O Ministério Público apresentou uma denúncia contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por suposta
apropriação indébita. Segundo a acusação, o dirigente teria utilizado recursos do clube para custear serviços de segurança pessoal e de seus familiares.
De acordo com a denúncia, os pagamentos foram destinados à Bear Security, empresa contratada para realizar a proteção de Stabile e de pessoas próximas ao presidente do Corinthians.
A investigação teve início após um inquérito ser instaurado a partir de alertas feitos por associados do clube. Desde então, o Ministério Público reuniu documentos e outros elementos relacionados à contratação dos serviços.
Entre as evidências apresentadas pelo promotor Cassio Conserino estão documentos fiscais referentes aos pagamentos realizados à empresa de segurança. A investigação também reúne declarações do próprio Osmar Stabile, nas quais o dirigente teria confirmado a utilização de um serviço de “segurança VIP”.
Além dos documentos, o Ministério Público aponta a existência de imagens e registros dos agentes da empresa acompanhando familiares do presidente do Corinthians em compromissos particulares.
A denúncia também cita indícios de que a Bear Security estaria operando sem o devido registro na Polícia Federal. A situação da empresa integra os elementos apresentados pelo Ministério Público no caso.
Diante das suspeitas, o promotor solicitou à Justiça o bloqueio de bens de Osmar Stabile no valor de R$ 721 mil entre julho de 2025 e agosto de 2026.
Lance
Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress
