Mato Grosso do Sul já registrou 13.590 casos prováveis de Dengue, sendo 7.778 casos confirmados, em 2025. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 32ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta segunda-feira (18). Segundo o documento, 17 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 7 estão em investigação. Nos últimos 14 dias, Nioaque, Brasilândia, Alcinópolis, Inocência, Ivinhema, Paranhos, Maracaju, Bataguassu, Itaporã, Aquidauana, Sidrolândia, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas registraram incidência baixa de casos confirmados para a doença. Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Entre as vítimas, 6 delas possuíam algum tipo de comorbidade. Vacinação Ainda conforme o boletim, 181.578 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. Chikungunya Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 13.658 casos prováveis, sendo 6.883 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). O documento também confirma 70 casos da doença em gestantes. Conforme o boletim, 16 óbitos foram confirmados em decorrência da doença nos municípios de Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi. Entre as vítimas, 12 delas possuíam algum tipo de comorbidade. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município. Confira os boletins: Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 32 – 2025Boletim Epidemiológico Dengue SE 32- 2025Kamilla Ratier, Comunicação SES
Estado anuncia inauguração do Hospital Regional
O Hospital Regional de Dourados vai entrar em funcionamento no mês de setembro. A garantia foi dada na manhã desta segunda-feira (18) pelo vice-governador José Carlos Barbosinha, durante solenidade de lançamento de obras de moradias que vão contemplar 198 famílias douradenses, através do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) do governo federal. O Hospital Regional de Dourados teve as obras iniciadas em novembro de 2014, mas passou por várias paralisações e aditivos, e só agora, finalmente, vai ser entregue e entrar em funcionamento, para atender a população de Dourados e dos 33 municípios que para cá recorrem em busca de atendimento médico-hospitalar. A obra foi lançada pelo ex-governador André Puccinelli e passou por dois mandatos do ex-governador Reinaldo Azambuja sem ser concluída. O governador Eduardo Riedel garantiu a ativação do hospital em 2025, confirmada hoje pelo governador em exercício. Barbosinha anunciou que em setembro o governador vai estar em Dourados para inaugurar o Hospital Regional. “Falei hoje com o secretário de Saúde e, finalmente, o tão sonhado hospital vai ser inaugurado”, disse Barbosinha, acrescentando que a empresa Agir Saúde já está equipando a unidade hospitalar. “A Agir já está lá equipando, já contratando as pessoas, o governador vai estar aqui para colocar o nosso hospital regional para funcionar”, revelou. A Agir Saúde é uma organização que administra outras oito unidades hospitalares no país. Segundo ainda o vice-governador, o hospital representará para o Estado um custo de R$ 200 a R$ 240 milhões por ano. Ele destacou a parceria do Estado com o município e ressaltou a capacidade da atual administração municipal. “Marçal, a partir de agora a gente começa a mudar um pouco essa face da saúde em Dourados, tão importante e tão judiada nos últimos tempos. E eu acredito muito na força da nossa parceria, acredito muito no olhar diferenciado que o governo do Estado tem por Dourados, mas acredito mais ainda na sua capacidade de gestão, de articulação”, enfatizou. A construção do hospital envolve várias etapas e investimentos. O complexo hospitalar terá 7.547 metros quadrados e está dividido em três blocos e dois pavimentos, com 80 leitos, incluindo 21 de apoio e 20 de UTI, além de quatro salas cirúrgicas. O Centro de Diagnósticos e Especialidades Médicas – ainda em obras e com previsão de ser concluído em 2026 – recebeu investimento de R$ 17,5 milhões, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Em sua fala, o vice-governador fez elogios à gestão Marçal Filho à frente da prefeitura da segunda maior cidade do Estado. “Dourados, essa cidade com potencial econômico extraordinário, a maior cidade do interior do Estado. E a gente percebe um descompasso muito grande entre o setor privado e o setor público. E a gente fica muito feliz, quando a gente vê a cidade mais limpa, as árvores podadas, os canteiros limpos, a iluminação pública”, enumerou. “E tudo isso em menos de oito meses de gestão. Isso é trabalho de parceria”, apontou. Barbosinha falou da capacidade admistrativa e do poder de articulação do prefeito Marçal Filho e destacou “primeiro a experiência de quem foi vereador, foi deputado estadual, quatro vezes deputado federal e, segundo, a capacidade de dialogar com a bancada federal, de reconhecer se um deputado federal colocou uma emenda, reconhecer aquela ação e é isso que estimula a bancada federal a trazer recursos para a cidade de Dourados”. O vice também destacou o diálogo da gestão municipal com o governo do Estado e também com o governo federal, “uma conexão extremamente importante”.
