Fundado há apenas cinco anos, o Ibrachina tem ganhado destaque em competições de base no futebol paulista. O time, sediado no bairro do Mooca, em São Paulo, alcançou a melhor participação da sua história na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Classificado para a semifinal, o Ibrachina eliminou o Atlético-MG (segunda fase), o Internacional (oitavas) e o Palmeiras nas quartas de final. Agora, terá o São Paulo como adversário por uma vaga na final. Na primeira fase, o Ibrachina terminou em primeiro do Grupo 30, com sete pontos. O time venceu goleou o Ferroviário-CE, venceu o Bangu-RJ e empatou com o Santo André. Foram oito gols marcados e apenas dos sofridos. O resultado expressivo é apenas mais um do time que na temporada passada foi vice-campeão paulista sub-17, perdendo a final para o Sfera FC – outro time sensação da base -, e considerado a sexta melhor categoria de base sub-20 de São Paulo, atrás apenas do Novorizontino e dos quatro grandes clubes do estado. O projeto do Ibrachina teve início em paralelo com as restrições em todo o mundo em virtude da pandemia de Covid-19. Seguindo protocolos e mantendo peneiras para buscar talentos, o clube se beneficiou diante de um cenário de incerteza que dominou o futebol brasileiro de base entre 2020 e boa parte de 2021. Como muitos clubes paralisaram as atividades por conta das restrições e a ausência de campeonatos de base, o Ibrachina conseguiu atrair muitos jogadores que até então atuavam em clubes como Portuguesa, São Caetano, São Bernardo e até Palmeiras. A chegada desses jogadores e a manutenção da atividade do clube foram determinantes para o Ibrachina conseguir bons resultados dentro de campo, mesmo com pouco tempo de atividade. O Ibrachina tem como mascotes a arara e o dragão, representando as culturas de Brasil e China, respectivamente. O nome do time tem relação com o projeto social, que atende por Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). Projeto social de família milionária O clube tem a ambição de ser um dos maiores reveladores de jogadores no Brasil e migrar para o futebol profissional. Sediado no bairro da Mooca, em São Paulo, casa do tradicional Juventus, o Ibrachina conta com uma estrutura que atende jovens das categorias sub-15, sub-17 e sub-20, além de crianças das comunidades de Heliópolis e São Mateus (conheça as instalações do Ibrachina no vídeo abaixo). O clube tem como presidente o empresário Henrique Law, filho do casal Law Kin Chong e Miriam Law, que foram investigados na CPI da Pirataria, conduzida pela Câmara Municipal de São Paulo, que apurou a venda irregular e contrabando de produtos no comércio popular de São Paulo, localizado nas regiões da rua 25 de março, Brás e Pari.
Com inscrições até sexta-feira, UEMS divulga edital do Sisu com mais de 1,2 mil vagas
A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) divulgou o edital do Sisu, com a oferta de 1.284 vagas em cursos de graduação presenciais, distribuídas em diversas unidades universitárias do Estado. As inscrições estão abertas desde o dia19 de janeiro e seguem até sexta-feira (23), exclusivamente pelo portal do Ministério da Educação, no endereço: https://sisualuno.mec.gov.br/login . Do total de vagas, 836 são destinadas à ampla concorrência, enquanto 448 contemplam políticas de ações afirmativas, sendo 258 para candidatos negros (pretos e pardos), 122 para indígenas e 68 para pessoas com deficiência (PCD). A seleção utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) das edições de 2023, 2024 ou 2025. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso, indicando também a modalidade de concorrência: ampla concorrência, cotas para negros, indígenas ou pessoas com deficiência. Durante o período de inscrição, é possível alterar as opções, sendo considerada válida a última confirmação no sistema. O resultado da chamada regular do Sisu será divulgado no dia 29 de janeiro. Já as matrículas dos aprovados começam a partir de 2 de fevereiro, conforme cronograma oficial da UEMS. Quem não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse na lista de espera entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro. As aulas do ano letivo de 2026 estão previstas para iniciar em 19 de fevereiro. A UEMS reforça que é responsabilidade do candidato acompanhar todas as publicações de editais, convocações e orientações no site institucional: https://www.uems.br/pro-reitoria/proe/dind/sisu Com a ampla distribuição de cursos e políticas de inclusão, o SiSU 2026 da UEMS representa uma das principais portas de acesso ao ensino superior público em Mato Grosso do Sul. Confira o edital completo: Clique Aqui Comunicação UEMS
Jogos, oficinas e contação de histórias movimentam a semana de férias no Bioparque Pantanal
O Bioparque Pantanal preparou uma programação especial para a semana de férias da criançada. Entre os dias 20 e 30 de janeiro, o Núcleo de Educação Ambiental (NEA) promove uma experiência que une conhecimento, lazer e educação ambiental, com atividades lúdicas, incluindo jogos de tabuleiro confeccionados com materiais recicláveis, oficinas de fantoches, teatro e contação de histórias. As férias também podem ser um período de aprendizado, reflexão e conexão com a natureza. A iniciativa busca envolver crianças, jovens e adultos em vivências que estimulam a consciência ambiental, além de promover momentos de integração, convivência e entretenimento. As atividades acontecem de terça a sábado, com duração de uma hora, nos períodos matutino e vespertino, das 9h30 às 10h30 e das 14h30 às 15h30. A programação inclui oficinas de frotagem, teatro de fantoches, contação de histórias, jogos de tabuleiro e a tradicional brincadeira de amarelinha. No dia 29 (quinta-feira), os visitantes poderão participar da oficina de palhaçaria e bolhas de sabão, que será realizada na Passarela de Contemplação. As demais atividades ocorrem no espaço de Educação Ambiental do complexo. Além da programação de férias, quem visita o maior aquário de água doce do mundo pode contemplar uma arquitetura moderna e imersiva, com mais de cinco milhões de litros de água. O Bioparque Pantanal se consolida como um importante centro de pesquisa e educação ambiental, abrigando cerca de 45 mil animais de aproximadamente 470 espécies provenientes dos rios do Pantanal, do Brasil e de diferentes regiões do mundo. O local oferece atendimento inclusivo e promove o turismo acessível, com estrutura adaptada para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e pessoas neurodivergentes. O objetivo é acolher todos os públicos, garantindo uma experiência única. O Bioparque Pantanal funciona de terça a sábado, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h30, com entrada permitida até uma hora antes do encerramento de cada turno. A visitação é gratuita, mediante agendamento prévio pelo site oficial. Texto: Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa
MS se antecipa, alinha estratégias com municípios e reforça controle do Aedes aegypti para 2026
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), iniciou 2026 com um trabalho intensificado de articulação e alinhamento técnico com todos os municípios, estruturando ações conjuntas de controle vetorial para enfrentar o período sazonal de maior risco para a proliferação do Aedes aegypti. A estratégia prioriza padronização das medidas, apoio técnico às gestões municipais e atuação integrada em todo o território estadual. Entre as principais medidas fortalecidas estão o bloqueio químico adequado, com uso de bomba costal motorizada, e a ampliação da BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar), que passa a ser executada por todos os municípios neste ano. A metodologia consiste na aplicação de inseticida com efeito residual em pontos estratégicos, especialmente em locais com grande circulação de pessoas, garantindo proteção por várias semanas. De acordo com o coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, o foco do trabalho neste ano é garantir a execução das ações de forma regionalizada. “Estamos em contato direto com todos os municípios para alinhar as ações de controle vetorial em cada região. A proposta é atuar de forma integrada, oferecendo parceria técnica para que as ações sejam executadas de acordo com as diretrizes nacionais e com a realidade de cada local”, explica. Monitoramento e novas metodologias ampliam a vigilância Outra ação estratégica é a fase final de implantação das armadilhas ovitrampas nos 79 municípios do Estado, metodologia que permite monitorar com maior precisão a presença do mosquito. Atualmente, restam apenas nove municípios para a conclusão total dessa etapa. Além disso, a SES amplia o uso das EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), armadilhas que utilizam o próprio mosquito como vetor do produto. “O mosquito entra em contato com o larvicida e acaba levando esse produto para outros recipientes que muitas vezes não são visíveis ou acessíveis, como calhas, telhados ou áreas de construção. Isso nos permite um controle muito mais eficiente”, detalha Mauro Lúcio. A capacitação das equipes municipais também integra o planejamento, com reuniões técnicas, treinamentos e encontros online para atualização e esclarecimento de dúvidas. Cenário epidemiológico exige atenção contínua Segundo a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o acompanhamento do cenário reforça a necessidade de antecipação das ações. Ela explica que os registros de dengue neste início de ano estão ligeiramente acima dos observados na mesma semana do ano passado, enquanto a chikungunya já apresenta transmissão em alguns municípios, o que exige vigilância permanente e resposta coordenada. Visita domiciliar e mutirões seguem como eixo central Para 2026, a meta da SES é que 100% dos municípios realizem visitas domiciliares, consideradas a principal ferramenta de prevenção. Durante as visitas, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde orientam os moradores, identificam focos e registram situações que demandam encaminhamento a outros setores. Os mutirões de limpeza seguem sendo incentivados com abordagem mais estratégica. “Não basta apenas recolher lixo. É fundamental identificar qual é o depósito predominante em cada município, seja lixo, caixas d’água, tonéis, fossas ou outros recipientes. Com base nesses dados, as ações se tornam mais eficientes”, reforça o coordenador estadual de Controle de Vetores. As ações contam ainda com apoio da Vigilância Sanitária, especialmente em pontos estratégicos como borracharias e ferros-velhos. População é parte essencial da prevenção A SES reforça que o controle do mosquito depende também do engajamento da população. Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, as ações do poder público precisam caminhar junto com a responsabilidade individual e coletiva. “A atuação do Estado e dos municípios é fundamental, mas ela se torna ainda mais eficaz quando a população participa ativamente. Pequenas ações no dia a dia, como a limpeza regular do quintal e dos ambientes da casa, fazem diferença na redução dos focos do mosquito e fortalecem todo o trabalho de prevenção desenvolvido”, destaca. A recomendação é que cada morador reserve ao menos 10 minutos por semana para eliminar recipientes que possam acumular água, contribuindo diretamente para a redução do risco de transmissão da dengue e da chikungunya ao longo de 2026. Danúbia Burema, Comunicação SES
Métodos contraceptivos: saiba como acessar DIU e implante subdérmico pelo SUS em MS
Com investimento do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), o Estado garante a oferta gratuita dos LARCs (sigla em inglês para métodos contraceptivos de longa duração) pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O acesso aos métodos acontece a partir das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos municípios, nas quais a mulher recebe orientação, passa por consulta com a equipe de saúde e inicia o acompanhamento necessário para a escolha do método mais adequado. O primeiro atendimento ocorre nas unidades básicas de saúde, por meio de consulta com a equipe de saúde, especialmente com enfermeiros e médicos. Nesse momento, a mulher pode expressar seu desejo em relação ao método contraceptivo e receber todas as orientações necessárias. “Durante a consulta, a