O Fluminense venceu o Ceará por 1 a 0 na noite desta quarta-feira (29), no Estádio do Maracanã, em jogo atrasado da 12ª rodada do Brasileirão. Renê, cobrando falta que surgiu em lance polêmico, marcou o gol dos cariocas. Com o resultado, o Tricolor subiu para 47 pontos, ocupando agora o sexto lugar na tabela do campeonato. O Vovô, estacionado em 35 pontos, continua sendo o 14º colocado no torneio. Fluminense e Ceará duelaram no Rio de Janeiro (RJ) em jogo atrasado da 12ª rodada do Brasileirão. Os mandantes entraram em campo de olho em vaga na Copa Libertadores, enquanto os visitantes travam uma briga contra o rebaixamento. O clube das Laranjeiras abriu o placar em lance polêmico. O árbitro marcou um toque de mão do zagueiro Marllon, o que gerou grande reclamação dos jogadores do Ceará. Renê bateu a falta, o goleiro Bruno Ferreira não chegou e a bola foi para o fundo das redes. O Fluminense quase ampliou com Acosta após lance de toque de bola, mas Bruno Ferreira defendeu e o impedimento foi assinalado. No último lance da etapa inicial, Vina cobrou falta para fora. Os times voltaram com alterações para o 2º tempo. Em desvantagem, o Ceará tentou aumentar a pressão sobre os cariocas. Canobbio teve oportunidade em lance pela direita e mandou na rede pelo lado de fora. Depois, o atacante finalizou com desvio e a bola bateu na trave. A partida seguiu com grande disputa no setor de meio-campo. Apesar dos espaços, o Tricolor desperdiçava as chances de fazer o segundo gol. O Alvinegro, por sua vez, enfrentava dificuldades para atacar. O Ceará teve chance em cobrança de falta de Lucas Mugni, mas a bola foi para fora. Na sequência, Cano cabeceou e obrigou Bruno Ferreira a defender. Mesmo com as tentativas nos minutos finais, o Vovô não conseguiu a igualdade. Assim, os times voltarão a se enfrentar já no próximo domingo (2), na Arena Castelão. Lance
Precoce MS premia produtores e reforça avanços na pecuária sustentável de Mato Grosso do Sul
Orientar o produtor sobre as exigências do mercado e incentivar uma produção alinhada às diretrizes estabelecidas. Essa é uma das premissas do Programa Precoce MS, que já destinou mais de R$ 125 milhões em remuneração aos pecuaristas que abatem animais jovens no Estado. Atualmente, dos 1,2 milhão de animais precoces abatidos dentro do programa ao ano, 48% são bovinos com apenas dentes de leite — um marco para a pecuária sul-mato-grossense, resultado direto da parceria entre o Governo do Estado, a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), o Sistema Famasul, a Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Novilho Precoce (ASPNP), o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MS) e os produtores rurais. O reconhecimento dessa parceria e dos resultados alcançados ocorreu nesta segunda-feira (27), durante o 2º Fórum Técnico do Precoce MS, realizado na Famasul, em Campo Grande. O evento reuniu produtores, responsáveis técnicos, autoridades e lideranças do setor agropecuário. Coordenado pelo Governo do Estado, o Programa Precoce MS é uma política pública de incentivo à produção de bovinos de corte com abate em idade jovem, com o objetivo de elevar a qualidade e o valor agregado da carne produzida em Mato Grosso do Sul. No último ano, o programa passou por um processo de modernização e já superou a marca de mil estabelecimentos rurais vistoriados em todo o Estado. As verificações são realizadas por técnicos da ASPNP, entidade credenciada para executar a verificação e validação do Protocolo Precoce em Conformidade (PPC). O presidente da ASPNP, Rafael Gratão, destacou que o Fórum representa o reconhecimento aos que produzem de forma eficiente e sustentável. “Temos o privilégio de receber incentivos fiscais e somos muito gratos por isso. Consideramos uma honra, pois nosso Estado, junto com Santa Catarina, é o único a oferecer esse tipo de programa. Sentimo-nos valorizados por nossos representantes políticos, que reconhecem nosso trabalho através desse incentivo”, afirmou Gratão. Ele ressaltou ainda que o programa gera resultados econômicos