Aeródromos regionais de MS passam por estudo técnico para viabilidade de concessão e plano diretor

Divulgação

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Estudo técnico começou a ser realizado em aeródromos regionais de Mato Grosso do Sul para avaliar a viabilidade de concessão e elaboração de planos diretores de funcionamento. O trabalho de campo da consultoria já começou, e tem previsão de que os estudos de pré-viabilidade sejam concluídos em um ano.

As atividades tiveram início ontem (14), em Aquidauana e seguem nesta sexta-feira (15), em Jardim. Serão avaliados 20 locais visando eventuais concessões de aeródromos regionais e planos diretores 

“Temos um plano aeroviário de R$ 250 milhões garantidos para investirmos nos aeródromos do Estado. Um estudo como esse, levantamento de viabilidade, possibilita a aplicação de recursos corretamente, onde é necessário de fato. Caso não alcance números favoráveis para a concessão, esses estudos vão servir para investimentos com recursos próprios nesses aeroportos, que são extremamente importantes regionalmente”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística Hélio Peluffo.

Entram na fase de estudos para concessão os aeroportos dos municípios de Aquidauana, Bonito, Campo Grande (Santa Maria), Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Dourados, Jardim, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Porto Murtinho, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas. Também estão incluídos na análise de viabilidade os aeródromos que serão implantados em Água Clara, Amambai, Inocência e Maracaju – que não possuem pavimento. O plano diretor será feito para os aeródromos de Bonito, Dourados, Três Lagoas, Naviraí e Porto Murtinho.

“O estudo tem como objetivo identificar a vocação de cada aeródromo regional que temos no Estado. Após a conclusão a gente vai saber qual região tem vocação turística, para uma aviação mais executiva, comercial. E com isso, vamos acelerar o crescimento da aviação nas regiões mais afastadas da Capital. Trazer agilidade no transporte, e isso impacta a economia, geração de emprego, e com certeza todos os ramos da sociedade”, explicou Derick Hudson de Souza, superintendente Viário e coordenador de Transporte Aéreo da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística).

O mapeamento – tanto dos aeródromos privados quanto públicos – identificará a dinâmica de cada aeroporto e resultará no levantamento de possibilidades de concessão ou parceria público-privada (PPP).

“Com a entrega dos resultados dos estudos de mercado, projeções de demanda, análise de oferta atualizada e regionalizada, servirão de base para nossa tomada de decisão”, disse Eliane Detoni, secretária especial de Parcerias Estratégicas.

Além de levantamentos direcionados ao aeródromo, os municípios também fazem parte do estudo, que vai identificar a vocação de cada região. “O estudo tem duração de um ano porque envolve a geoeconomia da região. Então a equipe vai até o aeroporto, faz os levantamentos no local e na cidade. Inclusive com entrevistas a representantes comerciais e do setor do turismo. Ao final da contratação do estudo vamos ter um panorama muito efetivo de cada região, e de onde temos que investir”, apontou Souza.

Pantanal

Um dos objetivos do Estado é estruturar aeroportos no Pantanal da Nhecolândia e na região do Morro do Azeite para desenvolver a logística e a infraestrutura aeroportuária, dando agilidade nas ocorrências de incêndios florestais e também no atendimento de saúde de ribeirinhos e outras pessoas que vivem e trabalham no bioma. Em fase de projetos, os aeródromos da Nhecolândia e do Morro do Azeite serão construídos com pista, pátio e cercamento.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS