Com a nova metodologia, os indicadores passam a ser analisados por equipe, município e estado, ampliando a capacidade de gestão, planejamento e intervenção nos territórios. Atualmente, 70,4% das equipes de Atenção Primária Prisional estão classificadas como “regular” no indicador da doença, dado que orienta apoio técnico, reorganização de fluxos e aprimoramento dos registros assistenciais em um contexto de maior vulnerabilidade epidemiológica. A avaliação considera critérios como realização de quatro consultas médicas ou de enfermagem em seis meses, baciloscopia de controle, radiografia de tórax e testagem para HIV, medidas essenciais para diagnóstico oportuno, tratamento adequado e interrupção da cadeia de transmissão. Os indicadores integram o componente Qualidade da Atenção Primária à Saúde e foram apresentados pelo Ministério da Saúde no Seminário Nacional de Atenção Primária Prisional. A regionalização inaugura uma nova etapa na organização do cuidado em saúde no sistema prisional, permitindo análise detalhada por Unidade da Federação, município e equipe. Sistema entra em fase preparatória O sistema de avaliação dos indicadores ainda não está vigente. Ele foi lançado este ano, com seis itens de avaliação relacionados aos índices de qualidade. Ao longo de todo este ano, os indicadores permanecerão em fase de acompanhamento e avaliação. A contabilização oficial dos resultados começará apenas em janeiro de 2027. Assim, 2026 será um período destinado a treinamento, esclarecimento de dúvidas e alinhamento técnico sobre os indicadores de qualidade. Trata-se de um ano preparatório, de adaptação e consolidação dos processos, antes do início da contagem formal. Seis eixos que orientam a avaliação O monitoramento contempla seis indicadores considerados indutores de boas práticas: Resultados já observados Embora a tuberculose demande qualificação contínua, outros indicadores já apresentam desempenho expressivo. No acesso à Atenção Primária Prisional, 49,3% das equipes estão classificadas como “bom” e 16,5% como “ótimo”, somando 65,8% com desempenho satisfatório ou elevado, demonstrando avanço na ampliação de atendimentos individuais. No cuidado à gestação, 41% das equipes alcançaram classificação “ótimo”, considerando critérios como consultas por trimestre, testagem para IST, aferição de pressão arterial, avaliação odontológica e aplicação da vacina dTpa. Já no rastreio de IST, 72,7% das equipes estão na faixa “regular”, e na prevenção do câncer do colo do útero, 90,9% também se encontram nesse nível, indicando espaço para fortalecimento das estratégias assistenciais e qualificação contínua dos processos de cuidado. Base estruturada e governança fortalecida Atualmente, o país conta com 683 eAPP (equipes de Atenção Primária Prisional) cofinanciadas. O modelo foi consolidado pela Portaria GM/MS nº 7.799, de 20 de agosto de 2025, que alinhou o cofinanciamento das equipes prisionais aos componentes da Estratégia Saúde da Família, corrigiu distorções do formato anterior e incorporou recurso de implantação e componente de qualidade. Para a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, a regionalização representa avanço na governança do SUS (Sistema Único de Saúde). “A regionalização traz transparência, responsabilidade sanitária e maior integração entre Estado e municípios. Estamos qualificando a Atenção Primária no sistema prisional com base em evidências, garantindo que os recursos investidos retornem em cuidado efetivo e em melhores resultados de saúde para essa população”, afirma. Monitorar para avançar Para a gerente de Saúde do Sistema Prisional da SES, Martha Goulart, a regionalização fortalece a gestão do cuidado. “Quando conseguimos enxergar os indicadores por região e por equipe, temos condições reais de intervir, apoiar tecnicamente e reorganizar fluxos. No caso da tuberculose, esse acompanhamento mais próximo é fundamental para garantir diagnóstico oportuno, tratamento adequado e quebra da cadeia de transmissão dentro das unidades prisionais”, destaca. André Lima, Comunicação SES
Fundtur-MS inicia diagnóstico para fortalecer o turismo acessível e inclusivo na Serra da Bodoquena
