A Prefeitura de Dourados é parceira de uma nova mobilização de solidariedade destinada às famílias de Rio Bonito do Iguaçu (PR), que foram recentemente devastadas por um tornado. O esforço humanitário se desdobra em duas frentes de arrecadação e a mais nova iniciativa é a campanha “Um Natal de Esperança”, lançada pelo Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran) na noite desta segunda-feira (17). A campanha foca na arrecadação de itens de primeira necessidade: água e leite longa-vida. O lançamento foi marcado pela presença da mantenedora da Unigran, Cecília Zauith, a primeira-dama de Dourados, Patrícia Leite, as secretárias municipais Shirley Zarpelon (Assistência Social) e Gizelly Amaral (Esportes), o reitor Renato de Aguiar Lima, e a presidente da OAB Dourados/Itaporã, Edna Bonelli, além de representantes da Sicredi Centro Sul MS/BA e outras instituições. Em seu discurso, a primeira-dama, Patrícia Leite, destacou o significado do gesto neste período. “Este é um momento de dar acalento e amor”, enfatizou. “O final do ano pede solidariedade e cada litro de leite, cada garrafa de água, farão uma enorme diferença para as famílias que perderam tanto com o tornado”, prosseguiu. “Dourados mostra, mais uma vez, sua força e generosidade, abraçando essa causa e levando um pouco de esperança e amparo a quem mais precisa”, completou a primeira-dama. Esta nova ação se soma à campanha já em andamento, “SOS – Juntos por Rio Bonito do Iguaçu”, liderada pela 4ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Dourados/Itaporã, na qual a Prefeitura e diversas outras entidades também são parceiras, com arrecadação de outros itens essenciais como alimentos não perecíveis e fraldas. O objetivo das campanhas é arrecadar mantimentos para apoiar as pessoas vítimas da catástrofe que atingiu o município paranaense no último dia 7. As arrecadações seguem até o dia 25 de novembro, próxima terça-feira, e tem pontos de coleta espalhados estrategicamente por Dourados para facilitar a participação de toda a comunidade: Unigran, OAB, Corpo de Bombeiros, Parque dos Ipês, Câmara Municipal e Unifron.
Moraes vota por absolver general e condenar mais 9 réus do núcleo 3
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (18) pela condenação de mais nove réus do núcleo 3 das trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mas votou pela absolvição do militar de maior patente entre os acusados, o general Estavam Teóphilo. Os acusados são conhecidos como “kids-pretos”, militares que integraram o grupamento de forças especiais do Exército. Pelo voto de Moraes, dois dos réus devem responder por crimes mais leves, o coronel Márcio Nunes de Resende Júnior e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior. Ambos devem ser condenados por incitação à animosidade das Forças Armadas e associação criminosa, segundo o ministro. Os demais – seis militares e um policial federal – devem ser condenados pelos cinco crimes aos quais foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, golpe de Estado, ataque violento ao Estado Democrático de Direito, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração do patrimônio tombado. O julgamento ocorre em sessão extraordinária da Primeira Turma do Supremo. Como relator, Moraes é o primeiro a votar no caso. Ainda devem votar no julgamento os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. A sessão foi suspensa para almoço. O núcleo 3 foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de praticar “ações táticas” para o golpe. Entre os atos praticados, segundo a denúncia, estão a disseminação de notícias falsas sobre as eleições, a pressão ao alto comando das Forças Armadas para aderirem ao complô e a ida efetiva a campo para monitorar e matar autoridades vistas como adversárias, incluindo o próprio Moraes, o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice, Geraldo Alckmin. “Está comprovado que houve esse planejamento e houve o ato executório. Só não se consumou [o plano de assassinato] por circunstâncias alheias à vontade [do grupo]”, afirmou Moraes. O ministro mencionou, por exemplo, a operação Copa 2022, um dos planejamentos golpistas apreendidos na investigação. Assassinatos Foram apresentadas ainda provas como a localização dos réus, obtidas por meio do acionamento de antenas de telefonia celular, e conversas no aplicativo de mensagem Signal, no que parece ser uma interação entre agentes já em campo para assassinar os alvos. O ministro frisou que ele próprio só não foi morto por causa de uma ordem para abortar a missão, em um recuo de última hora de Bolsonaro, que não havia conseguido, no mesmo dia, a adesão do comandante do Exército ao complô. Outro documento anexado ao processo é o plano Punhal Verde e Amarelo, igualmente apreendido pela PF, que previa o emprego “de armamento pesado” nas missões para matar autoridades, enfatizou Moraes. O ministro mostrou relatório da PF detalhando o material bélico apreendido na operação Tempus Verictatis, incluindo explosivos e armas e munições de grosso calibre. “Não há nenhuma dúvida de que isso seria usado em uma tentativa de golpe de Estado”, afirmou Moraes. No caso de Lula, “o plano de morte previa outra abordagem, como o envenenamento ou remédio que induzisse o colapso orgânico”, destacou o ministro. O presidente eleito estaria sendo monitorado por um dos policiais federais designados para sua equipe de segurança. Ditadura Em outro momento, ao comentar a chamada Operação Luneta, um terceiro plano golpista que foi encontrado pela PF, dessa vez mais amplo e conjuntural, Moraes afirmou ser “uma verdadeira ditadura o que [os réus] pretendiam com o apoio das Forças Armadas”. O ministro Flávio Dino disse que os passos previstos nesse plano de golpe se assemelham aos acontecimentos do golpe civil-militar de 1964. “Restrição à atuação do Supremo Tribunal, censura à imprensa, proibição de manifestações, prisão de opositores. É quase como uma adaptação do roteiro que se deu a partir de 1964 no Brasil”, observou. Absolvição e crimes mais brandos No caso dos réus Ronald Ferreira de Araújo Júnior e Márcio Nunes de Resende Júnior, tenente-coronel e coronel do Exército, respectivamente, Moraes votou para descaracterização dos crimes imputados pela procuradoria, afirmando não haver provas suficientes de que eles de fato faziam parte da organização criminosa que tentou o golpe. Os dois foram acusados de pressionar superiores hierárquicos a aderirem à trama golpista, mas as provas contra eles demonstram apenas que encaminharam mensagens pontuais. No caso do general Estevam Teóphilo, o ministro também disse não haver provas suficientes de que ele de fato participou do complô golpista. Moraes aplicou o princípio do in dubio pro reo, segundo o qual o réu deve ser absolvido em caso de dúvida razoável. Réus As defesas dos réus negaram a participação de cada um na trama golpista, e atacaram o trabalho da PF, que não teria investigado provas claras sobre a inocência de seus clientes. Saiba quem são os réus do Núcleo 3: Bernardo Romão Correia Neto (tenente-coronel) Estevam Theóphilo (general); Fabrício Moreira de Bastos (coronel); Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel); Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel); Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel); Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel); Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel); Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel); Wladimir Matos Soares (policial federal). Outros núcleos Até o momento, o STF já condenou 15 réus pela trama golpista. São sete condenados do Núcleo 4 e mais oito acusados que pertencem ao Núcleo 1, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O grupo 2 será julgado a partir de 9 de dezembro. O núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos, e não há previsão para o julgamento. Agência Brasil
Diretor de hospital e vereadores são alvos de operação na Operação Dirty Pix
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC/MPMS) em apoio à 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, deflagrou na manhã desta terça-feira, 18 de novembro de 2025, a “Operação Dirty Pix”, tendo como objetivo o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, nos Municípios de Sidrolândia e Manaus (AM). A operação conta com o apoio operacional dos Grupos Especiais de Repressão ao Crime Organizado (GAECOs) deste Estado e do Estado do Amazonas. A vice-prefeita de Sidrolândia, Cristina Fiúza (MDB), e o ex-presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breurer, foram presos nesta terça-feira (18) durante a Operação Dirty Pix, do Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul). Os dois eram alvos de mandados de busca e apreensão. Porém, agentes encontraram na casa de Cristina uma quantidade ainda não contabilizada de maconha, mas suficiente apenas para uso pessoal. Já na residência de Jacob, foi encontrada uma arma sem registro. Os dois foram conduzidos para a Delegacia de Polícia de Sidrolândia. A investigação identificou o desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa. O valor foi repassado pelo Governo do Estado à prefeitura de Sidrolândia para a compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. Porém, parte dessa verba foi desviada pela direção do hospital e pela empresa fornecedora, a Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos (CNPJ 20.820.379/0001-93). A empresa ainda teria pago vantagens indevidas a vereadores. Os pagamentos eram feitos por meio de transferências Pix diretamente ou por meio de terceiros aos parlamentares e ao então presidente do hospital, Jacob Breure. São alvos da operação: O cumprimento dos mandados decorre de decisão judicial proferida no bojo de procedimento que apura os crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro.
