O Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), inicia neste mês a Campanha de Vacinação contra a Influenza 2026 em todos os municípios sul-mato-grossenses. A mobilização segue até 30 de maio, com o Dia “D” marcado para 28 de março. A estratégia acompanha o calendário nacional do Ministério da Saúde e tem como foco a proteção dos públicos prioritários antes do período de maior circulação do vírus. A estimativa é que Mato Grosso do Sul receba 80 mil doses nesta primeira remessa, o que corresponde a 6,5% da população-alvo, estimada em 1,1 milhão de pessoas. A vacinação é voltada principalmente para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, professores e demais grupos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações. Para garantir o início simultâneo da campanha, a SES realizou alinhamento prévio com os municípios, organizando a distribuição das doses e as estratégias locais de imunização. Mobilização e estratégiaA coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destaca que a campanha é uma das principais ações de prevenção em saúde pública e reforça a importância da adesão logo no início. “A vacinação contra a influenza é fundamental para reduzir complicações, internações e óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal em todo o Estado e garantir que a população prioritária esteja protegida no momento mais crítico de circulação do vírus”, afirmou. Como reforço, o Estado também aposta em estratégias extramuros, com uso do Vacimóvel e ações em municípios como Corumbá, Dourados e Ponta Porã, em parceria com as gestões municipais. No caso dos Vacimóveis, o atendimento será feito no decorrer da campanha, com previsão de que seja iniciado por grupos como os trabalhadores da saúde. De acordo com o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, o planejamento antecipado foi essencial para a organização da campanha. “As equipes municipais já estão alinhadas e preparadas para iniciar a vacinação de forma estruturada, garantindo acesso à população desde o início da campanha”, explicou. No Dia “D”, a SES realizará ação específica voltada a idosos institucionalizados, com vacinação em instituição de longa permanência em Campo Grande. A Secretaria reforça a importância da adesão dos públicos prioritários já nas primeiras etapas da campanha, como forma de reduzir a pressão sobre os serviços de saúde e evitar casos graves da doença.
Plano Estadual de Esporte e Lazer de MS trará diretrizes do setor para os próximos 10 anos
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de MS) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), irá realizar a Conferência Estadual de Esporte e Lazer de Mato Grosso do Sul nos dias 26 e 27 de março, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande. O evento tem como principal objetivo fortalecer e estruturar as políticas públicas voltadas ao esporte e ao lazer em todo o Estado. A conferência é aberta ao público e voltada a gestores públicos, profissionais de Educação Física, atletas, representantes de entidades esportivas de administração e prática, membros da sociedade civil, árbitros, profissionais da crônica esportiva e instituições de ensino superior. Entre os principais objetivos estão a reformulação do Sistema Estadual de Esporte e Lazer, a construção do Plano Estadual de Esporte e Lazer para o período de 2026 a 2035, a criação do Conselho Estadual de Esporte e Lazer, a reformulação do Fundo Desportivo Estadual e a mobilização dos gestores municipais para a realização das conferências municipais. A programação será pautada por eixos estratégicos considerados fundamentais para o desenvolvimento do setor, como o fortalecimento do esporte de formação educacional, a ampliação do esporte para toda a vida, a estruturação do esporte de excelência, além da garantia de inclusão e da integração entre municípios e instituições. Para o diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Martins Nuñez, o momento é estratégico para discutir o futuro do esporte no Estado. “Durante a conferência, vamos discutir temas fundamentais para a construção de uma política esportiva mais eficiente e participativa. É essencial compreender o papel das conferências municipais, avançar na estruturação do Sistema Estadual de Esporte e Lazer e reforçar a importância da participação social. Também será analisado o panorama atual