O Papa Leão XIV, em um discurso recente, afirmou que “Cristo não morreu na cruz para agradar ideologias modernas”, reforçando a missão da Igreja Católica de permanecer fiel aos ensinamentos do Evangelho. A declaração, feita durante uma homilia na Praça de São Pedro em 5 de julho de 2025, ressoou como um chamado à autenticidade cristã em um mundo marcado por polarizações e pressões culturais. O pontífice, cuja eleição em maio de 2025 marcou a ascensão do primeiro papa norte-americano, Robert Francis Prevost, tem se destacado por sua abordagem que combina firmeza doutrinal com um apelo à unidade e à caridade.A fala de Leão XIV veio no contexto de uma reflexão sobre a identidade cristã e o papel da Igreja em um mundo que, segundo ele, frequentemente reduz Jesus a figuras seculares, como um “líder carismático” ou “super-homem”. Ele destacou que a fé cristã não deve se curvar a tendências passageiras ou pressões ideológicas que contrariam os princípios do Evangelho. “Somos chamados a seguir Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida, e não a adaptar Sua mensagem para satisfazer modismos ou agendas contemporâneas”, afirmou o papa, citando João 14:6. A mensagem foi interpretada como um convite à coragem para os fiéis, especialmente em contextos onde a fé é vista como “absurda” ou “ultrapassada”.A escolha do nome Leão XIV, em homenagem a Leão XIII, autor da encíclica Rerum Novarum (1891), sinaliza a intenção do pontífice de equilibrar a defesa da tradição com a atenção às questões sociais. Como Leão XIII, que enfrentou os desafios da Revolução Industrial com uma visão de justiça social enraizada na fé, Leão XIV parece buscar um caminho que rejeite tanto o materialismo quanto ideologias que desviam a Igreja de sua missão espiritual. Sua formação agostiniana, marcada pela ênfase na interioridade e no serviço, reforça essa postura, como ele mesmo destacou ao citar Santo Agostinho: “Convosco sou cristão, para vós sou bispo.”O discurso também abordou a necessidade de a Igreja ser um “farol que ilumina as noites do mundo”, rejeitando a tentação de se conformar a valores como o “poder do prazer” ou o “sucesso a qualquer custo”. Leão XIV exortou os fiéis a viverem a caridade e a construir pontes de diálogo, mas sem comprometer a essência da mensagem cristã. Sua crítica às ideologias modernas foi acompanhada por um apelo à humildade e à fidelidade, valores que ele considera essenciais para enfrentar os desafios de um mundo em crise espiritual e social.A mensagem de Leão XIV tem encontrado eco entre aqueles que valorizam a clareza doutrinal e a resistência às pressões de uma cultura secularizada. Sua ênfase na centralidade de Cristo e na missão evangelizadora da Igreja reflete um compromisso com a preservação da fé em sua forma mais pura, enquanto mantém a porta aberta para o diálogo com o mundo contemporâneo. A escolha por um tom litúrgico e devocional, em vez de político, reforça sua intenção de unificar a Igreja em torno da cruz de Cristo, independentemente das divisões ideológicas que marcam o cenário global.
