A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira (6) os 16 grupos da Série D do Campeonato Brasileiro. Em 2026 a competição, que começa no primeiro fim de semana de abril, passa a ter 96 clubes participantes, entre eles Operário FC e Ivinhema FC, os representantes de Mato Grosso do Sul que vão encarar, na primeira fase, adversários de Goiás e Minas Gerais. Os jogos finais acontecem nos dias 6 e 13 de setembro. A divisão dos grupos, segundo a entidade, foi feita a partir de critérios geográficos, observando também questões logísticas, conforme imagem ilustrativa abaixo. Operário e Ivinhema estão no Grupo A11 e enfrentam Uberlândia-MG, Betim-MG, CRAC-GO e Abecat-GO. Se avançarem, Galo e Azulão do Vale enfrentam na segunda fase times do Grupo A12, formado por Porto-BA, Rio Branco-ES, Vitória-ES, Real Noroeste-ES, Tombense-MG e Democrata-MG. Segundo o regulamento, os clubes se enfrentam dentro dos grupos, em turno e returno. Os quatro melhores avançam para segunda fase, quando a competição passa a ser disputada em confrontos eliminatórios em ida e volta, até a final. Os clubes que cheguem à terceira fase asseguram, no mínimo, sua participação na Série D de 2027. Os quatro semifinalistas, assim como os vencedores dos playoffs – confronto entre os derrotados nas quartas de final -, garantem o acesso à Série C de 2027. O campeão irá se classificar de forma direta para a terceira fase da Copa do Brasil de 2027. Boas Cotas No Conselho Técnico da Série D do Brasileiro, realizado na quinta-feira (5), com participação de representantes dos 96 clubes, a CBF trouxe boas notícias, principalmente financeiramente. Nesta temporada, cada clube que disputa a primeira fase recebe R$ 500 mil. Conforme avançar, garante mais R$ 100 mil pela segunda fase, R$ 150 mil pela terceira e R$ 180 mil por fase até a semifinal. Os finalistas recebem mais R$ 300 mil cada. Adversários Na temporada, os adversários de Operário e Ivinhema fizeram campanha regulares nos seus respectivos estaduais. No Campeonato Mineiro, Uberlândia e Betim caíram na primeira fase, com campanhas semelhantes. Cada um fez nove pontos em oito jogos, com duas vitórias, três empates e três derrotas. No Campeonato Goiano, o Abecat terminou a primeira fase na quinta posição, com 14 pontos em oito jogos. Nas quartas de final, o time da cidade de Ouvidor enfrentou o Atlético Goianiense e foi eliminado com derrota por 3 a 0 em casa e empate em 1 a 1 na casa do adversário. Já o CRAC terminou a primeira fase em oitavo, com nove pontos em oito jogos. O time de catalão enfrentou o Goiás nas quartas de final e caiu com empate em 1 a 1 em casa e derrota, na volta, por 4 a 1. FFMS
Zé Teixeira defende endurecimento de leis e estrutura no combate ao feminicídio
O deputado estadual Zé Teixeira manifestou apoio à integração das forças de segurança de Mato Grosso do Sul no combate à violência doméstica. O parlamentar comemorou o balanço positivo da Operação Mulher Segura, que resultou em 68 prisões em flagrante e no cumprimento de 35 mandados de prisão entre o final de fevereiro e o início de março. Para o parlamentar, a eficácia das polícias Civil e Militar no “Dia D” da operação, realizado nesta quarta-feira (4), é um passo essencial para reduzir os índices de feminicídio que ainda desafiam o Estado. Zé Teixeira ressaltou o trabalho de campo realizado pelos 51 policiais militares e pelas equipes da Polícia Civil envolvidas na força-tarefa. A operação, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça, demonstrou a capilaridade da rede de proteção em Mato Grosso do Sul. Com a liderança da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande e o suporte de diversas unidades especializadas como o GARRAS e a DENAR, as ações alcançaram municípios como Dourados, Ponta Porã, Aquidauana e Bonito. Zé Teixeira ressalta que o sucesso dessas prisões e a fiscalização de 78 medidas protetivas de urgência pela Polícia Militar reforçam a necessidade de investimentos contínuos em equipamentos e inteligência policial. Neste mês dedicado às mulheres, o parlamentar reitera que a luta contra a violência familiar exige uma postura incisiva e leis cada vez mais rígidas. Como autor da Emenda Constitucional 87, em vigor desde 2021, que impede condenados por violência doméstica de ocuparem cargos ou empregos públicos no Estado, Teixeira defende que o enfrentamento ao crime deve ser prioridade permanente. A articulação entre o Poder Legislativo e as forças de segurança, segundo ele, é o caminho para garantir que as mulheres tenham a segurança necessária para romper ciclos de abuso e que o Estado ofereça uma resposta rápida e eficiente contra os agressores.