mulher é orientada, fala sobre o desejo dela em relação ao método e recebe todas as informações: os prós, os contras, como funciona o procedimento e quais documentos são necessários”, explica a enfermeira e gerente de Saúde da Mulher da SES, Francielly Rosiani da Silva. Nesse processo, são explicados detalhes sobre o procedimento, possíveis efeitos e a necessidade de acompanhamento após a inserção ou início do uso do método, garantindo segurança e continuidade do cuidado, sempre respeitando a decisão da mulher. Em muitos municípios, a inserção já ocorre na própria UBS, desde que a unidade disponha de profissionais capacitados e estrutura adequada. Em outros casos, a Secretaria Municipal de Saúde organiza unidades de referência para a realização do procedimento. Política pública efetivaA Secretaria de Estado de Saúde orienta que a mulher procure o posto de saúde onde já é cadastrada e acompanhada. Esse vínculo facilita o atendimento e fortalece o acompanhamento ao longo do tempo. “O ideal é que ela vá ao posto onde já faz acompanhamento, onde recebe a visita do agente comunitário de saúde e onde a equipe já conhece a família e o território. Isso torna o atendimento mais próximo e facilita todo o processo”, reforça Francielly. Caso seja necessário, a própria UBS realiza os encaminhamentos dentro da rede do SUS, garantindo que a mulher continue sendo acompanhada. Nos últimos anos, a estratégia do Governo de MS de ampliar a oferta de métodos contraceptivos de longa duração como DIU e implantes subdérmicos, aliada à qualificação de profissionais da rede pública, vem apresentando resultados importantes. A SES intensificou capacitações e a distribuição dos métodos, fortalecendo a atuação da Atenção Básica e qualificando equipes para inserção destes procedimentos nas unidades de saúde.Esse movimento integrado contribuiu para que, entre 2022 e 2025, a taxa de gravidez na adolescência em MS tenha caído de 14,92% para 12,65%, contrariando a tendência nacional e marcando a menor taxa registrada na última década — reflexo da política pública que amplia o acesso, promove educação e fortalece a autonomia das mulheres em todo o Estado. Danúbia Burema, Comunicação SES
Eleições 2026: veja as principais datas para eleitores e pré-candidatos
Regularização do título termina em maio; já pré-candidatos que ocupam cargos públicos devem ficar atentos à data limite para afastamento em abril Em ano de eleições gerais – que vão definir os novos integrantes do Legislativo estadual e federal, os governadores e o presidente da República -, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de seu Núcleo Eleitoral, reforça a importância da observância dos prazos legais e do combate à desinformação, um dos desafios das últimas eleições em todo o mundo. O Promotor de Justiça e Coordenador do Núcleo, Moisés Casarotto, detalha as ações de fiscalização e as principais orientações para garantir um pleito ético e transparente, tanto da parte dos futuros candidatos quanto para o eleitor. O MPMS atua de forma conjunta entre a primeira instância (Promotores Eleitorais) e o segundo grau (Procuradoria Regional Eleitoral). O foco principal é a coibição de crimes que costumam se intensificar com a proximidade da votação, como a compra de votos, o transporte irregular de eleitores e a coação eleitoral. O desafio da inteligência artificial e desinformação Para 2026, uma das preocupações centrais é o uso evoluído da inteligência artificial na criação de conteúdos falsos. O MPMS alerta que o eleitor deve ser o primeiro filtro contra a desinformação. “A população tem que se conscientizar de que nem tudo o que chega no WhatsApp ou em outro tipo de mensagem é verdadeiro. Então, qual é a principal orientação? É checar em órgãos de imprensa tradicionais, que possuem jornalistas, que têm pessoas confirmando as informações. Então, primeira coisa importante é checar nos veículos de imprensa que você já conhece há anos e que estão trabalhando para informar a sociedade”, orienta Moisés Casarotto. “Depois, se verificar que a informação não é verdadeira ou duvidosa, não passar adiante, não