Acordo EUA-Irã prevê fim da guerra, mas funcionamento é incerto

José Ricardo

Autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um acordo para pôr fim ao conflito iniciado em fevereiro deste ano. Até o momento, entretanto, ainda há muitas dúvidas sobre como esse pacto irá caminhar. Empresas de transporte marítimo afirmam que pode levar semanas para que a confiança seja restaurada após a reabertura do Estreito de Ormuz, e questões fundamentais continuam sem resposta.Acordo EUA-Irã prevê fim da guerra, mas funcionamento é incertoAcordo EUA-Irã prevê fim da guerra, mas funcionamento é incerto

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o acordo para interromper o conflito entre os EUA e o Irã está “fechado” e avançando para uma segunda fase. Os detalhes ainda não foram divulgados e os dois países afirmam que uma trégua permanente ainda precisa ser negociada.

Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, escreveu ontem nas redes sociais que o acordo provisório era um “passo importante” para interromper os combates, mas observou que o acordo final para uma trégua duradoura “ainda não tomou forma”.

O acordo provisório prorrogaria por mais 60 dias o frágil cessar-fogo anunciado em abril e reabriria o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou desde que EUA e Israel atacaram o país em fevereiro.

Os negociadores abordariam questões difíceis, como o futuro do programa nuclear do Irã, durante a próxima fase das negociações, que, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, teria início na Suíça na sexta-feira (19), após a assinatura formal do acordo-quadro.

Mais duas questões que Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, usaram para justificar a guerra — acabar com o apoio do Irã a grupos armados regionais e conter seu programa de mísseis — não devem constar na agenda dessas negociações.

O vice-presidente norte-americano JD Vance e o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, devem comparecer à assinatura formal na sexta-feira (19), em Genebra.

Acordo final 

Os preços do petróleo caíram para novas mínimas de três meses nesta terça-feira, um dia depois de despencarem quase 5% após a notícia do acordo, embora autoridades do setor afirmem que a produção de petróleo e gás do Oriente Médio levará meses para se recuperar totalmente.

Vance disse à CNN que o memorando assinado é um “documento muito geral”. Os detalhes seriam divulgados nos próximos dois dias, segundo autoridades norte-americanas.

Os dois lados ainda enfrentam pressões após um conflito que matou pelo menos 7 mil pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e abalou os mercados globais de energia.

O acordo expõe Trump a críticas dentro de seu próprio partido, enquanto os líderes do Irã podem enfrentar o risco de novos protestos se não conseguirem aliviar as pressões econômicas após uma guerra destrutiva.

Recentes

  • All Posts
  • Brasil
  • Cultura & Entretenimento
  • Esportes
  • Mato Grosso Do Sul
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • Tecnologia & Ciência
  • Turismo
    •   Back
    • América Latina
    • Estados Unidos
    • Europa
    • Ásia
    • Oriente Médio
    • África
    • Oceania
    • Vaticano
    •   Back
    • Dourados
    • Polícia
    • Política do MS
    • Regiões do MS
    • Agronegócio
    • Saúde no MS
    • Economia do MS
    •   Back
    • Futebol
    • Basquete
    • Vôlei
    • Automobilismo
    • Lutas
    • E-Sports
    • Esportes no MS
    • Outros Esportes
    •   Back
    • Bem-Estar Ambiental
    • Clima e Natureza
    •   Back
    • Música & Shows
    • Programação Cultural
    • Cinema, TV & Streaming
    • Famosos
    •   Back
    • Natureza & Aventura
    • Destinos no Brasil
    • Gastronomia
    • Turismo em Foco
    •   Back
    • Educação
    • Saúde
    • Segurança Pública
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    •   Back
    • Inteligência Artificial
    • Inovação
    • Pesquisa e Ciência
    • Tecnologia e Sociedade

© 2026 Folha do MS. Todos os direitos reservados.