Em Dourados, estudantes do ensino médio estão vendo a matemática brotar no quintal da sala de aula. Na Escola Estadual Floriano Viegas Machado, folhas verdes, canteiros e compostagem são as ferramentas de aprendizado do projeto Horta Geométrica: ensino e sustentabilidade. A iniciativa é coordenada pelo professor Heldo Aran, que tem ensinado aos estudantes, de forma prática, conceitos matemáticos e lições sobre meio ambiente, trabalho em equipe e alimentação saudável. A proposta nasceu do incentivo da Fundect (a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia) por meio do PICTEC (Programa de Iniciação Científica e Tecnológica de Mato Grosso do Sul). O diferencial inovador do projeto está justamente no formato dos canteiros: círculos, quadrados, triângulos e outras figuras geométricas auxiliam os estudantes a aprenderem geometria, literalmente, no chão da escola. “O projeto ensina matemática e sustentabilidade de forma prática, por meio de uma horta em formato geométrico. Dentre os objetivos, destacamos o ensino de forma aplicada, o que auxilia na assimilação do conteúdo e, consequentemente, no aprendizado”, explica o professor Heldo. Segundo ele, os estudantes participam de todas as etapas do projeto: da construção dos canteiros ao plantio, passando pela compostagem e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. “Nossa escola não perde nada de resíduos, tudo é transformado em adubo para uso na horta. E os alunos estão criando gosto pelo estudo da matemática”, ressalta. Os alimentos produzidos – hortaliças e ervas medicinais – são aproveitados na própria escola. Os conceitos de sustentabilidade, ecologia, geometria, álgebra e até saúde são trabalhados em conjunto com diferentes disciplinas. A horta ainda se tornou um espaço de integração entre os alunos e também com os estudantes do ensino fundamental e da educação especial. “Alguns comentam que nunca haviam estudado matemática de forma prática. Segundo eles, isso ajuda no aprendizado, pois contextualiza a teoria de sala de aula”, relata o professor Heldo. “Além disso, eles têm a oportunidade de consumir alimentos de qualidade que são produzidos por eles.” Trabalho em equipe e aprendizado preparam para desafios futurosAline Freitas, uma das estudantes do projeto, diz que a horta foi uma porta de entrada para um novo jeito de aprender. “Esse projeto representa uma forma diferente de se envolver com a escola e de fazer algo útil de verdade. Ele me fez enxergar que dá pra aprender matemática de um jeito mais leve, ligado ao dia a dia, e ainda ajudar o meio ambiente.” Ela destaca ainda que aplicar os conteúdos em um espaço concreto facilitou o entendimento da disciplina. “Eu entendi melhor a geometria porque a gente aplicou tudo na prática. Além disso, estou aprendendo a trabalhar em grupo e sobre a importância da sustentabilidade também”. Outro estudante participante é Vitor Pires, que também vê na horta uma nova maneira de compreender a matemática e a natureza. “O projeto representa para mim uma forma de colocar em prática o que eu aprendi em aulas e também me ensina como é o funcionamento das plantas e as características específicas de cada uma”, explica. Vitor também acredita que o projeto contribui para sua formação pessoal e profissional. “Eu diria que é um ótimo aprendizado para a nossa fase adulta, já que muitos de nós provavelmente irão trabalhar com muitas pessoas e ter esse conhecimento e experiência de trabalho com pessoas vai melhorar o que há em nós, além de ter uma equipe incrível e muito bem harmônica”, analisa. O colega de projeto, Pedro Prado, ressalta a importância da troca de conhecimento durante as aulas na hora. “Meu aprendizado melhorou graças às apresentações e explicações que demos para os alunos mais novos, o que nos fez compreender mais sobre as figuras geométricas tridimensionais”, reflete. Agora é sua vez: PICTEC chega à 5ª edição com mais recursos e bolsas Criado em 2021, o PICTEC já atendeu mais de 2.300 estudantes e professores em 500 projetos de pesquisa em todo o Estado. Diante do sucesso das edições anteriores, a Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), lançou a 5ª edição do PICTEC (Chamada Fundect nº 24/2025 – PICTEC MS – Edição 5). O investimento previsto é de R$ 7,2 milhões com oferta de 1000 bolsas de R$ 400 para estudantes e de 250 bolsas de R$ 800 para professores-orientadores por um período de 12 meses. As inscrições seguem abertas até 5 de setembro de 2025, às 17h (horário de MS), pelo site da Fundect: www.fundect.ms.gov.br. Podem participar professores vinculados à Rede Estadual de Ensino, ao Colégio Militar e ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), que devem submeter propostas nas áreas de Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana e Tecnologias Sociais e Assistivas. Comunicação Fundect
