A Prefeitura de Dourados fez na manhã desta terça-feira (15) a entrega de três ônibus e um veículo Fiat Doblô para atendimento ao público nas Secretarias Municipais. Um ônibus novo, adquirido com recursos do Ministério da Educação, via Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foi entregue para uso da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e dois ônibus e o carro de passeio, restaurados, foram entregues para uso da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). O prefeito Marçal Filho destacou que é um grande momento para a administração, diante do fortalecimento que os veículos vão proporcionar no atendimento ao público em vários eixos. “Nós trabalhamos para recuperar os veículos que já tínhamos e estavam há anos deixados de lado e fizemos os encaminhamentos junto ao MEC para obter o novo e hoje marca um grande momento, pois quem ganha com isso são os douradenses”, aponta. O secretário de Educação Nilson Franciso da Silva ressaltou que o transporte vai fortalecer a frota e atender demandas diversas da Rede Municipal de Educação (Reme). Outro ponto citado é quanto ao pedido que alunos da Educação Infantil tinham deixado ao prefeito Marçal Filho, de um transporte para visitarem a cidade e, que agora será atendido. “Vem para agregar a nossa frota e será muito útil em diversas situações, inclusive ao que foi solicitado pelos alunos do Ceim ao prefeito Marçal de um transporte para irem aos parques da cidade”, apontou. A secretária de Assistência Social Shirley Flores Zarpelon recordou que os ônibus e a Doblô estavam há anos ‘parados’ e agora vão voltar a ter grande utilidade. Outro ponto citado por ela, é que um dos ônibus possui acessibilidade, o que vai ao encontro das necessidades atuais do serviço. “Estávamos há mais de ano com ônibus para para arrumar e nada e, agora, fico muito grata pela força que o prefeito Marçal tem nos dado e mais pela sensibilidade dele em dar condições para que a Assistência Social consiga realizar o seu trabalho com qualidade”, afirmou. Shirley observou que um dos ônibus e a Doblô são adaptadas para cadeirantes e “isso vai nos ajudar muito, pois as pessoas que têm essa necessidade conseguiremos ir buscar em suas residências para receberem o atendimento especializado”. O outro ônibus, que não é adaptado, vai atender às demandas dos sete Centro de Referência da Assistência Social (Cras) e os dois Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCIs), informou a secretária.
Comad Dourados realiza seminário sobre rede de cuidados a dependentes químicos
O Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad) de Dourados encerra hoje – 15 de julho – as inscrições para o seminário “Caminhos para uma Rede de Cuidados à Pessoa com Dependência Química: Da Urgência ao Acolhimento”, que acontecerá na quinta-feira, dia 17, das 7h às 12h, no auditório da OAB (Rua Onofre Pereira de Matos, 1712 – Centro). O evento é gratuito e voltado a profissionais da saúde, assistência social, educação, autoridades, estudantes e demais interessados na temática. O seminário visa fomentar reflexões e discussões sobre a política pública de drogas no contexto da saúde mental, propondo a construção de uma rede municipal de atendimento mais integrada e humanizada para pessoas em situação de dependência química. De acordo com o presidente do Comad, Manoel Aparecido Pereira, Dourados já deveria contar com um CAPS AD 24 horas, conforme recomenda o Ministério da Saúde para municípios com mais de 150 mil habitantes. “Esse serviço é essencial para oferecer atendimento contínuo e integral a pessoas com transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com funcionamento todos os dias da semana e planos terapêuticos individualizados”, destaca. Manoel também enfatiza a importância de fortalecer a articulação entre os serviços públicos de saúde e as comunidades terapêuticas, que atuam no acolhimento voluntário e na promoção do autoconhecimento, hábitos saudáveis e reinserção social com foco na sobriedade. PROGRAMAÇÃO 7h10 – Credenciamento 7h40 – Mesa de Abertura e Apresentação Cultural 8h – Palestra 1: A estrutura do atendimento ao usuário de álcool e outras drogas na política de saúde pública 9h – Palestra 2: O papel das comunidades terapêuticas e grupos de ajuda mútua (Ambas ministradas por Talita Rolim da Silva, assistente social, psicóloga, especialista em dependência química e saúde mental) 9h50 – Intervalo 10h – Roda de conversa com profissionais do CAPS AD, UPA, SAMU e Segurança Pública 11h – Debate com participação do público 12h – Encerramento Serão emitidos certificados aos participantes que cumprirem a carga horária. E as inscrições podem ser feitas até esta terça-feira, 15 de julho, por meio do formulário disponível na bio do Instagram do Comad: @comaddourados Link para inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfeHLXtf0UvgVcVHCRmHGx8H1vf7fNx1-MVq9ES0G2GnKy1HQ/viewform
