Organizados pela Prefeitura, por meio da Fundação de Esportes de Dourados (Funed) os Jogos Abertos de Dourados (JADs) mobilizaram os desportistas da cidade nos primeiras rodadas de competições, tanto no voleibol quanto no futsal. Além dessas duas modalidades, os JADs terão disputas de basquete e handebol. As quatro modalidades são nas categorias masculino e feminino. Iniciadas na segunda-feira, dia 15, as disputas de vôlei já têm duas rodadas e oito partidas realizadas. Na primeira rodada, a Escola Menodora perdeu para o Avante por 2 sets a 0, no masculino. Também no masculino, o SMB CT Pimentel fez 2 sets a 0 sobre o Presidente Vargas. No feminino, a Equipe La Liga perdeu para a UFGD (2×0) e o MUV venceu a Aquafil (2×0). A segunda rodada teve quatro partidas. No masculino, Skill Sport fez 2 a 0 na UFGD e o Skill Dinomaster 2 a 1 no Skill Sports sub 19. Pelo feminino, Passe A Kill venceu por 2 a 0 a Serpentes do Vôlei e a Skill Black fez 2 a 1 no MUV. A competição segue na segunda-feira, dia 22, com mais três partidas, sendo duas na categoria masculino e uma na feminino. FUTSAL Já o futsal teve a primeira rodada realizada no dia 16, no ginásio de esportes da Unigran, e registrou três goleadas, pela categoria masculino: Mato Grosso do Sul 8 x 1 Reis Veloso, Borsói Futsal 9 x 1 IFMS e Floriana Lopes 1 X 6 UFGD. A competição segue na noite desta sexta-feira, com mais três partidas. Pela categoria feminino, Colonial x UFGD; e pelo masculino, Complexo F C x AJAX F.C. e Dourapan F C X Resenha Futsal. INTERDISTRITAL Além dos Jogos Abertos, a Prefeitura de Dourados, via Funed, está realizando a 22ª edição do Campeonato Interdistrital. A competição foi aberta no domingo (14), em Vila Vargas, onde o atual campeão, AAVV venceu o Santo Antonio da Picadinha pelo placar de 2 a 1. Dois jogos fazem a segunda rodada, neste domingo (21). Na Vila Formosa, o Vila Formosa recebe o E.C. São Pedro e, no Panambi, o Veteranos recebe o E C Nacional.
Mobilização continua e Prefeitura leva vacinação antirrábica a vários bairros
A Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), segue com a vacinação antirrábica para cães e gatos em várias regiões da cidade, durante todo o mês de setembro, com foco na prevenção em saúde. Nesta quinta-feira (18) e sexta-feira (19), a mobilização se concentra na Vila Toscana, no Parque Alvorada, no Jardim Novo Horizonte e no Parque das Nações II. A recomendação é que os animais, a partir dos três meses de idade, tomem a dose da vacina anualmente. A raiva é uma doença viral aguda e grave que atinge mamíferos, inclusive humanos, e apresenta letalidade próxima de 100%. A transmissão ocorre por meio da saliva de animais infectados, o que torna a vacinação indispensável. Nesta quinta-feira (18), a equipe vai vacinar os animais na Vila Toscana, no Supermercado Sol, das 8h às 13h. O endereço é Rua Gosseto, nº 50. Também haverá a ação no Parque Alvorada, no Supermercado Fortaleza, das 8h às 13h. O endereço é Rua Cláudio Goelzer, nº 1620. Para a sexta-feira (19), as ações acontecem no Agro Forte Saúde Animal, das 8h às 16h. O endereço é Rua Rozemiro Rodrigues Vieira, 205, Sala A, Parque das Nações II. Na mesma data, das 8h às 13h, a equipe atenderá no Condomínio Moradas Dourados. O endereço é rua Abílio de Mattos Pedroso, 1735, Jardim Novo Horizonte. Vale destacar que o imunizante é seguro e essencial, mas sua aplicação deve ser adiada em casos de febre, infecção, diarreia intensa, doenças em curso ou tratamentos com corticoides e imunossupressores.Além das ações ‘extramuro’ realizadas durante a campanha, que teve início em agosto e segue até outubro, o CCZ realiza a imunização na sede própria, durante todo o ano. O endereço é Rua Vicente Lara, QD A – Jardim Guaicurus. Próximos locais da ação itinerante serão divulgados nas páginas oficiais da Prefeitura, semanalmente.
Hugo Motta confirma Paulinho da Força como relator do projeto da anistia
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator do Projeto de Lei 2162/23, que concede anistia aos acusados de golpe de Estado, inclusive aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ontem, a Câmara aprovou a urgência do projeto. “Tenho certeza de que ele conduzirá as discussões do tema com o equilíbrio necessário”, afirmou Motta em suas redes sociais Após o anúncio, Motta recebeu o relator na residência oficial da presidência da Câmara. Motta voltou a afirmar que é necessário construir um consenso sobre o tema para pacificar o País. “Quero lhe desejar sucesso e que possa agir com equilíbrio, e, ao final, possamos construir a pacificação de que o Brasil precisa”, disse Motta. Fonte: Agência Câmara de Notícias
Governo prorroga emergência ambiental até novembro em razão de risco extremo de incêndios em MS
O Governo de Mato Grosso do Sul publicou no Diário Oficial, desta quinta-feira (18), o decreto que prorroga o Estado de Emergência Ambiental em todo o território estadual até 30 de novembro de 2025. Inicialmente em 27 de março havia fixado um prazo de 180 dias, agora ele foi estendido diante da persistência das condições climáticas extremas que elevam o risco de incêndios florestais e comprometem a qualidade do ar. A decisão foi embasada em análise técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), que aponta temperaturas superiores a 38ºC, umidade relativa do ar frequentemente abaixo de 15% e períodos prolongados de estiagem, em algumas regiões acima de 90 dias sem chuvas significativas. Em Porto Murtinho, por exemplo, não há registro de precipitação acima de 10 mm há mais de três meses. De acordo com a análise do Cemtec, municípios como Amambai e Ponta Porã registraram índices de umidade de apenas 8%, enquanto Pedro Gomes alcançou máxima de 39,7ºC. Esse cenário compõe o chamado “triângulo do fogo”, em que calor intenso, estiagem prolongada e baixa umidade criam ambiente altamente propício para ignição e propagação rápida das chamas. O decreto também autoriza, em caráter excepcional, a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços voltados à prevenção e combate de incêndios florestais, desde que os contratos sejam concluídos em até um ano. “Estamos vivendo um período de extrema criticidade climática, com risco elevado de incêndios florestais em todas as regiões do Estado, seja em áreas urbanas ou rurais. A prorrogação da emergência é uma medida necessária para proteger vidas, proteger o meio ambiente e garantir agilidade nas ações de prevenção e resposta”, destacou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc. O Governo reforça que a população deve redobrar os cuidados, evitando queimadas e colaborando com denúncias por meio dos canais oficiais. A Nota Técnica do Cemtec pode ser acessada aqui. Marcelo Armôa, Semadesc
Câmara aprova regime de urgência para projeto sobre anistia
A Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 2162/23, sobre anistia aos participantes de manifestações reivindicatórias de motivação política ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor se a proposta virar lei. Foram 311 votos a favor, 163 contra e 7 abstenções. A data de votação do projeto ainda será definida. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que um relator será nomeado nesta quinta-feira (18) para apresentar a versão de um texto que encontre apoio da maioria ampla da Casa. Segundo Motta, há visões distintas e interesses divergentes sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 e, portanto, caberá ao Plenário decidir. Motta explicou que buscará construir com o futuro relator um texto que traga pacificação para o país. “Tenho convicção que a Câmara conseguirá construir essa solução que busque a pacificação nacional, o respeito às instituições, o compromisso com a legalidade e levando em conta também as condições humanitárias das pessoas que estão envolvidas nesse assunto”, declarou. “Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito”, disse. Versões anterioresO Projeto de Lei 2162/23, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e outros, não tramita mais junto com o texto que aguardava votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (PL 2858/22), cuja versão propunha anistia mais ampla. O texto original do PL 2162/23 diz que a anistia proposta compreende “os crimes com motivação política e/ou eleitoral ou a estes conexos, bem como aqueles definidos no Código Penal”. Esse texto, no entanto, não será o que irá à votação. Articulações de lideranças políticas junto a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) procuram uma saída que não implique anistia ampla, focando mais na redução de penas. Debate em PlenárioDeputados