do esporte em Mato Grosso do Sul, com a identificação de desafios e oportunidades, em consonância com a Lei Geral do Esporte”, destacou. Os participantes serão organizados em grupos de trabalho temáticos, com a missão de analisar e discutir documentos-base essenciais para o planejamento do setor. Entre os materiais que serão apresentados estão a minuta do Sistema Estadual de Esporte, a proposta do Plano Estadual de Esporte e Lazer (2026–2036), a minuta de criação do Conselho Estadual de Esporte e Lazer e a reformulação do Fundo de Investimento Esportivo. A iniciativa reforça o compromisso com o planejamento de longo prazo e a construção coletiva de políticas públicas que ampliem o acesso ao esporte e ao lazer, promovendo inclusão e contribuindo para o desenvolvimento social de Mato Grosso do Sul. Programação Data: 26/03Horário: 14h30 – Credenciamento Apresentação PalestrasOrganização dos grupos de trabalhoApresentação minutas Horário: 17h30 – Encerramento Data: 26/03 Horário: 19h30 – Abertura OficialCredenciamentoApresentação CulturalAberturaHino NacionalVídeo InstitucionalPronunciamentosPalestra com o Prof. Dr. Fernando Marinho MezzadriTema: Esporte como direito: os novos desafios legaisHorário: 21h30 – Encerramento Data: 27/03Horário: 8h – InícioDivisão de salasHorário: 11h30 – Encerramento Data: 27/03Horário: 14h – InícioLeitura e Aprovação das Deliberações Finais e MoçõesHorário: 18h – Encerramento Bel Manvailer, Comunicação Setesc
MS reforça combate ao crime organizado com atuação simultânea em operações nacionais e uso de tecnologia de ponta
Mato Grosso do Sul integra uma das maiores mobilizações de segurança pública do país. O Estado participou esta semana da 10ª edição da Operação MUTE, ao mesmo tempo em que executou, de forma paralela, a Operação Modo Avião, duas ações estratégicas de inteligência penal voltadas à desarticulação de organizações criminosas no sistema prisional. Coordenadas nacionalmente pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), em âmbito estadual, as operações foram conduzidas Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e sua Polícia Penal, por meio da Gisp (Gerência de Inteligência o Sistema Penitenciário). Em Mato Grosso do Sul, as ações têm como alvo as seis maiores unidades prisionais do estado, com a participação de centenas de policiais penais, entre operacionais do COPE (Comando de Operações Penitenciárias), que atuam na retirada e contenção dos internos, e servidores dos estabelecimentos penais, que realizam as vistorias, com acompanhamento de representante da Senappen. Os resultados oficiais desta fase serão divulgados, posteriormente, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. O diferencial desta etapa está no forte emprego de tecnologias avançadas, que elevam o nível das inspeções e ampliam a capacidade operacional das equipes. Entre as tecnologias utilizados estão o equipamento tático de revista eletrônica, o georradar de penetração no solo e o conjunto portátil de varredura (TTK), ferramentas que permitem identificar ilícitos ocultos com maior precisão e rapidez. O uso desses recursos integra um investimento superior a R$ 59 milhões realizado pela SENAPPEN em todo o país, voltado ao fortalecimento da segurança pública e ao aumento da efetividade das ações dentro das unidades prisionais. As operações têm como foco principal interromper as comunicações ilícitas utilizadas por organizações criminosas, especialmente por meio da retirada de aparelhos celulares que, de forma irregular, entram nos estabelecimentos penais e são usados para coordenar crimes fora dos muros. Além disso, as ações também combatem a entrada e circulação de outros materiais proibidos. Durante as ações, os policiais penais realizam revistas simultâneas em celas e pavilhões, com base em planejamento estratégico e dados de inteligência. O trabalho segue rigorosamente os princípios da legalidade, proporcionalidade e segurança da informação, assegurando eficiência operacional aliada ao respeito às normas vigentes. Considerada a maior operação de caráter nacional no sistema prisional, a Operação MUTE promove uma atuação integrada em todas as unidades da federação. A iniciativa fortalece a cooperação entre União, Estados e Distrito Federal no enfrentamento qualificado ao crime organizado. Já a Operação Modo Avião atua como um braço complementar e altamente