Dourados já registrou cinco captações de órgãos até o momento em 2025, ultrapassando todo o ano anterior, quando apenas quatro doações foram efetivadas. Apesar do avanço, a recusa familiar permanece alta e ainda representa um grande desafio para aumentar o número de transplantes na região. Conforme a coordenadora em Dourados da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Ludelça Dorneles, um dos fatores que contribui significativamente para a recusa é o desconhecimento das famílias sobre a vontade do potencial doador. “É fundamental que essa conversa aconteça dentro das famílias, porque o desconhecimento gera insegurança e consequentemente negativas”, explica. Em Dourados, além da conscientização limitada sobre a importância da doação, questões estruturais impactaram o processo. Durante a pandemia, muitos leitos foram destinados exclusivamente à Covid-19, gerando atrasos e dificuldades adicionais. Outro fator importante foi a reforma no aeroporto local, essencial para o transporte rápido de órgãos mais sensíveis, como coração e pulmão. Esses órgãos precisam ser transplantados em até quatro horas após a captação. Sem o aeroporto operacional, o transporte ficou inviável, causando a suspensão temporária dessas captações na cidade. A captação de órgãos ocorre em todas as unidades hospitalares da cidade com Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Entre os órgãos captados estão rins, fígado, córneas, pâncreas, coração e pulmão (os dois últimos suspensos devido às dificuldades logísticas). Hospitais de Ponta Porã e Nova Andradina também são de abrangência da OPO Dourados. Embora tenha capacidade para captação, Ludelça explica que Dourados ainda não realiza transplantes por falta de equipes médicas credenciadas. Os procedimentos são realizados somente em Campo Grande, na Santa Casa e no Hospital do Pênfigo, seguindo listas estaduais para transplante de fígado, córneas e rins, e listas nacionais para demais órgãos. A OPO realiza um trabalho essencial de acolhimento familiar desde o primeiro momento em que surge a suspeita de morte encefálica. Após a confirmação pelo médico, é a equipe da OPO que se aproxima da família, acolhe emocionalmente os familiares, esclarece dúvidas e informa sobre o direito e a importância da doação de órgãos, respeitando sempre o momento delicado e sensível pelo qual passam os envolvidos. Para melhorar os índices de doação, a OPO realiza ações educativas contínuas, como palestras em universidades, escolas técnicas, hospitais e empresas. “Fazemos campanhas, ações, mas precisamos intensificar ainda mais a discussão sobre a importância da doação de órgãos”, reforça a Ludelça Dorneles. Dados das recusas familiares nos últimos anos: Cenário Nacional Em nível nacional, o Brasil realizou 30,3 mil transplantes em 2024, atingindo um recorde histórico, porém ainda há 78 mil pessoas na fila de espera. Mais de 90% dos transplantes no país são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os transplantes mais realizados são os de córnea, rim, medula óssea e fígado. Especialistas orientam que as famílias conversem antecipadamente sobre o desejo de doar órgãos, garantindo que a vontade do potencial doador seja respeitada. Informar-se sobre o tema é essencial para salvar vidas.
STF julga recurso de Carla Zambelli para anular condenação
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta sexta-feira (6) o recurso apresentado pela defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra a decisão que a condenou a dez anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. O julgamento está previsto para começar às 11h e será realizado de forma virtual pelos ministros da Primeira Turma da Corte. O colegiado é formado pelo relator do caso, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. A votação ficará aberta até às 23h59. Também será analisado recurso do hacker Walter Delgatti, condenado a 8 anos e 3 meses de prisão no mesmo processo. Segundo as investigações, a invasão eletrônica foi executada por Delgatti e ocorreu a mando de Zambelli. O recurso foi protocolado no STF antes de Carla Zambelli fugir para a Itália para evitar o cumprimento da pena. No início desta semana, ela saiu do Brasil com destino aos Estados Unidos. Na manhã de ontem (4), a deputada chegou em Roma, onde deve permanecer. Ela tem dupla cidadania.Repercussão Caso o recurso seja rejeitado pela maioria dos ministros, Moraes poderá determinar a execução da condenação da deputada. Dessa forma, a prisão de Zambelli deixaria de ser preventiva e passaria a ser motivada para o cumprimento da pena. Além disso, a perda do mandato pode ser decretada em função da condenação, e a Câmara dos Deputados não vai precisar decidir se a deputada deve ser presa ou não. De acordo com a Constituição, os membros do Congresso Nacional não podem ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, que é o caso de Zambelli. No caso de prisão preventiva, a palavra final seria dos deputados. A prisão para cumprimento de pena também deve minimizar as alegações de perseguição política contra a deputada e facilitar o embasamento jurídico para um eventual pedido de extradição. Em casos semelhantes, a Justiça italiana autorizou a extradição de cidadãos de dupla nacionalidade, como o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão. Recurso No recurso, a defesa pede a absolvição da deputada e afirma que houve cerceamento de defesa pela falta de acesso a todas as provas produzidas durante a investigação. Os advogados também contestaram a condenação de Zambelli ao pagamento de R$ 2 milhões em danos coletivos. “Não há critérios objetivos que possam quantificar e precisar, ainda que grosseiramente, o prejuízo sofrido pela administração da justiça, de modo que a fixação de indenização em patamar milionário decorre de discricionariedade do julgador sem amparo em critérios objetivos”, afirmaram os advogados. Após a fuga, o advogado Daniel Bialski deixou a defesa da deputada. Moraes determinou que a defesa seja feita pela Defensoria Pública da União (DPU).
Ladrão invade residência em Dourados e prepara almoço, criança estava escondida embaixo da cama
Nessa quinta-feira (5), moradora de Dourados, de 42 anos, teve sua residência invadida enquanto seu filho de nove anos estava sozinho em casa. Ela havia saído para trabalhar por volta das 6h20, combinando com o filho que, ao acordar, fosse para a casa da avó. Segundo o relato feito à polícia, o criminoso abriu a janela da frente e entrou na residência. Ao ouvir o barulho, o menino escondeu-se embaixo da cama. Enquanto a criança estava escondida, o ladrão preparou comida, fritando alimentos que estavam na geladeira e ainda utilizou o banheiro e espalhou as roupas do guarda-roupa pelo chão. Antes de ir embora, o ladrão levou um celular Redmi Note 11. A criança não conseguiu identificar o autor do crime, apenas visualizou as pernas e notou que ele usava calça. O caso foi denunciado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).
Plano de Rotas Acessíveis não é realidade em nenhum município de MS, aponta parecer do MPMS
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de uma análise técnica conjunta do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, Cidadania e das Pessoas com Deficiência (CAODH), da Secretaria de Desenvolvimento de Apoio às Atividades de Execução (Secretaria Daex) e do Corpo Técnico de Engenharia e Arquitetura (Cortec EA), identificou que nenhum dos 57 municípios do Estado com obrigatoriedade legal implementou seu Plano de Rotas Acessíveis, instrumento essencial para garantir a mobilidade urbana inclusiva. Sob a direção do Procurador de Justiça Francisco Neves Júnior, que coordena o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça dos Direitos Constitucionais do Cidadão, das Pessoas com Deficiência, das Pessoas Idosas e dos Direitos Humanos (CAODH), o parecer técnico foi elaborado por uma equipe especializada, composta pelos engenheiros civis Camila Teixeira Silva, Geisa Jacob Gomes de Almeida, Paulo Márcio da Silva Soeira e Thiago de Souza da Silva, além dos arquitetos e urbanistas Gina de Rezende Matias e Jean Claud Borges Maciel Pinheiro. O documento destaca que, embora o Plano de Rotas Acessíveis tenha sido instituído nacionalmente pela Lei Federal nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão) e reforçado pelo Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001), ele ainda não é uma realidade no Estado de Mato Grosso do Sul. A ausência desse instrumento representa descumprimento direto à legislação, impactando negativamente o direito de ir e vir das pessoas, especialmente daquelas com deficiência ou mobilidade reduzida. Diagnóstico preocupante De acordo com os dados analisados, dos 79 municípios sul-mato-grossenses, 57 têm a obrigação legal de elaborar o Plano de Rotas Acessíveis — sendo 16 por terem mais de 20 mil habitantes e 41 por possuírem Plano Diretor, mesmo sem serem obrigados por porte populacional. Entre os municípios com mais de 20 mil habitantes, apenas Campo Grande faz menção expressa ao Plano de Rotas Acessíveis em seu Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA), por meio da Lei Complementar nº 341/2018. No entanto, embora haja um comitê gestor para sua elaboração, o prazo estabelecido na própria lei, que era até 4 de dezembro de 2019, não foi cumprido, e o plano permanece inconcluso. Além disso, o parecer constatou que seis dos 16 municípios com mais de 20 mil habitantes estão com seus Planos Diretores vencidos há mais de 10 anos, descumprindo o prazo legal de revisão estabelecido pelo Estatuto da Cidade. São eles: Amambai, Corumbá, Coxim, Dourados, Nova Andradina e Paranaíba. No caso dos 41 municípios que, por iniciativa própria, possuem Plano Diretor, também foi identificado que nenhum elaborou o Plano de Rotas Acessíveis, apesar da obrigação assumida com a adoção desse instrumento de planejamento urbano. Por fim, para os 22 municípios restantes, o levantamento apontou que não possuem Plano Diretor, ou não foi possível localizá-lo nos portais oficiais das prefeituras e câmaras municipais, revelando dificuldades no acesso às informações públicas, o que contraria os princípios da transparência e da gestão democrática. O que é o Plano de Rotas Acessíveis? O Plano de Rotas Acessíveis é um instrumento fundamental para garantir que as cidades contem com calçadas, travessias e espaços públicos adequados, seguros e acessíveis a todos os cidadãos, especialmente às pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos, gestantes e crianças. Mais do que uma obrigação legal, a implementação desse plano representa o compromisso do município com a construção de uma cidade inclusiva, onde o pedestre é o protagonista do espaço urbano