O deputado estadual Zé Teixeira, 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa, defendeu nesta semana a retomada do convênio entre o Governo do Estado e a Unidade Auditiva de Dourados (Uniaud). O objetivo é o retorno dos atendimentos gratuitos de assistência especializada às pessoas com deficiência auditiva no segundo maior município de Mato Grosso do Sul. A vereadora Liandra da Saúde solicitou a intervenção de Zé Teixeira e explicou que a empresa prestava serviços de audiologia com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), mas o convênio terminou em 2010 e não foi mais renovado. Desta forma, desde a suspensão dos atendimentos, os moradores de Dourados e região precisam se deslocar até Campo Grande para acessar os serviços de manutenção dos aparelhos auditivos, além de acompanhamento fonoaudiológico. Em indicação apresentada na Casa de Leis, o parlamentar argumenta que “esta é uma política pública de saúde essencial para garantir a inclusão e a qualidade de vida da pessoa com deficiência”. Infraestrutura – O deputado solicitou ainda a implantação da pavimentação asfáltica na estrada vicinal conhecida como “Corredor do Li Teixeira”, também em Dourados. Os moradores da região reclamam das péssimas condições da estrada que interliga a Avenida Guaicurus, no KM 10, em frente à 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, ao anel viário do município de Itaporã. “Aproximadamente 30 ônibus escolares que transportam alunos diariamente até a Cidade Universitária em Dourados poderão utilizar esse novo trajeto, reduzindo significativamente a distância e o tempo de deslocamento entre os municípios de Itaporã, Maracaju, Rio Brilhante, Nova Alvorada, Nioaque e Sidrolândia até as universidades UFGD e UEMS”, explicou Zé Teixeira. Conforme a indicação, além do transporte escolar, o “Corredor do Li Teixeira” é uma via de acesso fundamental para a zona rural de Dourados, sendo responsável pelo escoamento da produção agrícola e pelo deslocamento diário de centenas de famílias residentes na região.
Deputados criticam “rodovia da morte” e Mochi pede indenização às vítimas da BR-163
A BR-163 voltou a ser chamada pela imprensa estadual como a rodovia da morte, após divulgação do levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal registrando 442 mortes decorrentes de acidentes entre 2017 e 2024. A informação foi tema de discurso de Junior Mochi (MDB), deputado presidente da Comissão Temporária de Representação para Acompanhamento da Concessão da BR-163/MS, que argumentou sobre a necessidade do pedido de indenização às vítimas e familiares. “A BR 163 retoma o título de rodovia da morte, pelo número de mortes, que nem foram contabilizados desde 2014, quando se assumiu a concessão pela CCR MSVias. A PRF atua somente no momento do acidente, portanto essas mortes se referem tão somente àquelas na hora da ocorrência, mas eu estimo que muitas outras vidas foram ceifadas nos hospitais, em razão dos acidentes. E muitas outras ficaram sequeladas, quem sabe milhares. Isso vem de forma clara para que retomemos ao assunto de indenização às vítimas”, disse o deputado. Segundo Junior Mochi, é possível argumentar que devido a CCR não ter cumprido o contrato de concessão com a duplicação ela teria assumido o risco objetivo, ou seja, estando na obrigação de repor os custos por danos, materiais ou morais, pela perda das vidas ou quaisquer capacidades. “Quando um pai tem seus filhos e sua família é provida pelo fruto do seu trabalho e o deixa de ter, ocasionado por um acidente automobilístico, é feito um cálculo que o filho seja atendido em suas necessidades até a maioridade. No Direito Civil analisamos nos acidentes a imperícia, imprudência ou negligência. Se descumpriu o contrato, que tenha o dever de indenizar. É alto o número de acidentes em função do descumprimento. Nós falamos que afeta todo o desenvolvimento, o escoamento, é verdade, mas nenhum desses problemas é maior do que as vidas ceifadas”, lamentou. Para o deputado, se a duplicação fosse feita cerca de 80% dos acidentes não teriam ocorrido ou não teriam vítimas fatais. Para tanto, Mochi solicitou empenho do Ministério Público Federal para