e sociais expressivos, com aumento da produção, geração de empregos e arrecadação. “O programa beneficia diversos profissionais que dependem dele e que ajudam os produtores a aumentar sua receita. Este é o maior programa de bonificação da produção rural do Brasil, incentivando uma pecuária mais eficiente e sustentável. E o consumidor final também ganha, com carne de melhor qualidade”, completou. O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, destacou que a pecuária brasileira passa por um processo de transformação tecnológica, impulsionado por novos desafios. “A expansão das áreas de eucalipto e soja, que ocupam parte das pastagens, reduz a disponibilidade de terras para a atividade pecuária. Diante disso, os produtores precisam modernizar seus sistemas produtivos e adotar novas tecnologias. O programa orienta e apoia financeiramente esses avanços”, explicou. Mais adesãoO evento teve como objetivo estimular a adesão de novos produtores ao programa e premiar os responsáveis técnicos, auditores e pecuaristas com melhor desempenho. Foram reconhecidos os produtores Rafael Lima e Silva da Fazenda Ronda, de Santa Rita do Pardo; e Renan Brito, pequeno produtor da Fazenda Valencia de Aquidauna. Também foi premiado o veterinário Gustavo Tonhão como responsável técnico, e como auditor Daniel Naguchi. “É uma oportunidade para que os produtores conheçam os benefícios do programa e se adaptem às suas exigências. Além disso, é um momento de reconhecimento à excelência dos participantes — pequenos, médios e grandes produtores, além dos técnicos que atuam diretamente no campo”, destacou Beretta. Durante seu discurso de abertura, o secretário-executivo reforçou os avanços alcançados pelo Precoce MS: “Quando o programa foi criado, ouvimos relatos de dificuldade de adesão. Hoje, estamos aqui premiando produtores e técnicos que alcançaram excelência. Isso mostra que muitos compreenderam o papel do governo — orientar o produtor sobre as exigências do mercado e incentivar a produção sustentável. A constatação de que grande parte dos participantes já se encontra no nível avançado do programa demonstra maturidade e comprometimento do setor”, afirmou. Também foram apresentados resultados do Precoce MS pela gestora do programa, médica veterinária Gladys Espíndola da Semadesc, e por técnicos da ASPNP, além realizada uma mesa redonda com os responsáveis técnicos para tirar dúvidas sobre o programa. Resultados promissoresAs ações do Programa Precoce MS têm apresentado resultados expressivos, impulsionadas pela adoção de novas tecnologias na pecuária. Segundo Beretta, dos 1,2 milhão de animais abatidos anualmente, 48% são jovens, comprovando a eficiência do modelo adotado. Entre os 2.500 produtores cadastrados, mais de 1.200 já foram auditados, validando a eficácia do processo. “Esses resultados demonstram o impacto positivo do programa na produtividade e na rentabilidade. A produção, que antes era de 100 quilos por hectare ao ano, hoje chega a 200 ou 250 quilos. É um avanço significativo para a pecuária sul-mato-grossense. Parabenizamos todos os produtores e técnicos que acreditam nessa política pública e trabalham por uma pecuária cada vez mais sustentável”, concluiu Beretta. Rosana Siqueira, da Semadesc
Pantanal de MS é destaque em evento promovido pela Embratur no coração de Nova York
O Pantanal é um palco vivo onde o ciclo das águas transforma a paisagem a cada estação, revelando a beleza selvagem e a poesia atemporal da natureza em movimento. De 29 de outubro a 2 de novembro, Nova York receberá mais uma edição da Visit Brasil Gallery — uma experiência imersiva que convida o público internacional a descobrir o Brasil com todos os sentidos. O tema deste ano é o Pantanal, o maior ecossistema de áreas alagáveis do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade reconhecido pela UNESCO. Criada pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur/Visit Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Gallery é um projeto itinerante inovador que transforma destinos brasileiros em experiências sensoriais únicas por meio da arte, moda, gastronomia e sustentabilidade. Mais do que uma exposição, é um convite para sentir o Brasil de dentro para fora — através de seus sabores, ritmos, tradições e paisagens. Esta edição é apresentada em parceria com os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso que abrangem todo o bioma pantaneiro com cerca de 67% e 33% do território, respectivamente. “Esta é a ação do ano para o turismo de Mato Grosso do Sul. A Galeria Visit Brasil vai culminar com o lançamento de uma campanha disruptiva, inovadora e fora da curva do nosso destino, que reúne elementos da natureza, sons do Pantanal, gastronomia pantaneira, conservação e, claro, a promoção do bioma para o mercado internacional com a presença de empresário sul-mato-grossenses nas rodadas de negócios”, explica Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS. Ao longo de cinco dias, a iniciativa reunirá mídia, autoridades, influenciadores, profissionais do turismo e o público americano em torno de uma narrativa que celebra o Pantanal como uma obra-prima viva. A cada estação, suas águas redesenham os contornos da terra, conduzindo ciclos de vida em uma coreografia natural de cores, sons e emoções refletida em cada espaço da Gallery. A programação será tão diversa quanto o próprio bioma. Além de exposições fotográficas e audiovisuais que revelam a vibrante fauna, flora e as águas do Pantanal, a Gallery contará com rodadas de negócios entre parceiros estratégicos e empreendedores interessados em expandir conexões com o Brasil, palestras culturais com artistas e especialistas regionais e debates sobre sustentabilidade e inovação no turismo. O público também poderá vivenciar apresentações culinárias ao vivo com chefs convidados, que irão destacar a rica herança gastronômica pantaneira preparando pratos tradicionais no local. Viagem sensorial em Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul levará à Nova York um pouco da vivência local com gastronomia, artesanato e muita música numa verdadeira viagem sensorial. A começar pela playlist dos cinco dias de evento feita exclusivamente com músicas de Mato Grosso do Sul. Acesse no Spotify a playlist ‘Visit MS’: https://abrir.link/OSsuZ. E a música de MS também será destaque no sábado (01/11) quando acontece o lançamento do projeto musical que traz os sons do Pantanal de Mato Grosso do Sul como protagonista. Na gastronomia, o chef Paulo Machado vai apresentar a cozinha pantaneira em duas aulas show. A primeira tem inspiração na Rota Gastronômica Pantaneira com a ‘chipa pantaneira’, um clássico de Mato Grosso do Sul que une a tradição guarani em uma massa leve de polvilho e queijo, símbolo das fronteiras do estado. O Macarrão de Comitiva com aioli de pequi e brotos, prato da transumância no Pantanal feito com carne seca, alho e macarrão quebrado. O toque do aioli de pequi traz o sabor marcante do fruto nativo e a leveza dos brotos frescos. A aula finaliza com um drink de tereré, bebida gelada de erva-mate típica de Mato Grosso do Sul servida com limão e açúcar, além de um toque de cachaça para celebrar o espírito pantaneiro. A segunda aula show é baseada na Rota das Águas e o chef vai fazer um ceviche de tilápia e mandioca, versão sul-mato-grossense encontrada nas embarcações turísticas do Pantanal. O prato combina o frescor do pescado com a textura da mandioca e o equilíbrio dos cítricos. Em seguida, ele serve doce de leite artesanal com queijo fresco, puro aconchego pantaneiro. Tudo acompanhado de ‘mate cocido’, uma infusão tostada de erva-mate com melado e gelo. Bebida refrescante e aromática que traduz a hospitalidade e a simplicidade do Pantanal. Durante todos os dias de evento uma sala de projeção vai exibir o clipe da história da música ‘Trem do Pantanal’, dos compositores Geraldo Roca e Paulo, e um documentário sobre a concepção do projeto musical com os sons Pantanal de Mato Grosso do Sul. Haverá também exposição do rico e variado artesanato de Mato Grosso do Sul, uma verdadeira viagem pela cultura miscigenada. Cada