Diante das previsões climáticas que indicam o aumento do risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul ao longo do segundo semestre de 2026, o Governo do Estado publicou nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial, decreto que declara situação de emergência ambiental por 180 dias em todo o território sul-mato-grossense. A medida tem caráter preventivo e busca fortalecer a capacidade de resposta dos órgãos públicos diante de possíveis eventos extremos associados à estiagem, altas temperaturas, baixa umidade do ar e ventos intensos. O decreto considera o alerta emitido pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), que aponta um cenário de maior risco para incêndios florestais no segundo semestre de 2026. Segundo a nota técnica do órgão, a combinação entre déficit hídrico, temperaturas elevadas, redução da umidade do solo e da vegetação, somada à influência do fenômeno El Niño, que tende a se intensificar no próximo semestre, “favorece a formação de material combustível altamente suscetível à ignição e à rápida propagação do fogo, especialmente no Pantanal”. O cenário reforça a necessidade de ações preventivas, monitoramento contínuo e fortalecimento das estratégias de resposta por parte do poder público. Segundo o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o decreto é uma ferramenta utilizada em situações em que há expectativa de condições climáticas muito acima da normalidade. “Estamos diante de um cenário que exige atenção e preparação antecipada. O decreto de emergência ambiental nos permite adotar medidas preventivas importantes, reforçando a capacidade do Estado de responder rapidamente caso ocorram eventos extremos relacionados aos incêndios florestais”, afirma. Uma das principais consequências da medida será a revisão do planejamento operacional para o período crítico de incêndios. O plano operativo elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar e aprovado no início do ano pelo Centro Integrado de Coordenação Estadual (CICOE) foi construído com base em um cenário considerado dentro da normalidade climática. “Com o decreto, solicitamos que o Corpo de Bombeiros reavalie o planejamento aprovado em fevereiro, considerando as novas projeções climáticas. Isso permite adequar estratégias, recursos e estruturas para um cenário que pode exigir uma atuação mais intensa”, explica Falcette. Outro objetivo é ampliar a capacidade do Estado de acessar recursos federais e mecanismos emergenciais de apoio, por meio da Defesa Civil e de outros órgãos do Governo Federal. “Caso se confirme o cenário climático previsto, com eventos mais severos, o decreto facilita a adesão a programas federais, o recebimento de recursos, a contratação de serviços e a aquisição de equipamentos necessários para o enfrentamento das ocorrências. É uma medida que traz mais agilidade administrativa em situações de emergência”, destaca o secretário. Conforme a publicação, o Governo do Estado estabelece uma série de ações preventivas e de preparação, entre elas a articulação coordenada pela Semadesc com a Defesa Civil, Agesul e Corpo de Bombeiros; a abertura e manutenção de aceiros de 50 metros de largura (de cada lado) ao longo de estradas, rodovias e pontes; incumbe o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) de disciplinar o licenciamento da atividade de queima controlada em locais identificados com acúmulo de material combustível; adoção de medidas excepcionais para contratação de pessoal e aquisição de equipamentos voltados ao combate aos incêndios, se necessário. O Governo do Estado já intensificou a agenda de reuniões do CICOE, estrutura que reúne instituições estaduais, federais e municipais responsáveis pelo monitoramento, prevenção e resposta a desastres ambientais. “Já revisamos o calendário de reuniões do CICOE para fazer um acompanhamento permanentemente da evolução das condições climáticas e das ações do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. O objetivo é garantir integração, planejamento e capacidade de resposta para proteger a população, o meio ambiente e as atividades econômicas do Estado”, concluiu Falcette. Entre as medidas previstas no decreto publicado nesta quarta-feira, estão também a possibilidade de utilização temporária de propriedades particulares em situações de risco iminente, a dispensa de licitação para aquisições emergenciais relacionadas ao enfrentamento dos incêndios e a autorização para contratação temporária de pessoal, quando necessária. O decreto terá validade de 180 dias a partir de sua publicação. Marcelo Armôa, Semadesc
Ivinhema: Zé Teixeira tenta assegurar transporte de pacientes e reparos na BR-376
O deputado estadual Zé Teixeira (PL) tomou medidas nesta semana para garantir segurança viária e acesso humanizado à saúde para os moradores de Ivinhema. Em articulação com as lideranças locais, o parlamentar atua para viabilizar reparos emergenciais na BR-376 e a aquisição de um veículo utilitário destinado ao transporte de pacientes do Distrito de Amandina. A trafegabilidade na BR-376 exige intervenção imediata para proteger vidas e garantir o escoamento seguro da produção agropecuária regional. Para solucionar a deterioração da pista, Zé Teixeira acionou a Superintendência Regional do DNIT e a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica, cobrando a execução de serviços de manutenção e operação tapa-buracos. O pedido, alinhado às reivindicações apresentadas pelo vereador Claudião do Raio X, atende motoristas, transportadores e produtores rurais. Na área da saúde, o Zé Teixeira atua para garantir amparo estrutural aos moradores que dependem do sistema público. O deputado mobiliza o Governo do Estado e a Bancada Federal de Mato Grosso do Sul na articulação de recursos para a compra de um veículo de sete lugares. O carro fará o trajeto diário do Distrito de Amandina até a sede de Ivinhema, transportando pacientes para sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, exames e consultas especializadas. A disponibilização do transporte adequado, solicitada por Claudião do Raio X, deverá oferecer conforto e segurança, beneficiando prioritariamente idosos, pessoas com deficiência e cidadãos em situação de vulnerabilidade durante seus tratamentos médicos.