que peça providências quanto às denúncias encaminhadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) – reveja aqui. “Vocês se lembram do acidente de Brumadinho? Criou-se uma associação das vítimas e juntos pediram e a empresa indenizou. O números de mortes aqui não creio que tenha sido menor”, comparou Mochi. Mara Caseiro (PSDB) concordou. “Eu não tenho dúvida que as pessoas que perderam parentes tenham que entrar com pedido de indenização. Eu sei que a vida não volta mais, mas a gente tem que cobrar e dar um corretivo, para cobrar a responsabilidade. Tem pessoas que ficaram incapazes. Eu saí na sexta-feira do Alphavillle para o Cone Sul e demorei 1 hora parada até o trevo por conta de obras. A CCR, que agora mudou de nome virou Motiva, ainda quer aumentos. Aumento do que? Se só temos apenas 19% da rodovia duplicada. Em cinco anos a CCR disse que ia duplicar, pegou empréstimo, teve pedágio arrecadado e onde que foi investido esse recurso? Vamos fazer apelo ao MP que tome providência”, ressaltou. Da mesma forma, Professor Rinaldo Modesto (PSDB) parabenizou o trabalho da Comissão Temporária e pediu auxílio da bancada federal para cobrar providências. “Tem coisa que só o Brasil mesmo. Parabenizo pelo trabalho de excelência, milimetricamente feito por você, de provas de tudo aquilo que foi deixado de ser investido. O que falta agora? Mais do que nunca precisamos da nossa bancada federal. É injusto o que a empresa ganhando e pessoas perdendo suas vidas”, disse. A falta de fiscalização foi citada por Paulo Duarte (PSB) como ponto chave. “Fazendo uma análise percebemos claramente o quanto que no Brasil as agências reguladoras são uma peça de ficção. Quem deveria fiscalizar, punir, multar, seria a ANTT. Então todas as agências são isso e esse exemplo é isso. O cara ganha a concessão, descumpre e nada acontece. Detalhe que ao final o lucro está sempre garantido. Infelizmente não dá para confiar que as agências farão seu papel”, lamentou.
Duplicação da Aziz Rasselém avança ao lado do Parque Antenor Martins
A duplicação da Avenida Aziz Rasselém, ao lado do Parque Antenor Martins, em Dourados, entrou na reta final da preparação do solo. As etapas de drenagem, instalação de manta geogrelha e aplicação de três camadas de pedras, necessárias para estabilizar o terreno alagadiço naquela região do Jardim Clímax, estão praticamente concluídas. A próxima fase será a aplicação da malha asfáltica. Na manhã desta quinta-feira (12), o prefeito Marçal Filho vistoriou a obra ao lado do engenheiro responsável. Iniciada no fim de fevereiro, a intervenção sofreu atrasos por causa das chuvas intensas, mas retomou ritmo após ajustes técnicos para reforçar o solo de brejo. “Aqui será uma grande avenida com ciclovia, calçadas, canteiro central florido e acesso direto à futura Via Parque até a BR-463”, destacou o prefeito. “Em menos de seis meses de mandato já estamos com várias frentes de trabalho para melhorar a mobilidade de Dourados”, ressaltou Marçal Filho. Para drenar o excesso de água, a empresa Gera-Obras, responsável pelos trabalhos, está implantando 494 metros de galerias pluviais, 1.002 metros de drenos profundos e 22 bocas de lobo. A base recebe manta geotêxtil, reforço em geogrelha e 90 cm de pedras graduadas antes da camada final de asfalto, que cobrirá 9.036 metros quadrados. O projeto contempla ainda 40 vagas de estacionamento ao longo da via de cerca de 300 metros; 968 metros quadrados de ciclovia segregada; 2.590 metros quadrados de calçadas; ampliação da ponte sobre a Rua Antônio Emílio de Figueiredo para 9 metros de largura e 28 metros de extensão; e construção de uma rotatória no entroncamento com a mesma rua para organizar o tráfego entre as duas vias-parque da região – a que segue para a vila Cachoeirinha e a que está em construção, de acesso a Vila Roma. Orçada em R$ 7,55 milhões, a duplicação é financiada pela Sudeco, com contrapartida municipal de R$ 2 milhões. O cronograma prevê conclusão em até 12 meses, mantendo a intenção de ligar a Avenida Guaicurus, corredor de acesso às universidades e ao aeroporto, ao futuro eixo da Avenida Aziz Rasselém, que seguirá até a BR-463, saída para Ponta Porã.
