A Expoagro 2025 foi palco de um avanço inédito na proteção das mulheres em eventos públicos. Pela primeira vez, o Protocolo “Não é Não”, instituído pela Lei Municipal nº 5.087/2023, de autoria do vereador Laudir Munaretto (MDB), foi implementado integralmente na maior feira agropecuária de Mato Grosso do Sul. A iniciativa foi conduzida com protagonismo pelo Ministério Público local. O protocolo, que combate o assédio e a violência sexual em grandes eventos, teve sua regulamentação garantida pelo Decreto Municipal nº 2.968/2024. A medida criou condições legais para que o “Não é Não” deixasse o papel e ganhasse aplicação concreta. Durante a Expoagro, foram organizadas diversas ações de prevenção, acolhimento e informação ao público. Pontos de apoio com atendimento especializado garantiram privacidade e acolhimento a mulheres em situação de vulnerabilidade. Equipes de segurança receberam treinamento para agir com sensibilidade e agilidade. Materiais educativos foram amplamente distribuídos, orientando sobre direitos e canais de denúncia. “A campanha é uma conquista da sociedade douradense. A regulamentação da lei e a aplicação dela na Expoagro mostram que é possível garantir segurança com empatia e efetividade. Nosso mandato segue firme na defesa dos direitos das mulheres”, afirmou o vereador Laudir Munaretto (MDB). De acordo com a legislação, estão previstos atendimentos humanizados às vítimas, proteção contra o agressor e apoio para acionar a segurança pública. Organizadores de eventos também têm deveres legais, como manter equipes capacitadas e tomar providências imediatas ao identificar situações de risco. “A atuação conjunta entre o Ministério Público, o poder público municipal e a organização da Expoagro consolida um novo padrão de responsabilidade social em eventos. A Expoagro 2025 não foi apenas uma vitrine do agronegócio, mas também um marco de respeito, acolhimento e transformação social”, destacou Laudir.
Karla Gomes faz entrega de absorventes na Aldeia Panambizinho
Em uma ação que tem como objetivo ajudar e levar dignidade às mulheres indígenas da Reserva de Dourados, a vereadora Karla Gomes (Podemos) esteve na Aldeia Panambizinho fazendo a entrega de absorventes íntimos. O material de higiene pessoal foi arrecadado durante a 1ª Corrida e Caminhada das Mulheres, realizada em março, pela Procuradoria da Mulher, da Câmara Municipal de Dourados, a “Sala Rosa”, da qual a vereadora é a procuradora. Para realizar a entrega, Karla estava acompanhada de diversas pessoas que também lutam pelo bem estar das mulheres. Dentre elas estavam a secretária de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon; a advogada da Sala Rosa, Aline Silva; e a assistente social Pietra Roza. “Muitas mulheres deixam de ir à escola ou sair para realizar alguma atividade por não terem condições de comprar absorventes e com a doação dessas peças estaremos contribuindo para que elas tenham mais dignidade e segurança no seu dia-a-dia”, destacou a vereadora. O grupo de mulheres que visitou a aldeia tinha ainda a equipe técnica do CRAS Vila Vargas, com a coordenadora Marcela Catelã e técnicas de referência do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família, a assistente social Gislaine Pinheiro e a psicóloga Letícia Nunes.
