A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul prendeu neste sábado (17) um homem de 26 anos suspeito de ter matado um indivíduo em Tacuru no ano passado. A caputra ocorreu no distrito de Macaúba, em Dourados, durante ação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), com apoio da Delegacia de Tacuru. As investigações deste caso tiveram início em 19 de março de 2025, quando o corpo de Jhonatan Benites Bogarin, de 26 anos, foi encontrado em um terreno na área central de Tacuru, com ferimentos de arma branca. Os dados levantados pela Polícia Civil identificaram R.C.R., de 26 anos de idade, como autor do homicídio. Na época, ele foi considerado foragido e a Justiça decretou sua prisão preventiva. Ele foi localizado em Dourados e levado para a sede da DEFRON e posteriormente será recambiado ao sistema prisional.
Palmeiras vence o Mirassol e assume a liderança do Paulistão
O Palmeiras segue com 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista. Na noite deste sábado (17), pela terceira rodada, na Arena Barueri, o Verdão venceu o Mirassol por 1 a 0, com gol de Flaco López, que saiu do banco de reservas para decidir a partida a favor dos mandantes. O resultado faz o Verdão assumir a ponta da tabela, com nove pontos. O time do interior é o oitavo, com apenas três. O duelo na Arena Barueri começou bastante movimentado, principalmente com as investidas do Palmeiras. Aos três minutos, Giay pegou a sobra do escanteio, mas viu a bola desviar em Gómez no meio do caminho e passar perto do travessão. Na sequência, Marlon Freitas exigiu boa defesa de Walter. Aos sete, Vitor Roque recebeu passe de Mauricio e, com liberdade, dominou, mas foi bloqueado na hora do chute. A superioridade alviverde, principalmente nos primeiros dez minutos, era demonstrada na criação de jogadas e chances de finalização, ainda que sem sucesso de bola na rede. Vitor Roque teve as principais oportunidades e deu trabalho à defesa do Mirassol. O atacante foi acionado principalmente pelo lado esquerdo, mas não finalizava com eficiência e precisão para tirar o marcador do zero. Aos 17, o Mirassol respondeu. Giay vacilou no campo de defesa, e Alesson arrancou até a área para encontrar André Luis. O camisa 99 girou, mas bateu fraco, facilitando a defesa de Carlos Miguel. O Palmeiras diminuiu o ritmo, enquanto o Mirassol começava a se organizar melhor no meio-campo, mas o volume do jogo foi bem menor na segunda metade do primeiro tempo. Aos 36, veio a melhor chance do Tigrinho, após boa jogada entre Mauricio e Bruno Rodrigues, só que o camisa 9 finalizou mal e perdeu a melhor chance do primeiro tempo. Na etapa final, o Verdão apareceu com uma alteração: Benedetti na vaga de Gustavo Gómez. Nos primeiros minutos, Vitor Roque sentiu um incômodo no joelho direito e foi substituído por Riquelme Fillipi, enquanto Bruno Rodrigues deu lugar a Flaco López. Com as mudanças ofensivas, o Palmeiras tentava ganhar fôlego para buscar o resultado em casa, porém, o Verdão encontrava dificuldades na saída de bola. O rendimento não melhorou até os 26 minutos, quando Flaco López tirou o placar do zero. O argentino carregava a bola pela direita quando foi derrubado por Yuri Lara. Na cobrança de falta, Sosa mandou na segunda trave e encontrou Flaco López, que subiu mais alto do que Reinaldo para mandar no canto de Walter, sem chances de defesa. Até o momento do gol, o Mirassol tinha uma atuação defensiva interessante, sem permitir espaços para o Palmeiras desenvolver jogadas criativas, mas, no lance do gol, a falha do lateral comprometeu. Aos 36, Flaco novamente tentou e quase fez mais um. O argentino recebeu com liberdade na intermediária, dominou e chutou de fora da área para defesa de Walter, em dois tempos. Nos acréscimos, o camisa 42 quase marcou novamente em chute de longa distância, mas o resultado já estava definido: 1 a 0. Lance
Gilmar Mendes nega pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido de prisão domiciliar em favor de Jair Bolsonaro feito pelo advogado Paulo Emendabili Barros de Carvalhosa, que não compõe a banca oficial de defesa do ex-presidente. A decisão é desta sexta-feira (16). O habeas corpus (HC) com pedido de prisão domiciliar foi apresentado no dia 10 de janeiro e alegava não existirem condições adequadas de atendimento médico continuado a Bolsonaro na cela onde cumpria pena, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Há dois dias, no entanto, o ex-presidente foi transferido, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, também no DF, onde deverá seguir cumprindo, em regime fechado, a pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado. Inicialmente, o pedido de prisão domiciliar foi distribuído por sorteio à ministra Carmen Lúcia, mas, como o Judiciário está de recesso, o processo foi redistribuído a Moraes, vice-presidente do STF, que responde pelo plantão durante o recesso forense. Como o HC questionava uma decisão do próprio Moraes, relator da ação penal da trama golpista, o ministro redistribuiu o processo para Gilmar Mendes, decano da Corte, conforme previsão do Regimento Interno que determina o encaminhamento de ações por ordem decrescente de antiguidade no tribunal. “Considerando as peculiaridades do caso concreto, não é cabível o manejo da via do habeas corpus por terceiro, mormente se considerado que há