da oposição e de outros partidos de direita e centro-direita defenderam a aprovação da urgência. Parlamentares de esquerda, base do governo, criticaram a votação. O líder do Novo, deputado Marcel van Hattem (RS), defendeu a anistia politicamente pela pacificação do país e juridicamente pelo que ele chamou de “correção de injustiças”. “Se tivéssemos já votado, não teríamos perdido tantos momentos que pessoas simples perderam no convívio familiar”, afirmou. Para o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), vice-líder do governo, a proposta de anistia é absurda por incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete altos funcionários do governo anterior entre os beneficiados. “Não existe pacificação com impunidade, com anistia para golpista”, disse. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO), vice-líder da oposição, reforçou o tempo passado desde a apresentação do texto até a análise da urgência. “Depois de dois anos de muita luta e sofrimento, finalmente chegamos ao momento que pode marcar a história do país”, afirmou. O líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), declarou que os deputados, ao votarem na anistia, estão sendo “cúmplices de um golpe de Estado continuado” que nunca parou de escalar. Ele avaliou a votação como uma traição à democracia. “Hoje é um dia de vergonha do Parlamento, em que ele se abraça à covardia. Está faltando postura e atitude firme”, criticou. Porém, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que não haverá “faca no pescoço” de Motta para cobrar a votação do mérito da proposta ainda nesta quarta-feira (17). “Vamos tratar desse assunto para fazermos justiça a milhares de pessoas condenadas a 17, 15 ou 14 anos de prisão ou vamos fingir que no Brasil está tudo bem?”, questionou. Para a líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), a anistia ao final da ditadura militar (Lei 6.683/79) fez com que alguns das Forças Armadas acreditassem na possibilidade de golpe. “Não podemos aceitar que esses tempos que formaram a nossa história voltem. A responsabilização contundente que chega a Bolsonaro e em militares com quatro estrelas é fundamental para aprofundar nossa democracia”, declarou. O deputado Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo, disse que é falsa a conversa sobre pacificação do país, porque a maioria do povo é contra o anistia. “Aqueles que derem causa a aprovar a anistia ficarão marcados na história como traidores da pátria”, afirmou. Para o líder do PSB, deputado Pedro Campos (PE), não existe pacificação verdadeira sem justiça ou democracia. “O que vocês estão fazendo aqui envergonha o povo brasileiro, a nossa democracia, todos os que lutaram por uma Constituição cidadã”, disse Campos, ao se dirigir aos deputados favoráveis ao texto. O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (AL), defendeu uma proposta de dosimetria de pena aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Não é isso que está acontecendo. Estamos apreciando um projeto de lei que trata de anistia para os que atentaram contra a democracia”, disse. Fonte: Agência Câmara de Notícias
Câmara restabelece voto secreto em PEC da Blindagem
A Câmara dos Deputados restabeleceu, nesta quarta-feira (17), o voto secreto para autorizar a abertura de processos criminais contra deputados e senadores, na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3 de 2021, a chamada da PEC da Blindagem. Com 314 votos favoráveis e 168 contrários, a proposta estabelece que deputados e senadores somente poderão ser processados criminalmente após aval da Casa do parlamentar — Câmara ou Senado. O texto segue para o Senado. O relator da PEC, deputado Claudio Cajado (PP-BA), apresentou emenda aglutinativa para retomar o texto original sobre o voto secreto, excluído durante a madrugada. “Nós não temos dúvida alguma que a votação de ontem não espelhou o amplo posicionamento do plenário da Casa. A votação transcorreu após a meia-noite, muitos dos deputados, inclusive, me procuraram dizendo que estavam dormindo, que dormiram, inclusive, de forma inesperada”, justificou o relator. Após aprovação do texto-base da PEC em 1º e 2º turno, o Plenário aprovou destaque que excluiu o voto secreto para autorização de ações penais e de prisão em flagrante por crime inafiançável contra deputados e senadores. Ao todo, 296 deputados haviam votado a favor do voto secreto, 12 a menos que o necessário para aprovar uma mudança na Constituição, que é de 308 votos. Líderes do Novo, PSOL, PT e PSB criticaram a decisão de reincluir a possibilidade de voto secreto na PEC alegando que a Constituição não permite votar um mesmo tema na mesma sessão legislativa. “Não dá para ser votado um destaque, o destaque ser derrotado e ser votado novamente. É isso que está