Deputado Zé Teixeira reivindica melhorias para municípios de MS
O deputado estadual Zé Teixeira, segundo vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, apresentou nesta quarta-feira (12) uma série de indicações voltadas ao atendimento de demandas urgentes nos municípios de Costa Rica, Douradina, Caarapó e Dourados. As propostas foram encaminhadas à bancada federal do Estado e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com o objetivo de garantir recursos e serviços essenciais para as comunidades. Atendendo solicitação do vereador Roseno Martins, Zé Teixeira pediu a destinação de recursos da União para a aquisição de dois caminhões pipa equipados, com capacidade de 12 mil litros e sistema integrado de combate a incêndios. Os veículos serão utilizados na prevenção e no enfrentamento de incêndios rurais e urbanos, além de apoiar ações da Defesa Civil, irrigação urbana e manutenção de vias. O município, com forte vocação agroindustrial e produção de algodão, soja, milho e cana-de-açúcar, enfrenta riscos elevados de incêndios devido aos longos períodos de estiagem. Atualmente, Costa Rica conta com apenas um caminhão pipa em operação, situação considerada insuficiente para atender toda a demanda. Outra indicação solicita apoio financeiro para a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte de Douradina, visando a realização de eventos culturais. O pedido, encaminhado pela superintendente de Cultura, Patrícia Folle Narcizo, prevê a aquisição de 60 jogos de mesas e cadeiras, três tendas de 10×10 metros e um conjunto de som de médio porte. Parte dos recursos também será destinada ao pagamento de cachês para músicos locais. Em resposta ao pedido da vereadora Marinalva Farias, o deputado solicitou ao Superintendente Regional do INSS, Iracemo da Costa Coelho, a designação de um perito médico para atuar na agência da Previdência Social de Caarapó. A falta de profissionais tem comprometido o atendimento à população, gerando atrasos na concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. Com concurso público homologado em julho deste ano, Zé Teixeira defende a imediata nomeação de candidatos aprovados. O deputado também encaminhou pedido para a aquisição de 12 aparelhos de ar-condicionado de 30 mil BTUs destinados à Escola Municipal Professora Avani Cargnelutti Fehlauer, que atende cerca de 600 alunos em dois turnos. Segundo a diretora Elenir Rieger Wachter, as altas temperaturas registradas na região têm prejudicado o desempenho de estudantes e professores. A climatização das salas de aula deve proporcionar melhores condições de aprendizagem e valorização do ensino público.
Policiais apreendem 147 quilos de drogas que seriam entregues no Paraná
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, nesta segunda-feira (17), na BR-487, em Naviraí, um veículo VW Fox carregado com 147 quilos de maconha. Na ação, um homem de 27 anos e uma mulher de 30 anos foram presos. Durante patrulhamento pela rodovia, zona rural do município, os militares deram ordem de parada ao condutor do carro, que não obedeceu e tentou fugir. Após alguns quilômetros de acompanhamento, o veículo foi interceptado. Em vistoria, foram encontrados diversos tabletes do entorpecente. Questionados, os ocupantes disseram que pegaram a droga em Tacuru e levariam até a cidade de Ponta Grossa (PR), onde receberiam R$ 7 mil pelo transporte. O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 320 mil, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Naviraí.
