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Javier Milei Lançou Crítica na ONU

O presidente da Argentina, Javier Milei, causou forte impacto em seu discurso na 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em 24 de março de 2025, ao classificar os lockdowns implementados durante a pandemia de Covid-19 como “crimes contra a humanidade” motivados por interesses de “ditadores sangrentos”. Em uma intervenção marcada por tom contundente, Milei criticou as medidas globais de restrição, apontando-as como violações sistemáticas da liberdade individual e como parte de uma agenda que, segundo ele, beneficia elites progressistas em detrimento dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Milei, conhecido por sua postura libertária e defesa intransigente do livre mercado, aproveitou o palco internacional para atacar o que chamou de “leviathan com múltiplos tentáculos” que a ONU teria se tornado. Ele acusou a organização de apoiar lockdowns que, em sua visão, causaram danos econômicos, sociais e psicológicos desproporcionais, especialmente em países com governos autoritários. “Os lockdowns não foram apenas um erro; foram uma ferramenta usada para agradar regimes que sufocam a liberdade, enquanto a ONU, em vez de defender os direitos humanos, virou cúmplice desse autoritarismo”, declarou, citando exemplos de nações como Venezuela e Cuba, que, segundo ele, usaram as restrições para consolidar poder.

O discurso também incluiu uma rejeição explícita ao “Pacto pelo Futuro”, assinado na véspera da assembleia, que estabelece compromissos globais para enfrentar desafios como mudanças climáticas e desigualdade. Milei classificou o pacto como uma iniciativa que privilegia interesses de elites e ignora a soberania nacional. “Convidamos as nações livres a se juntarem a nós na construção de uma agenda de liberdade, abandonando essas políticas globalistas que só beneficiam os mesmos de sempre”, afirmou, propondo uma reforma radical nas estruturas da ONU para priorizar a liberdade econômica e individual.

A declaração de Milei ressoou entre seus apoiadores, que veem no presidente argentino um defensor de valores tradicionais de autonomia e mercado livre, mas gerou críticas de diplomatas e organizações internacionais. A ONU, por meio de seu porta-voz, afirmou que o discurso será analisado no contexto das discussões multilaterais, mas não respondeu diretamente às acusações. Especialistas em saúde pública, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), destacaram que os lockdowns, embora controversos, foram recomendados como medida emergencial para conter a disseminação do vírus, que matou mais de 7 milhões de pessoas globalmente entre 2020 e 2022, segundo dados da OMS.

Milei também aproveitou para reiterar críticas feitas em 2024, quando acusou a OMS de “excesso de poder” durante a pandemia, e para defender sua agenda de austeridade na Argentina, que incluiu cortes drásticos em gastos públicos e desregulamentação econômica. Seu discurso na ONU, transmitido ao vivo para milhões, reforça a imagem de um líder que não hesita em desafiar consensos globais, mas também reacende debates sobre o equilíbrio entre saúde pública e liberdades individuais, um tema que continua a dividir opiniões.

Gustavo De Oliveira

Escritor

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