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS) iniciou um diagnóstico voltado ao mapeamento das condições de acessibilidade em empreendimentos turísticos da região da Serra da Bodoquena. A ação integra a primeira etapa do Projeto de Turismo Acessível e Inclusivo de MS, que neste momento contempla os municípios de Bodoquena, Bonito e Jardim. O levantamento busca identificar como os empreendimentos turísticos estão estruturados para receber pessoas com deficiência, pessoas idosas e visitantes com mobilidade reduzida. Entre os pontos analisados estão acessos externos, rotas internas acessíveis, banheiros adaptados, estacionamento, comunicação acessível, capacitação das equipes e práticas inclusivas de atendimento. As informações serão utilizadas para orientar ações futuras de qualificação do setor, apoio técnico aos empreendimentos e fortalecimento das políticas públicas voltadas à inclusão no turismo. Para o diretor-presidente da Fundtur-MS, Bruno Wendling, a iniciativa reforça o compromisso do Estado com um turismo mais democrático e preparado para receber todos os visitantes. “O turismo acessível é um caminho importante para tornar os destinos mais inclusivos e competitivos. Quando trabalhamos acessibilidade, estamos ampliando oportunidades, qualificando os serviços e garantindo que mais pessoas possam vivenciar as experiências turísticas do nosso estado com segurança, autonomia e qualidade”. O diagnóstico está sendo realizado por meio de um formulário direcionado aos empreendimentos turísticos da região, permitindo a construção de um panorama inicial sobre o nível de acessibilidade existente e os principais desafios enfrentados pelo setor. De acordo com Telma Nantes, coordenadora do Projeto de Turismo Acessível e Inclusivo da Fundtur, a participação dos empreendedores é fundamental para o sucesso da iniciativa. “Esse levantamento é um passo importante para compreendermos a realidade dos empreendimentos e identificarmos oportunidades de melhoria. A partir dessas informações, será possível desenvolver ações de capacitação, orientação técnica e fortalecimento da acessibilidade nos destinos turísticos do estado”, salienta. A iniciativa está alinhada às diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão, ao Estatuto da Pessoa Idosa, à Agenda 2030 da ONU e às políticas nacionais e estaduais de turismo, que reconhecem a acessibilidade como elemento essencial para o desenvolvimento de destinos turísticos mais sustentáveis e inclusivos. Além de contribuir para a melhoria da infraestrutura e dos serviços, o projeto também busca fortalecer o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um destino comprometido com a inclusão e com a ampliação do acesso ao turismo. Empreendimentos interessados em participar do diagnóstico e fazer a adesão ao programa podem responder ao formulário disponibilizado pela Fundtur MS (Diagnóstico do Turismo Acessível em Mato Grosso do Sul), contribuindo para a construção de um turismo cada vez mais acessível no estado. Fundtur MS
Projeto usa novas tecnologias contra enchentes na Capital
Nortear ações preventivas a partir de sistemas capazes de antecipar riscos causados pelos impactos das fortes chuvas em Campo Grande, que ocorrem em especial no período de verão. Esse é o objetivo de pesquisas realizadas desde 2017 com o apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia). Um exemplo desses estudos é o HidroEX – Extremos Hidrológicos em Múltiplas Escalas, realizado na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para desenvolver um avançado sistema de monitoramento e previsão de enchentes. Essa iniciativa que já está ajudando o município a monitorar as águas das chuvas – só em fevereiro foram mais de 300 mm, quantidade que não era registrada há 10 anos na Capital, conforme a Defesa Civil local. O projeto HidroEX – Extremos Hidrológicos em Múltiplas Escalas consolidou uma trajetória científica que hoje combina equipamentos de ponta, inteligência artificial e aplicação direta no planejamento urbano de Campo Grande, de acordo com o relatório apresentado para a Fundação. Segundo o coordenador do projeto, professor Paulo de Tarso, o apoio da Fundect foi fundamental para o crescimento da ideia. “Em 2017 a gente tinha basicamente um projeto pequeno, na época universal, do CNPq, que deu um start para a gente desenvolver os trabalhos nessa linha”, explica. Atualmente, o projeto também resultou em sistemas de alerta e aplicativos voltados a áreas específicas de inundação na cidade. Fase inicial Na fase inicial, os estudos utilizaram dados de chuva e de nível da água monitorados pela Prefeitura, com foco principalmente na Bacia do Prosa. A aprovação do HidroEX pela Fundect representou um ponto de inflexão nessa trajetória. “Depois do HidroEX, a gente conseguiu comprar equipamentos de ponta”, afirma o pesquisador, ao destacar que o projeto permitiu um impulso maior no desenvolvimento de novas pesquisas e tecnologias. Com o apoio da Fundect, o grupo passou a trabalhar com sensores sem contato com a água (não ficam submersos), radares, câmeras e modelos baseados em inteligência artificial. “Hoje a gente tem, por exemplo, um radar que mede nível de água ali no Prosa”, explica o coordenador, ao ressaltar que esses dados são utilizados na calibração de modelos hidrológicos e hidráulicos que contribuem para entender o comportamento das águas. Resultados Entre os resultados do