Ao final da Audiência Geral, desta quarta-feira (08/04), o Papa Leão XIV expressou sua “satisfação” com o anúncio feito na noite da última terça-feira, 07, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de estender o prazo do ultimato ao Irã por duas semanas. Isso ocorreu horas depois de Trump ter alertado sobre uma ação irreversível contra a República Islâmica, capaz de “aniquilar” toda uma civilização. Essas palavras deixaram o mundo em suspense e alarmaram o próprio Leão XIV, que, na noite de terça-feira, em frente à sua residência em Castel Gandolfo, falou de uma “ameaça inaceitável”. Ao mesmo tempo, o Papa exortou a todos a rezarem e a tentarem se comunicar com membros do Congresso e autoridades para dizer: “Não queremos guerra, queremos paz”. Diálogo e negociação Eis que essa paz — que ainda parece uma miragem —, com o anúncio da trégua (da qual o Líbano permanece excluído), parece dar um tímido passo à frente, enquanto ainda está em fase de definição um acordo de longo prazo entre os EUA e o Irã, levando em conta as diferentes condições para o Estreito de Ormuz. Leão XIV acolhe, entretanto, “com satisfação” as duas semanas de cessar-fogo, que chegam após “as últimas horas de grande tensão para o Oriente Médio e para o mundo inteiro”. São “um sinal de viva esperança”, afirma o Pontífice diante dos milhares de peregrinos reunidos numa Praça São Pedro lotada e ensolarada. “”Somente através do retorno às negociações poderemos alcançar o fim da guerra. Exorto-os a acompanhar este período de delicado trabalho diplomático com a oração, na esperança de que a disponibilidade a dialogar possa se tornar o instrumento para a resolução de outros conflitos no mundo.”” Convite para a Vigília pela Paz em 11 de abril A esperança do Papa é, portanto, estabelecer um mecanismo — o do diálogo, como ele sempre defendeu — que possa servir de modelo para outras guerras que dilaceram o mundo. Por fim, Leão XIV convida mais uma vez os fiéis e não só para a Vigília de Oração pela Paz, evento anunciado no Domingo de Páscoa da sacada central da basílica de São Pedro durante a mensagem Urbi et Orbi. Este evento — na sequência de muitos outros semelhantes convocados pelo Papa Francisco ao longo dos anos — se realiza depois do de 11 de outubro de 2025, quando o Pontífice estadunidense presidiu um momento de oração e reflexão na Praça São Pedro para implorar a paz para o mundo. “Reitero o convite a todos para se unirem a mim na vigília de oração pela paz que celebraremos aqui na Basílica de São Pedro no sábado, 11 de abril.” Vatican News
Especialistas responsabilizam distribuidoras e revendedoras pela alta nos preços dos combustíveis
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, especialistas convidados disseram que os preços da gasolina e do diesel para o consumidor têm aumentado por causa das distribuidoras e revendedoras de combustíveis. Segundo representante da Petrobras, os preços da empresa vêm se mantendo apesar da guerra no Oriente Médio. A parcela de impostos também estaria mantendo o mesmo valor no preço final. O debate foi promovido pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Fiscalização Financeira e Controle. Gerente executivo da Petrobras, Daniel Correa disse que o preço da gasolina vendido pela empresa não aumenta há 637 dias. Ele explicou que, do preço atual de R$ 6,78, apenas R$ 1,80 é custo da Petrobras. Aumento nas refinariasEspecialista do setor, Deyvid Bacelar disse que as refinarias que foram privatizadas têm aumentado o preço. Ele afirmou que, na Bahia, por exemplo, o diesel já está em R$ 8,18 o litro. “Temos aproveitadores, oportunistas, que estão se aproveitando da guerra, da morte de pessoas, para ganharem muito dinheiro nas costas do consumidor brasileiro. E aqui estamos falando das distribuidoras de combustíveis e de revendedoras no Brasil.” FiscalizaçãoO secretário nacional do consumidor, Ricardo Morishita, disse que, desde o dia 9 de março, os Procons, apoiados pela secretaria, fiscalizaram 6.623 postos e emitiram 4.170 notificações. No caso das distribuidoras, foram 329 notificações. Diretor da Agência Nacional do Petróleo, Artur Watt pediu aos deputados que aprovem o projeto que corrige o valor das multas da agência (PL 399/25) e o que permite aos fiscais terem acesso às notas fiscais do setor (PLP 109/25). Artur disse que a agência tem feito um monitoramento constante para evitar a falta de combustíveis. Ele informou que quase 30% do diesel é importado e que os preços internacionais subiram mais de 80%. Cloviomar Pereira, do Dieese, acrescentou que o país produz quase 5 milhões de barris por dia e consome o equivalente à metade disso, mas precisa importar derivados porque falta capacidade de refino. PropostasPara o deputado Bohn Gass (PT-RS), é preciso reestatizar a distribuição