Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva por descumprimento de medidas protetivas e violência doméstica

José Ricardo

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Campo Grande, prendeu neste domingo (15), um homem de 34 anos, investigado por crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Ele estava com um mandado de prisão preventiva em aberto.

As investigações apontam um ciclo de violência reiterada. O investigado já havia sido preso em flagrante no dia 18 de dezembro de 2025 após episódios de ameaça e injúria ocorridos no bairro Vila Alba.

Na ocasião, as vítimas — mulheres com idades entre 26 e 34 anos — relataram comportamentos de controle extremo e medo. Mesmo após ser posto em liberdade provisória em 19 de dezembro de 2025, mediante o compromisso de cumprir medidas protetivas de urgência, o indivíduo demonstrou total desprezo pelas ordens judiciais.

Registros policiais confirmam novos descumprimentos nos dias 19, 25, 30 e 31 de dezembro de 2025. O investigado utilizou meios de comunicação e contatos eletrônicos para continuar assediando e ameaçando a vítima.

Anteriormente, esta Especializada já havia cumprido um mandado de busca e apreensão contra o investigado, devido a denúncias de que ele possuía armas de fogo. Ao tomar ciência de que era alvo de novas frentes investigativas, o indivíduo passou a agir de maneira furtiva, abandonando a residência em que morava e deixando de frequentar seu escritório de advocacia.

Após mais de um mês de diligências e monitoramento, a equipe policial localizou seu paradeiro. O imóvel foi monitorado desde as primeiras horas de hoje e, com a confirmação de presença, a prisão foi efetuada sem intercorrências.

Em estrito cumprimento aos preceitos legais e às prerrogativas da classe, a OAB-MS foi devidamente acionada logo após a captura para acompanhar os procedimentos.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso no combate rigoroso à violência doméstica e alerta que o descumprimento de decisões judiciais que visam proteger a integridade física e psicológica das mulheres não será tolerado, ensejando as medidas cautelares cabíveis para garantir a ordem pública e a segurança das vítimas.

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