estratégico, com foco direto na localização, inabilitação e apreensão de celulares. Por meio de técnicas de bloqueio de sinal e varreduras eletrônicas, a operação busca “silenciar” as comunicações ilegais, uma referência direta ao seu nome, impedindo que organizações criminosas mantenham articulações externas. De acordo com a direção a Agepen e sua Polícia Penal, mais do que apreensões, as operações representam uma estratégia contínua de fortalecimento do Estado dentro do sistema prisional, com a modernização dos procedimentos operacionais e o enfrentamento firme às organizações criminosas, demostrando que o combate ao crime começa também dentro dos presídios. Comunicação Agepen
Rodada de Negócios impulsiona artesanato de MS durante a Semana do Artesão 2026
A Semana do Artesão 2026, realizada entre os dias 18 e 25 de março, se consolida como uma das principais ações de valorização do artesanato sul-mato-grossense. A programação reúne feira de exposição, oficinas, palestras, rodada de negócios e apresentações culturais, promovendo a difusão da cultura e o fortalecimento da economia criativa no Estado. Aconteceu quinta-feira (19), Dia do Artesão, a Rodada de Negócios. A iniciativa é um dos projetos mais importantes do setor, pois contribui para que o artesanato seja comercializado durante todo o ano. A Rodada de Negócios cria oportunidades para que os artesãos de Mato Grosso do Sul estabeleçam contatos comerciais e fechem parcerias com lojistas de diferentes regiões do país. Além de dar visibilidade à produção artesanal local, conectando os artesãos sul-mato-grossenses a compradores e fortalecendo a identidade cultural do estado. O evento é promovido pelo Governode Mato Grosso do Sul, por meio da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) em parceria com o Sebrae MS. Neste ano, foram inscritos 30 artesãos que receberam a visita de 10 compradores/lojistas dos Estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia. Para Katienka Klain, gerente de desenvolvimento de atividades artesanais da FCMS, a Rodada de Negócios é uma oportunidade para divulgar o artesanato sul-mato-grossense. “A Rodada de Negócios é um projeto em que trazemos lojistas de varejo do Brasil inteiro para comprar o artesanato de Mato Grosso do Sul. Então é uma venda atacada, eles vêm, compram e a gente transporta pelo caminhão da Fundação de Cultura essas peças de artesanato. A gente tem feiras que são esporádicas, feiras nacionais, mas é na Rodada de Negócios que o lojista tem o contato, conhece, compra e leva para a sua loja. Com essas vendas, que são vendas de uma loja diária, sempre aberta, vendendo, ele está sempre comercializando, está sempre comprando e encomendando do lojista”, destacou. Ela também destaca o aumento da procura por artesanatos. “A gente chegou no ápice do digital e as pessoas estão resgatando o manual, então assim, quando você vai numa feira, você vê que as pessoas procuram o manual, a história, o crochê, o bordado, então a procura está muito grande e demanda também, e todos querem comprar uma história. No ano passado nós tivemos uma venda de R$600 mil reais na rodada”. A gerente da Unidade de Competitividade e Inovação do Sebrae/MS, Isabella Fernandes Montello destacou a força e o potencial do artesanato sul-mato-grossense no mercado. “Nós sabemos que o artesanato de Mato Grosso do Sul é um artesanato realmente desejado, muito bem posicionado no mercado, e a gente consegue ter vendas incríveis nessas rodadas e durante o ano. A gente sabe que é um setor que movimenta o negócio para o Mato Grosso do Sul. O fator principal é a origem, o nosso artesanato tem uma origem étnica muito forte, com artesanato indígena, inspirado na beleza da nossa natureza, da nossa flora e da nossa fauna. Isso faz com que ele seja realmente rico artisticamente e projeta cada vez mais o interesse dos compradores.” Marco Aurélio Saad Pulcherio, 64 anos, o CEO e Curador da Marco500, marca de alta decoração, destaca a importância das rodadas de negócios para que os artesãos ampliem suas vendas e alcancem outros estados e até o mercado internacional. “É uma chance que nós do atacado temos de ter acesso de uma forma rápida ao trabalho da região toda, normalmente os recortes são regionais, artesanato do pantanal, artesanato do estado, da cidade, por exemplo. Os lojistas são convidados vêem e conhecem o trabalho