A infraestrutura para a atividade pesqueira e o turismo náutico ganha um novo panorama na região da Grande Dourados com a execução de investimentos articulados pelo deputado estadual Zé Teixeira (PL). A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) iniciou as obras de construção do descedor de barcos no Rio Dourados, localizado na MS-156, no trecho entre Dourados e Caarapó. A intervenção atende diretamente ao pedido do parlamentar, que atua em sintonia com as entidades representativas para garantir segurança aos pescadores e fomento à economia local. A melhoria na MS-156, na região de Porto Cambira [foto], reduz o risco para os pescadores da região. Em períodos de forte oscilação no nível do rio, a falta de estrutura adequada forçava o improviso no embarque e desembarque, resultando em acidentes e prejuízos materiais com danos aos equipamentos. Com a rampa pública de concreto, o acesso se torna seguro e definitivo, transformando a rotina de quem depende das águas para o sustento ou para o lazer. O investimento gera um impacto econômico imediato, alcançando toda a cadeia de comércio e serviços dos municípios envolvidos. Segundo Zé Teixeira, o livre acesso e a segurança jurídica das estruturas atraem visitantes e estimulam o consumo local. Setores que vão desde a venda de barcos, motores e iscas até pequenos comércios de beira de estrada e o setor de hotelaria registram maior movimentação com a chegada de turistas e pescadores profissionais. Para consolidar essa rede de apoio ao setor produtivo, o deputado Zé Teixeira ampliou as cobranças junto ao Governo do Estado para outros pontos estratégicos da bacia hidrográfica regional. O parlamentar formalizou pedidos à Residência Regional da Agesul para que o maquinário do Estado viabilize a construção de dois novos descedores em Fátima do Sul, sendo um na 9ª Linha, no Distrito de Culturama, e outro no perímetro urbano do município, às margens da BR-376. A articulação também abrange o Rio Brilhante, na divisa entre os municípios de Itaporã e Rio Brilhante. Zé Teixeira encaminhou o pedido de instalação de uma rampa náutica na MS-156, localizada a cerca de seis quilômetros do Distrito de Piraporã, atendendo a uma demanda apresentada pelo vereador Cascatinha. A estrutura vai encurtar distâncias e facilitar o deslocamento de embarcações, beneficiando diretamente os moradores de Dourados, Itaporã e Rio Brilhante. Entrega – No início deste ano, o deputado Zé Teixeira acompanhou as obras de concretagem e o plantio de mudas em uma rampa náutica na BR-163, obra que nasceu de uma articulação direta do parlamentar junto à Agesul para atender a comunidade pesqueira que antes dependia de “vaquinhas” para manter o acesso. O cronograma de trabalho liderado pelo parlamentar segue em expansão diante da receptividade das comunidades. Zé Teixeira já conduz novos levantamentos técnicos junto a lideranças locais para mapear as necessidades de outras regiões. Os próximos ofícios a serem protocolados junto ao Executivo Estadual pleiteiam a instalação de rampas públicas no município de Douradina e também no Distrito de Itahum, em Dourados, ampliando o cinturão de infraestrutura pesqueira e segurança náutica do Estado.
Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências
Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação. No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores. “O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS. A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico. O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos. Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor. A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente. Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança. Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas. “Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito. Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito. Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência. Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo. A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC. Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Saúde Digital de MS desperta interesse da OPAS e fortalece cooperação internacional
As iniciativas de Saúde Digital desenvolvidas em Mato Grosso do Sul ganharam destaque durante visita técnica de representantes da OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde) ao Estado, que ocorreu na semana passada. A agenda teve como objetivo fortalecer a cooperação institucional com a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e conhecer experiências que vêm ampliando o acesso à assistência, qualificando a gestão e apoiando a tomada de decisões em saúde pública. Durante a programação, a comitiva visitou a SES, conheceu projetos relacionados à telessaúde e à inteligência de dados e participou de reuniões com o governador Eduardo Riedel e gestores estaduais para discutir oportunidades de cooperação e temas estratégicos para a saúde. Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a visita reforça o protagonismo do Estado na construção de soluções inovadoras para o SUS (Sistema Único de Saúde). “A visita da OPAS foi uma oportunidade para apresentarmos os avanços que Mato Grosso do Sul vem construindo na Saúde Digital, especialmente em áreas como telessaúde, inteligência de dados e fortalecimento das redes de atenção. Esse intercâmbio amplia as possibilidades de cooperação e reforça o Estado como referência em soluções inovadoras para o SUS.” A secretária-adjunta estadual de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a agenda também permitiu discutir desafios futuros e estratégias voltadas ao fortalecimento da saúde pública. “As discussões abordaram temas estratégicos para a saúde pública, como os impactos da Rota Bioceânica, as regiões de fronteira e o uso qualificado de dados na gestão. Essa aproximação fortalece a cooperação internacional e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas cada vez mais eficientes.” Experiências que podem inspirar outros países A visita faz parte do acompanhamento do termo de cooperação técnica firmado entre a SES e a OPAS em 2021, que contempla iniciativas em áreas como saúde mental, saúde do trabalhador, projeto Bem Nascer e ações desenvolvidas em parceria com o CIEGES (Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS). Representante da OPAS/OMS no Brasil, Cristian Morales destacou o potencial das experiências desenvolvidas em Mato Grosso do Sul para contribuir com outros territórios da América Latina. “Estamos conhecendo de perto as iniciativas de telessaúde e saúde digital desenvolvidas em Mato Grosso do Sul. São experiências bem-sucedidas que têm potencial para servir de referência não apenas para o Brasil, mas também para outros países da região“. Segundo ele, um dos temas que mais chamou a atenção da missão foi a forma como o Estado vem incorporando a agenda da saúde ao planejamento relacionado à Rota Bioceânica. A proposta envolve o monitoramento de indicadores e a organização de informações que possam auxiliar na proteção da saúde das populações e dos trabalhadores que estarão diretamente ligados ao corredor logístico que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Cooperação voltada aos desafios das fronteiras Para o oficial técnico da OPAS na área de Atenção Primária à Saúde, Marcus Quito, a visita também teve como objetivo identificar novas oportunidades de atuação conjunta diante das transformações econômicas e sociais que impactam a saúde pública. “A visita busca fortalecer uma cooperação que já vem sendo construída há anos e identificar novas oportunidades de atuação conjunta. Temas como fronteiras e os impactos da Rota Bioceânica estão entre as agendas estratégicas que queremos acompanhar mais de perto”. De acordo com ele, o fortalecimento da cooperação técnica pode contribuir para a preparação dos serviços de saúde diante das mudanças nos padrões epidemiológicos e do aumento da circulação de pessoas nas regiões de fronteira. Inteligência de dados como ferramenta de gestão A programação incluiu ainda a apresentação dos avanços alcançados pela Superintendência de Saúde Digital, especialmente por meio do Centro de Inteligência da SES, responsável pela organização, qualificação e análise de informações estratégicas para a gestão estadual. Segundo a superintendente de Saúde Digital, Márcia Tomasi, o uso de dados tem ampliado a capacidade de monitoramento e resposta da rede pública de saúde. “Apresentamos os avanços do Centro de Inteligência e como a qualificação dos dados tem contribuído para o monitoramento de doenças, a gestão de leitos e o planejamento das ações de saúde em todo o Estado”. A superintendente ressaltou ainda que o fortalecimento da inteligência em saúde e o uso estratégico de tecnologias digitais têm potencial para ampliar a eficiência da gestão pública, aprimorar a organização da rede de atenção à saúde e apoiar respostas mais oportunas diante de situações epidemiológicas e demandas assistenciais, contribuindo para um SUS mais integrado, resolutivo e orientado por dados. As ferramentas permitem acompanhar cenários epidemiológicos, monitorar arboviroses e oferecer uma visão mais precisa da estrutura assistencial disponível em Mato Grosso do Sul. Parceria iniciada em 2021 A assessora técnica de Projetos Estratégicos da SES, Danielle Ahad, ressaltou que a visita também serviu para apresentar os resultados alcançados ao longo da cooperação entre as instituições. “A parceria entre a SES e a OPAS existe desde 2021 e envolve diversas áreas da saúde. Esta visita foi importante para apresentar os resultados alcançados até aqui e discutir novas perspectivas para a continuidade da cooperação”. Com o encerramento da vigência do atual termo previsto para 2026, a expectativa é que os diálogos realizados durante a agenda contribuam para a construção de novas iniciativas e para o fortalecimento das ações desenvolvidas em conjunto, ampliando o intercâmbio de conhecimento e a cooperação internacional em saúde.
