O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 27 de junho de 2025 que suspendeu planos de aliviar sanções econômicas contra o Irã, decisão motivada por declarações do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Em um discurso televisionado, Khamenei afirmou que o Irã venceu a recente guerra de 12 dias contra Israel e que havia dado um “tapa na cara” dos Estados Unidos com um ataque a uma base militar americana no Catar. As falas, interpretadas como desafiadoras, levaram Trump a interromper negociações que poderiam facilitar a recuperação econômica iraniana, mantendo a política de pressão máxima sobre o país. No dia 26 de junho, Khamenei, falando de um local não revelado, celebrou o que classificou como uma vitória iraniana no conflito com Israel, iniciado em 13 de junho. Ele minimizou os danos causados pelos ataques aéreos dos EUA e de Israel a três sítios nucleares iranianos — Fordow, Natanz e Isfahan —, afirmando que os bombardeios “não alcançaram seus objetivos”. O líder iraniano também ameaçou novos ataques a bases americanas na região caso houvesse novas agressões. Em resposta, Trump usou sua plataforma Truth Social para criticar Khamenei, chamando suas declarações de “falsas e tolas” e afirmando que as instalações nucleares do Irã foram “obliteradas”. Ele também destacou que os EUA mantêm “controle total dos céus iranianos” e que poderia autorizar novos bombardeios se o Irã retomasse o enriquecimento de urânio a níveis preocupantes. Fontes próximas à Casa Branca revelaram que Trump considerava oferecer incentivos, como alívio limitado de sanções, para iniciar negociações com o Irã sobre seu programa nuclear. A proposta incluía permitir que a China comprasse petróleo iraniano, ajudando na reconstrução do país após o conflito. No entanto, as declarações de Khamenei, que rejeitaram qualquer rendição e exaltaram a resistência iraniana, levaram Trump a abandonar essas iniciativas. Em uma coletiva de imprensa, ele afirmou que o Irã está “exausto” e focado em “sobreviver ao caos”, descartando preocupações sobre possíveis sítios nucleares secretos. “Eles não estão pensando em armas nucleares agora, estão pensando em como viver amanhã”, declarou. A decisão de manter as sanções reflete a estratégia de “pressão máxima” adotada por Trump desde seu primeiro mandato, quando retirou os EUA do acordo nuclear de 2015 (JCPOA) e reimpôs duras restrições econômicas ao Irã. Essas medidas, segundo o Congresso americano, estão entre as mais abrangentes aplicadas a qualquer país, bloqueando ativos do governo iraniano nos EUA e restringindo quase todo o comércio bilateral. A economia iraniana, já abalada por décadas de sanções e má administração, enfrenta agora os impactos da guerra recente, com infraestrutura militar e econômica severamente danificada. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu às críticas de Trump, pedindo que o presidente americano abandonasse o tom “desrespeitoso” em relação a Khamenei, que, segundo ele, tem “milhões de seguidores devotos”. Araghchi afirmou que um diálogo construtivo exige respeito mútuo, mas reafirmou a posição iraniana de não negociar sob pressão. O Irã também aprovou uma lei suspendendo a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), dificultando inspeções em seus sítios nucleares, o que foi condenado por países como França e Alemanha. A tensão entre os dois líderes ocorre em um momento delicado para o Irã, que enfrenta protestos internos e pressões econômicas crescentes. Apesar das ameaças de Khamenei, analistas apontam que a capacidade militar iraniana foi significativamente reduzida pelos ataques recentes, limitando sua habilidade de resposta. Trump, por sua vez, mantém a retórica combativa, mas sinalizou interesse em negociações, desde que o Irã abandone completamente o enriquecimento de urânio. A possibilidade de um novo acordo nuclear permanece incerta, com a postura de confronto mútuo dificultando avanços diplomáticos.
