noboa, no entanto, defendeu a aliança, afirmando que o Equador “respeitará suas leis” e que a luta contra os cartéis justifica medidas drásticas, já que, segundo ele, as gangues “violam todos os direitos humanos possíveis”.
Presidente Trump Comenta Condenação de Marine Le Pen
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a condenação da líder de extrema-direita francesa Marine Le Pen, que foi sentenciada a quatro anos de prisão por desvio de fundos e banida da política por cinco anos em 31 de março de 2025. Em uma entrevista à Fox News no mesmo dia, Trump expressou solidariedade a Le Pen, comparando o caso dela aos desafios legais que enfrentou durante sua própria carreira política. “Muitos pensaram que ela não seria condenada por nada. Era a principal candidata. Isso soa muito como este país”, declarou, sugerindo que a sentença de Le Pen seria um exemplo de “lawfare” – o uso do sistema judicial para fins políticos – semelhante ao que ele alega ter sofrido nos EUA. Trump, que mantém uma relação de apoio mútuo com Le Pen desde sua primeira campanha presidencial em 2016, criticou a decisão do tribunal francês, chamando-a de “vergonhosa” e “antidemocrática”. Ele argumentou que a inelegibilidade de Le Pen, que a impede de concorrer às eleições presidenciais de 2027, é uma tentativa de “silenciar a vontade do povo francês” e comparou o caso às suas próprias batalhas legais, como as acusações de fraude fiscal e obstrução de justiça que enfrentou antes de sua reeleição em 2024. “Eles fizeram isso comigo aqui – tentaram me tirar da corrida com processos falsos. Não funcionou, e não vai funcionar com ela também. O povo sabe a verdade”, afirmou. A condenação de Le Pen está relacionada ao desvio de 2,9 milhões de euros do Parlamento Europeu, entre 2004 e 2017, por meio de um esquema de pagamento de assistentes parlamentares que, na prática, trabalhavam para o então Frente Nacional (hoje Reagrupamento Nacional). Além da pena de prisão – que inclui dois anos de detenção domiciliar com pulseira eletrônica e dois anos suspensos –, Le Pen foi multada em 100 mil euros e declarada inelegível por cinco anos, com efeito imediato. A decisão, que ela planeja recorrer, gerou reações polarizadas na França e no exterior, com aliados de Le Pen, como Trump, denunciando o que chamam de perseguição política, enquanto opositores celebram a sentença como um passo contra a corrupção. O comentário de Trump reflete sua visão de que líderes de direita, como ele e Le Pen, são alvos de um establishment global que busca minar movimentos nacionalistas. Durante a entrevista, ele também elogiou a resiliência de Le Pen, prevendo que ela “voltará mais forte” após o recurso. “Marine é uma lutadora. Eles acham que podem pará-la, mas o povo francês não vai aceitar isso. Vimos isso aqui – quanto mais eles me atacaram, mais forte eu fiquei”, disse, referindo-se ao apoio que recebeu de sua base durante os processos judiciais nos EUA. A fala de Trump também ecoa um contexto mais amplo de tensões entre líderes populistas e instituições democráticas. Nos EUA, Trump enfrentou acusações de interferência eleitoral e manejo indevido de documentos classificados, mas conseguiu reverter parte do impacto político ao se posicionar como vítima de um “deep state”. Le Pen, por sua vez, tem usado um discurso semelhante, acusando o sistema judicial francês de ser manipulado por forças progressistas para impedir sua ascensão ao poder. A solidariedade de Trump pode fortalecer a narrativa de Le Pen entre seus apoiadores, mas também aumenta as críticas de que ambos promovem uma visão conspiratória que mina a confiança nas instituições democráticas.
Mulher é Detida Após Incêndio que Deixou 3 Mortos em Dourados; Polícia Investiga Crime
Uma mulher de 29 anos, cuja identidade não foi revelada, foi detida pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira, 31 de março de 2025, suspeita de envolvimento em um incêndio que matou três pessoas em uma área de retomada, ao lado da Aldeia Bororó, em Dourados. As vítimas, identificadas como Liria Isnarde Batista, de 76 anos, sua filha Janaina Benitez Amarilha, de 37 anos, e a neta de Janaina, uma criança de 1 ano, morreram carbonizadas após o barraco em que viviam ser consumido pelas chamas. A tragédia, que chocou a comunidade, é investigada como possível incêndio criminoso, e a polícia ainda procura outros dois suspeitos. O incêndio ocorreu por volta das 2h da madrugada de domingo, e o barraco, construído com madeira e lona, foi rapidamente destruído pelo fogo. Vizinhos relataram à polícia que ouviram gritos, mas não conseguiram intervir devido à intensidade das chamas. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas, ao chegar, encontrou apenas os escombros. Os corpos das vítimas foram localizados entre as cinzas, com Liria encontrada no quintal e Janaina e sua filha no interior da estrutura. A perícia preliminar apontou indícios de que o fogo pode ter sido acelerado por um agente inflamável, como álcool ou gasolina, o que reforça a suspeita de crime. A mulher detida, que é de etnia indígena e morava na mesma área de retomada, foi encontrada com queimaduras no braço e arranhões pelo corpo, além de estar embriagada, o que dificultou seu depoimento inicial. Testemunhas afirmaram que ela teve uma discussão com Janaina horas antes do incêndio, o que levantou a hipótese de um ato motivado por vingança. O delegado responsável pelo caso, Erasmo Cubas, confirmou que a investigação está em andamento e que outros dois suspeitos, que teriam sido vistos na região na noite do crime, estão sendo procurados. “Estamos apurando todas as circunstâncias. A suspeita não forneceu informações claras, mas os indícios apontam para um incêndio intencional”, declarou. A área de retomada é habitada majoritariamente por famílias Guarani e Kaiowá, que vivem em condições precárias, com moradias improvisadas e acesso limitado a serviços básicos. Lideranças indígenas cobraram justiça e mais apoio do poder público para evitar novas tragédias. “É uma perda irreparável para nossa comunidade. Precisamos de segurança e moradia digna para que isso não aconteça de novo”, afirmou o cacique Valdomiro Benitez, tio de Janaina. A Funai estima que cerca de 18 mil indígenas vivam em Dourados, muitos em áreas de conflito fundiário, o que agrava a vulnerabilidade dessas populações. O caso expõe os desafios enfrentados pelas comunidades indígenas urbanas em Dourados, onde a falta de infraestrutura e a violência são problemas recorrentes. Em 2024, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul registrou 12 mortes em áreas indígenas da cidade, muitas ligadas a conflitos ou episódios de violência. A investigação do incêndio segue em curso, com a expectativa de que o laudo pericial, a ser concluído em até 30 dias, traga mais clareza sobre as causas do fogo e a responsabilidade dos envolvidos.
Prefeitura intensifica operação tapa-buraco na Rua Independência
A Prefeitura de Dourados segue com os trabalhos de recuperação asfáltica em toda a extensão da Rua Independência, uma das principais vias da cidade, que corta diversos bairros como Independência, Itália, Hilda e Erondina. A operação de tapa-buraco teve início no último dia 13 de março, na região da Praça Paraguaia, e deve ser concluída nos próximos dias. Nesta segunda-feira (31), o prefeito Marçal Filho esteve no local para vistoriar os serviços. Ele conversou com trabalhadores, fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais e ouviu os moradores da região, que relataram a importância e urgência da obra. “Essa rua estava muito esburacada, com o asfalto totalmente danificado, e é uma via de grande fluxo. A recuperação era mais do que necessária”, afirmou o prefeito. Segundo Marçal Filho, os serviços estão sendo realizados com qualidade e responsabilidade, seguindo os padrões exigidos pela atual gestão. Em trechos mais comprometidos, a equipe está fresando (retirando a camada antiga de asfalto) para, em seguida, aplicar uma nova capa asfáltica, garantindo mais durabilidade ao serviço. A Rua Independência é uma das principais ligações entre diversos bairros e recebe diariamente intenso tráfego de veículos, incluindo ônibus e transporte escolar. A melhoria da via tem sido um pedido constante da população e agora está sendo atendida com agilidade. Além da Independência, a Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria de Obras, mantém atualmente quatro frentes de trabalho simultâneas de tapa-buraco, atuando em diferentes regiões do município, com o objetivo de melhorar a mobilidade urbana e a segurança no trânsito. O cronograma de recuperação viária segue ativo, e a gestão reforça o compromisso de cuidar da cidade e ouvir as demandas da população.
Governo de Mato Grosso do Sul Abre Nova Frente de Cirurgias Ortopédicas pelo SUS na Região Leste do Estado
O Governo de Mato Grosso do Sul deu início a uma nova etapa do programa “MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila” com a realização de cirurgias ortopédicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região leste do estado, especificamente na Fundação Hospitalar de Costa Rica. A ação, que começou na semana passada, entre 24 e 26 de março de 2025, realizou 36 procedimentos em apenas três dias, marcando um avanço significativo no atendimento a pacientes que aguardavam na fila por intervenções ortopédicas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), visa reduzir o tempo de espera e melhorar a qualidade de vida da população local. As avaliações para as cirurgias começaram no final de fevereiro, atendendo pacientes de Costa Rica e de cidades vizinhas, como Alcinópolis, Paraíso das Águas e Figueirão, que compõem o cinturão da Costa Leste. A Fundação Hospitalar de Costa Rica foi escolhida por sua capacidade de absorver casos de média complexidade, garantindo que os procedimentos sejam realizados o mais próximo possível da residência dos pacientes, o que reduz custos e facilita o acesso. “A demanda por cirurgias ortopédicas é um desafio que temos enfrentado, e o ‘MS Saúde’ tem trabalhado na expansão da oferta de serviços ao longo do último ano”, afirmou o secretário de Saúde, Maurício Simões. Os procedimentos realizados incluíram cirurgias para fraturas, lesões ligamentares e problemas articulares, como artroscopias de joelho e ombro, que são comuns em filas de espera do SUS. Além das cirurgias, o programa também oferece serviços complementares, como exames pré-operatórios, injeções intravítreas, tratamentos a laser e até procedimentos mais complexos, como vitrectomias, garantindo um atendimento integral. A meta é realizar pelo menos 100 cirurgias ortopédicas na região até o final de abril, com a possibilidade de expandir o número de vagas conforme a demanda. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo do governo estadual para descentralizar os serviços de saúde e fortalecer a rede hospitalar no interior. Costa Rica, com cerca de 21 mil habitantes segundo o IBGE, é um polo regional que atende a uma população estimada de 50 mil pessoas, considerando os municípios vizinhos. A escolha do município para sediar essa frente de cirurgias reflete sua infraestrutura hospitalar e sua posição estratégica na região leste, que tem registrado aumento na demanda por atendimentos especializados devido ao crescimento populacional e ao envelhecimento da população. O programa “MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila” já realizou mais de 15 mil procedimentos em todo o estado desde seu lançamento, em 2023, com foco em especialidades como ortopedia, oftalmologia e cirurgia geral. A ação em Costa Rica é vista como um modelo que pode ser replicado em outras regiões, como a Grande Dourados e o Bolsão, onde a fila por cirurgias ortopédicas também é significativa. Pacientes beneficiados, como José Aparecido, de 58 anos, que aguardava uma cirurgia no joelho há dois anos, celebraram a iniciativa: “Eu já tinha perdido as esperanças, mas agora posso voltar a trabalhar sem dor. Isso muda tudo.”
População Entra no Clima da 1ª Festa da Páscoa no Parque Antenor Martins em Dourados
A 1ª Festa da Páscoa de Dourados, realizada entre 17 e 20 de abril de 2025 no Parque Antenor Martins, no bairro Jardim Flórida, atraiu milhares de pessoas e foi marcada por uma programação diversificada que celebrou a cultura, o lazer e a tradição pascal. Organizado pela Prefeitura de Dourados em parceria com o Governo do Estado, o evento integrou o Calendário Oficial de Eventos do município e superou as expectativas, com público estimado em 25 mil pessoas ao longo dos quatro dias, segundo a Secretaria Municipal de Cultura. A festa, que teve entrada gratuita, ofereceu shows, apresentações culturais, atividades recreativas e a tradicional pesca no lago, consolidando-se como um novo marco para a cidade. A programação começou na quinta-feira, 17 de abril, com apresentações de artistas locais, como grupos de dança e música, que valorizaram a cultura regional. Na sexta-feira, 18, o destaque foi a encenação da Paixão de Cristo, realizada por uma companhia de teatro local, que emocionou o público com uma releitura contemporânea da história. O sábado, 19, foi o dia mais aguardado, com o show da dupla sertaneja Jads & Jadson, que atraiu uma multidão ao parque. Os cantores, conhecidos por hits como “Jeito Carinhoso” e “Toca um João Mineiro e Marciano”, apresentaram um repertório animado, mesclando sucessos antigos e músicas recentes, e foram ovacionados pelo público. O evento encerrou no domingo, 20, com atividades para crianças, como caça aos ovos de Páscoa e brincadeiras temáticas, além de uma missa campal celebrada na área verde do parque. Um dos pontos altos da festa foi a liberação da pesca no lago do Parque Antenor Martins, que recebeu toneladas de peixes para a ocasião. Centenas de famílias participaram da atividade, que se tornou uma atração à parte, com crianças e adultos aproveitando o momento de lazer. A Secretaria Municipal de Agricultura Familiar divulgou que mais de 500 pessoas se inscreveram para o torneio de pesca infantil, e dezenas de crianças foram premiadas com varinhas de pescar e kits de Páscoa. “Foi uma alegria ver as famílias unidas, pescando e se divertindo. A festa trouxe um clima de confraternização que Dourados precisava”, afirmou o prefeito Alan Guedes (PP). A estrutura do evento também foi elogiada, com praça de alimentação, feiras de artesanato e segurança reforçada. Cerca de 50 expositores participaram da feira, comercializando produtos típicos da Páscoa, como ovos de chocolate artesanais, e itens de artesanato local. A parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, garantiu recursos para a contratação de grandes atrações e a organização logística, enquanto a prefeitura mobilizou diversas secretarias para o sucesso da festa. O secretário de Cultura de Dourados, José Carlos de Oliveira, destacou o objetivo de tornar a Festa da Páscoa uma tradição anual: “Queremos que, a cada ano, ela seja ainda maior e melhor, respirando cultura e lazer para nossa população.” Dourados, com cerca de 230 mil habitantes segundo o IBGE, tem investido em eventos que promovam o turismo e a integração comunitária, e a 1ª Festa da Páscoa foi um passo significativo nesse sentido. A escolha do Parque Antenor Martins como palco do evento, com sua ampla área verde e lago, proporcionou um ambiente familiar e acolhedor, que foi bem recebido pela população. A expectativa é que a festa se consolide como um dos principais eventos do calendário cultural da cidade, atraindo cada vez mais visitantes e movimentando a economia local.








