Mato Grosso do Sul já registrou 13.928 casos prováveis de Dengue, sendo 8.372 casos confirmados, em 2025. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 48ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta sexta-feira (5). Segundo o documento, 18 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 7 estão em investigação. Nos últimos 14 dias, Maracaju, Sidrolândia e Três Lagoas registraram incidência baixa de casos confirmados para a doença. Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Entre as vítimas, 7 delas possuíam algum tipo de comorbidade. Vacinação Ainda conforme o boletim, 201.633 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. Chikungunya Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 13.987 casos prováveis, sendo 7.593 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). O documento também confirma 74 casos da doença em gestantes. Conforme o boletim, 16 óbitos foram confirmados em decorrência da doença nos municípios de Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi. Entre as vítimas, 12 delas possuíam algum tipo de comorbidade. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município. Confira os boletins: Boletim Epidemiológico Dengue SE 48- 2025 Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 48 – 2025 Kamilla Ratier, Comunicação SES
Flamengo é campeão do Brasileirão Betano 2025
O Flamengo se sagrou campeão do Brasileirão Betano 2025 na noite desta quarta-feira (3), com a vitória por 1 a 0 sobre o Ceará, no Maracanã. A festa rubro-negra foi consumada graças ao gol de Samuel Lino, que fez a festa dos mais de 73 mil torcedores presentes. Antes de a bola rolar, a equipe carioca chegaria ao título mesmo com dois empates nos jogos finais. Apesar do favoritismo, os três pontos contra o Vozão se mostraram ainda mais necessários em função do triunfo do Palmeiras, que bateu o Galo por 3 a 0 e ainda lutava pelo campeonato. Caso tropeçasse, o time do técnico Filipe Luís precisaria brigar pelo troféu em Mirassol, na próxima rodada. Após cerca de 30 minutos de poucas chances de gol, os donos da casa abriram o placar aos 36 do primeiro tempo, com tento de Samuel Lino, que recebeu bom passe de Carrascal dentro da área e marcou. Embalado pelo título da Libertadores no último sábado (29), o Flamengo deixou claro desde o início do jogo que seu desejo era levantar a taça da Série A, em sua casa, pela quarta vez na era dos pontos corridos (2009, 2019, 2020 e 2025). O Brasileirão se soma às conquistas flamenguistas de Libertadores, Campeonato Carioca e Supercopa Betano Rei em 2025. Neste ano, o Flamengo repetiu seus títulos de 2019 e os feitos de Santos, em 1962 e 63, e Botafogo, em 2024, como os únicos brasileiros campeões brasileiros e da Libertadores em uma temporada. Com as taças de Brasileirão e Libertadores já destinadas à Gávea, o Flamengo encara ainda a última rodada da Série A – contra o Mirassol, fora de casa, às 16h de domingo (7) – antes de viajar rumo ao Catar para a disputa da Copa Intercontinental. Enfrenta o mexicano Cruz Azul na próxima quarta-feira (10), em Al-Rayyan.
Senado reage à decisão que dificulta impeachment de ministros do STF
Durante a sessão do Plenário desta quarta-feira (3), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou a decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes de suspender trechos da Lei do Impeachment, também conhecida como Lei dos Crimes de Responsabilidade (Lei 1.079, de 1950). — A decisão judicial vai de encontro ao que está claramente previsto na Lei 1.079, de 1950, que assegura a qualquer cidadão o direito de propor um processo por crime de responsabilidade. Essa foi uma escolha do legislador e, independentemente de concordarmos ou não com ela, precisa ser respeitada. Eventuais abusos no uso desse direito não podem levar à anulação desse comando legal, muito menos, repito, muito menos por meio de uma decisão judicial. Somente uma alteração legislativa seria capaz de rever os conceitos puramente legais, sob pena de grave ofensa constitucional à separação dos Poderes — afirmou Davi. Gilmar Mendes entende que a Constituição de 1988 não recepcionou alguns dispositivos da Lei do Impeachment. Ele determinou que apenas o Procurador-Geral da República poderia propor impeachment de ministros do STF, restringindo o direito para qualquer cidadão previsto na lei de 1950. Mas a decisão ainda passará pelo Plenário do STF. Davi Alcolumbre ressaltou a importância do respeito recíproco entre Judiciário e Legislativo e declarou que qualquer alteração legislativa só pode ser