A Prefeitura de Dourados realiza nesta quarta-feira (16) mais uma etapa do Programa Dourados Moradia Legal, com a entrega de 75 títulos de regularização fundiária. Os beneficiados desta vez são moradores dos bairros Jardim Ibiza e Rouxinol, que há décadas aguardam pelo documento oficial de propriedade dos imóveis. A cerimônia está marcada para as 19h, na Escola Municipal Iria Lucia Wilhelm Konzen, localizada no Parque do Lago II. Desde o início do ano, o prefeito Marçal Filho e o secretário municipal de Habitação, Éder Felipe Souza Lima, vêm realizando um esforço conjunto para levar segurança jurídica e dignidade às famílias que vivem em áreas ainda não regularizadas. Já foram contemplados moradores dos conjuntos Izidro Pedroso, Terra Roxa, Eulália Pires e Antônio João. A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Dourados, por meio da Agência Municipal de Habitação de Interesse Social (Agehab), o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, através do Programa Lar Legal. “Estamos seguindo uma determinação do prefeito Marçal Filho de priorizar a regularização fundiária dos imóveis para garantir não apenas o direito de propriedade das famílias, mas, sobretudo, a cidadania delas”, enfatiza Eder Felipe Souza Lima, diretor-presidente da Agehab. Para o prefeito Marçal Filho, o programa representa o reconhecimento da luta das famílias. “Não há satisfação maior do que ter um lar para chamar de seu”, argumenta. “E melhor ainda com documento registrado em cartório”, continua o prefeito. “Vamos lutar para que Dourados siga como referência em habitação, com projetos que atendam, principalmente, quem mais precisa”, afirmou. Segundo Éder Felipe o impacto da entrega vai além da formalidade do papel. “O título não é só um documento”, ressalta. “É segurança, é herança, é a chance de deixar um bem para filhos e netos”, disse. A previsão da Prefeitura de Dourados é entregar cerca de 2 mil títulos até o final do ano, todos sem custo para o cidadão, uma vez que os procedimentos são totalmente custeados pelo município.
Inspetor Cabral e Sindicato dos Médicos tratam de assédio contra servidores da saúde
O vereador Inspetor Cabral (PSD) esteve reunido, na ultima quarta-feira (9) com representantes do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (SinMed-MS), em Campo Grande, para discutir casos recorrentes de assédio moral contra médicos e demais profissionais da saúde pública. A agenda foi motivada por denúncias recebidas sobre a forma como servidores têm sido tratados em unidades de atendimento no interior do Estado. Reconhecido pela atuação firme em defesa dos servidores públicos da saúde, Cabral tem protagonizado embates no Legislativo Municipal para garantir melhores condições de trabalho e o respeito aos profissionais que atuam na linha de frente do SUS. Durante o encontro, o vereador reforçou seu compromisso em combater práticas abusivas e promover um ambiente de trabalho digno e humanizado. “É inadmissível que médicos e demais trabalhadores da saúde sejam expostos a situações de constrangimento e desrespeito. Nossa missão enquanto agentes públicos é fiscalizar com responsabilidade e, sobretudo, proteger quem cuida da nossa população”, destacou Cabral. A reunião também abordou a recente nota emitida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que fez um alerta sobre o uso inadequado das ações de fiscalização por parte de parlamentares recém-eleitos.Segundo o CFM, a fiscalização deve ser técnica, respeitosa e conduzida de maneira responsável, sem sensacionalismo ou autopromoção. A entidade reforça que expor profissionais de saúde de forma desrespeitosa, especialmente sem autorização, configura violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e quebra de decoro parlamentar. “A fiscalização na saúde não é espetáculo”, afirma o CFM, defendendo que o verdadeiro foco deve ser a busca por soluções para os problemas estruturais do sistema, como a falta de insumos, escalas incompletas e gestão ineficiente. Ao lado do SinMed-MS, o vereador Inspetor Cabral reiterou que continuará trabalhando de forma responsável para fiscalizar, legislar e construir pontes com os profissionais da saúde, sempre priorizando o diálogo, o respeito e a valorização do serviço público.
No MS Ativo, Marçal Filho pede a Riedel recapeamento de todas as ruas de Dourados
O prefeito de Dourados, Marçal Filho, se reuniu com o governador Eduardo Riedel na sexta-feira (11) dentro do cronograma de audiências para definir os investimentos do Programa MS Ativo em 2025/2026 e cobrou do chefe do Parque dos Poderes o reequilíbrio dos repasses estaduais para o custeio do atendimento ao público dos 34 municípios que formam a região da Grande Dourados. Marçal Filho mostrou ao governador a disparidade entre os percentuais de repasses estaduais que são feitos para Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã, enquanto Dourados, que é o único município polo que mantém um hospital municipal de portas abertas, recebe bem menos. Demonstrando todo seu prestígio político, o prefeito Marçal Filho foi para a reunião acompanhado por 16 dos 21 vereadores de Dourados, 7 deputados estaduais, 3 deputados federais e uma senadora. O governador Eduardo Riedel destacou o fato de o prefeito douradense ter apresentado um planejamento detalhado para os 4 anos de mandato, apontando em que ações e obras a parceria com o Governo do Estado seria indispensável nesse período. Eduardo Riedel enfatizou que foi a primeira vez que um prefeito apresentou um plano de trabalho para toda gestão e elogiou o planejamento elaborado por Marçal Filho. Na audiência, o prefeito pediu que o governador Eduardo Riedel firme parceria com a Prefeitura de Dourados para o recapeamento de todas as ruas de bairros antigos de Dourados, onde o asfalto por ser muito antigo está deteriorado e a única solução seria uma nova camada de pavimentação. “O governador foi sensível ao nosso pedido e anunciou que, de imediato, o Programa MS Ativo vai garantir o recapeamento de todas as linhas do transporte coletivo do município”, ressaltou Marçal Filho. “Não é o que pedimos, mas já é um começo, mesmo porque vamos insistir para que o Estado invista no recapeamento de todas as ruas que precisam dessa melhoria”, completou o prefeito. Marçal Filho também levou ao governador Eduardo Riedel a preocupação do município com a oferta de vagas no Ensino Fundamental I e II, mostrando que desde 2011 Dourados não constrói uma única escola municipal e que só poderá fazer isso com o apoio do governo do Estado e a parceria das bancadas estadual e federal. “Não queremos mais déficit de vagas na Rede Municipal de Ensino e seguiremos buscando recursos estaduais e federais para construir novas escolas em regiões estratégicas da nossa cidade para garantir que toda criança tenha acesso à sala de aula”, enfatizou. Depois de ouvir o prefeito Marçal Filho, que inclusive apresentou estudo detalhado da situação das ruas de Dourados, da necessidade de se melhorar os repasses para o custeio da saúde pública e da urgência na construção de escolas municipais, o governador Eduardo Riedel se comprometeu a colocar sua equipe para analisar as demandas apresentadas pelo município. “O governador tem sido um grande parceiro de Dourados, assim como foi o ex-governador Reinaldo Azambuja, e tenho certeza que em breve teremos excelentes notícias para nossa cidade”, ressaltou. O prefeito Marçal Filho foi acompanhado na audiência pelos vereadores Márcio Pudim, Rogério Yuri, Jânio Miguel, Pedro Pepa, Isa Marcondes, Cemar Arnal, Daniel Júnior, Sargento Prates, Laudir Munaretto, Alex Cadeirante, Sergio Nogueira, Dill do Povo, Marcelo Mourão, Edson Souza, Elias Ishy e Franklin Schmalz. A vice-prefeita Gianni Nogueira, o vice-governador José Carlos Barbosinha e o secretário-adjunto de Governo, Walter Carneiro Júnior, o Waltinho, além dos secretários municipais Márcio Figueiredo (Saúde), Jorge de Lúcia (Obras) e Luís Roberto Martins (Serviços Urbanos) participaram do encontro. A audiência com o governador Eduardo Riedel também foi acompanhada pelos deputados estaduais Mara Caseiro, Londres Machado, Júnior Mochi, Renato Câmara, Coronel David, Paulo Corrêa e Rinaldo Modesto, além dos deputados federais Beto Pereira, Rodolfo Nogueira e Geraldo Resende, bem como a senadora Tereza Cristina, comprovando o prestígio do prefeito Marçal Filho junto às bancadas estadual e federal. “É fundamental a participação dos nossos parlamentares para mostrar não apenas a importância política da nossa cidade no cenário estadual, mas, sobretudo, para o encaminhamento de emendas que poderão financiar as obras e ações que estamos