CBF confirma jogo do Operário na terceira fase da Copa do Brasil
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou nesta sexta-feira (6) a tabela detalhada referente à terceira fase da Copa do Brasil, com detalhes dos 24 confrontos, como datas, locais e horários. Único representante de Mato Grosso do Sul que segue na competição, o Operário FC enfrenta o Vila Nova-GO por vaga na fase seguinte, que garante cotas de R$ 1,07 milhão e R$ 1,68 milhão. A terceira fase acontece entre os dias 10 e 12 de março, em jogos únicos, com a possibilidade de decisão por pênaltis em caso de empate no tempo normal. O Operário joga mais uma vez longe dos torcedores. A partida está marcada para a próxima quinta-feira (12), às 18h (MS), no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, e tem previsão de transmissão pela SporTV, Premiere e o canal GE no YouTube. Os dois times entraram na Copa do Brasil na segunda fase jogando como visitantes. O Galo eliminou o ASA-AL, em Arapiraca, com vitória por 2 a 1. Já o time goiano enfrentou o Velo Clube-SP, em Rio Claro, e avançou com vitória nos pênaltis por 4 a 2 depois de empate sem gols no tempo regulamentar. O classificado enfrenta, na quarta fase, o classificado entre Confiança-SE e Tombense-MG, que jogam na quarta-feira (11), no Estádio Batistão, em Aracaju (SE).
Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e lidera crescimento da indústria de transformação no país
Mato Grosso do Sul consolida uma nova matriz produtiva e lidera o crescimento da indústria de transformação no país. Nos últimos dez anos, o Estado vem passando por uma transformação estrutural inédita. De uma economia baseada quase exclusivamente na agropecuária, Mato Grosso do Sul passou a ocupar posição de destaque nacional na agroindústria e na indústria de transformação. Atualmente, o Estado lidera o crescimento da indústria de transformação no Brasil. Segundo dados do IBGE, em uma década, o valor da transformação industrial (VTI) cresceu nominalmente 179% — a maior variação entre todos os estados brasileiros —, saltando de R$ 12,2 bilhões para R$ 34,0 bilhões no período. O VTI é um indicador que mede a riqueza gerada pelo processo produtivo, calculado a partir da diferença entre o valor da produção e o custo dos insumos consumidos. Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o desempenho está diretamente associado à estratégia adotada pelo Governo do Estado de apostar na agregação de valor à produção primária, no fortalecimento da agroindústria e na incorporação da agenda verde como eixo estruturante do desenvolvimento, combinando crescimento econômico, sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e atração de novos investimentos. O Estado também se consolida como um dos protagonistas nacionais na transição energética e na agenda verde, com destaque para a produção de bioenergia. Atualmente, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de etanol, é o quinto maior produtor de açúcar e o segundo na produção de etanol de milho. “O desempenho coloca o setor como um dos pilares estratégicos do desenvolvimento econômico sul-mato-grossense”, avalia Verruck. Com 22 usinas em operação, sendo três de etanol de milho, e outras três novas plantas em implantação, o Estado mantém diálogo permanente com o setor produtivo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Biosul, para garantir um ambiente de negócios competitivo e sustentável. O Estado também tem o compromisso de se tornar território carbono neutro até 2030. No setor sucroenergético, já conta com uma plataforma própria de monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa, denominada Carbon Control. O presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirmou que o desempenho recente de Mato Grosso do Sul está diretamente ligado à construção de um ambiente favorável aos investimentos e à atuação integrada das entidades do setor produtivo. “Estamos construindo há muito tempo esse ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul. Não só a Federação das Indústrias, mas a Famasul, a Fecomércio, o Sistema S como um todo, fazendo com que o investimento privado chegue aqui e seja bem acompanhado. É muito difícil hoje implantar uma empresa em qualquer lugar do Brasil. E essa diferença de Mato Grosso do Sul, muitas vezes, não é entendida por outros estados, o motivo de sermos tão ágeis. Hoje, nós temos cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados em várias áreas. Isso é muito bem planejado. A implantação de uma empresa passa, primeiro, pela