feita pelo Congresso Nacional. Ele também mencionou a tramitação de projetos sobre crimes de responsabilidade e sobre a limitação de decisões monocráticas. — Tenham certeza de que não me falta coragem para fazer o que for necessário para proteger o Poder Legislativo brasileiro. Eu busco a moderação, eu busco a pacificação, eu busco o diálogo institucional, mas todos aqueles que tentarem usurpar as prerrogativas do Senado Federal a qualquer instante terão um presidente do Congresso que vai à frente para defender a legitimidade do voto popular, porque o que nos trouxe aqui foi o sufrágio das urnas. E é para essas urnas que nós devemos satisfação. Reação O presidente do Senado informou que fará uma reunião com as lideranças partidárias para analisar a votação de um novo marco legal para os crimes de responsabilidade. Ele ressaltou que suas declarações têm o objetivo de defender o Poder Legislativo e registrou que o Senado tem “profundo respeito institucional ao Supremo Tribunal Federal”. Também cobrou reciprocidade e respeito do Judiciário às prerrogativas constitucionais do Legislativo e à legitimidade das decisões do Parlamento. — Igualmente relevante é reconhecer que as prerrogativas do Poder Legislativo são conquistas históricas e fundamentais para a sociedade, e que a eventual frustração desses direitos sempre merecerá pronta afirmação aqui no Senado Federal, instância legítima de defesa dessas garantias se preciso for, inclusive com a sua positivação na nossa Constituição Federal, por meio do seu emendamento. Além de anunciar que o Senado poderá votar um novo marco legal para processos de impeachment, Davi também disse que colocará em votação um projeto que limita as decisões monocráticas do STF. Ele acrescentou que o Congresso “está atento e tomando as providências para que o aprimoramento legislativo aconteça, sabedor de que o exercício do seu direito de decidir ou de não decidir está amparado na vontade do povo, que elege os seus membros, exatamente como deve ser numa democracia”. — Eu vou, na condição de presidente do Senado Federal, convocar uma reunião com as lideranças partidárias para que a gente possa, dentro das nossas prerrogativas institucionais, avaliar todos os projetos que estão em tramitação no Senado. Não adianta também nós escolhermos 20 projetos. Eu peço compreensão para que a gente possa fazer uma reunião do Colégio de Líderes, com a participação da maioria expressiva dos senadores, para que a gente possa pegar todas as agendas que estão paralisadas no Plenário ou nas comissões do Senado, aquelas que tenham convergência com a maioria, e, respeitando aqueles que pensam o contrário, colocarmos as matérias para deliberação nas devidas comissões temáticas ou no Plenário do Senado. Apoio Ao menos 20 senadores apoiaram o pronunciamento do presidente do Senado. O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), endossou a posição de Davi, enfatizando que a decisão de Gilmar Mendes rompe o equilíbrio constitucional entre os Poderes. — O sistema de pesos e contrapesos do Estado democrático de Direito está sendo rompido e rasgado — protestou Braga. Rogério Marinho (PL–RN), líder da oposição no Senado, destacou o que chamou de “invasões de prerrogativas” do Judiciário e alertou para a necessidade de reafirmação do Senado como representante da federação e do povo. Ele citou editoriais de jornais que criticam o ativismo do STF e questionou a moralidade de decisões que permitem que familiares de ministros atuem em processos. — Todos […] são iguais, porém alguns são mais iguais que outros — criticou Marinho. Omar Aziz (PSD-AM) reforçou que, apesar das divergências, todos os senadores convergem na defesa das prerrogativas da Casa. Ele criticou a decisão liminar de Gilmar Mendes e afirmou que o Senado é o único órgão capaz de fiscalizar o STF. O parlamentar também salientou que o respeito à Casa deve começar internamente. Sergio Moro (União-PR) criticou a decisão monocrática, argumentando que ela cria imunidade para o STF e frisando que todos devem estar sujeitos às leis. Ao apontar a diferença entre “ministros e imperadores”, ele defendeu a restauração do equilíbrio entre os Poderes. — Precisamos ter de volta 11 ministros do Supremo, e não 11 imperadores do Brasil. Equilíbrio dos Poderes Ao apoiar os discursos dos colegas, Alan Rick (Republicanos-AC) reiterou que a decisão de Gilmar Mendes restringe direitos constitucionais de cidadãos e compromete o equilíbrio entre os Poderes, prejudicando a autonomia do Senado e o controle democrático sobre o Judiciário. — Nenhuma instituição republicana pode ser imune à fiscalização: nem o Executivo, nem o Legislativo nem o Judiciário. Damares Alves (Republicanos–DF) disse que a sociedade espera uma reação do Senado. Ao criticar a decisão de Gilmar Mendes, ela afirmou que a Casa não pode se acovardar diante da situação e precisa mostrar força institucional. — O Brasil está esperando, porque há uma instabilidade causada na sociedade
