O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, marcou para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro o julgamento dos réus do chamado “Núcleo 1” ou “Núcleo Crucial” na Ação Penal (AP) 2668, que investiga a tentativa de golpe de Estado. As sessões extraordinárias dos dias 2, 3, 9 e 10 ocorrerão no período da manhã, das 9h às 12h, e a do dia 12 será realizada das 14h às 19h. Também foram convocadas sessões ordinárias para os dias 2 e 9, no período da tarde. Na quinta-feira (14), o relator da AP 2668, ministro Alexandre de Moraes, solicitou ao presidente da Primeira Turma a definição das datas, considerando o encerramento da instrução processual, o cumprimento das diligências complementares e a apresentação das alegações finais pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e por todos os réus. Serão julgados: o réu colaborador, tenente-coronel Mauro Cid; o ex-presidente Jair Bolsonaro; o deputado federal Alexandre Ramagem; o almirante Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.Os réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. STF
Alckmin: socorro a exportador não causará impacto fiscal
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, neste sábado (16), em Brasília, que as medidas de apoio às empresas afetadas pelas taxas que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros não causarão impacto fiscal negativo, pois, a rigor, não configuram um novo gasto para a União. “O que estamos fazendo é antecipando algo que vai ser devolvido; recursos que não pertencem ao governo”, declarou Alckmin ao visitar uma concessionária de automóveis de Brasília para checar como estão as vendas de veículos contemplados pelo programa federal Carro Sustentável, que reduz alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de modelos que atendam requisitos de sustentabilidade. O programa foi lançado em 10 de julho deste ano. “Nem o Drawback, nem o Reintegra, deveriam ter qualquer questão fiscal, porque o dinheiro não é do governo, que está apenas devolvendo mais rápido para aqueles que foram atingidos pelo tarifaço [dos Estados Unidos] e tiveram suas exportações frustradas”, acrescentou o vice-presidente, referindo-se a dois dos mecanismos previstos na medida provisória (MP) que o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional na última quarta-feira (13). Chamada de Plano Brasil Soberano, a MP reúne medidas de apoio estatal às empresas exportadoras e de proteção aos trabalhadores dos setores afetados, liberando cerca de R$ 30 bilhões para compensar eventuais prejuízos aos exportadores brasileiros. Recurso O chamado Drawback é um recurso que possibilita a suspensão da cobrança de tributos que incidem sobre insumos importados utilizados na produção de artigos nacionais exportados para os EUA. Com isso, o prazo para que as empresas consigam exportar as mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime será prorrogado. Já o Novo Reintegra prevê incentivos fiscais que permitirão às empresas brasileiras afetadas recuperar parte dos impostos indiretos incidentes sobre a cadeia produtiva dos produtos exportados, na forma de créditos tributários. Dessa forma, ajuda as empresas a reduzirem custos e melhorar a competitividade no mercado externo. “Vamos dar 3% de Reintegra. Ou seja, a empresa [afetada pela sobretaxa dos EUA] receberá 3% do valor do produto. Isso não deveria ter impacto fiscal, pois é resíduo tributário”, reiterou Alckmin ao destacar que, embora a Constituição Federal estabeleça que as exportações brasileiras não devem ser tributadas, os produtos acumulam tributos embutidos que devem ser restituídos aos fabricantes. “Quando eu exporto um automóvel [por exemplo], mesmo não pagando imposto de exportação, eu paguei imposto ao comprar os pneus, o aço, o vidro. Então, estes impostos precisam ser devolvidos ao exportador. Só que os governos demoram a devolvê-los e o exportador fica com um crédito tributário. O que estamos fazendo é antecipando [a devolução] de algo que vai ser devolvido”, explicou Alckmin. Princípio “O Drawback segue o mesmo princípio. Quando vou comprar um produto para exportar, eu não pago imposto, mas se eu não cumprir o regime [dentro do prazo legal], tenho não só que pagar o imposto como também uma multa […] O que estamos dizendo é que quem comprou um produto para exportar para os EUA terá mais um ano [de prazo] para exportar. Estamos adiando por um ano este Drawback para que o exportador possa buscar outro mercado ou [renegociar com seus clientes] nos Estados Unidos”, assegurou o vice-presidente. A seguir, Alckmin sinalizou que o governo federal tem pressa na aprovação, pelo Congresso Nacional, da medida provisória (MP) e do projeto de lei complementar apresentados pelo Poder Executivo. A MP já está em vigor, mas precisa ser referendada pelos parlamentares em, no máximo, até 120 dias. Além disso, algumas das medidas que constam da MP precisam ser regulamentadas por meio da aprovação de projeto de lei. O vice-presidente da República salientou, ainda, que “temos a expectativa de que isso seja feito rapidamente. Porque um é vinculado ao outro”, concluiu Alckmin ao defender que o Poder Legislativo “tem um papel importante a cumprir, que é o de dar uma resposta rápida” à proposta do governo federal. Agência Brasil
Polícia Civil e PRF prende homem por tráfico de drogas, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, resistência e desobediência
No âmbito da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras, na manhã de sexta-feira (15), a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico – DENAR, em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, realizou a prisão em flagrante de I.O.S. (30), que transportava expressiva quantidade de maconha em veículo produto de roubo/furto. A ação teve início após a DENAR acionar a PRF informando que um veículo Chevrolet Onix, havia evadido de fiscalização da DEFRON em Ponta Porã e seguia em direção a Sidrolândia. As equipes montaram bloqueio no km 425 da BR-060. O condutor, ao avistar a barreira, desviou pelo acostamento e entrou na cidade, desobedecendo ordens de parada. Após acompanhamento tático e novo bloqueio na esquina das ruas Nioaque e Av. Antero Lemes da Silva, o motorista tentou colidir com a viatura da PRF, sendo necessário o disparo de arma de fogo para imobilização do veículo. Com o pneu dianteiro esquerdo furado, o autor foi detido. No interior do veículo foram encontrados 1.627 kg de maconha, embalados em 1.627 tabletes e ocultos sob um pano preto. Consultas revelaram que o veículo, com placa original, havia sido roubado em Carapicuíba/SP no dia 12/08. O autor possui passagens anteriores por porte ilegal de arma de fogo, ameaça e embriaguez ao volante. Ele foi conduzido à sede da DENAR, em Campo Grande, juntamente com o material apreendido, para adoção das medidas cabíveis.
Polícia Civil prende quatro por tráfico de drogas e apreendendo mais de 2t de drogas
A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira – DEFRON, identificou um grupo que utilizava o assentamento Itamaraty, na cidade de Ponta Porã, como ponto estratégico de passagem, razão pela qual foram intensificadas ações de vigilância discreta no local, objetivando detectar qualquer movimentação suspeita. Tendo em vista a confirmação por parte dos moradores e considerando as investigações já em curso, foram realizados diversos monitoramentos, buscando-se flagrar possível atividade criminosa. Assim, na noite de quinta-feira (14), por volta das 21h, a equipe realizou diligência no local, visualizando uma camionete SW4, uma Hilux prata e um Fiat Strada branco, todos ocupados por pessoas que claramente não residiam na região, estacionados em conjunto em uma propriedade local, aparentemente realizando averiguações nos veículos antes de seguir viagem. Diante desses fatos e das suspeitas já consolidadas, procedeu-se à abordagem do grupo, identificando-se os presentes como E.G. (56), J.H.M.S. (32), C.E.S. (35) e C.P.S.J. (31), aos quais foi dada voz de prisão em flagrante. Após a abordagem, foi realizada busca nos veículos, sendo localizada expressiva quantidade de entorpecentes na SW4. Em continuação às diligências, enquanto a equipe transitava pela MS-164, foi avistado um automóvel Gol que tentou fugir, sendo depois abandonado à beira da rodovia e em seu interior foi notada, de imediato, grande quantidade de tabletes similares a droga. Somando os entorpecentes apreendidos, auferiu-se que havia aproximadamente 2.360kg (duas toneladas e trezentos e sessenta quilos) de maconha. Por fim, em consulta aos sistemas informatizados, verificou-se que J.H.M.S possuía mandado de prisão em aberto e já era reincidente em diversos delitos graves, incluindo homicídio.
