Deputados do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e de outros cinco partidos (Republicanos, Progressistas, Novo, PSD e União Brasil) afirmaram nesta segunda-feira (21), em entrevista coletiva na Câmara dos Deputados, que terão como pauta prioritária após o recesso parlamentar a votação do projeto de lei que concede anistia aos acusados de envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e demais acusados de golpe de Estado (PL 2858/22). “Quando retornar o trabalho legislativo [na semana do dia 4 de agosto], nós temos como pauta nosso item número 1: não abriremos mão, na Câmara nem no Senado, de pautarmos anistia dos presos políticos do 8 de janeiro”, declarou o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), após reunir-se com o ex-presidente Bolsonaro e com deputados e senadores na Câmara. Bolsonaro está usando tornozeleira eletrônica por ordem do ministro Alexandre de Moraes e não pode aparecer em suas redes sociais nem de terceiros. O líder do PL criticou as medidas restritivas impostas a Bolsonaro na última sexta-feira (18). “O presidente Bolsonaro estava no recinto da Câmara dos Deputados, participou de toda a reunião conosco e gostaria muito de falar a toda a imprensa nacional. Entretanto, por mais uma ordem de censura do ministro Alexandre de Moraes, preventivamente, os advogados recomendaram que não falasse mais com a imprensa. Este é o Brasil e a democracia relativa que nós estamos vivendo”, finalizou Sóstenes. ImpeachmentA senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que também participou da entrevista coletiva, disse que pretende trabalhar no Senado pelo impeachment de Moraes. “Será a pauta que a oposição vai trabalhar nos próximos dias. Foi por culpa dele que nós estamos sendo tarifados. Todas as decisões dele, já está comprovado, violaram direitos humanos”, disse a senadora. Foro privilegiadoSegundo Sóstenes, ficou decidida ainda a intenção de priorizar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 333/17, que acaba com o foro privilegiado por prerrogativa de função para crimes comuns, mantendo-o apenas para cinco autoridades: o presidente da República e o vice; e os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF). “Essa perseguição do Supremo precisa acabar, de uma vez por todas. Temos mais de 60 parlamentares respondendo a processos no Supremo, além dos esdrúxulos conhecidos inquéritos do fim do mundo, que nunca terminam, todos centralizados na mão de um único ministro e o nome dele é Alexandre de Moraes. Isso tem que acabar, isso não é democrático, não é constitucional, fere o devido processo legal no País”, declarou o líder do PL. Fonte: Agência Câmara de Notícias
Após vídeo em UBS, Coren-MS protocola nota de repúdio na Câmara contra Isa Marcondes
Na manhã desta terça-feira (22), o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS) protocolou uma nota de repúdio na Câmara Municipal de Dourados contra a conduta da vereadora Isa Marcondes (Republicanos), em razão de um vídeo publicado por ela em suas redes sociais. Segundo o Conselho, a parlamentar expôs de forma inadequada e desrespeitosa a atuação de uma profissional da enfermagem que estava no legítimo exercício de suas atribuições. Para o Coren-MS, “é inadmissível que uma representante do poder legislativo, no exercício de seu mandato, utilize sua visibilidade para distorcer fatos, desinformar a população e constranger uma enfermeira que, ao resguardar informações sensíveis de pacientes, agiu corretamente conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/2018)”. Na nota, o Conselho destaca ainda que “a insinuação de irregularidades diante da recusa justificada na apresentação de determinados documentos representa não apenas um desrespeito à categoria, mas também um grave equívoco quanto à legalidade e à ética que norteiam a atuação da enfermagem”. O documento também cobra uma posição institucional da Casa Legislativa, “que a Câmara Municipal