Israel adia em 24 horas trégua humanitária e troca de presos por reféns

Crianças caminham diante de fotografias de reféns israelenses coladas em uma parede de Tel Aviv - (crédito: Ahmad Gharabli/AFP)

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Angústia, esperança, ansiedade, decepção. Familiares dos civis sequestrados pelo movimento fundamentalista islâmico Hamas, durante o massacre de 7 de outubro, no sul de Israel, alternavam sentimentos conflitantes poucas horas depois do anúncio do acordo firmado entre o governo de Benjamin Netanyahu e a facção extremista para a libertação de 50 dos quase 240 reféns. A expectativa era de que a trégua teria início às 10h desta quinta-feira (5h em Brasília) e uma duração de quatro dias.

No entanto, Tzachi Hanegbi, conselheiro de Segurança Nacional de Netanyahu, assegurou que os reféns somente deverão ser soltos a partir desta sexta-feira (24/11). O governo israelense alertou que, enquanto não houver libertações, a guerra seguirá, “como de costume”. Em troca dos reféns, Israel se compromete a entregar 150 prisioneiros palestinos. David Barnea, chefe da Mossad, a agência de inteligência israelense, viajou ao Catar e recebeu a lista com os nomes dos capturados pelo Hamas — mulheres, mães, crianças e jovens até 19 anos. 

Correio Braziliense