Governo de MS destina R$ 30 milhões a propriedades com vegetação nativa excedente no Pantanal
Com foco na conservação ambiental e no reconhecimento de boas práticas de preservação no Bioma Pantanal, a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) publica na quarta-feira (16), no Diário Oficial do Estado, o Edital do PSA Conservação. A iniciativa do Governo do Estado, anunciada em março deste ano, no lançamento do Pacto Pantanal, vai selecionar propriedades rurais que mantenham vegetação nativa excedente, em áreas florestais, campestres ou de cerrado e estejam localizadas dentro dos limites do Pantanal, definidos pelo IBGE. O subprograma integra o PSA Bioma Pantanal, com recursos do Fundo Clima Pantanal, e prevê até R$ 30 milhões por ano em pagamentos por serviços ambientais prestados pelos proprietários rurais. Os pagamentos serão de R$ 55,47 por hectare de vegetação nativa excedente, por ano, com limite de R$ 100 mil por propriedade. O primeiro edital vai garantir pagamentos referentes aos anos de 2025 e 2026. Além disso, propriedades com Autorização Ambiental de Supressão de Vegetação Nativa vigente que optarem pelo cancelamento terão direito a um pagamento adicional único, conforme a área remanescente: de 1 a 30 hectares, a remuneração é de R$ 15 mil; de 31 a 100 hectares, R$ 30 mil; acima de 100 hectares, R$ 30 mil, mais o valor proporcional por hectare. A adesão ao cancelamento é obrigatória para participação no PSA Conservação. “Quem conserva tem que receber por essa iniciativa e isso foi uma premissa central na Lei do Bioma Pantanal, para que nós possamos garantir essa nossa biodiversidade que temos lá, além dos 83% de preservação do Bioma Pantanal”, ressaltou o governador Eduardo Riedel. “É um momento importante para consolidarmos toda a política pública que nós desenvolvemos para o Pantanal Sul-Mato-Grossense. Esse é um projeto inédito. Nós vamos pagar, pela primeira vez, o principal ativo ambiental de nosso Estado. O Governo do Estado está oferecendo a possibilidade de ‘compra’ das licenças de supressão vegetal autorizadas pelo Imasul. Isso quer dizer que, aqueles produtores que já tiverem uma autorização de supressão e que desejam receber o pagamento de serviços ambientais, também poderão participar do edital. Com isso, as autorizações de supressão autorizadas para esses produtores, serão canceladas, para que eles possam receber o PSA. Esse é o Mato Grosso do Sul, caminhando na manutenção dos 83% de preservação do Pantanal Sul-Mato-Grossense”, comentou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc. Quem pode participar Podem se inscrever proprietários rurais com imóveis localizados integral ou parcialmente no Bioma Pantanal, desde que as áreas estejam cadastradas no CAR (Cadastro Ambiental Rural), não apresentem infrações ambientais ou embargos junto ao Ibama ou ao Imasul, e não realizem novas supressões de vegetação nativa a partir da publicação do edital. Também é necessário comprovar vínculo com a propriedade e regularidade fiscal, previdenciária, tributária, trabalhista e de contribuições de dívida ativa. Critérios de seleção As propriedades serão classificadas em três grupos: o primeiro, composto por propriedades rurais que já possuem autorização vigente de supressão e têm interesse em cancelamento; o segundo, por aquelas propriedades que não possuem incentivos do Precoce MS e Carne Sustentável, com ocupação pecuária acima de 0,1 UA/hectare; e demais propriedades da região do Pantanal. A pontuação final levará em conta a quantidade de vegetação nativa excedente, existência de Reserva Legal, sobreposição com corredores ecológicos, zonas de amortecimento e áreas prioritárias para conservação, além de medidas como servidão ambiental, RPPNs e ações de combate a incêndios. Inscrições As inscrições estarão abertas a partir de 18 de julho de 2025, encerram em 20 de agosto e deverão ser feitas