Venezuela: Jovem Recebe Pena de 10 Anos por Crítica a Programa Social nas Redes
Em 23 de junho de 2025, a Justiça venezuelana condenou Merlys Oropeza, uma jovem de 25 anos, a dez anos de prisão por uma publicação no Facebook considerada ofensiva ao governo de Nicolás Maduro. A frase que motivou a sentença, “Que ruim que uma pessoa dependa de uma bolsa”, fazia referência ao programa estatal CLAP, que distribui alimentos subsidiados em comunidades carentes. A decisão, proferida no estado de Monagas, no nordeste do país, reacende preocupações sobre a liberdade de expressão na Venezuela, onde o regime tem intensificado a repressão a vozes críticas. Merlys Oropeza foi detida em 9 de agosto de 2024, poucos dias após as eleições presidenciais de julho, marcadas por denúncias de irregularidades e protestos que resultaram em 28 mortes, cerca de 200 feridos e mais de 2.400 prisões, segundo organizações de direitos humanos. A jovem, que dirigiu sua crítica a uma líder comunitária chavista responsável pela entrega de alimentos, foi enquadrada na Lei Contra o Ódio, aprovada em 2017. Essa legislação, que prevê penas de até 20 anos por “incitação ao ódio”, é frequentemente criticada por organizações internacionais como um instrumento para silenciar opositores do governo. A sentença não foi oficialmente comunicada pelas autoridades judiciais, mas detalhes do caso foram divulgados por uma fonte próxima à jovem à agência AFP. A família de Merlys optou por não se pronunciar publicamente. Uma carta escrita à mão pela jovem, que circulou nas redes sociais, revelou seu desespero: “Estou quebrada, mamãe. Estou vazia, papai. Não tenho mais forças para continuar vivendo.” O texto expressa o impacto emocional da prisão e reflete o clima de intimidação enfrentado por dissidentes no país. O caso ocorre em um contexto de crescente tensão política. Após a reeleição de Maduro, contestada pela oposição e parte da comunidade internacional, a Venezuela registrou uma onda de detenções. A organização não governamental Provea relatou que, entre julho e agosto de 2024, pelo menos 2.400 pessoas foram presas, incluindo 293 mulheres, muitas em condições desumanas, sem acesso regular a água, cuidados médicos ou itens básicos de higiene. A ONU também denunciou violações de direitos humanos nas prisões venezuelanas, apontando que o sistema parece desenhado para isolar e esquecer os detidos. A condenação de Merlys Oropeza gerou críticas de entidades de direitos humanos, que veem na sentença uma tentativa de desestimular manifestações contra o governo. A frase publicada pela jovem, embora crítica, não continha ameaças diretas ou incitação à violência, levantando questionamentos sobre a proporcionalidade da pena. O programa CLAP, alvo do comentário, é um pilar das políticas assistencialistas do chavismo, mas enfrenta acusações de ser usado para controle social, com distribuição de alimentos condicionada à lealdade política. A decisão judicial reforça um padrão de repressão que preocupa a comunidade internacional. Casos semelhantes, envolvendo prisões por postagens em redes sociais, têm se multiplicado, e a Lei Contra o Ódio é apontada como uma ferramenta para criminalizar a dissidência. Enquanto o governo Maduro defende a legislação como necessária para manter a ordem, críticos argumentam que ela fere princípios fundamentais de liberdade de expressão, um direito essencial para a democracia.
Polícia Alemã Realiza Operações em 170 Residências por Publicações Online Consideradas Ofensivas
A Polícia Federal Criminal da Alemanha (BKA) realizou, desde 25 de junho de 2025, operações em ao menos 170 residências em todo o país, com o objetivo de investigar cidadãos acusados de publicar conteúdos considerados “discurso de ódio” ou insultos a políticos nas redes sociais. As ações, que incluíram buscas e apreensões de dispositivos eletrônicos, geraram críticas de setores que veem as medidas como uma forma de repressão à liberdade de expressão, levantando debates sobre os limites do controle estatal sobre a internet e o direito à opinião. As operações, coordenadas pelo Ministério do Interior, baseiam-se na Lei de Aplicação da Rede (NetzDG), aprovada em 2017 e atualizada em 2021, que obriga plataformas digitais a remover conteúdos considerados ilegais, como ofensas graves ou incitação à violência, em até 24 horas após denúncias. Segundo a BKA, as ações visaram indivíduos que teriam postado comentários ou memes ofensivos, incluindo críticas a figuras públicas, como o ministro da Economia, Robert Habeck. Um caso amplamente noticiado envolveu um homem, pai de uma filha com síndrome de Down, que teve sua casa revistada às 6h da manhã por compartilhar um meme sobre Habeck, conforme reportagens da Deutsche Welle e da revista Der Spiegel. A Alemanha é um dos países europeus com legislações mais rigorosas contra o “discurso de ódio” online, refletindo uma postura de combate à desinformação e à polarização. Dados do governo alemão indicam que, em 2024, cerca de 3.500 casos de “crimes online” foram investigados, com um aumento de 20% em relação a 2023. No entanto, críticos apontam que a definição de “discurso de ódio” é ampla e subjetiva, permitindo interpretações que podem silenciar vozes dissidentes. Organizações como a Anistia Internacional expressaram preocupação com a possibilidade de tais leis serem usadas para criminalizar críticas legítimas, especialmente em um contexto de crescente insatisfação com políticas governamentais, como as relacionadas à imigração e à economia. A percepção de que as operações representam uma forma de opressão é compartilhada por setores da sociedade alemã, especialmente entre grupos conservadores e libertários. Pesquisas recentes, como um levantamento do instituto Forsa, indicam que 62% dos alemães sentem que a liberdade de expressão está sob ameaça, com muitos citando o medo de represálias por opiniões políticas. Casos como o de uma mulher em Berlim, que teve seu laptop confiscado por comentários críticos a um político local no X, reforçam a narrativa de que as ações policiais podem estar desproporcionalmente direcionadas a cidadãos comuns, enquanto crimes mais graves, como violência física, recebem menos atenção. O governo alemão defende as operações como necessárias para proteger a democracia contra o extremismo e a desinformação, apontando para incidentes como os ataques verbais a políticos durante a campanha eleitoral de 2024. No entanto, a intensidade das batidas policiais, frequentemente realizadas ao amanhecer e com equipes armadas, tem sido comparada por críticos a táticas de intimidação. A imprensa internacional, incluindo a BBC, destacou que a Alemanha enfrenta o desafio de equilibrar a segurança pública com a preservação de direitos fundamentais, em um momento em que a confiança nas instituições democráticas está abalada.
Trump Avalia Regularização de Imigrantes Ilegais de Longa Data nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que está considerando a possibilidade de regularizar a situação de imigrantes em situação irregular que vivem e trabalham no país há décadas. Em declarações recentes, ele destacou o valor de trabalhadores que contribuem para a economia americana, especialmente em setores como agricultura e hospitalidade. “Eles trabalham para os fazendeiros há 20, 25 anos. Não são cidadãos, mas são ótimos. Precisamos fazer algo por eles”, afirmou Trump, sugerindo uma abordagem mais flexível para certos grupos de imigrantes sem documentação, desde que atendam a critérios específicos, como longo tempo de residência e contribuição econômica. A sinalização de Trump ocorre em meio a uma política migratória que prioriza a deportação de imigrantes com antecedentes criminais, com o objetivo inicial de remover cerca de um milhão de pessoas, segundo estimativas do Departamento de Segurança Interna (DHS). Dados do Pew Research Center indicam que, em 2022, aproximadamente 11 milhões de imigrantes sem documentos viviam nos EUA, muitos deles integrados à força de trabalho em setores essenciais, como agricultura, construção e serviços. A possibilidade de regularização para trabalhadores de longa data reflete uma tentativa de equilibrar a segurança nas fronteiras com a realidade econômica, já que a deportação em massa de todos os imigrantes irregulares poderia causar impactos significativos, como escassez de mão de obra e aumento de preços em setores dependentes desses trabalhadores. A proposta de regularização ainda não foi detalhada, mas fontes próximas ao governo sugerem que poderia envolver um processo seletivo, exigindo comprovação de residência prolongada, ausência de antecedentes criminais e vínculo com empregadores que atestem sua contribuição. A medida, se implementada, representaria uma mudança em relação à retórica mais dura adotada durante a campanha de Trump, que prometeu a maior operação de deportação da história americana. Especialistas apontam que a agricultura, por exemplo, depende fortemente de trabalhadores imigrantes, com cerca de 50% da mão de obra agrícola nos EUA sendo composta por pessoas sem documentação, conforme relatório do Departamento de Agricultura dos EUA.A ideia de regularização enfrenta resistência de setores mais conservadores, que defendem a aplicação rigorosa das leis migratórias, mas também recebe apoio de empresários e agricultores que valorizam a mão de obra imigrante. Trump enfatizou que qualquer iniciativa nesse sentido seria estruturada para proteger os interesses dos trabalhadores americanos, mantendo a prioridade de fortalecer a segurança nacional e combater a entrada irregular na fronteira. A menção a trabalhadores “ótimos” sugere uma abordagem pragmática, reconhecendo o papel desses imigrantes na sustentação de indústrias-chave. O debate sobre a imigração nos EUA permanece polarizado. Enquanto o governo Trump intensifica ações como a deportação acelerada e o reforço da segurança na fronteira com o México, a possibilidade de regularização para trabalhadores de longa data indica uma abertura para soluções que conciliem ordem e estabilidade econômica. A Casa Branca ainda não divulgou um cronograma ou detalhes concretos sobre como essa política seria implementada, mas o anúncio já gera discussões entre comunidades imigrantes, empregadores e legisladores.
