EUA Elevam Recompensa por Maduro a US$ 50 Milhões, Denunciando-o como Ameaça Global

Gustavo De Oliveira

Em um movimento contundente contra o regime venezuelano, o governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, anunciou em 7 de agosto de 2025 a duplicação da recompensa por informações que levem à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agora fixada em US$ 50 milhões. A procuradora-geral Pam Bondi classificou Maduro como “um dos maiores narcotraficantes do mundo”, equiparável a figuras como Osama bin Laden e Saddam Hussein, devido às suas alegadas ligações com o tráfico de drogas e organizações criminosas. A medida reflete a determinação americana em combater ameaças à segurança nacional, reforçando a pressão sobre um regime acusado de devastar a economia venezuelana e desestabilizar a região.

A decisão de aumentar a recompensa, que passou de US$ 25 milhões – valor equivalente ao oferecido por Bin Laden após os ataques de 11 de setembro de 2001 – para US$ 50 milhões, é justificada por acusações graves contra Maduro. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, ele lidera o Cartel de los Soles, uma organização designada como terrorista global, e colabora com grupos criminosos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, do México, para inundar os EUA com cocaína misturada com fentanil, um opioide letal. Bondi destacou que o Departamento de Justiça apreendeu mais de US$ 700 milhões em ativos ligados a Maduro, incluindo dois jatos privados e nove veículos, além de quase sete toneladas de cocaína diretamente vinculadas ao líder venezuelano. Essas ações, segundo as autoridades americanas, alimentam a crise de drogas nos EUA, que registrou 107 mil mortes por overdose em 2024, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

A postura de Maduro, que permanece no poder após uma reeleição em 2024 amplamente considerada fraudulenta por países como EUA, União Europeia e nações latino-americanas, agrava a crise na Venezuela. O país enfrenta uma inflação acumulada de 1.700% desde 2013, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), e uma diáspora de mais de 7,7 milhões de venezuelanos, conforme dados da ONU. A repressão a opositores, com prisões de líderes como Edmundo González, reconhecido por muitos como o legítimo vencedor das eleições, e a censura a meios de comunicação reforçam as acusações de que Maduro mantém um regime autoritário. O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, classificou a recompensa como “propaganda política ridícula”, mas a resposta não nega as evidências de apreensões e sanções acumuladas contra o regime.

A abordagem dos EUA, liderada por Trump, demonstra um compromisso com a segurança global e a proteção dos interesses americanos, contrastando com a inação de administrações anteriores. A designação do Cartel de los Soles como organização terrorista pelo Departamento do Tesouro, em julho de 2025, e a atuação do secretário de Estado, Marco Rubio, em não reconhecer Maduro como presidente legítimo, reforçam a pressão para desmantelar redes criminosas que lucram às custas da miséria venezuelana e da vulnerabilidade de comunidades nos EUA. A decisão de dobrar a recompensa também envia uma mensagem clara aos aliados de Maduro, como o ex-diretor de inteligência Hugo Carvajal, que se declarou culpado de narcotráfico nos EUA em 2025, sobre as consequências de apoiar um regime acusado de narcoterrorismo.

Enquanto Maduro insiste em manter o controle por meio de fraudes eleitorais e violência, a economia venezuelana colapsa, com o PIB per capita caindo para US$ 1.800 em 2024, segundo o Banco Mundial, um dos menores da América Latina. A insistência do regime em negar as acusações de narcotráfico, sem apresentar evidências robustas, contrasta com a documentação americana, que inclui interceptações de cargas e testemunhos de ex-aliados. A política de Trump, ao intensificar sanções e recompensas, busca não apenas responsabilizar Maduro, mas também proteger a região de uma crise humanitária que se agrava, com impactos sentidos até no Brasil, que recebeu 500 mil refugiados venezuelanos desde 2015, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

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