Operação Blindspot cumpriu mais de 60 ordens judiciais em MS, SP e MG
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação “Blindspot”, que teve como objetivo o cumprimento de 37 (trinta e sete) mandados de prisão preventiva e 30 (trinta) mandados de busca e apreensão, nos municípios de Campo Grande/MS Corumbá/MS, Dourados/MS, Ladário/MS, Caiuá/SP, Campinas/SP, Mairinque/SP, Mirandópolis/SP, São José do Rio Preto/SP, São Paulo/SP e Uberaba/MG. As investigações conduzidas pelo Gaeco/MPMS revelaram a atuação de uma organização criminosa altamente estruturada, com extensa rede de distribuição de drogas, com vários integrantes – incluindo policial penal cooptado – e voltada, principalmente, ao tráfico de cocaína e pasta-base. No início desta investigação, ainda em setembro de 2024, foi possível apreender grande quantidade de drogas que pertenciam a essa organização criminosa e circulavam transportadas em cilindros de oxigênio. Na ocasião foi encontrada uma carga de 146,860 kg (cento e quarenta e seis quilos e oitocentos e sessenta gramas) de cocaína; 267,990 kg (duzentos e sessenta e sete quilos e novecentos e noventa gramas) de pasta-base de cocaína; 7,550 kg (sete quilos e quinhentos e cinquenta gramas) de haxixe marroquino e 2,250 kg (dois quilos e duzentos e cinquenta gramas) de skunk, totalizando 424,310 kg (quatrocentos e vinte e quatro quilos e trezentos e dez gramas) de entorpecentes da organização criminosa. O transporte dos entorpecentes é feito, majoritariamente, por meio de caminhões utilizados no transporte rodoviário de cargas, sendo que a logística criminosa se apoia no aliciamento dos motoristas atuantes no setor, que recebem valores para realizar o transporte clandestino de drogas escondidas entre cargas lícitas. Para burlar a fiscalização, a organização criminosa utiliza diversas estratégias de ocultação, como o acondicionamento dos entorpecentes em estepes e, conforme constatou da referida apreensão, até mesmo no interior de cilindros de oxigênio adulterados. O nome “Blindspot”, termo que dá nome à operação, faz referência à forma como a organização criminosa transporta os entorpecentes de maneira estratégica e camuflada – escondendo-os em mochilas, estepes, cilindros de oxigênio adulterados e até mesmo em caixas dissimuladas entre as cargas lícitas – explorando verdadeiros “pontos cegos” da fiscalização.
PRF e Receita Federal do Brasil apreendem veículos e produtos contrabandeados no MS
A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em conjunto com a Receita Federal do Brasil (RFB), apreendeu quatro veículos, nesta quarta-feira (09), em Nova Alvorada do Sul (MS). A ação conjunta foi na BR-267, onde foram abordados os veículos Fiat/Elba Weekend, GM Celta, Vw/Polo Sedan e Chevrolet Montana. O condutor do veículo Polo não obedeceu a ordem de parada emanada pelos agentes e empreendeu fuga. Foi iniciado acompanhamento tático, e após cerca de 5 KM, o veículo foi encontrado imobilizado e capotado. Foram realizadas buscas no local, mas nenhum suspeito foi encontrado. Todos os veículos apreendidos possuíam diversos produtos eletrônicos, perfumes e equipamentos, todos sem o devido desembaraço aduaneiro. Todas as mercadorias e veículos aprendidos foram encaminhados para a Receita Federal de Campo Grande, para posterior contagem.
PF apreende material de abuso sexual infantil em operação em Naviraí
Na manhã desta quarta-feira (9/7), a Polícia Federal deflagrou a Operação Anjos do Conesul III no município de Naviraí/MS, com a finalidade de reprimir o compartilhamento e armazenamento de imagens contendo abuso sexual infantojuvenil pela internet. A investigação revelou que o um indivíduo compartilhava imagens e vídeos de abuso sexual infantil para outros envolvidos em diversos países, utilizando-se de plataformas virtuais e redes sociais. Foi cumprido um mandado judicial de busca e apreensão na residência do investigado, onde foi apreendido equipamento eletrônico que será submetido à perícia. O envolvido poderá responder pelos crimes de compartilhamento e armazenamento de material contendo imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes.
DOF apreende carro com mais de meia tonelada de drogas em Maracaju
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam nesta terça-feira (08), em Maracaju, um veículo GM Astra com mais de 500 quilos de maconha e skunk. Na ação, um homem de 26 anos foi preso em flagrante. Os militares realizavam bloqueio na MS-164, área rural do município, quando visualizaram o automóvel suspeito, momento em que foi dada ordem de parada, a qual não foi respeitada pelo condutor que empreendeu fuga. Durante acompanhamento na rodovia o motorista alcançado e detido. No interior do veículo foram encontrados diversos fardos e tabletes de maconha, que após a pesagem totalizaram 522 quilos do entorpecente, além de 12 quilos de Skunk. A ocorrência foi registrada e entregue, juntamente com o autor, entorpecentes e veículo, na Delegacia de Polícia Civil de Maracaju. O prejuízo estimado ao crime foi de aproximadamente R$ 1,1 milhão.