Irã Revela Nova Usina Nuclear Subterrânea para Enriquecimento de Urânio
O Irã anunciou, por meio de sua mídia estatal IRNA, a existência de uma usina nuclear subterrânea até então não revelada, com planos de ativá-la para o enriquecimento de urânio. A revelação ocorre em um momento de alta tensão geopolítica, com o país sob escrutínio internacional devido às suas atividades nucleares. A nova instalação, cuja localização exata não foi especificada, reforça as preocupações de potências ocidentais sobre as intenções do programa nuclear iraniano, embora Teerã insista que suas atividades têm fins pacíficos, voltados para energia e pesquisa médica. A decisão de divulgar a usina parece ser uma resposta estratégica às recentes pressões internacionais, incluindo sanções econômicas e ataques a instalações nucleares iranianas, como Natanz e Fordow, reportados em junho de 2025. A IRNA informou que a nova usina foi projetada com tecnologia avançada, incluindo centrífugas de última geração, e está localizada em um ambiente fortificado para resistir a possíveis ataques aéreos. O anúncio não detalhou a capacidade de enriquecimento, mas especialistas sugerem que a instalação pode ser capaz de produzir urânio enriquecido em níveis elevados, próximos aos 60% já alcançados em Fordow, segundo relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).O programa nuclear iraniano tem sido alvo de controvérsias há décadas. Desde a revelação da usina de Fordow em 2009, após denúncias de agências de inteligência ocidentais, o Irã enfrenta acusações de buscar capacidade para armas nucleares, algo que o governo nega veementemente. A AIEA, em relatórios recentes, destacou que o Irã acumulou cerca de 400 kg de urânio enriquecido a 60%, um nível que, segundo especialistas, pode ser convertido para uso militar em poucas semanas, embora a transformação em uma arma funcional exija etapas adicionais complexas. A nova usina, ainda sem nome oficial, foi descrita como uma medida de contingência para proteger o programa nuclear iraniano contra ameaças externas. Autoridades iranianas afirmaram que a instalação será operada sob supervisão da AIEA, mas não esclareceram se permitirão inspeções imediatas. A falta de transparência alimenta desconfianças, especialmente após o Irã limitar o acesso de inspetores internacionais desde a saída dos Estados Unidos do Acordo Nuclear de 2015, em 2018. A comunidade internacional reagiu com cautela. Representantes de potências ocidentais expressaram preocupação com a possibilidade de a usina ser usada para fins militares, enquanto países como Rússia e China pediram moderação e diálogo. A localização subterrânea da instalação, provavelmente em uma área montanhosa semelhante a Fordow, sugere um esforço para dificultar ataques, como os realizados recentemente por Israel e Estados Unidos, que danificaram infraestruturas nucleares iranianas. O anúncio da nova usina ocorre em um contexto de tensões crescentes no Oriente Médio, com o Irã prometendo retaliações após ataques às suas instalações. A revelação pode ser interpretada como uma demonstração de resiliência e determinação em manter seu programa nuclear, apesar das pressões externas. Para observadores, a ativação da usina pode intensificar o confronto diplomático e militar, especialmente com Israel, que considera o programa nuclear iraniano uma ameaça existencial.
