Oito toneladas de maconha são apreendidas em uma carreta no município de Ponta Porã

Divulgação

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Policiais Militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam na madrugada desta quarta-feira (28), na rodovia MS-386 entre Ponta Porã e Amambai, uma carreta Scania 330 acoplada a um semirreboque carregado com grande quantidade de fardos prensados de maconha, com peso total de oito toneladas, além de 750 pacotes de cigarros e 20 pneus.

Os militares realizavam um bloqueio policial para fiscalização na rodovia, área rural do município, quando deram a ordem de parada ao condutor que desobedeceu e tentou fugir, até ser alcançado e detido. Inicialmente o homem, de 29 anos de idade e que reside na cidade gaúcha de Perobá, disse que veio da cidade de Rio Grande (RS) até Maracaju, onde carregou o veículo com soja.

Durante seu retorno ao Rio Grande do Sul passou em Ponta Porã, onde um desconhecido teria colocado pneus entre os grãos. Durante a vistoria na carga, os policiais localizaram a droga. A carga de grãos foi então descarregada em uma cerealista e constatou-se não apenas a maconha e os pneus, mas as caixas de cigarros.

O helicóptero Harpia da CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo) apoiou os militares do DOF no deslocamento da carreta com a droga até Dourados para a confecção do Boletim de Ocorrência. A carreta com a droga e o contrabando apreendidos serão entregue na Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 16 milhões.

Para o subdiretor do DOF, o Tenente-Coronel PM Wilmar Fernandes essa apreensão tem impactos importantes no combate ao crime e à saúde pública: “Eu vejo dois impactos, o primeiro deles e o maior que eu entendo é que não vai chegar essa droga às pessoas de famílias de bem; isso é uma causa de segurança e saúde. O segundo é o impacto financeiro nas organizações criminosas; com essa carga avaliada em torno de dezesseis milhões de reais, nós descapitalizamos o crime organizado impedindo que ele se utilize desse recurso para o cometimento de novos crimes”, afirma.