Prefeitura inicia terceira etapa de obra contra alagamentos no Parque Alvorada
A Prefeitura de Dourados iniciou nesta quarta-feira (21) a terceira etapa das obras de drenagem na região do Parque Alvorada com a instalação de novas bocas de dragão no cruzamento das ruas Monte Alegre com Menote Marques de Mattos. O objetivo é solucionar, de forma definitiva, os frequentes alagamentos causados por fortes chuvas, problema que se arrasta há décadas e está sendo solucionado pela atual gestão. O principal foco da obra é a instalação de bocas de dragão, estruturas de captação que funcionam como “ralos” gigantes nas vias públicas. Elas coletam a água da chuva que escoa pelas ruas e a conduz para galerias subterrâneas, evitando o acúmulo na superfície e, consequentemente, os alagamentos. Além disso, está sendo construída uma caixa de passagem de drenagem que tem a função de direcionar com mais eficiência o grande volume de água que desce do Parque Alvorada em direção à Rua Monte Alegre e à Avenida Guaicurus. De acordo com o prefeito Marçal Filho, embora a previsão climática indique que o período mais chuvoso do ano já passou, o trabalho preventivo é essencial. “Estamos dando continuidade a uma obra pensada com planejamento técnico para resolver um problema antigo da cidade”, explicou. “Mesmo que não haja previsão de fortes chuvas agora, precisamos garantir segurança aos moradores e comerciantes”, enfatizou o prefeito, que esteve no local acompanhado do secretário de Serviços Urbanos, Luiz Roberto Martins, o Beto. Essa terceira fase encerra o cronograma de intervenções projetadas para a região, que começou pela Rua Afonso Pena, próxima à Avenida Guaicurus (primeira etapa), e seguiu para a Avenida Júlio Marques de Almeida, entre a Avenida Guaicurus e a Rua José Domingos Baldasso (segunda etapa, ainda em andamento). Segundo o secretário Beto, todo o material utilizado nas obras é de alta qualidade, e a execução segue critérios técnicos para garantir durabilidade e eficiência. “Essas estruturas foram pensadas para suportar grandes volumes de água e evitar que os mesmos problemas se repitam”, ressaltou. “Após a conclusão dessa etapa, vamos continuar monitorando e, se necessário, faremos novos ajustes”, afirmou o secretário. A previsão é que os serviços sejam finalizados em até 45 dias. Durante esse período, motoristas devem ficar atentos, já que as ruas em obras ficam interditadas temporariamente para garantir a finalização dos trabalhos. A prefeitura recomenda o uso de rotas alternativas até a liberação total do trânsito. A iniciativa integra um pacote maior de ações da Secretaria de Serviços Urbanos, que vem trabalhando desde o início do ano para melhorar a infraestrutura urbana e oferecer mais qualidade de vida à população de Dourados.
Teleconsultoria acelera diagnóstico e tratamento de câncer bucal em Mato Grosso do Sul
O sistema de teleconsultoria em saúde bucal utilizado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) está agilizando a identificação precoce em Mato Grosso do Sul, com 181 casos de alterações na mucosa oral relatados e 124 orientações especializadas realizadas à distância. A tecnologia vem garantindo agilidade no diagnóstico e encaminhamento para tratamento, especialmente em municípios com menor acesso a especialistas, e está sendo disponibilizada aos profissionais das unidades de APS (Atenção Primária à Saúde) como suporte no atendimento à população. O primeiro caso identificado pela plataforma ocorreu em Jaraguari, atendido pela cirurgiã-dentista Hazelelponi Querã Naumann Cerqueira Leite. Ela detalha o processo explicando se tratar de um paciente que inicialmente solicitou atendimento para avaliação odontológica de rotina. “Detectei vários problemas e solicitei radiografias, mas ele não retornou para continuar o tratamento. Três meses depois, apareceu com forte dor dentária e caroços no rosto”, relembra. “Quando o avaliei na emergência, percebi que não se tratava de um problema dental comum. Os nódulos faciais e o comprometimento dos linfonodos cervicais levantaram suspeitas imediatas. Prescrevemos medicação para dor e registramos o caso no aplicativo, com fotos e todo o histórico. E foi por meio da teleconsultoria que os especialistas confirmaram a suspeita de carcinoma”, detalha. De