e onde o direito à mobilidade é respeitado de forma plena. O parecer técnico ressalta que as calçadas são parte vital do sistema de mobilidade urbana, e que a falta de um planejamento adequado compromete a qualidade de vida, a segurança e a autonomia das pessoas. Recomendações e atuação ministerial O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, atento à defesa dos direitos fundamentais, atuará para que os municípios sul-mato-grossenses cumpram o que determina a legislação. A elaboração dos Planos de Rotas Acessíveis deve ser prioridade nas gestões municipais, como forma de assegurar a acessibilidade, a mobilidade urbana e a dignidade de todos os cidadãos. Além disso, o MPMS recomenda que os municípios revisem a organização de seus sites oficiais, garantindo o fácil acesso aos documentos de planejamento urbano, como os Planos Diretores e seus instrumentos complementares, fortalecendo a transparência e a participação social. O relatório completo encontra-se disponível no Ministério Público de Mato Grosso do Sul e servirá de base para a adoção das medidas administrativas e judiciais necessárias para assegurar o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão e do Estatuto da Cidade. MPMS
STF suspende julgamento de regras do Marco Civil da Internet sobre responsabilidade de plataformas
O Supremo Tribunal Federal (STF) prosseguiu, nesta quinta-feira (5), no julgamento conjunto de dois recursos que discutem a responsabilidade civil das plataformas da internet por conteúdos de terceiros e a possibilidade de remoção de material ofensivo a pedido dos ofendidos, sem a necessidade de ordem judicial. Após o voto do ministro André Mendonça, a análise foi suspensa e será retomada na próxima quarta-feira (11). Até o momento, três ministros – Dias Toffoli e Luiz Fux, relatores dos recursos, e Luís Roberto Barroso (presidente) – consideram inconstitucional a exigência de notificação judicial para retirada de conteúdo ofensivo. Único a votar nas duas sessões desta semana, o ministro André Mendonça divergiu e afirmou que a regra do Marco Civil é constitucional. Liberdade de expressão Para Mendonça, as plataformas têm legitimidade para defender a liberdade de expressão e, nesse sentido, têm o direito de preservar as regras de moderação próprias. Caso haja determinação de remoção de conteúdo ou perfil, elas devem ter acesso integral a seu teor e à possibilidade de recorrer. Ele também considera inconstitucional a remoção de perfis, exceto quando comprovadamente falsos. Para o ministro, a não ser nos casos expressamente autorizados em lei, as plataformas não podem ser responsabilizadas por não remover conteúdo de terceiros, mesmo que depois o material seja considerado ofensivo pelo Poder Judiciário. A seu ver, a responsabilização da plataforma, na condição de intermediária, não gera cenário de irresponsabilidade pela veiculação de conteúdo ilícito, apenas direciona a responsabilidade para o real autor. Responsabilidade civil e decisão judicial No RE 1037396, a discussão é sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). O dispositivo exige ordem judicial prévia e específica de exclusão de conteúdo para que provedores de internet, websites e gestores de redes sociais sejam responsabilizados por danos decorrentes de atos ilícitos praticados por terceiros. Retirada de conteúdo ofensivo sem decisão judicial No RE 1057258, a Google discute se a empresa que hospeda sites na internet tem o dever de fiscalizar o conteúdo publicado e de retirá-lo do ar quando considerado ofensivo, sem necessidade de intervenção do Judiciário. A plataforma argumenta que esse tipo de fiscalização seria impossível e configuraria censura prévia por empresa privada. STF
Polícia Civil apreende mais de 3 toneladas de maconha em caminhão abandonado
A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), apreendeu, na tarde desta quarta-feira (4), mais de 3 toneladas de maconha que estavam escondidas em um caminhão estacionado nas proximidades de uma oficina na zona rural de Ponta Porã/MS. A ação ocorreu no contexto de investigações contínuas realizadas pela DEFRON no combate ao tráfico de drogas na região de fronteira. O veículo, um caminhão Mercedes-Benz 1113, estava carregado com sacos de aveia, sob os quais foram encontrados 165 volumes da droga, totalizando aproximadamente 3.111 quilos de maconha. Após a descoberta, o material entorpecente foi devidamente apreendido e encaminhado para os procedimentos legais. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar os envolvidos na logística do transporte da droga. Com base na quantidade apreendida, o prejuízo estimado ao crime organizado é de aproximadamente R$ 6.222.000,00.