de combustíveis porque o cenário de instabilidade deve continuar. “Uma reestatização vai regular preço, vai voltar do poço ao posto, o sistema todo verticalizado. Essa estrutura é que nós precisamos fazer.” O deputado Paulão (PT-AL), um dos autores do requerimento para realização do debate, disse que vai apresentar projeto para elevar as multas máximas previstas no Código de Defesa do Consumidor. Por causa dos efeitos da guerra, o governo anunciou na segunda-feira (6) a edição de uma medida provisória para criar novos subsídios para o diesel, o biodiesel, o gás liquefeito de petróleo e o querosene de aviação. Também foi anunciado o envio de um projeto de lei que prevê prisão de 2 a 5 anos para quem praticar abuso de preços de combustíveis em situações de crise. Fonte: Agência Câmara de Notícias
Delegado-Geral recebe representantes da Força Nacional para alinhar ações conjuntas contra o crime na região do Cone Sul do Estado
O Delegado-Geral da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, Lupérsio Degerone Lúcio, recebeu nesta terça-feira (7) representantes da Força Nacional de Segurança Pública para tratar do planejamento de ações integradas a serem desenvolvidas na região do Cone Sul do Estado, especialmente na Região da Grande Dourados. A reunião contou com a participação do coordenador-geral de Polícia Judiciária e Científica da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP) – delegado Pedro Felipi Cruz Cardoso de Andrade; do chefe da Polícia Técnico-Científica da DFNSP – José Ferreira da Silva Júnior; do assessor da coordenação-geral das Polícias Judiciária e Científica da DFNSP – Adelzirio Moreira Maciel Neto; além dos investigadores Valmir J. de Souza (PC/MT), Abner F. D. Costa (PC/MS) e Laercio F. Graciano (PC/PR). Durante o encontro, foram discutidas estratégias de atuação conjunta, considerando a presença da Força Nacional em Dourados, onde equipes da Polícia Judiciária e da Perícia atuam em apoio à Polícia Federal em investigações relacionadas a crimes na região de fronteira e em comunidades indígenas.A integração com a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), visa fortalecer o enfrentamento à criminalidade na região, ampliando a cooperação entre as forças de segurança. A atuação da Força Nacional no Estado ocorre conforme previsto na Portaria nº 1.045/2025, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que autoriza o emprego da corporação em apoio às forças federais na faixa de fronteira e em áreas indígenas.
Inspetor Cabral cobra avanço de projeto sobre mobilidade elétrica em Dourados
Durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Dourados, realizada nesta segunda-feira (6), o vereador Inspetor Cabral (PSD) voltou a chamar atenção para a necessidade urgente de regulamentação do uso de ciclomotores, bicicletas elétricas e demais equipamentos de mobilidade individual no município. No discurso, o parlamentar destacou que os municípios brasileiros tiveram prazo até o último dia 31 de dezembro para estabelecer regras claras sobre o uso desses veículos, diante do crescimento acelerado dessa modalidade de transporte nas cidades. “Não se trata de uma escolha, mas de uma necessidade para garantir organização e segurança no trânsito”, afirmou. Como exemplo, Cabral citou o avanço do Rio de Janeiro, que já implementou regulamentação específica para ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes. As medidas incluem definição de limites de velocidade, exigência de equipamentos de proteção e diretrizes para ações educativas e de fiscalização, sempre fundamentadas em princípios constitucionais como o direito à vida e à segurança. O vereador reforçou que Dourados não está começando do zero. Em novembro de 2025, ele apresentou um projeto de lei na Casa que trata exatamente dessa regulamentação, abordando pontos como circulação, cadastro, segurança e fiscalização. A proposta foi construída em conjunto com forças de segurança, órgãos fiscalizadores e a OAB/MS 4ª Subseção de Dourados e Itaporã. Apesar disso, o projeto segue parado na Câmara, o que, segundo Cabral, preocupa diante do aumento da circulação desses veículos sem regras definidas. “O problema não está nos veículos. Eles são uma realidade, são acessíveis, sustentáveis e vieram para ficar. O verdadeiro problema é a ausência de regulamentação”, pontuou. O parlamentar alertou que a falta de normas claras compromete a convivência entre pedestres, ciclistas, motoristas e usuários desses equipamentos, elevando o risco de acidentes e colocando vidas em perigo. Para Cabral, o debate precisa ser tratado com responsabilidade. “Não estamos falando em proibir ou punir, mas em regulamentar para proteger. Garantir que todos possam usar o espaço público com segurança, responsabilidade e respeito”, completou.