Mara Caseiro cobra justiça na BR-163 e lidera combate ao feminicídio no primeiro semestre
A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) encerrou o primeiro semestre de 2025 com uma atuação firme e combativa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Entre os destaques do período, estão a denúncia do descaso da concessionária CCRMSVia na BR-163 e a apresentação de importantes projetos de lei de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher. Como integrante da Comissão Temporária que acompanha o processo de relicitação da BR-163, Mara percorreu municípios que margeiam a rodovia, participou de audiências públicas e cobrou o cumprimento do contrato, que previa a duplicação de 806 km da estrada em cinco anos. Passados 11 anos, apenas 150 km foram entregues. “É revoltante ver que a empresa colocou vidas em risco e ainda quer continuar por mais 30 anos”, criticou a deputada. Apesar das mobilizações, o contrato foi renovado por mais 29 anos. No combate à violência de gênero, Mara apresentou o projeto que cria o “Dia Estadual de Luta e Memória pelas Vítimas de Feminicídio”, em 16 de fevereiro, em memória de Vanessa Ricarte. Também propôs o Programa Estadual de Defesa Pessoal e Autoproteção para Mulheres, que visa capacitar mulheres, especialmente vítimas de violência, para a autodefesa com técnicas e instrumentos não letais. Em parceria com o deputado Roberto Hashioka, Mara ainda elaborou o projeto “Renova”, que estabelece um programa de reeducação e responsabilização de agressores de violência doméstica e familiar. Outros projetos apresentados pela deputada tratam da promoção da saúde nas escolas e da proibição de ligações de cobrança fora do horário comercial. Mara também priorizou a visita a dezenas de municípios para ouvir lideranças, entregar emendas e acompanhar obras viabilizadas por sua atuação. A entrega de cadeiras de rodas, equipamentos escolares e uniformes de bandas marciais marcou sua presença nos municípios. Durante o semestre, Mara também promoveu sessões solenes, como a do Dia da Mulher e do Artesão, e atuou na eleição do novo presidente da União das Câmaras de Vereadores de MS, apoiando a renovação representada pelo vereador Daniel Junior.
Barbosinha visita APAE de Campo Grande e reforça apoio a políticas inclusivas no Estado
Em visita realizada nesta sexta-feira (27) à sede da APAE de Campo Grande, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, conheceu de perto as instalações do CER/APAE (Centro Especializado em Reabilitação) e acompanhou o andamento das obras do futuro Hospital da Criança e do Adolescente com Deficiência. A presença do vice-governador destaca o compromisso do Governo do Estado com as políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência e o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela instituição. Para Barbosinha, a APAE/CG é exemplo de gestão eficiente e compromisso social, prestando atendimento de qualidade a pessoas de todo o Estado. “Cada vez que venho aqui, fico impressionado com o nível do trabalho, que envolve reabilitação, produção de órteses e próteses, e uma equipe dedicada, que atende com humanidade e profissionalismo. É uma instituição que faz a diferença na vida de milhares de famílias”, afirmou o vice-governador. O encontro contou com a participação do presidente da Federação das APAEs de MS, Antônio José dos Santos Neto; do coordenador-geral da APAE/CG, Nilo Sérgio Laureano; e do coordenador técnico do CER/APAE, Leonardo Moreira Leal. Já o presidente da APAE/CG Luiz César Nocera, destacou que a visita representa um elo importante entre a entidade e o poder público. “Quando autoridades como o vice-governador nos visitam, sentimos que nosso trabalho está sendo visto e valorizado. Precisamos dessa parceria para seguir crescendo e realizando novos sonhos, como o Hospital da Criança e do Adolescente, que será um marco para todo o Estado”, destacou Nocera. Referência em atendimento especializado A APAE de Campo Grande, por meio do Centro Especializado em Reabilitação (CER), é referência estadual em serviços especializados de reabilitação física, intelectual, auditiva e visual. Apenas em 2024, a instituição já realizou mais de 8,3 mil atendimentos multiprofissionais, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, serviço social, neurologia, ortopedia e outras especialidades. No mesmo período, foram confeccionadas 2.600 órteses e próteses para pacientes de todo o Mato Grosso do Sul, garantindo não apenas qualidade de vida, mas também inclusão e autonomia para pessoas com deficiência. Outro destaque é o Hospital da Criança e do Adolescente com Deficiência, em fase de construção, que ampliará a capacidade de atendimento da APAE/CG e oferecerá serviços hospitalares especializados para pacientes pediátricos com deficiências múltiplas ou necessidades complexas de saúde. Compromisso com a inclusão Barbosinha enalteceu o trabalho da APAE/CG afirmando ser um pilar essencial na rede de proteção social do Estado e um exemplo de gestão eficiente aliada à humanização do atendimento. “A APAE Campo Grande é motivo de orgulho para Mato Grosso do Sul. Enquanto Governo do Estado, seguiremos apoiando e fortalecendo as ações que garantem qualidade de vida, respeito e dignidade às pessoas com deficiência em todo o nosso Estado”, finalizou o vice-governador. Com informações ASCOM APAE/CG
Em reunião com prefeito, Unifron anuncia Faculdade de Medicina para Dourados
Dourados terá uma nova faculdade de Medicina. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30), durante reunião no gabinete do prefeito Marçal Filho com o diretor-geral da Faculdade da Fronteira Oeste (Unifron), professor Dr. Henrique Sartori. O curso foi oficialmente autorizado pelo Ministério da Educação (MEC), que também credenciou a nova instituição vinculada ao grupo Unifron Educacional. A portaria com a autorização foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União e credencia o funcionamento da Faculdade de Medicina de Dourados (FMD) da Unifron, a segunda do município, 25 anos após a criação do curso na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O credenciamento, válido por quatro anos, foi homologado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, com base no parecer CNE/CES nº 536/2024, aprovado pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação. Para o prefeito Marçal Filho, a chegada de mais um curso de Medicina consolida a posição de Dourados como referência em educação superior e fortalece a saúde pública da região. “É um avanço significativo”, enfatizou. “A formação de novos profissionais amplia a capacidade de atendimento e contribui com a residência médica e a fixação de médicos na cidade”, afirmou. Marçal Filho destacou ainda que a Faculdade de Medicina recoloca Dourados no lugar de destaque que o município sempre teve como Cidade Universitária. “Antes, apenas Campo Grande oferecia Curso de Medicina em instituição particular, depois os municípios de Corumbá e Ponta Porã também tiveram essa conquista”, analisou o prefeito. “Agora chegou a vez de Dourados, a segunda maior cidade do Estado, também oferecer Curso de Medicina pela faculdade particular, que se somará à UFGD para formar mais de uma centena de novos médicos todos os anos”, completa o prefeito. O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, também participou da reunião e destacou a importância da nova instituição. “A ampliação da oferta de cursos na área da saúde é um passo importante para o município”, disse. “Esses profissionais prestarão um importante serviço ao município ainda durante a formação acadêmica, quando precisarão passar por estágios supervisionados e, também, na fase da Residência Médica obrigatória”, completou. Segundo o professor Henrique Sartori, o vestibular com 60 vagas será realizado já neste mês de julho de 2025, com previsão de início das aulas em agosto. A nova Faculdade de Medicina funcionará, neste momento, no Bloco B da Faculdade Anhanguera, na rua Manoel Santiago, até que sua sede própria esteja concluída. O diretor da Unifron Educacional falou sobre esse momento importante para o município. “O credenciamento e a autorização do curso de Medicina representam uma conquista histórica para Dourados e para o Mato Grosso do Sul”, enfatizou Sartori. A Unifron é a faculdade mais nova de Dourados e atualmente tem em sua grade de formação o curso de Direito. Com a chegada da Medicina, Dourados reforça seu papel como polo universitário e amplia o acesso ao ensino médico na região sul do Estado.