Pantanal Tech MS 2025: Governo e UEMS fomentam desenvolvimento com inovação e sustentabilidade
A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Governo de Mato Grosso do Sul realizam a 2ª edição do Pantanal Tech MS, que ocorrerá de 26 a 29 de junho na Unidade Universitária de Aquidauana da UEMS, promovendo um espaço onde a inovação e a sustentabilidade se articulam para a promoção do desenvolvimento da região pantaneira. O evento é resultado da parceria com entidades importantes como a Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), Fundação MS e Embrapa Pantanal, dentre outras. Os cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado) da UEMS, Agronomia, Engenharia Florestal e Zootecnia, também integram a organização. No ano passado, em sua primeira edição, o Pantanal Tech MS fez história como um evento inovador que proporcionou interação entre os diversos atores do desenvolvimento sustentável do Pantanal de MS, divulgando as tecnologias e inovações existentes, numa agenda positiva considerando os diversos produtos oriundos deste bioma. Os eixos trabalhados na 2ª Edição do Pantanal Tech MS abrangem agricultura familiar, agroindústria, agronegócio, agropecuária sustentável, economia criativa, empreendedorismo, geração de renda, inclusão produtiva, inovação, sustentabilidade e turismo. Temáticas correlatas ao evento serão abordadas em uma rica programação com painéis, palestras, oficinas e seminários. A programação completa pode ser acessada no link www.pantanaltechms.com.br/programacao-completa. Conforme o reitor da UEMS, Laércio de Carvalho, “no ano de 2025, preparamos várias novidades, mas, antes de tudo, é preciso destacar que o Pantanal Tech MS é o grande encontro da produção sustentável da região pantaneira e, nesse sentido, estamos com uma expectativa de um público com mais de 20 mil pessoas e 200 parceiros no evento”. Ele informa que os visitantes do espaço terão à disposição pavilhões de agricultura familiar, de economia criativa, de empresas consolidadas da pecuária, turismo, agricultura e negócios do Mato Grosso do Sul dentro da temática do Pantanal. “Uma grande praça de alimentação terá oferta de pratos diversos. E um diferencial é a presença de três carretas, respectivamente, da Itaipu Binacional, divulgando suas potencialidades; da Energisa, com treinamentos na área da eletrificação rural; e do Senac, atendendo aos jovens que buscam formação técnica. Esperamos nosso público de braços abertos”, ressalta o reitor da UEMS. Vitrines Tecnológicas As vitrines tecnológicas apresentam o que de mais moderno se pratica na produção nas mais diferentes culturas. Para 2025, foram confirmadas, até o momento, 19 vitrines tecnológicas que apresentarão a vanguarda da produção pantaneira, sob os temas: 1) Marco Legal do Carbono: Oportunidades e Desafios no Pantanal;2) Pecuária Pantaneira – Produção com Eficiência e Baixo Impacto;3) Sistema Pantaneiro de Criação de Suínos;4) Meliponário UEMS;5) Controle Biológico;6) INSETECHNAL – Insetos e Tecnologia no Pantanal;7) Adubação e Nutrição das Culturas;8) Capim Forte: O Futuro da Pecuária Sustentável;9) Conexão Florestal: Tecnologia e Sustentabilidade;10) Ovelha Pantaneira;11) Agroecologia e Tecnologias Sociais;12) Olericultura: Diversidade e Sustentabilidade;13) Fruticultura;14) Avicultura Agroecológica – Tecnologia e Sustentabilidade no Cerrado-Pantanal;15) Irrigação – Água na Agricultura: Utilização Racional dos Recursos Hídricos;16) Sistemas de Integração Pecuária-Floresta: Produção Sustentável no Pantanal com Louro-Preto e PackSeed;17) Área Experimental de Manejo e Conservação do Solo e da Água;18) Incêndios Florestais: Tecnologias para Manejo, Combate e Atuação das Brigadas Voluntárias no Pantanal;19) Centro de Produção de Peixes Nativos do Pantanal Sul. Painel da Pecuária É no espaço do Pantanal Tech MS que discussões importantes ocorrem, norteadas pela otimização da segurança alimentar, fornecimento de proteínas de origem animal, geração de empregos e movimentação econômica, especialmente em países com forte tradição agropecuária. Nesse contexto, inovações tecnológicas que visam aumentar a produtividade e a sustentabilidade, como o melhoramento genético, o uso de biotecnologia, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistemas de manejo mais eficientes e tecnologias digitais para monitoramento de rebanhos e gestão ambiental, a pecuária contribui para minimizar os impactos ambientais e aumentar a competitividade do setor alcançam destaque. Mantendo o princípio da construção coletiva entre a organização e as empresas e instituições participantes, o Painel traz uma agenda diversificada que une debates, palestras e eventos temáticos: Palestras e Mesas Redonda – Mesas Redondas: Debates práticos entre empresas e instituições, onde os desafios e soluções da produção animal no Pantanal serão discutidos por quem vive o dia a dia do setor; – Palestras: Profissionais de renome nacional do agronegócio apresentarão a situação atual e as perspectivas futuras para o setor; Eventos Temáticos – Encontro do Bovino Orgânico e Sustentável ; – Encontro do Novilho Precoce; – I Encontro Técnico-Científico do Pantanal Tech (simultaneamente ao IX Workshop das Pós-Graduações em Zootecnia e Ciência Animal de MS); – Encontro da Pecuária Jovem; – Hora do Pasto; Dinâmicas Tecnológicas Interativas – NOA – NutriOpt On-site Adviser; – Método Shiva para Inseminação Artificial; – Visão Microscópica; – Avaliação de Carcaça por Ultrassom; – Demonstração de Softwares de Gestão e Manejo; – Biotecnologia da Pantabio; Espaços empresariais e institucionais O Pantanal Tech MS reserva oportunidades para empresas, instituições, projetos sócio ambientais e startups, e entidades interessadas em alinhar suas marcas de maneira genuína aos conceitos do evento, divulgar seus produtos e serviços, prospectar clientes, ampliar a rede de contatos e promover conteúdo sobre temas relevantes para o bioma e a economia da região.
Ações da Polícia Penal de MS se destacam no combate às violações de medidas judiciais
O Gafip (Grupamento de Ações e Fiscalização Penitenciária), vinculado à UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual), tem desempenhado um papel essencial no fortalecimento da segurança pública em Mato Grosso do Sul, como parte das atividades da Polícia Penal do estado. Balanço divulgado pela UMMVE demonstra que, de janeiro até o final de maio, o Gafip realizou 774 escoltas, 218 fiscalizações presenciais, cumpriu 39 mandados de prisão e regressões de monitorados, além de recuperar 79 tornozeleiras eletrônicas que haviam sido rompidas ou abandonadas. Um dos dados que mais chama a atenção é o aumento expressivo no número de escoltas realizadas. Entre janeiro e maio de 2023, foram efetuadas 127 escoltas, número que saltou para 549 no mesmo período de 2024, e chegou a 774 em 2025, representando um crescimento de aproximadamente 41% em relação ao ano passado e de 509% quando comparado aos cinco primeiros meses de 2023. “Este aumento reflete a intensificação dos trabalhos da Polícia Penal, visando garantir o cumprimento das medidas judiciais e a integridade do sistema de monitoramento eletrônico”, comenta o diretor da Unidade de Monitoramento, Luís Fernando Melão. Além do trabalho diretamente ligado à monitoração eletrônica, uma parte significativa dessas escoltas — 69 somente este ano — foi realizada em suporte à Diretoria de Operações e à Diretoria de Assistência Penitenciária, especificamente para o deslocamento de internos até o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), para a confecção da CIN (Carteira de Identificação Nacional). Esta ação reforça o compromisso da Polícia Penal com a cidadania e a documentação civil das pessoas privadas de liberdade, fundamental para o acesso a serviços públicos e para a ressocialização. O trabalho do Gafip tem como objetivo principal coibir as violações às condições impostas pela Justiça, contribuindo significativamente para a redução de prisões preventivas e regressões de regime decorrentes de descumprimento das medidas impostas. Além das fiscalizações, os policiais penais realizam orientações constantes aos monitorados, destacando a importância do correto cumprimento