HidroEX está o desenvolvimento de ferramentas inovadoras baseadas em deep learning (aprendizado de Inteligência Artificial), sistemas de alerta e aplicativos voltados a áreas específicas de inundação na cidade. “Foi desenvolvido um modelo de deep learning e usando câmeras com as quais é possível simplesmente, em qualquer ponto de um rio, gravar um vídeo e ter a ideia da altura da água e consequentemente da vazão”, relata o pesquisador. Segundo ele, esse é um dos subprodutos tecnológicos gerados a partir do projeto. Além disso, foram desenvolvidos modelos hidráulicos calibrados utilizados para subsidiar o planejamento urbano. De acordo com o coordenador, esses modelos permitem avaliar “as melhores descoberturas do solo na região para minimizar impactos de picos de cheia, de volumes de cheias”. Desdobramentos Os dados e resultados obtidos no HidroEX viabilizaram a aprovação de um novo projeto temático no CNPq, voltado a sistemas rápidos e antecipados de alerta de inundações. “Esse projeto tem contribuído ainda mais para a gente avançar nessas linhas que foram impulsionadas com o projeto do HidroEX”, afirma o pesquisador. Atualmente, o grupo trabalha com a integração de dados de modelos climáticos aos modelos hidrológicos para indicar áreas de inundação antes mesmo da ocorrência das chuvas. Outro resultado do projeto é o fortalecimento da relação com a Prefeitura de Campo Grande. Está em fase de formalização um convênio que prevê a manutenção e a gestão de uma rede de 54 pluviômetros distribuídos pela cidade, além da organização desses dados em um banco qualificado. Segundo o coordenador, essa estrutura permitirá apoiar decisões do poder público e o planejamento urbano. “Antes de iniciar um loteamento ou uma nova obra que vai impermeabilizar o solo, a gente pode simular e ver qual é o impacto disso dentro de um sistema, de uma bacia”, explica. Apoio da Fundect Ao avaliar o financiamento estadual, o pesquisador destaca que o apoio da Fundect foi determinante para a consolidação do projeto. “A Fundect foi extremamente importante nessa etapa pra gente, como eu falei, deu a impulsionada nos nossos trabalhos”, afirma. Ele também ressalta que a flexibilidade administrativa da Fundação permitiu a continuidade das pesquisas mesmo durante o período de atividades no exterior, garantindo o andamento do projeto e a atuação de estudantes e pesquisadores. “O HidroEX representa o que defendemos como política pública de ciência no Governo do Estado: partir de um problema real da sociedade, investir para gerar uma solução concreta. A Fundect possibilitou o salto tecnológico necessário para integrar monitoramento em tempo real, modelagem e inteligência artificial. O resultado é uma ciência que não fica restrita à universidade, mas que apoia o planejamento urbano, fortalece a gestão pública e contribui diretamente para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida da população”, explica o professor Cristiano Carvalho, diretor-presidente da Fundect. Comunicação Fundect
ALEMS destaca legado de Chico Carvalho para pecuária de MS
O falecimento do pecuarista Francisco José de Carvalho Neto, aos 84 anos, motivou a apresentação de uma Moção de Pesar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (17). O autor da proposição, deputado Zé Teixeira, enfatizou a importância histórica de Chico Carvalho, conhecido como “Chico Ventania”, para a formação do plantel bovino brasileiro e o fortalecimento do agronegócio no Estado. Chico Carvalho foi o último elo vivo da expedição de 1962 à Ásia, uma epopeia que trouxe da Índia exemplares das raças Nelore, Gir e Guzerá. Essa contribuição genética foi o motor de uma transformação produtiva sem precedentes, garantindo ao Brasil a autossuficiência e a liderança na produção de carne. Sua visão técnica e o faro apurado para a seleção de matrizes e reprodutores ajudaram a definir as características de precocidade e rusticidade que hoje são o padrão do rebanho nacional. Com atuação destacada em Porto Murtinho, na Fazenda Arroio Sexto, o pecuarista tornou-se uma autoridade consultiva no setor. Sua presença em leilões e propriedades parceiras era vista como uma oportunidade de aprendizado para outros criadores, dado seu domínio sobre melhoramento genético. Associado da ABCZ desde 1984 e homenageado com o Mérito ABCZ em 2005, Chico manteve o rigor técnico como marca registrada de seu trabalho até o fim da vida. Ao propor a homenagem, Zé Teixeira reforçou que o trabalho de Chico Carvalho trouxe benefícios tangíveis para a economia de Mato Grosso do Sul, elevando o patamar da produção pecuária local. A moção, aprovada pelo plenário, será encaminhada aos familiares como registro oficial do reconhecimento do Parlamento Estadual à dedicação do pecuarista ao desenvolvimento do estado e do país.
Do 190 e 193 às equipes nas ruas, Sejusp reforça atendimento bilíngue para a COP15
Durante a realização da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15/CMS), Mato Grosso do Sul contará com atendimento bilíngue nas estruturas da segurança pública, garantindo suporte adequado aos participantes estrangeiros do evento. A estratégia integra o Plano Integrado de Segurança elaborado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS). O serviço será disponibilizado no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOPS), por meio do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) e do Centro de Operações do Corpo de Bombeiros Militar (COCB). Os profissionais responsáveis pelos atendimentos nos números de emergência 190 e 193 estão preparados para prestar suporte em inglês e espanhol, facilitando a comunicação com delegações, autoridades e visitantes de outros países. O recurso também estará disponível no atendimento da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Durante a conferência, equipes estarão de prontidão junto à Blue Zone — espaço oficial do evento — e na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), garantindo acolhimento e registro de ocorrências com estrutura adequada e comunicação em idioma estrangeiro. Como parte das ações preparatórias para o evento internacional, a Polícia Militar também capacitou 23 militares que passam a integrar um núcleo especializado de policiamento turístico. Os profissionais receberam treinamento voltado ao atendimento ao visitante, mediação de conflitos, protocolos de segurança em eventos internacionais e interação com turistas estrangeiros. Plano Integrado de Segurança Além do atendimento bilíngue, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) estruturou um plano integrado de segurança para a COP15, elaborado desde julho de 2025 em parceria com órgãos das esferas federal, estadual e municipal. O objetivo é garantir um ambiente seguro e organizado para os participantes do evento, com ações coordenadas de policiamento, fiscalização e monitoramento. Durante a conferência, as operações serão acompanhadas a partir do Gabinete de Ações Integradas, instalado no Centro Integrado de Comando e Controle de Mato Grosso do Sul (CICC/MS), reunindo representantes de diversas instituições de segurança, inteligência e trânsito. O planejamento também prevê patrulhamento aéreo, reforço do policiamento ostensivo e a atuação de unidades especializadas da Polícia Militar, como os batalhões de Choque e de Operações Especiais, que permanecerão de prontidão para eventuais acionamentos. As ações incluem ainda o reforço do policiamento em pontos turísticos do Estado, especialmente nos municípios de Bonito, Jardim, Ponta Porã, além da região do Pantanal. A atuação contará com equipes do Comando de Policiamento Ambiental, do Batalhão Rural e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF). Já o Corpo de Bombeiros Militar ficará responsável pelas atividades de prevenção e combate a incêndios, além do atendimento pré-hospitalar no local do evento. COP15 em Campo Grande Campo Grande sediará, entre os dias 23 e 29 de março de 2026, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15/CMS), evento internacional organizado pela Organização das Nações Unidas e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A conferência reunirá representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e da sociedade civil de mais de 130 países e deve reunir cerca de 2 mil participantes. A COP15 integra a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias, tratado ambiental global criado em 1979 no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que reúne países para definir estratégias de proteção de espécies migratórias e fortalecer a cooperação internacional na área ambiental. A coordenação das ações do Governo do Estado será conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com apoio das demais secretarias estaduais. Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Seleção é convocada para amistosos com França e Croácia