Mato Grosso do Sul registra queda em roubos e furtos no primeiro semestre de 2025
Levantamento da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) aponta queda nos índices de crimes patrimoniais em Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Esse resultado positivo é fruto de investimentos constantes e de um trabalho focado na inteligência da cobertura policial. Conforme os dados, Campo Grande, capital e cidade que concentra um terço da população estadual, apresenta os melhores indíces de redução em uma análise individual. Os crimes de roubo – quando há uso de violência do criminoso – em via urbana caíram de forma expressiva: 30,7%, com 875 ocorrências em 2024 e 612 em 2025. Já os roubos em comércio tiveram uma redução de 7,1%, de 42 para 39 casos, enquanto os roubos de veículos caíram 20,2%, com 94 ocorrências no ano passado contra 75 neste ano. Os roubos em residência também recuaram, passando de 51 para 47 casos – queda de 7,8%. Quanto aos furtos, o destaque foi para a redução de 33,4% nos furtos de veículos, de 908 em 2024 para 605 neste ano. Já os furtos em residências apresentaram leve variação de 0,7%, com 2.077 registros em 2025, contra 2.062 no ano anterior, aponta o levantamento da Sejusp. Para o coronel Emerson de Almeida Vicente, comandante do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), a redução nos crimes patrimoniais é reflexo do reforço nas ações das equipes de Radiopatrulhamento das sete Unidades de Área de Campo Grande. O comandante do CPM (Comando de Policiamento Metropolitano), coronel Emerson de Almeida Vicente, destaca que o trabalho de inteligência monitora os índices criminais semanalmente, traçando assim estratégias mais eficazes conforme a necessidade de cada região. “Analisamos a mancha criminal e direcionamos o efetivo para as regiões que mais precisam. Isso nos permite agir com mais precisão e rapidez”, afirma, ressaltando ainda que reuniões mensais garantem o planejamento das ações com base nos dados estatísticos atualizados. Vicente também explica que houve aumento do policiamento ostensivo e preventivo. “[Isso ocorreu] desde o fim do ano passado, com a chegada de novos policiais, ampliação dos setores de policiamento de 38 para 50 e o projeto piloto de locação de viaturas. Além disso, realizamos diversas operações focadas em crimes contra o patrimônio”. Impacto em todo o Mato Grosso do Sul O cenário de redução nos crimes patrimoniais em Campo Grande acompanha a tendência observada em todo o Estado. No acumulado do primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período em 2024, Mato Grosso do Sul registrou queda acentuada em vários crimes: Titular da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), o delegado Fábio Leite Brandalise analisa que a redução dos índices é resultado do contínuo aparelhamento, aperfeiçoamento e valorização dos agentes de segurança pública, incluindo dos policiais civis. “A Derf opera incansavelmente na repressão a crimes de roubos e furtos, desempenhando suas atividades em Campo Grande, mas também com abrangência em todo o interior do Estado”, afirma, alertando a população em seguida sobre os cuidados ao comprar produtos usados, como celulares e eletrodoméstico. O delegado reforça que o comprador deve sempre exigir nota fiscal ou recibo com identificação do vendedor, mesmo no caso de produtos usados. “É fundamental desconfiar de preços muito abaixo do mercado ou de vendas feitas por desconhecidos na rua. Prefira lojas estabelecidas. Se for abordado pela polícia, é importante ter como comprovar a origem do item adquirido, o que demonstra boa-fé”, disse. No caso de aparelhos celulares, é possível consultar a procedência gratuitamente pelo site da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), usando o número IMEI. A Derf recomenda também exigir carregador, caixa e acessórios do aparelho, que ajudam a indicar origem lícita. “Tomando esses cuidados, o cidadão evita se envolver no crime de receptação, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão”, alerta o delegado. Comunicação Sejusp-MS