Programa Centelha 3: encontros em 10 cidades ajudam a transformar ideias em negócios
O programa de fomento a ideias inovadoras, Centelha 3, inicia uma série de ações no interior de Mato Grosso do Sul para ampliar o alcance do edital e mobilizar a inscrição de participantes. A agenda inclui encontros para divulgação de informações sobre o programa e orientações práticas para quem deseja transformar ideias inovadoras em negócios. As atividades começam no dia 8 de abril, em Três Lagoas, e seguem por Chapadão do Sul, Aquidauana, Ponta Porã, Dourados, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina e Corumbá. A proposta é fortalecer o ecossistema de inovação local e incentivar a participação de empreendedores, pesquisadores, estudantes e interessados em desenvolver soluções tecnológicas. Durante os encontros, serão apresentadas as principais informações do edital, incluindo critérios de participação, etapas do processo seletivo e orientações sobre como submeter propostas. A programação também inclui momentos de tira-dúvidas, atividades de ideação e apoio direto dos parceiros do programa, que estarão disponíveis para auxiliar os participantes na estruturação das ideias. O Programa Centelha 3 prevê a seleção de até 47 propostas, com investimento total de R$ 6,5 milhões. Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica, além de até R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico e extensão inovadora, concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), totalizando até R$ 139,6 mil por iniciativa. Podem participar pessoas físicas com ideias inovadoras, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência. As inscrições seguem abertas até 11 de maio de 2026 e devem ser realizadas no endereço ms.programacentelha.com.br. A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI. Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com a parceria de Sebrae MS, Senai-Fiems, Fecomércio-Senac, Ecossistema de Inovação e o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS). Confira a agenda das oficinas “Como submeter sua proposta ao Programa Centelha 3”: Comunicação Fundect
Mais de mil pares de tênis falsificados são apreendidos pelo Procon em Campo Grande
Denúncias levaram à apreensão de mais de mil pares de tênis com indícios de falsificação, na terça-feira (7), em Campo Grande. A loja, localizada na área central, teve a atividade comercial suspensa temporariamente pelos fiscais do Procon Mato Grosso do Sul. Entre as irregularidades identificadas estão o alvará de localização e funcionamento vencido, a venda de tênis sem a devida nota fiscal de origem, com ausência de informações obrigatórias, como numeração e identificação do fabricante, além de indícios de falsificação, considerando que tais produtos imitam marcas originais de calçados e induzem o consumidor ao erro. Ao todo foram apreendidos 1.232 pares de tênis, entre adultos e infantis. A ação teve por objetivo proteger a vida, saúde e segurança dos consumidores contra os riscos de produtos considerados nocivos, conforme prevê o CDC (Código de Defesa do Consumidor). Todos os itens apreendidos serão encaminhados à Receita Federal. A empresa terá ainda 20 dias para apresentar sua defesa junto ao Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos). Como denunciar Para o registro de uma denúncia, o consumidor pode recorrer ao telefone 151, aplicativo MS Digital ou ao site www.procon.ms.gov.br. O processo permite o anonimato, contudo é sempre necessário informar o endereço do local denunciado e, quando possível, enviar fotos e vídeos que comprovem sua denúncia. Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá
O Governo de Mato Grosso do Sul dará início a uma nova etapa de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, com investimento de R$ 11.727.912,21. A obra será executada pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A intervenção prevê a recuperação completa dos elementos estruturais da ponte, com correção de patologias e falhas construtivas identificadas ao longo do tempo. O objetivo é garantir mais segurança, durabilidade e confiabilidade a uma das principais ligações de acesso ao município e à região pantaneira. Nesta etapa, serão realizados serviços técnicos especializados para reforço e reabilitação da estrutura. Durante a execução, o tráfego funcionará em sistema de pare e siga em tempo integral, com apoio de plataformas metálicas para passagem de veículos. Após a emissão da Ordem de Início de Serviço (OIS) e a instalação do canteiro de obras, estão previstas interdições programadas a cada 21 dias, preferencialmente aos finais de semana e no período noturno, para reduzir impactos aos usuários. O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, destacou a importância da obra para a região. “Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada. Essa ponte é estratégica para Corumbá e para todo o Pantanal, e nosso compromisso é garantir segurança e durabilidade para quem depende dela diariamente”, afirmou. A ponte já havia passado por uma intervenção anterior (vide fotos acima) promovida pelo Governo do Estado, com a execução de reparos emergenciais. Na ocasião, foram utilizadas técnicas especializadas, incluindo o trabalho de alpinistas para acesso a pontos elevados e de difícil alcance, permitindo a estabilização inicial da estrutura. Com a nova etapa, o Estado consolida uma solução definitiva para a ponte, reforçando a infraestrutura logística em um dos principais corredores de integração regional, fundamental para o escoamento da produção, o turismo e a mobilidade da população pantaneira. Luciana Bomfim, Comunicação Seilog
Aldeias de Dourados recebem reforço no atendimento em meio à emergência por chikungunya