replicar essa informação se tiver qualquer tipo de dúvida. E realmente, se for uma coisa grave, comunicar às autoridades”, alerta. Atenção aos prazos O calendário eleitoral exige atenção imediata tanto de quem pretende concorrer quanto do eleitorado: 4 de abril: Prazo final para filiação partidária e para a desincompatibilização (afastamento) de ocupantes de alguns cargos públicos que desejam concorrer, nos termos da LC 64/90.8 de maio: Data limite para o eleitor regularizar o título de eleitor junto à Justiça Eleitoral. Somente em MS, mais de 80 mil títulos foram cancelados recentemente por ausência em três votações consecutivas. Pré-campanha O coordenador do Núcleo Eleitoral do MPMS esclarece que, no momento atual de pré-campanha, é proibido o pedido explícito de votos. Essa prática só é permitida após o dia 15 de agosto, quando as candidaturas já estiverem oficialmente registradas. O descumprimento dessas regras pode acarretar multas e outras sanções. Orientações ao eleitor Além de acompanhar as propostas dos pré-candidatos, o primeiro passo para o cidadão exercer seu direito democrático é garantir a regularidade do título de eleitor. O prazo para qualquer alteração ou regularização se encerra no dia 8 de maio de 2026. O Promotor de Justiça Moisés Casarotto alerta que, somente em Mato Grosso do Sul, mais de 80 mil títulos foram cancelados recentemente devido à ausência em três turnos consecutivos sem justificativa. Para evitar surpresas no dia da votação, a recomendação é que o eleitor consulte sua situação no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) ou pelo aplicativo e-Título o quanto antes, evitando as filas de última hora. “O principal é a regularidade com a Justiça Eleitoral. Tem que ficar atento se o título está regular. Se não estiver, tem até dia 8 de maio também para fazer a regularização do título”, explica.
Advogado entrega celular de outra pessoa e acaba preso por obstrução de justiça
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), ofereceu denúncia contra um advogado pela prática do crime de obstrução à Justiça. Ele está preso preventivamente desde sexta-feira (9 de janeiro), sob acusação de embaraçar as investigações da Operação Snow, voltada ao combate de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas com a conivência de policiais. De acordo com a peça acusatória, o advogado de 55 anos agiu de forma deliberada para impedir o acesso da Justiça a provas fundamentais. Ao ser alvo de um mandado de busca e apreensão para a entrega de seu aparelho celular de uso cotidiano, o advogado apresentou resistência inicial, questionando a legalidade da medida judicial. Após ter os questionamentos rejeitados pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande e ser advertido sobre as consequências penais do descumprimento, o advogado compareceu à sede do Gaeco/MPMS em 19 de fevereiro de 2025 para entregar um dispositivo. No entanto, a análise técnica revelou que o aparelho entregue não pertencia ao investigado, mas sim a um terceiro. A perícia constatou que o celular estava sem cartão SIM e sem cartão de memória, além de não apresentar registros de uso cotidiano, como fotos, vídeos ou histórico de mensagens e navegação. Para os Promotores de Justiça do Gaeco/MPMS, a manobra foi uma tentativa clara de “dissipação probatória”, visando esconder conversas que ligariam o advogado a líderes da organização criminosa e a esquemas de corrupção de agentes públicos. Papel estratégico na organização As investigações desenvolvidas apontam que o profissional do Direito desempenhava papel estratégico no grupo criminoso, indo além da prestação de serviços advocatícios convencionais. Relatórios de inteligência indicam que ele atuava na “blindagem” de integrantes do grupo e teria, inclusive, intermediado o pagamento de propinas a policiais para a liberação de caminhões carregados com drogas. A denúncia reforça que a conduta de ocultar o aparelho real e entregar um dispositivo “limpo” configura o crime previsto no artigo 2.º, § 1.º, da Lei n.º 12.850/13. A pena prevista é entre 3 e 8 anos de reclusão.