de Vereadores se posicione institucionalmente diante da conduta adotada por sua integrante, pois atitudes como essa em nada contribuem para o fortalecimento das políticas públicas ou para a melhoria dos serviços de saúde. Ao contrário, promovem desinformação e incentivam o desrespeito à categoria que diariamente se dedica ao cuidado da população”. O vídeo que motivou a nota foi gravado em frente à Unidade Básica de Saúde do Jardim Novo Horizonte. Nele, a vereadora reclama que a profissional de enfermagem se recusou a disponibilizar os dados dos pacientes atendidos pelas visitas domiciliares. Posicionamento da vereadora Em nota, a assessoria da parlamentar afirmou que Isa Marcondes não solicitou prontuários médicos, documentos que reconhece como sigilosos, mas sim relatórios de atendimentos, que, segundo a assessoria, são formulários preenchidos pelos profissionais de saúde e encaminhados à gestão municipal para comprovação do trabalho externo. A nota também nega que tenha havido exposição da servidora, alegando que a vereadora apenas citou a ausência do relatório, afirmando que, se a profissional está correta em sua conduta, não há motivo para constrangimento. Caso contrário, caberá à Secretaria de Saúde analisar o procedimento adotado. A assessoria ressalta ainda que a administração pública é regida pelo princípio da publicidade e que o acesso a informações como relatórios de produtividade está amparado tanto pela função fiscalizadora do cargo de vereadora quanto pela Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Por fim, a equipe da vereadora critica o posicionamento do Coren-MS. “Gostaríamos muito que o Coren repudiasse os gestores a nível municipal, estadual e nacional que não garantem condições de trabalho aos profissionais da enfermagem. Nem tudo se resume a salário e piso salarial. Mas essa parece ser a única luta do Coren e do sindicato da categoria”, finaliza a nota. DouradosNews
Zé Teixeira fecha semestre com balanço positivo na ALEMS
O deputado estadual Zé Teixeira encerrou os primeiros seis meses de seu oitavo mandato com um desempenho que reflete intensa atuação parlamentar em prol da população de Mato Grosso do Sul. Conforme dados divulgados pela assessoria, o período foi marcado por ações estratégicas, projetos de lei e uma forte conexão com lideranças municipais. A colaboração ativa com vereadores, prefeitos e demais lideranças locais resultou em mais de 200 indicações feitas ao Governo do Estado, à bancada em Brasília, órgãos federais e concessionárias de serviços públicos. “O balanço de atividades reforça o meu compromisso com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e com a escuta ativa das comunidades locais. Sigo trabalhando firme, buscando garantir que o Poder Público responda com eficiência às demandas da população”, afirma Zé Teixeira. Entre os pedidos estão melhorias em saneamento básico, infraestrutura urbana, atendimento em saúde, logística para assentamentos, além de condições adequadas para o ensino e aprendizagem. Essas ações impactam diretamente diversas comunidades, desde pequenos produtores rurais e moradores de distritos até estudantes e empresários que dependem da estrutura pública de qualidade. Resultados – Além das indicações, o gabinete parlamentar enviou mais de 80 documentos oficiais solicitando soluções para problemas enfrentados nas comunidades sul-mato-grossenses. A atuação pretende acelerar a resposta do poder público às demandas que surgem de diferentes regiões do Estado. Entre os seis projetos apresentados, um se destaca pela preocupação ambiental: a proposta que proíbe a produção de mudas e o plantio da árvore Spathodea campanulata, conhecida como Espatódea ou Bisnagueira. A espécie, considerada invasora e nociva à fauna nativa, causa queda de galhos em centros urbanos e possui flores com substâncias tóxicas que podem provocar alucinações em seres humanos, além de serem letais para abelhas e beija-flores.
STJ nega anulação de investigação contra jogador Bruno Henrique
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (22) o pedido da defesa do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, para anular a investigação que apura a suposta participação do atleta em um esquema de manipulação de apostas na internet (bets). A defesa do jogador defendeu a anulação da investigação por entender que o caso deve ser conduzido pela Justiça Federal, e não pela Justiça do Distrito Federal. Em junho deste ano, Bruno Henrique foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Na decisão em que negou o habeas corpus protocolado pela defesa, o ministro Joel Ilan Paciornik disse que esse tipo de recurso não pode ser utilizado para avaliar a competência para julgamento do caso. “O habeas corpus não é cabível para reexame de prova ou para questões que não afetam diretamente a liberdade de locomoção, como a definição de competência sem reflexo no direito de ir e vir”, decidiu o ministro. O jogador é investigado por ter forçado um cartão amarelo no jogo contra o Santos, no Campeonato Brasileiro de 2023, em Brasília, para beneficiar parentes dele que faziam apostas. Além do atleta, amigos e familiares também foram denunciados pelo Ministério Público. No ano passado, Bruno foi alvo de uma operação realizada pela Polícia Federal (PF) em conjunto Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o MPDFT. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. Agência Brasil
PF e CGU combatem fraude em licitação em contrato de saúde indígena no MS em outros três estados e no DF
A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira, (23/7), em Cuiabá/MT, Várzea Grande/MT, Rondonópolis/MT, Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ, Boa Vista/RR e Campo Grande/MS, a operação Portare, com o objetivo de combater a corrupção e a falta de lisura nos certames licitatórios em contratos firmados com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-Cuiabá). Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foi deferida medida de sequestro de bens em face de 10 envolvidos, que somadas perfazem a quantia de cerca de R$ 20 milhões. Dois servidores públicos foram afastados dos seus cargos. A investigação teve início a partir de denúncias anônimas que indicavam a inexecução contratual, com indícios de superfaturamento no contrato de fornecimento de veículos para o DSEI-Cuiabá. A contratação emergencial aconteceu nos anos de 2023 e 2024, inclusive com informações de favorecimento da contratada, fraudes e acertos prévios entre agentes públicos e particulares. O prejuízo ao erário identificado atinge o valor de R$ 1,3 milhão, além do pagamento de vantagem indevida a servidores e outras irregularidades. No decorrer da apuração, a Polícia Federal também identificou que alguns servidores do DSEI-Cuiabá recebiam vantagem indevida de particulares, para que favorecessem suas empresas nas contratações junto ao órgão. Em licitação homologada em 2025 para a contratação de serviços de locação de veículos, cujo principal item foi vencido com proposta de R$ 25 milhões, apurou-se novos indícios de irregularidades.
Setor produtivo têxtil cresce em Mato Grosso do Sul e mira expansão com sustentabilidade social
O setor têxtil projeta um horizonte de crescimento sólido em Mato Grosso do Sul, impulsionado por investimentos que fortalecem a economia regional, geram empregos e ampliam as oportunidades de qualificação profissional. Com a consolidação da Rota Bioceânica, o Estado se prepara para conquistar novos mercados e intensificar o comércio internacional, posicionando-se estrategicamente no cenário sul-americano. Dados do Panorama Geral da Indústria da Confecção de 2024 mostram que Mato Grosso do Sul possui 225 empresas ativas, gerando 3.118 empregos formais, com salário médio de R$ 1.680. Campo Grande concentra 52,5% dos postos. As empresas de médio porte são responsáveis por 1.487 empregos, seguidas por pequenas (898), micro (470) e grandes (263). Entre as principais ocupações estão costureiras e ajudantes de confecção – profissões marcadas por ampla presença feminina e exigência predominante de ensino médio completo. Na avaliação da presidente do Sindvest (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de MS), Idalina Zanolli, a implementação da Rota Bioceânica representa uma oportunidade estratégica para o fortalecimento da indústria da confecção no Estado. “A rota é uma chance concreta de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e atrair novos investimentos, com potencial para tornar nossos produtos mais competitivos, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Empresas que hoje não exportam poderão começar a fazê-lo”, afirmou. Idalina acredita que a logística mais eficiente despertará o interesse de grandes grupos empresariais, que podem ver em Campo Grande uma base estratégica de operações. Ela também destaca o impacto na geração de empregos, especialmente para mulheres, que hoje representam quase 80% da força de trabalho do setor no Estado. “Com a consolidação da Rota Bioceânica, a expectativa é de que o setor de confecção de MS se torne ainda mais competitivo e conectado a mercados internacionais”, acrescenta. Reflexo concreto dessa tendência é a chegada de uma nova fábrica em Naviraí, que já começa a gerar oportunidades e demanda por profissionais qualificados, especialmente na área de costura, impulsionando a economia local e fortalecendo a cadeia produtiva do setor. “Um dos municípios que chamou a atenção da diretoria foi Naviraí, que no passado abrigou duas importantes indústrias de confecção. Observamos ali a oportunidade de resgatar uma mão de obra já treinada, com experiência no setor. Esse foi o principal motivo que nos levou a escolher o município como sede para mais uma filial no Mato Grosso do Sul”, destaca a sócia e diretora-executiva da Nilcatex, Simone de Oliveira. A indústria produz itens como camisetas, jaquetas, moletons, calças, bermudas, mochilas, entre outros. A partir de 2005, a companhia decidiu expandir suas operações para o Centro-Oeste, com a implantação de uma unidade em Campo Grande. “A operação começou de forma modesta, com o aluguel de um galpão de 500 metros quadrados. Posteriormente, com o apoio da prefeitura da capital, que doou um terreno de 20 mil metros quadrados, construímos nossa nova fábrica, com 6.300 metros quadrados, onde permanecemos até hoje”, conta a executiva. Atualmente, a unidade de Campo Grande emprega 130 colaboradores de forma direta. Segundo Simone, a empresa tem expectativa de retomar o patamar de 400 empregos diretos, número já alcançado em períodos anteriores. No entanto, a falta de mão de obra qualificada tem sido um dos principais obstáculos. A expansão da fábrica para Naviraí também conta com apoio do poder público local. Segundo a diretora, o compromisso firmado com a prefeitura prevê inicialmente a geração de 40 empregos diretos, mas a meta é mais ambiciosa: alcançar 115 postos de trabalho. Simone pondera, no entanto, que para atingir esse objetivo será necessário implantar um segundo turno de operação, já que a empresa atualmente funciona em um espaço de apenas 500 metros quadrados, também cedido pelo município. “A empresa já elaborou o projeto para a construção de uma nova unidade com 6 mil metros quadrados de área construída. Acreditamos no potencial de Naviraí e queremos contribuir com a geração de empregos e o desenvolvimento regional”, reforçou. A gerente de Recursos Humanos, Tailene Quintino, ressaltou os desafios e conquistas da implantação da unidade em Naviraí, especialmente, no que se refere à formação e contratação de mão de obra qualificada. “Foi um desafio engrandecedor. Fomos para um município que ainda não conhecíamos, carente de indústrias. Abrimos as portas com grande entusiasmo e, hoje, já contamos com 37 colaboradores. Nossa meta é chegar a 115 contratados. Deste total, 70 vagas são destinadas a costureiras, o que tem sido nosso maior desafio”, explicou. Diante disso, a empresa decidiu agir de forma estratégica e socialmente responsável, promovendo a qualificação local. “Enxergamos esse desafio não apenas do ponto de vista da empresa, mas também sob uma perspectiva social e municipal. Por isso, nos unimos à Prefeitura de Naviraí, ao Senai e à Funtrab para desenvolver um curso de formação de costureiras. Muito além de atender nossas necessidades, essa ação irá beneficiar o município como um todo”, ressaltou Tailene. Mais do que metas e crescimento produtivo, a fábrica também vem se destacando por promover um ambiente de trabalho acolhedor, humano e comprometido com o bem-estar das colaboradoras. A colaboradora Tatiana Oliveira Reis relatou sua satisfação em fazer parte da empresa. “Tenho muita gratidão pela oportunidade que a empresa me deu, e que vem dando a outras mulheres. Assim como eu, elas viram que a Nilcatex é uma empresa grande, estruturada e que valoriza muito seus funcionários. E isso se confirma no dia a dia. A empresa celebra praticamente todas as datas comemorativas: Dia da Mulher, Dia das Mães — sempre com carinho. É muito gratificante fazer parte disso.” A Kibela, empresa especializada na confecção de moda praia, fitness e ballet, tem se consolidado como referência no Centro-Oeste brasileiro. Com lojas de varejo em Sinop (MT), Cuiabá (MT), Campo Grande e Dourados (MS), a marca se destaca pelo crescimento acelerado, pela aposta em modelagens inclusivas e pelo investimento na capacitação de mão de obra em sua fábrica localizada na capital sul-mato-grossense. Segundo a sócia-proprietária, Irlanda Cabral Coelho, a trajetória da empresa começou de forma modesta. “Iniciamos em 2003 neste segmento. Antes, eu produzia lingerie sozinha. Com a entrada do
Diante de alerta de seca e altas temperaturas, Estado vai suspender a queima controlada
O Governo de Mato Grosso do Sul vai publicar nos próximos dias uma portaria suspendendo a queima controlada no Estado, como medida preventiva diante do agravamento das condições climáticas. A decisão foi reforçada terça-feira (22), durante a 20ª Reunião Ordinária do CICOE (Centro Integrado de Coordenação Estadual), realizada na sala de crise da Polícia Militar, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. A queima controlada é o uso planejado e autorizado do fogo em áreas específicas, com o objetivo de prevenir incêndios florestais maiores e controlar a biomassa acumulada. É uma técnica utilizada em atividades agropastoris ou florestais, com acompanhamento técnico e dentro de limites predefinidos, visando reduzir o risco de incêndios acidentais ou criminosos.A proibição deve valer de 1º de agosto a 30 de novembro para todo o território sul-mato-grossense. A medida foi motivada pelo avanço da estiagem, sobretudo nos municípios da região norte do Estado, e por projeções que indicam um trimestre ainda mais seco e quente entre agosto e outubro. De acordo com o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e presidente do CICOE, o cenário atual exige ações para conter o risco de incêndios florestais. “Estamos vivendo o período de início de seca, com chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas previstas para os próximos meses. Diante desse cenário, o CICOE decidiu pela suspensão da queima controlada em todo o Estado”, afirmou Verruck. Papel estratégico do CICOE Coordenado pela Semadesc, o CICOE é uma estrutura interinstitucional permanente que reúne diversas entidades estaduais e federais com atuação direta na prevenção e combate a incêndios florestais. Participam do grupo o Corpo de Bombeiros Militar, Imasul, PMA, Ibama, Defesa Civil, ICMBio, Cemtec e representantes da sociedade civil organizada, como a Famasul. O centro atua como um espaço de articulação e decisão estratégica, promovendo integração das ações, monitoramento contínuo dos riscos ambientais e coordenação das respostas emergenciais. Uma das bases das deliberações do CICOE é a análise técnica do CEMTEC (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS), que subsidia o grupo com dados atualizados sobre clima, umidade, focos de calor e precipitações. Sinais de alerta Na reunião, a coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes, apresentou o panorama climático do Estado. Apesar da redução de 54,2% nos focos de incêndio florestais em relação ao mesmo período de 2024, os indicadores apontam alerta de agravamento da seca em vários municípios, especialmente nas regiões norte, nordeste e leste. O acumulado de chuvas previsto para o trimestre de agosto a outubro (ASO), segundo séries históricas de 30 anos, será abaixo do previsto. “Com esses dados, identificamos que a maioria dos municípios encontra-se em nível de alerta, e alguns já em nível de alerta alto, especialmente nas regiões norte e nordeste”, alertou a meteorologista. Outras deliberações O diretor-presidente do Imasul, André Borges apresentou alterações no Decreto nº 11.766/2004, que trata da isenção de custos de licenciamento ambiental para atividades em Unidades de Conservação, assentamentos e áreas de soltura de animais silvestres. O assunto foi debatido na reunião com as entidades. Outro destaque foi a apresentação do Projeto FNMA 2025 de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais nos Municípios, que prevê o fortalecimento da capacidade de resposta das administrações municipais por meio da implantação de Planos Operativos de Prevenção e Combate (PPCIFs) simplificados e emergenciais. Resultados positivos Apesar do cenário desafiador, os dados também revelaram avanços significativos na redução das queimadas. Em 2025, o Pantanal registrou queda de 97,9% na área queimada, enquanto no Cerrado a redução foi de 50,6%. As ocorrências de incêndios florestais atendidas pelo Corpo de Bombeiros recuaram 54,2% em todo o Estado. Segundo Jaime Verruck, esse resultado se deve à soma de esforços e à atuação integrada entre órgãos públicos e setor produtivo. “O trabalho em parceria com os produtores rurais, com apoio da Famasul, e a ampliação do número de brigadistas – hoje são 700 especializados em incêndios – têm sido essenciais. A atuação da PMA, do Imasul e do Ibama também tem sido incansável. Isso mostra que estamos no caminho certo”, concluiu. Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Coca-Cola Anuncia Nova Versão com Açúcar de Cana nos EUA
A Coca-Cola anunciou, em 22 de julho de 2025, o lançamento de uma versão de seu refrigerante clássico adoçado com açúcar de cana cultivado nos Estados Unidos, com previsão de chegada ao mercado americano no outono. A decisão, divulgada durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre, ocorre poucos dias após o presidente Donald Trump declarar, em sua plataforma Truth Social, que havia convencido a empresa a adotar o “açúcar de cana de verdade” em substituição ao xarope de milho de alta frutose, utilizado na fórmula americana desde os anos 1980. A iniciativa reflete uma resposta às preferências de consumidores e reforça o compromisso com a inovação, ao mesmo tempo que valoriza a produção agrícola nacional. A nova versão, que complementará a linha de produtos da Coca-Cola sem substituir a fórmula atual, será produzida com açúcar de cana proveniente de estados como Flórida, Louisiana e Texas, que respondem por cerca de 30% do fornecimento de açúcar nos EUA. A empresa destacou que o lançamento faz parte de sua “agenda de inovação contínua”, buscando oferecer mais opções que atendam às preferências dos consumidores. James Quincey, CEO da Coca-Cola, afirmou durante uma teleconferência com investidores que a empresa está explorando diversas opções de adoçantes, reconhecendo a “entusiasmo” do presidente pela marca. O açúcar de cana já é utilizado em outros produtos da companhia, como chás, limonadas e Vitaminwater, e em mercados internacionais, como o México, onde a “Mexican Coke” ganhou popularidade nos EUA por seu sabor distintivo. O anúncio ocorre em um momento em que a administração Trump, por meio da iniciativa “Make America Healthy Again” (MAHA), liderada pelo Secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., pressiona empresas alimentícias a reformularem produtos para reduzir ingredientes como xarope de milho de alta frutose, associado por alguns a problemas de saúde como obesidade. Apesar disso, especialistas, como o cardiologista Dariush Mozaffarian, da Universidade Tufts, afirmam que o impacto nutricional do açúcar de cana e do xarope de milho é praticamente idêntico, ambos contendo cerca de 50% de frutose e glucose, com efeitos metabólicos semelhantes. A mudança, portanto, parece atender mais a preferências de sabor e à valorização de ingredientes naturais, além de apoiar os produtores americanos de cana-de-açúcar. A decisão também tem implicações econômicas. A produção de xarope de milho, que consome cerca de 400 milhões de bushels de milho anualmente nos EUA, é subsidiada pelo governo, enquanto o açúcar de cana enfrenta tarifas de importação, tornando-o mais caro. A Associação dos Refinadores de Milho alertou que uma substituição total do xarope por açúcar de cana poderia custar milhares de empregos e reduzir a receita agrícola em até US$ 5,1 bilhões. No entanto, ao optar por adicionar a nova versão sem eliminar a fórmula atual, a Coca-Cola evita impactos significativos no setor agrícola, ao mesmo tempo que atende à demanda por produtos com apelo tradicional.O lançamento reflete uma tendência de mercado, com concorrentes como PepsiCo e Dr Pepper já oferecendo versões adoçadas com açúcar de cana desde 2009. A “Mexican Coke”, importada em garrafas de vidro, já é um sucesso entre consumidores americanos, especialmente em lojas como Costco e Target. A nova versão americana, com açúcar de cana local, promete reforçar a conexão com os valores tradicionais de produção doméstica, oferecendo um produto que ressoa com a nostalgia e a qualidade percebida de ingredientes naturais. A iniciativa também alinha-se com a visão de fortalecer a economia local, promovendo empregos e a agricultura nos estados produtores de cana.
Acordo Histórico entre EUA e Japão Fortalece Economia Americana
No dia 22 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com o Japão, descrito como um marco na relação econômica entre as duas nações. O pacto, que promete impulsionar a economia americana, inclui um investimento japonês de US$ 550 bilhões em setores estratégicos dos EUA, com 90% dos lucros permanecendo no país. Além disso, as tarifas sobre importações japonesas, incluindo automóveis, foram reduzidas de 25% para 15%, um alívio significativo para montadoras como Toyota e Honda, que representam 28,3% das exportações do Japão para os EUA. O acordo também abre o mercado japonês para produtos americanos, como carros, arroz e outros itens agrícolas, promovendo maior equilíbrio comercial. O investimento japonês será direcionado a setores cruciais, como infraestrutura de energia, semicondutores, mineração de minerais críticos, produção farmacêutica e construção naval. Essa injeção de capital é vista como uma oportunidade para revitalizar a indústria americana, criando centenas de milhares de empregos e fortalecendo cadeias de suprimento domésticas. A redução da tarifa de importação para 15% reflete um compromisso com o comércio justo, reduzindo o déficit comercial dos EUA com o Japão, que em 2024 atingiu US$ 69,4 bilhões. A abertura do mercado japonês para produtos agrícolas, como o arroz americano, cuja importação aumentará em 75%, e a compra de 100 aviões Boeing, reforçam a competitividade dos produtores americanos. O acordo também inclui compromissos japoneses para adquirir US$ 8 bilhões em produtos agrícolas, como milho e soja, além de equipamentos de defesa, elevando os gastos anuais do Japão com empresas americanas de US$ 14 bilhões para US$ 17 bilhões. Essas medidas fortalecem a parceria estratégica entre os dois países, promovendo segurança econômica e militar no Indo-Pacífico. A redução das barreiras para carros americanos no Japão, como a eliminação de testes de segurança adicionais, é um avanço significativo para montadoras dos EUA, que agora terão acesso mais amplo ao mercado japonês.A negociação, conduzida sob pressão de um prazo de 1º de agosto para a imposição de tarifas mais altas, demonstra a habilidade de Trump em alcançar acordos que priorizam os interesses americanos. O presidente destacou que o pacto não apenas cria empregos, mas também reforça a liderança econômica dos EUA, garantindo que o país colha a maior parte dos benefícios. O mercado japonês reagiu positivamente, com o índice Nikkei 225 subindo 2% e ações de montadoras como Toyota e Honda registrando altas de até 13%. Embora alguns detalhes do acordo, como a estrutura do fundo de investimento, ainda não tenham sido totalmente esclarecidos, a magnitude do compromisso japonês sinaliza confiança na economia americana. O pacto reflete uma abordagem pragmática, onde o fortalecimento da indústria e do comércio é alcançado sem comprometer a soberania econômica. Para os americanos, esse acordo representa um passo em direção à recuperação da manufatura e à criação de oportunidades para trabalhadores e comunidades locais.