PF prende em homem com quase 200 canetas emagrecedoras no aeroporto de Brasília
Nesta sexta-feira (15/8), a Polícia Federal prendeu em flagrante um homem que transportava 194 canetas contendo remédio utilizado para emagrecimento, no Aeroporto Internacional de Brasília. Os produtos, de origem estrangeira, foram introduzidos no território nacional sem a devida autorização dos órgãos competentes. O preso foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, onde responderá pelo crime de contrabando, sem prejuízo de outras infrações que venham a ser apuradas.
Uma escola a cada seis dias em MS: Rede Estadual de Ensino entregou 163 reformas desde 2023
As reformas escolares representam manutenção e melhoria efetiva na vida escolar, garantindo ambientes mais seguros, confortáveis e adequados para o aprendizado. Em Mato Grosso do Sul, isso vem acontecendo em ritmo acelerado: desde janeiro de 2023, a REE (Rede Estadual de Ensino) recebeu 163 obras, o que significa uma escola reformada entregue a cada seis dias. O resultado é fruto de um planejamento que alia agilidade e atenção às necessidades de cada comunidade escolar, sob a gestão do secretário de Estado de Educação, Hélio Daher. Segundo a Coordenadora de Infraestrutura, Fiscalização e Gestão de Obras Públicas da SED (Secretaria de Estado de Educação), Tácia Carolina Prado Ronda, o processo começa com um levantamento técnico das demandas estruturais e funcionais de cada prédio escolar. “É feito um levantamento técnico da edificação, onde são observadas questões de segurança, acessibilidade e atendimento as demandas pedagógicas estabelecidas pelo MEC. A partir desse levantamento, define-se junto com a direção escolar o escopo da reforma, bem como a necessidade ou não de ampliação”, explica Tácia. O impacto das melhorias já é sentido no dia a dia escolar. Para o diretor Domingos da Luz Nogueira, da Escola Estadual Sebastião Santana de Oliveira, a reforma trouxe um novo ânimo para a comunidade. “Os estudantes chegam mais motivados, participam mais das atividades e demonstram orgulho do espaço que têm. A estrutura renovada ajuda a criar um ambiente acolhedor, onde todos se sentem valorizados”, afirma. Para Hélio Daher, o ritmo de entrega demonstra o compromisso do Governo do Estado com a melhoria do ambiente escolar. “Cada reforma significa mais conforto, segurança e motivação para nossos estudantes, professores e servidores. Investir na infraestrutura é investir diretamente na aprendizagem e no futuro de Mato Grosso do Sul”, destaca o secretário. Jackeline Oliveira, Comunicação SED
MS registra menor índice de desemprego desde 2012, com 2,9% de desocupação no segundo trimestre
A taxa de desocupação em Mato Grosso do Sul caiu para 2,9% no 2º trimestre de 2025, de acordo com a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral) do IBGE. É o menor patamar já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa queda de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (4%) e de 0,9 ponto na comparação com o mesmo período de 2024 (3,8%), conforme aponta o Boletim do Observatório do Trabalho sobre a PNAD Trimestral, elaborado pela Semadesc e Funtrab. O desempenho coloca Mato Grosso do Sul na quarta posição entre os estados com menor taxa de desemprego no país, atrás apenas de Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). A diferença em relação à média nacional (5%) é de 2,1 pontos percentuais. Em Campo Grande, a taxa de desocupação foi de 4,3%, oitava menor entre as capitais brasileiras. Para o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, os números reforçam a solidez do mercado de trabalho estadual. “É importante destacar, em primeiro lugar, que devemos comemorar a taxa de desocupação de 2,9% registrada no segundo trimestre. No trimestre anterior, estávamos em torno de 4%, e no mesmo período do ano passado, 3,8%. Portanto, 2,9% representa praticamente um recorde histórico de desemprego extremamente baixo em Mato Grosso do Sul. Esse resultado é muito positivo e mostra que os investimentos privados realizados no Estado têm contribuído efetivamente para ampliar o emprego”, afirma Verruck. O secretário ressalta ainda que a queda do desemprego é reflexo também de políticas públicas voltadas à