Leão XIV impõe pálio a novos arcebispos e pede abandono de pastorais ‘que se repetem sem se renovar’
Na solenidade dos Santos Pedro e Paulo, que a Igreja reconhece como pilares da fé e que são venerados como patronos da cidade de Roma, o papa Leão XIV advertiu sobre o risco de cair em “padrões pastorais que se repetem sem renovação”, ao mesmo tempo em que pediu para manter sempre a unidade eclesial, respeitando a “diversidade”. Na missa, que celebrou na basílica de São Pedro, Leão XIV impôs o pálio a 54 novos arcebispos metropolitanos. Na celebração, o papa retomou a tradição de impor pessoalmente o pálio aos novos arcebispos metropolitanos que havia sido abandonada pelo papa Francisco. Em 2015, Francisco tinha decidido que apenas entregaria aos arcebispos a faixa de lã branca em forma de colarinho, adornada com seis cruzes de seda preta, que se assemelha a uma estola e é usada como escapulário. A imposição seria feita depois, em cada arquidiocese, pelo núncio apostólico, o representante do papa em cada país. Para Francisco, tratava-se de dar mais destaque às igrejas locais, para tornar a cerimônia mais pastoral e participativa, e fortalecer o vínculo entre o arcebispo e seu povo. Em sua homilia, Leão XIV exortou os novos arcebispos a “buscar novos caminhos para a evangelização” a partir dos “problemas e questões” levantados pela comunidade de fiéis. “Nossos patronos seguiram caminhos diferentes, tiveram ideias diferentes, às vezes se confrontaram e discutiram com franqueza evangélica”, disse o papa. “No entanto, isso não os impediu de viver a concordia apostolorum (concórdia dos apóstolos), ou seja, uma comunhão viva no Espírito, uma harmonia frutífera na diversidade”. Ele reivindicou o exemplo de Pedro e Paulo, que foram chamados a viver o martírio, e cujo testemunho “nos ensina que a comunhão à qual o Senhor nos chama é uma harmonia de vozes e rostos, não anula a liberdade de cada um”. “Na história dos dois apóstolos, por outro lado, somos inspirados por sua disposição de estarmos abertos à mudança, de nos deixarmos questionar pelos acontecimentos, encontros e situações concretas das comunidades”, disse. Seguindo a tradição, o papa entrou na basílica de São Pedro em procissão. Após a homilia, os diáconos foram até o túmulo do apóstolo Pedro, abaixo do Altar da Cátedra, para pegar os pálios que foram abençoados pelo papa. Para o papa, o caminho da comunhão eclesial “nasce do impulso do Espírito, une as diversidades e cria pontes de unidade na variedade de carismas, dons e ministérios”. “É importante aprender a viver a comunhão dessa forma, como unidade na diversidade, de modo que a variedade de dons, articulada na confissão da única fé, contribua para a proclamação do Evangelho”, disse. Leão XIV pediu para “fazer de nossas diversidades uma oficina de unidade e comunhão, de fraternidade e reconciliação, para que cada um na Igreja, com sua própria história pessoal, aprenda a caminhar junto com os outros”. “A Igreja precisa disso, as relações entre leigos e sacerdotes, entre sacerdotes e bispos, entre bispos e o papa precisam disso, assim como a vida pastoral, o diálogo ecumênico e a relação de amizade que a Igreja deseja manter com o mundo”, acrescentou. Ele pediu para cada um se perguntar se a jornada de fé “mantém o dinamismo e a vitalidade”. “Se não quisermos que nosso ser cristão se reduza a uma herança do passado, como o papa Francisco tantas vezes nos advertiu, é importante nos afastarmos do perigo de uma fé cansada e estática, para nos perguntarmos: quem é Jesus Cristo para nós hoje, que lugar ele ocupa em nossa vida e na ação da Igreja”, disse. Por isso, indicou que pediu para realizar esse exercício de discernimento, que nasce dessas perguntas, para permitir que a fé e a Igreja “se renovem continuamente e experimentem novos caminhos e novas práticas para o anúncio do Evangelho”. “Isso, junto com a comunhão, deve ser nosso primeiro desejo”, insistiu. Por fim, ele saudou os membros do Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana. No final da celebração, o papa desceu as escadas até o túmulo de são Pedro e rezou por alguns minutos diante dele junto com o metropolita Emmanuel de Calcedônia, que chefia a delegação do patriarcado ecumênico enviada a Roma por Bartolomeu I, para participar da solenidade de são Pedro e são Paulo. Rádio Coração