Operação Pantanal 2025 apresenta balanço com redução expressiva em focos de incêndios e hectares afetados
Redução expressiva no número de focos de incêndios e de hectares afetados pelo fogo. Essa é a síntese primordial do balanço da Operação Pantanal 2025, apresentada nesta quarta-feira (3) no auditório do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), durante a programação do 6º Seminário em Manejo Integrado do Fogo (MIF). O evento reuniu representantes do Governo do Estado, Corpo de Bombeiros, PMA (Polícia Militar Ambiental), Imasul e diversas instituições parceiras. Os dados consolidados revelam que 2025 caminha para ser o melhor ano da série histórica iniciada em 1998 no que se refere aos focos de calor em Mato Grosso do Sul. Até o dia 2 de dezembro, foram registrados 1.811 focos, número inferior aos 2.111 contabilizados no primeiro ano da série. Mesmo que novos registros ocorram até o final do ano, a tendência é de que 2025 permaneça como o período de menor incidência desde o início do monitoramento. A área queimada também apresentou grande redução: 202.678 hectares foram atingidos pelo fogo em Mato Grosso do Sul, volume muito inferior ao registrado em 2024, quando mais de 2,3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas, em uma das maiores crises causadas pelos incêndios florestais. Se na época onde os índices foram maiores a atuação do Governo do Estado foi essencial para evitar que eles fossem ainda mais altos, agora o trabalho preventivo se mostrou efetivo e fundamental. “Este é um ano que demonstra, de forma clara, que o esforço interinstitucional valeu a pena. O Comitê Estadual do Fogo trabalhou lado a lado com cada órgão envolvido para garantir que as ações fossem planejadas com antecedência, executadas com eficiência e avaliadas continuamente”, frisa o assessor da Semadesc e presidente do Comitê Estadual do Fogo, tenente-coronel Leonardo Congro. Ele seguiu a fala, completando. “A redução histórica dos incêndios não é resultado do acaso, mas de uma estratégia integrada, que envolve desde o manejo preventivo até a rápida mobilização das equipes de resposta. Mato Grosso do Sul alcança esses números porque adotou uma política baseada em dados, tecnologia e parceria entre instituições estaduais, municipais, federais e privados”, conclui. De acordo com o Governo do Estado, essa redução histórica resulta de um conjunto de fatores, incluindo a maior conscientização da população, o fortalecimento da atuação interinstitucional, a eficácia na resposta rápida aos focos de incêndio e a qualificação técnica das equipes, com quase mil brigadistas formados apenas em 2025, além de condições climáticas ligeiramente mais favoráveis, mesmo diante do déficit hídrico persistente. Durante a apresentação, o Corpo de Bombeiros detalhou suas ações ao longo do ano. Na fase de preparação, foram realizados manejos preventivos do fogo em 1.150 hectares, capacitados 221 bombeiros militares e formados 929 brigadistas. As bases avançadas instaladas no Pantanal desempenharam papel essencial no tempo de resposta das equipes. Já na fase operacional, os Bombeiros monitoraram 924 eventos de fogo detectados por satélite e combateram diretamente 88 deles, resultando em 1.105 ações de combate. No total, 1.298 militares foram mobilizados, com apoio de 60 viaturas, para atender 4.391 ocorrências registradas pelo SIGO, a maioria em regiões urbanas ou periurbanas. “É importante ressaltar que, ao longo de todo o ano, o Corpo de Bombeiros manteve um padrão consistente de qualidade no trabalho. Porém, do total de 180 militares previstos para cada ciclo da Operação, foi necessário empenhar apenas 120. Outro ponto fundamental é que, com essas equipes em campo, em diversos casos conseguimos combater os focos de incêndio antes mesmo de serem registrados pelos sistemas de monitoramento via satélite”, explica o Major Eduardo Teixeira, subdiretor de Proteção Ambiental do CBMMS. Em seguida, a PMA apresentou os resultados da atuação fiscalizatória integrada com o Imasul. O capitão André Leonel destacou que 2025 marcou uma integração inédita entre as instituições, potencializando