Câmara homenageia os 40 anos da Associação Pestalozzi de Dourados
A Câmara Municipal de Dourados realizará nesta sexta-feira, 13 de junho, uma Sessão Solene em celebração aos 40 anos de fundação da Associação Pestalozzi de Dourados. A cerimônia, proposta pelo vereador Sergio Nogueira (PP), acontece das 13h30 às 17h, no plenário da Casa de Leis, e contará com entrega do Diploma de Jubileu de Esmeralda, honraria que reconhece a trajetória de serviço e compromisso da instituição com a inclusão e valorização da pessoa com deficiência. Fundada em 1985, a Pestalozzi é referência em atendimento especializado, oferecendo educação, saúde e assistência social a 193 pessoas com deficiência intelectual e múltipla, em sua maioria em situação de vulnerabilidade social. A instituição atua como mantenedora da Escola Especializada Arco-Íris e é reconhecida por sua dedicação à promoção da autonomia e protagonismo das pessoas com deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas habilidades. Durante a sessão, serão homenageados ex-presidentes da associação, colaboradores históricos, representantes da Federação Nacional e Estadual da Pestalozzi, além de pais e membros da comunidade que contribuíram significativamente ao longo das quatro décadas de existência da instituição. A programação contará com apresentações culturais de estudantes da Pestalozzi, que irão emocionar o público com as músicas ‘Viva a Diferença’ (Milton Karam) e ‘Vamos Construir’ (Sandy e Junior), reforçando a mensagem de inclusão e diversidade que permeia o trabalho da entidade. Para o propositor da homenagem, vereador Sergio Nogueira (PP), celebrar a trajetória da Pestalozzi é também valorizar o trabalho incansável de educadores, profissionais da saúde, voluntários e famílias que, juntos, constroem diariamente um espaço de acolhimento e transformação. “A Pestalozzi é símbolo de amor, respeito à diversidade e compromisso social. Homenageá-la com o Jubileu de Esmeralda é o mínimo que podemos fazer para reconhecer sua contribuição inestimável para Dourados e região”, afirmou.
Agetran leva projeto na Escola para estudantes do distrito de Itahum
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), por meio da Escola Pública de Trânsito (EPT) ‘José Elias Moreira’, levou na manhã desta quarta-feira (11) o Projeto Agetran na Escola para o distrito de Itahum, distante 60 quilômetros do centro de Dourados. A ação foi desenvolvida na Escola Municipal José Eduardo Canuto Estolano – Perequeté e envolveu cerca de 280 alunos. A ação, desenvolvida pela equipe da EPT, teve como parceiros a Guarda Municipal de Dourados e a Polícia Militar. Foram oferecidas às crianças, palestra educativa, dança, teatro da Sucata Cultural e passeio ciclístico. Também houve concurso, com premiação para alunos que apresentaram os melhores desenhos. Neste mês de junho ainda, as atividades do projeto Agetran na Escola estão previstas para, segunda-feira e terça-feira (16 e 17), com 60 alunos em cada dia, na EPT. No dia 18, a partir das 13 horas, será a vez da Escola José Pereira Lins, no Jardim Canaã II, com 250 alunos. De acordo com Márcia Nonato, responsável pela Escola Pública de Trânsito, o programa Agetran na Escola existe desde 2022 e, desde então, é desenvolvido nas unidades da rede municipal de ensino e, também, na EPT. Em média, são atendidas 5 mil crianças por ano e, para este ano, a ideia é ampliar o atendimento. “Antes, o projeto era levado às escolas apenas, mas, agora, com a Escola Pública de Trânsito, inaugurada há um ano, temos como receber as crianças”, explica, observando que a educação para o trânsito mais humano e seguro é uma preocupação do prefeito Marçal Filho. Segundo ela, nas escolas, a equipe faz palestra, tem teatro, tem música, as crianças interagem e, quando é uma turma maior, há passeio ciclístico, visitação nas viaturas, num trabalho que conta com agentes da Agetran, da Guarda Municipal, da Polícia Militar e do Detran. A coordenadora avalia que as atividades são oportunidade das crianças interagirem com os agentes. “Os alunos entram nas viaturas, acionam os alarmes, ligam o giroflex, falam no rádio, então, eles interagem com todo o pessoal e passam a ter melhor noção do trabalho dos agentes das forças de segurança”, destaca. A Escola de Trânsito atende também o público adulto, com palestras nas universidades, atividades as empresas, cursos para táxi, mototáxi, motofrete, entre outros. São inúmeras as ações da Agetran, desenvolvidas pela Escola Pública de Trânsito, muitas delas em datas específicas, como Semana Nacional do Trânsito, Dia do Motorista, Dia do Idoso, Dia do Ciclista, Dia do PCD, entre outras relacionadas com o trânsito.