defesa técnica constituída e atuante em favor do paciente. Compreensão diversa, além de possibilitar eventual desvio de finalidade do writ [remédio] constitucional, poderia propiciar o atropelo da estratégia defensiva, consequência que não se compatibiliza com a protetiva destinação constitucional do remédio processual”, escreveu o ministro Gilmar Mendes, em sua decisão. O ministro ponderou ainda que, embora exercendo competência legítima na análise do pedido, uma decisão divergente significaria uma “indevida substituição da competência previamente estabelecida” pelo STF em relação ao princípio do juiz natural, já que Alexandre de Moraes é o magistrado relator da ação penal envolvendo o ex-presidente Bolsonaro. O habeas corpus é um dispositivo previsto na Constituição Federal que pode ser apresentado por qualquer pessoa, seja em favor próprio ou de terceiros, e não requer proposição assinada por um advogado. Além disso, por se tratar de um remédio jurídico que busca garantir liberdade de locomoção a pessoas presas, sua tramitação é gratuita, e a análise é considerada de urgência.
Prefeitura mobiliza força-tarefa após temporal causar estragos em Dourados
A Prefeitura de Dourados, em ação integrada com a Defesa Civil e a Secretaria de Serviços Urbanos, mobilizou equipes desde a noite desta sexta-feira (16) e continua neste fim de semana para minimizar os impactos do temporal que atingiu o município. Os trabalhos se concentraram principalmente nas regiões mais afetadas pelos ventos fortes, que provocaram queda de árvores, danos à rede elétrica e transtornos à população. Mesmo com baixo volume de chuva, os ventos intensos causaram estragos em diferentes pontos da cidade, especialmente na região noroeste. Segundo a Defesa Civil, foram registrados 32 atendimentos relacionados à queda de árvores, sendo que 12 delas eram de grande porte e obstruíam completamente vias públicas. Não houve registro de feridos nem de alagamentos. O prefeito Marçal Filho acompanhou de perto os trabalhos e determinou a mobilização total das equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, Defesa Civil e demais pastas envolvidas. “Colocamos todas as equipes em campo desde a noite de sexta-feira para garantir a segurança da população e restabelecer a normalidade o mais rápido possível”, afirmou. O prefeito esteve na Vila Aurora, onde uma árvore caiu sobre a fiação elétrica e derrubou um poste, deixando moradores sem energia e internet.
Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial
Após 26 anos de negociação, representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) devem assinar, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com potencial de integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul). Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado será assinado em Assunção, no Paraguai – país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul. A cerimônia de assinatura acontecerá a partir das 12h15 (horário de Brasília), no teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio – mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o primeiro passo para a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), hoje composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. O evento contará com a presença de representantes dos países-membros, a exemplo dos presidentes Javier Milei (Argentina); Rodrigo Paz (Bolívia); Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), bem como da cúpula europeia, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. Rio de Janeiro (RJ), 16/01/2026 – O presidente Lula recebe a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil Por questões de agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não viajará ao Paraguai. O Brasil será representado na cerimônia de assinatura pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na véspera (16), contudo, Lula recebeu Ursula e Costa no Rio de Janeiro, onde discutiram a implementação do acordo comercial e outros temas da agenda internacional. Protocolar, a assinatura do acordo comercial formaliza o fim da fase de tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando as partes começaram a negociar seus termos. O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas. Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. De qualquer forma, a expectativa é que o tratado seja implementado gradualmente e que seus efeitos práticos demorem algum tempo para começar a ser sentidos, estabelecendo a maior zona de livre comércio do mundo. Nesta quinta-feira (15), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse crer que o acordo comercial entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano. Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”, afirmou Alckmin. Celebrado por governos e setores industriais, o acordo é alvo de críticas e protestos de agricultores europeus que temem a concorrência dos produtos sul-americanos, já que, entre outras coisas, eliminará tarifas alfandegárias. O tratado também é alvo da desconfiança de ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola – embora a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, avalie que o texto final está alinhado à agenda ambiental, em termos capazes de promover o desenvolvimento e proteger a natureza. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.