Ministro do Turismo garante hospedagem acessível para COP30 em Belém
Em meio a relatos de alta nos preços das acomodações em Belém durante o período da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o Ministério do Turismo realiza uma série de vistorias em obras de infraestrutura e na rede hoteleira da capital paraense. Para o chefe da pasta, ministro Celso Sabino, o argumento de que os preços cobrados na capital paraense são impraticáveis está sendo “mitigado e absolutamente superado”. Em entrevista, Sabino destacou que o governo federal está investindo mais de R$ 4 bilhões em obras na cidade em razão do evento. “Vai deixar um grande legado para o povo do Pará, especialmente para a região metropolitana de Belém.” Além de grandes hotéis, integram a lista, segundo ele, o Parque da Cidade e o porto na Ilha de Outeiro, onde ficarão atracados os navios que vão servir de acomodações para diversas delegações. “Estamos com milhares de leitos que vão ficar prontos agora em agosto. Alguns ainda nem começaram a ser disponibilizados. O governo brasileiro está atuando fortemente para que não haja nenhum argumento – inclusive esse de que não há leitos e de que os preços estão exorbitantes. Visitei hotéis aqui, hoje, que estão sendo entregues com diárias de R$ 2 mil ou R$ 3 mil”, disse. “Além disso, vai haver preços subsidiados para delegações de países com pouco poder aquisitivo”, completou. Questionado sobre sugestões feitas por delegações, incluindo a retirada de algumas sessões de trabalho da cidade de Belém, mantendo apenas a cúpula de líderes na capital paraense, Sabino respondeu que o governo tem trabalhado para que não haja qualquer tipo de empecilho para realização da conferência. “Estamos trabalhando para que não haja argumento algum para que a COP seja dividida ou não aconteça na cidade de Belém. Posso garantir a você que temos hospedagens e temos preços justos.” “Durante a COP em Sharm el-Sheikh, houve delegações que não quiseram ir para o Egito. Durante a COP em Dubai, houve delegações que não quiseram ir para Dubai. Aqueles que apostam contra a COP da floresta, a COP de Belém, vão perder”. Agência Brasil
Mega-Sena acumula para R$ 100 milhões
O prêmio da Mega-Sena acumulou para R$ 100 milhões. Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2896, realizado na noite de sábado (2), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O próximo sorteio será na terça-feira (5). As seis dezenas sorteadas foram: 08, 09, 12, 16, 43 e 53. A quina teve 78 bilhetes premiados. Cada um receberá R$ 47.035,94. Os 6.363 acertadores da quadra terão o prêmio de R$ 950,41 cada. Para o próximo concurso da Mega-Sena, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de terça-feira pelo aplicativo Loterias Caixa e no portal Loterias Caixa. O jogo também pode ser feito nas casas lotéricas de todo o país. A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Brasil vence Colômbia nos pênaltis e conquista a América pela 9ª vez
Em um jogo histórico, a Seleção Brasileira venceu a Colômbia nos pênaltis por 4 a 3 e conquistou a Copa América pela 9ª vez. O que se viu no campo do Rodrigo Paz Delgado foram as razões desta ser a maior rivalidade do futebol feminino sulamericano: um empate em 4 a 4 e duas seleções que pareciam se recusar a perder. Entre as heroínas da conquista brasileira, a primeira de Arthur Elias na Seleção, Marta, autora de dois gols na final e melhor jogadora do torneio, e Lorena, com dois pênaltis defendidos, simbolizam o poderio ofensivo e a solidez defensiva que dá a hegemonia ao Brasil. Amanda Gutierres, artilheira da competição, e Angelina também marcaram no tempo regulamentar. Não é à toa que a Copa América de 2025 teve em sua final a reedição da de 2022: Brasil e Colômbia há algum tempo aparecem um patamar acima das rivais sul-americanas. E a rivalidade, que já tinha aparecido no empate sem gols que fechou a fase de grupos, logo apareceu na final, que começou em ritmo acelerado como o da altitude de Quito. As duas seleções alternavam momentos de superioridade no início da partida, com chances de ambos os lados, mas quem chegou primeiro ao gol foi a Colômbia. O Brasil estava no ataque e a árbitra ignorou uma falta clara em Kerolin, deixando a bola livre para a Colômbia contra atacar. O time colombiano lançou na área e a bola sobrou para Izquierdo, que passou para Ramírez e dela para Caicedo chutar e abrir o placar. Com 1 a 0 no placar, as colombianas lançaram mão do expediente de provocações e entradas mais duras contra as brasileiras. Arthur