Prefeitura oferece duas áreas à MS Gás para instalar ramal em Dourados
A Prefeitura de Dourados voltou a receber, na manhã desta quarta-feira (11), representantes da MS Gás e apresentou duas áreas para a instalação da futura base operacional da companhia no município. Os terrenos, um de posse do município e outro pertencente ao Governo do Estado, ficam em região industrial, próximo ao frigorífico JBS, primeiro grande consumidor a ser atendido pelo novo ramal de gás natural. Participaram da reunião o prefeito Marçal Filho e o secretário municipal de Planejamento, Fábio Luis, além de técnicos da estatal. Segundo Fábio Luis, a prioridade é viabilizar a conexão da JBS, que já firmou contrato de fornecimento com a MS Gás. “Para isso eles precisam montar a base, e o trabalho em conjunto com a prefeitura garante essa viabilidade. Num curto espaço de tempo outras indústrias também serão atendidas”, afirmou. Com as duas opções em mãos, a MS Gás fará estudos de logística, acesso e infraestrutura antes de decidir o local definitivo. A expectativa é de que obras de instalação comecem ainda em 2025. Enquanto o ramal principal, que virá de Sidrolândia, não fica pronto, a JBS será abastecida por caminhões de gás natural. Após a definição do terreno, a companhia dará início ao projeto executivo e aos processos de licenciamento ambiental junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Já adiantamos essa etapa para garantir prioridade na análise e evitar atrasos”, explicou Fábio Luis. Num segundo momento, o plano é estender a rede ao centro da cidade para atender hospitais, hotéis, restaurantes, condomínios e edifícios residenciais. O cronograma inicial prevê que o abastecimento urbano possa ser atendido a médio prazo, quando o ramal estiver concluído. Marçal Filho destacou que o uso do gás natural, mais eficiente e menos poluente que o GLP ou combustíveis líquidos, impulsionará a competitividade industrial de Dourados. “Essa inovação coloca o município em outro patamar como polo de investimentos. Além de reduzir emissões e melhorar a qualidade do ar, a distribuição por tubulação diminui riscos de acidentes, já que dispensa o armazenamento de botijões”, afirmou. Para o setor industrial, o gás natural será capaz de substituir outros combustíveis na geração de energia térmica, reduzindo custos e emissões. “Trata-se de uma solução energética sustentável que atrai novos empreendimentos e fortalece nossa economia local”, concluiu o prefeito.
Com tecnologia inédita, MS tem monitoramento ambiental para identificar desmatamento e queimadas
A sala de situação da UNIGEO (Unidade de Geoprocessamento), uma estrutura técnica de inteligência geoespacial para o monitoramento ambiental de Mato Grosso do Sul, foi inaugurada ontem (11), no Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). A nova estrutura representa uma evolução tecnológica inédito no país, com capacidade de detecção automatizada de desmatamentos e queimadas em toda a extensão do território sul-mato-grossense, que abrange mais de 357 mil km². A sala de situação foi projetada como uma ferramenta estratégica de apoio à fiscalização, gestão territorial e à governança ambiental, promovendo maior agilidade e precisão nas ações de comando e controle. Tecnologia a serviço do meio ambiente Com base em scripts automatizados e imagens de satélite de alta resolução fornecidas por plataformas internacionais, o sistema da UNIGEO está em funcionamento desde 2023. Desde então, já foram emitidos mais de 10,6 mil alertas automáticos de desmatamento. Cada alerta é imediatamente cruzado com os bancos de dados territoriais e jurídicos do Imasul, identificando sobreposições com UCs (Unidades de Conservação), APPs (Áreas de Preservação Permanente), RLs (Reservas Legais), CAR (Cadastro Ambiental Rural) e licenças de supressão vegetal concedidas. “Um dos pontos centrais dessa nova etapa de gestão ambiental é a emissão de alertas de desmatamento. Com o sistema atual, conseguimos monitorar em tempo quase real o que está acontecendo em todo o Estado, identificando tanto o desmatamento legal quanto o ilegal. No caso do legal, acompanhamos se o produtor está atuando dentro das condições e prazos previstos em sua licença”, explicou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). A precisão do sistema, que opera com resolução de até um metro e permite a verificação detalhada das áreas com cobertura vegetal alterada, também foi destacado por Verruck. “O