Mato Grosso do Sul tem 27 mil pessoas que deixaram Mais Social após melhorar de vida
Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, mostra com orgulho a carteira de trabalho. Ele está entre 27,6 mil sul-mato-grossenses que, desde 2023, devolveram o cartão do programa Mais Social porque melhoraram de vida e não precisam mais do benefício estruturante. “Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”, explicou Marcos Gabriel. Ele entrou no programa em 2018, após perder o emprego que tinha em uma lavanderia. Depois disso, fez curso de barbeiro e começou a trabalhar em casa, mas a renda não era suficiente para sustentar a família. Vivem na mesma residência, no bairro Parati, em Campo Grande, a esposa, quatro filhos e a sogra. Com a segurança alimentar e nutricional fornecida pelo programa da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), Marcos Gabriel foi atrás de outras oportunidades. Chegou a trabalhar como zelador de uma igreja e hoje é vigilante em uma entidade sindical rural. Os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos, também começaram a trabalhar e a renda hoje já é suficiente para garantir dignidade à família, sem a necessidade do auxílio. Mato Grosso do Sul é o 5º com menos dependentes de programas sociais. Isso porque o Governo do Estado tem dado uma forcinha para quem quer prosperar. Para as mães “solo” que recebem o Mais Social foi criado o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, que paga um auxílio adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias para que elas possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado nos horários em que precisam trabalhar, mediante a comprovação de vínculo empregatício ou de recolhimento previdenciário. E tem mais: as beneficiárias que decidirem frequentar ensino regular ou EJA (Educação de Jovens e Adultos) recebem um adicional de R$ 300,00 por mês. Incentivo ao estudo também é com o MS Supera, que paga uma bolsa de R$ 1.621,00 por mês a estudantes de baixa renda de cursos de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas ou privadas. Os resultados dos programas sociais estruturantes, que garantem oportunidade para quem quer prosperar por meio do estudo e do trabalho, estão na queda vertiginosa dos índices de extrema pobreza. A proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,74% em Mato Grosso do Sul, em apenas dois anos, passando de 2,7% para 1,6%, conforme o IBGE. É o 3º menor índice de extrema pobreza do Brasil. Além disso, 34 mil famílias saíram da condição de insegurança alimentar. Os dados do CadÚnico também comprovam a redução da vulnerabilidade social no Estado. Nos últimos dois anos (de março de 2024 a março de 2026), 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza em Mato Grosso do Sul. A pujança econômica também é protagonista nessa história. Mato Grosso do Sul registrou taxa de desocupação de 2,4% no último trimestre de 2025, o menor índice da série histórica do Estado e a 2ª menor taxa do País. E é por isso que a Sead, em parceria com as demais secretarias, trabalha para que os programas sociais incentivem a educação e a qualificação profissional fazendo com que os beneficiários possam aproveitar cada vez mais as oportunidades de emprego e renda. Paulo Fernandes, Comunicação Sead
Atende até em casa: MS emite 38,5 mil carteiras de identidade em maio e bate recorde histórico
No mês em que Mato Grosso do Sul registrou o maior volume mensal de emissão de identidades desde a criação administrativa do Estado, uma das CINs (Carteiras de Identidade Nacional) chegou à casa de Osmar Ribeiro da Cruz, em Campo Grande. Com problemas de saúde que o impediram de buscar o serviço presencialmente, ele precisava do documento para atender a uma solicitação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O atendimento domiciliar faz parte da rotina do Instituto de Identificação da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) e é destinado a pessoas acamadas, internadas, moradoras de lares ou com dificuldade de mobilidade. O serviço permite que cidadãos que não conseguem ir aos postos também tenham acesso à documentação civil necessária para benefícios, cadastros, perícias, tratamentos de saúde e outros serviços públicos. Em maio, Mato Grosso do Sul expediu 38.501 carteiras de identidade, maior volume mensal desde a criação administrativa do Estado, em 1979. O resultado, alcançado pelo Governo do Estado por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), supera