Elias não esperou o intervalo para fazer as primeiras mudanças: botou Isa Haas na vaga de Fê Palermo e Amanda Gutierres na de Dudinha para dar mais experiência e pegada à equipe. Aos poucos o Brasil retomou o controle do jogo e passou a dominar as ações ofensivas. Até que em uma disputa de bola na área colombiana, Gio e Carabalí caíram juntas. A colombiana se descontrolou e desferiu uma cabeçada no rosto da camisa 11 da Seleção. A árbitra foi chamada ao VAR, onde viu a penalidade, mas não a agressão e puniu a colombiana apenas com o amarelo. Na cobrança, a capitã Angelina calmamente bateu no ângulo de Tapia e igualou tudo. Segundo Tempo A Seleção por pouco não virou o placar no primeiro lance do segundo tempo, com Gio. O Brasil tinha o controle do jogo, quando em uma bola dominada na defesa, Tarciane tentou o recuo justamente quando Lorena saía do gol. O toque enganou a goleira e entrou contra a própria meta. Sem tempo para se abater, o Brasil se reequilibrou e voltou ao ataque. Com a referência na área, Gio cruzou pela direita e encontrou Amanda Gutierres. Como uma autêntica camisa 9, ela dominou no peito deixando a bola à feição para bater cruzado e empatar. Um golaço da centroavante. Mas a Colômbia devolveu. No meio de campo, Ramírez tocou de calcanhar para Caicedo. A atacante partiu para o ataque tendo apenas Isa Haas à sua frente. A colombiana gingou e esperou a hora certa para devolver para Ramírez, que bateu na saída de Lorena e recolocou a Colômbia à frente aos 44 do segundo tempo. O gosto da primeira vitória sobre a Seleção e a primeira conquista continental já estava na boca das colombianas, que faziam a cera que podiam, ansiosas pelo apito final. Mas aos 51 minutos, em um lance mal afastado pela defesa, a bola procurou a maior de todas: Marta, que bateu de primeira, num bate-pronto de fora da área que encontrou o ângulo de Tapia. Um dos mais belos gols da carreira da Rainha, que levou a final para a prorrogação. Prorrogação Quanto mais o jogo passava, mais o cansaço demandava controle emocional das jogadoras. E vendo a energia das colombianas diminuir, o Brasil ditou o ritmo da prorrogação e teve calma para achar o espaço – e muita inteligência. Angelina lançou Marta na área, que, ao ver que não conseguiria cabecear, ajustou o corpo para empurrar a bola para o gol com o pé direito, surpreendendo Tapia. Foi a primeira vez que o Brasil esteve a frente no placar. Porém, a Colômbia não se rendeu. Caicedo teve um contra-ataque interrompido com falta de Isa Haas. Na cobrança, Leicy Santos teve calma e categoria para bater no ângulo, sem chances para Lorena. A decisão foi para a marca da cal. Pênaltis A decisão por pênaltis teve reviravoltas como a partida. Tarciane cobrou e colocou o Brasil na frente, mas Usme empatou. Na segunda Rodada, Tapia defendeu o de Angelina e Restrepo virou para a Colômbia. Amanda Gutierres fez o seu, e Paví isolou, empatando em 2 a 2. Mariza recolocou o Brasil na frente, abrindo caminho para Lorena brilhar e defender a cobrança de Leicy Santos. Marta levou a bola à cal para fechar o jogo, mas Tapia defendeu; Caicedo empatou em seguida. Jhonson, com muita categoria, e Bonilla converteram a primeira rodada de cobranças alternadas. Na segunda, Luany fez e Lorena agarrou o pênalti de Carabalí – e junto a nona Copa América do Brasil. CBF
SES conduz visita técnica no HR de Dourados e apresenta estrutura voltada à alta complexidade no Conesul
Com mais de uma centena de leitos, seis salas cirúrgicas, unidades de terapia intensiva e serviços de alta complexidade em áreas estratégicas como ortopedia, cardiologia e oftalmologia, o Hospital Regional de Dourados foi apresentado a gestores em saúde da região, em visita técnica realizada na manhã de sexta-feira (1º). A unidade, que integra a política de regionalização da atenção hospitalar do Governo do Estado, está em fase preparatória para iniciar os atendimentos. Ela irá reforçar o planejamento estruturado com base em evidências para ampliar o acesso e a resolutividade em Dourados e toda a macrorregião Conesul do Estado. Nesta manhã, a visita teve início pela Unidade I do complexo, seguida de apresentação técnica do perfil assistencial, realizada na Unidade III. O destaque foi para a estrutura instalada, os fluxos previstos e a capacidade operacional planejada. Diretores técnicos e representantes dos hospitais da região foram convidados para conhecer a estrutura e as capacidades do novo Complexo Hospitalar. “Essa aproximação entre os entes federativos, gestores e profissionais é fundamental para garantir um processo de implantação seguro, transparente e alinhado com a rede já existente. O Hospital é uma peça-chave na consolidação da regionalização e da nova arquitetura da saúde no Estado”, avaliou a secretária adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone. Hospital estruturado com base em dados epidemiológicos Segundo o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a escolha dos serviços que serão ofertados pela unidade obedece a critérios técnicos e dados epidemiológicos da região. “A oferta do Complexo Hospitalar de Dourados foi definida com base em dados epidemiológicos. A estrutura e as especialidades foram planejadas a partir de evidências, com foco naquilo que a população realmente precisa, para oferecer a melhor assistência médico-hospitalar que venha ao encontro das necessidades da população”, pontuou. “E tivemos o zelo de só apresentá-lo aos gestores da unidade e região quando já estivesse pronto e com a organização social definida, que foi selecionada dentro dos maiores critérios de transparência, qualidade e boa formação profissional”, completou. O hospital contará com leitos clínicos, terapia intensiva — sendo 10 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulto e 10 de UTI pediátrica — e uma nova ala voltada a cuidados prolongados e atendimento cardiológico, incluindo serviço de hemodinâmica. A Unidade III funcionará como centro de especialidades diagnósticas, com foco em exames de alta complexidade e consultas especializadas, enquanto as demais unidades darão suporte à internação e aos procedimentos cirúrgicos. Durante a visita técnica, a superintendente de Atenção à Saúde da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Angélica Cristina Segatto Congro, enfatizou que o modelo proposto busca hierarquizar a rede hospitalar para ampliar a resolutividade e o uso racional dos recursos públicos. “A proposta é garantir que cada unidade hospitalar cumpra seu papel dentro de um sistema articulado, com foco na qualidade da assistência e na otimização dos serviços”, explicou Congro, que conduziu a apresentação técnica dos dados que embasaram a escolha dos serviços e o desenho da rede na macrorregião. Fases de implantação A estrutura do Complexo Hospitalar de Dourados está sendo implantada por etapas. A Unidade II dará continuidade à produção assistencial que já vinha sendo realizada no local, com reorganização de fluxos e introdução de novas tecnologias. A Unidade III funcionará como Centro de Diagnóstico e Especialidades Médicas, com exames como tomografia, ressonância magnética, ecocardiograma, polissonografia, mamografia e endoscopia, além de atendimentos especializados em cardiologia, neurologia, endocrinologia e otorrinolaringologia. Já a Unidade I será o eixo central do hospital geral, com leitos clínicos, UTIs e serviços cirúrgicos. Essa estrutura contará ainda com uma ala voltada a cuidados prolongados e procedimentos de alta complexidade em cardiologia. A ativação progressiva da unidade permite uma transição segura e sustentável, respeitando a maturação dos fluxos assistenciais e a disponibilidade de recursos humanos e tecnológicos. Participaram do encontro representantes da SES, do município de Dourados, da OS AGIR (responsável pela gestão da unidade), Cosems/MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde), Auditoria Estadual, Núcleo Regional de Saúde, Hemocentro de Dourados, Conselho Municipal de Saúde de Dourados, Hospital Universitário da Grande Dourados, Hospital da Vida, Hospital Evangélico, Hospital da Missão Evangélica Caiuá, Cassems, Unimed, Serviço de Anestesiologia e Funsaúde. Danúbia Burema, Comunicação SES
SES alinha com instituições estratégicas modelo de resposta em saúde para o Corredor Bioceânico
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) reuniu quinta-feira (31), na SSD (Superintendência de Saúde Digital), representantes da (Semadesc Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), do Corpo de Bombeiros Militar e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) para alinhar as diretrizes técnicas do Estado no eixo da saúde pública ao longo do Corredor Bioceânico, no trecho que compreende o território sul-mato-grossense. O objetivo da reunião foi avançar na definição do modelo de resposta do SUS (Sistema Único de Saúde) em urgência, emergência e atenção básica para as regiões cortadas pela rota internacional – que liga o oceano Atlântico ao Pacífico – passando por Mato Grosso do Sul desde Bataguassu até Porto Murtinho. A SES integra o trabalho de levantamento técnico detalhado da estrutura de saúde nos municípios do corredor, mapeando unidades com atendimento de urgência 24h, além da presença de serviços considerados essenciais para casos agudos. A iniciativa deverá ser transformada em um sistema digital acessível ao público, integrando dados georreferenciados da rede pública de saúde. “O que estamos estruturando é um mapeamento completo da infraestrutura de saúde em todo o traçado do Corredor Bioceânico em MS. Já existe um trabalho preliminar sobre os pontos de entrada do sistema – unidades de pronto-atendimento e prontos-socorros – e estamos expandindo a identificação desse atendimento considerando-se quatro áreas estratégicas: ortopedia, cirurgia geral, pediatria e assistência materna. Com isso, o usuário terá clareza sobre onde buscar assistência, seja ele brasileiro ou estrangeiro”, explicou o assessor técnico-médico da SES, médico João Ricardo Tognini. “O Corredor Bioceânico é uma política de Estado e de integração continental. Ao garantir cobertura de saúde com base em dados e estrutura real, mostramos o compromisso de Mato Grosso do Sul com um modelo de desenvolvimento sustentável, seguro e centrado nas pessoas”, resumiu a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, destacando que o trabalho de mapeamento da rota fortalece a posição de Mato Grosso do Sul como referência em resposta integrada e cooperação regional. Plataforma interativa Além do mapeamento físico da rede, a SES também está organizando informações epidemiológicas regionais para subsidiar tanto o planejamento estadual quanto a interlocução com autoridades dos países vizinhos. A proposta é que os dados sejam disponibilizados por meio de uma plataforma digital amigável e interativa, que pode assumir o formato de aplicativo, sistema web ou integração com outras ferramentas tecnológicas já em uso. “A ideia é que o usuário em trânsito — como um caminhoneiro ou turista — consiga acessar pelo celular as informações de saúde da cidade onde estiver, como endereço de pronto-atendimento mais próximo e quais especialidades estão disponíveis. Estamos em fase de modelagem, mas a construção será pensada para acesso rápido, com linguagem clara e dados úteis. A base poderá ser integrada ao sistema de urgência que já é utilizado pelo Corpo de Bombeiros”, destacou o coordenador de Tecnologia da Informação da SES, Marcos Espíndola. A superintendente de Saúde Digital, Márcia Tomasi, reforçou que o trabalho é parte do compromisso da SES em garantir que a saúde acompanhe os eixos de desenvolvimento regional e integração internacional do Estado. “Essa é uma agenda estratégica para Mato Grosso do Sul. Estamos conectando vigilância, atenção, urgência e tecnologia da informação em uma proposta que beneficia não apenas quem vive nas cidades da rota, mas também os que circulam por ela. A saúde precisa estar presente onde o desenvolvimento avança, e esse é o papel da SES”, afirmou. “Esse trabalho tem impacto direto no cuidado com a população e no planejamento regional. Estamos integrando áreas da SES — como Vigilância, Urgência, Atenção e Saúde Digital — para entregar uma solução baseada em evidências, com foco em organização da rede e acesso qualificado à saúde”, afirmou a superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro. Participaram ainda da reunião as superintendências de Atenção à Saúde, Vigilância em Saúde, Saúde Digital, Assessoria Técnica Médica da SES e representantes do Corpo de Bombeiros e da Semadesc. A apresentação da solução consolidada está prevista para o dia 30 de agosto, durante fórum técnico que reunirá ações estratégicas do Estado no contexto do Corredor Bioceânico. A expectativa é que, além da saúde, a plataforma possa futuramente agregar outros serviços de interesse público, como segurança, abastecimento e apoio logístico. Danúbia Burema, Comunicação SES
Estabelecimento Penal de Corumbá avança com inauguração de novo espaço de inclusão e reforço na segurança
Com foco na dignidade, reinserção social e fortalecimento da segurança, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) realizou na manhã de sexta-feira (1º), a solenidade de inauguração do novo Espaço de Inclusão no Estabelecimento Penal Masculino de Corumbá – EPC. A ocasião também foi marcada pela entrega de importantes equipamentos de segurança destinados aos policiais penais das unidades masculina e feminina do município. Com área total de 61,2 m², o novo espaço – denominado Solar de Inclusão – possui duas celas com capacidade para 28 vagas e área externa para banho de sol, assegurando melhores condições de acolhimento no ingresso de pessoas privadas de liberdade, conforme previsto na Lei de Execução Penal. A construção representa um importante avanço no respeito aos direitos fundamentais e na qualidade do atendimento inicial aos custodiados. Durante a cerimônia, o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, destacou que a entrega do novo espaço