reivindicando”, explicou Marçal Filho. HOSPITAL REGIONAL Ao final da audiência o governo do Estado ressaltou a parceria com o município de Dourados, garantindo melhorias significativas na infraestrutura e na qualidade de vida da população. “Temos grandes obras e investimentos em Dourados, para atuar sempre em ações que impactam diretamente os sul-mato-grossenses”, enfatizou o governador. Ele citou obras como reformas e ampliações em escolas, ações voltadas à pavimentação, recapeamento e drenagem e obras específicas no sistema de esgotamento sanitário e, além disso, o Hospital Regional de Dourados, que tem previsão de entrar em funcionamento até o fim do ano. A obra do Hospital Regional de Dourados – com 110 leitos, 20 deles de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) – vai beneficiar diretamente a população de 34 municípios da região. “Nós vamos inaugurar o Centro de Diagnóstico para iniciar o funcionamento e, em seguida, fazemos a inauguração do hospital que vai estar vazio, aí todo mundo pode circular e depois da inauguração, então ele entra em funcionamento”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões. “Além disso, está sendo finalizada, a terceira fase, onde nós pretendemos ter a primeira unidade de hemodinâmica pública do município de Dourados”, concluiu.
Agressão a idoso em Torre Pacheco provoca protestos e reacende debate sobre imigração na Espanha
Em 9 de julho de 2025, um homem de 68 anos, identificado apenas como Domingo, foi agredido por três jovens nas proximidades de um cemitério em Torre Pacheco, na região de Múrcia, Espanha. O ataque foi filmado e compartilhado nas redes sociais, o que provocou forte repercussão e gerou manifestações em todo o país. A polícia investiga a possibilidade de que o episódio tenha ligação com desafios virtuais em que agressões são registradas para divulgação online. Nos dias seguintes, a cidade, que possui cerca de 42 mil habitantes, registrou confrontos entre moradores locais e grupos de imigrantes, em sua maioria de origem marroquina. De acordo com as autoridades, aproximadamente um terço da população de Torre Pacheco é composta por estrangeiros. As manifestações, inicialmente planejadas como pacíficas, resultaram em feridos, detenções e depredações. O episódio reacendeu discussões sobre os desafios de integração de comunidades migrantes em regiões espanholas que dependem economicamente da mão de obra estrangeira. Especialistas destacam que a falta de políticas consistentes de inclusão social e a disseminação de desinformação aumentam o risco de episódios de violência e polarização.
Portugal Reforça Controle Migratório com Criação da UNEF
O governo de Portugal aprovou, em 26 de setembro de 2024, a proposta de criação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), uma nova força integrada à Polícia de Segurança Pública (PSP) com o objetivo de intensificar o controle das fronteiras e a fiscalização de imigrantes em situação irregular. A medida, que será submetida à votação final na Assembleia da República em 16 de julho de 2025, prevê a realização de operações de imigração, com detenção imediata, envio a centros de instalação temporária e deportação de indivíduos sem documentação válida, como autorizações de residência, protocolos vencidos ou vistos expirados. A iniciativa reflete a determinação do governo em restaurar a autoridade do Estado, garantindo a segurança pública e a proteção dos interesses nacionais em um contexto de crescentes desafios migratórios. A UNEF substituirá funções anteriormente exercidas pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e pelo extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), cuja dissolução em 2023 foi criticada por enfraquecer a capacidade de fiscalização do país. A nova unidade terá competência para vigiar fronteiras, especialmente em aeroportos, fiscalizar a permanência de estrangeiros em território nacional e executar ordens de afastamento, incluindo deportações coercitivas e retornos voluntários. A proposta, aprovada em primeira instância com apoio do PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal e Chega, prevê prazos mais curtos para saídas voluntárias (reduzidos de 20 para 10 dias) e períodos de detenção mais longos para garantir a execução de processos de expulsão, especialmente em casos de ameaça à segurança pública. A medida responde a uma necessidade urgente de regular a