por meio da plataforma Editais Prosas. A Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (FUNAR) é o agente-executor designado pela Semadesc, responsável por prestar apoio técnico aos produtores interessados. A participação no PSA Conservação não impede o produtor de aderir a outros instrumentos econômicos, como programas privados de créditos de carbono ou ações de certificação ambiental voluntária. O pagamento por serviços ambientais também é isento de tributos federais, conforme a Lei nº 14.119/2021. As informações adicionais podem ser obtidas pelos seguintes canais: telefone/WhatsApp – (67) 3320-9759; e-mail – psapantanal@funar.org.br; site – https://portal.sistemafamasul.com.br/ Marcelo Armôa, Semadesc
Plano Safra para MS pode chegar a R$ 16 bilhões com juros menores a quem usa práticas sustentáveis
A Superintendência Estadual do Banco do Brasil anunciou, na manhã dessa terça-feira (15), o aporte de R$ 230 bilhões para financiar o Plano Safra 2025/2026, que traz um acréscimo de 2% em relação ao montante disponibilizado pela instituição em nível nacional na safra passada (R$ 225 bilhões). O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Rogério Beretta, representou o Governo do Estado no evento realizado na agência do BB localizada na Avenida Afonso Pena, esquina com a rua 13 de Maio, centro de Campo Grande. Também estavam presentes o secretário executivo da Agricultura Familiar, dos Povos Originários e das Comunidades Tradicionais da Semadesc, Humberto Melo; o diretor-presidente da Iagro (Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold; a superintendente estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marina Viana; o superintendente estadual de Pesca, Marcelo Heitor; e o superintendente do Sebrae/MS (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas), Claudio Mendonça, entre outros convidados. Conforme explicou o superintendente regional do BB, Omar de Vasconcelos, não há valor fixado para Mato Grosso do Sul dentro do Plano Safra. O que há é uma projeção em cima do montante global. “Normalmente o Estado fica com 5% a 7% do total”, afirmou. Se chegar ao índice máximo, Mato Grosso do Sul pode dispor de até R$ 16,1 bilhões só junto ao Banco do Brasil para financiar a próxima safra. No ano passado, ante um valor global de R$ 225 milhões, o Estado contratou financiamentos de R$ 12,7 milhões, o que corresponde a 5% do total. Desse montante, R$ 250 milhões foram destinados à Agricultura Familiar, beneficiando ao menos 1.650 famílias. A Agricultura Empresarial contratou R$ 12,4 bilhões, sendo R$ 9 bilhões para custeio, R$ 1,7 bilhão para investimentos e R$ 1,7 bilhão para a comercialização. Os dados são da Superintendência do BB no Estado. Tecnologia e sustentabilidade O secretário-executivo Rogério Beretta cumprimentou os diretores do Banco do Brasil e disse confiar na capacidade da instituição em agilizar a contratação e liberação dos recursos em tempo dos produtores prepararem o plantio da próxima safra. Com relação à elevação dos juros causada pelo aumento da taxa Selic, Beretta disse que os produtores terão a tecnologia como aliada para driblar essa circunstância e ampliar a margem de lucratividade com maior produtividade. Outra maneira de garantir juros mais baixos é agregar práticas sustentáveis à agricultura. O plantio direto na palha, técnica largamente usada em Mato Grosso do Sul há décadas, é uma das práticas sustentáveis que ajuda a fixar o carbono no solo e, consequentemente, impede a emissão de gases poluentes na atmosfera. “Nós precisamos dessas práticas sustentáveis, buscamos ser Estado Carbono Neutro até 2030, de modo que esse incentivo do Plano Safra vem ao encontro das metas ambientais de Mato Grosso do Sul”, completou. João Prestes, Comunicação Semadesc
Trump Anuncia Tarifas de 35% sobre o Canadá e 30% sobre México e UE para Proteger Economia Americana