os resultados obtidos. Ele destacou que o monitoramento em tempo real reduziu o tempo de resposta e aumentou a precisão na coleta de provas. No total, cerca de 750 vistorias foram realizadas, resultando em R$ 49 milhões em autuações. As fiscalizações ocorreram em duas vertentes: análises de alertas de queimadas já consolidadas e combate a focos ativos em tempo real – sendo esta última a principal responsável pelas autuações. Ele explicou ainda que os valores seguem trâmite administrativo no Imasul e podem sofrer alterações ao longo do processo, conforme previsto na legislação. “Este ano tivemos uma ação coordenada entre as duas instituições, Imasul e PMA. Embora já tivéssemos diversas edições da operação em anos anteriores, ainda não havia uma integração tão direta. Para alcançar um resultado mais efetivo, resolvemos compartilhar experiências e alinhar as informações, unindo a capacidade tecnológica do Imasul, com todo o suporte do Centro de Monitoramento, à capilaridade operacional da PMA, que possui bases avançadas espalhadas por todo o Estado”, frisa o capitão. Leonel ainda explicou que atualmente a PMA conta com 26 subunidades integradas a um agente de plantão que monitora, em tempo real, os focos de incêndio gerados pelos sistemas de detecção. “Esses dados são repassados imediatamente às equipes em campo e, com sistemas mais avançados, o tempo de resposta melhorou significativamente, permitindo uma atuação muito mais rápida e eficiente. Essa integração foi determinante para o resultado diferenciado da operação”. Já o diretor-presidente do Imasul, André Borges, ressaltou que o desempenho excepcional da operação reflete o avanço da governança ambiental e a consolidação da integração entre os órgãos estaduais. “A operação demonstrou que o planejamento integrado funciona. Avançamos muito na capacidade de monitoramento e na articulação entre as instituições. Hoje, o Estado atua de forma coordenada, com resposta rápida, análise técnica e uso de tecnologia para apoiar decisões. Também investimos fortemente em prevenção, educação ambiental e manejo adequado do fogo, o que nos permitiu reduzir de forma histórica tanto os focos quanto a área queimada no Pantanal”, afirmou. Gerente de Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes reforçou que os resultados obtidos estão diretamente relacionados aos investimentos em prevenção e tecnologia. Ele explicou que o Imasul, como órgão delegado para a fiscalização ambiental, atua em parceria com a PMA por meio de um
Rota Bioceânica: MS terá novo porto multifuncional para expansão de ligações comerciais
Como resultado das ações de infraestrutura e desenvolvimento regional do Governo de Mato Grosso do Sul, aliadas ao avanço das obras de conclusão da Rota Bioceânica, a cidade sul-mato-grossense de Porto Murtinho vai receber um porto multifuncional, conforme anunciado pela delegação argentina da província de Entre Ríos que visitou nesta quarta-feira (3) o governador Eduardo Riedel e o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). No encontro, realizado na sala de reuniões da Governadoria sul-mato-grossense, foi formalizada a entrega do licenciamento ambiental e da licença de instalação para construção do porto multifuncional em Porto Murtinho, que tem um investimento previsto na ordem dos R$ 180 milhões, segundo explica Verruck. A empresa que fará o aporte é a PTP Group, devendo iniciar as obras já no próximo ano. Assim que pronto este empreendimento, o município murtinhense deve somar três portos em operação. “A gente chama [o porto] de multiuso, então ele vai trabalhar com fertilizantes, grãos e com containers. A hidrovia é uma conexão com a Rota Bioceânica. Então, a gente tem que olhar a Rota e essa potencialidade também da hidrovia. É mais um investimento que está vindo para o Estado, em Porto Montinho, e nessa transição logística que o Mato Grosso Sul passa”, disse Verruck. O projeto vai contribuir para transformar a região em um grande hub logístico, integrando uma gama de empreendimentos do mesmo PTP Group, maior operador no rio Paraguai. O grupo ainda conta com uma série de portos em países como Paraguai, Argentina, Uruguai, Espanha e o próprio Brasil. “A PTP é uma empresa portuária que opera em toda a hidrovia, na Argentina e Uruguai. E agora vai fazer um investimento no Brasil. A hidrovia só funciona se nós tivermos estrutura portuária. E a gente começaria essa relação entre Mato Grosso do Sul e Entre Ríos, que vai ser uma base de entrada de produtos, e esse é o grande foco da hidrovia. Nós temos muita coisa na exportação, como minério e grãos, então a ideia é aumentar o fluxo de entradas de mercadorias também para o Brasil, se conectando à Rota Bioceânica”, complementa Verruck, que segue. “A estruturação dessa hidrovia é positiva, e a curto prazo é mais investimento e uma estrutura portuária, de uma empresa já consolidada no âmbito da hidrovia”, finaliza. Com foco na expansão portuária, o Governo de Mato Grosso do Sul já planejava incrementar as operações na região, tendo como principal norte a Rota Bioceânica e o diferencial da ligação rodoviária e hidroviária. “Então todo o circuito passa a ser mais competitivo, mais barato para o produtor, que vai ter a possibilidade de ter melhor preço para seus grãos e comprar os fertilizantes mais barato que com as opções atuais”, disse o CEO da PTp Group, Guillermo Misiano. Ponte Bioceânica A ponte binacional da Rota Bioceânica e aos acessos nos dois lados da fronteira, entre a cidade brasileira de Porto Murtinho e a paraguaia Carmelo Peralta, está com obras em execução. O empreendimento é considerado estratégico para a integração sul-americana aos mercados asiáticos, por meio dos portos do Chile, no Pacífico. No lado brasileiro, avança também a construção do acesso que ligará a BR-267 à ponte. Essa obra federal está orçada em R$ 472 milhões. Além da alça de 13,1 km, que ligará a rodovia à ponte, também está sendo construído o contorno rodoviário em Porto Murtinho e o Centro Aduaneiro, que fará o controle do acesso entre o Brasil e o Paraguai. O prazo de conclusão é de 26 meses. Em uma viagem para a China, por exemplo, pode-se reduzir o tempo em 23%, cerca de 12 a 17 dias a menos. Diante dessa realidade, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, reforçou a importância estratégica do empreendimento para os dois países e para toda a região. A principal obra da estrada que ligará o Brasil ao Chile já tem 80% dos trabalhos concluídos. Mais de 400 trabalhadores atuam no canteiro de obras, que deve ser finalizado até o primeiro semestre de 2026. Construída entre Porto Murtinho e a paraguaia Carmelo Peralta, a ponte é executada por consórcio binacional, com investimento de R$ 575,5 milhões (US$ 93 milhões), financiado pela administração paraguaia da Itaipu. Em Porto Murtinho, o Governo de Mato Grosso do Sul mantém ainda investimentos robustos de cerca de R$ 80 milhões da atual gestão em obras de infraestrutura, saúde e educação. “Nós temos duas vertentes de desenvolvimento, a Rota Bioceânica e o rio Paraguai. E esses grandes empresários argentinos estão vendo isso, e olhando que o Mato Grosso é muito importante nesse cenário nacional juntamente com este novo corredor”, afirmou o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Padre Wilbert Maciel da Silva completa 64 anos de ordenação sacerdotal em Mato Grosso do Sul
O padre Wilbert Maciel da Silva, conhecido como Padre Beto, completou 64 anos de ordenação sacerdotal. Natural de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, ele recebeu o sacramento da Ordem em 2 de dezembro de 1961. Nascido em 24 de setembro de 1934, é filho de Domingos Santana da Silva e Ecilda Maciel da Silva e teve cinco irmãos. Após formação ginasial e científica, concluiu o curso de Filosofia em 1957. Entre 1958 e 1961 cursou Teologia no Seminário Central Imaculada Conceição, no bairro Ipiranga, em São Paulo. Após a ordenação, iniciou sua atividade pastoral em Dourados, onde atuou como secretário do bispo diocesano e professor no Instituto Sagrado Coração de Jesus. Padre Wilbert também exerceu funções em Bataguassu e Presidente Venceslau. Em 1979 foi designado para a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Maracaju, permanecendo no município até 2008. Ao todo, foram 28 anos de trabalho pastoral na cidade. Ele foi o primeiro sacerdote diocesano ordenado na Diocese de Dourados e o primeiro padre diocesano oriundo de Mato Grosso do Sul. Sua ordenação representou um marco para a Igreja Católica na região sul do antigo Mato Grosso, que até então contava majoritariamente com religiosos vindos de outros países. Padre Wilbert é formado em Direito e integrou a fundação da Associação da Família Mattos. Entre seus registros históricos, consta que o primeiro casamento celebrado por ele em Dourados ocorreu em 30 de junho de 1962. O primeiro batizado documentado foi de uma criança chamada Maisa, filha de moradores locais. Desde o retorno a Dourados, em 2008, o sacerdote colabora com a Paróquia São João Batista, no bairro Jardim Água Boa, onde segue atuando no ministério religioso.