Veículo com irregularidades pode ter documento bloqueado até regularização
O Bloqueio Administrativo é uma restrição inserida no registro do veículo que impede o proprietário de licenciar, transferir ou emitir novos documentos até que a pendência seja regularizada. A medida é aplicada em casos de irregularidades, como ausência de recall, falta de vistoria final em veículos recolhidos aos pátios ou ainda por determinação de um agente da autoridade de trânsito, quando o veículo fiscalizado apresenta alguma irregularidade que não coloque em risco imediato a segurança viária. Um dos casos mais comuns ocorre quando as concessionárias convocam os proprietários para realizar recall determinado pela montadora. Embora o procedimento seja realizado de forma voluntária, ele envolve falhas que podem comprometer a segurança dos ocupantes do veículo e também de terceiros. Nessas situações, a montadora comunica a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), que registra o bloqueio no Renavan (Registro Nacional de Veículos Automotores), impedindo o licenciamento do veículo até que o recall seja realizado. Outra situação que pode gerar bloqueio administrativo acontece quando o veículo é recolhido a um pátio de apreensão por apresentar problemas mecânicos ou irregularidades em itens de segurança. Quando o reparo não puder feito no local, o veículo deve deixar o pátio obrigatoriamente em um guincho. Após o conserto, o proprietário precisa retornar ao local para realizar uma vistoria e solicitar a retirada do bloqueio. Um exemplo comum é o veículo com para-brisa trincado: após o reparo, é necessário apresentar o veículo novamente para vistoria e regularização do documento. O bloqueio administrativo também pode ser aplicado por um agente da autoridade de trânsito durante uma blitz ou fiscalizações de rotina. Nesses casos, é concedido ao proprietário um prazo razoável para solucionar o problema, limitado a 30 dias. Um exemplo frequente ocorre quando o proprietário substitui a lâmpada original halógena do farol por iluminação de LED sem a devida regularização. Ao constatar a irregularidade, o agente realiza a autuação e insere o bloqueio administrativo, exigindo que o veículo retorne às condições originais para posterior retirada da restrição. Caso o proprietário não apresente o veículo no período estipulado, ele automaticamente recebe mais uma multa por desobediência e caso seja parada de novo, ainda com o bloqueio, o veículo é encaminhado ao pátio de apreensão. É importante destacar que o proprietário deve procurar o órgão responsável pela autuação para solicitar a retirada do bloqueio. Se a infração tiver sido aplicada pela Polícia Militar, o procedimento deve ser realizado junto à corporação. Quando a autuação for do Detran-MS, o proprietário deve procurar a autarquia. Já nos casos de autuações feitas por órgãos municipais de trânsito, o atendimento deve ser buscado no respectivo órgão. Em algumas situações, condutores de outros municípios podem realizar o procedimento junto ao Detran-MS. Rodrigo Maia, Comunicação Detran-MS
Comad realiza reunião para alinhar e fortalecer às ações que irão compor a programação da Semana de Políticas Públicas sobre Drogas
O Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas (Comad) realizou nesta segunda-feira, 25 de maio, reunião extraordinária para debater, alinhar e fortalecer as ações que irão compor a programação da Semana Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas. Durante o encontro, na Casa dos Conselhos, representantes de diferentes setores da rede de atendimento, proteção social e da sociedade civil organizada discutiram estratégias intersetoriais voltadas à prevenção, conscientização e enfrentamento às drogas no município. Entre os principais encaminhamentos, discutiu-se a organização de um grande evento institucional, previsto para a manhã do dia 22 de junho, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reunindo instituições municipais, estaduais e federais, além de profissionais da saúde, educação, assistência social, segurança pública, lideranças comunitárias e membros da comunidade acadêmica. A programação deverá contar com mesas de debates, palestras, rodas de conversa e ações educativas voltadas à discussão de políticas públicas, prevenção ao uso de drogas, fortalecimento da rede de apoio, promoção da cidadania e construção conjunta de estratégias de atuação no município. Também foi destacada a importância da participação de jovens, adolescentes e universitários nas atividades propostas, fortalecendo o diálogo social e ampliando a conscientização junto à população. Outro ponto debatido durante a reunião foi a realização de palestras preventivas e educativas nas escolas municipais, estaduais e instituições de ensino superior, promovendo orientação, informação e fortalecimento de práticas preventivas no ambiente escolar, incentivando uma cultura de cuidado coletivo, valorização da vida e fortalecimento familiar. O presidente do Comad, pastor Manoel Aparecido Pereira, que também atua como líder de comunidade terapêutica no município, destacou a importância da união entre instituições e da atuação preventiva junto à sociedade. “Precisamos compreender que o enfrentamento às drogas não acontece apenas através da repressão, mas, principalmente, por meio do acolhimento, da prevenção, da escuta e da reconstrução de vidas”, apontou. “As comunidades terapêuticas, as famílias, as igrejas, o poder público e toda a sociedade precisam caminhar juntos nessa missão tão necessária”, avaliou. O coordenador geral de Direitos Humanos e Cidadania, Luiz Carlos Calado, também ressaltou a preocupação crescente com os impactos das drogas na juventude douradense e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas preventivas. “Temos observado com muita preocupação o quanto a pauta das drogas tem abalado nossas famílias e, especialmente, nossos jovens”, observou, enfatizando que muitos adolescentes e jovens acabam perdendo sonhos, vínculos familiares, perspectivas e até mesmo o sentido da própria vida. “Precisamos fortalecer urgentemente as ações preventivas, os espaços de acolhimento, o diálogo nas escolas e a construção de oportunidades que resgatem a esperança e a dignidade da nossa juventude”, destacou. Os conselheiros do Comad reforçaram ainda o compromisso com a construção de políticas públicas integradas e permanentes, ressaltando que o enfrentamento às drogas deve ocorrer de forma humanizada, preventiva, educativa e multidisciplinar. Para o Comad, a união entre poder público, instituições e sociedade civil é fundamental para garantir ações efetivas, contínuas e transformadoras no município. A reunião foi mais uma oportunidade para a gestão do prefeito Marçal Filho reafirmar seu compromisso com o fortalecimento das políticas públicas sobre drogas, reconhecendo a relevância do tema e a necessidade de ações contínuas de prevenção, conscientização e apoio às famílias e à comunidade. A administração municipal destaca que investir em educação, prevenção, fortalecimento da rede de atendimento e promoção da cidadania é essencial para garantir mais proteção social, qualidade de vida e esperança para a população douradense.
Ação humanitária mobiliza cerca de 400 voluntários de 19 universidades do país para levar saúde e assistência às aldeias
Com apoio da Prefeitura de Dourados e da Diocese de Dourados, a Associação Humanitária Universitários em Defesa da Vida – Missão Univida – vai realizar, entre os dias 20 e 25 de julho, uma grande força-tarefa de atendimentos gratuitos na Reserva Indígena de Dourados. Cerca de 400 voluntários, entre profissionais da saúde, assistência social e universitários de 19 universidades brasileiras, participarão da ação humanitária. Durante toda a semana serão oferecidos atendimentos médicos, odontológicos e sociais, além da produção e distribuição de alimentos e atividades recreativas voltadas às famílias indígenas. A expectativa é ampliar o acesso da população aos serviços essenciais e fortalecer o atendimento nas aldeias Jaguapiru e Bororó, além de comunidades em retomadas e acampamentos indígenas. Na manhã desta segunda-feira (25), o diácono Erismar Pitarello participou de reunião no gabinete do prefeito Marçal Filho, acompanhado da secretária municipal de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon, para alinhar os detalhes da ação. A Missão Univida, sediada no interior de São Paulo, atua em ações humanitárias em diversas regiões do país. O prefeito Marçal Filho destacou a importância da união entre poder público, entidades religiosas e voluntários em benefício da população indígena do município. “Essa é uma ação grandiosa, construída com união, solidariedade e compromisso social. A Reserva Indígena de Dourados possui uma população superior a 20 mil pessoas, maior do que mais de 40 municípios de Mato Grosso do Sul, e precisa constantemente desse olhar humano e dessa rede de apoio. A Prefeitura estará ao lado da Missão Univida oferecendo suporte logístico e levando serviços das secretarias municipais para fortalecer esse trabalho tão importante junto às comunidades indígenas”, afirmou o prefeito. Conforme a secretária Shirley Flores Zarpelon, a Secretaria Municipal de Assistência Social participará da ação com serviços do Cadastro Único (CadÚnico) e atendimentos realizados pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Outras secretarias municipais também irão integrar a mobilização, ampliando os serviços oferecidos à população durante a semana de atendimentos. Criada em 2012 pelo padre Eduardo Lima, da Diocese de Jales (SP), a Associação Humanitária Universitários em Defesa da Vida – Missão Univida reúne universitários e profissionais da área da saúde que atuam em ações sociais voltadas a populações em situação de vulnerabilidade, especialmente na Reserva Indígena de Dourados e em regiões da Amazônia. Segundo o diácono Erismar Pitarello, a missão busca proporcionar uma experiência transformadora aos participantes. “A Univida se propõe a levar jovens universitários a uma vivência extraordinária, colocando-os em contato com populações em risco social, na expectativa que respondam a esta experiência humanitária tornando-se profissionais conscientes de seu papel social”, ressaltou. O principal ponto de atendimento será a Escola Municipal Tengatui Marangatu, localizada na aldeia Jaguapiru, onde tradicionalmente ocorre a maior parte dos atendimentos. Ao todo, a ação contará com 15 pontos de apoio espalhados pela Reserva Indígena e acampamentos. As escolas Agostinho e Araporã, situadas em regiões mais afastadas, também devem concentrar grande movimento de atendimentos durante o período da missão.