amplia em sete vezes a capacidade do local de inclusão e reforça o compromisso institucional com a modernização da estrutura prisional, promovendo melhores condições tanto para os reeducandos quanto para os servidores. “A gente só consegue alcançar isso com a união de esforços, e essa é a prova viva disso aqui hoje. É uma entrega de todos”, afirmou. Maiorchini também enfatizou que a atuação do sistema penitenciário se dá de forma silenciosa, mas eficaz, com ações de inteligência e resultados concretos na segurança pública. A construção do Solar de Inclusão contou com investimento total de R$ 94.379,49, sendo mais de R$ 66 mil provenientes de recursos de penas pecuniárias – liberados pelo Juiz Corregedor da Comarca de Corumbá, com fiscalização da 3ª Promotoria de Justiça. Um diferencial da obra foi o uso da mão de obra de 22 reeducandos, o que proporcionou economia ao Estado, remição de pena e incentivo à capacitação profissional. Na mesma solenidade, foram entregues novos equipamentos de segurança para uso dos policiais penais das unidades de Corumbá, incluindo espingardas calibre 12, munições de elastômero e coletes balísticos de proteção individual, contribuindo para reforçar a atuação operacional e a proteção dos servidores. Recém-empossada na 1ª Vara Criminal e como juíza corregedora de Corumbá, Dr.ª Melyna Machado Mescouto Fialho se colocou à disposição para colaborar com as ações do sistema prisional local. “É com muita honra que estou aqui conhecendo pela primeira vez a estrutura e me colocando à disposição para atuar sempre em cooperação com as forças de segurança”, afirmou. Também presente, o magistrado responsável pela Vara do Juiz das Garantias de Corumbá, Dr. Idail de Toni Filho, fez um resgate histórico da evolução estrutural do EPC. “Quando cheguei aqui pela primeira vez, fiquei impactado com o desafio. Hoje é outra realidade. Graças ao esforço da Agepen, do Ministério Público, da comunidade, e de todos os envolvidos, o presídio está em uma qualidade exemplar”, declarou. Durante a solenidade, o diretor do Estabelecimento Penal Masculino de Corumbá, policial penal Ricardo Baracat, ressaltou que o novo Solar de Inclusão representa um marco na organização da unidade, ampliando a capacidade total de 358 para 386 vagas — um crescimento de quase 10%. Baracat também destacou os avanços conquistados nos últimos seis meses de gestão, como a melhoria na saúde com a atuação de mais de 12 profissionais da área por meio de convênio com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), a reorganização da custódia conforme perfil dos internos e o aumento da taxa de ocupação laboral de 20% para 39%. Na educação, há mais de 40 alunos matriculados nos ensinos fundamental e médio, além de 14 cursando ensino superior à distância. O projeto de remição pela leitura também tem sido fortalecido, com mais de 55 participantes. Baracat agradeceu ainda o apoio do Conselho da Comunidade e reafirmou o compromisso com um sistema prisional mais eficiente, humano e seguro. A inauguração do novo espaço e a entrega de equipamentos refletem o compromisso da Agepen com a segurança, reinserção social e responsabilidade pública, fortalecendo o papel do sistema prisional de Mato Grosso do Sul como agente de transformação e cidadania. ComunicaçãoAgepen/MS
Ação piloto da SES em Inocência será modelo para municípios de MS em expansão
A ação piloto do programa MS Estado Saudável, desenvolvida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) no município de Inocência, testou na prática a proposta de servir como modelo para municípios de Mato Grosso do Sul em processo de expansão econômica e populacional. A iniciativa trouxe novo formato de resposta integrada para apoiar gestões locais diante dos impactos causados por grandes empreendimentos e crescimento acelerado. Ao longo de uma semana, equipes técnicas da SES atuaram de maneira transversal, promovendo diagnósticos situacionais, escuta qualificada e ações práticas voltadas ao enfrentamento das vulnerabilidades locais. A estratégia incluiu vigilância em saúde, capacitações, visitas técnicas, reorganização de fluxos, revisão de indicadores, ações educativas e orientações para o cuidado com a saúde do trabalhador — público diretamente impactado pelo avanço acelerado de grandes empreendimentos na região. Para o secretário municipal de Saúde, Cristhiano Leal Araújo, a chegada da equipe da Secretaria de Estado de Saúde, por meio do projeto MS Estado Saudável, em um momento de grandes desafios para a saúde pública do município representou um marco de apoio, escuta e transformação para a rede municipal. Ele enfatiza que o modelo de trabalho proporcionou uma atuação