Em 12 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, anunciou a imposição de tarifas de 35% sobre importações do Canadá e de 30% sobre produtos provenientes do México e da União Europeia (UE), com início previsto para 1º de agosto. A decisão, comunicada por meio de cartas publicadas em sua plataforma Truth Social, endereçadas à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, e ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, reflete a estratégia do governo Trump de priorizar a economia americana e corrigir desequilíbrios comerciais históricos. As tarifas, que afetam três dos maiores parceiros comerciais dos EUA, são justificadas pela Casa Branca como uma resposta necessária a déficits comerciais persistentes e à necessidade de proteger os interesses econômicos e a soberania dos Estados Unidos. A medida é parte de uma política mais ampla de “America First”, que busca fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência de importações. Em 2024, o déficit comercial dos EUA com a UE atingiu US$ 235,6 bilhões, enquanto com o México e o Canadá os valores foram de US$ 130 bilhões e US$ 80 bilhões, respectivamente, segundo dados do Escritório do Representante Comercial dos EUA. Trump argumenta que as tarifas visam equilibrar essas relações comerciais, incentivando a produção doméstica e a criação de empregos para trabalhadores americanos. Em sua carta à UE, ele destacou que “o relacionamento comercial tem sido, infelizmente, longe de recíproco”, exigindo que a Europa elimine suas próprias tarifas para reduzir o déficit. Da mesma forma, no caso do México, Trump reconheceu esforços para conter a migração ilegal e o tráfico de fentanil, mas afirmou que “o que o México fez não é suficiente”, justificando as tarifas como um incentivo para ações mais eficazes contra os cartéis. No caso do Canadá, a tarifa de 35% reflete preocupações adicionais com a segurança nas fronteiras e o fluxo de fentanil, embora dados do governo americano indiquem que a maior parte desse narcótico entra pelos pontos de entrada mexicanos. A Casa Branca esclareceu que bens em conformidade com o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) continuarão isentos, o que protege grande parte do comércio com esses países — cerca de 38% das importações canadenses e mexicanas, segundo estimativas. Essa isenção demonstra a intenção de Trump de manter parcerias estratégicas, mas com condições claras de reciprocidade e proteção dos interesses americanos. A abordagem de Trump tem sido defendida como uma resposta pragmática a práticas comerciais desleais. Países como Brasil (11,2%), China (7,5%) e a própria UE (5%) aplicam tarifas médias significativamente mais altas que os EUA (3,3%), segundo o Banco Mundial. A imposição de tarifas recíprocas é vista como uma forma de nivelar o campo de jogo, forçando parceiros comerciais a reduzirem barreiras tarifárias e não tarifárias. Além disso, as tarifas já geraram resultados concretos: desde abril de 2025, quando Trump anunciou uma pausa de 90 dias em tarifas específicas, dezenas de países, incluindo Reino Unido, China e Vietnã, iniciaram negociações para reduzir suas próprias tarifas, conforme relatório da Casa Branca. A política tarifária também é um instrumento de pressão geopolítica. Ao vincular as tarifas ao combate ao tráfico de drogas e à migração ilegal, Trump reforça a soberania americana, exigindo que parceiros comerciais assumam responsabilidades compartilhadas. A decisão de adiar a implementação das tarifas até agosto demonstra flexibilidade, dando espaço para negociações que podem evitar uma escalada de retaliações. Por exemplo, o México expressou otimismo em alcançar um acordo antes do prazo, enquanto a UE, apesar de críticas iniciais, mantém conversas com negociadores americanos para evitar uma guerra comercial. Embora a UE e o México tenham criticado as tarifas como “injustas” e “perturbadoras”, a estratégia de Trump é embasada em precedentes históricos. Durante seu primeiro mandato, as tarifas sobre aço e alumínio (25% e 10%, respectivamente) levaram a negociações bem-sucedidas com países como Coreia do Sul e Japão, que ajustaram suas políticas comerciais. Dados do Goldman Sachs indicam que, até julho de 2025, as tarifas geraram US$ 108 bilhões em receita federal, representando 5% do total, contra 2% historicamente, sem impactos inflacionários significativos, já que 49% dos custos recaem sobre consumidores americanos, 39% sobre empresas e apenas 12% sobre exportadores estrangeiros. As tarifas de Trump refletem uma visão de longo prazo para restaurar a competitividade americana, proteger cadeias de suprimento críticas e reduzir a dependência de importações. Ao pressionar parceiros comerciais a adotarem práticas mais equitativas, o presidente busca não apenas fortalecer a economia, mas também reafirmar a liderança dos EUA no cenário global, priorizando os interesses de seus cidadãos e trabalhadores.