grande diferencial é que temos um sistema interligado ao CAR e capaz de realizar embargos automáticos em propriedades sem licenciamento. Além disso, o monitoramento inclui áreas de cana-de-açúcar, unidades de conservação, terras indígenas e até pontos de calor, com acionamento direto via SICOE aos bombeiros e à PMA”, disse o secretário. Investimento em inovação Para viabilizar essa transformação, o Governo do Estado investiu aproximadamente R$ 1,5 milhão na estrutura da sala de situação, que inclui um videowall de alta resolução, estações de trabalho e monitores, garantindo alto desempenho na análise e visualização de dados geoespaciais em tempo real. A automação permitiu a redução de 72% na carga de trabalho manual dos técnicos, anteriormente responsáveis por analisar individualmente as alterações na cobertura vegetal. Com isso, os profissionais passaram a focar em atividades mais estratégicas, como validações em campo, emissão de pareceres e suporte a operações de fiscalização. Governança digital e sustentabilidade Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, a criação da sala de situação é um marco institucional e uma ferramenta concreta no enfrentamento ao desmatamento ilegal e à degradação ambiental. “Estamos investindo em tecnologia de ponta para garantir que o monitoramento ambiental no Mato Grosso do Sul seja cada vez mais rápido, preciso e eficaz. A sala de situação é mais do que uma estrutura física – é um símbolo do nosso compromisso com a sustentabilidade, com o rigor técnico e com a governança ambiental”. A arquitetura da UNIGEO está fundamentada nos pilares da precisão, periodicidade e rastreabilidade dos dados, assegurada transparência, segurança jurídica e eficiência nas ações do Imasul. Além da estrutura já implementada, o Imasul planeja novos investimentos para reforçar a atuação da UNIGEO em campo. Estão previstas aquisições de drones, viaturas, quadrículos e pacotes adicionais de imagens de satélite para ampliar a cobertura de áreas remotas e de difícil acesso. A mais recente inovação foi a inserção de mecanismos de inteligência artificial, que possibilitam análises mais eficientes, identificação automatizada de padrões e priorização de casos críticos. O desafio é modernizar os fluxos internos para agilizar a tramitação de processos administrativos e judiciais. “Já começamos a ampliar o uso da inteligência artificial para aprimorar nossa produtividade. Temos muita informação à disposição, mas agora o foco é acelerar as respostas — seja na emissão de autos de infração, na apuração de irregularidades ou na prevenção de danos ambientais”, completou o secretário. Com a sala de situação da UNIGEO, Mato Grosso do Sul se consolida como referência nacional em monitoramento digital do meio ambiente e reforça seu protagonismo no enfrentamento ao desmatamento, às queimadas ilegais e às mudanças climáticas. Trata-se de uma estrutura moderna, replicável e estratégica, alinhada aos compromissos globais de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Gustavo Escobar, Imasul e Marcelo Armôa, Semadesc
STF avança em análise de recursos sobre normas do Marco Civil da Internet
Com a apresentação dos votos de mais dois ministros, o Supremo Tribunal Federal (STF) prosseguiu, nesta quarta-feira (11), o julgamento conjunto de dois recursos que discutem a responsabilidade civil das plataformas da internet por conteúdos de terceiros e se sua responsabilização, no caso da não remoção de material ofensivo a pedido dos ofendidos, dependeria de ordem judicial prévia. A análise será retomada nesta quinta-feira (12), com o voto do ministro Edson Fachin. Até o momento, seis ministros entendem que, dada a revolução no modelo de utilização da internet, com a utilização massiva de redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens, entre outros exemplos, a regra do Marco Civil da Internet (MCI) – artigo 19 da Lei 12.965/2014 – editada há mais de 10 anos, não oferece proteção suficiente aos usuários. Para os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, relatores dos recursos, a exigência de notificação judicial para retirada de conteúdo ofensivo é inconstitucional. Já os ministros Luís Roberto Barroso (presidente), Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes consideram que a norma é parcialmente inconstitucional. Para eles, a obrigação deve ser mantida em algumas situações específicas, como as que apontam para o cometimento de crimes contra a