Com forte presença em Brasília, Governo de MS acompanha deliberações do Condel e celebra avanços com a Sudeco
Na reunião do Condel realizada hoje em Brasília, Barbosinha representou o governador Eduardo Riedel e destacou a parceria estratégica entre o Governo de MS e a Sudeco, responsável por impulsionar mais de R$ 323 milhões em operações no Estado apenas neste ano. O vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, representou o governador Eduardo Riedel nesta terça-feira (2), em Brasília, durante a 25ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel), realizada no edifício-sede do Banco do Brasil. O encontro, promovido pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), reuniu autoridades federais e estaduais para análise e deliberação de temas fundamentais ao desenvolvimento regional — entre eles, a aprovação da Programação do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para 2026 e a avaliação dos resultados de 2024. A participação do Governo de Mato Grosso do Sul reforçou a importância da parceria com a Sudeco, que tem desempenhado papel de protagonismo no fortalecimento da economia sul-mato-grossense. Somente entre julho e outubro de 2025, o Estado contratou 15 operações de crédito com valores a partir de R$ 10 milhões, totalizando R$ 323,4 milhões, o maior volume entre os quatro entes da região. Os recursos têm fomentado cadeias produtivas, ampliado investimentos privados e impulsionado a geração de emprego e renda em diversos municípios. Durante a reunião, também foram debatidas propostas estratégicas como a redução do valor mínimo dos projetos apoiados pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) — de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões — medida que permitirá ampliar o acesso aos investimentos especialmente em cidades do interior. O Condel ainda aprovou o calendário de reuniões ordinárias para 2026 e analisou o Relatório Circunstanciado das atividades do FCO em 2024. Barbosinha destacou, em sua fala, o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento regional e ressaltou o esforço da Sudeco em manter presença ativa e cooperativa junto aos estados. Segundo ele, “a Sudeco, mesmo com uma equipe pequena, a gente sabe que realmente é uma equipe diminuta, realiza um grande trabalho. A Sudeco é extremamente organizada e vocês conseguem fazer o trabalho da multiplicação, porque além dessa organização, de tocar um projeto de tamanha envergadura, tão importante para o Centro-Oeste brasileiro, vocês conseguem, através da superintendente Luciana, ter uma presença muito marcante em nossos estados e em nossos municípios”. A reunião também ocorreu em meio ao anúncio de novos investimentos aprovados pela Sudeco na 142ª Reunião da Diretoria Colegiada, realizada no mês de novembro. Foram mais de R$ 3 milhões destinados à infraestrutura, pesquisa e aquisição de máquinas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, incluindo caminhão, tratores, varredeiras e a construção de um pavilhão de eventos, com impacto estimado para mais de 30 mil pessoas. Também avançou o estudo de diagnóstico para 13 municípios de Mato Grosso, além da aprovação do Protocolo de Intenções entre Sudeco e Finep, fortalecendo o ecossistema de inovação do Centro-Oeste. Com presença ativa em Brasília e acompanhamento direto das pautas regionais, o Governo de Mato Grosso do Sul reafirma seu compromisso com políticas públicas eficientes e com a ampliação da capacidade de investimento no Estado. A parceria com a Sudeco reforça a estratégia da atual gestão de buscar soluções integradas, fortalecer as estruturas produtivas e promover desenvolvimento equilibrado em todos os municípios sul-mato-grossenses.
Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Detran-MS (Departamento Estadual de Transito de Mato Grosso do Sul) deram início terça-feira (2) às tratativas para reorganizar e ampliar as ações de combate às adulterações de identificação veicular na Capital. A conversa foi conduzida durante visita institucional do delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Lupérsio Degerone Lucio à sede do Detran-MS e às dependências da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Relacionados ao Trânsito (Deletran). A reunião integrou representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Diretoria do Instituto de Criminalística, da Corregedoria de Trânsito (Cotra), da Delegacia de Trânsito (Deletran) e da presidência do Detran-MS, para alinhar possibilidades de reestruturação. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, a proposta discutida é a concentração das investigações de adulteração veicular na Deletran, permitindo que a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) mantenha foco exclusivo no combate direto ao furto e roubo. “Estamos iniciando conversas para reorganizar esse fluxo. A ideia é que a Deletran absorva integralmente esse tipo de apuração, garantindo maior eficácia e efetividade. A Defurv ficaria totalmente dedicada ao enfrentamento às quadrilhas que furtam e roubam veículos”, explicou. O diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, reforçou que o encontro está alinhado à gestão estratégica com foco nos resultados. “Será mais uma integração entre o Detran e a Sejusp, como temos feito com as Agências Integradas. A orientação do nosso secretário de Justiça e Segurança Pública, é trabalhar para ativar um núcleo especializado voltado ao combate e à identificação de veículos adulterados. Estamos avaliando melhorias de processo, ampliação de equipe e otimização de espaços, sempre visando mais agilidade e menos burocracia para o cidadão”, destacou. Para o delegado titular da Deletran, Guilherme Rocha, a centralização das atribuições tende a resolver um cenário que antes gerava divisão entre unidades. “Está vindo uma nova diretriz da Sejusp para que as atribuições da Deletran sejam ampliadas, de modo que a gente investigue todas as adulterações de sinal identificador de veículos que aconteçam na Capital. Isso inclui veículos abordados com placa trocada ou chassi raspado, suprimido ou alterado. Antes, essa atribuição era dividida de forma entre a Defurv e a Deletran”, pontuou. A Coordenadoria-Geral de Perícias também participa da construção da proposta. O diretor do Instituto de Criminalística, Emerson Lopes dos Reis, destacou os ganhos operacionais que podem ser alcançados. “A proximidade entre perícia e delegacia especializada reduz custos, encurta deslocamentos e dá mais agilidade às investigações. A proximidade com a delegacia que vai tocar esses inquéritos é salutar. A agilidade nas perícias será maior, porque serão feitas diretamente aqui, mais próximas do órgão que identificou a possível adulteração”, afirmou. Com o aumento previsto das atribuições, a Polícia Civil avalia o reforço de efetivo e ampliação das estruturas físicas, especialmente com a chegada de novos servidores a partir do concurso em andamento. “Estamos projetando 2026 como um ano de fortalecimento das unidades, incluindo a Deletran, que poderá receber maior demanda caso a reestruturação avance”, completou o delegado-geral. As equipes seguirão nos próximos dias com os estudos técnicos, alinhamentos internos e análise das adequações necessárias. Após essa etapa, os órgãos envolvidos devem formalizar os encaminhamentos para oficializar a integração. Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Dia da Pessoa com Deficiência reforça missão de Alex Cadeirante por uma Dourados mais inclusiva
Vereador amplia debate sobre acessibilidade e evidencia iniciativas que beneficiam o segmento PcD. No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado hoje, dia 3 de dezembro, o vereador Alex Cadeirante (PSDB) reforça a importância da data como um marco de conscientização, garantia de direitos e fortalecimento das políticas públicas voltadas à inclusão em Dourados. Para o parlamentar, a data é um convite à reflexão, mas também à ação. “Nosso compromisso é diário: trabalhar para que dignidade, respeito e oportunidades sejam realidade para todas as pessoas. Inclusão não pode ser apenas discurso, precisa ser prática, atitude e política pública”, afirma. Desde o início do mandato, Alex tem direcionado suas ações à defesa da comunidade PcD, atuando para ampliar a acessibilidade, fortalecer serviços essenciais e garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade recebam atendimento adequado. Entre as iniciativas, destaca-se a articulação para a viabilização de um veículo tipo ambulância, que hoje auxilia no transporte de altas hospitalares, retornos de consultas, idas a farmácias, postos de saúde, INSS e demais deslocamentos essenciais. O serviço tem proporcionado mais segurança, agilidade e humanização no atendimento. Reconhecido pela atuação presente e constante, Alex Cadeirante se consolida como uma voz firme em defesa da inclusão na Câmara Municipal de Dourados, o segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul. No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, ele reafirma seu compromisso com a construção de uma cidade mais acessível, justa e acolhedora para todas as pessoas.