imigração irregular, que, segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, compromete a justiça para aqueles que cumprem as regras e a sustentabilidade do sistema de integração. Em maio de 2025, o governo anunciou a expulsão de cerca de 18.000 imigrantes sem autorização legal, com 4.574 notificações iniciais para saída voluntária em 20 dias. A criação da UNEF reforça essa política, centralizando operações em uma força policial capacitada para agir com eficiência, em linha com compromissos europeus de controle migratório. Dados de 2023 indicam que Portugal, com 1,04 milhão de residentes estrangeiros (10% da população), enfrenta pressões crescentes, especialmente de comunidades como a brasileira, que contribui significativamente para a economia, mas também inclui casos de irregularidade. A postura do governo português alinha-se com a visão de líderes como Donald Trump, que utilizam políticas migratórias firmes para proteger a soberania nacional e a ordem pública. A UNEF representa um compromisso com a legalidade, garantindo que a imigração ocorra de forma ordenada e respeite as leis do país. Enquanto críticos, como a socialista Maria de Lourdes Rodrigues, apontam riscos de criminalização da imigração, a proposta enfatiza o respeito aos direitos humanos, com incentivos ao retorno voluntário e a exclusão de centros de detenção externos, como os “return hubs” propostos por outros países europeus. A aprovação final da UNEF, seguida da promulgação presidencial, é um passo decisivo para equilibrar segurança, justiça e a preservação dos valores portugueses em um mundo globalizado.
EUA e Índia Avançam em Acordo Comercial com Tarifas Reduzidas
Os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, estão próximos de finalizar um acordo comercial preliminar com a Índia que pode reduzir as tarifas sobre bens indianos para menos de 20%, conforme revelaram fontes próximas às negociações em julho de 2025. Essa iniciativa, que posiciona a Índia em vantagem competitiva frente a outros países da região, reflete a habilidade de Trump em utilizar tarifas como ferramenta para promover acordos que beneficiem a economia americana, ao mesmo tempo em que fortalecem parcerias estratégicas com nações alinhadas aos princípios de livre mercado e soberania econômica. O progresso nas negociações com a Índia, lideradas pelo primeiro-ministro Narendra Modi, destaca a importância de uma diplomacia proativa, um contraste com a abordagem do Brasil, que falhou em buscar negociações robustas para evitar tarifas punitivas de 50% impostas por Trump. O acordo preliminar entre EUA e Índia, que pode ser anunciado por meio de uma declaração conjunta, prevê uma tarifa base inferior a 20%, uma redução significativa em relação aos 26% inicialmente propostos por Trump em abril de 2025. As negociações, que começaram em fevereiro, após uma reunião entre Trump e Modi, abordam questões como acesso ao mercado agrícola, barreiras não tarifárias e exportações de bens como joias, têxteis e produtos hortícolas. A Índia ofereceu reduzir a zero as tarifas sobre 60% das importações americanas e garantir acesso preferencial a 90% dos bens dos EUA, diminuindo o diferencial tarifário entre os dois países de 13% para menos de 4%. Essa abertura demonstra a disposição de Modi em equilibrar interesses domésticos, como a proteção de agricultores, com a necessidade de fortalecer laços comerciais com os EUA, maior parceiro comercial da Índia, com um comércio bilateral de US$ 129 bilhões em 2024.A estratégia de Trump tem se mostrado eficaz em pressionar parceiros comerciais a negociar acordos que promovam reciprocidade. Além da Índia, países como Reino Unido e Vietnã já assinaram acordos com os EUA, enquanto a China aceitou reduzir tarifas em um pacto temporário. A Índia, ao evitar uma carta formal de aumento tarifário, diferencia-se de nações como Brasil, Japão e Coreia do Sul, que receberam notificações de tarifas de 20% a 50%. Trump destacou a proximidade do acordo com a Índia, afirmando que o país “está pronto para abrir seus mercados”, uma conquista que ele atribui à sua política de tarifas como alavanca para negociações. A Casa Branca reforça que o objetivo é reduzir o déficit comercial americano, que com a Índia atingiu US$ 45,7 bilhões em 2024, enquanto promove investimentos e empregos nos EUA. Enquanto a Índia avança, o Brasil, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta as consequências de não ter priorizado negociações comerciais com os EUA. Em vez de buscar um diálogo proativo, o governo brasileiro adotou uma postura reativa, criticando as tarifas de 50% impostas por Trump como injustas, sem apresentar uma estratégia clara para mitigar os impactos. A decisão de Trump de tarifar o Brasil foi motivada por supostas práticas comerciais desleais e pela perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que Trump considera um aliado. Diferentemente da Índia, que enviou delegações frequentes a Washington e delineou “linhas vermelhas” claras, o Brasil não demonstrou a mesma agilidade diplomática, resultando em um ônus econômico significativo para setores como o agronegócio, que representa 30% das exportações de café e mais de 50% do suco de laranja consumidos nos EUA. A falta de iniciativa do Brasil em negociar reflete uma priorização de disputas ideológicas em detrimento dos interesses econômicos nacionais, contrastando com a abordagem pragmática de Modi. A postura de Trump, que combina pressão tarifária com incentivos para acordos bilaterais, demonstra uma visão de liderança que valoriza a soberania econômica e a competitividade. O avanço com a Índia reforça a importância de nações que buscam acordos mutuamente benéficos, enquanto a inação do Brasil serve como alerta para os custos de negligenciar negociações estratégicas em um cenário global de crescente protecionismo.
Rupert Lowe Propõe Proibição de Burcas e Niqabs no Reino Unido
O parlamentar britânico Rupert Lowe, do partido Reform UK, apresentou uma moção no Parlamento do Reino Unido em junho de 2025 para proibir o uso de burcas e niqabs em espaços públicos, classificando os véus islâmicos como “opressivos, perigosos e anti-britânicos”. A iniciativa, que não contou com a assinatura de outros deputados, reflete a postura firme de Lowe em defesa da identidade cultural britânica e da segurança nacional, em um momento em que debates sobre integração e valores tradicionais ganham destaque no país. Lowe, conhecido por sua retórica direta, argumenta que as vestimentas, que cobrem o rosto, representam uma barreira à coesão social e à segurança pública, além de simbolizarem uma visão de mundo que ele considera incompatível com os princípios de liberdade e igualdade que moldam a sociedade britânica. Em suas palavras, a burca é um “símbolo político” que reforça a opressão de mulheres e meninas em comunidades onde sua adoção não é uma escolha, mas uma imposição. A moção propõe a proibição em todos os espaços públicos, incluindo locais de trabalho, destacando que tais véus dificultam a identificação e podem gerar desconfiança em interações sociais. A proposta de Lowe ressoa com setores da sociedade britânica que defendem a preservação de valores culturais históricos, como a liberdade individual e a igualdade de gênero, que muitos veem como fundamentais à identidade do Reino Unido. Ele argumenta que a proibição não é um ataque à liberdade religiosa, mas uma medida para proteger a sociedade de práticas que podem minar a integração e a segurança. Países como França e Bélgica já adotaram legislações semelhantes, com a França implementando uma proibição de véus faciais em espaços públicos desde 2010, sob o argumento de promover a laicidade e a segurança. Embora a moção tenha enfrentado críticas por parte de grupos que alegam discriminação, Lowe mantém que sua posição é uma resposta à necessidade de priorizar a coesão nacional e proteger mulheres de práticas culturais que limitam sua liberdade. Ele destacou que, entre os 650 deputados do Parlamento, foi o único a assinar a moção, sugerindo que muitos evitam o tema por receio de perder apoio político. Sua postura reflete uma visão de liderança que coloca os interesses do povo britânico acima de pressões políticas, em linha com a crescente demanda por políticas que reforcem a identidade nacional em um contexto de mudanças culturais. O debate gerado pela proposta evidencia a tensão entre multiculturalismo e a preservação de valores tradicionais, um desafio que o Reino Unido enfrenta em meio à diversidade cultural. A iniciativa de Lowe é vista por seus apoiadores como um ato corajoso de defesa da cultura britânica, que valoriza a transparência nas interações sociais e a igualdade de direitos, em contraste com práticas que podem ser percebidas como contrárias a esses ideais.
