Argentina e Inglaterra disputam nesta quarta-feira semifinal da Copa do Mundo

José Ricardo

As seleções de Argentina e Inglaterra chegam praticamente com força total para o duelo desta quarta-feira (15), em Atlanta Estados Unidos), que vai definir o segundo finalista da Copa do Mundo de 2026. Com os cartões amarelos sendo zerados após a fase de quartas de final, todos os atletas pendurados de ambas as equipes escaparam ilesos e estão à disposição para o jogo.Argentina e Inglaterra disputam nesta quarta-feira semifinal da Copa do MundoArgentina e Inglaterra disputam nesta quarta-feira semifinal da Copa do Mundo

A exceção é um atleta que, na verdade, não estava pendurado: o zagueiro inglês Jarell Quansah cumprirá suspensão pela expulsão na partida contra o México, ainda nas oitavas de final. Ele acabou recebendo dois jogos como punição (um a mais do que a tradicional suspensão automática) e não poderá defender a equipe comandada pelo alemão Thomas Tuchel. 

Após bater na trave em 1990 e 2018, a Inglaterra está novamente a um passo de jogar sua segunda final de Copa do Mundo da FIFA™, embora tenha pela frente sua grande rival e atual campeã, a Argentina.

A Inglaterra começou sua campanha nesta copa com o pé direito, vencendo a Croácia por 4 a 2 em um jogo bastante agitado pela primeira rodada do Grupo L. Na sequência, a equipe empatou em 0 a 0 com Gana — em uma partida de ritmo mais lento — antes de garantir a classificação em primeiro lugar ao vencer o Panamá por 2 a 0.

Os comandados de Thomas Tuchel demonstraram enorme resiliência ao virar o placar contra a República Democrática do Congo na fase de 16-avos de final e, depois, precisaram de muita garra jogando com um homem a menos para superar o México, um dos anfitriões, nas oitavas de final. Os “Three Lions” exibiram a mesma força nas quartas de final, virando o placar para vencer a Noruega por 2 a 1, graças a mais dois gols de Jude Bellingham.

Lionel Messi deu o tom de um torneio incrível e repleto de recordes ao iniciar a defesa do título pela Argentina com uma vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, marcando um hat-trick que o igualou como o maior artilheiro da história da Copa do Mundo. Ele logo assumiu a liderança isolada dessa marca com mais gols nas vitórias sobre Áustria e Jordânia, além de balançar as redes em dois jogos eletrizantes — ambos vencidos por 3 a 2 — contra Cabo Verde, na fase de 16-avos de final após a prorrogação, e na virada sobre o Egito, nas oitavas de final. A equipe de Lionel Scaloni precisou novamente de 120 minutos para chegar a esta semifinal, com Julián Álvarez e Lautaro Martínez marcando na prorrogação para garantir o triunfo por 3 a 1 sobre a Suíça nas quartas de final.

A Inglaterra chega às semifinais pela segunda vez nas últimas três edições da Copa do Mundo, após ter perdido por 2 a 1 para a Croácia na prorrogação em 2018, na Rússia. Esse revés sucedeu uma decepção semelhante na semi de 1990, quando a equipe britânica foi derrotada nos pênaltis pela Alemanha Ocidental. Harry Kane também era o capitão na derrota para a Croácia em 2018 e, após terminar aquele torneio como artilheiro, o jogador do Bayern de Munique figura novamente entre os principais candidatos à Chuteira de Ouro adidas.

No entanto, a equipe de Tuchel está longe de depender de um único jogador; Kane tem recebido um apoio valioso no setor ofensivo de Bellingham, que é igualmente prolífico. Ambos os jogadores somam seis gols em igual número de partidas — essa é a primeira vez que uma seleção conta com dois jogadores que marcaram meia dúzia de gols em uma mesma Copa do Mundo, aliás. Marcus Rashford é o único outro jogador ter balançado a rede até o momento, embora Anthony Gordon e Bukayo Saka representem uma grande ameaça ofensiva e tenham contribuído com três assistências cada.

A Argentina, tricampeã mundial, busca se tornar a primeira seleção a conquistar o bicampeonato consecutivo desde o Brasil em 1962, chegando às semifinais pela sexta vez. A Albiceleste ostenta um aproveitamento de 100% nesta fase, tendo avançado para a final em todas as suas cinco participações anteriores. Messi também desempenhou um papel fundamental nas duas últimas semifinais da equipe: converteu a primeira cobrança de pênalti na vitória sobre a Holanda em 2014 e abriu o placar em cobrança de pênalti na vitória por 3 a 0 sobre a Croácia, quatro anos atrás.

O maior artilheiro da história da Copa do Mundo voltou a ser a referência do ataque argentino na América do Norte, mas foi um esforço coletivo que levou a equipe às portas de fazer história. Outros sete jogadores deixaram sua marca no placar, enquanto mais oito contribuíram com assistências. Na defesa, a dupla de zaga formada por Cristian Romero e Lisandro Martínez manteve sua combatividade habitual e, como se não bastasse, ainda fizeram gols importantes nos mata-matas.

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