dos artesãos, e têm a oportunidade de negociar fazer encomendas é o grande propulsor desse artesão para além do ateliê. No meu caso eu tenho um olhar muito fechado porque eu trabalho no mercado de alta decoração, mas tem aqueles que vem comprar para lojas de souvenir, têxtil, eu tenho alguns reguladores para o meu negócio, mas tem os meus colegas, que trocamos figurinhas e as rodadas são boas para construir essas relações entre lojistas e artesãos”, frisou. Yani stamm hirsch, tem 42 anos, é de Naviraí e trabalha com artesanato extrativista recuperando madeiras de áreas queimadas do pantanal para fazer suas obras de arte. “O meu artesanato ele migrou por várias fases, hoje eu trabalho com uma parte de artesanato extrativista, que é uma arte que eu me apaixonei. Quando eu comecei foi com ele também, ele surgiu na minha vida pelo mesmo motivo que hoje eu dou aula para outras mulheres em situação de vulnerabilidade, porque é uma matéria-prima que você encontra na natureza e você pode transformá-la em uma obra de arte. Você não precisa gastar dinheiro para começar”. “Você consegue resgatar uma cápsula de uma semente e uma folha e ir trabalhando nela de uma forma bem econômica e fazer disso uma peça para vender, para ganhar dinheiro, para sustentar suas famílias e para poder também eternizar uma parte da natureza. Hoje nosso artesanato é baseado no artesanato extrativista. São madeiras recuperadas em áreas de incêndio do Pantanal, madeiras recuperadas em antigas fazendas e trabalhamos também com galhos, folhas, tudo de uma maneira muito sustentável”. Renato Stamm Hirsch dos Santos, de 16 anos, conta como começou no artesanato, inspirado pela mãe, ele é a segunda geração de artesãos extrativistas. “Eu comecei com 14 anos no Prospera MS e comecei artesanato, eu acho que é uma coisa que os jovens não estão muito ligados a profissão de artesão, meu plano é continuar no artesanato e motivar as pessoas jovens a fazer artesanatos”, destacou. Ele também trabalha com produção artesanal de erva de tereré: “Para as ervas de tereré eu faço a colheita no assentamento onde meu avô mora e fazemos a moda antiga, porque ela não tem conservantes, é 100% orgânica e é artesanal”. Bel Manvailer, Comunicação Setesc
Projeto ambiental fortalece recuperação ambiental em Bonito
A recuperação ambiental das margens do Rio Mimoso, em Bonito, é resultado de um trabalho técnico e institucional desenvolvido por meio do Projeto Águas de Bonito, iniciativa que reúne órgãos públicos, organizações da sociedade civil e produtores rurais em ações voltadas à proteção dos recursos hídricos da região. O projeto conta com a participação da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), por meio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), em parceria com o Ministério Público Estadual, o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), a Prefeitura de Bonito, o Sindicato Rural e proprietários de áreas localizadas na bacia do Rio Mimoso. A iniciativa surgiu a partir de um desafio comum enfrentado pelos órgãos ambientais: a grande extensão territorial e a diversidade de áreas naturais, que tornam complexa a fiscalização permanente de todos os ambientes sensíveis. Diante desse cenário, foi construída uma parceria institucional para ampliar a capacidade de diagnóstico e recuperação ambiental em propriedades localizadas na bacia do Rio Mimoso. O Projeto Águas de Bonito teve início em 2020, com a realização de vistorias técnicas e levantamentos ambientais nas propriedades rurais, etapa conduzida de forma conjunta pelo Imasul, IASB e Ministério Público. O objetivo foi identificar as principais áreas que apresentavam algum nível de degradação ambiental e propor soluções específicas para cada situação encontrada. Durante o diagnóstico, as equipes técnicas analisaram as condições ambientais de cada propriedade e definiram as medidas mais adequadas para recuperação das áreas. Em alguns casos, apenas o isolamento das áreas de preservação permanente foi suficiente para permitir a regeneração natural da vegetação. Em outras situações, foi necessário reposicionar cercas para afastar atividades produtivas das margens do rio, além da implantação de plantio de mudas nativas para recomposição da vegetação ciliar. Esse processo também contou com diálogo direto com os proprietários rurais, que aceitaram abrir suas áreas para as