Água que transforma: obra icônica vai levar segurança hídrica às aldeias Jaguapiru e Bororó
A garantia de água potável como direito fundamental deu um passo decisivo em Mato Grosso do Sul, com a assinatura ontem (16) do contrato para implantação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados. Os investimentos somam R$ 48,7 milhões. O documento foi firmado pelo governador em exercício, Barbosinha, e pelo diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, e marca um dos maiores aportes em infraestrutura hídrica já destinados às comunidades indígenas do Estado. Mais do que uma obra de engenharia, o projeto elaborado pela Sanesul representa um avanço estrutural em saúde pública, dignidade e qualidade de vida para quase 30 mil pessoas. As intervenções foram planejadas para atender o crescimento demográfico (até 2033) das aldeias e garantir regularidade, segurança e eficiência no fornecimento de água tratada. Na Aldeia Indígena Bororó, o sistema foi dimensionado para atender 14.179 habitantes. A solução prevê a perfuração de um poço tubular profundo especial, com capacidade de 150 mil litros por hora, além de adutoras de água bruta e tratada, estação elevatória e sistema de cloração por cilindro gasoso. A estrutura inclui dois reservatórios apoiados de 500 mil litros cada e um reservatório elevado de 50 mil litros, assegurando estabilidade no abastecimento. A rede de distribuição alcança 103,84 quilômetros, com 2.904 ligações domiciliares, levando água diretamente às residências. Já a Aldeia Indígena Jaguapiru, que concentrará 15.304 habitantes até 2033, contará com um sistema de porte semelhante. O projeto também inclui um poço profundo especial, tratamento com cloração, estação elevatória e um robusto conjunto de reservatórios: dois apoiados de 500 mil litros e um elevado de 50 mil litros. A rede de distribuição terá 80,9 quilômetros de extensão, com 3.087 ligações domiciliares, ampliando o alcance do serviço e reduzindo desigualdades históricas no acesso à água potável. A previsão é que as obras tenham início ainda no primeiro semestre, logo após a emissão das ordens de serviço e a conclusão dos trâmites técnicos iniciais. Para o governador em exercício, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, a assinatura do contrato simboliza um compromisso histórico com as comunidades indígenas. “Entre todos esses aportes, em Dourados, dentro de um volume que passa de R$ 80 milhões, se destaca a assinatura do contrato de R$ 48 milhões com a Caixa Econômica Federal, quepassa agora a analisar o projeto elaborado pela Sanesul, viabilizado por emendas da bancada federal, para que possamos resolver de forma definitiva o problema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó”. Segundo Barbosinha, o investimento em saneamento básico é uma das formas mais eficazes de promover saúde, dignidade e desenvolvimento social, especialmente em territórios que, por décadas, aguardaram por políticas públicas estruturantes. “Acreditamos que, no prazo de quatro a seis meses, já seja possível iniciar o canteiro de obras tanto na Jaguapiru quanto na Bororó. Enquanto isso, o Estado continua atuando de forma emergencial, com caminhões-pipa, inclusive com veículos adquiridos por meio de emendas parlamentares, além do apoio permanente da Sanesul”, completou. Barbosinha ainda destacou ainda que levar água tratada às aldeias Jaguapiru e Bororó é garantir cidadania, preservar vidas e construir um futuro mais justo para milhares de famílias. “Esse é um esforço que envolve diálogo constante com o governo federal, não só na área de saneamento, mas também em habitação, pavimentação e infraestrutura. Temos casas sendo construídas nas aldeias e uma atuação institucional próxima e produtiva, com apoio da bancada federal, dos senadores e dos deputados. O nosso objetivo é garantir que a água potável chegue a todas as residências indígenas, com segurança, dignidade e respeito às comunidades”. Fernando Souza, subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários da SEC (Secretaria de Cidadania), frisou que as ações realizadas representam mais do que obras físicas, pois simbolizam o fortalecimento da dignidade, da inclusão social e do acesso a direitos essenciais, ao assegurar que políticas públicas cheguem de forma efetiva às comunidades, promovendo cidadania, qualidade de vida e desenvolvimento humano de maneira integrada. “Para nós, enquanto