A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma realidade concreta no mundo dos negócios.
No entanto, segundo o especialista George Westerman, do MIT Sloan School of Management, o verdadeiro desafio não está na tecnologia em si, mas na capacidade das empresas de repensarem seus modelos de operação.
A declaração foi feita em entrevista ao CNN Cast, durante o Universo TOTVS, evento anual de tecnologia e negócios promovido pela TOTVS. Westerman destacou que a IA não gera valor por si só — ela permite que as empresas façam negócios de forma diferente, e é essa transformação que representa o maior obstáculo.
Tarefas rotineiras em xeque
Westerman explicou que, historicamente, a tecnologia sempre foi capaz de substituir tarefas repetitivas.
Com a IA, esse processo se acelera e alcança atividades que antes se acreditava serem exclusivamente humanas, como escrever e conversar com pessoas.
Para ele, quem ainda executa tarefas rotineiras deve buscar formas de se afastar delas, pois os computadores aprenderão a realizá-las rapidamente.
Sobre quais habilidades humanas permanecerão relevantes, o especialista foi cauteloso.
Ele mencionou que criatividade, relacionamento interpessoal e pensamento fora do padrão são competências que se espera continuarem tendo valor, mas reconheceu a incerteza:
“Ainda não sabemos exatamente o que restará depois que a IA assumir o controle”, afirmou.
O verdadeiro desafio é o modelo de negócios
Para Westerman, a parte mais difícil da adoção da IA não é a tecnologia em si.
“A IA não é a parte difícil, a parte difícil é pensar como você negocia”, disse.
Isso inclui repensar a forma como as empresas vendem para seus clientes e como desenvolvem produtos.
A IA, segundo ele, viabiliza essas mudanças, mas a liderança e a iniciativa para conduzir as transformações ainda precisam vir das próprias organizações.
CNN Brasil
Imagem: Reprodução/CNN