empregabilidade. “Já começamos a ver os resultados do grande programa de qualificação profissional e de alocação de trabalhadores, o MS Qualifica, que tem justamente o objetivo de preparar a mão de obra, conectar oferta e demanda de vagas e ampliar a empregabilidade”, disse Verruck. Informalidade também em queda Outro indicador de destaque é a taxa de informalidade, que mede o percentual de pessoas ocupadas sem carteira assinada ou que trabalham por conta própria sem CNPJ. No Estado, o índice ficou em 32%, é o 3º menor já registrado na série histórica para um segundo trimestre. A taxa de subutilização da força de trabalho foi de 9,8%, atingindo 281 mil pessoas, enquanto o percentual de desalentados recuou para 0,8%. Para Verruck, a redução da informalidade é tão relevante quanto a queda do desemprego. “Não apenas reduzimos o número de desempregados, mas também conseguimos transferir trabalhadores que estavam na informalidade para o mercado formal. Isso é fundamental, pois reduz a pressão sobre programas sociais, como o Bolsa Família e outros, tanto do governo federal quanto do estadual”, pontuou. O rendimento médio real habitual do trabalho principal foi de R$ 3.466, alta de 2,09% na comparação com o mesmo período de 2024 (R$ 3.395), embora tenha registrado queda em relação ao trimestre anterior (R$ 3.891). No recorte por setor, a maior parte dos trabalhadores sul-mato-grossenses está empregada na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (20,9%), seguida pelo comércio e reparação de veículos (19,3%) e pela agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (10,7%). O mercado formal concentra 67,9% dos ocupados. O secretário lembra que a boa performance do mercado de trabalho também foi favorecida pela recuperação da safra agrícola e pela retomada da atividade industrial. “Tivemos as safras da soja e do milho, a retomada da colheita florestal e empresas operando em plena capacidade. Mesmo o ‘tarifaço’ dos EUA, que certamente terá efeitos no futuro, não provocou impactos significativos no curto prazo sobre o emprego no Estado. Esses fatores, aliados à qualificação profissional e ao estímulo ao setor privado, mostram que Mato Grosso do Sul está no caminho certo. Investindo em qualificação, reduzindo a informalidade e gerando empregos adequados e de qualidade. Nosso propósito é vincular prosperidade à inclusão social, e a melhor forma de inclusão é o emprego formal”, finalizou. Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
1º Big Day das Araras Azuis acontece dias 16 e 17 de agosto no Brasil, Paraguai e Bolívia
Nos dias 16 e 17 de agosto de 2025, o Instituto Arara Azul convida todas as pessoas no Brasil, Bolívia e Paraguai, a fazerem parte de uma grande mobilização: o primeiro Big Day das Araras Azuis – um chamado para a ciência cidadã. Este é um evento de participação aberta onde qualquer pessoa pode colaborar com a conservação da espécie. Neiva Guedes, coordenadora dos projetos de pesquisa e presidente do Instituto Arara Azul, explica a iniciativa. “O Big Day das Araras Azuis foi uma iniciativa científica para uma amostragem de avistamentos nos diferentes locais que a espécie ocorre, porém está tendo uma grande repercussão através de todos os parceiros engajados nessa ideia, onde a ciência cidadã passou a ser outro grande objetivo”. A missão no evento é simples: observar, registrar e enviar para o Instituto as informações sobre avistamentos de araras-azuis da espécie Anodorhynchus hyacinthinus na natureza durante os dias de evento. A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é uma das espécies mais simbólicas da fauna brasileira, e embora protegida por leis e projetos de conservação, ainda enfrenta ameaças sérias, como destruição do habitat natural, mudanças no clima, comércio ilegal de aves silvestres. Ao estimular a ciência cidadã, o Instituto busca ampliar a coleta de dados de forma participativa, envolvendo a sociedade como aliada da conservação. “O primeiro Big Day das Araras Azuis é uma bela iniciativa do Instituto Arara Azul que, com certeza, vai contribuir para o trabalho de educação ambiental, para o turismo de observação de aves e, acima de tudo, contribuir para a conservação dessa espécie fantástica, um trabalho