o recorde anterior, registrado em janeiro deste ano, quando a emissão passou de 36 mil documentos em um único mês. Desde janeiro de 2024, quando começou a implantação da CIN no Estado, foram expedidos 796.881 documentos. Mantido o ritmo atual, a projeção do Instituto de Identificação é chegar a 1 milhão de emissões até o fim do ano. Na segunda-feira (1º), o sistema abriu vagas para emissão da CIN em julho, na Capital e no interior. Ainda há horários disponíveis para junho em postos do Estado. O agendamento deve ser feito pelo Portal de Serviços da Sejusp: https://servicos.sejusp.ms.gov.br. Em Campo Grande, são ofertadas cerca de mil vagas diárias para emissão do documento. No interior, a capacidade varia entre 1,2 mil e 1,3 mil atendimentos por dia, conforme a demanda. A solicitação do atendimento domiciliar de Osmar foi feita pela irmã dele, Irene Vieira dos Anjos, após orientação recebida em um posto de identificação. Até então, ela não sabia que a coleta poderia ser realizada na residência de pessoas sem condições de deslocamento.“Eu não sabia desse serviço. Foi a primeira vez”, disse Irene. Depois da orientação, ela reuniu a documentação necessária e solicitou o atendimento para o irmão. Para Irene, a informação pode ajudar outras famílias que enfrentam a mesma dificuldade. Ela disse que pretende orientar outras pessoas que precisem do serviço. O atendimento domiciliar deve ser solicitado por familiares, responsáveis, cuidadores ou pela própria instituição (lares, hospitais, abrigos) junto ao posto de identificação mais próximo em todo Estado. A equipe avalia a solicitação e organiza a coleta dos dados necessários para a expedição do documento. Pessoas com urgência comprovada também podem procurar diretamente os postos para solicitar encaixe. Entram nessa situação casos relacionados a concursos públicos, tratamentos de saúde, perícias médicas, aposentadoria e outras demandas que dependam da apresentação do documento. Segundo o Instituto de Identificação, cerca de 30% das pessoas que agendam a emissão da identidade não comparecem aos postos. “Quando o cidadão não puder comparecer, o cancelamento do agendamento, feito no mesmo site usado para marcar o atendimento, permite que outra pessoa seja atendida”, afirma Daniel Ferreira de Freitas, diretor do Instituto de Identificação. Além do atendimento regular durante a semana, Campo Grande mantém emissão aos sábados no Shopping Pátio Central, das 8h às 14h, e no Shopping Norte Sul, das 10h às 17h, conforme disponibilidade de vagas no sistema. A CIN substitui gradualmente o antigo RG e usa o CPF como número único de identificação do cidadão. A primeira via é gratuita, e o RG antigo continua válido até 2032. A troca imediata não é obrigatória para todos, mas o novo documento pode ser necessário em casos de perda, furto, documento danificado, alteração de dados, atualização cadastral ou exigência específica para acesso a algum serviço. Para emitir a CIN, o cidadão deve agendar o atendimento pelo Portal de Serviços da Sejusp. Em caso de desistência, o horário deve ser cancelado no mesmo site, para que a vaga seja liberada a outra pessoa. O atendimento domiciliar deve ser solicitado no posto de identificação mais próximo. Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação PCi-MS
Licenciamento 2026 começa com nova opção de parcelamento digital no Portal Meu Detran
Mato Grosso do Sul iniciou nesta semana o calendário anual de licenciamento 2026 com uma novidade que amplia as possibilidades de regularização para os proprietários de veículos: o parcelamento digital de débitos diretamente pelo Portal Meu Detran, disponível em www.meudetran.ms.gov.br . A funcionalidade permite que o cidadão parcele pendências vinculadas ao veículo, incluindo multas e outros débitos que impedem a emissão do licenciamento. A novidade está disponível exclusivamente dentro do Portal Meu Detran, ambiente oficial e seguro do Detran-MS para acesso aos serviços digitais. A medida busca facilitar a vida de quem enfrenta dificuldades financeiras e precisa regularizar a documentação para voltar a circular de forma legal. O parcelamento é realizado por meio do BBPay, solução do Banco do Brasil, instituição financeira oficial do Governo do Estado. A funcionalidade integra o processo de transformação digital do Detran-MS, ampliando o acesso aos serviços online com mais praticidade, segurança e autonomia para o cidadão. No mês passado, a ferramenta passou a atender serviços da área