conjunta e estratégica em diversas áreas da saúde, como vigilância sanitária, epidemiologia, atenção primária, promoção da saúde, regulação, planejamento e gestão. “Durante os dias de trabalho, a equipe estadual não apenas compartilhou conhecimento técnico, mas também ouviu com sensibilidade as demandas locais, ajudando a identificar fragilidades, propor melhorias e alinhar condutas. Houve investigação de agravos, análise de indicadores, capacitações, visitas técnicas, revisão de fluxos e orientações práticas — tudo com o objetivo de fortalecer a estrutura da saúde no município”, relembra o secretário. “Esse apoio chegou em boa hora. A presença do Estado demonstrou que não estamos sozinhos na luta por uma saúde mais digna e eficiente. Saímos dessa ação mais fortalecidos, mais preparados e mais confiantes para enfrentar os desafios do presente e construir soluções para o futuro”, finalizou. Modelo para futuras intervenções A ação de Inocência foi estruturada com o objetivo de ser replicável. Para a assessora de projetos estratégicos, Danielle Ahad das Neves, coordenadora estadual do projeto, a primeira experiência mostrou na prática o quanto é possível contribuir para a estruturação dos municípios. “Vamos estabelecer um calendário para atuação em outros municípios, desde o início da ação tínhamos essa perspectiva. Há possibilidade de levar para as outras cidades que estão vivenciando momentos similares de expansão e até mesmo de voltar a Inocência com foco em outras frentes, como a Atenção Primária”, destacou. A estratégia, segundo Ahad, é manter o olhar para regiões em transição acelerada, que enfrentam simultaneamente os impactos positivos e os desafios estruturais trazidos pelo desenvolvimento. Em locais como Inocência — que hoje está no epicentro da expansão do setor de papel e celulose, a pressão sobre os serviços públicos cresce de forma abrupta, exigindo respostas rápidas, intersetoriais e sustentáveis. Próximos passos O diferencial da ação em Inocência foi justamente a articulação entre diferentes eixos da gestão pública estadual. A abordagem priorizou a escuta ativa das lideranças locais, a análise territorial e a promoção da saúde em contextos de mudança ambiental, social e econômica. A SES trabalha agora na sistematização dos resultados, elaboração de relatórios técnicos e proposição de um protocolo de expansão da ação para outras localidades. Municípios que estão inseridos em eixos de desenvolvimento industrial e agroflorestal, como Bataguassu, são considerados prioritários para futuras edições do MS Estado Saudável. Além da ampliação territorial, a proposta é que cada nova ação aprofunde áreas específicas, conforme as necessidades do território — podendo envolver mais fortemente áreas como Atenção Primária, Saúde Mental, Regulação ou Vigilância Ambiental. “O projeto MS Estado Saudável, nesse formato testado e aprovado, consolida-se como um instrumento inovador de apoio técnico e político aos municípios, com foco em regiões que vivem processos intensos de transformação social e econômica. A experiência em Inocência deixa como legado não apenas soluções, mas sobretudo caminhos — e um compromisso renovado com a saúde pública de qualidade, integrada, territorializada e resolutiva”, resume a secretária-adjunta Crhistinne Maymone. Danúbia Burema, Comunicação SES
Campo Grande Vôlei mescla base e experiência na disputa da Superliga C feminina
A AECGGV (Associação Esportiva Campo Grande Vôlei) carrega o nome de Mato Grosso do Sul na Superliga C Feminina – Etapa Centro-Oeste 2025, entre os dias 3 e 7 de agosto, na cidade de Sorriso (MT). A competição reúne seis equipes da região Centro-Oeste e a campeã garante vaga na Superliga B do próximo ano. Todas as partidas acontecem na Arena Sorriso. As equipes participantes da regional Centro-Oeste são: Campo Grande Vôlei (MS), Sorriso Hornets (MT), Cerrado Vôlei (DF), Vila Nova (GO), Brasiliense Vôlei (DF) e Ascade (DF). O campeonato é organizada pela CBV (Confederação Brasileira de Voleibol), em parceria com o CBC (Comitê Brasileiro de Clubes). A equipe sul-mato-grossense conta com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer). Fundada em 2021, a AECGV se tornou uma das principais referências na formação de atletas e no fortalecimento do voleibol feminino em Mato Grosso do Sul. Com foco na base, inclusão social e desenvolvimento técnico, o projeto vem consolidando sua identidade com resultados expressivos e planejamento de longo prazo. Para o diretor da AECGV, Samir Dalleh, o momento vivido pela equipe é fruto de um trabalho conjunto que envolve paixão, comprometimento e uma rede de apoio crescente. “Tudo o que a gente tem vivido hoje