Na tarde dessa quarta-feira (27), agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sergipe resgataram uma mulher de 46 anos em situação de risco na BR-101, em Umbaúba (SE). A equipe foi informada por um familiar do desaparecimento de uma mulher, no dia anterior, em Itaporanga d’Ajuda, a 70 km, e em menos de uma hora localizou a senhora, desorientada, às margens da BR. Ela foi levada em segurança até uma equipe do Samu que aguardava no posto da PRF de Cristinápolis. Depois de receber os primeiros socorros, ela foi entregue à família.
O resgate da mulher desaparecida em Sergipe ocorreu no mesmo dia em que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD). A ferramenta reúne e permite o compartilhamento de informações que possibilitem às instituições públicas e à sociedade encontrar os desaparecidos. O sistema é abastecido com dados fornecidos pela Polícia Civil e, atualmente, tem mais de 86 mil registros.
A abordagem de pessoas circulando a pé por rodovias federais está no foco da política de Direitos Humanos da PRF, assim como o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes. Nestas ocasiões, a PRF verifica se a pessoa está em situação de vulnerabilidade, se consta como desaparecido ou se possui registro criminal em aberto. Para auxiliar o trabalho dos policiais que estão na atividade-fim, a PRF criou em 2022 o sistema Sinal Desaparecidos, em que qualquer pessoa pode fazer o registro de pessoas sumidas.
Celeridade é fundamental – Para comunicar um desaparecimento, basta acessar o site https://desaparecidos.prf.gov.br e preencher um formulário eletrônico, onde o comunicante deve informar nome completo, documento de identificação, telefone, e-mail e endereço fixo, com município. Em seguida, o notificante deve fornecer o nome do desaparecido e local do desaparecimento e acrescentar o máximo de informação possível sobre a pessoa, como apelido; se criança, adolescente, adulto ou idoso; telefone; CPF; se estava em algum veículo e, em caso positivo, tipo do veículo; fotos da pessoa desaparecida e demais observações que considerar pertinente.
Feito o registro, a PRF emite um alarme para o efetivo, num raio de 500 km do local do desaparecimento, para ciência dos policiais e para dar celeridade no processo de busca pelo desaparecido. Desde que entrou em operação, o Sinal soma 7.447 registros e 165 pessoas encontradas. A PRF reforça que as primeiras horas após o desaparecimento são fundamentais para a localização da pessoa, que o registro no sistema Sinal não substitui o registro de Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e que o comunicante informe as instituições quando o desaparecido for localizado.
Fonte de consulta – Depois de criado, o registro fica armazenado num banco de dados e é compartilhado com os sistemas utilizados pela PRF em suas atividades rotineiras. Dessa forma, mesmo em casos de desaparecimentos antigos, é possível que, durante uma abordagem policial, o agente da PRF constate que a pessoa em questão se trata de uma pessoa desaparecida.