A Seleção Brasileira foi convocada nesta segunda-feira (16) pelo técnico Carlo Ancelotti para os amistosos com França e Croácia, no fim deste mês de março, em evento na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Os jogos serão os últimos compromissos da Amarelinha antes da lista final para a Copa do Mundo. Entre os 26 nomes escolhidos, Léo Pereira, Gabriel Sara, Rayan e Igor Thiago foram chamados pela primeira vez. Veja a agenda: Brasil x França – 26 de março, às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston; Brasil x Croácia – 31 de março, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando. O chefe de delegação da Amarelinha neste período será o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho. Os adversários atendem ao planejamento do Departamento de Seleções de garantir enfrentamentos de alto nível ao Brasil. Desde o fim das Eliminatórias, o Brasil encarou Coreia do Sul e Japão, em outubro, e Senegal e Tunísia, em novembro. Nesta próxima convocação, estará diante da França, terceira colocada no Ranking Mundial Masculino da FIFA, e da Croácia, 11ª colocada. Programação A apresentação dos atletas está prevista para o dia 23 de março e, nesta Data FIFA, terá Orlando como base, onde irá treinar no ESPN Wide World of Sports Complex, estrutura que foi pela Seleção utilizada durante a Copa América de 2024. No dia 25, jogadores e comissão técnica vão viajar com destino a Boston, para enfrentar a França no dia 26. Após o amistoso, a delegação retornará à cidade da Flórida, para dar prosseguimento à preparação até o dia 31, quando irá encarar os croatas – na véspera desta partida, a equipe irá a campo no Camping World Stadium, palco do jogo. Confira a lista de convocados: Goleiros Alisson – Liverpool (ING) Bento – Al-Nassr (SAU) Ederson – Fenerbahçe (TUR) Defensores Alex Sandro – Flamengo Bremer – Juventus (ITA) Danilo – Flamengo Douglas Santos – Zenit (RUS) Gabriel Magalhães – Arsenal (ING) Ibañez – Al-Ahli (SAU) Léo Pereira – Flamengo Marquinhos – PSG (FRA) Wesley – Roma (ITA) Meio-campistas Andrey Santos – Chelsea (ING) Casemiro – Manchester United (ING) Danilo – Botafogo Fabinho – Al-Ittihad (SAU) Gabriel Sara – Galatasaray (TUR) Atacantes Endrick – Lyon (FRA) Gabriel Martinelli – Arsenal (FRA) Igor Thiago – Brentford (ING) João Pedro – Chelsea (ING) Luiz Henrique – Zenit (RUS) Matheus Cunha – Manchester United (ING) Raphinha – Barcelona (ESP) Rayan – Bournemouth (ING) Vinicius Jr. – Real Madrid (ESP)
MS discute em Brasília parceria estratégica com a Bolívia e maior integração nas áreas de energia e logística
O fortalecimento dos laços econômicos entre Bolívia e Brasil, em especial com Mato Grosso do Sul, foram discutidos em Brasília (DF) nesta segunda-feira (16) em almoço realizado no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. O evento contou com a presença do presidente boliviano, Rodrigo Paz, do governador sul-mato-grossense, Eduardo Riedel, e do secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, além do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos temas debatidos foi a alteração de pontos regulatórios do gás natural boliviano, importado para o Brasil passando por Mato Grosso do Sul, onde corresponde a importante fatia de arrecadação e também é tido como mola propulsora do desenvolvimento industrial do Estado. Outra questão abordada foi a integração logística de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, o que envolve questões como a Hidrovia do Rio Paraguai e uma conexão entre a Malha Oeste – que deve à leilão pelo Governo Federal até novembro – e já operante no território boliviano Ferroviaria Oriental. “Foram discussões muito importantes para o Mato Grosso do Sul, como a reformulação da legislação referente ao gás, algo fundamental para que esse setor tenha mais investimentos, beneficiando diretamente o nosso Estado. Conversamos ainda sobre a hidrovia no Rio Paraguai, algo que cabe ao Governo Federal avançar, e a situação da ferrovia Malha Oeste. Lá na Bolívia eles já tem a linha Oriental”, explica o governador. Além dessas discussões, Riedel e as autoridades presentes conversaram sobre os avanços que a interconexão da rede elétrica boliviana à brasileira – alvo do acordo bilateral assinado hoje – podem render para o Brasil e particularmente para o Mato Grosso do Sul, estado onde vai ocorrer a conexão. “Hoje foi assinado um tratado sobre energia elétrica que para o Mato Grosso do Sul será extremamente importante, pois está garantindo mais suprimento de energia para o país e, consequentemente, para o Estado. Certamente todos esses debates feitos hoje vão chegar a uma consolidação de importantes investimentos e da uma integração econômica e estrutural Mato Grosso do Sul-Brasil-Bolívia”, conclui Riedel. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o acordo prevê uma ligação entre a província boliviana de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz, ao município de Corumbá. A iniciativa inclui a instalação de uma estação conversora de frequência no lado brasileiro e a construção de linhas de transmissão com capacidade aproximada de 420 megawatts (MW), consolidando a integração das infraestruturas. O intercâmbio de energia ocorrerá principalmente a partir de excedentes de geração de cada país, sempre preservando o atendimento prioritário das demandas internas. O documento também prevê a possibilidade de trocas emergenciais em situações de contingência nos sistemas elétricos. Cada país será responsável por financiar, construir e operar sua própria infraestrutura. Além de ocupar boa parte da fronteira com o país vizinho, Mato Grosso do Sul também está em posição geográfica privilegiada, no centro da América do Sul e próximo de grandes centros econômicos e de consumo. Tal situação faz com que o território sul-mato-grossense ganhe maior potencial como referência logística e importante rota para a produção sul-americana ganhar mercados globais, e vice e versa. Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Procon de Mato Grosso do Sul publica relatório de empresas mais reclamadas em 2025
O Procon Mato Grosso do Sul publicou, na sexta-feira (13), os dados do cadastro de reclamações fundamentadas, referentes aos meses de janeiro a dezembro de 2025. Os serviços bancários, de telefonia e de energia elétrica foram os mais demandados. No período, a instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) realizou 22.980 atendimentos. Destes, 12.811 (55,75%) foram queixas de consumidores sobre produtos ou serviços que, após análise técnica e comprovação da relação jurídica de consumo, resultaram em 6.445 reclamações fundamentadas. A responsabilidade pela classificação é do Procon, que aplica normativas contidas no CDC e no Decreto Estadual nº 15.647/2021. Entre as cinco empresas mais acionadas no ano passado estão dois bancos, duas operadoras de telefonia e uma concessionária de energia elétrica. Os dados completos estão disponíveis para consulta no site do Procon Mato Grosso do Sul que, como coordenador do Sistema Estadual de Defesa do Consumidor, lista ainda os relatórios de reclamações fundamentadas elaborados por 20 dos 45 Procons municipais do Estado. Serviço Acesse o cadastro de Reclamações Fundamentadas de 2025: – Procon Mato Grosso do Sul– Amambai– Aparecida do Taboado– Aquidauana– Bonito– Caarapó– Costa Rica– Coxim– Deodápolis– Dourados– Fátima do Sul– Inocência– Maracaju– Miranda– Naviraí– Nova Andradina– Paranaíba– Ponta Porã– Rio Brilhante– Sidrolândia– Três Lagoas Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Dia “B” da Saúde Bucal mobiliza municípios de MS com técnica minimamente invasiva para tratar cárie em crianças
Mato Grosso do Sul integra, no próximo dia 20 de março, a mobilização nacional do Dia “B” da Saúde Bucal – Criança Sorridente, iniciativa que reúne estados e municípios em ações voltadas à prevenção e ao cuidado odontológico de crianças em idade escolar. No Estado, a mobilização é coordenada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde. Além das atividades educativas e preventivas, a edição deste ano traz um diferencial: a ampliação do ART (Tratamento Restaurador Atraumático), uma técnica moderna e minimamente invasiva para o tratamento da cárie dentária que permite levar o atendimento diretamente para dentro das escolas. De acordo com Lucas Moura, Coordenador de Saúde Bucal da SES, a proposta é fortalecer uma estratégia que alia prevenção e resolutividade no cuidado odontológico infantil. “O Tratamento Restaurador Atraumático é uma tecnologia simples, moderna e muito eficaz para o controle da cárie. Ao incentivar sua realização nas escolas, ampliamos o acesso das crianças ao tratamento e conseguimos intervir de forma precoce, evitando a progressão da doença e contribuindo para o número de indivíduos sem cárie”, destaca. Sem motorzinho Diferente dos procedimentos tradicionais, o método dispensa o uso do motor odontológico e da anestesia. O tratamento é realizado com instrumentos manuais, como a cureta, que remove apenas o tecido cariado. Em seguida, o dente recebe uma restauração com cimento de ionômero de vidro, material restaurador que libera flúor e ajuda a proteger a estrutura dental contra novas lesões. A estratégia permite que o tratamento seja feito de forma rápida, segura e indolor, ampliando o acesso das crianças ao cuidado odontológico e evitando que pequenas lesões evoluam para problemas mais graves. Além do processo restaurador, serão realizadas ações de educação em saúde bucal como a escovação dental supervisionada, aplicação tópica de flúor e palestras educativas. Atenção aos pais e responsáveis: só é atendido quem leva autorização Como o procedimento envolve intervenção direta na cavidade bucal das crianças, a participação das famílias é fundamental. Por isso, as equipes de saúde também estão reforçando a conscientização dos pais e responsáveis sobre a importância da autorização para que os estudantes possam receber avaliação e, quando necessário, tratamento odontológico no ambiente escolar.