demanda empresarial. O empresário visita o Estado, procura conhecer os problemas que pode ter, como logística, mão de obra e energia. É uma série de ações construídas antes de o empresário finalizar a decisão de implantar a empresa em Mato Grosso do Sul”, afirmou o dirigente. De acordo com Longen, esse ambiente tem feito a diferença e os números confirmam esse movimento. “Mato Grosso do Sul cresce a dois dígitos, deixando, muitas vezes, até a China para trás”, disse o presidente. Ao comentar a mudança estrutural da economia estadual, Longen ressaltou o avanço da industrialização e da diversificação produtiva. “Antigamente, o Estado produzia basicamente grãos. Depois começamos a industrializar, com o álcool. Veio o etanol, depois o etanol de milho, depois o açúcar, depois a energia de biomassa. Agora são os biocombustíveis, é a neoindustrialização. Temos a evolução do etanol de milho e também de outros produtos, como o sorgo, que já está em pauta. Também avançamos na proteína. Somos grandes produtores de carne bovina, suína, de aves e de peixe. O Estado evoluiu muito. Mato Grosso do Sul se tornou um grande produtor de amendoim, fruto da rotação de cultura da cana e de muitos anos de pesquisa. Temos o melhor amendoim do Brasil”, destacou. Na avaliação do dirigente, a política de agregação de valor à produção local tem sido decisiva para atrair novos empreendimentos e consolidar o Estado como polo da indústria do agro. “O que chamamos hoje de indústria do agro é justamente transformar aquilo que Mato Grosso do Sul produz. Um exemplo é o etanol de milho com o DDG, subproduto da produção que hoje já é exportado, com valor agregado muito elevado. Essa transformação daquilo que produzimos no Estado tem sido prioridade para o setor privado, para o governo estadual e também para os municípios. Essa transformação tem um objetivo muito claro. Os pilares estão bem definidos e vêm sendo perseguidos para que o Estado continue nesse caminho. Esse esforço fez de Mato Grosso do Sul a bola da vez”, avaliou. Para materializar e comprovar, na prática, o ciclo de desenvolvimento industrial vivido por Mato Grosso do Sul, a trajetória da Metalfrio se apresenta como um dos exemplos mais representativos desse processo. A Metalfrio é uma empresa global, de origem brasileira, que está entre as líderes mundiais do setor de refrigeração comercial. Com um completo portfólio de produtos, atende às necessidades dos mais diversos tipos de estabelecimentos, levando a melhor tecnologia, durabilidade e o menor consumo de energia para você e seu negócio. Esta expertise, adquirida ao longo destes 60 anos, está presente em cada detalhe da linha de produtos, contribuindo para que marcas regionais e estabelecimentos comerciais se beneficiem com máxima eficiência, baixa manutenção, redução de custos operacionais e menor consumo de energia. A consolidação da companhia no Estado teve início em 2005, com a implantação da primeira fase da fábrica de refrigeradores e freezers em Três Lagoas, atividade central do negócio da empresa. Desde então, a operação foi ampliada em outras duas etapas, até
Novos recursos e equipamentos reforçam preparação para combate a incêndios no Pantanal em 2026
A prevenção e o combate a incêndios em Mato Grosso do Sul, especialmente na região do Pantanal, contarão com novos recursos e equipamentos. O conjunto de ações integra uma estratégia tripartite entre governos federal, estadual e municipal para a preparação da temporada de seca, que se inicia nos próximos meses em grande parte do país. A previsão é de cerca de R$ 24 milhões destinados ao estado, com aplicação prioritária no Pantanal e em outras regiões de Mato Grosso do Sul. Entre os equipamentos previstos estão mochilas de combate a incêndio, sopradores, caminhões ABTF (Auto Bomba Tanque Florestal), além de EPI (equipamentos de proteção individual) e GPS de mão, que reforçarão a atuação das equipes em campo. Os recursos fazem parte do Plano Nacional de Enfrentamento aos Incêndios Florestais para 2026 e serão destinados ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, fortalecendo a estrutura de resposta e prevenção diante do período de estiagem. Paralelamente, o CBMMS vem se preparando para a Operação Pantanal 2026, com a vistoria e reparos de equipamentos e a incorporação de novos itens que serão utilizados durante a operação. Entre as tecnologias em teste estão drones com sensores de calor, que auxiliam na identificação de focos de incêndio, além da realização de treinamentos específicos para as equipes. De acordo com o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira, a manutenção dos equipamentos é parte fundamental do planejamento da operação. “Nesse momento de pré-temporada, nós fazemos a preparação, com foco em treinamento e capacitação dos militares, readequação dos materiais, para mais uma operação. E tudo isso visando sempre estar pronto quando for necessário”, afirmou. Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Dia S mobiliza crianças e reforça vigilância contra sarampo e rubéola em Mato Grosso do Sul