Polícia prende técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes
A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando a suspeita de que ex-técnicos de enfermagem de um hospital particular mataram ao menos três pacientes, aplicando-lhes uma substância letal. Dois suspeitos, um homem e uma mulher, foram detidos no último dia 11, quando a Polícia Civil deflagrou a chamada Operação Anúbis – nome alusivo à divindade egípcia representada por uma criatura com corpo de homem e cabeça de chacal e considerada a guia das almas desencarnadas. Também investigada, uma mulher foi presa na última quinta-feira (15), ocasião em que os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e outros elementos probatórios que poderão auxiliar os investigadores que apuram a denúncia. Os três óbitos ocorreram nos dias 19 de novembro e 01 de dezembro de 2025 no Hospital Anchieta, em Taguatinga, região administrativa do DF, mas o caso só veio a público nesta segunda-feira (19). A Polícia Civil trata as mortes como homicídios e como o caso tramita em segredo de Justiça, não divulgou os nomes dos investigados e das três vítimas identificadas. A motivação para os crimes também não foi esclarecida. Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (19), o delegado Wisllei Salomão se limitou a informar que as vítimas são uma professora aposentada, de 75 anos; um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos. “Eles foram mortos pela ação de quem deveria estar cuidando deles”, declarou o delegado. O delegado disse que as provas reunidas indicam que os três técnicos de enfermagem injetaram um medicamento indevido nas três vítimas. “É um medicamento comum, usado nas UTIs, mas que, se aplicado diretamente na veia [do paciente], como foi o caso, provoca parada cardíaca e a morte”. Ainda de acordo com o delegado, os investigadores analisaram imagens registradas pelo sistema de câmeras instalado na UTI do Hospital Anchieta, um dos mais tradicionais do Distrito Federal; os prontuários dos pacientes e ouviram a outros funcionários do hospital. “Constatamos que um técnico de enfermagem aproveitou que o sistema estava aberto, logado em nome de médicos, e, em ao menos duas ocasiões, receitou o medicamento [indevido], foi até a farmácia, pegou o medicamento, o preparou, escondeu a seringa no jaleco e a aplicou em três vítimas”, acrescentou o delegado. Wisllei Salomão assegurou que as duas técnicas de enfermagem já detidas foram coniventes com a ação. “Uma delas o auxiliou a buscar essa medicação na farmácia e também estava presente no momento em que o medicamento foi ministrado.” Ainda de acordo com Salomão, em uma das vítimas, o técnico de enfermagem injetou desinfetante, além do medicamente indevido. “Quando o medicamento acabou, ele pegou um desinfetante […] o colocou no copinho plástico, sugou o desinfetante numa seringa e injetou [o conteúdo ] por mais de dez vezes em uma das pacientes. Circunstâncias atípicas Em nota, o Hospital Anchieta, informou que demitiu os três auxiliares e acionou a Polícia Civil após um comitê interno ter analisado as “circunstâncias atípicas” em que os três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) morreram. “Em menos de 20 dias, a investigação célere e rigorosa [do comitê] resultou na identificação de evidências envolvendo os ex-técnicos de enfermagem”, acrescentou o hospital, garantindo que, ao registrar queixa contra os ex-funcionários, compartilhou com a Polícia Civil tudo o que os membros do comitê descobriram. “O hospital, também vítima da ação destes ex-funcionários, se solidariza com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça”, expressou o Anchieta, garantindo ter entrado em contato com parentes das três vítimas, prestando todos os esclarecimentos necessários, respeitado o segredo de justiça. Suspeitos De acordo com a Polícia Civil, após ter sido demitido do Hospital Anchieta, o técnico de enfermagem acusado de injetar o medicamento indevido e desinfetante na veia de ao menos três pacientes, continuou trabalhando em uma UTI infantil. Ele tem 24 anos e também é estudante de fisioterapia. As duas técnicas de enfermagem detidas têm 28 e 22 anos. A primeira também já trabalhou em outros hospitais. A segunda, estava em seu primeiro emprego na área. “A investigação continua. Eles [os investigados] estão presos temporariamente, por 30 dias. A gente vai [procurar] identificar se outras pessoas contribuíram para esse crime. E instalar um novo procedimento para identificar, nos hospitais onde essas pessoas trabalharam, se ocorreram mortes com este mesmo padrão […] Também vamos analisar os aparelhos celulares aprendidos, os computadores dos autores, para ver se conseguimos esclarecer melhor o porquê deles terem praticado esses crimes”, concluiu o delegado Wisllei Salomão. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios se limitou a informar que, tão logo receba o procedimento apuratório, avaliará as medidas cabíveis. Agência Brasil
