Trump Pressiona Rússia com Ameaça de Tarifas de 100% para Garantir Cessar-Fogo na Ucrânia

Gustavo De Oliveira

Em 14 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma medida contundente para pressionar a Rússia a negociar um cessar-fogo na Ucrânia, ameaçando impor tarifas de 100% sobre países que mantiverem comércio com Moscou, caso um acordo de paz não seja alcançado em 50 dias. Durante uma reunião no Salão Oval com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Trump expressou frustração com o presidente russo Vladimir Putin, declarando: “Estamos muito, muito infelizes com a Rússia. Se não houver um acordo em 50 dias, aplicaremos tarifas severas de 100%, chamadas de tarifas secundárias”. A iniciativa, que também visa países do BRICS, como o Brasil, que importam petróleo e fertilizantes russos, reflete a determinação de Trump em usar o poder econômico dos EUA para forçar uma resolução do conflito e proteger os interesses ocidentais.

A ameaça de tarifas secundárias é uma estratégia ousada para isolar economicamente a Rússia, cuja receita depende fortemente de exportações de combustíveis fósseis, que representam cerca de 60% de suas exportações totais, segundo o Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo. Trump, ao lado de Rutte, também anunciou o envio de equipamentos militares avançados, incluindo sistemas de mísseis Patriot, para a Ucrânia, financiados por aliados da OTAN. “Vamos enviar armas de ponta, e os países da OTAN pagarão por isso”, afirmou, destacando que os EUA não arcarão diretamente com os custos. A medida reforça o compromisso de Trump em fortalecer a defesa ucraniana enquanto pressiona Putin para negociar, evitando que o conflito se prolongue e desestabilize ainda mais a ordem global.

A decisão de Trump ganhou apoio de figuras-chave no Senado americano, como os senadores Lindsey Graham e Richard Blumenthal, que propuseram um projeto de lei para autorizar tarifas de até 500% contra países que comprem produtos russos. “Essas tarifas são um martelo executivo para levar as partes à mesa de negociação”, declararam em comunicado conjunto, enfatizando que o objetivo é a paz, não apenas sanções. A postura de Trump é vista como uma resposta necessária à relutância de Putin em buscar um acordo, especialmente após ataques russos a civis na Ucrânia, que Trump criticou como “inaceitáveis”. Dados da ONU indicam que mais de 10.000 civis foram mortos desde o início do conflito em 2022, o que reforça a urgência da iniciativa americana.

No Brasil, a ameaça de tarifas gera preocupação, dado que o país importa fertilizantes russos essenciais para o agronegócio, que responde por 25% do PIB nacional, segundo o Ministério da Economia. Parlamentares da oposição, como o senador Marcos Pontes (PL-SP), defenderam que o Brasil deve priorizar parcerias com o Ocidente para evitar retaliações econômicas. “Não podemos ficar reféns de alianças que comprometem nosso acesso ao mercado americano”, afirmou Pontes em 15 de julho. A dependência do Brasil do mercado dos EUA, que absorve 11,4% de suas exportações, conforme dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), torna a ameaça de tarifas um fator crítico para a economia nacional.

Críticos, incluindo o governo brasileiro, argumentam que as tarifas representam uma forma de coerção econômica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em resposta à ameaça, declarou em 15 de julho: “O Brasil é soberano e não aceita imposições que prejudiquem nossos interesses”. O Itamaraty reforçou que o comércio com a Rússia, especialmente em fertilizantes, é estratégico para a segurança alimentar. No entanto, a postura de Trump é vista por apoiadores como um movimento estratégico para forçar países do BRICS a repensarem suas relações com a Rússia, alinhando-se aos interesses de segurança e estabilidade promovidos pelos EUA e pela OTAN. A ameaça de tarifas, combinada com o apoio militar à Ucrânia, demonstra a liderança de Trump em usar o poder econômico e militar para pressionar por uma resolução rápida do conflito.

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