Parque do Pantanal do Rio Negro desponta como modelo nacional na geração de créditos ambientais
O Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro (PEPRN) reúne as condições ideais para se tornar um modelo nacional na geração de créditos ambientais. Essa é a principal conclusão de um estudo de viabilidade coordenado pela Wetlands International Brasil e pela Mupan (Mulheres em Ação no Pantanal), em parceria com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e com o apoio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Com foco em Soluções Baseadas na Natureza (SbN), o estudo analisou o alto potencial do parque para gerar créditos de carbono e, principalmente, créditos de biodiversidade, por meio de metodologias como desmatamento evitado (REDD) e manejo integrado do fogo (MIF). Esta última, ainda recente no Brasil, já apresenta resultados promissores em países africanos e na Austrália. De acordo com os pesquisadores, os créditos ambientais gerados pelo Parque do Pantanal do Rio Negro podem se transformar em fonte contínua de financiamento para a gestão da unidade de conservação, reforçando a proteção dos ecossistemas pantaneiros e contribuindo com a sustentabilidade financeira do parque. O secretário estadual da Semadesc, Jaime Verruck, destaca o avanço estratégico proporcionado pelo estudo. “Essa é uma oportunidade real de transformar ativos ambientais em benefícios concretos para o Estado, combinando preservação com geração de valor”. Já o secretário-adjunto da pasta, Artur Falcette, vê a iniciativa como um marco nas políticas ambientais do estado. “Estamos diante de uma proposta que alia ciência e governança, criando um modelo de sustentabilidade que pode servir de exemplo não só para Mato Grosso do Sul, mas para todo o Brasil. Esses créditos são fundamentais para fortalecer a conservação do Pantanal e impulsionar o desenvolvimento sustentável das comunidades locais”. Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, a escolha do Parque do Rio Negro foi decisiva para o sucesso da iniciativa. “Já havíamos tentado algo semelhante anteriormente, mas sem grandes avanços. Quando propusemos focar no PEPRN, o projeto deslanchou. Agora temos algo concreto e consistente em mãos”. Governança e estrutura legal como base para a implementação Além do diagnóstico técnico, o estudo também aprofundou aspectos legais e de governança necessários para viabilizar a implementação das metodologias. A gestão compartilhada entre Imasul, Semadesc e o Governo do Estado demandou a contratação de uma consultoria especializada para analisar a legislação ambiental e os modelos possíveis de gestão pública. “Com a Gerência de Unidades de Conservação do Imasul, entendemos que era necessário estudar como operacionalizar juridicamente esses projetos. Precisávamos definir quem toma as decisões, como se escolhem as metodologias e como priorizar ações dentro da gestão pública”, explicou Letícia Larcher, coordenadora do estudo. O documento técnico apresenta uma série de análises detalhadas sobre o potencial de geração de créditos, riscos envolvidos e um plano de ação com recomendações estratégicas para implementação. Testes metodológicos e replicabilidade Foram testadas metodologias internacionais como a Verra VM0048 (desmatamento evitado) e a VM0047 (restauração florestal). Esta última foi considerada inviável nas condições atuais do parque, enquanto o manejo integrado do fogo, adaptado da experiência australiana, mostrou-se promissor, especialmente se combinado com estratégias de zona de amortecimento. Segundo a diretora-executiva da Wetlands International Brasil, Rafaela Nicola, o projeto também buscou estruturar soluções de governança territorial. “Queríamos ir além da análise técnica. O processo foi construído de forma colaborativa, com articulação entre instituições e apoio de especialistas. A chegada da Letícia trouxe um olhar inovador para conectar o parque ao território”. Biodiversidade em destaque e foco na neutralidade de carbono Uma das grandes inovações do projeto é a valorização dos créditos de biodiversidade, segundo critérios da Biodiversity Credit Alliance (2024), que envolvem