acordo com ela, o paciente, que havia buscado atendimento emergencial no fim de semana, retornou com exames de imagem indicando neoplasia. Com base nas orientações recebidas, ela realizou a biópsia, preparou o material conforme protocolo e foi analisado pelo Laboratório de Patologia Oral na FAODO-UFMS (Faculdade de Odontologia – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). “Em 7 a 10 dias, veio o diagnóstico definitivo de carcinoma espinocelular, o que nos permitiu agilizar seu encaminhamento para oncologia. Essa tecnologia foi crucial – desde a avaliação inicial até o diagnóstico final, conseguimos reduzir significativamente o tempo de espera, o que fez toda a diferença no prognóstico do paciente”, concluiu a dentista. Lei dos 60 Dias e eficiência no atendimento O sistema tem sido fundamental para cumprir a Lei 12.732/2012, conhecida como Lei dos 60 Dias, que garante tratamento oncológico no SUS (Sistema Único de Saúde) em até dois meses após o diagnóstico. Em regiões com pouco acesso a especialistas, a teleconsultoria reduz atrasos e melhora significativamente o prognóstico dos pacientes. O suporte agiliza o trabalho dos dentistas que atuam nas unidades de saúde de atenção primária. E eles conseguem, inclusive, após cumprido o devido processo, inserir os casos confirmados na regulação já solicitando vaga para a oncologia. Desenvolvido pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba), ele teve ajustes feitos para se adequar à realidade em MS e tem sido amplamente utilizado pelos profissionais, que contam com respaldo e suporte técnico da SES nesse processo. Sobre os dados a partir dele levantados, a análise revela que 24,8% dos casos relatados afetam a região do palato, enquanto fatores como tabagismo (presente em 19,6% dos pacientes) e etilismo (3,8%) se mostraram relevantes no perfil epidemiológico. Municípios com menor estrutura foram os que mais se beneficiaram com o suporte remoto. A iniciativa demonstra como a tecnologia pode transformar a saúde pública, garantindo atendimento ágil e democratizando o acesso a especialistas. Com os profissionais já cadastrados desde o mês de abril, a expectativa é que mais casos sejam identificados e tratados com agilidade em todo o estado. Coordenadora de Saúde Bucal da SES, Giovana Buzinaro relata que tem sido feito um trabalho constante com os municípios. A proposta é que a ferramenta possa, cada vez mais, encurtar o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. “Essa ferramenta não só agiliza diagnósticos, mas também capacita continuamente nossos profissionais da Atenção Primária, melhorando a qualidade do atendimento em todo o estado”, finaliza. Danúbia Burema, Comunicação SES
Dourados recebe edição do Programa Perifeirarte com foco em formação de cidadania para lideranças
A Subsecretaria de Políticas Públicas para Assuntos Comunitários, vinculada à Secretaria de Estado da Cidadania, promove, de 5 a 7 de junho, em Dourados (MS), mais uma edição do Programa Perifeirarte. A iniciativa valoriza o protagonismo das comunidades e promove o fortalecimento das lideranças locais por meio da formação continuada, oficinas, palestras e atividades culturais. Com uma programação que se estende por três dias, o Curso de Formação Continuada para Lideranças Comunitárias será realizado no Anfiteatro da Prefeitura Municipal de Dourados, com início na quinta-feira (5), às 18h30, na cerimônia de abertura que contará com a presença do subsecretário de Políticas Públicas para Assuntos Comunitários, Jairo Luiz da Silva, representantes da Prefeitura Municipal e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Antônio Freire. A programação inclui palestras sobre temas essenciais para o fortalecimento e a formalização de entidades comunitárias, como a regularização documental, formação e registro em cartório, agricultura urbana e periurbana, além de temas práticos como vigilância sanitária, cooperativismo, associativismo e estratégias de marketing para organizações comunitárias. “O Programa Perifeirarte reafirma o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento das comunidades periféricas, promovendo cidadania, inclusão, desenvolvimento sustentável e valorização da diversidade cultural”, ressalta o subsecretário de Políticas Públicas para