O Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, lembrado na quarta-feira (3), chama a atenção para um problema que impacta a saúde e o desenvolvimento de crianças em todo o país. Associada a fatores como alimentação inadequada, redução da atividade física e aumento dos comportamentos sedentários, a obesidade infantil eleva o risco de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de comprometer a qualidade de vida. Diante desse desafio, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) reforça a importância da prevenção e do acompanhamento precoce como estratégias fundamentais para garantir o crescimento e o desenvolvimento saudáveis das crianças. O primeiro passo para identificar e prevenir a obesidade infantil é o acompanhamento regular do crescimento e do desenvolvimento nas unidades básicas de saúde. Por meio de uma avaliação antropométrica simples, com a aferição de peso e altura, os profissionais conseguem identificar o estado nutricional da criança e monitorar possíveis alterações ao longo do tempo. Essas informações são registradas na Caderneta da Criança e permitem acompanhar a curva de crescimento, ferramenta fundamental para detectar precocemente situações de sobrepeso e obesidade. Quando identificadas alterações, as equipes de saúde podem iniciar orientações e intervenções adequadas para cada caso. De acordo com o gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, o acompanhamento contínuo é essencial para a promoção da saúde infantil. “A família tem papel fundamental nesse processo. Ao levar regularmente a criança à unidade de saúde, é possível monitorar seu crescimento e desenvolvimento e identificar precocemente qualquer alteração no estado nutricional. Quanto mais cedo ocorre essa identificação, maiores são as possibilidades de promover mudanças que favoreçam a saúde da criança”, explica. Entre os fatores que contribuem para o aumento da obesidade infantil estão as transformações no estilo de vida observadas nas últimas décadas. Se antes as brincadeiras ao ar livre e a prática espontânea de atividades físicas faziam parte da rotina das crianças, atualmente o tempo dedicado às telas ocupa parcela significativa do dia. Somado a isso, o acesso facilitado aos alimentos ultraprocessados tem influenciado diretamente os hábitos alimentares. Produtos como biscoitos recheados, salgadinhos, refrigerantes e bebidas açucaradas apresentam alta densidade calórica e baixo valor nutricional, favorecendo o ganho excessivo de peso. “Vivemos em um ambiente que muitas vezes dificulta escolhas saudáveis. Temos o aumento do acesso aos alimentos ultraprocessados, o encarecimento dos alimentos in natura e minimamente processados, além de comportamentos cada vez mais sedentários. São fatores que compõem o chamado ambiente obesogênico, que favorece o desenvolvimento da obesidade”, destaca Holsbach. O conceito de ambiente obesogênico engloba ainda fenômenos como os desertos alimentares — locais com pouca oferta de alimentos saudáveis —, os pântanos alimentares, caracterizados pela grande disponibilidade de produtos ultraprocessados, e a redução de espaços urbanos destinados à prática de atividades físicas. A prevenção, entretanto, começa nos primeiros anos de vida. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos recomenda que não seja ofertado açúcar nessa faixa etária. Além disso, o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado, de forma complementar, até os dois anos ou mais, é reconhecido como importante fator de proteção contra a obesidade infantil. Segundo Anderson Holsbach, os hábitos desenvolvidos dentro de casa têm influência direta sobre as escolhas alimentares das crianças. “A criança aprende observando. Quando a família consome frutas, verduras e legumes regularmente, prepara as refeições em casa e valoriza os alimentos in natura, ela contribui para a formação de hábitos mais saudáveis. Incluir as crianças no preparo dos alimentos também fortalece essa relação positiva com a alimentação”, afirma. Dados do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), referentes às crianças acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde em Mato Grosso do Sul, mostram que os índices de obesidade entre crianças de 0 a 5 anos permaneceram estáveis entre 2021 e 2025, com média de 4,92% no período. Em 2021, o percentual foi de 5,90%; em 2022, 4,75%; em 2023, 4,67%; em 2024, 4,50%; e em 2025, 4,77%. Entre as crianças de 5 a 10 anos, também foi observada estabilidade, com discreta redução no percentual de obesidade, que passou de 9,49% em 2021 para 9,04% em 2025. A obesidade grave na mesma faixa etária também apresentou queda, passando de 5,76% para 5,37% no período. Embora os números indiquem estabilidade, a SES ressalta que o monitoramento permanente continua sendo fundamental para evitar o avanço da doença e promover melhores condições de saúde para a população infantil. Como parte dessa estratégia, a obesidade infantil integra os temas prioritários trabalhados pela Secretaria no âmbito do PSE (Programa Saúde na Escola), especialmente nos eixos de promoção da alimentação saudável e incentivo à atividade física. A SES também atua por meio da CAISAN (Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional), estabelecendo metas voltadas à promoção da alimentação adequada e saudável e ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional. Além disso, a Secretaria desenvolve ações de Educação Permanente em Saúde para profissionais dos municípios, fortalece as atividades de Vigilância Alimentar e Nutricional e apoia a implementação da EAAB (Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil), contribuindo para a construção de hábitos mais saudáveis desde a infância. Kamilla Ratier, Comunicação SES
Governo de MS executa R$ 7,1 milhões do PAA em seis meses e supera meta estabelecida pela União
Diante do desafio de executar, em um curto espaço de tempo, os recursos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) disponibilizados pelo Governo Federal, Mato Grosso do Sul mobilizou sua rede de assistência técnica, municípios e organizações parceiras e alcançou um resultado superior às execuções anteriores do programa no Estado. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, o Governo do Estado aplicou R$ 7.102.723,89 dos R$ 9,3 milhões previstos no convênio, o equivalente a 78% dos recursos disponíveis. A execução foi coordenada pela SEAF (Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais) da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Quando foi recebida a orientação do Governo Federal sobre o prazo necessário para a utilização dos recursos, a administração estadual estruturou uma força-tarefa envolvendo equipes da Semadesc, da Agraer, das prefeituras municipais e de entidades locais para garantir que os investimentos chegassem aos agricultores familiares e às instituições beneficiadas pelo programa. O resultado consolidou um dos melhores desempenhos já registrados pelo PAA em Mato Grosso do Sul, tanto pelo volume de recursos executados quanto pela rapidez na operacionalização das ações. Os recursos foram distribuídos em três editais: PAA Indígena, com R$ 5 milhões; PAA Hortaliças e Sementes, com R$ 3,1 milhões; e PAA Quilombola, com R$ 1 milhão. Ao todo, cerca de 1.165 agricultores familiares foram cadastrados nos editais, contemplando 34 municípios sul-mato-grossenses. A iniciativa fortalece a produção local, gera renda no campo e amplia as oportunidades de comercialização para pequenos produtores rurais, comunidades indígenas e quilombolas. Para o secretário Artur Falcette, da Semadesc, o resultado demonstra a capacidade de articulação do Estado e o compromisso com as políticas públicas voltadas à agricultura familiar. “Quando fomos informados pelo Governo Federal sobre a necessidade de acelerar a execução dos recursos, estruturamos um trabalho integrado envolvendo a SEAF, a Agraer, os municípios e as organizações parceiras. O resultado mostra a eficiência dessa mobilização. Conseguimos executar mais de R$ 7 milhões em apenas seis meses, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo que os alimentos chegassem às famílias que mais precisam”, destaca. A secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Nadai, ressalta que o desempenho alcançado foi resultado do empenho coletivo de todas as instituições envolvidas. “O desafio era grande porque trabalhávamos com um prazo bastante curto para operacionalizar os editais, mobilizar os produtores, organizar a logística e efetivar as entregas. O comprometimento das equipes técnicas, dos municípios, da Agraer e dos próprios agricultores foi fundamental para que conseguíssemos superar as expectativas e alcançar um dos maiores índices de execução já registrados pelo programa no Estado”, afirma. Até o momento, foram adquiridas aproximadamente 831 toneladas de alimentos da agricultura familiar, abrangendo cerca de 60 tipos de produtos, entre eles leite pasteurizado, pães, biscoitos, doces, rapadura, melado, frutas, mandioca, batata-doce, hortaliças, verduras e legumes diversos. Os alimentos são destinados a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional por meio da rede socioassistencial e dos equipamentos públicos de segurança alimentar, beneficiando instituições como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), escolas indígenas, entidades assistenciais, unidades de acolhimento, asilos e organizações que atendem públicos em situação de vulnerabilidade social. Para a coordenadora de Compras Institucionais da SEAF/Semadesc, Maria Tainara Carneiro, o resultado é fruto da união de esforços em torno de um objetivo comum. “Esse resultado histórico é fruto da dedicação e do compromisso de muitas pessoas. Agradecemos aos prefeitos, secretários municipais, gestores das prefeituras, servidores públicos, equipes da Agraer, técnicos da Semadesc e, principalmente, aos agricultores familiares, que acreditam e fazem o programa acontecer diariamente. O sucesso do PAA é resultado da união de esforços para fortalecer a agricultura familiar e garantir alimento de qualidade para quem mais precisa”, afirma. “Com os resultados alcançados, o PAA reafirma seu papel estratégico na promoção da inclusão produtiva, na geração de renda para agricultores familiares e no combate à insegurança alimentar em Mato Grosso do Sul”, finaliza o secretário Artur Falcette. Marcelo Armôa, Semadesc
Bioparque celebra Semana do Meio Ambiente estimulando a preservação da biodiversidade
Em celebração à Semana Nacional do Meio Ambiente, o Bioparque Pantanal promove, entre os dias 1º e 6 de junho, uma programação especial que reforça a conscientização ambiental e a ciência. O cronograma inclui desde contações de histórias até demonstrações técnicas em um laboratório móvel, onde o público poderá observar larvas e alevinos de peixes reproduzidos no próprio complexo. Além das atividades interativas, o local recebe a intervenção “Nossos Gigantes” , uma parceria com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) que destaca, por meio de exposições, a preservação do tatu-canastra e do tamanduá-bandeira, duas das espécies mais emblemáticas e ameaçadas da nossa fauna. O Núcleo de Educação Ambiental do Bioparque Pantanal (NEA) promove atividades lúdico-pedagógicas que transformam o conhecimento em experiência. Neste mês de junho, o destaque fica para a contação de histórias protagonizada pelos “animais sentinelas” como as ariranhas, onças e jacarés. Os animais sentinelas são indicadores ambientais e encantam crianças e adultos enquanto ensinam sobre sua importância na biodiversidade Por meio de intervenções, experiências interativas e exposições, o público é convidado a mergulhar na riqueza da biodiversidade e a refletir sobre a preservação ambiental. O coordenador pedagógico NEA, Dilan Hugo, explica a importância dessa semana. “Essas datas trazem maior visibilidade à preservação da biodiversidade. Buscamos sempre promover atividades que toquem o lado emocional do visitante, despertando o senso de pertencimento. Ao compreenderem que fazem parte da natureza, as pessoas percebem que proteger o ecossistema é, acima de tudo, proteger o próprio futuro”. Outro destaque da semana Nacional do Meio Ambiente no Bioparque Pantanal é a exposição “Nossos Gigantes”, realizada em parceria com o ICAS, união que fortalece as ações de educação ambiental no complexo. Nesta semana, além de contemplar o circuito de aquários, o visitante poderá compreender a importância do tamanduá-bandeira e do tatu-canastra para os biomas brasileiros. A mostra ressalta medidas práticas de conservação, estratégias de mitigação de acidentes rodoviários com animais silvestres e o papel fundamental das parcerias com produtores de mel na preservação da fauna e da flora, e oferece uma experiência sensorial permitindo visualizar, de forma lúdica, o tamanho real das garras e unhas desses animais. A Diretora-Geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destaca que a união de esforços é o que faz do empreendimento um local de conhecimento e experiência. “A Semana Nacional do Meio Ambiente é um momento para reforçarmos o nosso compromisso com a vida. A parceria com o ICAS, é fundamental para conectarmos a ciência ao coração dos nossos visitantes, trazendo para dentro do Bioparque Pantanal o trabalho realizado em campo. Nosso objetivo diário é que cada escola, instituição e família que passa por aqui saia com um olhar transformado. Por meio das nossas ações educativas, buscamos plantar uma semente de responsabilidade e encanto, mostrando que o conhecimento é a ferramenta mais poderosa que temos para garantir a preservação dos nossos biomas e um futuro sustentável para todos.” Para o estudante Lucas Contrera, 15 anos, a visita foi uma experiência de aprendizado. “Foi uma experiência muito legal, porque aprendi de um jeito diferente sobre a importância dos animais para o equilíbrio da natureza. As atividades interativas fizeram eu perceber que pequenas atitudes no nosso dia a dia também ajudam a preservar o meio ambiente”. Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa
Agendão: arraiás, Feira Borogodó, Arraiá Ziriguidum, TorresmoFest e festivais culturais movimentam o feriado prolongado em MS
O feriado prolongado de Corpus Christi será recheado de atrações culturais, gastronômicas e tradicionais em Mato Grosso do Sul. A programação reúne festas juninas, festivais de música, espetáculos infantis, feiras de economia criativa e eventos gastronômicos que prometem movimentar Campo Grande e municípios do interior entre os dias 4 e 7 de junho. Entre os destaques da agenda está o Arraiá Ziriguidum, que celebra a força da cultura popular, dos encontros e da economia criativa, reunindo música, arte, gastronomia e brincadeiras típicas. A programação contará com shows de Raphael Vital, Forrozeá e Flor de Pequi, além de intervenções circenses da Cia Apoema. Outro grande atrativo que aconteceu ontem (04), foi o TorresmoFest – Edição Lendas do Rock, considerado o maior festival gastronômico do Brasil, que desembarca na Capital com pratos à base de carne suína, chopp artesanal e shows em homenagem a grandes nomes do rock nacional e internacional. Já no domingo (7), a Feira Borogodó realiza sua edição especial de dois anos, reunindo cerca de 300 expositores de gastronomia, artesanato, moda autoral, arte e economia criativa, consolidando-se como um dos principais eventos culturais da Capital. A programação cultural também inclui apresentações gratuitas no Sesc Teatro Prosa, com os shows “Pulsar Latino”, do Projeto Kzulo, além do espetáculo infantil “Caminhos”, estrelado pelo Palhaço Sequinho. Outro destaque é o show “Carlos Colman – 50 Anos de Música”, que celebra cinco décadas de trajetória de um dos principais nomes da música regional. As tradicionais festas juninas também ganham espaço em diferentes regiões da Capital. A programação inclui o Arraiá São Judas Tadeu, a Festa do Padroeiro da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, além dos arraiás da Pestalozzi e da Coopharádio. No interior, a agenda reúne a 47ª Festa Junina de Dourados e o Festival Etnocultural dos Ervais, em Ponta Porã, que celebra a diversidade cultural da fronteira com apresentações artísticas, gastronomia, artesanato e atividades educativas. Sexta-feira (5) Campo Grande Show Musical “Pulsar Latino”O Projeto Kzulo apresenta um espetáculo vibrante que mistura ritmos e referências latino-americanas. Horário: 19hLocal: Sesc Teatro ProsaEntrada: Gratuita, via Sympla Arraiá da PestalozziHorário: 17h às 22hLocal: Estacionamento do Comper ItanhangáEntrada: Gratuita Arraiá São Judas TadeuHorário: A partir das 19hLocal: Rua Fernando Augusto Corrêa da Costa, 58 – Jardim AméricaEntrada: Gratuita Festa do Padroeiro da Paróquia Sagrado Coração de JesusHorário: Após as missasLocal: Avenida Mato Grosso, 3280 – Santa FéEntrada: Gratuita Ponta Porã Festival Etnocultural dos ErvaisLocal: Praça Pedro ManvaillerEntrada: Gratuita Dourados 47ª Festa Junina de DouradosHorário: A partir das 15hLocal: Centro de Convenções Antônio TonnaniEntrada: Gratuita Sábado (6) Campo Grande Espetáculo “Caminhos”Horário: 16hLocal: Sesc Teatro ProsaEntrada: Gratuita, via Sympla Arraiá ZiriguidumA feira temática celebra a cultura popular com muita música, economia criativa, gastronomia e brincadeiras juninas. A programação contará com shows de Raphael Vital, Forrozeá e Flor de Pequi, além de intervenções circenses da Cia Apoema. O público também poderá participar de atividades como touro mecânico, pescaria infantil, pescaria para adultos, quadrilha improvisada e correio elegante. Horário: 16h às 22hLocal: Praça do Preto VelhoEntrada: Gratuita Carlos Colman – 50 Anos de MúsicaHorário: 20hLocal: Teatro Aracy Balabanian – Centro Cultural José Octávio GuizzoEntrada: Gratuita, mediante retirada pelo Sympla Arraiá Cultural da CoopharádioHorário: 17h às 22hLocal: Praça V – CoopharádioEntrada: Gratuita Arraiá São Judas TadeuHorário: A partir das 19hLocal: Rua Fernando Augusto Corrêa da Costa, 58 – Jardim AméricaEntrada: Gratuita Festa do Padroeiro da Paróquia Sagrado Coração de JesusHorário: Após as missasLocal: Avenida Mato Grosso, 3280 – Santa FéEntrada: Gratuita Ponta Porã Festival Etnocultural dos ErvaisLocal: Praça Pedro ManvaillerEntrada: Gratuita Dourados 47ª Festa Junina de DouradosHorário: A partir das 15hLocal: Centro de Convenções Antônio TonnaniEntrada: Gratuita Domingo (7) Campo Grande TorresmoFest – Edição Lendas do RockHorário: A partir das 12hLocal: Espaço Municipal de Cultura Vila MorenaEntrada: Gratuita Feira Borogodó – Edição Especial de 2 AnosA tradicional feira de economia criativa comemora dois anos reunindo cerca de 300 expositores de artesanato, gastronomia, moda autoral, arte e produtos criativos, além de atrações culturais e musicais. Horário: 9h às 16hLocal: Praça Coophafé – Rua das Garças, 3164 (próximo ao Via Park)Entrada: Gratuita Festa do Padroeiro da Paróquia Sagrado Coração de JesusHorário: Após as missasLocal: Avenida Mato Grosso, 3280 – Santa FéEntrada: Gratuita Dourados 47ª Festa Junina de DouradosHorário: A partir das 15hLocal: Centro de Convenções Antônio TonnaniEntrada: Gratuita
Zé Teixeira cobra segurança em trecho crítico da BR-163 e lazer em Dourados
A sintonia e o contato direto com as lideranças locais pautaram as recentes indicações do deputado estadual Zé Teixeira (PL) na Assembleia Legislativa. Com foco em garantir a segurança viária em Campo Grande e a criação de espaços de lazer em Dourados, as ações atendem às reivindicações dos moradores e buscam solucionar problemas que afetam a rotina da população nos dois municípios. Na Capital, o parlamentar solicitou a realização urgente de estudos técnicos para a implantação de medidas de segurança no Macroanel Rodoviário da BR-163, no trecho que dá acesso aos bairros Danúbio Azul e Estrela Dalva, pela Rua Acrópole. O pedido foi encaminhado à concessionária MS/Via e à Prefeitura de Campo Grande, motivado pelo alto índice de acidentes e pela sensação constante de insegurança relatada por trabalhadores e moradores. O fluxo intenso de veículos pesados e o crescimento populacional da região agravaram os riscos no cruzamento, exigindo intervenções imediatas como redutores de velocidade, melhoria na sinalização, instalação de semáforos ou dispositivos de travessia segura para preservar vidas e melhorar a mobilidade urbana. Em benefício a Dourados, Zé Teixeira cobrou em caráter reiterativo a construção de uma pista de caminhada em área pública localizada na Rua Gerônimo Marques de Mattos, no Parque Residencial Monte Carlo, onde fica o Grêmio Recreativo dos Correios. A indicação foi direcionada à Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica, com cópia à prefeitura local. A demanda, apresentada inicialmente pelas presidências do Grêmio Recreativo e da Associação de Moradores, visa suprir a ausência de espaços públicos de convivência na região. Com a estrutura, o objetivo é incentivar a prática de atividades físicas e proporcionar uma área adequada de lazer e bem-estar para as famílias, beneficiando principalmente crianças e idosos do bairro.
Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli
O juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, que em outubro de 2022 foi alvo de uma perseguição a mão armada pelas ruas de São Paulo por parte da então deputada federal Carla Zambelli. A medida foi determinada devido ao não pagamento de uma indenização por difamação a qual Araújo foi condenado. Ele foi considerado culpado por difamar Zambelli ao ter publicado após a perseguição um texto com críticas a Zambelli. No texto, Araújo afirmou, por exemplo, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”. Tal seita seria composta por “mercadores da morte”, escreveu o jornalista. Processado pela então parlamentar, Araújo foi absolvido do crime de injúria, mas acabou condenado ao pagamento de indenização por difamação. Em valores atuais, acrescido de multas e custas processuais, o valor não pago é de pouco mais de R$ 2,2 mil. “Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44, parágrafo 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, escreveu o magistrado responsável pelo caso, em decisão publicada em 1º de junho. Nota Diante da decisão do juiz José Fernando Steinberg, Luan Araújo publicou nota nas redes sociais, na qual considera “injusta” a condenação de pagamento de indenização por difamação, que prevê mais de R$ 2,2 mil acrescidos de multas e custas processuais. “Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na justiça por um texto que escrevi, onde a justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta”, disse. Araújo comparou a sua situação com a da ex-deputada federal que recentemente teve o pedido de extradição rejeitado pela justiça da Itália, país onde se instalou para fugir de condenação de prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por Danos Morais contra ela”, explicou. “Eu me considero uma pessoa espiritualizada, que confia que a justiça divina vai acontecer. Mas têm certas coisas que me deixam desesperançoso. Não vou deixar de lutar, mas tenho muito menos armas que ela. Só tenho minha escrita e minha vontade de ver a justiça sendo feita”, completou. Entenda Dias antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo se envolveram em um bate-boca que culminou com a então deputada sacando um revólver e perseguindo o jornalista pelas ruas da São Paulo e dentro de uma lanchonete. A ação foi gravada por transeuntes e o caso obteve grande repercussão nacional. Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Zambelli, contudo, já havia ido em julho para a Itália, para fugir da prisão para o cumprimento de uma pena anterior, de 10 anos de prisão, a qual foi sentenciada por ser a mentora de uma invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma. Agência Brasil
Brasil é eleito para integrar Conselho Econômico e Social da ONU
O Ministério das Relações Exteriores informou na noite desta quinta-feira (4) que o Brasil foi eleito para integrar o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC). O mandato será exercido entre 2027 e 2029. A eleição ocorreu na terça-feira (4). O Brasil recebeu 181 votos dos representantes dos países que integram a organização. Na avaliação da diplomacia brasileira, a eleição demonstra a importância do país no cenário internacional. “A eleição do Brasil reflete a importância atribuída ao papel estratégico que o país tem a desempenhar no ECOSOC, especialmente para a redução das desigualdades e a promoção da paz sustentável”, declarou o Itamaraty. O conselho, que é composto por 54 membros, é um dos principais órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem a tarefa de coordenar as agências especializadas das Nações Unidas, monitorando recomendações sobre os temas que envolvem comércio internacional, desenvolvimento, direitos humanos, condição da mulher, ciência e tecnologia, entre outros. As recomendações são conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Agência Brasil
Entra em vigor decisão dos EUA de considerar facções como terroristas
Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos (EUA), de classificar facções criminosas CV e PCC, do Brasil, como organizações terroristas, o que pode ter consequências econômicas e geopolíticas para o país. A medida havia sido anunciada no dia 28 de maio. O governo brasileiro criticou a decisão por considerar que ela abre margem para que Washington interfira nos assuntos internos com a desculpa do combate ao terrorismo. O Palácio do Planalto defende que o combate ao crime deve ocorrer por meio da cooperação internacional respeitando as soberanias dos Estados sobre os territórios. Para especialistas consultados pela Agência Brasil, a medida tenta limitar a soberania no Brasil e pode servir de pretexto para intervenções estrangeiras direitas contra o país. Governo e especialistas alegam ainda que a medida pode prejudicar a economia do país, com impactos sobre o turismo, investimentos, comércio exterior e sobre o sistema financeiro. O governo Trump tem designado cartéis mexicanos e organizações criminosas de países como Venezuela, Equador e Colômbia como terroristas. A Casa Branca ainda formou, em março deste ano, a coalizão chamada Escudo das Américas, reunindo governos alinhados ideologicamente à Washington para, em tese, combater o narcotráfico, mas também afastar a influência econômica de adversários geopolíticos da Casa Branca, como China e Rússia. O combate ao narcotráfico foi a justificativa usada para sequestrar o então presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, além de pressionar o México, o que vem sendo denunciado pela presidenta do país Claudia Sheinbaum como interferência estrangeiras em assuntos internos. Taxação Quatro dias após anunciar a classificação das facções do país como terroristas, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA publicou recomendação para a Casa Branca taxar importações do Brasil em 25% devido a supostas práticas comerciais desleais. O documento ainda critica o Pix brasileiro, que estaria prejudicando as empresas de pagamento estadunidense, como Visa, Mastercard e Whatsapp Pay. No dia seguinte ao ataque ao Pix, o governo Trump anunciou a intenção de taxar as importações de 60 países, incluindo o Brasil, em tarifas adicionais de 10% ou 12,5%, alegando falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. O governo brasileiro contestou as justificativas, alegando que elas servem para encobrir medidas protecionistas unilaterais. O Itamaraty aponta que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos nacionais transacionados no mercado global. Agência Brasil
Fachin autoriza AGU a defender Moraes em processo nos EUA
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a atuar em defesa do ministro Alexandre de Moraes em um processo movido contra ele nos Estados Unidos pelo grupo Trump Media e a plataforma Rumble. Na ação aberta em um tribunal federal do estado da Flórida, as empresas alegam que Moraes busca censurar cidadãos americanos com ordens de restrição e bloqueio de perfis na internet, ferindo assim a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O aval de Fachin para que a AGU atue no caso ocorre após Moraes ser notificado por e-mail a responder às acusações. Para o presidente do Supremo, o caso ultrapassa uma questão pessoal e representa uma ameaça à independência do próprio Judiciário. “O que está em questão, para além da figura individual de Ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional”, escreveu Fachin. O presidente do Supremo respondeu a uma consulta feita pela própria AGU, que se prontificou a atuar no caso representando a República Federativa do Brasil e o próprio Supremo. A base jurídica para a atuação encontra-se na lei brasileira, que não autoriza que magistrados sejam processados pessoalmente por decisões tomadas no exercício de suas funções. “Eis que fica cabalmente caracterizada” a hipótese de atuação na AGU de modo institucional no caso, escreveu Fachin. Nesta semana, Fachin esteve com a relatora especial das Nações Unidas para a Independência de Magistrados e Advogados, Margaret Satterthwaite, a quem reclamou de pressões externas com objetivo de constranger juízes brasileiros por causa de decisões judiciais tomadas no exercício regular de suas atividades. A rede social Rumble segue com o funcionamento suspenso no Brasil desde fevereiro de 2025, por decisão de Moraes confirmada pelo plenário, por descumprimento de ordens judiciais brasileiras.