peça conta histórias: os grafismos dos povos, a fauna e flora sul-mato-grossense esculpidas em madeira, traz peças em pedra, argila, ossos e até couro de peixe. Confira a programação Quarta-feira (29/10) Quinta-feira (30/10) Sexta-feira (31/10) Sábado (01/11) Domingo (02/11) Um dos destaques será uma colaboração inédita entre a Embratur e a National Geographic CreativeWorks, que apresentará o projeto “Safari for the Senses” (Safári dos Sentidos). Pelas lentes do premiado fotógrafo de vida selvagem Filipe De Andrade, as paisagens intocadas, os encontros com a fauna e a riqueza cultural da região serão capturados em imagens e histórias poderosas, exibidas nas plataformas globais da National Geographic. O estilo de vida e a cultura tradicionais do Pantanal, retratados pelo fotógrafo mato-grossense José Medeiros, também farão parte das exposições. É a força do Pantanal revelada ao mundo com toda a emoção e profundidade que só a natureza é capaz de transmitir. Mais do que um destino de viagem, o Pantanal é o espetáculo da natureza em sua forma mais pura. A vastidão de suas planícies alagadas, o voo da arara-azul, a majestade da onça-pintada e a harmonia entre água, terra e céu revelam um bioma sem igual. Sua beleza está na autenticidade: na simplicidade de suas comunidades, no delicado equilíbrio que sustenta a vida através dos ciclos das cheias e na sensação de que
Delegação de Mato Grosso do Sul conquista 41 medalhas nos Jogos Escolares Brasileiros
Com um total de 41 medalhas conquistadas, a delegação de Mato Grosso do Sul encerrou sua participação no último bloco de modalidades dos JEB´s (Jogos Escolares Brasileiros). A etapa final, realizada em Uberlândia (MG), entre os dias 20 a 28 de outubro reuniu as competições de basquetebol, ginástica artística, karatê, wrestling, handebol e xadrez. Nessa fase, os atletas sul-mato-grossenses garantiram nove novas medalhas. Entre os dias 5 e 28 de outubro, Uberlândia recebeu uma das maiores competições estudantis do país, reunindo estudantes-atletas de 12 a 14 anos de todos os estados brasileiros. A delegação sul-mato-grossense contou com 194 integrantes, entre atletas, técnicos e dirigentes, representando 25 municípios do estado. A participação de Mato Grosso do Sul foi coordenada pelo Governo do Estado, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) e da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura). Entre os destaques da delegação está o time feminino de basquete, que conquistou a medalha de prata na série prata. A capitã da equipe, Mariana Escobar, de 14 anos, compartilhou um pouco de sua trajetória: “Eu comecei novinha em 2022, eu era novinha, daí eu queria fazer alguma coisa, mas a escola sempre incentivou o esporte e o basquete, quando eu comecei, eu nunca tinha tido essa experiência. Daí na minha primeira aula eu já amei, continuei fazendo escolinha, daí em 2023 eu fui chamada para o time da escola e aí comecei a treinar mesmo, de verdade, pra competir mesmo. Eu vim todos os anos, desde 2023 eu vim, porque eu entrei na equipe muito cedo, então eu tive essa oportunidade de estar sempre aqui, então eu vim em todas as idades que eu puder vir, e esse é o meu último ano, e eu tô amando.” Sobre suas perspectivas na modalidade, Mariana acrescentou: “Pretendo continuar no basquete, até os meus anos estourarem, quando eu ficar mais velha. Eu amo o basquete, eu treino porque eu amo mesmo. Estou muito satisfeita, obviamente que dava pra ter ficado na série ouro, só que agora é treinar, ver os nossos erros. Mas foi incrível, amei. Me diverti muito.” Outro destaque veio do xadrez por duplas feminino, com Ana Beatriz Castilho e Luiza Consalter, que conquistaram a medalha de ouro na série prata. Ana Beatriz, de 14 anos, natural de Maracaju, contou como foi sua preparação para a competição: “Eu treinei pelo site lichess, joguei presencialmente nos treinamentos, além do treino tive reforço com o Ângelo que foi campeão sul-americano de xadrez. Durante a rodada final a adversária não conseguiu defender o ataque que futuramente