Assuntos Comunitários e idealizador do programa, Jairo Luiz Silva. Além da formação técnica, o evento contempla também ações de engajamento comunitário e valorização da cultura local. No sábado (7), às 9h30, será realizada a ação ECOmunitário, com o plantio de árvores no Bosque da Feira João Totó Câmara, promovendo conscientização ambiental e mobilização cidadã. No mesmo local, a partir das 18h, a comunidade poderá prestigiar as Atividades Culturais do Programa Perifeirarte – Arena Comunitária, com apresentações artísticas e culturais na Feira João Totó Câmara, no Jardim Água Boa. Para se inscrever, basta preencher o formulário clicando no link. Cronograma 5 de Junho (Quinta-feira) Local: Anfiteatro da Prefeitura Municipal – Rua Coronel Ponciano, 1700 Parque dos Jequitibás 18h30 – Abertura – Jairo Luiz da Silva – Subsecretário de Estado de Políticas Públicas para Assuntos comunitários, representante da Prefeitura Municipal e Antônio Freire – Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação 19h – Palestra 1 “Regularização da documentação das entidades comunitárias”- Palestrante: Delson Luiz Lazzarini – Técnico em Contabilidade 19h40 – Palestra 2 “Formação de entidades comunitárias e o registro em cartório” – Palestrante: Cartório 20h20 – Palestra 3 “Agricultura Urbana e Periurbana” – Palestrante: Eder Milton Vasques – Coordenador de Cooperativismo, Crédito e Acesso a Mercados – SEAF/SEMADESC de Mato Grosso do Sul. Técnico em agropecuária e acadêmico de Engenharia Ambiental e Sanitária. 6 de Junho (Sexta-feira) 18h30 – Palestra 4 – “Vigilância Sanitária, Práticas e Postura” – Palestrante: SENAR MS19h30 – Palestra 5 – “Cooperativismo, Associativismo e Marketing” – Palestrante: SICOOB 7 de Junho (Sábado) 9h30 – ECOmunitário – Ação de plantio de árvores – Local: Bosque da Feira João Totó Câmara18h – Atividades Culturais do Programa PERIFEIRARTE Arena Comunitária na Feira João Totó Câmara – rua Cafelândia – Jd. Água Boa. Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Trump Confronta Ramaphosa com Alegações de Violência contra Fazendeiros Brancos: Encontro no Salão Oval Expõe Tensões
Em uma reunião marcada por momentos de alta tensão no Salão Oval, em 21 de maio de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, confrontou o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, com vídeos e artigos que ele alegou serem provas de um “genocídio” contra fazendeiros brancos no país africano. Durante o encontro, inicialmente planejado para discutir comércio e relações bilaterais, Trump exibiu imagens de cruzes brancas alinhadas ao longo de uma estrada, descrevendo-as como “memoriais para fazendeiros brancos assassinados”. As imagens, conforme esclarecido por fontes como Reuters e BBC, eram de um protesto de 2020 em KwaZulu-Natal, organizado após o assassinato de um casal de fazendeiros, e as cruzes eram simbólicas, não túmulos reais. O embate, que dominou a reunião, reflete preocupações com a segurança nas áreas rurais da África do Sul e as complexidades das relações raciais no país, questões que ecoam em comunidades que valorizam a proteção e a estabilidade. A reunião começou com gestos de cortesia. Ramaphosa, acompanhado por uma delegação que incluía os golfistas Ernie Els e Retief Goosen e o bilionário Johann Rupert, presenteou Trump com um livro sobre campos de golfe sul-africanos, buscando amenizar as tensões geradas por decisões recentes de Washington. Em fevereiro de 2025, Trump autorizou o reassentamento de 59 sul-africanos brancos como refugiados, sob a alegação de perseguição racial, e suspendeu toda a ajuda americana à África do Sul, incluindo o programa PEPFAR de combate ao HIV/AIDS. Trump intensificou o tom ao exibir um vídeo que incluía imagens das cruzes e trechos do político Julius Malema, líder do partido Economic Freedom Fighters (EFF), cantando “Kill the Boer” (Matar o Bôer), uma canção de protesto da era do apartheid. O presidente americano sugeriu que Malema deveria ser preso, afirmando: “Esse homem disse ‘matem os fazendeiros brancos’ e dançou.” Ramaphosa respondeu com firmeza, explicando que Malema não representa o governo e que a África do Sul é uma democracia que protege a liberdade de expressão, mesmo para o EFF, que obteve apenas 9% dos votos nas eleições de 2024.
