A Polícia Federal atuou, no âmbito de ação conjunta realizada com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO/MS) e com a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcoticos (FELCN) da Bolívia, na localização e na prisão, nesse domingo (2/8), na região de fronteira Brasil/Bolívia, de Neno Razuk, que foi detido pela polícia boliviana por ingresso e permanência irregulares no país e entregue às autoridades brasileiras na fronteira. Levado para a PF (Polícia Federal) em Corumbá, ele tinha mandado de prisão preventiva em aberto desde 8 de julho. O ex-parlamentar também já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, em outro processo decorrente da Operação Successione.
Com a captura de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, todos os herdeiros da família envolvidos na Operação Successione passaram a estar presos. Os irmãos Jorge e Rafael estão presos desde novembro de 2025, no âmbito da investigação sobre a exploração do jogo do bicho. O pai, Roberto Razuk, também foi detido, mas cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde.
A prisão preventiva de Neno foi decretada pelo juiz José Henrique Káster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, depois que Razuk perdeu o mandato de deputado estadual, em maio, e deixou de ter foro privilegiado. A ordem foi expedida em uma ação diferente daquela em que ele já foi condenado.