é fruto de muito trabalho em equipe, de mãos dadas mesmo. A gente sabe que ninguém faz nada sozinho, e o que mais nos orgulha é ver tanta gente contribuindo – comissão técnica, atletas, famílias, parceiros e apoiadores. Esse projeto não é de uma ou duas pessoas, ele é de todos que acreditam no esporte como ferramenta de transformação”, destacou. Em 2023, a equipe foi vice-campeã da Superliga C; em 2024, ficou com a quinta colocação. Em 2025, o projeto aposta em uma mescla entre juventude e experiência. “Nos últimos três anos, nós viemos participando da Superliga C no naipe feminino, mas somente com as nossas garotas das nossas equipes de base. Neste ano, decidimos investir um pouco mais e agregar experiência ao nosso grupo de jovens atletas. Fizemos uma mescla: temos atletas da nossa base e trouxemos seis reforços. São jogadoras experientes, jogadoras adultas, jogadoras de Superliga, para trazer um pouco da experiência delas e transmitir isso na quadra, fazendo esse intercâmbio com as nossas atletas”, explica o técnico João Vitor Nascimento. Segundo ele, o grupo vinha sendo preparado desde o ano passado, com a seleção e formação de atletas da casa. “A gente já estava idealizando essa preparação com as nossas bases. Selecionamos algumas meninas desde o ano passado e preparamos elas durante todo esse período para este ano. Os reforços chegaram há dez dias, então há dez dias elas estão treinando junto com as nossas atletas, para ganhar entrosamento, volume de jogo e tudo mais”. Já a ponteira e oposta Giulia Carla Amorim, de 23 anos, reforça o privilégio de representar Mato Grosso do Sul dentro das quadras. “Representar o Mato Grosso do Sul é sempre uma honra e, ao mesmo tempo, um baita desafio. Tem uma responsabilidade envolvida que mostrar que aqui também tem trabalho sério, talento e gente disposta a fazer história no esporte. Queremos ser exemplo, abrir caminhos pra quem tá começando, dar visibilidade pro vôlei aqui no MS. Se uma menina nova assistir a gente jogar e pensar ‘quero estar ali um dia’, já vale muito”, evidencia a atleta capitã da equipe. Natural de Miranda (MS), a jogadora está há mais de uma década envolvida com voleibol. Para ela, a preparação foi intensa e estratégica. “Já vínhamos mantendo uma base sólida de treinos com as atletas da AECGV, e com a chegada de novas atletas para reforçar o grupo, conseguimos elevar ainda mais o nível. Tivemos uma semana bem intensa, focada em todos os aspectos do jogo”. Caráter social O técnico João Vitor também destaca o papel social do projeto, que atua como vitrine para o esporte e meio de transformação para jovens. “O nosso grande objetivo é mostrar para as nossas crianças e adolescentes que, através do esporte, podem se abrir muitas portas. É um meio de inclusão social fortíssimo. Estamos tentando mostrar para elas, participando dessas competições de alto nível, como a Superliga e o Campeonato Brasileiro Interclubes, outros caminhos de crescimento pessoal, crescimento como cidadão e amadurecimento”. Por sua vez, a capitã Giulia realça a relevância da competição como plataforma de valorização do projeto. “Essa não é a primeira vez que a equipe entra na disputa da Superliga C, mas toda edição é única. É uma chance real de mostrar o valor do nosso projeto, de cada atleta, da comissão, da diretoria. É uma vitrine, sim, mas acima de tudo, é o resultado de muito esforço coletivo”. “A construção desse time veio com muita batalha. Cada ano foi um passo. É um projeto que foi crescendo com os pés no chão, mas com o olhar lá na frente. E hoje sentimos que estamos cada vez mais prontos para voos maiores”, continua Giulia. Segundo o técnico João Vitor, o projeto, hoje, inspira jovens atletas de todo o estado e serve como referência para quem sonha em competir em nível nacional. “O reflexo disso é mostrar aqui pro nosso estado, principalmente servir de espelho para as outras crianças e adolescentes que participam das competições oficiais da Federação, os campeonatos estaduais, e que não têm a possibilidade ainda de participar dessas competições a nível nacional”. “Nós acabamos nos tornando uma referência para elas aqui no estado e, consequentemente, fazemos seletivas no decorrer dos anos, possibilitando a participação de novos talentos, que podem agregar para o Campeonato Brasileiro Interclubes, e também mostrar que o Mato Grosso do Sul tem material humano de qualidade, e que podemos representar bem o estado no nível nacional, completa o treinador. A delegação de Mato Grosso do Sul é composta por 14 atletas e uma comissão técnica experiente, todos envolvidos em um projeto construído de forma voluntária. A estreia da AECGV acontece no domingo