Trump Revela Ambição do Golden Dome: Sistema Antimísseis de US$ 175 Bilhões Promete Proteger os EUA até 2029
Em um anúncio feito na Casa Branca em 20 de maio de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, detalhou os planos para o Golden Dome, um sistema de defesa antimísseis que ele descreveu como capaz de “interceptar mísseis do outro lado do mundo, até mesmo do espaço”. Com um custo inicial de US$ 25 bilhões incluído em um projeto de lei orçamentária em tramitação no Congresso, o programa, estimado em US$ 175 bilhões ao longo de sua implementação, visa criar uma rede avançada de satélites, sensores e interceptores espaciais para proteger os EUA contra ameaças balísticas e hipersônicas de adversários como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte. Liderado pelo general da Força Espacial Michael Guetlein, o Golden Dome tem como meta estar operacional antes do fim do mandato de Trump, em janeiro de 2029, e conta com o interesse do Canadá em participar, reforçando a cooperação em segurança na América do Norte. A iniciativa reflete a prioridade de fortalecer a soberania e a segurança nacional, valores centrais para comunidades que buscam proteção em um cenário global instável. O Golden Dome, inspirado no sistema Iron Dome de Israel, mas em escala muito maior, marca a primeira vez que os EUA planejam posicionar armas no espaço, incluindo interceptores espaciais para neutralizar mísseis na fase inicial ou intermediária de voo. Segundo Reuters e CNN, o projeto envolve uma constelação de centenas a milhares de satélites, equipados com sensores para rastrear mísseis e, em alguns casos, destruí-los logo após o lançamento. O Pentágono, que começou a desenvolver o conceito após uma ordem executiva de Trump em 27 de janeiro de 2025, apresentou opções de escala média, alta e “extra alta”, com Trump optando pela versão “alta”, que equilibra custos iniciais de US$ 30 a US$ 100 bilhões com uma capacidade robusta. A escolha reflete a urgência de atualizar as defesas americanas contra ameaças emergentes, como mísseis hipersônicos e sistemas de bombardeio orbital fracionado, conforme destacado em um relatório da Agência de Inteligência de Defesa (DIA). O envolvimento do Canadá, anunciado por Trump e confirmado pelo gabinete do primeiro-ministro Mark Carney, é descrito como parte de discussões mais amplas sobre segurança e economia, incluindo o fortalecimento do NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte). Carney afirmou que o Canadá está avaliando sua participação, mas evitou especificar custos ou responsabilidades, segundo a BBC. A colaboração reforça a necessidade de uma defesa integrada contra ameaças que não respeitam fronteiras, uma prioridade para nações que valorizam a cooperação estratégica. No entanto, especialistas, como Tom Karako, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), alertam que a meta de operacionalidade em 2029 é ambiciosa, com uma capacidade inicial mais provável do que um sistema totalmente funcional, devido à complexidade de integrar sensores terrestres, marítimos e espaciais.