me fez vencer a partida. Essa vitória me incentiva a continuar competindo e melhorando como atleta.” O Karateka Miguel Mota Marques, de 14 anos, de Nova Andradina, recebeu a medalha de bronze na série ouro da competição, ele comenta um pouco como foi a prova. “Eu estava desanimado pois não havia ido para a classificatória da seleção brasileira. Quando minha técnica, mudou minha estratégia de luta, pois eu estava perdendo por um ponto, aí virei a luta. Essas competições me estimulam a treinar mais para que eu ano que vem consiga entrar na seleção brasileira e mantenha o meu bolsa atleta que consegui esse ano. E ainda tenho o desafio do OPEN internacional do Uruguai em dezembro”, frisou o atleta. Quadro de Medalhas – 3º Bloco Karatê Gabriel Schmeiske – Medalha de Prata | Série Prata (-52kg)Miguel Mota Marques – Medalha de Bronze | Série Ouro (-63kg)Isabelly Cardozo – Medalha de Prata | Série Bronze (-54kg)Valentina Lima – Medalha de Bronze | Série Prata (+54kg) WrestlingMaria Eduarda – Medalha de Bronze | Série Prata (categoria 46kg) Ginástica ArtísticaLívia Ferreira Bernardino – Medalha de Prata | Série Bronze (Aparelho Solo) XadrezAna Beatriz Fernandes CastilhoLuiza consalter de OliveiraMedalha de Ouro | Série Prata – Por equipes feminino Basquete FemininoMedalha de Prata | Série Prata Handebol MasculinoMedalha de Prata | Série Prata Total geral de medalhas: 9Ouro: 1Prata: 5Bronze: 3 Bel Manvailer, Comunicação Setesc
PRF apreende 2,2 toneladas de maconha em Campo Grande
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 2.281 quilos de maconha, nesta quarta-feira (29), em Campo Grande. Durante fiscalizações na BR-060, os policiais tentaram abordar uma Chevrolet/S10 e um Chevrolet/Corsa. Os dois condutores não pararam e iniciaram fuga. A equipe realizou o acompanhamento tático do Corsa, até que o motorista perdeu o controle da direção e colidiu o veículo durante a fuga. No carro foram encontrados 910 quilos de maconha. O motorista confessou ter pego a droga em Maracaju e que viajava em comboio com a caminhonete até Campo Grande. A Chevrolet/S10 foi encontrada abandonada próximo ao local da abordagem. Na caminhonete foram encontrados 1.371 quilos de maconha.
Coronel David lamenta destruição de fazenda em Caarapó e pede investigação
Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o deputado Coronel David (PL) afirmou que um grupo indígena Guarani-Kaiowá foi responsável por incendiar maquinários e a sede da Fazenda Ipuitã, no último sábado (25), em Caarapó. “A fazenda não foi só invadida, foi destruída. Começo falando da minha tristeza e constrangimento de uma instituição ligada à Igreja Católica se ligar à uma instituição criminosa, como Cimi [Conselho Indigenista Missionário]. Para nós, mais uma vez é um grupo da esquerda que está ligado ao planejamento da invasão. Um ato criminoso que deve ser responsabilizado”, criticou o deputado. Segundo o parlamentar, é preciso reconhecer que o governo Lula tem feito um trabalho, por meio do Ministério dos Povos Indígenas, de reconhecimento das áreas tradicionais e levantamento das possíveis compensações financeiras aos produtores que desocupariam as terras, mas que o conflito em Caarapó deve ser investigado. David disse que enviou requerimentos para que se instaure inquéritos para investigar os crimes ambientais, patrimoniais, de roubo e furto de animais e tentativa de homicídio contra os policiais militares que, segundo ele, foram recebidos a tiros enquanto sobrevoavam no helicóptero. “Ninguém estava ali lutando por terra colocando fogo nas coisas. Fico revoltado de saber que indígenas que merecem viver nas melhores condições sejam usados por quem tem interesse político em colocar fogo e enfrentar de forma radical o próprio governo do presidente Lula. Lamento profundamente o acontecido, uma vergonha e uma atrocidade à uma família que teve toda sua vida destruída”, lamentou David. O deputado Zeca do PT lamentou o ocorrido e disse que foi à Secretaria de Justiça e Segurança Pública buscar alternativas para a solução do conflito.
