Para aprimorar o plantio, reeducandos que atuam na ‘Horta da Esperança’ recebem instruções do Senar

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Implantada há cerca de um ano, a ‘Horta da Esperança’ auxilia detentos na conscientização, redução da pena e ressocialização. Desde o plantio à colheita dos alimentos, os reeducandos do CPAIG (Centro Penal Agroindustrial da Gameleira), em Campo Grande, recebem capacitação e orientação técnica durante todo o trabalho.

De acordo com o supervisor de campo da ATeG Horticultura, Thiago Escobar, o papel do Senar é dar suporte para aumento da produção e qualidade dos alimentos. “A sustentabilidade é trabalhada por meio da rotação de culturas, cobertura do solo, uso correto de defensivos agrícolas para melhorar os resultados da horta”, afirma.

“Eu moro em um sítio e mexer com a natureza traz mais energia para mim. Quando eu convivo com as plantas fortalece meu espírito. Plantar e colher me ajuda cada dia mais a sobreviver. Se eu entrei fraco aqui eu vou sair mais forte, com uma profissão que eu possa atuar, trabalhar, produzir e procurar fazer o certo a partir de agora”, explica um dos internos.

A horta tem a proposta de capacitar e ocupar produtivamente os reeducandos, ao mesmo tempo em que auxilia a sociedade. Conforme o diretor do CPAIG, policial penal Adiel Barbosa, são realizadas doações para escolas e hospitais. “Além disso, também realizamos a venda das mercadorias para as empresas que nos fornecem alimentos, como forma de ser autossustentável”.

Atualmente, oito reeducandos trabalham na horta e recebem remição de um dia na pena a cada três de serviços prestados, como estabelece a LEP (Lei de Execução Penal), além de remuneração de um salário mínimo.

O técnico de campo e engenheiro agrônomo, Welligton Valadão, pontua que mais de 20 culturas são produzidas. “Na prática, eu atuo desde o início da implementação do projeto, com o planejamento, organização das culturas, o que seria plantado e como, o escalonamento das culturas e inserção das tecnologias. Após essa fase, eu passei a realizar duas visitas mensais para orientar os internos e servidores que auxiliam os mantenedores da horta”, detalha.

“Eu quis trabalhar na horta para não precisar ir para a rua, então já estamos ‘dentro do serviço’, e porque aqui é um bom lugar para se estar. Eu não tinha experiência com a horta, então eu observava os outros e aprendia. Aprendi a plantar, colher, mexer com a terra e adubar. A minha parte favorita é plantar, porque é legal ver ela crescer e se desenvolver”, relata outro detento.

Em 2023, foram produzidas 25 toneladas de alimentos no local, dentre eles hortaliças, legumes e frutas, sendo 20% doadas e 80% vendidas para fornecedores da unidade.

Tatyane Santinoni, Comunicação Agepen