de habilitação, como primeira CNH e renovação. Agora, a modalidade é expandida também para os débitos relacionados ao licenciamento de veículos, permitindo que o cidadão realize todo o processo de regularização sem precisar sair de casa. A nova modalidade de parcelamento passa a atender um universo de mais de meio milhão de veículos que entram no calendário de junho, ampliando as possibilidades de regularização para milhares de proprietários que possuem débitos pendentes. “Nosso objetivo é facilitar a vida do cidadão. Muitas vezes a pessoa quer regularizar o veículo, mas acaba encontrando dificuldades financeiras por acumular multas e outros débitos. Com essa possibilidade de parcelamento dentro do Portal Meu Detran, estamos oferecendo mais acesso, praticidade e segurança para que o cidadão consiga ficar em dia”, destaca o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade. O calendário começa pelos veículos com placas finais 1, 2 e 3, que poderão realizar o licenciamento até o dia 30 de junho. Os vencimentos seguem o novo calendário de licenciamento estabelecido pelo Detran-MS em abril deste ano. A alteração reorganizou os prazos das placas finais 1 a 5, que passaram a iniciar em junho. Com isso, os finais 1, 2 e 3 vencem em junho; os finais 4, 5 e 6 em julho; os finais 7 e 8 em agosto; o final 9 em setembro; e o final 0 em outubro. A mudança foi adotada para evitar transtornos aos cidadãos durante o processo de licenciamento e garantir que proprietários com parcelamentos e pagamentos em dia não enfrentassem dificuldades na emissão do CRLV-e em razão de inconsistências identificadas na comunicação entre os sistemas da SEFAZ e do Detran-MS. Dados do Detran-MS apontam que aproximadamente 569 mil veículos com placas finais 1, 2 e 3 entram no calendário de licenciamento neste mês de junho. Desse total, mais de 155 mil proprietários já anteciparam o pagamento do documento, o equivalente a cerca de 27% da frota abrangida nesta etapa do calendário. O comportamento é comum entre cidadãos que preferem quitar as obrigações do veículo logo no início do ano para evitar esquecimentos ou pendências futuras. Entre os maiores municípios do Estado, Campo Grande lidera o número de licenciamentos pagos antecipadamente, com mais de 95 mil veículos regularizados. Dourados aparece na sequência, com quase 30 mil pagamentos; Três Lagoas soma mais de 18 mil; Ponta Porã ultrapassa 8 mil; e Corumbá registra cerca de 5,9 mil licenciamentos pagos. Golpes O Detran-MS também reforça o alerta sobre golpes envolvendo falsos sites de emissão de guias. Nesta semana, uma cidadã procurou o órgão após perceber ter sido vítima de fraude, mesmo adotando as providências corretas, como o registro de boletim de ocorrência e a comunicação à Polícia Civil. Para evitar transtornos, o cidadão deve utilizar apenas os canais oficiais do órgão. O portal oficial para emissão de guias e acesso aos serviços digitais é o www.meudetran.ms.gov.br, acessado exclusivamente mediante login e senha ou conta Gov.br. Outra alternativa segura é o aplicativo Meu Detran MS, disponível para smartphones, porém, ainda não realiza o parcelamento dos débitos. O cidadão também pode solicitar a emissão da guia de licenciamento por meio da assistente virtual Glória, via whatsapp (67)3368-0500 no atendimento humanizado. Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Imasul e Corpo de Bombeiros reforçam prevenção a incêndios com manejo integrado do fogo no Pantanal
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) realizaram mais uma ação integrada de Manejo Integrado do Fogo (MIF) no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, com foco na prevenção de incêndios florestais de grandes proporções. Ao todo, foram realizadas duas etapas de queima prescrita. Em uma delas, as equipes aproveitaram um incêndio que já ocorria na região para potencializar de forma controlada a queima de uma área previamente planejada para manejo. Somadas, as áreas manejadas ultrapassam mil hectares dentro do parque. A estratégia tem como objetivo reduzir a biomassa acumulada dentro da unidade de conservação, diminuindo a quantidade de material combustível disponível durante o período crítico de estiagem. Com pouco mais de 76 mil hectares, Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro já possui um Plano de Manejo Integrado do Fogo e vem sofrendo ações preventivas desde 2025. No ano passado, uma das operações realizadas atingiu cerca de mil hectares nas regiões norte