acontecendo. Para nós, é uma afronta à Constituição. O Art. 60, parágrafo 5º, estabelece que a matéria constante de proposta de emenda rejeitada, ou havida por prejudicada, não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa”, argumentou o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou o apelo de alguns líderes e defendeu que a apresentação da emenda aglutinativa tem apoio da maioria da Casa, tem precedente em votações anteriores e respeita o processo legislativo. “Tal fato ressalta a legitimidade política, jurídica e regimental da emenda em análise. Na mesma seara, soma-se o fato de que os textos que dão suporte à aglutinação já foram todos aprovados, pelo referido quórum qualificado de três quintos, em primeiro turno, pelo Plenário desta Casa, o que demonstra existência de concordância política acerca do tema”, respondeu o deputado Motta. Os líderes contrários prometeram recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. O deputado Alberto Fraga (PL-DF) defendeu votar novamente a inclusão do voto secreto na PEC da Blindagem. “No Parlamento se decide pela maioria, e a maioria concorda com o que vossa excelência fez. Por isso, é evidente que o PL vai ser contra a retirada de pauta, e nós vamos aprovar hoje o que vossa excelência está propondo [a reinclusão do voto secreto]”, afirmou o deputado. Para a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), a proposta favorece a impunidade e os parlamentares corruptos. “A nossa votação [pelo fim do voto secreto na PEC] daria transparência para a votação se um parlamentar segue preso ou não, por quaisquer crimes cometidos: ladroagem, assassinato, pedofilia, crime organizado. Vários têm chamado de PEC do crime organizado, porque, sim, cria uma blindagem que facilita facções criminosas”, afirmou. O relator Claudio Cajado rebateu afirmando que a PEC é uma garantia para o exercício do mandato sem pressões indevidas e “perseguição política”. “Não conte comigo, e tenho certeza com a grande maioria desse Parlamente, para dar imunidade para quem praticar crime. Essa história de que muitos estão falando de que a organização criminosa vai se instalar no Parlamento é uma falácia”, disse o parlamentar. Voto secreto O texto-base da PEC da Blindagem foi aprovado em 1º e 2º turno na noite dessa terça-feira por ampla maioria. A PEC da Blindagem estabelece que deputados e senadores só podem ser processados criminalmente se a Câmara ou o Senado autorizarem a abertura de ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 90 dias após a apresentação da denúncia por qualquer tipo de crime. Casos de prisão em flagrante por crimes inafiançáveis, como homicídio e estupro, também precisam de autorização da Casa do parlamentar em até 24 horas, também por votação secreta. A proposta ainda concede foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes de partidos com assento no Congresso Nacional. Pelas regras atuais, apenas tem acesso ao foro por prerrogativa de função no STF o presidente da República, o vice-presidente, deputados, senadores, ministros de Estado, integrantes de tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União (TCU) e embaixadores. A PEC da Blindagem ganhou força nas últimas semanas no contexto do julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022. Críticos apontam que a medida dificulta o processo contra deputados investigados por desvio de dinheiro público via emendas parlamentares. Do outro lado, os defensores alegam que a PEC é uma proteção ao exercício do mandato parlamentar diante supostas “perseguições políticas” do Judiciário. Agência Brasil
Polícia prende irmão de suspeito envolvido na execução de ex-delegado
A polícia prendeu na manhã desta quarta-feira (17), em Praia Grande, litoral paulista, um homem que é irmão de um dos suspeitos pela execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Ele foi levado para averiguação na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital paulista, para averiguação e não é alvo de mandado de prisão. Nesta terça-feira (16), dois envolvidos foram identificados por meio do trabalho de inteligência das polícias. Um deles tem passagens por roubo e tráfico de drogas. Dois veículos foram usados durante a execução do ex-delegado. Um deles foi incendiado após o crime e o outro foi abandonado, e nele foram coletados fragmentos de DNA e impressões digitais. Os vestígios estão sendo analisados pela Polícia Técnico-Científica. Será feito um cruzamento com o banco de dados criminal do Estado de São Paulo e de outros órgãos para identificar os envolvidos no crime. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as forças de segurança e inteligência das polícias Civil e Militar continuam a investigação. Os detalhes das ações estão sendo preservados para não comprometer as investigações. Na manhã desta quarta-feira (17), oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Seccional de Praia Grande. Dois mandados de prisão temporária foram expedidos pela Justiça. “A prioridade máxima é solucionar esse caso. Temos várias linhas de investigação, várias possibilidades e nenhuma pode ser afastada. Uma pessoa já identificada tem reincidência criminal, com passagens por roubo e tráfico de drogas. Estamos trabalhando para que os responsáveis sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas. Durante uma entrevista coletiva nesta terça-feira (16) o governador ressaltou que a linha de investigação não descarta nenhuma possibilidade: nem a de que seja um crime praticado por facção criminosa e nem que não seja. Ele explicou que o ex-delegado-geral não pediu proteção do Estado ‘nem formal nem informalmente’. “Até porque se tivesse pedido nós daríamos. Temos algumas autoridades que contam com proteção do Estado e toda vez que a somos demandados, encaramos isso com muita responsabilidade. Se tivéssemos recebido algum pedido de proteção, se isso tivesse registrado, nós, com certeza, daríamos”, disse Tarcísio. Perseguição Ruy Fontes, que atualmente era secretário de Administração da prefeitura de Praia Grande, foi morto por volta das 18h desta segunda-feira (15), em bairro próximo à prefeitura e ao fórum do município. Imagens de câmeras de segurança mostram seu carro em fuga, em alta velocidade, até capotar entre dois ônibus ao tentar entrar em uma avenida. O carro que o perseguia chega pouco depois e dele saem três homens com fuzis. As imagens mostram dois deles indo até o carro de Fontes quando disparam vários tiros. Em seguida, entram no carro e fogem pela mesma avenida onde perseguiram Fontes. Histórico Fontes foi delegado por mais de 40 anos, tendo passado pela Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de ter sido delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandado outras delegacias e divisões na Capital. Também foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) e esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Fontes foi responsável pela prisão de lideranças do PCC nos anos 2.000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e enquanto delegado geral, função que exerceu até 2022. Depois de se aposentar ele assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande (janeiro de 2023), permanecendo na gestão iniciada em 2025 com o prefeito Alberto Mourão. Agência Brasil
PF deflagra operação para desarticular esquema criminoso de contrabando e descaminho em Mato Grosso do Sul
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17/9), a Operação Mercúrio, com o objetivo de desarticular esquema criminoso de contrabando, descaminho e comércio irregular de produtos estrangeiros. As investigações identificaram a entrada e circulação de mercadorias ilegais provenientes do Paraguai, incluindo cigarros eletrônicos, bebidas e equipamentos eletrônicos diversos. A comercialização dos produtos contrabandeados e de descaminho era praticados por meio de organização de rifas ilegais, as quais chegaram a movimentar aproximadamente R$ 1,5 milhão em um período de quinze meses. Com base nos elementos reunidos, a Justiça Federal de Corumbá expediu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais situados em Corumbá/MS. As buscas foram acompanhadas pela Regional da Policia Civil do MS e, durante as diligências, foram apreendidos bens, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações. A operação integra a estratégia de combate a crimes de fronteira e ao comércio ilícito que afeta diretamente a economia nacional. As investigações seguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e dimensionar a totalidade das práticas criminosas.
PF deflagra operação contra crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet em Campo Grande
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (16/9), a Operação Rede Limpa 18, com o objetivo de combater crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Campo Grande/MS. Durante a ação, realizada em uma residência na capital, uma pessoa foi presa em flagrante pela posse de material de abuso sexual infantojuvenil. Também foram recolhidos dispositivos eletrônicos relevantes para a investigação em curso, os quais serão encaminhados à perícia para a analise do material apreendido para apurar outros possíveis envolvidos. Muito embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou mesmo “violência sexual de crianças e adolescentes”, pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência inflingida nas vítimas desses crimes tão devastadores. Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco. É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas.