maravilhoso que o Instituto já vem fazendo nas últimas décadas. Então, reforço aqui a importância de todos participarem, registrarem essa espécie que é incrível, que é o símbolo de MS. E que o Big Day das Araras Azuis possa fortalecer ainda mais a identidade de Mato Grosso do Sul como destino de observação de aves e, claro, reforçar a importância da conservação da biodiversidade do nosso planeta”, salienta Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul. Esta ação é inspirada no evento global de observação de aves conhecido como Big Day, no qual observadores de todo o mundo vão a campo para registrar o maior número possível de espécies de aves. Motivado por esse movimento, o Instituto lança a edição especial voltada para a espécie arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), símbolo da biodiversidade brasileira. Quem pode e como participar: Todo mundo pode participar, não precisa ser biólogo, cientista, ornitólogo ou profissional da área. As informações coletadas pelos participantes e recebidas pelo Instituto contribuirão para um importante banco de dados, que será utilizado para mapeamento populacional, monitoramento de áreas de ocorrência e apoio a projetos de conservação ambiental. Veja dicas: Formulário oficial do Instituto Arara Azul (Google Forms) – Acesse clicando aqui: https://forms.gle/J2EEJFAvnBtLTZkn9 Ebird: Faça o download aqui: https://ebird.org/about/ebird-mobile Wikiaves: https://www.wikiaves.com.br Biofaces: https://www.biofaces.com WhatsApp da campanha para envio direto e facilitado: +55 067 9987-10752 ou, se preferir, clique no link e acesse diretamente no: http://wa.me/5567998710752 Todos os dados recebidos serão organizados e analisados pela equipe técnica do Instituto Arara Azul, com apoio de biólogos e cientistas parceiros. Serviço: Evento: Big Day das Araras Azuis Data: 16 e 17 de agosto de 2025 Onde: Em qualquer lugar da sua área de ocorrência (Brasil, Bolívia e Paraguai) — do campo às cidades. A participação é gratuita e aberta a todos. Acompanhe e saiba mais em Instituto Arara Azul: www.institutoararaazul.org.br e Instagram: @institutoararaazuloficial Fonte: Arquivos do Instituto Arara Azul, com informações da Fundtur MS
Governo de MS apresenta nova arquitetura da saúde para qualificar atendimento e cumprir diretrizes do SUS
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), apresentou à imprensa na manhã desta sexta-feira (15) a implementação de um novo modelo organizacional para a rede pública de saúde, estruturado para atender às diretrizes do SUS (Sistema Único de Saúde) e garantir que cada município tenha o nível de atendimento adequado à sua demanda e capacidade instalada. A proposta, chamada de Nova Arquitetura da Saúde, organiza os serviços em uma rede hierarquizada e regionalizada: • Cidades pequenas terão foco na atenção primária, com atendimento em UBS, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas e consultas com clínicos gerais; • Cidades médias passam a fortalecer a atenção secundária, com especialistas, exames de maior complexidade e urgência/emergência; • Cidades grandes concentram a alta complexidade, como cirurgias especializadas, cuidados intensivos, transplantes e atendimento de casos de alta gravidade. A medida atende à Resolução nº 598/CIB/SES, que define parâmetros de resolutividade e complexidade para cada tipo de hospital, e busca corrigir distorções históricas na rede. Hoje, muitos hospitais de referência são ocupados por casos que poderiam ser tratados em unidades de menor complexidade, o que gera sobrecarga, alto custo e impacto na qualidade do atendimento. Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a reorganização permitirá “melhorar os fluxos, reduzir filas e garantir que cada paciente seja atendido no local certo, no tempo certo, pelo nível de assistência adequado”. Ele explica que o Hospital Regional, que é uma unidade de alta complexidade, atualmente ainda está recebendo casos de demanda espontânea no pronto atendimento, o que não é adequado. “Um hospital de alta complexidade deve ser voltado exclusivamente para atendimentos que exigem esse nível de cuidado. Casos mais simples — como uma dor abdominal leve ou uma unha encravada — devem ser direcionados às unidades básicas de saúde ou às unidades de pronto atendimento (UPAs). Com isso, o Hospital Regional ficará integralmente dedicado ao atendimento de pacientes com necessidades realmente complexas, como deve ser”, adiantou. O plano de regionalização já está em execução, com investimentos de mais de R$ 2,2 bilhões desde 2023 em obras, equipamentos, veículos, capacitação e incentivos aos municípios. Entre os avanços, destacam-se: • Hospital Regional de Três Lagoas já em operação; • Hospital Regional de Dourados com início das atividades previsto para 2025; • PPP do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) em Campo Grande, com quase R$ 1 bilhão em investimentos, ampliação de leitos de 362 para 577 leitos. O modelo também prevê um novo financiamento para HPPs (Hospitais de Pequeno Porte), alinhado à realidade de cada região e voltado para ampliar a resolutividade local, evitando deslocamentos desnecessários de pacientes. “Ao reorganizar a rede, estamos garantindo que cada nível de atenção do SUS cumpra plenamente seu papel: a atenção primária, nas UBS, voltada para prevenção e cuidados básicos; a média complexidade, com especialistas e exames mais complexos; e a alta complexidade, nos hospitais de referência, preparada para procedimentos de alto custo e tecnologia avançada. Essa distribuição correta dos serviços fortalece o atendimento, evita sobrecarga e assegura que cada cidadão receba o cuidado adequado no lugar certo e no momento certo”, afirma Marielle Alves Corrêa Esgalha, diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de MS. Reestruturação do PAM para atendimento via regulação Nesse sentido, a partir da próxima segunda-feira (18) o PAM (Pronto Atendimento Médico) do HRMS funcionará atendendo somente pacientes encaminhados pela regulação. A orientação é que a população, ao precisar de atendimento de urgência, procure a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou CRS mais próximo para receber o primeiro atendimento. A medida é tomada para otimizar a vocação do hospital em alta complexidade, atendendo o que preconiza o SUS, e fortalecendo as unidades especificas para baixa e média complexidade, o que inclusive auxilia na redução de filas e na melhoria do atendimento aos pacientes regulados de outras unidades hospitalares. Referência Normativa A reorganização do fluxo de atendimento do HRMS está amparada por diversas normativas que reforçam a hierarquização e o controle por regulação. Entre elas, destacam-se: a Portaria GM/MS nº 6.656/2025, que estabelece a obrigatoriedade do envio periódico de dados de regulação assistencial ao SUS, por meio do Modelo de Informação da Regulação Assistencial (MIRA), integrando mecanismos como SISREG e e-SUS Regulação à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), garantindo monitoramento, transparência e eficiência nos encaminhamentos; além das já consolidadas Portarias nº 1.600/2011, 3.390/2013 do Ministério da Saúde, que normatizam o funcionamento da rede hierarquizada e a necessidade de regulação no acesso. Conforme o PAR RUE (Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências e Emergências), publicado no Diário Oficial Eletrônico nº 9.937 de 8 de julho de 2019, o acesso aos serviços hospitalares do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é realizado exclusivamente por meio da regulação, reforçando o princípio da organização hierarquizada da rede e garantindo que os atendimentos ocorram de forma ordenada, conforme o nível de complexidade e a necessidade assistencial de cada paciente. Somado a isso, em reforço à política de regulação assistencial e à organização hierarquizada da rede, conforme publicado no Diário Oficial Eletrônico nº 11.638, de 8 de outubro de 2024, todas as demandas destinadas ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul são exclusivamente reguladas pela Central Estadual de Regulação. Isso significa que não há outro ponto de entrada para atendimentos na unidade, garantindo que o fluxo de pacientes seja controlado, priorizado e direcionado conforme critérios técnicos e de complexidade, evitando sobrecarga e assegurando o uso eficiente dos recursos hospitalares. Danúbia Burema, Comunicação SESPatrícia Belarmino, Comunicação HRMS








