Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.950 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (11). Com isso, o prêmio acumulou e pode pagar R$ 44 milhões no próximo sábado (13). Os números sorteados foram: 21 – 23 – 42 – 49 – 50 – 60 25 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 72.246,06 cada. 2.016 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.476,77 cada.
Servidor público de MS encara triathlon extremo em Santa Catarina e leva o nome do estado a circuito mundial
Servidor público estadual, o policial militar João Paulo Morisson Fernandez, de 38 anos, será um dos participantes da Fodaxman, uma das provas de triathlon extremo mais desafiadoras do Brasil, que acontece em Santa Catarina, no sábado (13). Único atleta de Mato Grosso do Sul inscrito na competição, João encara o desafio como uma experiência que vai além do esporte e carrega consigo a responsabilidade de representar o estado em um circuito reconhecido mundialmente. A Fodaxman integra o calendário internacional de provas extremas da modalidade e exige dos atletas preparo físico, equilíbrio emocional e resiliência. São 4 km de natação, 176 km de ciclismo e 39 km de corrida, em um percurso ponto a ponto que começa na Barragem do Rio São Bento, em Siderópolis, e termina em Urubici, no alto da Serra Catarinense. Inspiração que veio da Patagônia A decisão de se inscrever na Fodaxman vem logo após João conquistar uma experiência singular no último Patagonman, outro triathlon extremo que, segundo ele, despertou uma nova visão sobre o esporte. “Depois que eu terminei a Patagônia, ela me inspirou a fazer mais desafios no triathlon, a viver mais experiências do triathlon extremo em outros lugares. Foi uma experiência de vida fantástica”, afirma. Motivado por essa vivência, ele não perdeu tempo: já em janeiro iniciou sua preparação intensa. “Terminei o Patagonman e já engrenei no ritmo. Desde janeiro eu não parei, foquei nessa prova”. Começo no escuro, término no frio A Fodaxman combina trechos que desafiam qualquer atleta. A natação, de 4 km, começa às 3h40 da manhã em águas da barragem, ainda no escuro, o que torna o início ainda mais exigente. “A gente nada em volta da torre da capela, que está submersa. Só de imaginar nadando num lugar desse já arrepia”, conta João, em referência à antiga capela de São Bento, imersa nas águas da barragem. Depois vem o ciclismo: 176 km de pedal, com aproximadamente 3.850 metros de altimetria acumulada, passando pela lendária Serra do Rio do Rastro. A estrada é famosa pelas curvas sinuosas e subidas intensas. Para fechar, a corrida de 39 km que termina no topo do Morro da Igreja, a 1.818 metros de altitude. “Você sai de uma barragem onde tem uma capela inundada e termina no Morro da Igreja. É igreja do começo ao fim. Parece que o esporte vira um detalhe perto da experiência”, resume o atleta. Preparação, renúncias e disciplina João destaca que participar de uma prova desse porte exige mais do que vontade. Segundo ele, é necessária dedicação intensa e uma rotina de treinos rigorosa. “Não é fácil. Tem que abrir mão de muita coisa. Mas não é dedicar meses pra um dia só. Toda a jornada é construtiva. Durante a jornada eu desenvolvo autoconhecimento, autodisciplina e autodomínio”, explica. Para o servidor, o verdadeiro valor está no processo, não apenas no dia da prova. Ele confessa que muitas vezes o esporte parece se tornar “detalhe”. ” As horas de treino e sacrifícios cotidianos, na visão dele, formam muito mais do que um atleta: um cidadão comprometido com seus objetivos. “O que vale é o meu propósito e a minha jornada”. Esporte como herança familiar A relação de João com o esporte vem desde a infância. Filho de um profissional de Educação Física, ele cresceu cercado pelo esporte e pela disciplina. Hoje, prova esse legado com orgulho. “Meu pai é professor de Educação Física, então a atividade física sempre fez parte da minha educação. Hoje, eu vivo isso e levo para dentro da minha casa, com meus filhos”, explica. Mais que isso: ele entende o triathlon como ferramenta de educação e exemplo para os filhos, algo que, acredita, fará sentido no futuro, quando eles entenderem o tamanho do desafio. Além da vivência desde a infância, João construiu ao longo dos anos um currículo expressivo no universo das provas de longa distância. Em seu percurso esportivo, já concluiu o Ironman Brasil, o Ironman 70.3, participou de quatro maratonas, uma ultramaratona de 75 km e duas ultramaratonas de 100 km. Treinos no Parque dos Poderes Grande parte da preparação de João Morisson para a Fodaxman acontece em Campo