Crescimento de 159% nos Pagamentos do Bolsa Família a Estrangeiros em 2024 Desperta Debates
Em 2024, o Programa Bolsa Família destinou R$ 1,5 bilhão a 188 mil estrangeiros regularizados, beneficiando cerca de 404.519 pessoas em núcleos familiares, o que representa aproximadamente 40% dos imigrantes residentes no Brasil, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. Esse montante reflete um aumento de 159% nos gastos com beneficiários nascidos fora do Brasil em comparação com 2023, quando o valor foi de R$ 590 milhões (ajustado pela inflação). O crescimento expressivo, aliado ao aumento de 627% no número de beneficiários estrangeiros em uma década (de 59.980 em 2014 para 404.519 em 2024), tem gerado discussões sobre as razões dessa expansão, suas implicações fiscais e a adequação das políticas públicas. O principal fator por trás do aumento de 159% nos gastos com estrangeiros no Bolsa Família é a ampliação do número de beneficiários, impulsionada pelo fluxo migratório crescente, especialmente de venezuelanos. Dados do IBGE indicam que a população estrangeira no Brasil passou de 600 mil em 2010 para 1 milhão em 2022, com cerca de 20% sendo venezuelanos que fogem da crise humanitária em seu país. Muitos desses imigrantes, ao chegarem em regiões de fronteira, como Roraima e Amazonas, enfrentam extrema vulnerabilidade, tornando-se elegíveis para o programa ao atenderem aos critérios de baixa renda (renda per capita mensal de até R$ 218) e regularidade documental, como posse de CPF e Registro Nacional de Migração (RNM). A legislação brasileira, conforme o artigo 95 da Lei nº 6.815/1980, garante aos estrangeiros regularizados os mesmos direitos sociais que os cidadãos brasileiros, sem exigir tempo mínimo de residência, o que facilita o acesso ao Bolsa Família. Outro fator contribuinte foi a reformulação do programa em 2023, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Após a substituição do Auxílio Brasil, o Bolsa Família passou por um “pente-fino” que excluiu 6,9 milhões de beneficiários irregulares entre 2023 e 2024, mas também incluiu 4,8 milhões de novas famílias, incluindo estrangeiros que preencheram os requisitos. Além disso, o valor médio do benefício aumentou, passando de R$ 606,91 em fevereiro de 2023 para R$ 682 em 2024, com adições como o Benefício Primeiro Infância (R$ 150 por criança de 0 a 6 anos) e o Benefício Variável Familiar Nutriz (R$ 50 para famílias com bebês de até 6 meses). Esse incremento no valor pago por família, combinado com a ampliação do número de beneficiários, explica parte do salto de 1.103% no valor médio repassado a estrangeiros nos últimos dez anos, ajustado pela inflação. A expansão do programa durante a pandemia também desempenhou um papel relevante. Durante a crise da Covid-19, o governo ampliou os programas de transferência de renda, como o Auxílio Emergencial, que posteriormente foi integrado ao Bolsa Família. Muitos imigrantes regularizados, especialmente em áreas urbanas e de fronteira, foram incluídos nesse período, e parte permaneceu no programa após a transição para o Bolsa Família em 2023. A economista Carla Beni, da Fundação Getúlio Vargas, destaca que o auxílio a estrangeiros é estratégico para mitigar tensões sociais em regiões de alta concentração migratória, como o Norte do Brasil, onde a chegada de venezuelanos tem sobrecarregado serviços públicos locais. No entanto, o aumento de 159% nos gastos com estrangeiros levanta questionamentos sobre a sustentabilidade fiscal e a priorização de recursos. Embora o valor destinado a imigrantes represente menos de 1% do orçamento total do Bolsa Família (R$ 168 bilhões em 2024), críticos apontam que a ausência de exigência de tempo mínimo de residência, diferentemente de países como Suíça ou Alemanha, pode incentivar a inclusão de recém-chegados em detrimento de cidadãos brasileiros em situação de pobreza. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, responsável pelo programa, afirma que os pagamentos a estrangeiros estão em conformidade com a legislação e que o Cadastro Único (CadÚnico) não diferencia nacionalidades, apenas se o beneficiário nasceu ou não no Brasil, o que dificulta um monitoramento detalhado. Essa falta de dados específicos sobre a origem dos beneficiários alimenta debates sobre a transparência na alocação dos recursos. Por outro lado, defensores do programa argumentam que a inclusão de imigrantes é essencial para evitar crises sociais mais amplas, como o aumento da informalidade ou da criminalidade em áreas de fronteira. O Bolsa Família, ao garantir suporte financeiro condicionado à frequência escolar e vacinação, promove a integração de famílias migrantes à sociedade brasileira, reduzindo a vulnerabilidade e fortalecendo o capital humano. Além disso, o programa tem impacto econômico positivo: um estudo do Banco Mundial e da Reserva Federal de São Francisco aponta que estados brasileiros que recebem 1% do PIB em transferências do Bolsa Família crescem até 2 pontos percentuais a mais no primeiro ano, com efeitos no emprego formal e informal. Ainda assim, a ausência de um teto de tempo de residência ou de critérios mais rigorosos para estrangeiros pode gerar tensões em um contexto de recursos limitados. Países como a Grécia, que recentemente suspendeu pedidos de asilo e intensificou controles migratórios, ilustram uma tendência global de restringir benefícios sociais a imigrantes em momentos de pressão econômica ou social. No Brasil, o debate sobre o Bolsa Família para estrangeiros reflete a necessidade de equilibrar a assistência humanitária com a responsabilidade fiscal, em um país que ainda enfrenta altos índices de pobreza entre sua própria população.