Construção de casas pelo FAR é resultado de parceria entre município, Estado e União
A diretora-presidente da Agência Estadual de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), Maria do Carmo Avesani Lopez, o diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Interesse Social de Dourados, Eder Felipe Souza, e o vereador Pedro Pepa, vice-líder da prefeitura na Câmara Municipal de Dourados, destacaram a parceria entre o município, Governo do Estado e Governo Federal para a assinatura da ordem de serviços para início das obras de construção de 198 moradias populares através do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) em Dourados. Maria do Carmo Avesani Lopez enfatizou que a assinatura da ordem de serviço era uma conquista porque são 198 famílias que vão ter a oportunidade de ter a sua casa e, principalmente, empreendimentos muito bem inseridos dentro da malha urbana. “Esse terreno já está num local que tem várias moradias, que tem toda a infraestrutura, que tem proximidade com equipamento público, comércio, então não é só a casa, estamos oferecendo também toda uma infraestrutura urbana”, afirmou a diretora-presidente da Agehab. Ela falou sobre a importância social da construção das 198 moradias. “Eu entendo que esses dois empreendimentos é realmente uma inclusão, porque as famílias vão ter a sua moradia e acesso à cidade”, detalhou. “Então, eu acho que essa parceria entre o Governo Federal, Governo Municipal e Governo Estadual é que está permitindo a contratação porque serão investidos R$ 36 milhões nesses dois projetos”, destacou. “Lembrando também que nós ainda estamos com outras 300 unidades no Minha Casa Minha Vida Rural sendo construídas nas aldeias Jaguapiru e Bororó, então são mais 300 famílias que também vão ser atendidas, onde tem parceria dos três entes federados fará, mais uma vez, a diferença na questão habitacional”, completou Maria do Carmo. A diretora-presidente da Agehab-MS também destacou a postura diferente do prefeito Marçal Filho, que está retomado a política habitacional depois de um longo período sem qualquer projeto no município. “Dourados avançando, temos também o programa de lote urbanizado, temos o bônus moradia, que também dá um subsídio, ou seja, dá uma ajuda financeira”, explicou. “Então, são vários projetos que estão em andamento, procurando atender a família que precisa da moradia, adequado à sua condição de renda, e a Prefeitura de Dourados está de parabéns por esse trabalho”, finalizou. O diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Interesse Social de Dourados, Eder Felipe Souza, lembrou que o prefeito Marçal Filho disse, quando o convidou para assumir o cargo, que era inaceitável que uma cidade tão próspera como Dourados tenha pessoas vivendo em condições degradantes. “É isso que nós estamos fazendo, trabalhando para gerar dignidade”, enfatizou. “Quero começar falando do Fundo de Arrendamento Residencial, um programa do Governo Federal que está inserido dentro do Minha Casa Minha Vida, e é um programa maravilhoso porque além de construir casas e sonhos, esse programa traz a dignidade”, enfatizou Eder Felipe. Ele destacou que o programa presta um serviço social, que é o acompanhamento feito com às famílias. “Não poderíamos também deixar de agradecer a parceria com o Governo do Estado, que são mais de R$ 3 milhões investidos nessas obras, sem contar as outras que estão em andamento, por isso agradeço o vice-governador José Carlos Barbosinha e a presidente da Agência Estadual de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), Maria do Carmo Avesani Lopez”, completou. O diretor-presidente da Agehab Dourados também agradeceu a presença do deputado Renato Câmara, destacou a parceria com a Assembeia Legislativa e agradeceu a presença dos vereadores de Dourados. O diretor-presidente da Agehab Dourados lembrou que a união de esforços e parcerias com a Caixa Econômia, Sanesul e setores produtivos, possibilitou a assinatura da ordem de