das regras do monitoramento eletrônico. Também são feitas inspeções nas tornozeleiras e checagem das informações fornecidas, garantindo a eficácia do controle. Quando identificadas violações, os agentes do Gafip comunicam imediatamente os setores competentes, que adotam as providências cabíveis, com o devido tratamento das informações e encaminhando-as ao judiciário, onde o monitorado poderá ser regredido cautelarmente de regime ou ter mandado de prisão expedido contra si. Outro aspecto importante da atuação do Grupamento é a recuperação dos equipamentos de monitoração, quando rompidos ou descartados pelos monitorados que tentam burlar o sistema. Este trabalho não só representa economia aos cofres públicos, como também reforça o controle sobre os indivíduos em cumprimento de medidas alternativas. A escolta e o transporte de presos monitorados, tanto para instalação de tornozeleiras quanto para recolhimento em unidades prisionais, também fazem parte das atribuições do Gafip, cumprindo rigorosamente as determinações judiciais. Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o fortalecimento dessas ações reflete o comprometimento da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul em oferecer mais segurança à sociedade, garantindo que as medidas judiciais sejam efetivamente cumpridas, além de reforçar o papel da monitoração eletrônica como ferramenta de controle e ressocialização. Comunicação Agepen
Seleção Brasileira empata com Equador: 0 a 0
Na estreia do técnico Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira empatou com o Equador por 0 a 0, na noite desta quinta-feira (5), no Monumental de Guayaquil, casa do adversário. O jogo, válido pela 15ª rodada das Eliminatórias do Mundial de 2026, foi o 14º seguido entre as duas seleções sem derrota do Brasil. Nesse retrospecto, a Canarinho obteve nove vitórias e houve cinco empates. Na terça, dia 10, a Seleção Brasileira vai enfrentar o Paraguai, na Neo Química Arena, em São Paulo, no primeiro jogo sob o comando de Carlo Ancelotti em território nacional. A partida em Guayaquil foi truncada, com poucas chances de gol para ambos os lados. O Brasil tentava levar perigo ao Equador com Vini Júnior pela esquerda e Estevão pela direita. Eram boas opções de ataque e os dois foram várias vezes acionados no primeiro tempo. Eles conseguiram boas jogadas em lances individuais, mas sem sucesso no desfecho. A melhor oportunidade da etapa inicial se deu aos 21 minutos. Estevão apertou a saída de bola equatoriana e levou vantagem sobre o lateral Estupiñán. Na sequência, Gerson ficou em condições de finalizar, mas preferiu servir Vini, que, bem marcado, chutou prensado para a defesa de Gonzalo Valle. Pouco depois, Casemiro tentou abrir o placar de cabeça. Mas a bola saiu por cima do travessão. O Equador tinha o controle do jogo, com boa movimentação da equipe. Mas lhe faltava objetividade e não ameaçava o gol de Alisson. Essa nulidade do ataque equatoriano deveu-se em parte à atuação firme da zaga brasileira. Ancelotti mascava chicletes e acompanhava a partida, na maior parte do tempo, de sua área técnica. No intervalo, ele preferiu manter os titulares. Veio o segundo tempo e a Seleção Brasileira teve um bom momento aos 7 minutos, quando Vini Júnior avançou pela esquerda, driblou o marcador e deu um passe na medida para Richarlison, que furou e desperdiçou o ataque. Aos 18, Ancelotti tentou mudar o panorama do jogo e fez duas substituições: trocou Richarlison por Matheus Cunha e Estevão por Gabriel Martinelli. Aos 30, depois de a bola passar de novo pelos pés de Vini Júnior, Casemiro completou rasteiro e Gonzalo Valle defendeu. O jogo continuava morno e o treinador da Seleção Brasileira fez outra mudança – substituiu Gerson por Andrey Santos, aos 32. As alterações não surtiram efeito. Andreas Pereira chegou a jogar nos últimos minutos, na vaga de Bruno Guimarães. Mas não havia tempo para mais nada. Agora é esperar o confronto contra o Paraguai, numa outra atmosfera, com a torcida canarinho lotando a Neo Química Arena para ver a estreia de Ancelotti em solo brasileiro. CBF