Ações preventivas reduzem impacto de temporal com supressão de árvores e resposta rápida
Os efeitos dos temporais registrados em Dourados vêm sendo significativamente amenizados graças a um conjunto de ações preventivas e à resposta rápida das equipes municipais. Determinado pelo prefeito Marçal Filho, o trabalho de supressão de árvores, iniciado pela prefeitura em setembro do ano passado, aliado à atuação imediata da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), têm reduzido riscos e acelerado a normalização da cidade após episódios de ventos fortes e chuvas intensas. Durante o temporal da noite de sexta-feira, quando rajadas chegaram a aproximadamente 100 km/h, 14 árvores de grande e médio porte caíram em diferentes pontos do município. Foi possível constatar que grande parte estava em boas condições estruturais, o que reforça que a queda ocorreu exclusivamente pela força do vento. Parte dessas árvores ainda atingiu a fiação elétrica, derrubando um poste, fiação da rede elétrica e deixando bairros sem energia. Sem o trabalho preventivo realizado pela Prefeitura de Dourados, que está se antecipando às árvores condenadas e promovendo a supressão, bem como as ações da Defesa Civil e da Semsur no mesmo sentido, o impacto da última sexta-feira teria sido muito mais severo. “Num passado recebente, ventos de intensidade muito menor deixar grande parte da cidade isolada em razão de tantas árvores que caiam, mas atualmente os registros têm sido pontuais”, explica Johnes Santana, coordenador da Defesa Civil de Dourados. A Prefeitura de Dourados, por meio do Instituto Municipal de Meio Ambiente, realizou o mapeamento de cerca de 400 árvores na região central que apresentavam risco de queda. Quase todas já foram suprimidas de forma técnica e planejada. Para cada árvore retirada, a administração municipal prevê o plantio do dobro de espécies nativas e frutíferas, ação que já está em andamento e deve ser concluída nas próximas semanas. O coordenador da Defesa Civil destacou que a decisão de antecipar a supressão das árvores foi fundamental para reduzir os danos causados pelo temporal. Segundo ele, a medida determinada pelo prefeito Marçal Filho evitou consequências mais graves. Santana ressaltou que, mesmo com a queda das 14 árvores, os prejuízos foram menores do que poderiam ter sido, considerando a intensidade dos ventos registrados. As regiões mais afetadas pelo temporal foram Vila Aurora, Jardim Universitário, Vila Matos, Monte Alegre e trechos das ruas Ponta Porã e Cider Cerzósimo de Souza. Técnicos da prefeitura acionaram a concessionária Energisa, e o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido ainda no sábado nos bairros que ficaram sem luz. As equipes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iniciaram os atendimentos ainda durante a tempestade, priorizando a desobstrução de vias e a retirada de árvores e galhos que ofereciam risco imediato. Os trabalhos seguiram ao longo do fim de semana e continuam nesta segunda-feira, com ações de limpeza urbana, especialmente em canteiros centrais onde há grande volume de resíduos vegetais. Para a execução dos serviços, são utilizados equipamentos como motosserras, pá carregadeira e caminhões caçamba, além do trabalho direto de equipes operacionais. Santana explicou que, além das 400 árvores suprimidas por meio do Imam com apoio de empresa terceirizada, outras intervenções foram realizadas diretamente pela Defesa Civil e pela Semsur em áreas de risco. A estimativa é de que, somando todas as frentes de trabalho, cerca de 1.000 árvores tenham sido suprimidas de forma preventiva em Dourados. Segundo o coordenador, a combinação entre planejamento, prevenção e agilidade operacional tem sido essencial para garantir uma resposta rápida e eficiente à população diante de eventos climáticos extremos, reduzindo transtornos e aumentando a segurança nas áreas urbanas do município.







