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Manifestações em Brasília e Belo Horizonte Refletem Insatisfação com Lula e STF

No último domingo, 20 de julho de 2025, as ruas de Brasília e a Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, foram palco de protestos organizados por movimentos conservadores que expressaram descontentamento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o Supremo Tribunal Federal (STF), em particular o ministro Alexandre de Moraes. Em Brasília, centenas de manifestantes ocuparam uma faixa do Eixão Sul, na Asa Sul, em uma mobilização chamada “Caminhada pela Liberdade”, convocada pelas parlamentares Damares Alves e Bia Kicis, ambas do PL do Distrito Federal. Em Belo Horizonte, o ato organizado pelo grupo Direita BH reuniu milhares de pessoas, segundo estimativas, na Praça da Liberdade, reforçando pautas como a defesa da liberdade, a anistia aos presos dos atos de 8 de janeiro de 2023 e críticas contundentes a Lula e Moraes.

Os manifestantes em Brasília entoaram palavras de ordem como “Fora Moraes”, “Moraes ditador” e “A culpa é do Lula”, enquanto exibiam cartazes criticando o STF e a imprensa, alguns em inglês, além de bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel. A manifestação, que durou cerca de duas horas, incluiu momentos de oração coletiva e discursos inflamados, com apelos ao Congresso Nacional para a aprovação de um projeto de anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Em Belo Horizonte, o protesto também destacou a insatisfação com o que os organizadores chamam de “avanço do autoritarismo” e “perseguição política”. Cristiano Reis, coordenador do grupo Direita BH, afirmou que o STF deve atuar como uma corte constitucional, e não como um instrumento político, e cobrou posicionamento de parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

As críticas ao governo Lula focam em alegações de má gestão, corrupção e políticas que, segundo os manifestantes, ameaçam os valores tradicionais e a economia nacional. A imposição de medidas restritivas a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica determinado por Moraes em 18 de julho, foi um catalisador para os protestos, intensificando a narrativa de perseguição política. Os atos também refletem um apoio à liderança de figuras como Bolsonaro, que, apesar de não estar presente, foi simbolicamente representado por um boneco inflável em Belo Horizonte. Além disso, mensagens de apoio ao presidente dos EUA, Donald Trump, foram entoadas, com gritos como “Presidente Trump, contamos com você”, em meio à recente crise diplomática envolvendo tarifas de 50% sobre exportações brasileiras.

Os protestos, embora menores que manifestações históricas como as de 2016 contra Dilma Rousseff, mostram a persistência de uma base conservadora mobilizada. Em Brasília, o ato foi pacífico, com a Polícia Militar garantindo a segurança, enquanto em Belo Horizonte, a ausência de lideranças políticas locais foi notada, mas não diminuiu o ímpeto dos participantes, que prometem novos atos em agosto e setembro. Essas mobilizações destacam a defesa de princípios como a independência entre os poderes e a liberdade de expressão, que os manifestantes acreditam estar ameaçados. A Praça da Liberdade, tradicional ponto de encontro de movimentos de direita em Belo Horizonte, consolidou-se mais uma vez como espaço de resistência a políticas percebidas como contrárias aos interesses de parte da população.

Gustavo De Oliveira

Escritor

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