Grande, no Parque dos Poderes, espaço que se consolidou como referência para a prática esportiva na capital. É no local que o servidor realiza boa parte dos treinos de corrida e ciclismo, aproveitando a infraestrutura disponível, que inclui vias asfaltadas em excelente estado, pistas adequadas para treinamento, academias ao ar livre e um ambiente seguro para atletas amadores e de alto rendimento. O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, destaca que o Parque dos Poderes tem papel fundamental na promoção da atividade física e no surgimento de histórias como a de João. “Quando vou fazer atividade física no Parque dos Poderes, muitas vezes encontro o João treinando. Isso mostra como o espaço é vivo e cumpre sua função de estimular hábitos saudáveis e também preparar atletas para grandes desafios”, afirma. O secretário lembra que o complexo passou por um amplo processo de revitalização realizado pelo Governo do Estado, ampliando as condições de uso para a população e para atletas que utilizam o espaço como local de treinamento. “Hoje, o Parque dos Poderes oferece uma estrutura completa, com asfalto de qualidade, pistas bem conservadas, academias ao ar livre e um ambiente que favorece tanto quem está começando quanto atletas de alto rendimento. É um investimento que se reflete diretamente na qualidade de vida da população e no fortalecimento do esporte sul-mato-grossense”, completa Marcelo Miranda. Além do desafio pessoal, João encara a prova com um sentimento de responsabilidade e orgulho de representar Mato Grosso do Sul. Ele chegou a customizar o capacete com as cores do estado para chamar atenção. “No Patagonman eu era o único atleta de Mato Grosso do Sul e agora na Fodaxman também sou. Quero mostrar que aqui no estado também existe triathlon de alto nível, gente disciplinada, gente que treina e vive o esporte”, afirma. Para ele, levar essa bandeira significa visibilidade para a modalidade e incentivo
DOF apreende carro carregado com cigarros e agrotóxicos em aldeia indígena
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, nesta quarta-feira (10), na Aldeia Buriti, em Sidrolândia, um GM Vectra carregado com 250 quilos de agrotóxicos e 500 pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai. Os militares faziam patrulhamento pela reserva indígena quando o condutor do veículo, ao perceber a presença do DOF na região, abandonou o automóvel próximo a uma área de mata. Diligências foram realizadas, mas nenhum suspeito foi localizado. O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 300 mil, foi encaminhado à Receita Federal de Campo Grande.
Moraes anula decisão da Câmara que manteve mandato de Zambelli
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a perda imediata do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e ordenou que a Mesa da Câmara dos Deputados efetive a posse do suplente no prazo máximo de 48 horas, conforme prevê o Regimento Interno da Casa. A decisão, na Execução Penal (EP) 149, anulou a deliberação da Câmara que, no início da madrugada desta quarta, havia rejeitado a cassação da parlamentar. A pedido do relator, o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, agendou sessão virtual extraordinária para esta sexta-feira (12), das 11h às 18h, para referendo da decisão. Condenação Em maio deste ano, Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No julgamento, foi decretada a perda do mandato parlamentar e determinado que a Mesa da Câmara declarasse formalmente a vacância do cargo, segundo estabelece a Constituição Federal. Antes do fim da possibilidade de recursos, Zambelli fugiu do país. Atualmente ela está na Itália, em prisão preventiva, e aguarda a decisão daquele país sobre sua extradição. Desvio de finalidade Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes considerou que a deliberação de ontem da Câmara desrespeita os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade, além de ter “flagrante desvio de finalidade”. Segundo o relator, a perda do mandato é automática em casos de condenação com pena em regime fechado superior ao tempo restante do mandato, e cabe à Casa legislativa apenas declarar o ato, e não deliberar sobre sua validade. O ministro observou que, desde o julgamento da AP 470 (mensalão), o STF estabeleceu que a perda do mandato é efeito automático da condenação criminal definitiva, diante da impossibilidade da sua manutenção em razão da suspensão dos direitos políticos derivados da sentença. Moraes citou como precedentes casos de outros parlamentares, como Paulo Maluf, em que o STF já decidiu pela perda automática do mandato.