e sul da unidade, promovendo a redução de biomassa e a criação de áreas de contenção para possíveis incêndios futuros. A primeira ação de queima prescrita ocorreu início de 2026, quando o parque registrou um incêndio. Ele foi monitorado pelas equipes do Corpo de Bombeiros, que utilizaram o próprio avanço do fogo para eliminação controlada de material combustível acumulado na vegetação. A operação contou com apoio da torre de observação instalada no parque e do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), responsável pelos sobrevoos de monitoramento durante toda a ocorrência. Segundo Leonardo Tostes, Gerente de Unidade de Conservação (GUC) do Imasul, o trabalho foi conduzido de forma estratégica, respeitando as condições ambientais da região. “O monitoramento permitiu que o fogo tivesse uma propagação controlada, sempre observando as condições climáticas e a disponibilidade de material combustível. As equipes atuaram diretamente para evitar que as chamas ultrapassassem os limites do parque. Em alguns pontos, o próprio ambiente auxiliou no controle, principalmente em áreas alagadas que funcionaram como barreiras naturais”, explicou. Entre os dias 11 e 15 de maio, uma nova ação de queima prescrita incluiu uma área da Fazenda Santa Maria, localizada na região leste do parque e vizinha à unidade de conservação. A operação ocorreu em aproximadamente 600 hectares, mediante autorização e prescrição do Imasul. A fazenda está localizada em uma área considerada estratégica para prevenção de incêndios futuros, especialmente pela proximidade com regiões de grande acúmulo de material combustível durante o período seco. De acordo com o Capitão Samuel Pedrozo Borges, da Diretoria de Proteção Ambiental do CBMMS, o planejamento foi desenvolvido a partir da análise do comportamento climático e da necessidade de ampliar as áreas de proteção dentro do parque. “Após o incêndio registrado na região oeste, planejamos uma nova queima do centro para o oeste do parque, criando uma espécie de cinturão preventivo. O objetivo foi retirar o excesso de biomassa e diminuir o risco de propagação de incêndios de grandes proporções”, destacou. Para garantir segurança na operação, as equipes aproveitaram uma janela meteorológica favorável provocada pela frente fria que atingiu Mato Grosso do Sul no início de maio. A redução das temperaturas, associada ao aumento da umidade e às chuvas registradas na região, contribuiu diretamente para o controle das chamas. As ações foram executadas de forma integrada entre Imasul, Corpo de Bombeiros Militar e proprietários rurais da região. Além do apoio operacional do GOA, os produtores colaboraram com abertura de aceiros e implantação de linhas de defesa nas áreas adjacentes ao parque. O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destacou que o manejo integrado do fogo tem sido uma ferramenta fundamental para a preservação do Pantanal e para redução dos impactos ambientais causados pelos incêndios extremos registrados nos últimos anos. “O Pantanal é um bioma que naturalmente convive com o fogo, mas precisamos utilizar técnicas adequadas para reduzir os riscos e proteger áreas sensíveis. O manejo integrado permite que o fogo seja utilizado de forma controlada, planejada e segura, evitando incêndios de grandes proporções e protegendo a biodiversidade, os recursos hídricos e as comunidades locais”, afirmou. Segundo André Borges, as ações desenvolvidas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro também demonstram a importância da integração entre órgãos públicos, equipes técnicas e produtores rurais. “Essa atuação conjunta mostra que a prevenção é o caminho mais eficiente. O planejamento técnico, aliado ao monitoramento climático e ao apoio operacional das equipes em campo, tem permitido resultados positivos na proteção do Pantanal sul-mato-grossense”, completou. A operação mobilizou cerca de dez bombeiros, sete servidores do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), dois pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e quatro colaboradores da Fazenda São Jorge, propriedade vizinha ao parque. Entre eles, dois atuaram como operadores de trator cedidos pela fazenda para apoio às atividades. Os trabalhos ocorreram ao longo de cinco dias, sendo três destinados à aplicação do fogo controlado, um dia de preparação das áreas e outro para ações de rescaldo e monitoramento. Manejo do fogo e prevenção de grandes incêndios Segundo os responsáveis pela operação, a