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) e a SED (Secretaria de Estado de Educação) realizaram nesta última quinta-feira (5), uma ação educativa no CEI Zedu (Centro de Educação Infantil José Eduardo Martins Jallad), em Campo Grande, dentro do Dia S – Dia de Mobilização Nacional de Buscas Ativas de Sarampo e Rubéola, iniciativa do Ministério da Saúde que marca o 5º Dia de Mobilização Nacional voltado ao fortalecimento da vigilância dessas doenças. A atividade integra a mobilização nacional que prevê buscas ativas institucionais, comunitárias e laboratoriais em todo o país. Durante o Dia S, profissionais de saúde promovem ações em escolas, domicílios, unidades de saúde e hospitais, além da revisão de prontuários, com o objetivo de identificar possíveis casos suspeitos e manter a eliminação do sarampo e da rubéola no território nacional. Ação educativa com crianças A programação no CEI Zedu incluiu atividade lúdica com balões, brincadeiras e a participação do personagem Zé Gotinha, além de uma conversa interativa com crianças e educadores sobre a importância da vacinação e a identificação de casos suspeitos de sarampo. A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destaca que ações educativas ajudam a fortalecer a cultura da prevenção desde a infância. “Entendemos que as crianças são grandes multiplicadoras das boas práticas de saúde. Por isso organizamos uma atividade lúdica com a presença do Zé Gotinha, que ajudou a transmitir de forma leve e divertida a importância da vacinação para prevenir doenças”, explica. A gerente de Doenças Agudas e Exantemáticas da SES, Jakeline Miranda, explica que a estratégia busca envolver as crianças como multiplicadoras de informação. “É uma ação voltada à conscientização das crianças sobre a importância da vacina e sobre o que é um caso suspeito de sarampo. Essa mobilização acontece em todo o país no Dia S, envolvendo profissionais de saúde e a comunidade. As crianças acabam sendo grandes multiplicadoras dessa mensagem e levam para casa a importância da vacinação”, destaca. Parceria entre saúde e educação A iniciativa reforça a integração entre as áreas de saúde e educação na promoção de ações de prevenção. A diretora do CEI Zedu, Fátima Mack, ressalta que a escola recebe a ação pelo terceiro ano consecutivo e destaca a participação dos alunos na atividade. “Pelo terceiro ano consecutivo recebemos a Secretaria de Estado de Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. A ação educativa de hoje foi realizada com as turmas de pré-I e pré-II, com a participação de 139 crianças de 4 e 5 anos. Esse momento de aprendizado é muito importante, porque de forma lúdica elas entendem que o Zé Gotinha sem vacina fica dodói e que com vacina ele fica feliz, e levam essa mensagem para as famílias”, afirma. Situação epidemiológica A mobilização ocorre em um cenário epidemiológico considerado favorável. Até a Semana Epidemiológica nº 8 de 2026, o Brasil não registrou casos confirmados de sarampo ou rubéola. Em 2025, foram 38 casos confirmados de sarampo no país, sem registro de óbitos. Em Mato Grosso do Sul, os últimos casos confirmados ocorreram em 2020, quando foram registrados 10 casos no município de Campo Grande. Desde 2021, todos os casos suspeitos investigados no Estado foram descartados. Um dos fatores que contribuem para esse cenário é a alta cobertura vacinal. Em Mato Grosso do Sul, a cobertura contra o sarampo em crianças aos 12 meses foi de 105,6% em 2024 e 100,6% em 2025, índices que superam a meta do PNI (Programa Nacional de Imunizações), que estabelece cobertura mínima de 95%. Percentuais acima de 100% podem ocorrer devido a fatores como estimativas populacionais desatualizadas, vacinação de crianças residentes em outros municípios, registro de doses aplicadas com atraso ou campanhas de vacinação que ampliam o número de pessoas imunizadas. Mesmo quando ultrapassam esse percentual, os dados indicam que a meta de proteção coletiva foi alcançada na localidade.
Mato Grosso do Sul debate iniciativas sustentáveis com evento internacional voltado às mulheres
Mato Grosso do Sul passa a integrar, em março de 2026, a rota internacional de iniciativas voltadas às mulheres. Além de sediar a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), o Estado receberá um grande evento dedicado a dar visibilidade global às alternativas sustentáveis construídas por e para mulheres sul-mato-grossenses. Trata-se do “Femina Vox Pantanal: Mulheres no Enfrentamento das Mudanças Climáticas”, que será realizado nos dias 15 e 16 de março, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande. O Femina Vox é um fórum internacional idealizado pela PhD Guila Clara Kessous, artista reconhecida pela Unesco como Artista da Paz. A criadora do movimento estará na capital sul-mato-grossense para a edição pantaneira da rede internacional. Desde 2021, o fórum reúne milhares de mulheres de mais de 30 países, além de lideranças políticas, artistas e representantes do meio acadêmico. Cada edição promove espaços de diálogo, inspiração e ação, com o objetivo de amplificar a voz das mulheres e incentivar uma cultura de paz, igualdade e solidariedade. Segundo a organização, a iniciativa ganha ainda mais relevância diante dos conflitos internacionais recentes, reforçando o papel das mulheres na construção de caminhos para a paz. A edição brasileira acontece pela primeira vez com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, do Governo Federal e da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). Após Campo Grande, o evento terá uma edição em Brasília, no dia 17 de março de 2026, e outra em Paris, entre os dias 26 e 29 de novembro. A articulação entre instituições e parceiros é conduzida pela Dra. Giselle Marques, docente do Programa de Mestrado e Doutorado da Uniderp e coordenadora do Femina Vox Brasil 2026. “Além dos apoios dessas esferas governamentais, estamos construindo uma grande rede com as universidades de Mato Grosso do Sul, organizações não governamentais, lideranças políticas, sindicatos e diversos coletivos para viabilizar a participação das mulheres indígenas, ribeirinhas e quilombolas do Pantanal, que virão ao Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo no dia 16 de março trazendo seus artesanatos, cerâmicas, rapaduras e outros gêneros alimentícios produzidos com matéria orgânica da agricultura familiar. Queremos dar voz às mulheres que transformam o couro do peixe e do boi em bolsas, sapatos, e que dos sonhos constroem realidades mais sustentáveis”, destacou a professora. Programação A programação começa no dia 15 de março, às 7h, com uma atividade de turismo de observação de aves. O evento inclui ainda city tour, degustação de iguarias pantaneiras no Memorial Marçal de Souza, conhecido por sua arquitetura que remete a uma oca indígena, e apresentações culturais. Entre os destaques, está a apresentação da Orquestra Indígena Terena no dia 16 de março, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, onde também ocorrerão rodas de conversa e palestras com especialistas. Entre os convidados estão Soraia Zonta, embaixadora da ONU (Organização das Nações Unidas) e vencedora do prêmio Ouro Jovem Cientista Beleza Verde, e Mara Rute Hercelin, diretora do Centre d’Études Avancées en Éducation et Développement Durable, sediado na região de Paris-Saclay, na França, com atuação voltada a metodologias inovadoras para o desenvolvimento sustentável. Inscrições gratuitas As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/forum-internacional-femina-vox-campo-grande-ms/3336774?share_id. Já a programação científica do evento está disponível em: https://eventos.pgsscogna.com.br/eventos/70bef5ef-5175-4b0a-89dd-eae9641bb42d. O evento será realizado em formato híbrido, com expectativa de alcançar participantes de diversas cidades do Brasil e do mundo. A iniciativa busca projetar o Pantanal sul-mato-grossense internacionalmente, atrair turistas, fortalecer a luta das mulheres pela igualdade de direitos e contribuir para um futuro mais inclusivo e sustentável para todas as pessoas. Taynara Foglia, Comunicação Governo de MS