FICCOs apreendem mais de 4,2 toneladas de drogas e efetuam prisões pelo país
Entre 18 e 24/5, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), compostas pela Polícia Federal e por forças de segurança estaduais, realizaram diversas ações de enfrentamento ao crime organizado em diferentes regiões do país. Confira o resumo das principais ações no período. Territórios indígenasA PF assinou o instrumento de financiamento da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) destinado ao fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em territórios indígenas. A assinatura ocorreu em Manaus/AM, durante o lançamento do programa “Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira”, realizado no evento Brasil contra o Crime Organizado: Amazônia. Combate ao tráfico de drogas A FICCO/SP apreendeu 1,7 tonelada de maconha em Penápolis. Ao cumprir diligências da Operação Impacto/Divisa, foi identificado um veículo com suspeita de transporte de ilícitos. Na fiscalização, os policiais localizaram a droga. No Amazonas, a FICCO/AM apreendeu 2,5 toneladas de entorpecentes, armamento e munições durante operação integrada. A ação teve apoio da Polícia Militar do Amazonas (PM/AM), por meio da Companhia de Operações Especiais (COE); da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Amazonas (Core/PC-AM), da Diretoria Antidrogas da Polícia Nacional do Peru (Dirandro/PNP) e do Grupo Especial de Fronteira do Mato Grosso (Gefron/MT). Foi realizada também pela FICCO/AM, em parceria com a FICCO/Tabatinga, ação integrada que culminou na apreensão de mais de 2,5 kg de entorpecentes, três fuzis calibre 5.56, cerca de 1,4 mil munições de vários calibres e uma embarcação utilizada pelo narcotráfico na região do município amazonense de Coari. Já a FICCO/Ilhéus deflagrou a segunda fase da Operação Midas, com o objetivo de dar cumprimento a um mandado de prisão contra investigado foragido vinculado à organização criminosa alvo da primeira fase da operação. Foram apreendidas porções de haxixe e de drogas sintéticas, bem como aparelhos celulares, arma e um veículo utilizado pelos investigados. A FICCO/CE deflagrou operação para reprimir a introdução de objetos ilícitos em unidades prisionais do Ceará – como aparelhos celulares, smartwatches, carregadores, armas e substâncias entorpecentes -, mediante emprego de aeronaves remotamente pilotadas. Em Goiás, a FICCO/GO participou de ação integrada que apreendeu cerca de 290 kg de maconha durante patrulhamento realizado no município sul-mato-grossense de Nova Andradina. A droga estava em um veículo atolado às margens de uma rodovia. Prisões e cumprimento de mandadosA FICCO/Ilhéus capturou um foragido da Operação Salitre, na cidade baiana de Canavieiras. Foram apreendidos um revólver .38, cinco cartuchos .38, duas balanças de precisão, 14 papelotes de cocaína, uma pedra de crack com 137 g e um vaso com 27 g crack. A força da cidade baiana também cumpriu, na cidade de Camacan, um mandado de prisão preventiva contra um suspeito do crime de homicídio. Em outra prisão, a FICCO/GO capturou uma mulher suspeita de tráfico de drogas no município de Chapadão do Céu, região sudoeste do estado. Durante a operação, foram apreendidas 19 peças de skunk e uma porção de haxixe. A FICCO/SE, por sua vez, prendeu, no município de Ribeirópolis, um foragido da Justiça sergipana que fora condenado a 14 anos e 3 meses de reclusão pelo crime de homicídio qualificado, cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime ocorreu em 2014, no município sergipano de Nossa Senhora das Dores. Em Porto Velho, a FICCO/RO prendeu em flagrante quatro suspeitos e apreendeu mais de 22 kg de entorpecentes – entre maconha, cocaína e crack. A ação foi realizada em decorrência de desdobramentos da Operação Alquimia. A FICCO/DF prendeu um homem apontado como liderança regional de organização criminosa com atuação interestadual, no município goiano de Luziânia. Segundo investigações, o suspeito exerceria função de coordenação logística do tráfico de drogas entre o Distrito Federal e o estado da Bahia, além de possuir ligação com crimes violentos na região. No Rio, a FICCO/RJ deflagrou a Operação Fortuito 4 para combater uma organização criminosa voltada para a prática de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares diversas da prisão impostas aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro, de Macaé, no estado do Rio de Janeiro; na capital paulista e em São José dos Campos/SP.
Desenrola Brasil: uso do FGTS para pagar dívidas começa nesta segunda
Já disponível no aplicativo acesso ao saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinado à renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil. A nova modalidade permitirá uso de até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortização ou quitação de débitos em atraso. A expectativa do governo é movimentar até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS por meio do programa, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o governo federal, a adesão será feita diretamente pelas instituições financeiras após autorização do trabalhador no aplicativo do FGTS. Depois da renegociação da dívida, a Caixa Econômica Federal fará a transferência dos valores diretamente aos bancos responsáveis pelos contratos. O prazo estimado para formalização das operações é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível. O banco também está definindo os procedimentos operacionais para que as instituições financeiras comecem a oferecer a modalidade na renegociação de débitos. Além da liberação do FGTS para o Novo Desenrola, o governo informou que mais de 10,5 milhões de trabalhadores receberão, em 26 de maio, valores residuais do saque-aniversário do fundo, liberados em várias rodadas desde o fim do ano passado. O desbloqueio adicional estimado é de R$ 8,4 bilhões e beneficiará trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. Os depósitos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS. Funcionamento Adesão Saque residual Saldo Agência Brasil
ALEMS debate o futuro do leite em Mato Grosso do Sul durante o 4º Seminário Estadual
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realiza na próxima quinta-feira (28) o 4º Seminário Estadual do Leite com o tema “O Futuro do Leite no MS: Produtividade, Saúde e o Impacto dos Novos Hábitos Alimentares”. O evento, organizado pela Frente Parlamentar do Leite da ALEMS, ocorre das 13h às 17h, no Plenário Júlio Maia, coordenada pelo vice-presidente da Casa, deputado Renato Câmara (Republicanos). O seminário deve reunir produtores, especialistas, pesquisadores e representantes do setor para debater os desafios da cadeia leiteira sul-mato-grossense, com foco em produtividade, saúde, nutrição e mudanças no comportamento do consumidor. Coordenador da Frente Parlamentar do Leite, o deputado Renato Câmara destacou que os encontros promovidos pela Frente têm contribuído diretamente para a construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da atividade leiteira no Estado. “Ao longo desse tempo conseguimos construir um debate muito amplo dentro da cadeia produtiva do leite. Uma das principais conquistas foi a criação do Proleite, que trouxe avanços importantes por meio do melhoramento genético, assistência técnica e linhas de financiamento para os produtores”, ressaltou o deputado. Outro projeto em debate após a realização do evento é o de logística reversa de embalagens veterinárias utilizadas na cadeia produtiva do leite, que garantem mais segurança ambiental e sanitária para o produtor rural. Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) apontam que Mato Grosso do Sul produz atualmente cerca de 1,34 milhão de litros de leite por dia. O setor mantém estabilidade no rebanho, estimado entre 150 mil e 160 mil cabeças, mas ainda enfrenta desafios para ampliar o volume anual produzido. Programação Um dia antes do seminário, na quarta-feira (27) será realizado o “Leite da Manhã”, às 8h, na sala de reuniões da presidência da ALEMS. Essa reunião é coordenada pela Frente Parlamentar do Leite em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite. A programação do seminário começa às 13h de quinta-feira com o credenciamento e às 13h30 haverá a composição da mesa de autoridades. O primeiro painel, às 14h, terá como tema “Do Campo à Clínica: O papel do leite na nutrição moderna e a alta demanda proteica com o uso das canetas emagrecedoras”. A palestra será ministrada por Jean Vinicius Calado dos Anjos, nutricionista clínico e esportivo, personal trainer e especialista em nutrição aplicada à saúde metabólica e preservação da massa muscular. Na sequência, às 14h40, o zootecnista Orlando Serrou Camy Filho abordará ações e perspectivas do Plano Estadual Proleite. Ele atua como gestor de Desenvolvimento Rural na COPEC/Semadesc, coordena o Proleite MS e é secretário-executivo da Câmara Setorial do Leite de Mato Grosso do Sul.Às 16h será realizado o “Milk Break”, seguido do encerramento do seminário às 17h.