técnica permite que o fogo ocorra de forma controlada e com baixa intensidade, reduzindo impactos ambientais. Nas áreas manejadas, as chamas permanecem brandas, possibilitando que animais silvestres consigam fugir e evitando a destruição total da vegetação. As plantas atingidas passam apenas por uma limpeza superficial, diferentemente dos incêndios severos, que podem comprometer completamente a fauna e a flora. Em 2026 essa preocupação aumenta diante da previsão de influência do fenômeno El Niño, que favorece períodos mais secos e temperaturas elevadas, criando condições propícias para incêndios de alta intensidade. No Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, este ano as queimas prescritas foram realizadas em áreas que não passaram pelo manejo no ano anterior. Conforme o Plano de Manejo do Fogo do Parque, uma mesma área não deve ser submetida à queima em anos consecutivos, sendo recomendado um intervalo mínimo de dois anos entre as intervenções. Comunicação Imasul e CBMMS
Jariá: projeto inédito no Brasil leva inteligência artificial à segunda instância dos recursos de trânsito
Uma solução que nasceu da iniciativa de um servidor de Aquidauana e evoluiu para um projeto institucional premiado nacionalmente ganha agora um novo capítulo. O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) lançou a JARIÁ, sistema de inteligência artificial desenvolvido para auxiliar a análise dos recursos julgados pelas Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jari), segunda instância administrativa dos processos de trânsito. O lançamento foi realizado em Aquidauana, cidade natal do servidor Tony Luiz Lemos da Silva, um dos idealizadores da ferramenta. A escolha do município não foi por acaso. Foi ali que surgiu a ideia inicial que, posteriormente, recebeu apoio institucional e foi aprimorada até se transformar em uma solução inovadora para a administração pública. Durante o lançamento, o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, destacou que a tecnologia surge para enfrentar um desafio comum aos órgãos públicos: o grande volume de processos e a necessidade de garantir maior agilidade nas análises. “Não podemos perder um recurso por falta de processamento. Além do prejuízo administrativo, os recursos provenientes das multas são destinados legalmente para educação, engenharia e fiscalização de trânsito”, afirmou. Atualmente, milhares de processos aguardam análise em diferentes etapas recursais. Segundo Rudel, além de proporcionar mais eficiência operacional, a ferramenta contribui para evitar prescrições e garantir maior efetividade à gestão pública. Ideia que nasceu da necessidade Servidor de carreira do Detran-MS e analista de sistemas, Tony Luiz Lemos da Silva contou que a ideia surgiu a partir de uma necessidade prática vivenciada durante sua rotina de trabalho. Na época, além das atividades profissionais, ele conciliava estudos e a internação do filho, o que o levou a buscar alternativas para otimizar o tempo dedicado à análise dos recursos administrativos. “Muitas vezes era preciso utilizar noites, finais de semana e momentos que poderiam ser dedicados à família para conseguir atender a demanda de processos. Foi aí que comecei a estudar formas de utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio”, relatou. A iniciativa chamou a atenção do diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, que determinou o apoio da Diretoria da Tecnologia da Informação (Dirti) para o aprimoramento e implementação da ferramenta. Identificou-se então a necessidade de começar pelo setor de Penalidades do Renainf (Registro Nacional de Infrações de Trânsito). O resultado foi a criação da Defesa Prévia Inteligente (DPI), ferramenta voltada à análise da primeira instância recursal, que acontece antes da multa ser aplicada. O sucesso da iniciativa rendeu ao Detran-MS o primeiro lugar na categoria Eficiência Administrativa, Desburocratização e Melhoria de Processos durante a ExpoGov Brasil 2026. A experiência acumulada com a DPI serviu como base para o desenvolvimento da JARIÁ, que agora passa a atuar na segunda instância administrativa dos recursos de trânsito. Neste primeiro momento, a ferramenta passará a ser utilizada em Aquidauana, e gradativamente será ampliada para as demais. Mato Grosso do Sul possui ao todo seis Juntas Administrativas de Recursos de Infrações: 1ª e 2ª JARI em Campo Grande; 3ª JARI em Dourados; 4ª JARI em Três Lagos; 5ª JARI em Aquidauana e 6ª JARI em Coxim. Próximo