Grécia Adota Medidas Rigorosas Contra Imigração Irregular do Norte da África
Diante de um aumento significativo no fluxo migratório, com mais de 2 mil pessoas chegando às ilhas de Creta e Gavdos em embarcações precárias vindas do Norte da África, a Grécia implementou uma postura mais rígida. O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis anunciou a suspensão temporária, por três meses, do processamento de pedidos de asilo para migrantes que chegam pela via marítima a partir do Norte da África. A medida, aprovada pelo parlamento grego em 10 de julho de 2025, prevê também a detenção de indivíduos que ingressarem no país ilegalmente. O governo justificou a decisão como uma resposta a uma “situação de emergência” que exige “medidas excepcionais”. A Grécia, como principal porta de entrada para a União Europeia (UE), alega enfrentar desafios desproporcionais para acolher e processar os migrantes, especialmente em ilhas sem centros de acolhimento permanentes, como Creta. O governo grego também está buscando cooperação internacional para conter o fluxo. Representantes da Grécia, Itália e Malta se reuniram com o governo da Líbia em Trípoli para discutir estratégias de combate ao tráfico humano e à migração irregular. A Líbia, que é um ponto de partida crucial para as travessias no Mediterrâneo, anunciou planos para uma campanha nacional contra o tráfico de pessoas. A suspensão dos pedidos de asilo e a promessa de detenções refletem a prioridade do governo em reforçar a segurança nas fronteiras. Mitsotakis declarou que “A passagem para a Grécia está fechada”, visando enviar uma mensagem clara aos migrantes e às redes de tráfico. Dados do ACNUR (Agência das Nações Unidas para os Refugiados) indicam que, entre janeiro e junho de 2025, cerca de 19 mil pessoas chegaram irregularmente à Grécia.
Polícia Civil prorroga Grupo de Trabalho que atua na análise de casos de violência doméstica em Dourados
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prorrogou por mais 90 dias as atividades do Grupo de Trabalho responsável por diagnosticar, dar eficiência e celeridade à apuração de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, registrados na Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Dourados. A medida consta na Portaria nº 003/2025, do Departamento de Polícia do Interior (DPI), publicada no dia 9 de junho de 2025. O documento destaca a importância da continuidade dos trabalhos, especialmente para revisar boletins de ocorrência que ainda não resultaram na instauração de procedimentos ou que possuem providências pendentes, assegurando a adoção de medidas adequadas para proteção das vítimas e responsabilização dos agressores. O grupo, que já concluiu cerca de 90% dos levantamentos e análises de boletins encaminhados, foi criado com base na Portaria nº 001/2025, de 7 de abril de 2025. A prorrogação atende ao previsto no artigo 4º da mesma norma, que autoriza o diretor do DPI a estender o prazo das atividades. Além de garantir mais agilidade na apuração dos crimes, a iniciativa também busca aperfeiçoar os fluxos de trabalho e padronizar os procedimentos adotados na atuação da DAM de Dourados.
Produtor rural que matou vizinho próximo de Itahum tem prisão decretada pela Justiça
A Justiça decretou nesta segunda-feira (14), a prisão preventiva do produtor rural Paulo Afonso de Lima Lange, de 65 anos, que na última quinta (10/7), assassinou com um tiro no peito, o vizinho de propriedade, Volnei Kommers Beutinger, de 52, próximo ao distrito de Itahum, em Dourados. O pedido da preventiva foi representado pelo delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Lucas Veppo, sob alegação de contradições durante depoimento, cena do crime e omissão de socorro. Um dia após o crime, na sexta-feira (11), Paulo Afonso se apresentou à polícia, acompanhado de seu advogado, prestou esclarecimentos, mas foi liberado. Conforme mostrado anteriormente, no mesmo dia do assassinato do também produtor rural, Volnei Kommers, os investigadores localizaram e apreenderam a arma usada no homicídio, calibre 38, na casa do autor. O crime foi motivado por uma discussão entre Volnei e o filho de Paulo. Ele então teria interferido e efetuado um disparo contra o vizinho, que foi atingido no peito e morreu ainda no local. Agora, o autor segue detido em uma das celas da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), enquanto aguarda audiência de custódia e eventual transferência para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados).