qualidade do habitat, saúde de espécies-chave e monitoramento contínuo. Para isso, foram realizados levantamentos de flora e fauna, análise de habitat e coleta sistemática de dados. O estudo, realizado entre 2024 e 2025, também incluiu avaliações de biomassa, estoque de carbono, dinâmica do fogo, além de mapas comparativos da frequência de incêndios entre os períodos de 2013–2019 e 2020–2024. A iniciativa está alinhada aos compromissos de Mato Grosso do Sul com a neutralidade de carbono até 2030 e pode ser replicada em outras unidades de conservação, como o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, ampliando o alcance de uma economia de baixo carbono. Com base técnica sólida, articulação institucional e soluções adaptadas à realidade pantaneira, o PEPRN se firma como um modelo de inovação ambiental, unindo conservação da biodiversidade, valorização dos serviços ecossistêmicos e financiamento sustentável. Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
MS executa meta prevista pelo governo federal dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc
A FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) alcançou um marco significativo na execução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB): 60% dos recursos financeiros já foram executados, por meio do pagamento de editais e apoio direto à cadeia cultural do Estado. Mato Grosso do Sul recebeu o repasse de R$ 20,37 milhões, e a meta da Fundação é concluir 100% da execução até o final de julho, garantindo que todos os editais previstos sejam pagos dentro do prazo estabelecido. A Lei Aldir Blanc, através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), exige que estados e municípios utilizem pelo menos 60% dos recursos recebidos do ciclo anterior para ter acesso a novas parcelas. Essa exigência visa garantir a execução efetiva dos recursos destinados ao fomento cultural. A aferição da execução dos 60% é realizada pelo Ministério da Cultura, considerando a saída efetiva dos recursos da conta específica aberta para a política. A marca de 60% de execução, atingida ainda no primeiro semestre, cumpre uma exigência normativa do Ministério da Cultura, que estabelece esse percentual como meta obrigatória até 30 de junho de 2025. O objetivo é garantir que os recursos da PNAB, descentralizados para estados e municípios, não fiquem paralisados e sejam de fato aplicados em ações concretas que fortaleçam o setor cultural em todo o país. “Chegar aos 60% de execução já no primeiro semestre é um feito expressivo. Isso mostra o compromisso do Governo do Estado com os fazedores de cultura. Vamos trabalhar com afinco para garantir que 100% dos recursos cheguem à ponta até o fim de julho, fortalecendo a cultura em todas as regiões do nosso Estado”, afirma o secretário de Turismo, Esporte e Cultura de Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda. O cumprimento dessa meta por Mato Grosso do Sul demonstra o comprometimento da gestão estadual com a boa governança dos recursos públicos e com a valorização da cultura como direito constitucional. Esse resultado é fruto de um trabalho intenso de articulação, planejamento e compromisso com o fortalecimento do setor cultural sul-mato-grossense. A PNAB representa uma política pública permanente de fomento à cultura, construída a partir das lições da Lei Aldir Blanc 1, que amparou o setor durante a pandemia. O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, destaca a importância do trabalho conjunto com os setores artísticos e técnicos da Fundação. “A Fundação de Cultura de MS se preparou para esse repasse com a criação de uma nova diretoria dedicada para desenvolver e executar os projetos dos editais das leis federais de fomento, trouxemos também a inovação com editais específicos, fruto da escuta, da mobilização dos agentes culturais e da dedicação de toda a equipe da Fundação”, frisa, completando. “Estamos muito empenhados em concluir essa etapa com excelência e já temos uma grande expectativa para o segundo ciclo da PNAB, que deverá ampliar ainda mais o alcance e o impacto da política cultural em Mato Grosso