Apontado por crime de violência doméstica contra mulher é preso em SP após ação conjunta com DAM de dourados
Na tarde desta segunda-feira (17), a Delegacia Seccional de Jaú/SP deu cumprimento ao Mandado de Prisão Preventiva expedido em desfavor de L.A.P(26), expedido pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Dourados, em razão da prática dos crimes de ameaça e de descumprir medida protetiva de urgência deferida em favor da ex-companheira D.L(22). Conforme investigação em trâmite, após o termino do relacionamento, L.A.P passou a perseguir a ex-companheira, que precisou solicitar medida protetiva de urgência em seu desfavor. No entanto, mesmo com as proibições impostas, L.A.P passou em enviar mensagens à vítima, ameaçando-a de morte, inclusive através de terceiros, por meio de mensagens apresentadas. A vítima D.L relatou que excluiu redes sociais, e-mail e trocou o número de telefone para evitar que o agressor entrasse em contato. Ainda assim, afirmou que as ameaças continuaram por intermédio de sua genitora. Em razão dos fatos, a Autoridade Policial responsável representou pela prisão preventiva de L.A.P. Em diligências realizadas pela equipe de investigação da DAM de Dourados, verificou-se que o autor estava residindo na cidade de Torrinha/SP. Diante disse, a equipe entrou em contato com a Delegacia de Torrinha e solicitou apoio para cumprimento do Mandado de Prisão Preventiva, que foi devidamente cumprido nesta segunda-feira.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso em Guarulhos na Operação Compliance Zero
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (18/11), a Operação Compliance Zero, com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. A Polícia Federal prendeu, no Aeroporto de Guarulhos (SP), o dono do banco Master Daniel Vorcaro, que tentava deixar o país. Ele está detido na Superintendência da PF, em São Paulo. Outro alvo é o banqueiro Augusto Lima, sócio do Banco Master e atualmente casado com Flávia Peres (ex-Arruda). A PF fez buscas na mansão do casal no Park Way. Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal. As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
Clube de Ciências do Bioparque Pantanal conquista 1º lugar no Seminário Estadual da Guavira
A Escola Estadual José Serafim Ribeiro, do município de Jaraguari (MS), conquistou o 1º lugar na categoria “Brota Guavira” durante o 8º Seminário Estadual da Guavira. O reconhecimento foi concedido ao projeto “Determinação de metabólitos secundários em Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne (Jatobá): Potencial para desenvolvimento de fitocosméticos sustentáveis em Jaraguari/MS”, desenvolvido no âmbito do Clube de Ciências do Bioparque Pantanal. A iniciativa investigou as propriedades do jatobá e resultou na formulação de produtos fitocosméticos sustentáveis, além da produção de artesanatos utilizando frutos e sementes da espécie, promovendo o uso responsável dos recursos naturais da região. O estudo foi conduzido pelos estudantes Sabryna Dias Ferreira, Yuri Agostinho Santana dos Santos e Eduardo Rodrigues Haerter, sob orientação dos professores Alexandre da Silva Rocha e João Gabriel da Silva Mendes, com supervisão dos profissionais do Bioparque Pantanal Bruno Lima e José Luis Galvis. O Clube de Ciências do Bioparque Pantanal atua como um espaço de iniciação científica que incentiva crianças e adolescentes a explorarem o mundo da pesquisa por meio de atividades práticas, oficinas, experimentos e projetos voltados à educação ambiental, à inovação e à conservação da biodiversidade. A participação da escola de Jaraguari exemplifica o impacto dessa iniciativa na formação de jovens pesquisadores. A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, celebrou o resultado conquistado pelos jovens. “Esse prêmio demonstra o potencial transformador da iniciação científica. Quando estimulamos nossos estudantes a pesquisar e a se conectar com a biodiversidade do nosso estado, abrimos caminhos para que se tornem protagonistas de soluções sustentáveis. Parabenizo os alunos e toda a equipe pelo brilhante trabalho.” Para a estudante Sabryna Dias Ferreira, de 16 anos, participar do projeto foi uma experiência reveladora. “O Clube de Ciências abriu minha mente para a pesquisa. Gostei muito da parte experimental, coletar amostras, fazer testes e ver o projeto tomando forma. Eu já conhecia o jatobá, mas não imaginava todas as suas propriedades. Ele é antifúngico, antibacteriano, ajuda na pele, na cicatrização e até no rejuvenescimento. Aprender isso tudo e entender os métodos científicos foi muito enriquecedor.” O destaque obtido pela Escola Estadual José Serafim Ribeiro evidencia o papel fundamental da educação científica no ensino público e reforça o compromisso do Bioparque Pantanal com a conservação, a inovação e o desenvolvimento sustentável. Em sua 8ª edição, o Seminário Estadual da Guavira reuniu representantes de instituições como UEMS, AGRAER, UFMS, UFGD, UNIDERP e Assembleia Legislativa, discutindo o tema “Bioeconomia e Mudanças Climáticas: Cultivando biodiversidade e fortalecendo comunidades”. O evento reforçou a importância do desenvolvimento sustentável e da valorização de espécies nativas do Mato Grosso do Sul. Eduardo Coutinho, Comunicação Bioparque Pantanal
Gestão baseada em indicadores orienta decisões e aprimora estratégias e políticas públicas em Mato Grosso do Sul
A adoção de uma gestão baseada em indicadores tem transformado a forma como o Governo de Mato Grosso do Sul planeja e executa suas ações. Para isso, com dados precisos sobre desempenho, impacto e eficiência, o Estado está investindo no direcionamento de recursos e esforços para onde e no que realmente faz a diferença. Na prática, a utilização de indicadores monitora diversas áreas do Governo. Na educação, por exemplo, são observadas dimensões como acesso, permanência e aprendizagem dos alunos. Entre os índices, números relacionados ao abandono escolar servem de termômetro quanto à permanência dos estudantes, enquanto os resultados de proficiência no SAEB revelam o nível de aprendizagem e a efetividade das estratégias pedagógicas. De acordo com a Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo, que lidera e executa a iniciativa, dados como os da Educação permitem identificar a evolução das políticas públicas no estado ao longo dos anos, pontuar séries históricas, comparar o desempenho com outros estados, e consequentemente, intensificar as políticas de busca ativa de alunos ou aprimorar ações voltadas à qualidade do ensino. Outro exemplo é no campo econômico, com indicadores como o de acompanhamento do saldo de empregos formais, que oferece uma leitura contínua sobre a geração de trabalho, permitindo direcionar políticas de qualificação profissional e incentivo ao desenvolvimento local. “Se a gestão pública não mede relevância e impacto, perde-se a noção de prioridade. Quando conseguimos conectar as ações de governo ao resultado que queremos alcançar, damos mais inteligência ao processo decisório, evitamos retrabalho e desperdício”, explica o secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Nogueira, que completa. “Com indicadores robustos, orientamos a base técnica a direcionar todos os tipos de recursos – financeiros, humanos e logísticos – para que as instituições alcancem resultados concretos. À medida que essa conexão entre ações, metas e indicadores amadurece, conseguimos perceber com mais nitidez a evolução e as transformações que acontecem nas políticas públicas”. Atualmente, a Segem acompanha 54 metas estratégicas, 118 relacionadas a programas e 173 aos contratos de gestão, por meio de um sistema integrado conectado em três níveis: estratégico, tático e operacional. Esse modelo possibilita o monitoramento em tempo real do desempenho das políticas públicas e orienta decisões baseadas em evidências, fortalecendo a eficiência e a transparência da gestão. Essa nova política de uso de dados, segundo a Segem, marca um avanço na consolidação de dados e métricas comparáveis, o que possibilita análises e revela com mais clareza gargalos e potencialidades em cada área de atuação do governo. “Sem um indicador claro, perde-se a referência do caminho, não porque a experiência dos gestores e técnicos deixe de ser válida, mas porque falta um elemento norteador que qualifica o dado e fortalece a gestão. Os indicadores são esse instrumento que direciona os esforços do governo para melhorar a vida da população, tornar o Estado mais competitivo e aproximá-lo do desenvolvimento sustentável que buscamos”, destaca o titular da Segem, reforçando em seguida. “Fazer gestão sem indicadores é depender de percepções e outros elementos que podem induzir ao erro. Com dados, ganhamos precisão, foco e capacidade de entrega”, conclui. A sistemática implementa pelo Estado deu tão certo que resultou na conquista do terceiro lugar do Prêmio Sul-Mato-Grossense de Inovação na Gestão Pública, na categoria ‘Práticas Inovadoras’. Desenvolvida por Leandro Sauer, Mateus Boldrine Abrita e Bruna Campos, a metodologia fortalece o uso desses instrumentos de planejamento e também reafirma a cultura de gestão orientada por resultados, com foco na inovação e a eficiência das entregas à população. “O diferencial está no modo de fazer. A construção foi coletiva, envolvendo técnicos, gestores e o próprio governador, todos alinhados pelo mesmo propósito: transformar dados em decisões e decisões em resultados. Assim, projetamos um modelo inédito no Estado, em que todos passaram a falar a mesma língua – a língua dos dados. Mais do que números, o que se consolidou foi uma nova cultura de governança pública, baseada em evidências, de forma transparente e participativa – e implementada sem gerar qualquer custo adicional aos cofres públicos”, apontam os desenvolvedores da iniciativa. Elaine Paes, Comunicação Segov