Ações de Zé Teixeira devem ampliar obras de infraestrutura em MS
A melhoria da infraestrutura logística e urbana é o foco de uma série de indicações apresentadas pelo deputado estadual Zé Teixeira na Assembleia Legislativa. O parlamentar acionou o Governo do Estado e concessionárias para solucionar problemas que afetam diretamente a segurança de moradores, o escoamento da produção agrícola e a manutenção de postos de trabalho em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Uma das prioridades elencadas pelo deputado é a reforma urgente da ponte sobre a Rodovia MS-270, no Distrito de Itahum, em Dourados. A estrutura apresenta deterioração na base e tábuas danificadas, o que coloca em risco o tráfego de ônibus escolares e caminhões. Zé Teixeira ressalta que a manutenção é vital para evitar prejuízos econômicos aos produtores locais e garantir o acesso da comunidade rural à área urbana com o mínimo de segurança. Em outra frente de trabalho, o parlamentar intercedeu junto à concessionária Motiva Pantanal e ao Executivo Estadual para viabilizar a pavimentação de um trecho da Rua Senador Pinheiro Machado, no Distrito de Nova América, em Caarapó. A obra, de aproximadamente 80 metros, visa conectar a via à BR-163, eliminando transtornos causados pela lama e poeira que hoje dificultam a mobilidade dos moradores e o acesso ao perímetro urbano. A situação econômica gerada por obras rodoviárias também motivou uma intervenção em Campo Grande. Zé Teixeira solicitou a desobstrução do acesso ao Posto Platinão, na BR-163, bloqueado devido aos trabalhos de duplicação da rodovia. O fechamento da alça de acesso há cerca de 20 dias reduziu drasticamente o fluxo de clientes, colocando em risco 40 empregos diretos. O objetivo é que a concessionária encontre uma solução técnica que permita a continuidade da obra sem inviabilizar a atividade comercial e o sustento das famílias dos funcionários. Para o município de Sete Quedas, o deputado buscou o apoio da bancada federal em Brasília. A solicitação foca na destinação de recursos para a compra de dez caçambas basculantes de entulho. A medida atende a pedidos de vereadores locais e visa melhorar a limpeza pública e a logística de obras na cidade, impedindo que resíduos se acumulem nas vias e causem transtornos à população, especialmente em períodos de chuva.
Segunda-feira será realizado mutirão para combater epidemia de chikungunya na Reserva Indígena
Diante do aumento expressivo de casos de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, uma força-tarefa inicia na próxima segunda-feira (9) um mutirão para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A ação envolverá Governo do Estado, Prefeitura de Dourados, Prefeitura de Itaporã, Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e lideranças das aldeias Jaguapiru e Bororó. A responsabilidade pela prevenção e combate ao mosquito nas aldeias, bem como de atenção com a saúde primária é do Governo Federal, mas diante da gravidade do problema, o prefeito Marçal Filho determinou que a Secretaria Municipal de Saúde mobilizasse esforços para fazer enfrentamento à epidemia de chikungunya na Reserva Indígena. A mobilização ocorre diante do aumento de casos e da confirmação da morte de uma mulher de 69 anos, moradora da aldeia Jaguapiru, vítima de complicações da chikungunya. Com histórico de diabetes e hipertensão, ela teve primeiros sintomas no dia 13 de fevereiro e foi a óbito no dia 26, sendo a doença detectada pelo laboratório Lacen, unidade de referência estadual da Secretaria de Estado de Saúde. O cenário acendeu alerta das autoridades de saúde, que temem a evolução para uma epidemia. Na manhã desta sexta-feira (6), o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, reuniu representantes de diversas instituições ligadas à saúde indígena, além do superintendente do Hospital Universitário da UFGD, Hermeto Macario Amin Paschoalick, médicos que atuam nas aldeias, agentes de endemias e lideranças indígenas. O encontro discutiu estratégias para conter o avanço da doença, considerada relativamente recente nas comunidades indígenas, mas que preocupa devido à intensidade dos sintomas e ao longo período de recuperação. O secretário ressaltou que a situação exige atenção urgente das autoridades federais, principalmente porque a responsabilidade pela saúde indígena é compartilhada com órgãos do Governo Federal. Segundo ele, é fundamental ampliar o apoio para garantir atendimento rápido à população das aldeias. “O município está mobilizado e atuando como parceiro nesse enfrentamento, mas é fundamental que o Governo Federal também dê a devida atenção a esse cenário”, ressaltou. “Precisamos acelerar o atendimento às famílias que estão doentes e reforçar a estrutura de assistência nas aldeias. Para isso, é indispensável o apoio do Ministério da Saúde, por meio da Sesai e do Dsei, que têm responsabilidade direta pela saúde indígena”, alertou o secretário. A prefeitura já havia realizado bloqueio químico nas aldeias Jaguapiru e Bororó por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Departamento de Vigilância em Saúde. Mesmo assim, os casos continuam aumentando, com relatos de famílias inteiras doentes e dificuldades de deslocamento até as unidades de saúde. A partir de segunda-feira, agentes de endemias que atuam na área urbana de Dourados, junto com equipes do município de Itaporã e profissionais que já trabalham nas aldeias, farão visitas domiciliares para busca ativa de pacientes. A proposta é atender moradores que não conseguem chegar às unidades de saúde. Paralelamente, equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos realizarão ações de limpeza geral nas comunidades, com foco na eliminação de possíveis criadouros do mosquito. O trabalho irá iniciar pelo Hospital da Missão Evangélica Caiuá. NÚMEROS PREOCUPAM Dados do Núcleo de Vigilância Epidemiológica apontam crescimento significativo das notificações de dengue e chikungunya nas aldeias em relação ao mesmo período do ano passado. Em Dourados, foram registrados 506 casos notificados de dengue, com 12 confirmações. Nas aldeias, foram 179 notificações e seis casos confirmados. Já em relação à chikungunya, o município contabiliza 515 notificações, com 189 casos positivos. Somente nas aldeias Jaguapiru e Bororó foram 183 notificações e 99 confirmações. As autoridades acreditam que o número real pode ser maior, já que muitas famílias não procuraram atendimento médico. O avanço da doença tem sido mais intenso na aldeia Jaguapiru, mas já começa a atingir também a aldeia Bororó. O Hospital da Missão Evangélica Caiuá, localizado na aldeia Jaguapiru, registrou forte aumento na procura por atendimento médico, chegando a realizar cerca de 130 atendimentos por dia. A maioria dos pacientes apresenta sintomas semelhantes, como dores intensas no corpo, nas articulações, dor de cabeça e náuseas. Com a alta demanda, medicamentos utilizados para aliviar os sintomas começam a ficar escassos tanto no hospital quanto nos postos de saúde da reserva. A Secretaria Municipal de Saúde informou que irá reforçar imediatamente o fornecimento de medicamentos e buscar apoio do Governo do Estado. Durante a reunião, o cacique Reinaldo Arévalo manifestou preocupação com a situação. Segundo ele, muitas famílias não conseguem se deslocar até as unidades de saúde e as equipes de ambulância da Sesai têm dificuldade para atender todos os chamados, sobretudo pela falta de combustível para atender todos os chamados. O QUE É CHIKUNGUNYA A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão da dengue e da zika. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas, cansaço e manchas na pele. Embora a maioria dos pacientes se recupere em algumas semanas, em muitos casos as dores articulares podem persistir por meses ou até anos. Há registros de pacientes que necessitam de acompanhamento e tratamento por até dois anos devido às complicações provocadas pela doença. O tratamento é feito principalmente com medicamentos para aliviar os sintomas, hidratação e repouso, já que não existe um antiviral específico contra o vírus. Por isso, a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de locais com água parada, onde o mosquito se reproduz.