Decreto que institui a Política e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva gera debate na ALEMS
A manifestação externa da ALEMS desta quarta-feira (29), na sessão plenária foi de Naína Dibo Soares, presidente da Associação das Pessoas com Deficiência e Transtorno do Espectro Autista (Prodtea), a convite do deputado Neno Razuk (PL). O Decreto 12.686/2025, que institui a Política e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, foi o assunto. “Ninguém tá comentando o que há por trás desse decreto, a universalização da matrícula, dentro da sala regular de ensinamento, não importa o tipo de deficiência. Vocês já imaginaram se nesse decreto tiram todo mundo e colocam na sala de aula, isso nunca foi inclusão, isso é gravíssimo”, ressaltou. “Outra situação bem importante falar é sobre o professor de apoio, que tinha antes que passar por uma capacitação de 200h aula, e ter Pedagogia, e agora traz outra situação que esse professor de aula tenha apenas 80h de capacitação e Ensino Médio, ou seja, apenas com esse tempo, já estará apto para estar em uma sala de aula com alunos especiais. E o BPC que algumas famílias recebem, principalmente as mães de filhos das Apaes, que carregam seus filhos nos colos, maiores que elas, não conseguem trabalhar e moram em lugares longes, necessitam da presença em aula de seus filhos obrigatórias para receber o benefício. Peço o apoio de cada um para que a gente possa fazer a diferença na vida deles, eles não podem se defender sozinhos, mas vocês têm a voz para isso”, continuou Naína Dibo. O deputado Neno Razuk agradeceu a presidente de entidade em prol de quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA-MS). “Parabéns pela coragem de vir falar aqui. Precisamos agir, não somente a esse decreto, eu quero conversar aqui com todos a respeito da união necessária para ações pró PCDs, o descaso da classe política é um absurdo e só tem uma conotação importante quando acontece algo como esse decreto”, desabafou o parlamentar. O deputado Pedro Kemp (PT) ressaltou suas impressões sobre o decreto. “Eu li atentamente o decreto do Governo Federal e reli várias vezes e também li manifestações de repúdio de entidades, confesso que o decreto tem alguns pontos que precisam ser melhor esclarecidos, penso até que deveria ser reformulado para dar a garantia que as entidades estão pedindo, que é o direito às escolas especiais, de continuarem com o atendimento que elas prestam às pessoas com deficiência. Um decreto não está acima da Constituição, nem da lei complementar, deveria ser usado para regulamentar a legislação maior sobre o tema. O decreto é omisso, dúbio, dá a entender que o decreto só considera que as instituições especializadas vão oferecer só a educação complementar. Apresentei indicação que reformule esse decreto para deixar mais claro e entendo a preocupação”, destacou. O deputado Junior Mochi (MDB) falou de moção de repúdio apresentada o decreto 12.686. “Apresentamos uma moção de repúdio ao decreto e um dos principais aspectos mencionado é que não se pode implementar uma política pública por meio de decreto, ainda mais que gera tanta repercussão. Convido a todos para uma reunião sobre o assunto, na próxima segunda-feira (3), às 9h, na sala Onevan de Matos, aqui na Assembleia Legislativa”, informou. Emocionada, a deputada Lia Nogueira (PSDB) falou sobre o assunto. “A política Nacional de Educação Inclusiva já existe há muito tempo, já avançamos, mas há que avançar muito mais, o decreto é um retrocesso a tudo que viemos lutando por tantos anos. Municípios e estados não estão prontos para essa política, temos que entender o tipo de deficiência dessa pessoa, não dá para colocar todos no mesmo local, um decreto como esse vem e nos causa muito temor, cada atipicidade e deficiência tem que ser considerada, não podemos falar de política de inclusão, se estamos excluindo. Sou mãe atípica e sei que o Brasil ainda não está preparado, é um debate que começa hoje aqui e que isso seja revisto o quanto antes”, clamou. O deputado Lidio Lopes (sem partido) parabenizou a fala na tribuna. “A gente sabe da sua luta aguerrida, o decreto causou uma insegurança a todos, que deixa de maneira desconfortável, sabe a demanda e dificuldade que tem hoje em dar atenção a essas crianças que não são de grau tão avançado como as da Apaes, imagine as dificuldades, trazendo elas para escolas comum, podem até sofrer discriminação dentro da sala de aula, isso tem quem ser repensado, revogado esse decreto, conte com nosso apoio e luta”, declarou. A deputada Gleice Jane (PT) lembrou o quanto é importante a educação dentro desse tema. “Esse decreto fez a gente parar para debater um tema tão importante. Acompanho pelo viés os vários olhares sobre a pauta da Educação especial, e o meu lugar, de professora, tenho percebido nas escolas uma preocupação muito grande sobre essa demanda. Também é preciso pensar na saúde, nas famílias, no laudo, terapias e medicações. Precisamos compreender e identificar porque temos esse número altíssimo das crianças da educação especial”, considerou a parlamentar. A deputada Mara Caseiro (PSDB) manifestou apoio incondicional ao pedido da presidente de entidade. “Sabemos sobre a importância de toda as instituições que se preparam, e esse decreto vem exatamente na contramão do que essas instituições vêm fazendo há tempos. Me coloco à disposição, estaremos lá para apoiar e pedir a suspensão desse Decreto que tem interpretação dupla. Conte com nosso apoio para o fortalecimento de nossas instituições”, ressaltou a parlamentar.