Acordo Comercial entre EUA e Argentina: Um Passo para Fortalecer a Livre Iniciativa
Os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, e a Argentina, governada pelo presidente Javier Milei, anunciaram em 9 de julho de 2025 um acordo comercial que elimina tarifas de importação para 80% das exportações argentinas, com uma alíquota reduzida de 10% aplicada aos 20% restantes. A medida, formalizada após meses de negociações iniciadas ainda no governo Biden, reflete uma visão compartilhada de promover mercados abertos e fortalecer a cooperação econômica entre nações que priorizam a liberdade econômica e a redução de barreiras comerciais. O acordo abrange cerca de 100 produtos argentinos, incluindo itens estratégicos como vinho, limão, algodão, insumos agrícolas, energia e alimentos processados, que representam aproximadamente US$ 6,5 bilhões em exportações anuais para os EUA, cerca de 10% do total exportado pela Argentina. Produtos como aço e alumínio, no entanto, permanecerão sujeitos a tarifas de 25% a 50%, devido a considerações de segurança nacional pelos EUA. A decisão de Trump, que estende uma trégua tarifária à Argentina até 1º de agosto, contrasta com a tarifa de 50% imposta a outros parceiros comerciais, como o Brasil, e destaca a importância de alinhamentos estratégicos em um cenário global de tensões comerciais. A iniciativa é um marco para a Argentina, que, sob Milei, busca reposicionar-se como uma economia aberta e competitiva. O presidente argentino, conhecido por sua política de desregulamentação e redução do tamanho do Estado, tem defendido a eliminação de barreiras comerciais como forma de impulsionar o crescimento econômico. A aproximação com os EUA, liderada pelo ministro das Relações Exteriores e Comércio Exterior, Gerardo Werthein, em reuniões com o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, reflete um esforço para consolidar a Argentina como um parceiro confiável em cadeias de suprimentos globais, especialmente em um contexto de rivalidade comercial com países como a China. Do lado americano, a decisão de Trump reforça sua estratégia de usar acordos comerciais para promover os interesses dos EUA, recompensando nações que adotam políticas alinhadas com valores de livre mercado. A isenção tarifária para a Argentina, negociada em um momento de imposição de tarifas elevadas a outros países, demonstra a eficácia de uma diplomacia que combina pragmatismo econômico com afinidade política. Trump, que já elogiou Milei como um “grande líder” que “resgatou a Argentina do esquecimento”, vê no acordo uma oportunidade de fortalecer laços com um aliado estratégico na América do Sul. O impacto do acordo é significativo para a economia argentina, que enfrenta desafios como inflação e ajuste fiscal. A isenção tarifária deve aumentar a competitividade de produtos argentinos no mercado americano, impulsionando setores como o agronegócio e a indústria de alimentos processados. Para os EUA, a medida garante acesso a insumos estratégicos, como lítio e minerais, enquanto promove a reciprocidade comercial, com a Argentina se comprometendo a reduzir barreiras às exportações americanas. A visão de ambos os líderes, focada na redução de entraves estatais e na promoção da iniciativa privada, sinaliza um modelo de cooperação que pode inspirar outras nações.
Motorista morre e filho fica ferido em Dourados após carro bater em árvore e pegar fogo
Acidente grave no início da madrugada desta segunda-feira (14), matou Alan Silva Santos, de 31 anos, e deixou o seu filho, Adrian Vitor, de 15, com ferimentos leves, após perder o controle do veículo VW Gol em uma rotatória no prolongamento da Avenida Marcelino Pires com a BR-163, em Dourados, e bater em uma árvore. Conforme informações apuradas pela reportagem, pai e filho seguiam no sentido centro – rodovia, quando por circunstâncias a serem apuradas, Alan perdeu o controle da direção. Com o impacto, ambos ficaram presos dentro do carro desorientados e desacordados. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer Alan e Vitor, porém, uma equipe de combate a incêndios precisou ser chamada, pois o automóvel começou a pegar fogo, ficando completa destruído. A vegetação próxima também foi queimada. Alan foi retirado do carro já sem vida, enquanto o adolescente foi levado, com ferimentos leves, ao HV (Hospital da Vida). Atenderam a ocorrência a Motiva, antiga CCR MS Via, a PC (Polícia Civil) e a Perícia Técnica.