comunidade indígena das aldeias Jaguapiru e Bororó, o sentimento hoje é de profunda gratidão ao Governo do Estado, à bancada federal e à Sanesul pela coragem e pelo compromisso de enfrentar um problema crônico que existe desde a criação da reserva: a falta de água. A assinatura desse acordo representa, de fato, a perspectiva concreta de solução para uma demanda histórica das comunidades indígenas. Ver hoje a assinatura desse convênio é motivo de muita satisfação, porque significa que estamos próximos de resolver de forma definitiva um problema histórico vivido pela população indígena. Até a conclusão da obra, o Estado, em parceria com a Sesai e a Sanesul, tem adotado medidas emergenciais para não deixar as comunidades desassistidas, como a perfuração de poços, a implantação de reservatórios, intervenções na rede e o uso de caminhões-pipa”, pontuou. O prefeito de Dourados, Marçal Filho, reconheceu a importância desse projeto e da parceria com a Sanesul. “Esse é um passo fundamental para promover saúde, inclusão e justiça social nas aldeias Jaguapiru e Bororó e mostra que, quando há união de esforços, é possível enfrentar problemas históricos e dar respostas concretas às comunidades indígenas. Os recursos destinados a esse projeto representam respeito, dignidade e qualidade de vida para milhares de pessoas que vivem nas aldeias”. O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, enfatizou que o investimento é estruturante, com o objetivo de resolver definitivamente um problema histórico de abastecimento nessas comunidades indígenas. “O principal foco deste momento é o projeto de captação, produção, reservação e distribuição de água para as aldeias Bororó e Jaguapiru, um conjunto de obras que ultrapassa R$ 40 milhões e que só se tornou possível graças a um trabalho coletivo e à parceria institucional. Trata-se de um investimento estruturante, pensado para resolver definitivamente um problema histórico de abastecimento nessas comunidades”. Participaram ainda da agenda o senador Nelsinho Trad; Walter Carneiro, secretário da Casa Civil; Maurício Simões Corrêa, secretário de Saúde; além de autoridades locais. Ao transformar projetos técnicos em impacto social direto, o contrato assinado simboliza mais do que números e obras: representa saúde preventiva, respeito às comunidades indígenas
Casares sofre impeachment e é afastado da presidência do São Paulo
Julio Casares está afastado preventivamente da presidência do São Paulo. Em reunião híbrida do Conselho Deliberativo nesta sexta-feira, no Morumbis, 188 conselheiros votaram a favor do impeachment do presidente. Foram 45 votos contra e dois em branco. O vice-presidente Harry Massis Júnior, de 80 anos, assume o cargo imediatamente. Ele é empresário do ramo hoteleiro e possui uma rede de estacionamentos na capital paulista. — Hoje não é um dia simples para o nosso clube. É um dia de responsabilidade. Assumo a presidência com muito respeito à história dessa instituição e principalmente a torcida, que é o maior patrimônio que nós temos. Todos sabem que vivemos um momento difícil. Existem investigações em andamento e elas precisam ser tratadas com seriedade, calma, respeito às instituições e ao direito de defesa de cada pessoa envolvida. — O que posso dizer com clareza é que o clube vai continuar competindo e honrando sua camisa e sua história. A presidência que começa hoje tem um compromisso simples e firme: cuidar do clube, proteger a instituição e agir com responsabilidade e transparência. Não é hora de julgamento precipitados nem de discurso vazio — afirmou Massis, em pronunciamento após o anúncio do resultado da votação. — Estou triste. Não era isso que eu queria. O São Paulo não merece o que aconteceu. Nunca gostaria de ter assumido assim — reforçou o novo presidente. Derrotado no Conselho, Casares está fora da presidência até que o impeachment seja votado em Assembleia Geral entre os sócios do clube. A votação vai ocorrer em no máximo 30 dias. Para ser aprovado, o impeachment de Casares precisava de 170 votos a favor nesta sexta-feira, o que representa dois terços dos 254 conselheiros do São Paulo. Se a destituição tivesse menos votos do que isso, o dirigente seguiria no poder. A reunião desta sexta-feira foi híbrida, com possibilidade de participação à distância e do Morumbis. Ao todo, 223 conselheiros participaram, sendo 168 de maneira presencial e 55 online. O voto era secreto.