Rayan e Vegetti decidem e Vasco sai em vantagem na Copa do Brasil
Os mais de 64 mil torcedores que compareceram ao estádio do Maracanã na noite desta quinta-feira (11) acompanharam um grande jogo de bola que terminou com a vitória do Vasco sobre o Fluminense por 2 a 1, de virada, pela ida das semifinais da Copa do Brasil. Com o triunfo, garantido graças a gols dos atacantes Rayan e Vegetti, o Cruzmaltino alcança a decisão da competição mesmo em caso de empate no confronto de volta, que será disputado no próximo domingo (14) a partir das 20h (horário de Brasília). Já o Time das Laranjeiras precisa de uma vitória por dois gols de vantagem para avançar no tempo regulamentar. Um triunfo tricolor por apenas um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Flu abre o placar Vasco e Fluminense não decepcionaram os torcedores que estiveram na noite desta quinta no Maracanã. Protagonizaram um confronto muito movimentado, com muitas oportunidades criadas. Apostando na troca de passes e na movimentação constante dos seus homens de frente, a equipe das Laranjeiras assumiu o controle das ações nos primeiros minutos e passou a criar problemas para o goleiro Léo Jardim. E a primeira boa oportunidade saiu aos seis minutos com o meia argentino Lucho Acosta, que, após boa trama coletiva, acertou chute que passou raspando por cima do travessão. Aos 15 o Vasco chegou a criar chance com o lateral Puma Rodríguez. Porém, o Fluminense era superior e abriu o placar aos 21 minutos. Renê levantou a bola na área em cobrança de falta. Thiago Silva escorou de cabeça para Serna e o colombiano bateu rasteiro para superar Léo Jardim. Após abrir o marcador, a equipe comandada pelo técnico argentino Luis Zubeldía recuou suas linhas, e passou a esperar por oportunidades de contra-atacar em velocidade. Já o time de Fernando Diniz encontrava dificuldades para levar perigo ao goleiro Fábio. Virada do cruzmaltino Porém, após a parada do intervalo o jogo mudou de panorama. O Vasco se impôs e não demorou a alcançar o empate. Aos seis minutos o colombiano Andrés Gómez avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para o meio da área, onde o português Nuno Moreira furou e a bola sobrou para Rayan, que acertou uma pancada que morreu no ângulo do gol defendido por Fábio. A igualdade no marcador animou de vez o Cruzmaltino, que colecionava boas oportunidades de marcar diante de um Fluminense que parecia mais preocupado em fazer o tempo passar. E o ímpeto ofensivo do Vasco foi premiado já aos 48 minutos. Rayan dominou a bola na intermediária e arrancou em direção ao gol. O volante Hércules derrubou o jovem atacante, que levantou rápido e tocou para Andrés, que levantou a bola na área, onde Vegetti finalizou de cabeça para garantir a vitória do time de São Januário.
Citricultura de MS avança como nova fronteira agrícola brasileira
Com ambiente positivo e próspero de negócio, Mato Grosso do Sul avança como nova fronteira agrícola da citricultura no Brasil. Estado dispõe de vários fatores positivos, como clima e fiscalização efetiva. Para expandir e consolidar este cenário, o governador Eduardo Riedel participou nesta quinta-feira (11) do 1º MS Citrus Summit – A Nova Fronteira da Citricultura. O evento em Três Lagoas reúne produtores, especialistas e profissionais que trabalham no setor. Com mais de 15 mil hectares já em produção e cerca de 7 milhões de mudas implantadas no Estado, a citricultura está em pleno avanço no Mato Grosso do Sul, com o apoio do Governo do Estado, que apresenta um ambiente positivo de negócio, com investimentos efetivos em logística, infraestrutura e fiscalização. “Uma oportunidade que começa quase do zero, que vamos fazer bem feito para fazer dar certo. Colocar todos os nossos esforços para expandir esta nova fronteira agrícola. O que buscamos é adquirir confiança para atrair grandes investimentos. Com seriedade e responsabilidade, este é o nosso maior ativo”, afirmou o governador. Riedel destacou a importância do evento que vai discutir o cenário atual da citricultura e as perspectivas do futuro. “Temos grandes desafios, que hoje seja um excelente dia de trabalho com reuniões e discussões sobre o setor. São oportunidades como esta que temos que usar para nivelar conhecimento. Podemos caminhar juntos em um setor que gera muito emprego e renda e pode abrir oportunidades a nossa gente”. Atualmente já estão planejados mais de 40 mil hectares em novos projetos para os próximos anos, consolidando a cultura como uma das principais apostas do agronegócio estadual para diversificação econômica, geração de renda e atração de investimentos. O evento voltado para citricultura é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O objetivo é ampliar o debate e