Conselho dos Direitos da Mulher busca apoio da Câmara para campanha de combate à misoginia

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Os índices de violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul são alarmantes, inclusive em Dourados. Por isso, na manhã desta terça-feira (20), representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher estiveram na Câmara para tratar sobre questões de misoginia.

O Brasil ocupa a quinta posição de país mais violento do mundo contra as mulheres. A realidade da violência também atinge MS, que tem a maior taxa de feminicídio do Brasil: 3,5 a cada 100 mil mulheres, liderando, também, o ranking nacional com a maior taxa de assassinatos: 8,3 a cada 100 mil mulheres.

Pesquisas recentes indicam que Dourados lidera a taxa de homicídios entre as maiores cidades do Estado e integra a lista das mais violentas do Brasil, por isso, o Conselho acionou a Câmara para realizar uma campanha de combate à misoginia. 

Ao presidente da Casa de Leis, Laudir Munaretto (MDB), as representantes do Conselho solicitaram parceria para produção de cartilhas e a apresentação de um projeto de lei a fim de instituir a “Semana de Combate a Misoginia” em Dourados.

O intuito é que a campanha tenha caráter permanente, através da educação social e formal, nas escolas, nos espaços culturais e públicos, com ações eficazes de conscientização da sociedade quanto a importância da equidade e respeito à dignidade das mulheres.

Para a presidente do Conselho, Rilziane Guimarães, é necessário mobilizar a sociedade para discutir o assunto, “a gente veio aqui buscar apoio, engajamento para que a Câmara trabalhe conosco nesse combate à misoginia e nessa formação de consciência”, afirmou.

O vereador Laudir Munaretto enfatizou a importância da Câmara, como ente representativo da sociedade, participar desse processo, “o poder público deve proporcionar meios para que todos tenham acesso às mesmas oportunidades e o combate à misoginia é imprescindível para que as mulheres tenham seus direitos garantidos”.

Também participaram da reunião, representantes dos vereadores Elias Ishy (PT); Liandra Brambilla (PTB); e Daniela Hall (PSD); e a asssistente social da Procuradoria da Mulher da Câmara, Piedra dos Santos Roza.