Governo do Rio estima 119 mortes; moradores retiram corpos da mata
A Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28) pelas polícias civil e militar do Rio de Janeiro, deixou 119 mortos, sendo 115 civis e quatro policiais. As informações foram atualizadas pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, que participou de uma entrevista coletiva à imprensa concedida nesta quarta-feira (29). Autoridades de segurança pública admitem que esse número pode aumentar e afirmam que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos. No total, foram feitas 113 prisões, sendo que 33 eram pessoas de outros estados que atuavam no Rio de Janeiro. Além disso, dez adolescentes foram encaminhados a unidades socioeducativas. “A polícia não entra atirando, entra recebendo tiro”, disse Curi, ao ser perguntado se as mortes eram esperadas. “A operação estava planejada. O resultado quem escolheu não foi a polícia, foram eles”, acrescentou. Para ele, a operação não foi uma chacina, termo que foi usado por movimentos sociais e defensores dos direitos humanos para classificar a ação, que foi a mais letal da história do estado. “Chacina é a morte ilegal. O que fizemos ontem foi ação legítima do estado para cumprimento de mandados de apreensão e prisão”, afirmou. A operação foi amplamente criticada por especialistas, moradores, organizações nacionais e internacionais. Ativistas denunciaram que a ação foi um “massacre”, enquanto especialistas em segurança pública ouvidos pela Agência Brasil apontaram a exposição da população aos tiroteios. A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteiro, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde. De acordo com Curi, as pessoas mortas estão sendo oficialmente tratadas como criminosas autoras de tentativa de homicídio contra os policiais. 180 mandados de prisão O objetivo da operação era conter o avanço do Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão, sendo 30 expedidos pelo estado do Pará, parceiro na operação. “A operação de ontem foi o maior baque que Comando Vermelho levou”, disse Curi. “Com perda tão grande de armas, de drogas e também de lideranças”, complementou. Foram apreendidas 118 armas, sendo 91 fuzis. A polícia contabiliza ainda a droga apreendida e estima que sejam toneladas. Para o secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, a Operação Contenção deixou apenas oito vítimas: “As vítimas dessa operação são quatro inocentes feridos sem gravidade e quatro policiais que infelizmente faleceram”, disse. Na versão do secretário, as pessoas que morreram eram criminosas que optaram por não se entregar à polícia. “A alta letalidade que se verificou era previsível, mas obviamente não era desejada”, disse. Na coletiva de imprensa, foram apresentadas imagens da ação. Segundo as autoridades, ela foi planejada, e as normas legais foram cumpridas, tais quais o uso de câmeras corporais. O conflito foi deslocado para área de mata, onde ocorreu a maior parte das mortes, para preservar a população. Em relação às câmeras, de acordo com as autoridades, elas podem ter ficado sem bateria, por conta da duração da operação e parte das ações pode não ter sido registrada. Corpos retirados da mata Na madrugada e na manhã desta quarta-feira, a própria comunidade e familiares reuniram corpos retirados da mata em uma praça no Complexo da Penha. Perguntado por que esses corpos não foram retirados pela própria polícia ou por que não foi prestado socorro a essas pessoas, o secretário de Segurança Pública afirmou que as polícias não sabiam desses corpos. “Todos aqueles que foram retirados na madrugada ou manhã eram criminosos que sequer a polícia tinha conhecimento deles”, disse. “Muitos são baleados e entram na mata procurando ajuda”. Sobre a possibilidade de aumento no número de mortos, Victor dos Santos disse que ainda é possível que haja mais vítimas. “Não foi consolidado ainda, pode ser que tenha aumento”, disse. Agência Brasil
Prefeito recebe senador Nelsinho e pede recursos para novo prédio do HV e vistoriam obras de asfalto do Parque dos Jequitibás