do Sul”. A execução da PNAB em Mato Grosso do Sul tem beneficiado uma diversidade de linguagens artísticas e ações culturais, alcançando artistas, coletivos, grupos tradicionais, povos originários e comunidades periféricas. Foram lançados 28 editais, com mais de 1900 inscritos e 652 propostas selecionadas. Com a finalização dos pagamentos prevista para as próximas semanas, a Fundação reforça o compromisso com a descentralização dos recursos e a democratização do acesso às políticas públicas culturais. Além do avanço nos pagamentos, a Fundação de Cultura já planeja o segundo ciclo da PNAB, que promete novos editais, formações e ações de fortalecimento da gestão cultural em municípios sul-mato-grossenses. Com a meta de 100% de execução até julho, Mato Grosso do Sul segue se destacando nacionalmente pela seriedade e agilidade na implementação de políticas públicas que valorizam a cultura como motor de desenvolvimento, identidade e inclusão. Comunicação Setesc
Lacen contabiliza 267 mil análises laboratoriais somente neste ano
O Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul) realizou 267.813 exames entre 1º de janeiro e 8 de julho de 2025. No mesmo período de 2024, foram 205.879 exames. A diferença representa um crescimento de quase 61,9 mil exames, o que equivale a um aumento de cerca de 30% na produção laboratorial em apenas um ano. O salto na produção também se conecta a avanços em qualidade técnica, com reconhecimento nacional obtido no último mês. Do total de exames realizados em 2025, 98,46% foram conduzidos pela Gerência de Biologia Médica, responsável por atender às vigilâncias Epidemiológica e Ambiental. Esses exames incluem diagnósticos de arboviroses (como dengue, zika e chikungunya), vírus respiratórios (como influenza e Covid-19), doenças de notificação compulsória e outras condições relevantes para a saúde pública. A atuação dessa gerência é estratégica para o monitoramento de surtos, controle de doenças e resposta rápida a emergências em saúde. O 1,54% restante corresponde à Gerência de Bromatologia e Química, que realiza análises de alimentos, água para consumo humano e hemodiálise, além de exames voltados à exposição ocupacional a agrotóxicos. Esses dados subsidiam ações fiscais, regulatórias e de vigilância sanitária em todo o estado. Segundo o diretor do Lacen, Luiz Henrique Ferraz Demarchi, o crescimento é reflexo direto da ampliação da capacidade técnica e da modernização dos processos. “Esse aumento expressivo na quantidade de exames reflete o fortalecimento da nossa estrutura laboratorial e o compromisso com a vigilância em saúde. Estamos atendendo com mais agilidade e precisão as demandas dos 79 municípios do estado, contribuindo diretamente para a tomada de decisões em saúde pública”, afirma Demarchi. Qualidade reconhecida nacionalmente Em junho de 2025, o Lacen conquistou nota máxima na AEQ (Avaliação Externa da Qualidade) promovida pela Universidade Federal de Santa Catarina. A avaliação é voltada à Rede Nacional de Quantificação da Carga Viral do HIV, HBV e HCV, além de exames de Biologia Molecular para detecção de Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, e contagem de linfócitos T CD4+. A avaliação reforça a confiabilidade dos diagnósticos e a qualificação da equipe técnica. Em 2019, o Lacen realizava cerca de 168 mil exames por ano. O volume atual — mais de 267 mil exames em apenas seis meses — representa uma mudança de escala na atuação do laboratório, que se consolida como referência estadual em diagnósticos de média e alta complexidade. A evolução também acompanha o crescimento das demandas em saúde pública, especialmente em contextos de epidemias e vigilância ambiental. O Lacen integra a estrutura da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e tem como missão prestar serviços laboratoriais à comunidade, com foco na Vigilância Epidemiológica, Sanitária, Ambiental e Saúde do Trabalhador. A ampliação da cobertura laboratorial fortalece o SUS (Sistema Único de Saúde) e contribui diretamente para a segurança da população sul-mato-grossense. Danúbia Burema, Comunicação SES








