Ceasa de Mato Grosso do Sul Registra Aumento de 105% no Volume de Produtos Importados do Exterior

Gustavo De Oliveira

A Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS) anunciou em 26 de março de 2025 um crescimento expressivo de 105% no volume de produtos importados do exterior ao longo de 2024, conforme divulgado pela Agência de Notícias do Governo do Estado. O levantamento, apresentado pelo diretor-presidente da Ceasa-MS, Daniel Mamédio do Nascimento, aponta que frutas como maçã, pera, kiwi e ameixa, provenientes principalmente de países como Argentina, Chile e Uruguai, foram os grandes destaques desse aumento, impulsionado pela alta demanda no mercado interno e pela valorização do real frente ao dólar.

Segundo Mamédio, o volume de produtos importados passou de 4,8 mil toneladas em 2023 para 9,8 mil toneladas em 2024, refletindo uma mudança nos padrões de consumo e na oferta disponível no estado. “Com o dólar mais baixo e a safra nacional enfrentando desafios climáticos, como secas em algumas regiões produtoras, houve um incremento significativo na entrada de frutas do Mercosul e até de países mais distantes”, explicou. A Ceasa-MS, localizada em Campo Grande, comercializou ao todo 131 mil toneladas de hortifrútis em 2024, com as importações representando cerca de 7,5% desse total, um salto em relação aos 3,6% do ano anterior.

O relatório destaca ainda que São Paulo, Paraná e Minas Gerais continuam como os principais fornecedores nacionais, mas a participação de produtos estrangeiros tem crescido, especialmente em categorias como frutas frescas e exóticas. A valorização do real, que em março de 2025 estava cotado em média a R$ 5,10 frente ao dólar, facilitou as importações, enquanto a infraestrutura logística da Ceasa-MS, com câmaras frias e amplo espaço de armazenamento, suportou o aumento no fluxo. O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, reforçou que o estado está se consolidando como um hub de distribuição regional, beneficiando-se da Rota Bioceânica para escoar e receber mercadorias.

O aumento também gerou impactos econômicos positivos, com a movimentação de R$ 287 milhões em 2024 na Ceasa-MS, mas levanta debates sobre a dependência de produtos externos em um estado com forte vocação agrícola. A expectativa é que o volume importado continue a crescer em 2025, dependendo das condições climáticas e das políticas cambiais.

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