construir estratégias para o desenvolvimento sustentável desta cadeia produtiva. As atividades começaram no dia 10 de dezembro e seguem até o final desta quinta-feira. Entre as atrações teve capacitação técnica, troca de experiências, atualizações sobre o ramo, inclusive sobre fiscalização, assim como ações de fortalecimento da defesa sanitária, elemento fundamental para evitar a ocorrência de pragas e principalmente da doença de “greening”, que destruiu pomares no Brasil e em diversos países. A programação ampliará o debate para aspectos estratégicos, produtivos, mercadológicos e ambientais do setor, com discussão inclusive sobre o ambiente regulatório e a posição do Estado nesta nova fronteira agrícola. Cenário positivo Mato Grosso do Sul ainda não está entre os principais produtores de laranja do Brasil, no entanto é um estado em plena ascensão na produção. Nos últimos anos chegaram grandes investimentos no setor, entre eles a produção do grupo Cutrale, um dos maiores do mundo, que estão plantando laranja em Sidrolândia, com previsão de atingir até 8 milhões de caixas por safra quando os pomares entrarem em plena produção. Entre outros grupos que investem nesta área no Estado aparecem a Cambuy, Frucamp, Agro Terena, Citrosuco, Grupo Junqueira Rodas e diversos produtores independentes. Entre os fatores que explicam a vinda ao Estado está a disponibilidade de terras, clima favorável, logística estratégica, ambiente regulatório estável e a “tolerância zero” a doenças como a de greening. A expectativa é que Mato Grosso do Sul já ultrapasse a marca de 15 mil hectares plantados e mais de 40 mil em implantação, distribuídos em municípios como Sidrolândia, Campo Grande, Terenos, Ribas do Rio Pardo, Dois Irmãos do Buriti, Aparecida do Taboado, Cassilândia, Três Lagoas, Bataguassu, Paranaíba, entre outros. “Rapidamente trouxemos ao Estado os principais players do setor e conseguimos juntos estruturar nossos órgãos, com ampla capacitação, fiscalização e orientação. Promover Mato Grosso do Sul como nova fronteira da citricultura brasileira. Trabalhar para atrair mais investimentos”, afirmou o secretário da Semadesc, Jaime Verruck. Para o diretor executivo da Fundecitrus, Juliano Aires, Mato Grosso do Sul tem uma oportunidade única para alavancar no setor. “Tem ótimas condições do clima, solo, isolamento, tendo desde o primeiro dia o apoio incondicional do Governo. Extremamente favorável para ter uma citricultura top no mundo, com alta produtividade e uma laranja na condição premium”. Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
MS Ativo Cooperação encerra agenda de 2025 com adesão de 100% dos municípios
O Programa MS Ativo Cooperação encerrou, nesta semana, a agenda de 2025 reunindo 61 municípios e mais de 200 participantes em seu encontro de monitoramento. A reunião marcou a conclusão das atividades do ano, reforçando ainda o ciclo de trabalho que seguirá até dezembro de 2026. Conduzida pelo secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Nogueira, a abertura destacou o avanço da articulação entre Estado e prefeituras na etapa de monitoramento dos planos. Ao todo, foram contabilizados 146 técnicos municipais e 17 representantes do Governo do Estado. O encontro apresentou um balanço das ações desenvolvidas pelos municípios, apontando entregas consolidadas e ajustes necessários nos planos de ação. As equipes estaduais também revisitaram procedimentos operacionais considerados fundamentais para o acompanhamento do Programa, oferecendo novas orientações e esclarecendo dúvidas para uniformizar métodos de trabalho. Com foco no ciclo de 2026, o MS Ativo Cooperação anunciou que o próximo ano será inteiramente dedicado ao monitoramento contínuo, exigindo maior integração entre as equipes municipais e estaduais. Representantes de cada área detalharam as estratégias e formas de atuação: Alciley Lopes (Educação), Waldeir Sanches (Saúde), Kamilla Nunes (Assistência Social) e Júlio César da Silva (Ambiente de Negócios). Entre as definições, estão encontros virtuais bimestrais e o envio de alertas sistemáticos sobre prazos, com objetivo de facilitar o cumprimento das entregas e garantir fluidez ao acompanhamento. O Estado reforçou, ainda, a necessidade de que cada município mantenha sua equipe de referência ativa e em contato permanente pelos canais oficiais do Programa. Para a Superintendência de Fomento ao Municipalismo, o saldo de 2025 reflete a consolidação do trabalho conjunto. “Em 2025 tivemos um saldo muito positivo com adesão de todos os 79 municípios ao programa, que é uma agenda transversal entre as secretarias de Estado e dos municípios, para potencializar as políticas públicas em benefício do cidadão”, destaca o superintendente Marcilio Moreira. Elaine Paes, Comunicação Segov
STJ determina prosseguimento de ação de improbidade na “Operação Coffee Break” após recurso do MPMS
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisão final no Recurso Especial interposto pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), reformou decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e determinou o prosseguimento de ação de improbidade administrativa relacionada à “Operação Coffee Break”, deflagrada pelo Gaeco/MPMS. A investigação tratou de um suposto esquema político para a cassação do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, mediante negociação de votos na Câmara Municipal, com oferecimento de vantagens indevidas, como indicações para cargos comissionados. O julgamento em foco trata especificamente da acusação formulada na ação contra o réu João Batista da Rocha, que segue agora para instrução da Primeira Instância. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul havia decidido pela rejeição da petição inicial por falta de indícios suficientes em relação ao réu João Batista da Rocha, modificando decisão inicial da Primeira Instância. No recurso, o MPMS sustentou a existência de elementos mínimos necessários para o prosseguimento da ação. O julgamento ocorreu nos autos em que foram apresentados embargos de divergência no referido recurso especial, nos quais o STJ reformou a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), garantindo a continuidade do processo. O STJ, inicialmente, acolheu o pedido em decisão monocrática, restabelecendo o recebimento da inicial proferido pelo juízo de origem e aplicando o princípio do in dubio pro societate. Segundo o entendimento do Tribunal Superior, quando há indícios mínimos de irregularidades, a continuidade do processo é essencial para que os fatos sejam integralmente esclarecidos e para que se permita à sociedade o exame completo das condutas investigadas. A decisão foi confirmada por unanimidade pela Segunda Turma do STJ ao julgar o Agravo Interno interposto no caso. Os ministros afastaram a alegação de reexame de provas e destacaram que houve apenas revaloração jurídica dos fatos apresentados. Posteriormente, os embargos de divergência não foram conhecidos, consolidando o posicionamento favorável ao prosseguimento da ação antes de qualquer decisão definitiva sobre o mérito. O Procurador de Justiça Sérgio Luiz Morelli, titular da Primeira Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, informa que o entendimento adotado no julgamento segue a linha de precedentes da Segunda Turma em casos envolvendo outros corréus da mesma operação, como nos AgInt no AREsp 1.361.773/MS, AgInt no AREsp 1.362.803/MS e AgInt no AREsp 1.371.873/MS. Por fim, o Procurador de Justiça destacou que “o trabalho incessante de todas as instâncias ministeriais, esgotando todos os recursos possíveis, tem garantido o prosseguimento das ações de improbidade administrativa, o que reafirma o compromisso institucional do MPMS com a defesa dos interesses da coletividade.” Assim, em resumo, o processo retorna ao juízo de primeiro grau para o seu regular andamento. Informações do Processo: EAREsp 1.372.557/MS (2018/0250720-6) Origem: Ação de Improbidade Administrativa n.º 0023722-94.2016.8.12.0001 – 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Comarca de Campo Grande.
PF e Receita deflagram operação em repressão ao desvio de mercadorias de alto valor na Alfândega de Ponta Porã
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Corregedoria da Receita Federal do Brasil, deflagrou, nesta quinta-feira, 11/12, a Operação La Mano de Dios, destinada a desarticular um esquema criminoso envolvendo a prática de Peculato e Associação Criminosa, supostamente cometido por uma servidora pública em função de chefia e por funcionários terceirizados da Alfândega de Ponta Porã. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além da medida cautelar de afastamento da função pública decretada em desfavor da servidora da Receita Federal. As investigações tiveram início a partir de relatório encaminhado pela Corregedoria da Receita Federal, que apontava indícios de que a servidora utilizava sua posição de chefia na gestão do depósito para, em conluio com terceirizados, desviar mercadorias de alto valor agregado. Durante o cumprimento dos mandados, foram encontradas mercadorias de origem ilícita tanto na residência da servidora quanto na casa de um dos terceirizados, reforçando os elementos já identificados ao longo da investigação. Imagens do circuito interno de segurança registraram a atuação do grupo e o uso indevido de um veículo apreendido para retirar bens da unidade, sob a falsa justificativa de “doação para entidade religiosa”.