vistorias e contribuir com as ações de recuperação ambiental. A participação voluntária dos produtores foi considerada essencial para o avanço das medidas de conservação na região. O gestor regional do Imasul em Bonito, Marcelo Brasil, explica que a atuação do órgão ambiental esteve concentrada principalmente na fase técnica inicial do projeto. “O Imasul participou diretamente da etapa de diagnóstico ambiental, com vistorias nas propriedades e identificação das medidas necessárias para recuperar as áreas degradadas. A partir desse levantamento técnico foi possível definir quais soluções seriam aplicadas em cada local, sempre com foco na proteção das margens do rio e na recuperação da vegetação ciliar”, destacou. Com base nas informações coletadas durante essa fase inicial, foram elaboradas as propostas de recuperação ambiental que orientam as ações atualmente em execução no projeto. A etapa de implantação das medidas de recuperação, que inclui o plantio de mudas nativas, é executada pelo Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), organização não governamental que atua na conservação dos recursos naturais da região. A fiscalização ambiental do Imasul também acompanha o processo, verificando o cumprimento das medidas ambientais e garantindo que as intervenções ocorram de acordo com as orientações técnicas definidas no projeto. Para a fiscal ambiental do Imasul, Luciana Valle de Loro, a recomposição da vegetação nas margens dos rios é fundamental para manter o equilíbrio ecológico. “A recuperação das matas ciliares é uma das medidas mais eficazes para proteger os rios. A vegetação nas margens ajuda a evitar processos de erosão, contribui para a qualidade da água e garante abrigo para diversas espécies da fauna e da flora”, explicou. Além da recuperação ambiental, o projeto também tem papel importante na conscientização sobre a preservação dos recursos naturais, especialmente em uma região reconhecida nacionalmente pela biodiversidade e pelo turismo de natureza. Liliane Lacerda, executiva do IASB, destaca que a parceria entre as instituições tem sido essencial para os resultados alcançados pelo Projeto Águas de Bonito. “A cooperação entre o Imasul e o IASB mostra como a união entre poder público e sociedade civil fortalece a conservação ambiental. Enquanto o Imasul garante o suporte técnico e a segurança das ações, o IASB atua na restauração ambiental e na mobilização dos produtores. Esse trabalho conjunto tem avançado na proteção de nascentes, recuperação de áreas degradadas e melhoria da qualidade da água, com ações de longo prazo como restauração florestal, conservação do solo e educação ambiental”, resumiu. O reconhecimento do impacto positivo da iniciativa veio também em nível nacional. Em 2024, o Projeto Águas de Bonito foi vencedor na categoria “Elementos Naturais” da 22ª edição do Prêmio CREIA de Meio Ambiente – Troféu Siriema, conhecido como o “Oscar da Sustentabilidade”, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO). A premiação destaca projetos que se sobressaem na conservação ambiental e no uso sustentável dos recursos naturais. O diretor-presidente do Imasul, André Borges, ressalta sobre a ação e demonstra como a atuação integrada fortalece a gestão ambiental no Estado. “O Projeto mostra que a união entre instituições públicas, organizações ambientais e produtores rurais é fundamental para ampliar a proteção dos nossos recursos hídricos. O Imasul contribui com o suporte técnico e a fiscalização, garantindo que as ações ocorram com base em critérios ambientais sólidos e com foco na preservação de longo prazo”, destacou. O prêmio reforça a relevância do trabalho desenvolvido em Bonito e evidencia como a integração entre instituições públicas, organizações ambientais e produtores rurais pode gerar resultados concretos na proteção dos rios, na recuperação de áreas degradadas e na preservação dos ecossistemas naturais do Mato Grosso do Sul. Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
MS estabelece direcionamento estratégico do Afroturismo para fortalecer a diversificação da oferta