DOF localiza entrepostos em Dourados e Douradina e apreende R$ 1,5 milhão em cigarros
Após duas denúncias anônimas, policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) fecharam na tarde desta quinta-feira (15/1), dois entrepostos de contrabando em Dourados e no distrito de Cruzaltina, em Douradina. Um homem, de 47 anos, foi preso. De acordo com a polícia, os militares apreenderam dois veículos e 280 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai. Na primeira ocorrência, no distrito de Cruzaltina, que contou com apoio do helicóptero do Departamento e agentes da CGPA (Coordenadoria-Geral de Policiamento Áereo), 125 mil maços de cigarros foram apreendidos em um imóvel utilizado como depósito. Após denúncia sobre a movimentação dos contrabandistas na região, diligências foram realizadas e o entreposto localizado. Ninguém foi encontrado no local. Já em Dourados, o DOF recebeu informações, também por meio do disque-denúncia, de que uma chácara localizada na Linha do Potreirito também era utilizada para o armazenamento de cigarros contrabandeados do Paraguai. Durante diligências, os policiais localizaram o imóvel e apreenderam 100 mil maços de cigarros em seu interior, além de outros 55 mil maços que seriam transportados em uma Fiat Fiorino e em uma caminhonete GM S10. Um homem que se encontrava na residência afirmou que receberia R$ 200 por dia para guardar os produtos contrabandeados no local. Os materiais apreendidos nas duas ocorrências, avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão, foram encaminhados à Delegacia de PF (Polícia Federal) em Dourados e à Receita Federal em Ponta Porã.
Marçal destaca parceria com o Estado na entrega de equipamentos ao Hospital da Vida
O prefeito de Marçal Filho ressaltou, nesta sexta-feira (16), a parceria entre a Prefeitura de Dourados e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul durante a entrega de novos equipamentos ao Hospital da Vida. A vistoria e entrega de equipamentos na unidade, que é administrada pelo município, através da Fundação de Serviços da Saúde (Funsaud), contou com a presença do governador em exercício José Carlos Barbosa (Barbosinha), além de autoridades federais, estaduais e municipais. Também acompanharam a agenda o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, o secretário estadual de Saúde Maurício Simões, o senador Nelsinho Trad, o deputado federal Rodolfo Nogueira, a deputada estadual Lia Nogueira e vereadores do município. O Governo do Estado entregou um conjunto de equipamentos hospitalares que amplia a capacidade assistencial da unidade. Entre os itens estão 48 camas hospitalares elétricas, 21 macas, 15 ventiladores pulmonares, oito eletrocardiógrafos portáteis, três perfuradores ósseos, dois eletrocardiógrafos Ritmus + Cardio, dois aparelhos de ultrassonografia, duas mesas cirúrgicas elétricas, um arco cirúrgico, um aparelho de raio-X fixo e um aparelho de raio-X móvel. O investimento totaliza R$ 3.005.498,16, com recursos da Secretaria de Estado de Saúde. Referência em urgência e emergência e unidade de portas abertas ao SUS, o Hospital da Vida atende pacientes de 33 municípios da região, além de demandas vindas do Paraguai. De acordo com Marçal Filho, a procura elevada ao longo dos anos mantém o hospital sob pressão constante, o que torna permanente o desafio de ampliar e modernizar a estrutura. Durante solenidade, o prefeito agradeceu a entrega dos equipamentos e a parceria para que possa avançar na garantia de um atendimento mais qualificado. “Esses equipamentos significam mais qualidade no atendimento, mais segurança para os pacientes e melhores condições de trabalho para nossas equipes. É um reforço importante para uma unidade que salva vidas todos os dias”, afirmou. Marçal voltou a defender, no entanto, a revisão dos repasses estaduais e federais para a saúde regional. Segundo ele, os valores atualmente transferidos não acompanham o volume de atendimentos realizados em Dourados. O prefeito lembrou que a manutenção de estruturas como o Samu, a UPA e o próprio Hospital da Vida exige alto custeio contínuo, enquanto a maior parte das despesas segue sendo arcada com recursos do próprio município.