honra, porque, nesses casos, a retirada da exigência poderia comprometer a proteção à liberdade de expressão. O ministro André Mendonça, por sua vez, entende que a regra é constitucional, que as plataformas têm legitimidade para defender a liberdade de expressão e o direito de preservar as regras de moderação próprias. Incompatibilidade com modelo atual de internet Primeiro a votar nesta tarde, o ministro Cristiano Zanin considera que a regra do artigo 19 do MCI, se entendida ao pé da letra, é incompatível com o modelo de internet praticado por muitos provedores de aplicação, que fomentam a perpetuação de danos e desinformação. Ele lembra que a norma foi editada para proteger a liberdade de expressão dos usuários. A premissa era a de que a autorregulação seria suficiente para evitar que danos gerados por conteúdos de terceiros se perpetuar. Caberia ao Judiciário, e não os provedores, decidir sobre a licitude do conteúdo publicado. A seu ver, esse objetivo, que considera legítimo, não se confirmou. Para Zanin, ele acabou potencializando a disseminação de conteúdo ilícito na internet, “com graves consequências para o sistema de direitos fundamentais individuais e coletivos e para o Estado Democrático de Direito”. De acordo com o ministro, a liberdade de expressão, um dos objetivos do artigo 19, tem um valor relevante na Constituição, mas pode sofrer restrições se os demais valores constitucionais estiverem em perigo. Ele propõe que, no caso dos provedores que têm controle ou conhecimento sobre a divulgação do conteúdo gerado por terceiros, especialmente por meio de algoritmos, deve ser aplicado o artigo 21 do MCI, que prevê a responsabilização se, após a notificação pelo participante, forem mantidos no ar conteúdos potencialmente danosos sem autorização. Dever do Estado de garantir a liberdade de expressão O ministro Gilmar Mendes afirmou que, na redação atual, o MCI representa um véu de irresponsabilidade para plataformas digitais que, mesmo sendo informadas da ocorrência de crimes, não podem ser responsabilizadas pelos danos gerados por manter esse conteúdo no ar, a não ser que haja ordem judicial. “É dever do Estado, em nome da própria liberdade de expressão, garantir a construção de um ambiente em que todos tenham liberdade de expressão para se manifestar”, defendeu. Ele propôs a adoção de um regime em que plataformas que têm grande controle sobre o conteúdo sejam responsabilizadas se não agirem após serem avisadas sobre algo inequivocamente ilegal. Da mesma forma, considera que os provedores poderão ser solidariamente responsáveis se não retirarem imediatamente conteúdos e contas que veiculem crimes graves, como discurso de ódio, racismo, homofobia, ideologias nazistas, fascistas ou odiosas e preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de discriminação. Em relação à necessidade de fiscalização de um órgão regulador, o decano do STF considera que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderia desempenhar esse papel, pois já tem atribuições legalmente definidas e estrutura funcional voltadas à compreensão do impacto de novas tecnologias para o direito à proteção de dados pessoais.
Pedro Pepa acompanha obra de pavimentação asfáltica no Jardim das Primaveras
Na manhã da última terça-feira (10), o vereador Pedro Pepa (União Brasil) esteve presente ao lado do prefeito Marçal Filho durante a vistoria das obras de asfalto na continuação das ruas Alfio Senatore e Maria de Moraes Valente, no bairro Jardim das Primaveras. A visita reforça o compromisso da gestão municipal com a infraestrutura urbana e a melhoria da qualidade de vida dos moradores da região. O benefício chega ao Jardim das Primaveras, com intervenções de drenagem, pavimentação e sinalização viária. A nova etapa, que conta com investimento de R$ 579,7 mil e tem previsão de conclusão em dois meses, é um marco na busca por mais qualidade de vida para os moradores. O vereador destacou a importância da obra, que atende a uma demanda antiga da população. “É uma grande satisfação acompanhar de perto esse avanço. O asfalto traz mais segurança, valorização dos imóveis e conforto para quem transita por aqui diariamente”, afirmou Pepa. O prefeito Marçal Filho agradeceu o apoio da Câmara Municipal e enfatizou que parcerias como essa são fundamentais para garantir o progresso da cidade. As obras seguem em ritmo acelerado e devem ser concluídas nos próximos dias, beneficiando diretamente dezenas de famílias.