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS), em parceria com o SEBRAE, SENAR, SubRacial e outras instituições parceiras, está conduzindo o Direcionamento Estratégico do Afroturismo no Estado, uma iniciativa que marca um novo passo na consolidação desse segmento como parte da estratégia de diversificação da oferta turística sul-mato-grossense. A ação vem sendo liderada pela Diretoria de Desenvolvimento do Turismo da Fundtur MS, com a parceria direta da SEC e SubRacial, que tem como objetivo apoiar a criação e fortalecimento de novos segmentos turísticos, ampliar oportunidades econômicas e fortalecer a governança entre os diferentes atores envolvidos no turismo cultural do estado. O processo reúne representantes de instituições públicas, empreendedores, lideranças culturais e organizações da sociedade civil para discutir caminhos estratégicos que permitam transformar a história, a memória e a identidade afro-brasileira em experiências turísticas estruturadas, respeitosas e economicamente sustentáveis. Entre as diretrizes discutidas estão ações voltadas à estruturação da oferta turística, capacitação de empreendedores, fortalecimento da governança e promoção do segmento no mercado, alinhando o afroturismo às políticas públicas de turismo do estado. Para o diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, o desenvolvimento do afroturismo representa uma oportunidade estratégica para ampliar a diversidade da oferta turística do estado. “O Afroturismo vem se consolidando em Mato Grosso do Sul como uma importante ação de diversificação da oferta turística, valorizando a cultura, a história e as contribuições da população negra na formação do nosso território”. A iniciativa também dialoga diretamente com empreendedores que vêm construindo experiências no segmento. Um exemplo é a atuação da empreendedora Thayná Cambará, da Bela Oyá Pantanal, que tem desenvolvido iniciativas voltadas à valorização da cultura afro-pantaneira. Segundo Thayná, o propósito do projeto é fortalecer a identidade cultural e ampliar o reconhecimento dessa história no turismo. “Nosso trabalho busca fortalecer a resistência cultural e ampliar a visibilidade da história e da identidade afro-brasileira no Pantanal, contribuindo para consolidar Mato Grosso do Sul como destino de experiências culturais afro-brasileiras no cenário nacional”. Para Edson Moroni, gerente de Estruturação e Inovação da Oferta Turística da Fundtur MS, o estado vem avançando na construção de políticas públicas voltadas ao segmento. “Mato Grosso do Sul vem trabalhando de forma estruturada para promover o destino também por meio do afroturismo. Recentemente o estado foi finalista no Prêmio Rotas Negras, ficando logo atrás de estados que há anos trabalham essa temática. Também tivemos o reconhecimento da Bela Oyá como empreendimento de destaque no afroturismo do estado”. Para Deividson de Deus Silva, subsecretário da Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso do Sul, esse processo de articulação institucional tem sido fundamental para consolidar o afroturismo no estado. “O direcionamento estratégico estabelecido por meio da cooperação técnica entre a Secretaria de Cidadania, a Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial e a Fundação de Turismo é essencial para o desenvolvimento do afroturismo em Mato Grosso do Sul. Hoje ele se revela uma ferramenta poderosa para revelar e valorizar a presença da população negra, que por muito tempo esteve invisibilizada. Esse processo busca resgatar memórias, fortalecer identidades e promover a população negra em todas as suas potencialidades. Quando falamos de afroturismo, falamos do fortalecimento das comunidades quilombolas, do empreendedorismo negro nos centros urbanos, das religiões de matriz africana e também da presença da população cigana, que carrega uma história e uma tradição importantes no estado. Falar de afroturismo em Mato Grosso do Sul é fortalecer essas identidades, essas narrativas e reconhecer a importância dessa população na construção da história e do território sul-mato-grossense”. Entre as iniciativas de promoção do segmento está o Guia Isto é Mato Grosso do Sul – Afroturismo, que reúne experiências, empreendimentos e iniciativas ligadas à cultura afro-brasileira no estado e tem sido uma importante ferramenta de divulgação do segmento. O material pode ser acessado gratuitamente através do link: fundacao-de-turismo-ms.rds.land/ebook-afroturismo Com o direcionamento estratégico em andamento, a expectativa é que novas experiências, roteiros e iniciativas surjam nos próximos anos, consolidando o afroturismo como um segmento emergente dentro da estratégia de diversificação turística de Mato Grosso do Sul. Comunicação FundturMS
Outono começa com previsão de chuvas abaixo da média e altas temperaturas em MS
O outono começa nessa sexta-feira (20), às 10h45 no Hemisfério Sul, e deve ser caracterizado por chuvas abaixo da média histórica e temperaturas dentro ou um pouco acima da média, conforme prognóstico divulgado nessa semana pelo Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). Período de transição entre as estações chuvosa (verão) e seca (inverno), quando os dias começam a ficar mais curtos e as noites se alongam, o outono é no calendário agrícola a estação da colheita de importantes variedades e quando um número volumoso de espécies frutíferas atinge a maturação, sendo assim conhecido como a ‘estação das frutas’. Os técnicos do Cemtec/MS alertam que nesse período ocorrem as primeiras incursões de massas de ar frio e provocam quedas gradativas das temperaturas, podendo ocorrer nevoeiros em algumas regiões e até geadas. Análise do comportamento do clima ao longo de anos feita pelos meteorologistas do Cemtec/MS indica que entre abril e junho as chuvas na maior parte de Mato Grosso do Sul variam entre 150 milímetros e 400 milímetros, sendo em quantidade mais elevada na região Sul (400 milímetros a 500 milímetros) e menor na região Nordeste, não ultrapassando 150 milímetros. As previsões meteorológicas indicam que nesse ano, as precipitações ficarão abaixo das médias históricas no Estado. Já quanto à temperatura, de acordo com o modelo ensemble da Copernicus (técnica de modelagem climática e meteorológica que utiliza dados de diferentes centros de previsão para gerar previsões probabilísticas mais robustas de temperatura, precipitação e parâmetros oceânicos) consultado pelo Cemtec/MS, a tendência é que fique ligeiramente acima da média histórica. Em grande parte do Estado as temperaturas médias variam entre 20°C e 24°C, enquanto no extremo sul chegam a 18°C ou 20°C e no extremo noroeste, entre 24°C e 26°C, durante o outono. Os modelos climáticos indicam, ainda, alta probabilidade de manutenção de condições de neutralidade no clima durante o trimestre de abril, maio e junho de 2026. Mas já há indícios de intensificação gradual das condições de El Niño, fenômeno que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico e que causa impactos no clima em todo o Planeta. A influência de El Niño deve ser sentida com mais intensidade a partir do trimestre julho a setembro, podendo favorecer a ocorrência de ondas de calor. João Prestes, Comunicação Semadesc
Marcelo Teixeira explica demissão de Vojvoda e comenta repercussão na chegada de Cuca
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, explicou a demissão do técnico Vojvoda, que deixou o clube com 34 partidas e um aproveitamento de 43%. A derrota para o Internacional, na Vila Belmiro, culminou na saída do treinador na noite desta quarta-feira (18). Foram 10 vitórias, 14 empates e 10 derrotas. Ele comentou sobre a chegada de Cuca e a relação da gestão com treinadores. “Não tínhamos Plano A, B ou C. Confiávamos no Vojvoda e só fizemos contato com o Cuca nas últimas horas. Também pela relação com o Cuca. Ainda como jogador e depois como treinador. Acredito que é uma boa opção. Na minha gestão tivemos sucesso no primeiro ano por manter o treinador. Tínhamos um objetivo, fomos vice no paulista e voltamos à primeira divisão com o Carille. Historicamente o Santos muda muito. Na nossa tivemos quatro. E é muito prejudicial a qualquer trabalho mudar constantemente. Insistimos com o Vojvoda e sua comissão trabalhadora e não deu certo. Disputamos o Brasileiro, Paulista, saímos de forma precoce e iniciamos Brasileiro dessa forma”, afirmou em entrevista à ESPN. “Entendemos que era necessária essa mudança. Uma mudança no qual finalizamos nessa madrugada o contato com o Cuca. Contrato até dezembro, no fim da minha gestão. Ele conhece o Santos, é uma vantagem como tinha o Carille. Tem muita experiência, disputou final de Libertadores com o Santos. Além de bom treinador, conhece os bastidores, a pressão. Com respaldo da diretoria pode recolocar o Santos nos bons resultados”, ressaltou. Teixeira ainda comentou sobre a repercussão ruim da chegada de Cuca por parte da torcida e nas redes sociais por um caso ocorrido em 1987, quando ele e outros jogadores foram acusados de violência