serviço das das 108 moradias no Cidade Jardim e outras 90 casas populares no Residencial Greenville. “São 198 residências que vão ser construídas, num investimento que passa de R$ 30 milhões, sendo R$ 3 milhões em contrapartida da Prefeitura de Dourados com a doação dos terrenos, além de contrapartida financeira”, explicou. Eder Felipe pediu que as famílias procurarem a Agehab para manter os seus cadastros atualizados. “Lembrando que o nosso cadastro é aberto o ano inteiro, então as famílias podem procurar a agência de segunda a sexta-feira para fazer novos cadastros ou atualizar os já existentes”, salientou. “Estamos priorizando construção de moradias populares em áreas que já estejam dotadas de infraestrutura e essa é uma determinação do prefeito Marçal Filho, para que se faça casas em bairros de fácil acesso, locais que não sejam isolados e que as famílias sejam inseridas na sociedade”, completou. DESTAQUE LEGISLATIVO O vereador Pedro Pepa discursou representando a Câmara Municipal de Dourados. Ele também destacou a importância da parceria dos poderess para garantir novas moradias populares e falou que a Câmara de Vereadores tem sido uma grande parceira da Prefeitura de Dourados neste sentido. “Como foi dito pelo Eder (presidente da Agehab), o reconhecimento da importância da Câmara num projeto demonstra a interlocução do prefeito Marçal Filho com todos os setores na construção de uma cidade cada vez melhor para nossa gente”, enfatizou. Ele também analisou o compromisso dos vereadores com a habitação popular. “Tenho certeza que está no sentimento, no coração de cada um dos vereadores, que esse momento de poder realizar o sonho de cada um de vocês também passou pela Câmara, que tem tido compromisso com a nossa cidade, tem debatido todos os projetos de grande importância para Dourados e tem levado as suas demandas ao prefeito Marçal Fillho, ao secretariado, para que nós possamos criar um momento, um ambiente melhor para todos”, prosseguiu. “Nossa missão é construir uma cidade em que as pessoas possam viver com orgulho, onde elas se sintam realmente representadas pela classe política e todos os vereadores presentes num ato como esse comprovam esse compromisso”, finalizou Pedro Pepa. A assinatura da ordem de serviço foi prestigiada pelos vereadores Liandra Brambilla, presidente da Câmara Municipal, Laudir Munaretto, Carla Gomes, Alex Cadeirante, Jânio Miguel, Franklin Schmalz, Elias Ishy, Márcio Pudim, Inspetor Cabral, Daniel Júnior, Dil do Povo, Ana Paula, Edson Souza, Isa Marcondes, Dalton Ribeiro, Sargento Prates, Sérgio
Prefeitura assina ordem de serviço para construção de 198 moradias populares
O prefeito Marçal Filho assinou nesta segunda-feira (18), ao lado do vice-governador Jose Carlos Barbosinha, da diretora-presidente da Agência Estadual de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), Maria do Carmo Avesani Lopez, do diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Interesse Social de Dourados, Eder Felipe Souza, dos deputados estaduais Renato Câmara e Mara Caseiro e de 19 dos 21 vereadores, a ordem de serviço de serviços para início das obras de construção de 198 moradias populares através do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) em Dourados. Durante a solenidade, o prefeito falou sobre o resgate da política habitacional do município, que ficou um longo período em inatividade. “Quero ampliar a frase que o deputado Renato Câmara disse ao discursar, que quem casa quer casa”, iniciou Marçal Filho. “Quem não casa também quer casa, porque hoje aumentou muito o número de casas onde o chefe de família é a mulher, mãe solos que cuidam dos seus filhos sozinhas, que dão conta do recado”, destacou. “E essa é uma das prioridades colocadas pela lei, para que todo programa habitacional tenha, em primeiro lugar, na seleção das pessoas, que as mães solo possam ter esse benefício, porque elas é que trabalham fora, elas que trabalham em casa, elas que cuidam dos filhos, elas que precisam ter um lar para chamar de seu”, completou o prefeito. Marçal Filho também enalteceu o empenho da diretora-presidente da Agehab Estadual, a quem chamou de madrinha da habitação. “Já falaram tantas coisas a respeito dela (Maria do Carmo) de forma técnica, mas eu diria mais, falaria do tamanho do coração, do gigantesco coração que ela tem, quando brilham os olhos dela vendo alguém receber uma casa, uma moradia, tudo isso pelo trabalho que ela realiza”, enfatizou o prefeito. “Mas também não posso deixar de destacar a presença dos nossos vereadores e ressaltar que todos os projetos passam pelo Poder Legislativo, passam pela Câmara Municipal e nós precisamos sempre desse apoio dos nossos parlamentares”, completou. Na sequência, Marçal Filho falou sobre o trabalho que está sendo realizado pela Agência Municipal de Habitação de Dourados. “Eu sempre afirmo que ninguém faz nada sozinho, de forma que temos que valorizar a nossa equipe, então gostaria que vocês aplaudissem esse cara (Eder, presidente da Agehab) porque ele faz a diferença, além do conhecimento técnico que ele possui ele possui, tem uma grande sensibilidade, um grande coração tanto que ele faz essa interlocução com os nossos movimentos sociais que são muito importantes”, ressaltou Marçal Filho. O prefeito também falou sobre as dificuldades que o município têm que superar para fazer frente as despesas. “Cortamos gastos, cortamos contratações de pessoas, cortamos diárias, cortamos uma série de coisas e venho fazendo isso desde meio de janeiro porque nós pegamos, infelizmente, uma administração com muitos problemas”, pontuou. “Os desafios são enormes, mas eu digo para vocês, todos os meus dias são dedicados a isso, desde quando eu me levanto, faço uma oração antes de ir ao meu gabinete ou em algum lugar, ou vou anunciar uma obra, ou vou acompanhar um serviço, porque eu, quando aceitei o desafio de ser candidato a prefeito e fui eleito, tomei posse com o compromisso de construir uma cidade melhor para todos”, completou. A região favorecida da cidade, uma das que mais tem crescido, também foi destacada pelo chefe do Executivo na oportunidade, que inclusive reforçou sobre o fato que o local já conta com asfalto, com iluminação pública e lâmpadas de LED. “A área que escolhi para as pessoas que mais precisam morarem não foi em cima de um lixão, não foi em terrenos baratos, não vou colocar essas pessoas em terrenos onde as pessoas vivem de forma indigna, nós escolhemos a melhor área”, enfatizou o prefeito. O recente programa de ‘desfavelização’, no Santa Fé, da prefeitura também foi recordado por Marçal Filho na ação. “Naquela região estamos com programa de desfavelização inédito e as pessoas vão ficar lá, lá onde elas têm histórias e querem continuar naquele lugar, e elas vão continuar, mas só que é o seguinte, de casa nova, de casa decente, de iluminação, de asfalto, de esgoto, nós vamos fazer isso para 100 famílias lá no Santa Fé”, frisou. Outro ponto destacado pelo prefeito é que todos os processos passam por criteriosas avaliações da administração e que as famílias selecionadas serão as que estão dentro dos critérios estabelecidos por lei. Neste contexto, ele citou sobre a esperança de contemplar quem realmente precisa. “Espero que quem for selecionado, possa realmente valorizar o seu lugar, não vender a sua casa, morar ali, ali constituir a sua família, ampliar a sua casa, fazer dali a sua história e deixar um legado para os seus filhos, para os seus netos”, disse. Ao finalizar, Marçal reforçou sobre a união de esforços para que Dourados avance na questão habitacional. “O Governo do Estado aqui, através de seus representantes, o governo federal, através dos nossos deputados federais e senadores, que estão viabilizando isso aqui”, destacou. “Essa parceria entre a prefeitura, os órgãos federais, a iniciativa privada, aqui também está a Gianni Nogueira, minha vice enfim, quem quiser ajudar a Dourados, sempre será bem-vindo aqui”, finalizou.
PRF apreende 18 mil maços de cigarros em Nova Alvorada do Sul
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 18.500 maços de cigarros, neste domingo (17), em Nova Alvorada do Sul (MS). Durante fiscalizações na BR-267, os policiais avistaram o condutor de uma Gm/Meriva realizando ultrapassagens proibidas em uma condução perigosa. A equipe iniciou acompanhamento tático até conseguir abordar o motorista. O veículo estava lotado com cigarros de origem estrangeira. O preso disse que levaria a mercadoria até Três Lagoas (MS). A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal em Dourados (MS).
Centro de Controle de Zoonoses autua proprietários de imóveis por acúmulo de lixo e mato em quintais
A Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), publicou nesta sexta-feira (15), no Diário Oficial do Município nº 6.442, o Edital de Notificações nº 19/2025. O documento lista imóveis autuados e notificados em razão da falta de conservação, situação que representa risco à saúde pública. Na primeira relação constam cerca de 100 endereços cujos proprietários foram autuados por não atenderem às notificações anteriores para regularização. Nesses casos, é concedido prazo de 15 dias úteis para apresentação de defesa escrita junto ao CCZ. Caso não haja manifestação, serão aplicadas as multas previstas na Lei nº 3.965, de 22 de fevereiro de 2016. Já a segunda lista reúne aproximadamente 60 imóveis notificados para que seus responsáveis realizem a limpeza e manutenção. As exigências incluem: manter quintais, calçadas e terrenos baldios limpos; recolher lixo, pneus, latas, plásticos e outros recipientes que possam acumular água; além da remoção do mato. O prazo para cumprimento é de 10 dias úteis, conforme a mesma legislação. Em ambos os casos, as notificações foram encaminhadas pelos Correios, com aviso de recebimento, mas retornaram ao remetente por motivos como: destinatário ausente, desconhecido, endereço inexistente, mudança ou por estarem fora do perímetro urbano. Em caso de quintais sujos e terrenos baldios, o CCZ disponibiliza um WhatsApp exclusivo para denúncias, o número é (67) 2222-2074. A Prefeitura reforça que a manutenção dos imóveis é fundamental para prevenir riscos à saúde coletiva, como a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. LEI MUNICIPAL A Lei Municipal número 3.965, de 22 de fevereiro de 2016, que regulamenta o controle e a prevenção da prevenção da febre amarela, da dengue, Zika Vírus e Chikungunya e demais vetores de doenças e zoonoses, é composta por 16 artigos e especifica, logo no parágrafo 2º, que a compete aos proprietários, inquilinos ou responsáveis por propriedades imóveis, particulares ou não, “conservar a limpeza dos quintais e calçadas, com o recolhimento de lixo e de pneus, latas, plásticos e outros objetos ou recipientes e inservíveis em geral que possam acumular água, bem como a remoção de todo o mato”. A legislação define ainda que cabe aos moradores e proprietários “conservar adequadamente vedadas as caixas d`água; manter plantas aquáticas em areia umedecida; manter pratos de vasos de plantas com areia impedindo o acúmulo de águas (emersas) nos mesmos; tomar medidas para que os objetos, plantas ornamentais ou árvores que possam acumular água sejam tratadas ou corrigidas suas fendas para evitar a proliferação de larvas; conservar as piscinas limpas e tratadas e as calhas e os ralos limpos; manter cobertos os carrinhos de mão e caixas de confecção de massa de construções civis de maneira a não acumular água que permita o desenvolvimento de larvas”. De acordo com a lei, “os imóveis desocupados, ou para locação, e não habitados por mais de quatro dias deverão ter ralos e vasos sanitários vedados de modo a impossibilitar o desenvolvimento de larvas, mosquitos e outros vetores”. A legislação especifica ainda que cabe aos proprietários de lotes e terrenos baldios remover os entulhos ali depositados, bem como mantê-los livres de mato, lixo e objetos que sirvam como criadouros de vetores de zoonoses, sob pena do serviço de limpeza ser realizado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos na execução direta da limpeza pública ou mediante requisição do Centro de Controle de Zoonoses, e serem cobradas dos proprietários as despesas havidas com a realização desses serviços.
PF prende homem e apreende 139,8 kg de cocaína em Mato Grosso do Sul
A Polícia Federal prendeu, na manhã deste domingo (17/8), um homem em flagrante durante abordagem realizada no posto da PRF, nas proximidades do município de Terenos/MS. Na ação, foram apreendidos 133,6 quilos de cloridrato de cocaína e 6,2 quilos de pasta base. A droga, oriunda da Bolívia, entrou no Brasil pela região de Corumbá/MS e tinha como destino o estado de São Paulo. O entorpecente estava escondido em compartimentos ocultos do caminhão fiscalizado no local. O preso foi conduzido à sede da Polícia Federal, na capital, e poderá responder pelos crimes de tráfico transnacional de entorpecentes.
“Não há chance de recuar um milímetro”, diz Moraes ao Washington Post
O ministro Alexandre de Moraes, relator das ações sobre uma trama golpista que teria tentado manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, disse “não haver a menor possibilidade de recuar nem mesmo um milímetro” na tramitação do caso. A declaração foi dada em rara entrevista sobre o caso concedida aos correspondentes internacionais Marina Dias e Terrence McCoy, autores de um perfil do ministro publicado nesta segunda-feira (18) pelo jornal norte-americano The Washington Post. “Vamos fazer o que é certo: vamos receber a denúncia, analisar as evidências, e quem tiver de ser condenado vai ser condenado, e quem tiver de ser absolvido vai ser absolvido”, afirmou Moraes, segundo a entrevista publicada em inglês. O jornal descreve Moraes como alguém acostumado a grandes embates com os poderosos, nos quais assume com postura pessoal a máxima “nunca desista, sempre avance”. Em outro trecho, o ministro afirma “com tranquilidade” que “não há chance de recuarmos do que devemos fazer”, referindo-se aos ministros do Supremo. Segundo Moraes, o Brasil foi infectado por uma doença “autoritária” e faz parte do seu trabalho “aplicar a vacina”. Para produzir o perfil, os repórteres entrevistaram 12 pessoas próximas a Moraes, entre amigos e colegas, a maior parte de forma anônima. Entre os interlocutores ouvidos, segundo o jornal, a maioria avalia que as decisões rígidas de Moraes ajudaram a preservar a democracia brasileira num momento de avanço global do autoritarismo. Outros, porém, consideram que o ministro se excede e prejudica a legitimidade do Supremo. No geral, ele é descrito como alguém de postura agressiva e propenso a demonstrações de poder efetivo. O artigo afirma ainda que Moraes ganhou uma fama global peculiar de “xerife da democracia”, devido à repercussão de seus “abrangentes despachos” em países cada vez mais polarizados sobre temas como liberdade de expressão, tecnologia e poder estatal. Entre as medidas citadas pelo jornal como exemplos do modo de agir do ministro está a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, ordenada no início do mês. Sanções O texto publicado pelo jornal norte-americano aborda ainda as sanções impostas contra ele pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ministro atribuiu a postura da Casa Branca a “fake news” espalhadas nas redes sociais e pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro. Ao impor um tarifaço sobre produtos brasileiros, Trump deu como justificativa, por exemplo, o que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro por parte de Moraes e do Supremo. Além de caçar o visto do ministro e de seus familiares, o governo norte-americano também acionou a Lei Magnitsky, usada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior, contra Moraes. “O que precisamos fazer, e o que o Brasil está fazendo, é esclarecer as coisas”, conclui Moraes. O julgamento da ação penal em que Bolsonaro é réu por uma tentativa de golpe de Estado, junto com mais 7 antigos aliados, foi marcado para começar em 2 de setembro na Primeira Turma do Supremo, colegiado formado por cinco ministros – além de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Agência Brasil
Juiz nega pedido de policial para bloquear R$ 769 mil do prefeito “mais louco” do Brasil
O juiz Rodrigo Barbosa Sanches, da 1ª Vara de Ivinhema, negou liminar na ação em que policial militar pediu bloqueio de bens de R$ 769.200 contra o prefeito Juliano Barros Donato, o Juliano Ferro (PSDB), que se gaba na rede social, onde tem 1 milhão de seguidores, de ser “o mais louco do Brasil”. A quantia era para assegurar ressarcimento de danos morais e materiais. “No caso em apreço, dentro de um juízo superficial e, portanto, sem adentrar ao mérito da demanda, tem-se que ausentes os requisitos legais supracitados. A probabilidade do direito não restou de plano evidenciada, tampouco o perigo de dano, não havendo qualquer prova de que a parte requerida esteja ocultando bens a fim de obstar a quitação da suposta dívida, de modo que o pretendido arresto seria totalmente temerário”. No pano de fundo da ação movida pelo policial Rodrigo Ferreira da Silva está a venda de uma caminhonete Dodge Ram 2500 Laramie, que acabou apreendida na Operação Contrafação, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em outubro de 2024. Quando soube do processo, o prefeito publicou vídeo reclamando de chantagem. O policial militar relatou nos autos que, em 12 de janeiro de 2023, celebrou um contrato de compra e venda da caminhonete com Juliano Ferro, mas o veículo estava em processo de inventário, e o negócio teve de esperar alguns meses para ser concluído pelo valor de R$ 366 mil. Algum tempo depois da aquisição, Rodrigo vendeu a Dodge Ram por R$ 300 mil ao empresário Luan Vinicius da Silva Matosa, mas registrada em nome de uma empresa familiar. O trato, porém, teve de ser desfeito após a operação do Gaeco. Com a apreensão da caminhonete, Rodrigo teve de devolver R$ 120 mil e uma Chevrolet S10 LT, avaliada em R$ 180 mil, a Luan Vinicius Matos, representante da empresa Matos & Silva LTDA. Além do prejuízo, o policial militar também ficou sem a Dodge Ram 2500 Laramie, que segue apreendida e vai a leilão. O negócio de R$ 366 mil entre Rodrigo da Silva e Juliano Ferro foi realizado com o pagamento de R$ 66 mil de entrada, complementado por uma Volkswagen Amarok avaliada em R$ 150 mil; os R$ 150 mil restantes deveria ser quitado no período de até um ano, somente após o encerramento do inventário. “Além disso, constatou-se que, ao afirmar que o inventário havia sido concluído, o requerido [Juliano Ferro] teria, supostamente, falsificado o documento de transferência, considerando que a data do óbito do proprietário original era anterior à transferência realizada”, informa o PM. A ação anulatória cobra 20% do valor negociado devido à quebra de cláusula do contrato, que resulta em R$ 73,2 mil; mais R$ 300 mil de prejuízo material e R$ 30 mil de danos morais; além da devolução dos R$ 366 mil do negócio, resultando no total de R$ R$ 769.200. Em vídeo divulgado na rede social, Juliano Ferro conta que se sentiu chantageado porque, antes de Rodrigo entrar na Justiça cobrando R$ 769 mil, o policial disse que pegaria mal para prefeito, uma figura pública, ser alvo de processo e queria o pagamento de meio milhão de reais. ““Eles queriam me tomar meio milhão aqui dentro da minha casa, com chantagem, porque eu sou uma pessoa pública, uma figura pública, e se eu não desse R$ 500 mil, eles iam entrar com uma ação contra mim”. O Jacaré