passo da transformação digital A nova ferramenta foi desenvolvida para auxiliar os relatores e membros das Jaris na elaboração das análises processuais. A decisão final continua sendo humana, mas a inteligência artificial passa a atuar como suporte técnico inteligente, reduzindo o tempo de tramitação e aumentando a produtividade das equipes. Para Tony, a tecnologia representa uma mudança importante na forma de conduzir os processos administrativos. “Não se trata de substituir pessoas. A inteligência artificial nos ajuda a ganhar tempo, organizar informações e oferecer mais eficiência ao trabalho realizado pelos servidores”, destacou. Projeto pioneiro no Brasil Presente no lançamento, a presidente do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-MS), Regina Maria Duarte, afirmou que a iniciativa atende a uma necessidade cada vez mais presente nos órgãos responsáveis pelo julgamento de recursos. Segundo ela, o Cetran-MS analisa cerca de 600 processos por mês, muitos deles extensos e complexos, o que reforça a importância de ferramentas que contribuam para dar mais celeridade às análises. “Quando vemos uma ferramenta como essa, enxergamos uma oportunidade real de transformação”, afirmou. Regina também destacou o caráter inovador da iniciativa e defendeu sua expansão para o Conselho Estadual de Trânsito, responsável pela terceira e última instância administrativa dos recursos. “É um projeto único no Brasil. Tenho certeza de que essa experiência será levada para todo o país como referência de inovação na gestão pública”, ressaltou. A expectativa é que a experiência bem-sucedida da JARIÁ permita, futuramente, a ampliação da tecnologia para outras etapas do processo recursal, consolidando Mato Grosso do Sul como referência nacional na aplicação da inteligência artificial à gestão de trânsito. O lançamento contou com a presença de diretores e gerentes do Detran-MS, representantes do Cetran-MS, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Samu, imprensa regional e autoridades dos municípios de Aquidauana e Anastácio.
Com apoio da FCMS, Programa (re)Conexões abre debates em Campo Grande sobre o futuro dos museus brasileiros
Foi aberto na tarde desta segunda-feira (1º), na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Programa (re)Conexões, iniciativa itinerante do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) voltada ao fortalecimento do Sistema Nacional de Museus, à implantação do Sistema de Participação Social e à normatização do Fórum Nacional de Museus, previsto para novembro deste ano. A proposta do encontro é consolidar o diálogo entre Estado e sociedade civil para definir os rumos dos museus brasileiros e das políticas de memória. Os participantes foram divididos em três grupos de trabalho, que seguem uma metodologia estruturada pelo Ibram para identificar pontos de melhoria e processos que podem ser ampliados. Entre os temas debatidos está a reestruturação do Sistema Nacional de Museus, que busca ampliar a participação de instituições e profissionais do setor, além de simplificar os processos de adesão e atuação. Outro eixo de discussão é o Sistema de Participação Social, que pretende construir modelos de governança capazes de integrar sociedade civil, trabalhadores de museus e poder público. Já a normatização do Fórum Nacional de Museus aborda critérios de participação e a dinâmica das plenárias. A coordenadora de Participação Social do Ibram, Vera Lúcia Mangas da Silva, destacou que as contribuições dos grupos serão sistematizadas em cadernos de pautas. Eles vão subsidiar as próximas etapas do processo: o debate a oficialização das propostas. “As discussões vão acontecendo e a gente vai registrando os pontos-chave para que, a partir de toda essa colaboração, possamos desenvolver uma sistematização das contribuições apresentadas pelos grupos”, explicou. Criado em 2012, o Programa (re)Conexões tem como objetivo promover uma escuta democrática do campo museológico brasileiro para subsidiar a construção de políticas públicas para o setor. O programa se consolidou como um espaço permanente de diálogo entre Estado e sociedade civil, estimulando articulação, mediação, qualificação e cooperação entre instituições, entidades e coletivos. Uma das características do projeto é sua itinerância por diferentes estados e regiões do país, buscando superar um dos principais desafios da participação social nas políticas museais: a descentralização e a regionalização dos debates. A proposta é garantir que representantes de diferentes territórios contribuam para a construção de uma museologia mais plural e inclusiva. De acordo com a presidenta do Ibram, Fernanda Santana Rabello de Castro, esta é a primeira vez que o Programa (re)Conexões é realizado em Mato Grosso do Sul, recebendo orientações e opiniões de agentes de cultura que atuam no setor museológico regional. “Estamos sempre prontas a defender essa política pública de participação, a fazer com que ela se implemente, a avaliar, a monitorar, a cobrar do poder público e também da sociedade que se mobilize quando necessário. Esse espaço é o Fórum Nacional dos Museus e precisamos discutir qual é a sua realidade e de quanto em quanto tempo ele deve acontecer. Os encontros do (re)Conexões em 2025 e 2026 servem para essa construção coletiva. Nossas atividades e entregas não encerram por aqui. Estamos construindo essa transformação de mãos dadas, com perseverança e contando com a continuidade das políticas públicas”, afirmou. Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a participação de gestores e da sociedade é fundamental para a construção de políticas públicas duradouras para os espaços de memória. “Nossos colaboradores não pouparam esforços para ajudar nessa reconstrução dos (re)Conexões. Estamos vivendo um momento importante para a cultura, com a preocupação de deixar legados, projetos e sistemas estruturados. O mais importante é construir uma linha forte e resistente, que não possa ser quebrada. Essa união entre o poder público e a participação popular é fundamental para que isso aconteça”, destacou. O evento segue até esta terça-feira (2). A programação inclui, das 9h às 11h, a oficina “Plano Museológico”, no Teatro de Bolso, no bloco da FAENG. Às 11h, ocorre o encerramento oficial, no Auditório da Casa da Ciência da UFMS. Já no período da tarde, das 13h30 às 16h, será realizada a atividade “Campo Grande de Portas Abertas”, com roteiro de visitação a museus da capital. Comunicação Setesc
Câmara de Dourados promove capacitação sobre sistema legislativo do Senado Federal
Em parceria com o Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), a Câmara Municipal de Dourados recebe a oficina de capacitação do Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), em parceria com equipe do Sistema Interlegis, do Senado Federal. O curso começou nesta terça-feira (2) e segue até quarta (3), em dois períodos. A oficina Interlegis 2026 acontece durante os dois períodos e encerra nesta quarta-feira (3), com a participação de mais oito municípios. Os palestrantes são os professores Adalberto Alves e Rainer Junior, técnicos do Senado Federal. A oficina tem o objetivo de capacitar servidores nas funcionalidades disponíveis do SAPL e compreender a importância do seu uso adequado para se gerenciar e controlar todo o processo legislativo de forma eficiente e organizada, desde a estrutura operacional, operação do sistema de inclusão e tramitação de matérias legislativas, além da criação de sessões legislativas e gerenciais, incluindo o painel eletrônico. Desde março deste ano, a Câmara de Dourados tem realizado a transição do sistema eletrônico Lamper para o Interlegis 2026, com custo totalmente gratuito. Segundo o professor e técnico do Senado Federal, Adalberto Alves, atualmente 1.200 câmaras municipais no país já utilizam o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), fornecido gratuitamente e hospedado pelo Senado. “Por meio deste sistema é possível contemplar toda parte legislativa da Casa, onde os servidores atualizam e inserem todos os projetos de leis, requerimentos e recebem inclusive as proposições enviadas pelo Executivo municipal”, explica o professor. De acordo com a presidente do Legislativo, Liandra Brambilla (PSDB), o antigo sistema tinha o custo de R$ 38 mil mensal ao Legislativo, sendo que o novo sistema gratuito Interlegis garante uma redução de custo operacional de 30%. A vereadora afirma ainda que a redução de custo faz parte da política de diminuição de gastos, visando a construção da nova sede da Câmara Municipal, que está com as obras paralisadas desde o início de 2025. “Estamos adotando uma série de medidas para garantir a aplicação responsável dos recursos públicos. A economia gerada pela Câmara será fundamental para que possamos avançar no projeto da nova sede, oferecendo melhores condições de trabalho aos servidores e à população que utiliza os serviços do Legislativo”, destacou a presidente.