sexual contra uma menor de idade, na Suíça. O mandatário afirmou que o clube tem protagonismo e papel social e que o profissional já esclareceu o passado. “Avaliamos essa repercussão. Tudo que ocorra paralelamente ao futebol tem que ter cuidado. Santos tem história de fazer apoio e campanhas de diferentes formas. Santos é protagonista nesse aspecto de campanhas e em ações sociais. Dentro do que avaliamos, entendemos como superada a questão. Ele já esclareceu e trabalhou em outros clubes nesses últimos anos. Acreditamos que tenha servido de exemplo e serve para nós também. Que a gente reafirme tudo que aquilo que possa servir de referência positiva ou negativa que tenha acontecido para que o Santos continue fazendo seu papel social”, finalizou. Em 1989, houve uma condenação à revelia, posteriormente anulada pela Justiça suíça em 2024 por questões processuais, sem reavaliação do mérito. É importante destacar que, embora a condenação não exista mais, o tribunal não reavaliou o mérito do caso para declará-lo inocente ou culpado; a decisão foi baseada em irregularidades processuais. Como o processo ficou ‘velho’, acabou sendo prescrito. A vítima, que tinha 13 anos na época, se matou e a família não quis mais correr atrás do processo. Diário do Peixe
Governo de MS institui Cadastro Positivo para incentivar regularidade fiscal e simplificar ambiente tributário
O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, com a publicação no Diário Oficial desta quinta-feira (19), a Lei nº 6.558/2026, que cria o Programa Cadastro Positivo MS no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Sancionada pelo governador Eduardo Riedel, a medida já está em vigor e representa um avanço na política de modernização da administração tributária estadual. O programa tem como finalidade estimular contribuintes e responsáveis tributários à regularidade fiscal, adotando uma lógica baseada na indução de boas práticas e no fortalecimento da relação entre o Fisco e o setor produtivo. A simplificação de procedimentos e a oferta de incentivos podem contribuir para ampliar a conformidade tributária e melhorar o ambiente de negócios no Estado. Nesse contexto, a lei estabelece diretrizes voltadas à autorregularização, à redução da burocracia e ao uso intensivo de tecnologia para tornar mais ágil e eficiente a comunicação entre a administração tributária e os contribuintes. Também prevê a simplificação da legislação e a diminuição do tempo gasto no cumprimento das obrigações fiscais, alinhando Mato Grosso do Sul às práticas mais modernas de gestão tributária. Como instrumento de incentivo, o Cadastro Positivo MS permitirá a concessão de benefícios aos contribuintes que apresentarem avaliação positiva quanto à sua situação fisco-tributária. Entre as medidas previstas estão a flexibilização de exigências para regimes especiais, a simplificação de processos de restituição, a concessão de prazos diferenciados para pagamento de tributos e a possibilidade de redução ou dispensa de obrigações acessórias, além de um atendimento mais ágil e direcionado. Esses benefícios serão concedidos de forma gradual e proporcional ao nível de regularidade de cada contribuinte, conforme critérios objetivos a serem definidos em regulamento do Poder Executivo. A legislação também autoriza a criação de grupos de trabalho dentro da Sefaz com o objetivo de revisar normas e propor medidas de desburocratização, buscando eliminar exigências redundantes e aperfeiçoar os processos administrativos. A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a melhoria contínua dos serviços prestados e com a racionalização da máquina pública. O programa busca estimular o cumprimento voluntário das obrigações tributárias por meio de recompensas associadas à simplificação de procedimentos, especialmente no âmbito do ICMS. A expectativa é que a medida contribua para tornar o ambiente econômico mais competitivo, ao mesmo tempo em que fortalece a eficiência da arrecadação e a segurança jurídica nas relações entre o Estado e os contribuintes. Com a instituição do Cadastro Positivo MS, Mato Grosso do Sul avança em uma agenda estruturante que combina responsabilidade fiscal, modernização administrativa e incentivo ao desenvolvimento econômico, consolidando um modelo de gestão tributária mais eficiente, transparente e orientado a resultados. Comunicação Sefaz