A resposta à emergência em saúde pública provocada pelo avanço da chikungunya em Dourados tem mobilizado uma força-tarefa integrada entre a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde). Há 19 dias no município, as equipes atuam tanto no atendimento direto à população quanto na reorganização da rede assistencial, com foco especial nas comunidades indígenas. Na terça-feira (7), a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, recebeu o diretor-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, e sua equipe para dar continuidade no alinhamento das ações. Desde o decreto de emergência, o trabalho tem sido estruturado em duas frentes principais. A primeira é o reforço na linha de frente, com atendimento à população aldeada da Reserva de Dourados, que abrange as aldeias Jaguapiru e Bororó, além de comunidades indígenas em áreas de retomada. Ao todo, quatro unidades básicas de saúde concentram a cobertura assistencial nessas localidades. A segunda frente envolve a reorganização dos processos de atendimento e a qualificação dos profissionais de saúde. A estratégia inclui o treinamento de equipes médicas que atuam tanto nos hospitais do SUS quanto na rede suplementar, ampliando a capacidade de diagnóstico e manejo clínico da chikungunya, considerada uma doença ainda recente na região. O plano de contingência adotado prioriza a identificação precoce de casos graves, o manejo adequado da dor, um dos principais sintomas da doença, e a regulação dos pacientes para leitos hospitalares, quando necessário. Os encaminhamentos são realizados para unidades de referência, como o Hospital Universitário e o Hospital Regional de Dourados, garantindo assistência conforme a gravidade de cada caso. De forma integrada às ações assistenciais, o enfrentamento à doença também inclui medidas de controle vetorial. Em articulação com a Defesa Civil estadual e a Marinha do Brasil, estão sendo realizadas a instalação de telas em caixas d’água, aplicação de inseticidas químicos e biológicos, que não comprometem a potabilidade da água, além de limpeza de terrenos e borrifação no entorno das residências, com o objetivo de reduzir a proliferação do mosquito transmissor. A atuação integrada entre os entes federal, estadual e municipal tem sido apontada como fundamental para conter o avanço da doença. A presença simultânea da Força Nacional do SUS e o apoio logístico e assistencial da SES reforçam a capacidade de resposta do sistema de saúde diante de um cenário considerado atípico pela elevada circulação do vírus. A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, destaca que a união entre as instituições tem sido decisiva para fortalecer a assistência à população. “Estamos atuando de forma integrada com a Força Nacional do SUS e o município de Dourados para garantir uma resposta rápida e eficaz. Esse trabalho conjunto permite não apenas ampliar o atendimento durante a emergência, mas também qualificar a rede de saúde para o manejo adequado da chikungunya, especialmente nas áreas mais vulneráveis, como as comunidades indígenas”, afirma. A superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro, reforça que o foco da assistência já começa a avançar para além da fase aguda da doença. “Estamos acompanhando uma redução dos casos nas aldeias e, neste momento, nosso olhar também se volta para a fase crônica da chikungunya. Isso envolve garantir o seguimento adequado dos pacientes, com manejo da dor e reabilitação, especialmente com o apoio da fisioterapia, além de manter a organização da rede para evitar agravamentos”, explica. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, destaca a importância da qualificação das equipes e da organização dos fluxos assistenciais. “Temos trabalhado na capacitação contínua dos profissionais e na estruturação dos fluxos de atendimento, desde a atenção básica até os leitos hospitalares. Isso garante mais agilidade no diagnóstico, melhor condução dos casos e segurança para o paciente, além de deixar um legado importante para o enfrentamento de outras arboviroses”, pontua. O diretor-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, também ressalta a importância da atuação conjunta. “Quando enfrentamos uma emergência em saúde pública, é fundamental atuar de forma interfederativa. O que está acontecendo aqui no Mato Grosso do Sulvem demonstrando que o governo federal, o governo do estado e o governo municipal têm somado esforços para superar essa emergência, cuja positividade do vírus é algo que nunca vimos no Brasil. Todo o apoio do governo do estado, seja por meio da Secretaria de Estado de Saúde, que chegou em tempo oportuno ao território, seja pela atuação da Defesa Civil, demonstra que essa união está voltada à proteção da população de Mato Grosso do Sul”, pontua. Com as ações em andamento, a expectativa é não apenas ampliar o atendimento durante o período emergencial, mas também deixar como legado uma rede mais preparada para o enfrentamento de arboviroses, com profissionais capacitados e fluxos assistenciais mais eficientes. Kamilla Ratier e André Lima, Comunicação SES
Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã. “Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais. “Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump. Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”. Irã O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças. A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas. “Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes”, diz a nota do ministro iraniano. Ameaça Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã. Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta. Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares. Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade. Agência Brasil * Com informações da Reuters







