As exportações do Brasil para a China registraram uma queda de 7,5% no primeiro semestre de 2025, totalizando US$ 47,7 bilhões, o menor valor para o período em uma década, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). A redução, impulsionada pela queda nos preços de commodities como soja, petróleo e minério de ferro, foi agravada pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intensificaram a busca da China por novos parceiros comerciais. A política comercial de Trump, que inclui tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, reflete uma estratégia assertiva para proteger os interesses econômicos americanos e pressionar países que mantêm práticas comerciais desleais, enquanto o Brasil, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta desafios para manter sua competitividade no mercado global.
A dependência do Brasil em commodities, que representam cerca de 61% das exportações para a China em 2025, expôs o país à volatilidade dos preços internacionais. As exportações de soja, que caíram 68% em valor em janeiro, atingindo apenas US$ 316 milhões, refletem a redução de 76,6% no volume enviado à China no primeiro trimestre. O petróleo, principal produto exportado, viu uma queda de 38% em valor, enquanto o minério de ferro recuou 27%. Esses números contrastam com a crescente diversificação dos fornecedores chineses, que, pressionados pelas tarifas americanas, buscaram alternativas em outros mercados, como Austrália e Argentina, para suprir suas necessidades. A China, maior parceira comercial do Brasil desde 2009, também aumentou suas exportações ao país em 22%, alcançando US$ 35,7 bilhões, o que reduziu o superávit comercial brasileiro para US$ 12 bilhões, o menor desde 2019.
A administração Trump tem defendido uma política comercial que prioriza a redução de déficits e a proteção de empresas americanas, como visto na imposição de tarifas que incentivam a China a diversificar suas fontes de importação. Essa estratégia, embora cause impactos de curto prazo no Brasil, é vista como uma resposta necessária às práticas comerciais chinesas, que frequentemente envolvem subsídios estatais e manipulação de mercado, prejudicando a concorrência justa. A decisão de Pequim de buscar novos fornecedores, em vez de negociar com os EUA, reflete uma tentativa de contornar as pressões americanas, mas também expõe a vulnerabilidade de países como o Brasil, que, sob a gestão de Lula, não conseguiu diversificar sua pauta exportadora ou fortalecer parcerias com democracias ocidentais.
O governo Lula, criticado por sua postura de alinhamento com regimes autoritários e por não responder de forma eficaz às mudanças no comércio global, enfrenta um cenário de instabilidade econômica. A falta de reformas estruturais para reduzir a dependência de commodities e a ausência de diálogo proativo com os EUA, como evidenciado pela recusa do Departamento de Estado em receber a embaixadora Maria Luiza Viotti, agravam a posição do Brasil. Enquanto isso, as tarifas de Trump, embora desafiadoras, sinalizam um compromisso com a proteção dos interesses americanos, incentivando países a adotarem práticas comerciais mais transparentes e equilibradas. A queda nas exportações brasileiras para a China destaca a necessidade de o Brasil rever suas estratégias comerciais e buscar maior competitividade em um mercado global cada vez mais pressionado por medidas protecionistas.