O prefeito de Dourados, Marçal Filho, recebeu nesta quarta-feira (29) o senador Nelsinho Trad em seu gabinete para apresentar um conjunto de demandas estratégicas do município. A reunião contou com a presença dos secretários Márcio Figueiredo (Saúde), Nilson Francisco (Educação) e Jorge de Lúcia (Obras), e teve como objetivo discutir a destinação de emendas parlamentares para obras e projetos estruturantes. Entre os principais temas abordados estiveram o recapeamento da malha asfáltica em bairros com pavimentação deteriorada, a construção de um novo Hospital da Vida e a revisão de recursos federais para obras na área da Educação. A necessidade de se construir um novo prédio para o Hospital da Vida ocorre porque as atuais instalações não oferecem condições para atendimento adequado aos pacientes de urgência e emergência dos 34 municípios da Grande Dourados. O Hospital Regional que está sendo inaugurado pelo Governo do Estado não vai suprir essa demanda porque será apenas para cirurgias eletivas e exames de alta complexidade. Os casos de traumas, como acidente, ou até mesmo AVC, parada cardíaca e outras urgências continuarão sendo enviados para o Hospital da Vida. Por isso a necessidade de se construir um novo prédio, moderno, adequado e que comporte a demanda. O prefeito enfatizou a urgência de construir uma nova unidade hospitalar municipal, cuja estrutura já não comporta o volume de atendimentos. Marçal lembrou que Dourados é referência em urgência e emergência, atendendo uma população estimada em cerca de 1 milhão de pessoas. O secretário de Saúde, Márcio Figueiredo, reforçou o pedido, destacando que um novo hospital proporcionará melhores condições de atendimento aos pacientes e infraestrutura adequada para os profissionais. Na área de infraestrutura, o secretário Jorge de Lúcia relatou que diversos bairros ainda possuem pavimento antigo e danificado, resultado de anos sem investimentos consistentes em manutenção. O prefeito ressaltou o impacto positivo do recapeamento recente no Jardim Água Boa e Santo André, executado com recursos do Governo do Estado e contrapartida da Prefeitura, e pediu apoio do senador para expandir o programa de revitalização asfáltica a outras regiões da cidade. Na pauta da Educação, o secretário Nilson Francisco destacou a necessidade de atualizar os valores dos convênios federais com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), defasados pela inflação. A revisão é essencial para viabilizar a construção de três novas escolas municipais com 12 salas de aulas e quadra poliesportiva no Residencial Greenville, na sitioca Campina Verde e no Jardim dos Estados. O prefeito lembrou que os recursos foram recuperados junto ao Ministério da Educação em março, após reunião com o FNDE, e que os projetos técnicos comprovam a revisão de valores, já que a verba recuperada para as obras são de projeto elaborado em 2021 e de lá para cá houve reajuste inflacionário na área da construção civil. Além dessas unidades, o secretário solicitou apoio para a construção de uma escola no Jardim Guaicurus, bairro que enfrenta a maior carência de vagas no ensino fundamental. Com isso, muitas crianças são matriculadas em escolas distantes e para deslocamento precisam passar pela MS-156 e a BR-163, já que o bairro fica em região dividido pelas rodovias. A Prefeitura já possui terreno destinado para a obra. O senador Nelsinho Trad manifestou sensibilidade às reivindicações e reafirmou o compromisso de atender a cidade de Dourados. O prefeito Marçal Filho agradeceu o apoio e destacou a parceria do parlamentar com o município. “Dourados tem sido acolhida pelo senador Nelsinho, que tem mostrado comprometimento com nossas demandas e ajudado a viabilizar recursos importantes para o desenvolvimento da cidade”, afirmou o prefeito. Depois da reunião, o prefeito Marçal Filho e o senador Nelsinho Trad realizaram, uma vistoria técnica no canteiro de obras de pavimentação asfáltica do Parque dos Jequitibás, em Dourados. A inspeção contou com a presença do secretário municipal de Obras Públicas, Jorge de Lúcia, responsável pelo acompanhamento da execução dos serviços. De acordo com o secretário, cerca de 80% das obras já foram concluídas e, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, a pavimentação será finalizada em aproximadamente 40 dias. O serviço é executado pela empresa Fundhal e financiado com recursos destinados pelo senador Nelsinho Trad, via Sudeco. O projeto contempla 2,8 quilômetros de pavimentação asfáltica, implantação de drenagem, meio-fio, sinalização horizontal e vertical e execução de sarjetas e bocas de lobo, garantindo escoamento adequado das águas pluviais e melhoria das condições de tráfego. O investimento total é de aproximadamente R$ 3,4 milhões. O prefeito Marçal Filho destacou a relevância do investimento e agradeceu o apoio parlamentar. “Essa obra representa um avanço significativo para o Parque dos Jequitibás, uma região que aguardava há anos por infraestrutura adequada”, enfatizou. “Com o apoio do senador Nelsinho Trad, estamos garantindo mais mobilidade, valorização dos imóveis e qualidade de vida para os moradores”, afirmou o prefeito.