Frente Parlamentar monitora caso e sugere regionalização de status livre de gripe aviária
A confirmação do primeiro caso de gripe aviária (H5N1) em granja comercial no Brasil, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, motivou reunião de diversas entidades, produtores rurais e poder público para reforçar a vigilância sobre a produção de Mato Grosso do Sul. Pela Frente Parlamentar de Avicultura, Renato Câmara (MDB) representou a Assembleia Legislativa e em discurso na sessão plenária desta terça-feira (20) tranquilizou consumidores, além de sugerir mudança na legislação para que o status de “país livre de gripe aviária” seja alterado para “estado livre”, de forma regionalizada. “Tivemos reunião com a Semadesc e diversos setores, que nos deu a tranquilidade de saber que todos os protocolos adotados em MS são dos melhores do mundo. E também que no estado não tem nenhum foco. Importante ressaltar isso. Diante disso, estamos protegidos, momentaneamente, e vamos continuar devido a capacidade que nosso produtor tem de respostas rápidas e ações que protejam a produção. Quero lembrar que essa gripe não tem prejuízo para a saúde humana. Qualquer granja afetada o plantel é dizimado para não alastrar e a propriedade é isolada em quarentena”, explicou o deputado. Câmara comparou que o período de isolamento é respeitado para que o ciclo viral seja ultrapassado. “É igual quando se tem uma gripe: primeira medida você toma os remédios e depois esperar passar o ciclo, em que você precisa ficar em reclusão para não transmitir e, naturalmente, os anticorpos vão atuar. Assim também acontece aos demais animais. É uma precaução a suspensão, como ferramenta que se utiliza na esfera internacional para que possa passar o ciclo e automaticamente retornar as exportações”, ponderou. Da mesma forma, o deputado Zé Teixeira (PSDB), relembrou que vários outros locais foram analisados e há casos em investigação, mas apenas um confirmado no Rio Grande do Sul. “É muito distante daqui. Eu lembro quando da febre aftosa, matou-se muito gado, um custo absurdo ao país e nem transmite ao ser humano, passa um tempo o gado sara. Esse vírus penso que também não tem perigo. Nós que somos do setor da agricultura estamos comungando com os produtores de que não aconteça de interditar o país inteiro. Não vejo essa necessidade desse tamanho. E o frango tem uma produção rápida”, disse. Regionalização Para evitar um prejuízo aos produtores de outras áreas do país, Renato Câmara disse que um dos pontos de acordo da reunião é a necessidade de alteração da legislação nacional, para que o status seja imposto de forma regionalizada. “O Brasil inteiro é impactado quando se descobre um foco, mas só o MS é maior que a Itália, o Japão, o Reino Unido inteiro. Com as dimensões continentais, encaminhamos um pedido para que se mude de forma regional. Nossa vigilância sanitária está preparada para enfrentar qualquer tipo de epidemia de gripe e outras doenças transmitidas”, ressaltou. Ele disse ainda que nos Estados Unidos foram mais de 1.500 focos, com milhares de aves abatidas e mais de 750 granjas dizimadas. “O que estamos discutindo, é que para que possamos mudar esse status de país livre, para regionalizar com estados livres. Então criamos um grupo em que estamos monitorando todos esses procedimentos e atentos às novas medidas para que de forma alguma possamos evitar de ser afetados economicamente. Agora é manter a vigilância junto ao Iagro, Mapa, Semadesc, Famasul, Avimasul, porque MS é o 10º produtor do Brasil e a tendência é aumentar cada vez mais, já que temos ambiente muito favorável com milho e soja no quintal e o clima”, finalizou.
Laudir cobra estrutura para descarte de lixo eletrônico em Dourados
O vereador Laudir Munaretto (MDB) apresentou requerimento cobrando ações para o descarte adequado de resíduos eletrônicos na cidade. A preocupação do parlamentar se justifica pelo aumento anual do lixo eletrônico e a falta de locais apropriados para sua destinação. O documento, dirigido ao diretor-presidente interino do Instituto de Meio Ambiente de Dourados (IMAM), Fábio Luís da Silva, questiona a inexistência de pontos de coleta regulares para eletrônicos como computadores, celulares e televisores. Munaretto também sugere parcerias com cooperativas ou empresas especializadas em reaproveitamento e descarte ambientalmente correto. O vereador defende a ampliação dos pontos de coleta e a implementação de ações de educação ambiental, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). Ele destaca a responsabilidade compartilhada da sociedade no ciclo de vida dos produtos, incentivando a logística reversa e o reaproveitamento de materiais. “A responsabilidade de garantir um meio ambiente saudável não é exclusiva do poder público, mas também da sociedade”, afirma Munaretto. Ele acredita que a iniciativa estimulará uma reflexão sobre a urgência de ações concretas por parte do município, considerando o desafio global da crescente geração de lixo eletrônico. A expectativa do vereador é a de que Dourados implemente ou intensifique ações de gestão de resíduos sólidos eletrônicos nos próximos meses, construindo uma cidade mais sustentável.








